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Projetado pelos professores Pieter van Dokkum, da Universidade de Yale (EUA), e Roberto Abraham, da Universidade de Toronto (Canadá), o telescópio Dragonfly obteve resultados impressionantes na última década. Entre seus feitos, a possibilidade de detectar luzes estelares tênues e avistar galáxias anãs difusas ou com pouca ou nenhuma matéria escura. Foi o caso da NGC 1052-DF2, cuja densidade é extremamente baixa.

O novo Dragonfly, agora, poderá verificar gás extragaláctico. Com a ajuda de um filtro montado à frente de cada lente, o telescópio será capaz de bloquear a maior parte da luz emitida pelas estrelas e isolar o brilho fraco do gás ionizado dentro dela.

A versão “desbravadora” (pathfinder, em inglês, como os pesquisadores têm chamado) do novo telescópio terá três lentes em vez das 48 lentes do original (no detalhe da foto principal), como um dispositivo de validação de conceito. De acordo com os pesquisadores, os resultados têm sido melhores do que o esperado.

“Haverá algumas imagens incríveis do Dragonfly nos próximos anos”, explica Van Nokkum, atualmente professor de astronomia na Faculdade de Artes e Ciências de Yale. “Este novo método de detecção de nuvens de gases está abrindo um novo regime de ciência a ser explorado.”

Em um conjunto de novas teses, a equipe do telescópio Dragonfly descreve características anteriormente ocultas dentro de um gás que cerca um grupo de galáxias situadas a 12 milhões de anos-luz da Terra. Em parte, os pesquisadores escolheram a área porque ela foi estudada por outros telescópios e fornece uma série de sinais celestes estabelecidos para medir a precisão do teste. “O grupo de galáxias Messier 81 é um dos mais próximos do nosso, tornando-os bom para estudar”, explica o graduando de Yale Imad Pasha, um dos autores da nova bibliografia.

Embora se saiba, aliás, há muito tempo, que o gás é o combustível para a criação de estrelas e planetas nas galáxias, a dinâmica de como esse gás realmente entra e sai das galáxias não é bem compreendida. Ser capaz de isolar essas estruturas gasosas tornou-se uma prioridade para os pesquisadores.

Telescópio Dragonfly
Professor Van Nokkum com a versão antiga do telescópio Dragonfly (Peter van Nokkum/Universidade de Yale)

Estudos com o novo Dragonfly

Publicado no Astrophysical Journal Letters, o estudo de Pasha descreve uma galáxia anã nascente em um dos braços da Messier 82. Essencialmente, uma nova galáxia está sendo formada pelo gás da M82 quando esta passou através da vizinha M81. “Esse tipo de galáxia é difícil de detectar por observações tradicionais”, disse Pasha. “Podemos muito bem encontrar mais dessas galáxias ‘bebês’ em torno de grupos bem estudados no futuro.”

Um outro trabalho, aceito pelo Astrophysical Journal, descreve uma gigantesca nuvem de gás ionizado, com 180 mil anos-luz de comprimento e 30 mil anos-luz de largura. A origem da nuvem permanece um mistério, mas os pesquisadores acreditam que ela se afastou de M82 durante um encontro com uma galáxia maior, a Messier 81. “Quase não acreditamos que fosse real”, disse a autora Deborah Lokhorst, ex-graduanda da Universidade de Toronto.

Agora que o Dragonfly provou ser bem sucedido, os pesquisadores construíram um instrumento maior com 120 lentes. O telescópio será montado no próximo ano no Novo México, sul dos Estados Unidos.

Crédito da imagem principal: Pieter van Dokkum (com o antigo telescópio Dragonfly de 48 lentes)

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Após uma série de adiamentos, finalmente, neste sábado (25), a partir das 9h20 pelo horário de Brasília, o telescópio espacial James Webb será lançado para explorar o cosmos de uma forma como nunca antes. Segundo Bill Nelson, administrador da Nasa, ele “vai revelar os segredos do universo”.

O administrador da Nasa, Bill Nelson, está empolgado e orgulhoso pelo lançamento do telescópio espacial James Webb no sábado (25). Imagem: Nasa – Divulgação

“O telescópio James Webb é único”, declarou Nelson em entrevista ao site Space. “É a tecnologia mais avançada, que, se tiver sucesso, revelará segredos do universo que serão simplesmente estupendos, senão quase avassaladores”.

