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Dois mini instrumentos inovadores projetados e construídos pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, operados pela Estação Espacial Internacional (ISS), produziram seu primeiro mapa de umidade global e ventos oceânicos.

Neste mês, os instrumentos começaram a coletar dados sobre os ventos oceânicos da Terra e vapor atmosférico – informações críticas necessárias para previsões meteorológicas e marinhas. 

Mapa feito com base nas novas observações da COWVR, mostrando as emissões de micro-ondas da Terra em uma frequência que fornece informações sobre a força dos ventos na superfície do oceano, a quantidade de água nas nuvens e a quantidade de vapor de água na atmosfera. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Em apenas dois dias, o Radiômetro Compacto Vetorial de Vento do Oceano (COWVR) e o Equipamento de Experiência Temporal para Tempestades e Sistemas Tropicais (TEMPEST) reuniram dados suficientes para começar a produzir o mapa.

Instrumentos foram lançados pela SpaceX

Lançados em 21 de dezembro, com a 24ª missão de reabastecimento comercial da SpaceX para a Nasa, os instrumentos, que fazem parte do Programa de Teste Espacial da Força Espacial dos EUA- Houston 8 (STP-H8), medem variações nas emissões naturais de micro-ondas da Terra. 

O mapa produzido pelo COWVR e pelo TEMPEST mostra as emissões de micro-ondas da Terra a 34 giga-hertz através de todas as latitudes visíveis pela ISS (52 graus ao norte a 52 graus ao sul). Essa frequência de micro-ondas em particular fornece aos meteorologistas informações sobre a força dos ventos na superfície oceânica, a quantidade de água nas nuvens e a quantidade de vapor de água na atmosfera.

As partes em verde e branco no mapa indicam o vapor de água mais alto e as nuvens, enquanto o azul escuro sobre o oceano indica o ar mais seco e o céu claro. A imagem captura padrões climáticos típicos, como umidade tropical e chuva (a faixa verde que se estende pelo centro do mapa) e tempestades de latitude média se movendo através do oceano.

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“Começamos bem”, disse Shannon Brown, tecnólogo da JPL que projetou o COWVR. “Ver essa qualidade de dados tão cedo na missão prepara o palco para coisas muito emocionantes que estão por vir”.

Enquanto o COWVR é uma reformulação completa de um design de instrumento clássico, o TEMPEST é produto de um longo avanço em direção a componentes de instrumentos miniaturizadores. De acordo com os criadores, se eles continuarem a ser bem sucedidos, abrirão caminho para uma nova era em que satélites de baixo custo complementam a frota de satélites meteorológicos mais complexos.

Radiômetros precisam de uma antena goratória para que possam observar uma vasta faixa da superfície da Terra em vez de apenas uma linha estreita. Em todos os outros radiômetros de micro-ondas espaciais, não apenas a antena, mas também o próprio radiômetro gira cerca de 30 vezes por minuto. 

Pesando cerca de 57,8 kg, o COWVR tem menos de um quinto da massa do radiômetro de micro-ondas usado pelos militares dos EUA para medir os ventos oceânicos, e menos de um terço de sua massa gira. Para evitar a necessidade de um mecanismo separado que transfira energia e dados da fiação para as partes estáveis, Brown montou tudo o que tem para girar em uma espécie de toca-discos.

Ele e sua equipe permitiram outras inovações de design aumentando a complexidade do processamento de dados necessário para encontrar soluções de software para desafios de hardware. Por exemplo, a equipe substituiu uma parte do instrumento chamada “alvo quente”, usada para calibrar as medidas de polarização do radiômetro, com uma fonte de ruído que gera sinais polarizados conhecidos. Quando a calibração estiver completa, esses sinais conhecidos podem ser removidos como qualquer outro ruído em uma transmissão de dados.

