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Animais como cães e gatos podem contrair o vírus da Covid-19, mas, não transmitem a doença. Somente 11% dos bichinhos de estimação que habitam em casas de pessoas que tiveram coronavírus apresentam o vírus nas vias aéreas. A informação é segundo a pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Sendo assim, os animais apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, só que não têm sinais clínicos da doença. De acordo com o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e 10 gatos.

Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. O objetivo da pesquisa é analisar os cães e gatos que vivem com pessoas com a doença que possuem sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, ou seja, sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

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“Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias. No estudo, para saber se os animais possuíam o vírus, foram realizados testes PCR baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. Por fim, o estudo conclui que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não possuem o vírus nas vias aéreas.

Imagem: Susan Schmitz – Shutterstock

Por outro lado, é importante lembrar que o vírus – ainda mais da Covid-19 – pode sofrer mutação. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai seguir em andamento e revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus da Covid-19. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”, afirmou o especialista, enfatizando a importância da vacinação. Com isso, a nova etapa da pesquisa irá avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Além disso, os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

Fonte: Agência Brasil

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A microbiota – ou conjunto de microorganismos – no nariz e na garganta contém biomarcadores para avaliar o quão doente um indivíduo infectado com SARS-CoV-2 pode ficar, até para desenvolver novas estratégias de tratamento para melhorar seu resultado, desenvolvem os pesquisadores.

A microbiota nasofaríngea é considerada uma proteção de linha de frente contra vírus, bactérias e outros patógenos que entram nessas passagens naturais, esclareceu o Dr. Sadanand Fulzele, pesquisador do Departamento de Medicina do Medical College of Georgia na Augusta University.

Padrões distintos surgiram quando os pesquisadores examinaram a microbiota de 27 indivíduos com idade entre 49 e 78 anos que eram negativos para o vírus. “Milhões de pessoas são infectadas e relativamente poucas delas tornam-se sintomáticas. Esta pode ser uma das razões”, explicou o Dr. Ravindra Kolhe, diretor do Laboratório Esotérico e Molecular da Geórgia do MCG, que realizou mais de 100.000 testes Covid-19.

As mudanças mais significativas ocorreram em quem era sintomático, incluindo cerca de metade dos pacientes que não tinham uma quantidade suficiente de microbiota para sequenciar uniformemente, segundo o autor.

“Não sabemos o que veio primeiro, a doença ou a destruição da microbiota”, disse Fulzele. De acordo com ele, nariz escorrendo e espirros podem ser responsáveis ​​pela perda, um número menor de habitantes bacterianos pode ter aumentado o risco dos indivíduos de desenvolver esses tipos de sintomas ou o vírus pode ter mudado o cenário.

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Um dos principais métodos de transmissão da síndrome respiratória aguda grave do SARS-Cov-2 é quando alguém tosse, espirra ou mesmo fala, e gotas chamadas aerossóis transportam o vírus que se move pelo ar e entra no nariz ou na boca de outra pessoa.

Aqueles com 65 anos ou mais, podendo ou não ter questões de saúde subjacentes como hipertensão e diabetes, são considerados em maior risco de hospitalização e morte por infecção. Com isso, eles decidiram olhar para a microbiota na parte superior do sistema respiratório, chamada de nasofaringe de indivíduos mais velhos.

As novas descobertas indicaram que a microbiota alterada nos pacientes sintomáticos impactou a resposta imunológica ao vírus, descreveram Kolhe e Fulzele.

A microbiota de ambos os grupos infectados – sintomáticos e assintomáticos- apresentava altos níveis de bactérias como as cianobactérias, também chamadas de algas verdes azuis, as quais podem ser encontradas em água contaminada.

Essas bactérias entram no corpo através das superfícies mucosas, como as do nariz, e são conhecidas por causar pneumonia e danos ao fígado. Portanto, aqueles que eram sintomáticos tinham duas vezes mais dessa bactéria do que suas contrapartes assintomáticas.