Ainda de acordo com o administrador da agência espacial norte-americana, Webb permitirá um “salto quântico de compreensão de quem somos, como chegamos aqui, o que somos e como tudo evoluiu”.

Com a ajuda de seu espelho extragrande, que é seis vezes maior que o espelho do telescópio espacial Hubble, James Webb será capaz de detectar luz infravermelha de estrelas e galáxias extremamente tênues e distantes. Isso permitirá que ele, basicamente, “olhe para trás no tempo”, para algumas das primeiras luzes do universo observável.

“Ele vai olhar por um buraco de fechadura no céu”, disse Nelson. “Vai enxergar mais de 13 bilhões de anos para trás, para capturar luz infravermelha do brilho emitido na formação da primeira galáxia, cerca de 250 milhões de anos após o Big Bang”.

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Bill Nelson se diz orgulhoso das equipes em torno do telescópio espacial James Webb

Nelson também descreveu a capacidade de Webb de identificar e estudar planetas alienígenas em trânsito ou passando na frente de suas estrelas hospedeiras. “Além de detectar exoplanetas, o telescópio será capaz de determinar qual é a composição química de uma atmosfera daquele planeta”, disse ele. “Vamos começar a ser capazes de determinar se há atmosferas habitáveis ​​como a nossa orbitando em torno de outros sóis? Vai ser muito emocionante descobrir isso”.

O itinerário científico de Webb tem quatro áreas principais de enfoque: a primeira luz no universo, o nascimento de estrelas e planetas, como e quando as primeiras galáxias do universo se reuniram e o estudo dos exoplanetas e suas atmosferas.

Essas áreas principais são apenas um ponto de partida: os ambiciosos planos de ciência de Webb também incluem a busca por vida fora da Terra e o estudo da matéria escura e energia escura.

Além de seu entusiasmo pelas capacidades de próxima geração de Webb, Nelson também disse estar se sentindo “muito orgulhoso” das equipes que desenvolveram o telescópio. “Estou muito orgulhoso da força de trabalho da Nasa e do que eles fizeram. Webb é uma missão em construção há mais de 25 anos, com desenvolvimento no escopo começando em 1996, e alguns membros da equipe de missão passaram toda a sua carreira trabalhando para criar Webb e deixá-lo pronto para o lançamento”.

Confira o especial sobre o Telescópio Espacial James Webb!

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Um dos equipamentos mais preciosos da Nasa está offline. De acordo com a agência espacial norte americana, os instrumentos científicos do Hubble tiveram problemas de sincronização com as comunicações internas da espaçonave, e entrou em modo de segurança.

Os técnicos da Nasa estão investigando o problema, mas pode ser que a causa do desligamento seja a mesma que deixou o Hubble fora do ar por mais de 30 dias, entre junho e julho deste ano. A boa notícia por enquanto é que os instrumentos permanecem com “boa saúde”, segundo o órgão.

No dia 13 junho, um dos computadores do telescópio espacial parou de funcionar, depois de 31 anos de atividade. O computador de carga útil, que controla e coordena os instrumentos científicos a bordo do observatório, travou, o que levou o sistema a entrar em estado de hibernação.

Uma grande operação foi montada na Nasa para resolver o problema, e o equipamento de backup foi acionado com sucesso. Em 16 de julho, o Hubble retomou as operações científicas normais.

A gente fica de olho para dar novas notícias. Por enquanto, fica a torcida para que o Hubble surpreenda mais uma vez e ainda registre muitas imagens espetaculares da galáxia.

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Na última quarta-feira (16), o telescópio espacial Hubble foi atingido por conta de problemas de computador e teve todas as suas visualizações astronômicas interrompidas, de acordo com informações da Nasa.

Em março, o time de controle da missão do telescópio Hubble já havia levado um susto com uma falha de hardware do instrumento, que também suspendeu temporariamente as observações. Sendo assim, desde domingo (13) , o observatório orbital está ocioso, pois o computador de cargas úteis do telescópio apresentou uma falha, que causou uma parada inesperada no funcionamento.