Por sua vez, o TEMPEST é o resultado de décadas de investimento da Nasa em tecnologia para tornar a eletrônica espacial mais compacta. Em meados da década de 2010, a engenheira da JPL Sharmila Padmanabhan ponderou quais metas científicas poderiam ser alcançadas ao embalar um sensor compacto em um CubeSat – um tipo de satélite muito pequeno frequentemente usado para testar novos conceitos de design baratos.

“Nós dissemos: ‘Ei, se conseguirmos embalar um sensor compactamente dentro de um CubeSat, podemos obter medições de nuvens, convecção e precipitação ao longo do tempo’”, revelou Padmanabhan. Essas medidas forneceriam mais informações sobre como as tempestades crescem.

Força Espacial e Marinha dos EUA financiaram os equipamentos da Nasa

O design de Padmanabhan foi testado pela primeira vez no espaço de 2018 até junho passado. Esse CubeSat, conhecido como TEMPEST-D (“D” para “demonstração”), mediu vapor de água na atmosfera e capturou imagens de muitos furacões e tempestades importantes. 

Segundo os criadores, o TEMPEST tem cerca do tamanho de uma grande caixa de cereal e pesa menos de 1,3 kg, com uma antena de cerca de 15 centímetros de diâmetro. O tamanho da antena dita que o TEMPEST pode observar melhor apenas os comprimentos de micro-ondas mais curtos sensíveis ao vapor de água – cerca de 10 vezes mais curtos do que os sentidos pelo COWVR. 

Uma antena menor “combina” melhor comprimentos de onda curtos, semelhante à forma como a coluna de ar curto de uma flauta é adequada para comprimentos de onda curtos de som (notas altas), enquanto a coluna de ar longa de uma tuba é melhor para os comprimentos de onda longos de notas baixas.

Os instrumentos foram financiados pela Força Espacial e Marinha dos EUA, mas usuários de outras agências, universidades e ramos militares também estão interessados. Esses cientistas já estão trabalhando em conceitos de missão que poderiam aproveitar as novas tecnologias de sensores de micro-ondas de baixo custo para estudar questões de longa data, como o modo com o qual o calor do oceano influi nos padrões climáticos globais.

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A estudante de medicina, Verena Paccola Menezes, de 22 anos, gosta de passar o seu tempo entre microscópios e telescópios. Enquanto o primeiro, a ajuda a se tornar uma neurocirurgiã, o telescópio mostrou a medicina espacial. Foi então que ela detectou 25 asteroides e um deles é classificado raro pela órbita diferenciada que pode estar na direção da Terra.

Ao longo de sua vida, o curso técnico de enfermagem foi feito no ensino médio, na Unicamp entre os anos de 2015 e 2017. Neste momento, teve contato com o ambiente hospitalar e depois, já formada, começou a fazer pesquisas na área de neurociência computacional para crianças do espectro autista no Hospital Albert Einstein (SP).

“A ciência sempre esteve presente na minha vida. Nem lembro quando comecei a me interessar. Brinco que já nasci cientista porque, para mim, fazer ciência e ser cientista é fazer perguntas, questionar o mundo e ir atrás das respostas por conta própria, sem se contentar com o superficial. Sempre vivi dessa forma. Sempre fui uma criança muito curiosa para descobrir o mundo”, contou a estudante de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No ano de 2019, ela representou o Brasil na Assembleia da Juventude nas Nações Unidas (ONU) e também se mudou para o Canadá, onde iniciou graduação em neurociência. Além disso, Verena se encontrou em um novo hobby: astronomia.

“Gostei muito disso. Depois de capacitada, comecei a usar o software que eles usam para caçar asteroides. Eu recebia imagens tiradas por um telescópio do Havaí. Cada pacote de imagens feitas pelo telescópio era composto de quatro imagens tiradas com diferença de segundos. Eu pegava esse pacote de imagens e o jogava no software que as piscava seguidamente, em ordem. Como elas tinham diferença de tempo, dava para perceber se alguma coisa se movia no espaço”, descreveu.

