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De forma bem resumida, sequências – ainda mais de animações – trabalham com três simples objetivos: criar uma nova história repetindo (de forma exagerada ou não) os mesmos elementos que deram certo em um primeiro longa, criar um universo no qual antigos e novos personagens aprofundem suas relações e sejam mais desenvolvidos e, claro, ganhar muito dinheiro. A Universal Pictures e a DreamWorks Animation não são bobas e extraíram o máximo que conseguiram do sucesso de ‘O Poderoso Chefinho‘, lançado em 2017: uma série na Netflix e, agora, um “filme 2”.

Porém, sejamos sinceros: na maioria das vezes, o resultado das sequências não costumam “ser lá essas coisas” e uma boa parte do público sempre experimenta um gosto amargo, refletindo sobre o “quão o original é melhor” e pensando se a continuação – pedida ou não – precisava ser feita. Felizmente, ‘Negócios da Família’ equilibra o fator “mais do mesmo” e traz 107 minutos de uma história cativante não pelo enredo, mas pela boa construção de uma moral que é pouco abordada em desenhos animados: a dificuldade em manter relacionamentos familiares após, bem… o crescer.

Tim e Ted são adultos em ‘O Poderoso Chefinho 2’, mas não estão nos melhores termos. Imagem: DreamWorks Animation/Divulgação

Grata surpresa em 2017 que conquistou o público e faturou mais de US$ 500 milhões, ‘O Poderoso Chefinho’ apresentou a história de dois irmãos em meio a uma premissa surreal, algo que se repete no novo filme. Se na primeira parte o garoto Tim Templeton (James Marsden) foi atormentado pelo seu irmão bebê mais novo Ted (Alec Baldwin) – que usa terno, fala e trabalha numa empresa chamada “BabyCorp” -, em ‘Negócios de Família’ as coisas mudam um pouco. Na sequência, os personagens são adultos e cheios de responsabilidades (um com a família e o outro com o trabalho), algo que fez com que ambos se afastassem e não soubesse mais como se reconciliarem.

‘O Poderoso Chefinho 2’ tem o desenrolar de modo prático e repetindo todos os elementos que deram certo no primeiro filme, porém de modo que não soa monótono ou cansativo para os espectadores. Claro, uma das filhas de Tim, a pequena Tina (Amy Sedaris), é um bebê inteligente tal qual o tio (e sim, em certo momento eles voltam a serem crianças) e há “bizarrices espalhafatosas” por todo o lado, contudo a produção tecnicamente impecável e uma lição moral bem desenvolvida desde os primeiros segundos se sobressaem à mesmice.

crítica o poderoso chefinho 2
Tina é adição extraordinária ao filme e, comparada ao tio dela, é um contraste na posição de “chefinha”. Imagem: DreamWorks Animation/Divulgação

Verdade seja dita: a DreamWorks no quesito técnico não perde e jamais deixa a desejar quando comparada a outros estúdios, como Disney e Sony. Uma edição impecável, os traços em 3D mais infantis dos personagens e a construção dos ambientes (principalmente na escola, local onde boa parte da trama acontece) é extremamente bem feita e rica em detalhes, com cenários coloridos e estética de impressionar. Vale destacar ainda as referências e easter eggs à cultura pop – a cena “zoando” ‘O Senhor dos Anéis’ é engraçada demais -, além da excelente dublagem original que utiliza de memes e outros tipos de piadas que somente o público brasileiro, independente da idade, irá entender.

No entanto, ‘O Poderoso Chefinho 2’ tem como maior acerto a moral por trás da história. Claro, animações de todos os estúdios usam e abusam do quesito “a família em primeiro lugar”, todavia a sequência em questão opta por mais uma vez valorizar o amor fraternal, mas acrescentado às dificuldades em relação ao “crescer, seguir a vida, se afastar e não saber como entrar em contato novamente”, mesmo repleto de saudades. O filme tenta passar a lição de ir atrás e resolver o incômodo expondo os sentimentos da forma mais simples possível, mas admito que o impacto para comoção e reflexão seja maior nos pais e adultos que estão assistindo do que no público infantil.

Fórmula “mais do mesmo”: tudo que funcionou no primeiro filme se repete aqui em ‘O Poderoso Chefinho 2’. Imagem: DreamWorks Animation

Mesmo com acertos da trama, a continuação de ‘O Poderoso Chefinho’ carece de um roteiro melhor. O argumento da estreante Marla Frazee e de Michael McCullers (‘Austin Powers: O Agente Bond Cama’) não chega a prejudicar tanto o trabalho do experiente diretor – e nome sempre presente na DreamWorks – Tom McGrath, porém é atropelado e sofre com falta de certo caráter educacional mirado em uma mensagem mais compreensível às crianças. De qualquer forma, o filme é lúdico e cheio de ação desenfreada com situações excêntricas, algo que deve agradar os pequenos.