Agora, a equipe de operações se prepara para alterná-lo por um dos módulos reserva e restaurar a operação. O computador é um dispositivo criado justamente para controlar e coordenar os instrumentos científicos instalados a bordo do telescópio. Portanto, o computador principal parou de receber um sinal de retorno padrão entre este dispositivo e o de carga útil, que indica que as operações estão normais.

Na segunda (14), a Nasa chegou a reiniciar o computador de cargas úteis, porém, a falha voltou a se repetir. Depois de analisar os dados do ocorrido, a equipe está investigando a possibilidade do problema ter ocorrido em função da degradação do módulo de memória do telescópio.

O ideal é que depois que o módulo for alternado, o computador deverá retomar ao funcionamento normal durante um dia para a equipe verificar se o problema foi de fato solucionado. 

Na década de 1980, quando um computador que controlava os instrumentos científicos foi desligado foi possivelmente por causa de uma placa de memória com defeito.

Os controladores de vôo do Goddard Space Flight Center da Nasa em Maryland tentaram reiniciar o computador na mesma semana, mas a. situação se repetiu. Agora, estão tentando mudar para uma unidade de memória de backup. Caso funcionar, o telescópio será testado por um dia, antes que os instrumentos científicos sejam ligados e as observações possam ser retomadas.

Por enquanto, as câmeras e outros instrumentos estão no chamado modo de segurança. Além de que os cientistas esperam ter uma sobreposição em órbita entre o Hubble e o consideravelmente mais avançado e poderoso Webb.

telescópio nasa
Crédito: Nasa

O Hubble foi lançado em 1990 e está mostrando cada vez mais sinais de envelhecimento, por mais que uma série de reparos e atualizações foram feitos por astronautas em viagens espaciais. O computador ocioso foi instalado durante a quinta e última chamada de serviço em 2009.

Ademais, a Nasa planeja lançar o sucessor do Hubble, o telescópio espacial James Webb, ainda em novembro. O observatório estará muito longe da Terra, aproximadamente 1 milhão de milhas (ou seja, cerca de 1,5 milhão de quilômetros) de distância em uma órbita solar.

Sem contar que o lançamento da Guiana Francesa usando o foguete europeu Ariane está anos em atrasado e o último foi de duas semanas, resultado de problemas de processamento e programação de foguetes.

Fonte: Nasa

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A equipe da Nasa responsável pelo telescópio espacial Nancy Grace Roman escolheu, recentemente, os 24 ‘olhos’ do equipamento. Essa visão do instrumento vai converter a luz das estrelas em sinais elétricos. O Roman será lançado na metade desta década de 20.

Os sinais enviados pelo telescópio serão decodificados em imagens de 300 megapixels de grandes manchas do céu. Com as fotos, os astrônomos poderão explorar diversos objetos e fenômenos celestes. A ideia é justamente chegar perto das solução de mistérios do cosmos.

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“Como os olhos do telescópio, os detectores de Roman habilitarão toda a ciência da missão. Agora, com base nos resultados dos nossos testes, nossa equipe pode confirmar se esses detectores infravermelhos atendem a todos os requisitos para os propósitos”, disse John Gygax, gerente do sistema de plano focal do telescópio, no Goddard Space Flight Center da Nasa.

Os detectores são poderosos. Cada um tem 16 milhões de pixels e vão fornecer uma resolução requintada. Dos 24, 18 ‘olhos’ vão ser incorporados à câmera do Roman. Enquanto os outros seis ficarão reservados como sobressalentes qualificados para voo.

Essas peças são compostas de milhões de fotodiodos de mercúrio-cádmio-telureto. Esses sensores convertem a luz em corrente elétrica, uma para cada pixel. O astrofísico pesquisador de Goddard, Greg Mosby, explicou a escolha do material.

“Variando a quantidade de cádmio, podemos ajustar o detector para um comprimento de onda de corte específico. Isso nos permite focar com mais precisão nos comprimentos de onda da luz que estamos tentando ver”, disse o astrofísico.

