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Uma nova pesquisa revelou as diferenças no mecanismo por trás da resistência do câncer à principal classe de drogas anticâncer que são conhecidas como análogos de nucleosídeos. As moléculas possuem as informações genômicas que podem ser quimicamente modificadas para fazer com que inibam a formação de DNA em células cancerosas, fazendo com que as células morram. 

Por outro lado, a presença da enzima SAMHD1 auxilia na resistência do câncer a esse tratamento. Os pesquisadores da Escola de Biociências da Universidade de Kent e Instituto de Virologia Médica da Goethe-University conseguiram novos avanços no combate das as células imunes ao tratamento de câncer.

A pesquisa mostrou diferenças nos mecanismos de resistência entre as células de leucemia que não respondem imediatamente ao tratamento e aquelas que desenvolveram resistência ao longo do tempo.

Em células que não respondem imediatamente ao tratamento, a resistência foi encontrada em altos níveis de SAMHD1. Enquanto, por outro lado, a equipe descobriu que as células que desenvolveram resistência incluem a enzima DCK, que está envolvida na ativação de análogos de nucleosídeos e isso pode ajudar a informar outros tratamentos para o câncer no futuro.

“As diferenças entre os mecanismos de resistência são um grande passo para entender por que determinadas terapias não têm sucesso em destruir as células cancerosas e nos ajudarão a desenvolver melhores terapias contra o câncer”, concluiu o professor Martin Michaelis, da Universidade de Kent.

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Fonte: Medical Xpress

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Um coquetel de medicamentos oferecido por cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres (ICR) pode ter sido capaz de erradicar tumores que foram classificados como intratáveis. Alguns pacientes, inclusive, já vinham recebendo tratamentos paliativos, com cânceres terminais na cabeça e pescoço.

O tratamento consiste em um coquetel de dois medicamentos, onivolumabe e o ipilimumabe. O primeiro é indicado para tratamento de câncer de pulmão e, o segundo, para alguns tipos de câncer de pele. A combinação pareceu diminuir tumores em pacientes com câncer em estágio avançado.

Resultados animadores

Alguns dos pacientes saíram praticamente livres do câncer e os participantes sobreviveram, em média, três meses a mais do que os que receberam tratamentos quimioterápicos tradicionais. Isso pode significar uma opção a mais para pessoas desenganadas ou que não teriam muitas opções viáveis.

Um dos pacientes, identificado como Barry Ambrose, disse que não exitou em participar dos testes. Segundo ele, seu diagnóstico era de um câncer incurável na garganta, que havia se espalhado para os pulmões. Para ele, os testes com o coquetel eram uma espécie de tábua de salvação.

O tratamento foi eficaz em limpar a garganta de Ambrose depois de um período de oito semanas. Em seguida, ele foi submetido a quimioterapia e uma cirurgia para eliminação do câncer nos pulmões. Hoje, ele diz viver uma vida normal, em que pode velejar e andar de bicicleta.

Cautela necessária

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Cientistas que analisaram os resultados das pesquisas pediram cautela. Crédito: Shutterstock

Apesar dos resultados muito animadores, o destino com o coquetel de drogas como um tratamento clínico usado amplamente em pacientes de câncer ainda é bastante incerto. Os resultados da fase três não tiveram resultados estatisticamente relevantes em todos os pacientes.

Essa é a medida usada pelos cientistas para determinar se um tratamento teve ou não algum efeito prático ou se as recuperações aconteceram por acaso. O não cumprimento dessa etapa de referência não pode dar aos cientistas a certeza de que foi o coquetel de drogas que eliminou os tumores.

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Apesar da falta de significância estatística, esses resultados são clinicamente significativos”, disse ao The Guardian o professor de terapias biológicas do ICR, Kevin Harrington. Porém, ainda será necessário um acompanhamento mais longo para averiguar como será a sobrevida dos pacientes.

Via: Futurism

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No ano de 2020, cerca de 10 milhões de pessoas perderam a vida por conta do câncer. A doença devastadora é sustentada por mudanças no DNA, que nada mais é do que um manual de instruções para todas as nossas células.Inclusive, já se passaram 20 anos desde que os cientistas revelaram pela primeira vez a sequência do genoma humano. 

A importante conquista seguiu por importantes avanços tecnológicos que permitem interpretar as camadas de informação do DNA em detalhes, ou seja, desde as primeiras mudanças que ocorrem quando uma célula se torna cancerosa até os complexos microambientes de tumores bem mais avançados.

Para acelerar as descobertas para pacientes com câncer é necessário novas maneiras de reunir os diferentes tipos de dados e fornecer novas ideias biológicas sobre a evolução do câncer.

Uma equipe foi convidada a revisar os insights sobre câncer para que se possa obter atualmente dados de análise do DNA em toda a sua complexidade e com isso, definir os desafios futuros para produzir a próxima etapa de mudanças para os pacientes.

Ilustração 3D de uma molécula de DNA
Ilustração 3D de uma estrutura de código genético. Imagem: ktsdesign/Shutterstock

Muitas pessoas acreditam que o nosso DNA (genoma) seja simplesmente como uma série de letras. Só que na realidade, muitas camadas de informação (epigenoma) mudam completamente sua atividade. Já que o genoma pode ser comparado aos diferentes ambientes geográficos de nosso planeta, que formam a base de características estruturais. Enquanto isso, os ambientes geográficos são criados pelo epigenoma, que incluem marcadores químicos que se ligam ao DNA.

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Vale lembrar que o nosso genoma e epigenoma evoluem durante o ciclo de vida do câncer, sendo necessário entender essas mudanças complexas para melhorar a avaliação do risco de câncer e acelerar as descobertas terapêuticas para os pacientes.

Antes disso, se pensava que as mudanças genéticas eram suficientes para causar um câncer, porém, está se tornando claro que as mudanças no genoma e no epigenoma desempenham um papel significativo na evolução do câncer. 

Isso porque as células cancerosas residem em um ecossistema tumoral junto com outros diversos tipos de células, incluindo as do sistema imunológico. Hoje, as imagens avançadas e tecnologias estão ajudando a mapear essas células no contexto tridimensional de um tumor e em resolução sem precedentes.

Para cânceres avançados, análises integradas de DNA podem ajudar a identificar mecanismos que as células cancerosas usam para metastatizar, ou seja, que podem ser alvos promissores para o desenvolvimento de terapia.

Fonte: Medical Xpress

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