Enfim, não há como não se apaixonar pelas duas duplas de irmãos: “Tim e Ted” e “Tabitha e Tina” – a última personagem, inclusive, rouba a cena sempre que pode, pois comparada ao tio, ela é mais compreensível e menos arrogante na posição de “chefinha”. Até o Dr. Erwin Armstrong (Jeff Goldblum) é carismático, porém cuidado: as más ações que o vilão toma ao longo do filme não são corrigidas, e isso é algo que pode soar perigoso para as crianças. 

‘O Poderoso Chefinho 2’ é perfeito para as crianças e “um tapa na cara” para os adultos

Sim, ‘O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família’ é uma sequência “mais do mesmo” e que alguns podem pensar ser desnecessária, mas o longa cumpre a função de divertir e, ainda por cima, entrega uma valiosa lição sobre amor fraternal e a continuidade nos relacionamentos familiares.

Com uma execução técnica perfeita, a história opta por explorar cenas exageradas e que pouco contribuem para a narrativa, não obstante traz de volta os queridos personagens em uma fase diferente da vida – algo que já chama a atenção por si só – e com certeza é uma boa opção para levar toda a família ao cinema.

crítica o poderoso chefinho 2
‘O Poderoso Chefinho 2’ é mais do mesmo para as crianças, mas traz forte lição de amor fraternal para os adultos. Imagem: DreamWorks Animation

Não vê a hora de assistir ‘O Poderoso Chefinho 2’? Saiba que o filme estreia nesta quinta-feira (12) em todas as salas de cinema do Brasil. O elenco conta com Alec Baldwin, Jeff Goldblum, James Marsden, Amy Sedaris, Eva Longoria, Jimmy Kimmel e Lisa Kudrow. Confira abaixo mais detalhes da produção da Universal Pictures ao lado da DreamWorks Animation com trailer e sinopse oficial:

Na sequência da comédia de sucesso de bilheteria e indicada ao Oscar® da DreamWorks Animation, os irmãos Templeton – Tim e seu irmãozinho Boss Baby Ted – se tornaram adultos e se afastaram um do outro. Tim agora é um pai casado que fica em casa. Ted é um CEO. Mas um novo chefe com uma abordagem de vanguarda e uma atitude positiva está prestes a reuni-los novamente… e inspirar uma nova empresa familiar.

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O antigo acordo da Universal com o HBO Max não vale mais. A partir de agora, os filmes do estúdio de cinema, pertencente à Comcast Corp., vão ser hospedados pelo serviço de streaming Peacock, da mesma empresa, após o lançamento nos cinemas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (6).

O Peacock, que ganhou o nome por causa do logotipo da NBC, também da Comcast, foi lançado em julho de 2020. Ao levar os filmes do Universal Studios para o serviço, a empresa deseja entrar na competição por espaço na indústria de mídia por vídeos online.

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O contrato entre Universal e Peacock é levemente incomum. Isso porque a distribuição dos filmes na plataforma de streaming vai acontecer em no máximo quatro meses após o lançamento nos cinemas, a partir de 2022. Esse período é bem mais curto do que o intervalo de seis a nove meses entre a estreia nas telonas e chegada às televisões.

De acordo com o jornal Los Angeles Times, o contrato tem duração de cinco anos. O antigo acordo entre Universal e HBO havia sido renovado pela última vez há oito anos, em 2013. Mas, mesmo com a saída para o Peacock, o negócio atual também difere dos arranjos mais comuns.

Normalmente é feito um negócio conhecido como “Pay 1”. Os estúdios licenciam os filmes para uma rede a cabo ou serviço de streaming por um período de um ano e meio. Porém, o contrato permite que a Peacock tenha o direito de transmissão nos primeiros quatro meses. Depois, os longas podem ir a redes de terceiros por dez meses.

Espécies entram em confronto no primeiro teaser de 'Jurassic World 3: Dominion'. Imagem: Universal Pictures/Reprodução
‘Jurassic World 3: Dominion’ é um dos filmes rumo ao Peacock. Imagem: Universal Pictures/Reprodução

Nos quatro meses restantes, os filmes voltam para o Peacock. Os detalhes financeiros do acordo, contudo, não foram divulgados pela Universal. O serviço de streaming a Comcast tem uma versão gratuita e uma modalidade premium, que custa US$ 5 por mês, além de outro pacote sem comerciais, por US$ 10.

A Comcast revelou, recentemente, que sua plataforma conta com 42 milhões de inscritos, mas sem dizer quantos deles assinavam a modalidade paga. Agora, com o acordo com a Universal, filmes como ‘Jurassic World: Dominion’, ‘O Gato de Botas 2’ e ‘Minions 2: A Origem de Gru’ vão direto para o Peacock. O estúdio também vai produzir filmes originais para o serviço.

Via: Los Angeles Times

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