Os 18 detectores do telescópio espacial Roman.
Os 18 detectores do telescópio espacial Roman. Imagem: NASA/Chris Gunn

Os fotodiodos foram construídos na base do detector, camada por camada, pelos técnicos da Teledyne Imaging Sensors em Camarillo, Califórnia. O detector foi fixado em uma placa eletrônica de silício, que vai ajudar a processar os sinais de luz usando índio. Cada pixel foi colado com uma gota do elemento individualmente, colocadas a apenas 10 mícrons de distância.

“A equipe do Roman passou anos identificando uma receita ideal para os detectores da missão. É gratificante ver o trabalho árduo da equipe valer a pena neste aspecto técnico crucial da missão. Mal podemos esperar para ver como as imagens desses detectores transformam nossa compreensão do universo”, completou Mosby.

Via: Phys

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A ESA (Agência Espacial Europeia) e o ESO (Observatório Europeu do Sul) inauguraram um novo observatório em La Silla, no Chile. O Telescópio Bed-Test 2 faz parte do projeto de teste de uma futura rede de telescópios que vai se unir aos esforços globais para proteger a Terra de asteroides perigosos.

O Telescópio Bed-Test 2 com outros telescópios de La Silla ao fundo. Créditos: eso.org
O Telescópio Bed-Test 2 com outros telescópios de La Silla ao fundo. Créditos: eso.org

Quando falamos de proteção da Terra contra impacto de asteroides, existem alguns fatores que tornam essa tarefa bastante complicada. Primeiramente porque só conhecemos uma pequena parcela dos asteroides que podem atingir a Terra. Então, se quisermos proteger nosso planeta de fato, precisamos antes de tudo, conhecer o inimigo, ou seja, encontrar e rastrear todos esses asteroides perigosos.

E para fazer esse “senso”, precisamos vasculhar nossos céus em busca dos asteroides. E aí vem outro problema: nós não conseguimos procurar em todo o céu, simplesmente porque não podemos enxergá-lo por completo. Uma boa parte dele está sempre oculta pela luminosidade do dia. E algumas vezes, os asteroides se aproximam da Terra justamente pelo lado diurno.

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Foi dessa forma que um asteroide com 17 metros se aproximou sem ser visto em 2013, e atingiu Chelyabinsk na Rússia, ferindo mais de 1500 pessoas e deixando 33 milhões de dólares de prejuízo.

Rastro deixado pelo meteoro de Cheliabinsky ao amanhecer. Créditos: Alex Alishevskikh / Wikimedia
Rastro deixado pelo meteoro de Cheliabinsky ao amanhecer.
Créditos: Alex Alishevskikh / Wikimedia

Além disso, todos os grandes telescópios e a imensa maioria dos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra estão no Hemisfério Norte do Planeta, e não conseguem enxergar boa parte do céu do Hemisfério Sul. É como proteger um banco com forte esquema de segurança na entrada, mas ter apenas um muro baixo e um cachorro manco nos fundos.

Mapa de cobertura do céu pelos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra na noite de entre 02 e 13 de abril de 2018. Cada retângulo colorido representa uma área do céu coberta por um observatório. Em ciano, a área do céu em que é impossível pesquisar devido à luz do dia e em vermelho, a lacuna provocada pela falta de grandes observatórios no Hemisfério Sul do Planeta
Mapa de cobertura do céu pelos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra na noite de entre 02 e 13 de abril de 2018. Cada retângulo colorido representa uma área do céu coberta por um observatório. Em ciano, a área do céu em que é impossível pesquisar devido à luz do dia e em vermelho, a lacuna provocada pela falta de grandes observatórios no Hemisfério Sul do Planeta

E é justamente para ajudar preencher essa lacuna no Hemisfério Sul Celeste que a ESA instalou esse novo equipamento no Chile. O Telescópio Test-Bed 2, ou TBT2, tem 56 cm de diâmetro e fará par com o TBT1, em Cerberos, na Espanha. Juntos, eles devem testar as capacidades necessárias para detectar e seguir asteroides próximos à Terra, com o mesmo sistema de telescópios.

