Um novo tipo de coronavírus, que tem sido chamado informalmente de vírus Grimsö, foi encontrado em parte considerável de uma população de roedores. De acordo com os pesquisadores, este vírus pode se espalhar rapidamente entre os animais e até mesmo saltar para humanos.

Ainda não se sabe se o vírus Grimsö é ou não perigoso para os humanos, porém, segundo os cientistas, as descobertas são um bom lembrete de que é necessário monitorar esses patógenos na vida selvagem, em especial os que são transportados por animais que vivem próximos aos humanos.

“Com base em nossas observações e coronavírus anteriores identificados entre ratos do banco, há boas razões para continuar monitorando o coronavírus entre roedores selvagens”, diz o virologista Åke Lundkvist da Universidade de Uppsala, na Suécia.

Contato dos roedores com humanos tende a aumentar

Na Europa, não é incomum encontrar esses roedores tentando se abrigar do frio durante o inverno. Crédito: Frank Vassen/Shutterstock

As chamadas ratazanas do banco (Myodes glareolus) estão entre os roedores mais comuns do continente europeu e, por muitas vezes, seus caminhos se cruzam com o dos humanos. Além do Grimsö, eles também são hospedeiros do vírus Puumala, que causa uma febre hemorrágica em humanos.

Estes pequenos roedores costumam buscar refúgio em edifícios humanos quando experimentam condições adversas de temperatura, como o frio extremo. Isso aumenta significativamente o risco de contaminação por doenças que têm esses animais como hospedeiros.

Porém, por conta do ritmo acelerado das mudanças climáticas e da destruição do habitat das ratazanas do banco, é provável que a interação desses roedores com os humanos só aumente no futuro. Com isso em mente, desde 2015 os pesquisadores da Universidade de Uppsala têm observado esses animais.

3,4% de ratos infectados

Ao testar 450 ratazanas selvagens da região de Grimsö, a oeste de Estocolmo, 3,4% dos animais apresentaram resultados positivos para um tipo até então desconhecido de betacoronavírus. Este tipo de coronavírus, geralmente, é encontrado em roedores e morcegos, podendo pular para humanos.

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Os pesquisadores encontraram várias cepas distintas do vírus Grimsö circulando entre as populações de ratos do banco. Segundo os pesquisadores, há um mau sinal neste possível patógeno, já que ele apresenta características que o colocam como facilmente adaptável a novos hospedeiros e habitats.

Via: Science Alert

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