Assim que Verena encontrava algo se movimentando, fazia a análise numérica do objeto para ver se ele se encaixava nos padrões de um asteroide. Se o resultado fosse positivo, ela gerava um relatório e encaminhava para o centro internacional que estuda isso em Harvard (EUA) e nesse processo, detectou 25 novos asteroides.

Verena Paccola ganha medalha de ordem ao mérito do MCTI
Imagem: Neila Rocha (ASCOM/SEAPC/MCTI)

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Na maioria das vezes, os asteroides do Sistema Solar estão localizados entre Marte e Júpiter, local chamado de Cinturão Principal. Um dos asteroides detectados por Verena seguia uma órbita diferente, o que aumenta as possibilidades de sua rota coincidir com a do planeta Terra.

“Agora a gente tem de ver para onde ele está indo, de forma a prever possíveis impactos com a Terra. Não sei se isso vai acontecer. A possibilidade existe, mas se a gente olhar para as dimensões do Universo, vemos que a probabilidade é muito pequena”, comentou. Inclusive, situação parecida a contada no filme ‘Não Olhe para o Cima’, na qual uma pesquisadora descobre um cometa com a rota em direção a Terra.

Fonte: Agência Brasil

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Com o intuito de ajudar a enfrentar um dos maiores desafios da humanidade na atualidade – as mudanças climáticas -, pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab), do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da empresa de tecnologia NVIDIA descobriram uma forma de emular a dinâmica atmosférica e fornecer com alta fidelidade previsões meteorológicas extremas em todo o mundo com cinco dias de antecedência.

Para treinar o modelo de aprendizado profundo do Fourier Neural Operator (FNO) – que aprende sistemas físicos complexos com precisão e eficiência – os pesquisadores usaram décadas de dados do ERA5 – o conjunto de dados de alta resolução do Centro Europeu para Previsões de Tempo Médio da Terra.

Uma representação adaptada do gêmeo digital da Terra do projeto Destination Earth da União Europeia. Imagem: Destination Earth

Assim, o FNO foi ampliado para 128 GPUs NVIDIA A100 no Perlmutter, o novo sistema HPC no Centro Nacional de Computação Científica de Pesquisa Energética (NERSC). A equipe desenvolveu um modelo global de previsão do tempo FNO com resolução de 30 km, uma ordem de magnitude maior do que qualquer emulador da Terra de aprendizado profundo de última geração. 

Esse modelo prevê velocidades e pressões do vento em vários níveis na atmosfera com até 120 horas de antecedência com alta fidelidade. Além disso, pode prever o comportamento de certas classes de eventos climáticos extremos em todo o mundo com dias de antecedência em apenas 0,25 segundos em uma única GPU NVIDIA.

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Método possibilita previsões meteorológicas mais precisas do que com modelos numéricos tradicionais

Modelos de aprendizagem profunda informados pela física, como o FNO, oferecem o potencial para previsões precisas da evolução espaço-temporal do sistema terrestre em ordens de magnitude mais rapidamente do que os modelos numéricos tradicionais. 

Segundo a equipe, esse é um esforço contínuo, e eles estão investigando a precisão comparativa do aprendizado profundo e dos modelos climáticos numéricos tradicionais em colaboração com especialistas em modelagem atmosférica e previsão numérica do tempo.

De acordo com os cientistas, o modelo FNO desenvolvido por meio da colaboração Berkeley Lab / Caltech / NVIDIA é um passo significativo para a construção de uma Terra gêmea digital. 

Terras gêmeas digitais são réplicas digitais do nosso planeta – simuladores baseados na física, impulsionados por Inteligência Artificial e limitados por dados em tempo real. 

Conforme descrito no ambicioso projeto Destination Earth, da União Europeia, um gêmeo digital da Terra dá a usuários especialistas e não especialistas acesso personalizado a informações, serviços, modelos, previsões e visualizações de alta qualidade nos domínios do monitoramento do clima, modelagem, mitigação e adaptação. 