Como a maioria desses asteroides são relativamente pequenos, com alguns poucos metros, são difíceis de serem detectados, a não ser quando estão bem próximos da Terra, se deslocando rapidamente no céu. E para detectar e rastrear esses objetos, a ESA planeja criar a rede de telescópios robotizados “Flyeye”. Os telescópios TBT são os precursores da Flyeye e servem para comprovar a eficiência desse sistema.

Instalação do Telescópio Bed-Test 2 no observatório em La Silla. Créditos: eso.org
Instalação do Telescópio Bed-Test 2 no observatório em La Silla. Créditos: eso.org

A instalação do Telescópio Test-Bed 2 foi concluída agora, em abril, e ele já captou sua “primeira luz”: uma bela imagem da Galáxia irregular Centaurus-A. Apesar do seu objetivo ser detectar asteroides próximos e não fotografar galáxias, imagens como esta são importantes para testar o funcionamento dos instrumentos. E mesmo em fase de testes, o TBT2 já mostra suas capacidades promissoras, em parte graças ao excelente céu de La Silla.

“Primeira luz” captada pelo TBT2: a Galáxia Centaurus A. Créditos: eso.org
“Primeira luz” captada pelo TBT2: a Galáxia Centaurus A. Créditos: eso.org

Apesar de extremamente raros, os impactos na Terra de asteroides perigosos eventualmente ocorrem. E para nos prevenirmos de um impacto catastrófico no futuro, o conhecimento é fundamental. Graças aos esforços realizados desde o final do Século XX, estima-se que já conhecemos mais de 95% dos asteroides próximos maiores que 1 quilômetro. Mas, não mais do que 10% dos maiores que 100 metros e talvez 1% dos asteroides próximos à Terra com mais de 10 metros.

Quando estiver totalmente operacional, a Flyeye mapeará o céu noturno em busca desses pequenos objetos se movendo rapidamente. Quem sabe isso nos ajude a evitar surpresas desagradáveis no futuro.

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Fenômenos violentos do centro da Via Láctea foram revelados com uma clareza inédita. As imagens da região central da galáxia, divulgadas esta semana, documentam uma linha de raios-X.

Essa linha sugere um mecanismo interestelar até então desconhecido que pode governar o fluxo de energia e, potencialmente, a evolução da nossa galáxia.

Segundo os cientistas da Universidade de Massachussets, o local está obscurecido por uma névoa de gás e poeira densa. Por isso, os pesquisadores não conseguem ver o centro, mesmo com instrumentos poderosos, como o Telescópio Espacial Hubble.

Para conseguir captar as imagens, foi usado o Observatório de Raios-X Chandra da Nasa, capaz de enxergar raios-x, em vez da luz visível. Os raios-x conseguem penetrar a névoa, trazendo resultados impressionantes.

As descobertas fornecem a imagem mais nítida de um par de plumas que emitem os raios-x, emergindo da região próxima ao gigantesco buraco negro localizado no núcleo da Via Láctea.

As descobertas são resultado de mais de 20 anos de pesquisa. Saiba como ver mais imagens e ter mais informações sobre o assunto no nosso site, olhar digital.com.br.

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O maior planeta do Sistema Solar já é belo naturalmente. Agora, novas imagens feitas pelo Gemini North e pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa e da ESA, mostram Júpiter em comprimentos de onda de luz infravermelho, visível e ultravioleta.

As imagens com luz visível e ultravioleta foram capturadas pela Wide Field Camera 3, no telescópio Hubble. Já a imagem em infravermelho foi feita pelo instrumento Near-InfraRed Imager (NIRI), no Gemini Norte, localizado no Havaí e membro do Observatório Gemini Internacional, programa do NOIRLab, laboratório da Fundação Nacional da Ciência (NSF, na sigla em inglês).

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Essas novas imagens revelam detalhes em características atmosféricas, como a Grande Mancha Vermelha, supertempestades e ciclones gigantescos que se estendem pelo disco do planeta. Todas as observações foram feitas simultaneamente, às 12h41 (horário de Brasília), no dia 11 de janeiro de 2017.

De acordo com o NOIRLab, os três retratos do planeta destacam a vantagem de uma astronomia de múltiplos comprimentos de onda. Visualizar corpos celestes em diferentes comprimentos de onda de luz permite que os cientistas colham ideias que de outra forma não estavam disponíveis. No caso de Júpiter, o planeta ganha aparências completamente diferentes em cada exposição.