Por mais que a relação entre a microbiota e a gravidade da Covid-19 permaneça desconhecida, o estudo indicou uma “forte associação” entre a microbiota nasal, a infecção por SARS-CoV-2 e a gravidade, eles concluíram.

Fonte: Medical Xpress

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Na terça-feira (28), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou mais 2,4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o Ministério da Saúde. De acordo com a instituição, está prevista uma nova remessa até o fim desta semana.

Com isso, até o final deste ano, a meta da Fiocruz é entregar ao PNI vacinas com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil. Isto irá garantir ao país independência científica e também segurança na fabricação do imunizante, evitando que haja futuros problemas na produção.

Fiocruz disponibiliza mais de 2 milhões de doses

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), entregou mais de 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde.

Com isso, o total é de 4,5 milhões de doses entregues ainda nesta semana. O novo lote faz com que a fundação alcança cerca de 101 milhões de vacinas disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), sendo que o número foi alcançado em só oito meses.

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Dois dias antes, a fundação também entregou cerca de 1,5 milhão de doses da vacina Covid-19 para o Ministério da Saúde. As doses foram liberadas através de duas remessas, sendo uma com 50 mil doses para o estado do Rio de Janeiro e as demais para o almoxarifado designado pelo MS, com o objetivo de serem distribuídas aos outros estados.

Através de uma nota, foi informado que “a entrega reforça o PNI e garante a continuidade da vacinação em todo o país. Até o fim deste ano, a Fiocruz prevê entregar ao PNI 6 milhões de doses da vacina contra covid-19 produzidos com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional”

Para saber mais, acesse a reportagem completa no Olhar Digital.

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Você conhece a vacina Clover? Os estudos de fase 3 da fabricante chinesa Sichuan Clover Biopharmaceutical, demonstraram 100% de eficácia da vacina contra casos graves e hospitalização para qualquer cepa da Covid-19. Além disso, a eficácia contra casos leves e moderados foi de 84% (79% para Delta e 92% para Gama).

A pesquisa começou em março passado e foi realizada com 30 mil voluntários, distribuídos em cinco países de quatro continentes, incluindo o Brasil. Os resultados foram enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em breve deve ocorrer uma reunião. 

A coordenadora dos testes no Brasil, Sue Ann Costa Clemens, informou que além da alta eficácia o destaque da nova vacina é atuar contra as variantes: “No geral, as vacinas foram desenvolvidas para mostrar eficácia contra a cepa original. Todos os casos positivos que surgiram ao longo do estudo foram sequenciados e não foi detectado nenhum da cepa original, em nenhum país. Isso mostra que essa ela foi substituída a nível mundial em apenas um ano.”

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Ademais, do total de casos positivos, 38% foram pela variante Delta, 25% pela MU, 9% pela Gama e 8% pela beta, entre outros. A vacina da Clover é recombinante da proteína S do Sars-CoV-2, aplicada em duas doses com intervalo de 22 dias. Sendo assim, a sua submissão foi iniciada na Europa, junto à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e se for aprovada esse ano, será a primeira usando essa tecnologia na Europa.  

Fonte: O Globo

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Uma vacina em spray contra a Covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores brasileiros. É um projeto da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade de São Paulo (USP) e com do Instituto do Coração (Incor). Além disso,há também a participação de pesquisadores do Instituto Butantan. O fármaco está em fase inicial de testes, em camundongos, e já apresentou indicadores positivos.

“Temos resultados preliminares que mostram que a vacina consegue induzir resposta de anticorpos neutralizantes e também de células T”, explicou Daniela Santoro Rosa, professora de imunologia e chefe do laboratório de vacinas experimentais da Unifesp.

Por ser um spray nasal, o planejado é que a vacina já produza anticorpos por uma das vias de entrada do vírus: as mucosas do nariz. Outro aspecto incomum do fármaco, em comparação aos outros usados no Brasil, é sua plataforma de desenvolvimento.

