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Alguns pacientes recuperados da Covid-19 possuem chance desenvolverem um quadro de trombose grave. No entanto, um estudo realizado no Brasil revelou que o uso de medicamentos anticoagulantes pode reduzir em até 67% o risco de de trombose.

A pesquisa foi apresentada durante o Congresso Europeu de Cardiologia e analisou casos de pessoas que desenvolveram o quadro após terem tido alta pela infecção do vírus. Além disso, os pacientes acompanhados foram justamente aqueles que possuem mais risco de trombose, como quem já possui casos na família ou que tenham alguma doença prévia.

Trombose e a Covid-19

O uso de anticoagulantes já ocorre durante o tratamento para a Covid-19, justamente para evitar trombose. No entanto, o estudo sugere o uso prolongado após a recuperação, em pacientes que tenham um risco maior de desenvolverem a condição.

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“Para uma população específica de pacientes que ficaram internados com Covid-19 e, no momento depois da alta, têm risco aumentado de eventos trombóticos, houve benefício muito grande de se estender a anticoagulação por mais 35 dias“, disse Eduardo Ramacciotti, medico que fez parte da pesquisa à CNN.

A trombose é a formação de coágulos sanguíneos em veias no corpo. Em casos graves e moderados de Covid-19 ocorre uma forte inflamação no organismo, que pode levar ao quadro de tromboembolismo.

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Alguns imunizantes contra a Covid-19 têm causado reações semelhantes em um número reduzido de vacinados: uma síndrome rara envolvendo trombose em locais incomuns no corpo, associada a uma contagem baixa de plaqueta no sangue e a um distúrbio de coagulação. Essa síndrome é conhecida no meio médico como vaccine-induced thrombotic thrombocytopenia VITT (trombocitopenia trombótica induzida por vacina, em tradução livre). Segundo pesquisadores da Universidade Médica de Viena, a taxa de mortalidade em VITT é alta (entre 40 e 50%), e a síndrome requer tratamento imediato e adequado. 

Ainda de acordo com os profissionais, o VITT é causado, provavelmente, por uma resposta imunológica defeituosa, em que anticorpos ativadores de trombócitos são produzidos, resultando em trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas) e trombose.

Médicos relatam sucesso em caso de trombose com tratamento imediato

Médicos do Departamento de Medicina I da instituição e do Hospital Geral de Viena, liderados pelo oncohematologista Paul Knöbl, relatam um tratamento de sucesso ao qual foi submetida uma mulher que sofreu trombocitopenia imune protrombótica induzida por vacina (VIPIT). 

Paul Knöbl, médico oncohematologista (especialista em coagulação), liderou a equipe responsável pelo tratamento imediato que curou uma paciente com trombose causada por uma vacina contra a Covid-19. Imagem: Universidade Médica de Viena.

A paciente deu entrada no setor com baixa contagem de plaquetas e baixos níveis de fibrinogênio, uma proteína que desempenha um papel importante na coagulação do sangue. Ao periódico científico Medical Xpress, Knöbl afirmou que “além disso, seus valores de dímero D, que indicam trombose, eram muito altos e o teste ELISA produziu um resultado positivo claro para anticorpos heparina-PF4 – todos sinais de trombose incipiente.”

ELISA é uma ferramenta diagnóstica bastante utilizada, que tem sido popularmente chamada por teste rápido, e é baseada na reação de antígenos-anticorpos. Existem vários modelos de testes de ELISA: em sua forma mais simples, um antígeno aderido a uma placa é preparado; a seguir, coloca-se sobre este os soros em teste (como, por exemplo, soro humano), na busca de anticorpos contra o antígeno.

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Assim, a equipe médica agiu rapidamente, e a paciente respondeu imediatamente ao tratamento, que foi realizado com alta dose de concentrado de imunoglobulina intravenosa, cortisona e anticoagulantes específicos, para evitar a trombose. 

“Nesse caso, fomos capazes de descrever, pela primeira vez, a eficácia de uma estratégia de tratamento com potencial para salvar vidas para a trombose induzida por vacina”, disse Knöbl. O caso foi publicado no Journal of Thrombosis and Haemostasis.

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