Um exemplo é a Grande Mancha Vermelha, um furacão persistente grande o suficiente para engolir todo o planeta Terra, perfeitamente visível tanto na luz normal quanto na imagem ultravioleta, mas quase invisível em infravermelho. Já as faixas de nuvens em contra-rotação do planeta são claramente visíveis em todas as três vistas.

Outra observação interessante da Grande Mancha Vermelha em infravermelho é que a parte escura é maior do que a mancha em si, pois essa imagem mostra áreas cobertas por nuvens espessas. Enquanto isso, em ultravioleta e luz visível, é possível observar as localizações dos cromóforos, partículas que dão à Grande Mancha a tonalidade ao absorver a luz azul e ultravioleta.

Outros fenômenos atmosféricos do planeta gigante também podem ser vistos com as diferentes ondas de luz, entre eles um vórtice ciclônico, que pode ser também uma série de vórtices, que se estende por 72 mil quilômetros na direção leste-oeste. Há ainda quatro “pontos quentes” em infravermelho, mas escuros nas outras luzes, alinhados, que foram descobertos por astrônomos pela primeira vez nos anos 1960.

Confira as imagens de Júpiter:

Gemini North Infrared View of Jupiter
Mosaico de molduras individuais combinadas para produzir um retrato de Júpiter. As áreas mais quentes aparecem brilhantes. A Grande Mancha Vermelha, coberta por nuvens, aparece escura. Imagem: International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA, M.H. Wong (UC Berkeley) et al.
Acknowledgments: M. Zamani
Hubble Ultraviolet View of Jupiter
Na imagem em ultravioleta, a Grande Mancha Vermelha e a Manche Vermelha Jr aparecem escurecidas. Elas absorvem radiação ultravioleta do Sol. Imagem: NASA/ESA/NOIRLab/NSF/AURA/M.H. Wong and I. de Pater (UC Berkeley) et al.
Acknowledgments: M. Zamani
Hubble Visible View of Jupiter
Imagem de Júpiter na luz visível. Imagem: NASA/ESA/NOIRLab/NSF/AURA/M.H. Wong and I. de Pater (UC Berkeley) et al.
Acknowledgments: M. Zamani

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A primeira superlua de 2021 começou a ser vista logo após o pôr do sol desta segunda-feira.

Apesar de ser chamada de “superlua rosa” nos Estados Unidos, ela não tem uma cor diferente. O nome vem de tribos indígenas que marcavam a passagem do tempo pelas luas cheias. Cada uma tinha um nome específico, e a de abril é “rosa” porque surge na mesma época que as flores róseas da Phlox Subulata, uma planta selvagem norte-americana.

A “superlua” é qualquer lua cheia que ocorre enquanto a Lua está a 90% ou mais do momento de maior aproximação da Terra, o chamado Perigeu. Isso faz com que ela pareça até 15% maior e 30% mais brilhante do que o de costume.

O perigeu acontece regularmente a cada 28 dias, mas a ocorrência da Lua cheia no momento exato é mais rara. Em 2021 isso só vai acontecer duas vezes, nesta segunda-feira e no dia 26 de maio, quando a Lua vai estar ainda mais próxima de nós.

Se você quiser registrar o fenômeno, dá um pulinho no olhardigital.com.br depois do boletim, que a gente preparou boas dicas para fotografar a Lua nesse momento especial e muito bonito!

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Um asteroide com cerca de quatro metros de diâmetro passou “raspando” por nosso planeta na manhã desta segunda-feira.

Batizado de 2021 GW4, o objeto chegou a apenas 26.200 quilômetros de distância de nós, menos de um décimo da distância média entre a Terra e a Lua. Parece bastante, mas em termos especiais, é realmente muito perto!

Apesar da pouca distância, não corremos nenhum perigo. Um asteroide com esse tamanho não consegue sobreviver ao choque e calor da reentrada em nossa atmosfera, e geralmente se desintegra antes mesmo de atingir o solo.

O 2021GW4 foi descoberto em 8 de abril deste ano por astrônomos que trabalhavam no Monte Lemmon, na Califórnia.

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