A tecnologia usada consiste em utilizar pedaços da proteína S, de Spike, de diferentes cepas, as variantes, do coronavírus. Desse modo, a vacina teria potência contra diversas mutações. “A ideia é usar essa vacina como um reforço para as pessoas que já estão vacinadas. A gente espera que seja mesmo um spray nasal que faça esse reforço”, disse a pesquisadora.

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De acordo com Daniela Santoro, a plataforma da vacina é semelhante à usada para combater a Hepatite B. Sendo assim, a ideia dos pesquisadores da Unifesp era usar a mesma tecnologia para desenvolver um antígeno contra Zika e Chikungunya. Só que os especialistas mudaram a estratégia diante da emergência de saúde disparada pela Covid-19.

É esperado que o pedido de autorização de ensaios clínicos, como são chamados os estudos com voluntários, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorra entre o fim de 2021 e começo de 2022. Neste primeiro momento, em um grupo reduzido, será avaliada a dosagem do imunizante e sua segurança em humanos.

Em Israel, outro spray nasal contra a Covid-19 começou a ser comercializado no mês de julho. O medicamento é fabricado pela empresa canandense SaNOtize e apresentou resultados de fase II. Com isso, a venda foi autorizada para as farmácias do país.

Fonte: O Globo

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Você se lembra de quando limpava cada item da compra do supermercado ou de quando começaram a aparecer as primeiras máscaras caseiras? Não demorou muito para a cloroquina era encarada como um tratamento promissor contra a Covid-19 e chegar outras fake news.

Ao longo da uma pandemia, o avanço do vírus segue sendo veloz. Então, ficar atento às diretrizes e consensos entre especialistas continua sendo uma questão de vida ou morte. Desde fevereiro de 2020, quando os casos de Covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo, as recomendações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença se transformaram radicalmente.

Conheça como essas mudanças aconteceram e entenda como elas nos trazem mais segurança e certeza de que, um dia, essa crise sanitária vai passar.

1. As máscaras têm poder

Durante boa parte do primeiro semestre de 2020, autoridades e instituições públicas como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos foram unânimes em afirmar que as máscaras só deveriam ser usadas por médicos, enfermeiros e profissionais da linha de frente ou indivíduos com suspeita e diagnóstico de Covid-19.

A recomendação estava baseada em dois argumentos principais. Primeiro, havia um medo de que a peça colada ao rosto incomodaria, fazendo com que as pessoas levassem as mãos aos olhos, nariz e boca com mais frequência. Isso, em tese, aumentaria o risco de infecção, pois os dedos poderiam estar contaminados com o coronavírus.

O segundo motivo estava vinculado a uma eventual escassez de material de proteção a quem mais precisava, como os pacientes e os profissionais da saúde, isso porque se temia que uma busca desenfreada pela compra de máscaras acabaria com os estoques disponíveis.

Porém, com o passar dos meses, as máscaras cirúrgicas e os modelos profissionais ganharam terreno e se tornaram mais populares. E isso está diretamente vinculado à evolução do conhecimento sobre as formas de disseminação do coronavírus. “A compreensão ampla dos mecanismos de transmissão de vírus respiratórios foi, sem dúvida, uma das maiores revoluções científicas que vivemos nos últimos tempos”, compreendeu Mori.

As máscaras de tecido conseguem barrar a saída ou a entrada dessas gotículas de saliva maiores. Com o passar do tempo, porém, os cientistas foram observando que a Covid-19 tem uma segunda forma de transmissão: os aerossóis.

Como são menos pesadas, elas ficam vagando pelo ambiente por muito mais tempo, numa dinâmica parecida ao que acontece, por exemplo, com a fumaça do cigarro. “Um indivíduo infectado com o coronavírus pode entrar num elevador, espirrar e sair. E os aerossóis ficam pairando por algum tempo naquele ambiente”, explicou o infectologista Celso Granato, diretor do Fleury Medicina e Saúde.