“É ótimo ver este marco importante no desenvolvimento de abordagens sofisticadas de aprendizagem profunda em direção à mudança transformadora na modelagem climática”, disse Wahid Bhimji, líder interino do grupo de Data, AI and Analytics Services da NERSC. “Estamos orgulhosos de que as colaborações científicas iniciais da IA ​​do NERSC e a infraestrutura de computação de IA de classe mundial do Permutter podem ajudar a impulsionar essa mudança”.

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Em uma conferência sobre políticas espaciais que aconteceu nos EUA na última quarta-feira (10), o CEO da Blue Origin, Jeff Bezos, deu declarações polêmicas sobre o que ele imagina sobre o futuro da exploração do espaço.

Segundo Bezos, a Terra deixará de ser o principal planeta habitável do Sistema Solar, passando a ser uma atração turística, como um parque para visitação pública para moradores de outras localidades no espaço.

No futuro, a Terra se tornará um mero destino turístico para colonizadores espaciais? É o que diz Jeff Bezos. Imagem: Triff – shutterstock

De acordo com o site RealClearPolitics, o fundador da Amazon fez a afirmação no Fórum Ignatius de 2021, acompanhada do comentário assustador de que, um dia, a maioria das pessoas nem nascerá na Terra.

“Ao longo dos séculos, a maioria ou muitas das pessoas nascerão no espaço. Será a primeira casa delas. Elas nascerão em colônias espaciais, elas viverão nessas colônias. E poderão visitar a Terra da mesma forma que você visitaria o Parque Nacional de Yellowstone”, disse Bezos, comparando o planeta a uma reserva natural norte-americana bastante conhecida.

Bezos ressaltou que a Terra é “o planeta mais precioso” e que cabe a nós “preservá-lo e conservá-lo”. No entanto, ele ainda acredita que o futuro da humanidade não está aqui, mas no espaço sideral.

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Bezos aposta na terraformação de Marte

“A Terra pode sustentar 10 bilhões de pessoas até certo grau”, disse ele, acrescentando: “O Sistema Solar pode sustentar um trilhão de pessoas, e podemos continuar a desenvolver nossa civilização e aumentar nossa intensidade de energia”.

Ele acredita que ações como a terraformação de Marte podem aliviar grande parte do estresse no ecossistema do nosso planeta. “Embora isso seja um esforço imenso”, disse ele, “também significaria uma “duplicação da Terra”.

“Então, você vai de 10 bilhões para 20 bilhões de pessoas”, concluiu. 

Embora polêmicas, as declarações de Bezos certamente levantam discussões fascinantes sobre o futuro da humanidade.

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Dois astrônomos descobriram a existência de provavelmente o maior cometa já visto, em junho de 2021. O objeto chegou a ser discutido se realmente poderia ser um planeta anão e ainda em uma órbita parecida com a de um cometa.  Além disso, o “mega cometa” está em uma trajetória do Sistema Solar externo. 

O elemento se chama C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) e faz parte dos 461 objetos que foram apontados como objetos desconhecidos. Com isso, um artigo aceito vinculado ao Astrophysical Journal Letters revelou várias curiosidades – até então desconhecidas – sobre o mundo.

Tanto que mesmo em sua abordagem mais próxima em 2031, o UN271 estará mais distante do que Saturno, cerca de 11 unidades astronômicas de distância ( ou seja, 1 UA que é igual a distância da Terra ao Sol). Isso impede que seja possível ter um olhar mais atento para algo tão

A órbita já foi traçada e a sua última aproximação com o Sol foi há aproximadamente 3,5 milhões de anos. Foi quando ele chegou a apenas 18 unidades astronômicas de distância, que é quase o dobro da distância que vai atingir desta vez, só que em torno da distância de Urano. Além disso, possui chances de ser o mais próximo do Sol que já esteve, sendo assim seria cometa mais primitivo que já visto.

