Após anos de atrasos, a Rússia finalmente enviou nesta quarta-feira o módulo científico Nauka rumo à Estação Espacial Internacional. O novo componente decolou a bordo de um foguete Proton-M a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Se tudo correr como o planejado, daqui a oito dias o Nauka deve realizar a operação de acoplamento à ISS.

Mas antes, o atual módulo Pirs vai ser desconectado pela espaçonave de carga Progress MS-16. Ela também vai ser carregada com lixo produzido pelos tripulantes da estação, e junto com o Pirs, vai ser incinerada durante a reentrada na atmosfera, quatro horas após a separação.

O novo módulo de 22 toneladas vai passar a ser a maior ala da ISS.
Com 13 metros de comprimento e 4,3 metros de diâmetro, ele abriga um laboratório de pesquisa e também uma cama extra para um cosmonauta, além de banheiro, sistema de regeneração de oxigênio e equipamento para reciclagem de urina e produção de água.

O Nauka foi programado para ser lançado em 2007, mas a missão enfrentou atrasos no projeto e montagem, e mais recentemente teve problemas ligados à pandemia do coronavírus. Ele inclui um braço robótico que vai ser usado para manipulação de equipamentos e experimentos no exterior da estação.

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O post Ciência no espaço: após anos de atraso, Rússia envia o módulo ‘Nauka’ para a ISS apareceu primeiro em Olhar Digital.