2. Desinfetar não é tão importante assim

A limpeza foi uma ação que marcou os primeiros meses da pandemia com o álcool 70%, o álcool em gel, o desinfetante e a água sanitária tiveram um crescimento significativo. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla), esse mercado cresceu 13% no Brasil durante o primeiro semestre de 2020, com destaque para um aumento de 67% na venda de produtos à base de álcool.

O interesse tinha a ver com as recomendações dos especialistas e das agências públicas, que apontavam a desinfecção como uma das principais medidas preventivas contra a Covid-19. Ao longo do tempo, a ideia perdeu muita força, conforme se observou a relevância dos aerossóis na transmissão do coronavírus. Muitas instituições, como o CDC americano, consideram o contato com objetos contaminados como uma possível fonte de infecção e admitem que a probabilidade de isso acontecer na prática é baixíssima.

3. A necessidade do ar circular

Um trabalho publicado em maio de 2020 foi decisivo para que a ciência entendesse melhor a dinâmica de transmissão do coronavírus. Os especialistas do condado de Skagit, em Washington, nos Estados Unidos, relataram o caso dos cidadãos que participavam de um coral. No dia 17 de março de 2020, 61 integrantes do grupo se reuniram para um ensaio numa sala fechada com uma pessoa estava infectada com o coronavírus.

O resultado disso foi que, alguns dias depois, 52 tinham suspeita ou Covid-19 confirmada, o que representa 87% de todos os presentes. “E isso faz todo o sentido quando lembramos que o vírus é transmitido através dos aerossóis, que saem da boca e do nariz quando espirramos, tossimos e falamos (ou cantamos, no caso do coral), avaliou Mori.

covid-19 américa latina
Teste positivo para Covid-19
Imagem: Shutterstock

4. Não adianta só medir a febre

Outro “protocolo” clássico desde o início da pandemia envolve os termômetros. A medição era feita na testa, mas uma notícia falsa que circulou por redes sociais e WhatsApp apontava que os “raios infravermelho” do aparelho podiam mexer com o cérebro.

Isso fez com que a temperatura fosse checada no pulso e essa prática continua a acontecer em muitas regiões do Brasil, apesar de as evidências científicas terem evoluído. Ou seja, o problema é que essa estratégia não faz sentido e pode deixar escapar muita gente com Covid-19.

Em primeiro lugar, a infecção pelo coronavírus demora alguns dias para dar as primeiras manifestações, como a febre. Nesse meio tempo, a pessoa pode transmitir o vírus para contatos próximos. Segundo, já se admite há muitos meses que existem outros sintomas possíveis da doença, como diarreia, conjuntivite e perda de olfato e paladar.

Portanto, os termômetros podem reforçar uma falsa sensação de segurança, em que os indivíduos com a temperatura normal acham que estão livres do perigo, quando a realidade é bem mais complexa do que isso.

5. A doença além do sistema respiratório

A trajetória viral da Covd-19 é muito mais complexa do que o esperado. “Em alguns pacientes, começamos a encontrar o coronavírus em outras partes do corpo. Detectamos, por exemplo, o agente infeccioso nas fezes de algumas pessoas, que tinham a diarreia como único sintoma”, relatou Granato.

De acordo com ele, é perceptível que não se tratava de uma doença pulmonar, mas, sim, com uma enfermidade do endotélio, que é uma camada de células que reveste o interior de nossos vasos sanguíneosL”Com isso, apesar do foco maior nos pulmões, passamos a entender que Covid-19 também poderia acometer os intestinos, o coração, o sistema circulatório, os rins, o cérebro.”

6. A Covid longa

A Covid-19 se mostrou ser muito mais complexa e há muitas pessoas que seguem apresentando incômodos meses após a infecção inicial. Um artigo da Universidade College London, no Reino Unido, publicado em julho de 2021, chegou a listar 200 possíveis sintomas diferentes da Covid longa.