Os pesquisadores estimaram um tamanho de 150 quilômetros (100 milhas) de diâmetro, dando um volume muito maior do que um cometa típico, além de que pelo menos é 10 vezes maior do que até mesmo um gigante como Hale-Bopp. 

Também havia esperanças de se ter mais clareza sobre o tamanho do UN 271  quando passou na frente de uma estrela vista do leste da Austrália, porém, uma nuvem cobriu toda a região e por maior que seja, o cometa não será visível a olho nu quando se aproximar.

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Ademais, uma das primeiras perguntas que os astrônomos fizeram foi saber se o cometa já estava mostrando atividade cometária, ou seja, fazendo com que o material se transformasse em gás e formasse um coma. Isso porque o UN271 foi fotografado em 2018 e encontraram diferença nas medidas. .

Alguns astrônomos seguem ansiosos para enviar uma missão para o UN271 , com cálculos de que o melhor momento para um sobrevôo seria em 2033 e exigiria um lançamento até 2028.

Fonte: IFLScience

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O núcleo de Saturno pode ter traços sólidos, com rochas, gelo e metal em alta atividade, apesar de ser classificado como um “gigante gasoso” e não ter uma superfície própria.

Pelo menos é o que indica um novo estudo de cientistas da Caltech, instituição ligada ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, que usaram dados da sonda Cassini, que orbitou Saturno por 13 anos.

A surpresa veio com a identificação mais aprofundada do núcleo de Saturno: ao contrário da natureza gasosa do restante do planeta, o interior parece ter um aspecto mais “pastoso”, como a consistência de um creme dental.

O núcleo pastoso de Saturno também parece abranger cerca de 60% do planeta, e isso é aproximadamente 55 vezes o tamanho do planeta Terra.

Isso não significa que ele tem uma superfície sólida o suficiente para suportar o pouso de uma nave, mas é uma mudança de paradigma bastante notável frente ao conhecimento que tínhamos antes.

Além disso, as variações de um dos anéis do planeta foram usados como o relatório de um sismógrafo, aparelho que registra movimentos do solo. Eles constataram que o anel apresentava vibrações e flutuações que não eram inteiramente explicadas pela gravidade.

A superfície do planeta se move cerca de um metro a cada duas horas, como se fosse um lago com ondas. Assim como é feito com um sismógrafo, os anéis de Saturno captam essas perturbações gravitacionais, e as partículas se movem.

O estudo sugere a formação dos planetas gasosos pode ser bem diferente do que se acreditava até agora.

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Um estudo publicado na revista Sustainability aponta que apenas 5 países têm probabilidades razoavelmente boas de sobreviver a um possível colapso da civilização no futuro.

A pesquisa explica como uma combinação de destruição ecológica, recursos limitados e crescimento populacional pode desencadear uma redução na complexidade geral da civilização.

Para os cientistas, o planeta pode sofrer alterações significativas nos próximos anos e décadas, principalmente causadas pelas mudanças climáticas. Há grande possibilidade de aumento da frequência e intensidade de secas e inundações, e também registros de temperaturas extremas. Tudo isso, junto com o maior movimento da população, pode ditar a gravidade dessa ameaça da extinção da vida na Terra.

Cinco países foram apontados no levantamento por terem as condições iniciais mais favoráveis ​​para sobreviver a um colapso global graças a três fatores: isolamento de outros grandes centros populacionais que podem estar sujeitos a eventos de deslocamento, auto-suficiência na infraestrutura de energia e manufatura e capacidade de suporte, com terras disponíveis para agricultura e população em geral.

A Nova Zelândia é a melhor posicionada entre as nações graças à baixa população, abundantes terras agrícolas e capacidade de produzir energia geotérmica e hidrelétrica. Islândia, Austrália e Irlanda aparecem logo na sequência, com o Reino Unido na quinta colocação devido à complicada matriz energética e alta densidade populacional.

Mas isso não quer dizer que os outros países estejam condenados.