Alguns afetam o cérebro e podem estar por trás de problemas de memória e raciocínio. Já outros prejudicam o ciclo menstrual das mulheres ou a capacidade de ereção dos homens. Além disso, há ainda aqueles que causam palpitações no coração ou deixam a visão borrada.

“Ao longo desse tempo, nós aprendemos a ficar de olho nos sintomas diferentes e acionar colegas especialistas naquilo, como cardiologistas e neurologistas”, complementou a infectologista Raquel Stucchi, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Idosa de máscara olhando pela janela
Imagem: Miriam Doerr Martin Frommherz/Shutterstock

7. A inteligência dos testes

Fazer programas de testagem amplos sem nenhum critério é algo difícil de se manter no longo prazo, por falta de equipamentos e recursos humanos, além de pode levar ao desperdício de insumos valiosos. Por isso, muitos especialistas defendem o uso desses exames de forma otimizada, com o objetivo de reduzir a transmissão do coronavírus na comunidade. Essa foi a estratégia adotada por países como Austrália e Nova Zelândia, que alcançaram os ótimos resultados na condução da pandemia.

“Vamos supor que um paciente com sintomas faz o teste e ele dá positivo. O próximo passo seria ir atrás das pessoas com quem ele teve contato nos últimos dias, para que elas também sejam avaliadas”, exemplificou Granato.

Esse método é chamado de rastreamento de contatos, mas hoje em dia é possível adotá-lo e até aumentar sua eficácia com a ajuda da tecnologia, uma vez que os quarentenados podem fazer consultas por aplicativos de videochamada e receber orientações por mensagens de texto, por exemplo.

8. Tratamento precoce (ainda) não teve sucesso

O objetivo de todo o médico era ter um remédio que pudesse ser prescrito no início dos sintomas para curar de vez a Covid-19. Por mais que vários medicamentos foram testados, nenhum mostrou um bom resultado até o momento, como hidroxicloroquina, da ivermectina, da azitromicina, da nitazoxanida e vários outros integrantes do “kit covid”.

“Nos testes iniciais, com culturas de células e cobaias, algumas dessas substâncias até mostravam algum efeito. Mas quando as pesquisas evoluíram para seres humanos, esses resultados não se mantiveram”, contextualizou Granato.s

9. O vírus sofre mutações e pode ser derrotado

O virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), chama a atenção para o surgimento de múltiplas variantes: “Não observamos esse mesmo comportamento nos surtos de Sars [Síndrome Respiratória Aguda Grave], em 2003, e de Mers [Síndrome Respiratória do Oriente Médio], em 2011, que também foram causados por tipos de coronavírus.”

Isso porque o aparecimento das novas linhagens, como a Alfa, a Beta, a Gama e a Delta tem a ver com a rápida disseminação do vírus por todo o planeta. Segundo ele, as variantes não são exatamente uma surpresa, mas no início não se sabia que o coronavírus seria a causa de uma pandemia, nem que se espalharia nessa velocidade.

“A boa notícia é que as vacinas disponíveis atualmente continuam a funcionar contra essas novas versões virais, apesar de sofrerem uma diminuição de sua eficácia original.Tomar as doses, aliás, é o melhor caminho para proteger a si e contribuir para o controle coletivo da pandemia”, finalizou.

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Fonte: O Dia

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Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram um equipamento para capturar e medir a carga de coronavírus em diversos ambientes, a partir de aerossóis presentes na atmosfera. O objetivo é fornecer informações mais assertivas sobre a concentração do vírus SARS-Cov-2 e a capacidade de contágio.

O coordenador do projeto, biofísico Heitor Evangelista, esclareceu que “a maioria das pesquisas sobre risco de contágio está baseada em modelos teóricos. Nós estamos tentando verificar isso na prática”. Além disso, o biofísico informou que as pesquisas que indicam uma grande capacidade de contágio foram feitas em hospitais. E os ambientes em que pretendem realizar os testes são as escolas públicas e a estação ferroviária Central do Brasil, todos locais de grande aglomeração.

O equipamento, chamado de CoronaTrap, passa pelos últimos ajustes para facilitar seu deslocamento. Os vírus capturados são armazenados em um recipiente de cor âmbar chamado bioflask e mantidos em baixas temperaturas para que não se degradem.

Um dos grandes desafios para a realização das medições é a enorme sensibilidade do coronavírus à degradação ambiental. O professor César Amaral, da Uerj, e mais quatro pesquisadores, deram início ao projeto logo no começo da pandemia.

De acordo com Evangelista, a baixa probabilidade de contágio nas atividades ao ar livre e com distanciamento entre pessoas deve ser confirmado pelos testes que estão sendo realizados: “O coronavírus resiste pouco à luz solar e à temperatura, o que resulta em nossa dificuldade de capturá-los ao ar livre.”

O biofísico também acrescentou que a equipe identificou uma grande diferença entre a quantidade de vírus em ambientes fechados e abertos. Isso porque ao ar livre, o CoronaTrap fica praticamente sem vírus, e em determinados locais fechados com aglomerações, com luz ambiente de baixa intensidade e ar-condicionado, a coleta pode ser expressiva.

“No entanto, é preciso realizar mais medições para que tenhamos certeza do que está faltando fazer quanto às medidas de prevenção do contágio”, explicou Evangelista.

Fonte: Agência Brasil

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Pesquisadores da Universidade de Queensland e da Universidade Monash montaram a primeira estrutura molecular 3D de forma completa do vírus disseminados por insetos, como a dengue. A novidade no universo da ciência pode contribuir para a elaboração de vacinas mais eficazes.

O professor e pesquisador, Daniel Watterson disse que a equipe estava estudando o vírus chamado Binjari, específico para o inseto, quando fizeram a descoberta. Ele contou que ao analisar a estrutura molecular claramente, perceberam que todos trabalharam me cima de um erro desde 2008.

“Estávamos usando o vírus Binjari, seguro de manipular da Austrália, que combinamos com genes virais mais perigosos para fazer vacinas mais seguras e eficazes”, explicou Dr. Watterson e complementou que é como se construíssem uma casa com a planta errada e isso faz diferença na hora de garantir a eficácia da vacina. “É o que acontece quando você está tentando construir vacinas e tratamentos eficazes e seu ‘mapa’ molecular não está muito certo”, disse.

Para chegar nesta conclusão e de fato começarem a caminhar para melhorias quando o assunto é vacina, o time de cientistas usou uma técnica conhecida como microscopia eletrônica criogênica para captar imagens do vírus, conseguindo assim dados de alta resolução do Ramaciotti Center for Cryo-Electron Microscopy da Monash.

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Após centenas de imagens bidimensionais coletadas do vírus, eles combinaram usando uma plataforma de computação com altíssimo grau de desempenho para construir uma estrutura 3D com boa resolução.

Outro professor da Monash, Fasséli Coulibaly também participou da pesquisa e disse que a revelação pode levar a novas e melhores vacinas, evitando assim a enorme carga de doenças em todo o mundo: “Os flavivírus são distribuídos globalmente e o vírus da dengue sozinho infecta cerca de 400 milhões de pessoas anualmente.”

Coulibaly descreveu que o vírus causa uma variedade de doenças graves, como: hepatite, síndrome do choque vascular, encefalite, paralisia flácida aguda e morte fetal. Doenças as quais as pessoas podem ser imunizadas a partir de vacinas eficazes. “Esta é uma continuação da pesquisa fundamental por nós e outros e, sem este conhecimento básico duramente conquistado, não teríamos a base sólida necessária para projetar os tratamentos de amanhã”, finalizou.

Fonte: Medical Xpress

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