O estudo também destaca ações para abordar os fatores interligados que influem nas mudanças climáticas. É preciso investir na capacidade agrícola, energia doméstica, indústria de manufatura e melhorar a percepção da complexidade dos ambientes naturais.

Ou seja, preservar a vida em locais como as florestas. Com isso, mais países podem enfrentar melhor as ameaças que pairam sobre o nosso futuro no planeta Terra.

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Astrônomos a serviço do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram duas rochas contendo “matéria orgânica complexa” no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Segundo eles, essa matéria pode conter até mesmo elementos primários que levaram à formação da Terra há bilhões de anos.

Em exames mais detalhados do cinturão, os astrônomos identificaram que as duas rochas apareceram com altos tons de vermelho. A cor indica a presença ou ausência de matéria orgânica em um objeto celeste. Quanto mais matéria, mais vermelho, caso contrário, os objetos aparecem em tons azulados.

Ao que tudo indica essas rochas podem ter sido criadas no início da formação do nosso sistema solar, preservando a matéria daquela época até os dias atuais.

A matéria orgânica encontrada no cinturão de asteroides é mais uma descoberta que pode nos levar a um entendimento maior de como a “nossa casa” se formou há 4 bilhões e meio de anos.

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O corpo de um foguete descartado no espaço há 48 anos deve reentrar na atmosfera terrestre neste final de semana. É o segundo estágio do foguete soviético Kosmos-3M, que foi lançado em 26 de dezembro de 1973.

O foguete colocou em órbita o satélite Aureole-2, para investigar a atmosfera superior da Terra em latitudes elevadas e estudar a natureza das auroras polares.

Quando foi lançado, o segundo estágio do Kosmos-3M tinha mais de 20 toneladas, mas depois de queimar o combustível, ele ficou com “apenas” cerca de 1 tonelada e meia. É uma peça cilíndrica com 6 metros de comprimento e 2,4 metros de diâmetro. Nada tão pequeno e nem tão leve ao ponto de não causar preocupação ao se saber que vai cair na Terra a qualquer momento.

A boa notícia é que a reentrada na atmosfera deve vaporizar até 80% do material metálico do objeto, e se espera ver apenas um belo show de luzes no céu.

A reentrada está prevista para ocorrer entre a tarde da próxima sexta e a manhã do sábado.

Quando estiver em queda mais acelerada, o corpo do foguete deve completar 17 órbitas ao redor da Terra, e 4 delas passam sobre o Brasil. Isso significa que há uma pequena possibilidade da reentrada ocorrer sobre o território brasileiro.

A gente, claro, vai ficar de olho!!!

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A nave New Shepard, que vai levar Jeff Bezos à órbita da Terra na próxima terça-feira, já está liberada para lançamento, segundo comunicado emitido pela Blue Origin.

De acordo com a companhia, liderada pelo próprio Bezos, todos os testes confirmaram que os equipamentos estão em perfeitas condições. Até mesmo o clima deve ser favorável na hora do lançamento, apesar de haver uma pequena possibilidade de chuva.

Ao todo, o foguete já realizou 15 vôos de teste, mas esse vai ser o primeiro lançamento com tripulação humana.

A New Shepard, vai levar Jeff Bezos e o irmão dele, Mark, à órbita da Terra. Os outros passageiros são a piloto Wally Funk, de 82 anos e Oliver Daemen, de 18. A dupla representa a pessoa mais velha e a mais jovem a viajar ao espaço.

O lançamento da New Shepard está previsto para ocorrer às 10 horas da manhã, pelo horário de Brasília, mas a partir das 8 e meia da manhã, você vai poder acompanhar todos os preparativos em uma edição especial do Olhar Espacial.

O nosso editor de ciência e espaço Rafael Rigues vai apresentar o programa junto com o comentarista Wharrysson Lacerda no canal do Olhar Digital no YouTube e em nossos perfis no Facebook, Instagram, TikTok, Twitter e LinkedIn.

Não perca, que vai ser histórico e inesquecível!

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