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Lançado no natal de 2022, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) não só já está devidamente instalado em sua morada no espaço, no Segundo Ponto de Lagrange (L2) entre a Terra e o Sol, a 1,5 milhão de quilômetros (km) daqui, como também já está em vias de começar suas observações científicas. 

No ano passado, o tão aguardado observatório de luz infravermelha que promete revolucionar a astronomia esteve envolvido em uma polêmica referente ao seu nome, já que ele faz referência a uma figura controversa da história da agência espacial norte-americana e dos EUA. 

Telescópio Espacial James Webb pode ter nome trocado. Imagem: 24K-Production – Shutterstock

Para quem não se lembra ou não teve conhecimento do assunto, noticiado pelo Olhar Digital em outubro, mesmo após apelo da opinião pública, de diversos astrônomos e até de funcionários para que o nome do telescópio fosse trocado, a NASA decidiu manter a homenagem ao seu ex-administrador James Webb. Pesam sobre ele acusações de ter cometido crime de homofobia.

No entanto, parece que a decisão ainda pode ser revertida, mesmo com o telescópio já em funcionamento, na fase final de seu período de comissionamento, prontinho para começar a trabalhar.

James webb é acusado de perseguir homossexuais 

Segundo o site Space.com, a NASA ainda não terminou suas investigações sobre a carreira do ex-gestor, que foi o segundo administrador da agência. Entre 1961 e 1968, ele supervisionou o programa Apollo que pousou humanos na Lua e defendeu a agenda científica da NASA, sendo essa a motivação citada em 2002, quando o então administrador Sean O’Keefe decidiu nomear o que estava sendo chamado de Telescópio Espacial de Próxima Geração em homenagem a Webb.

Os pedidos para que o projeto fosse renomeado foram inúmeros, baseados em avaliações de que, durante o tempo de Webb no governo federal, ele alimentou a discriminação contra pessoas LGBTQIA+, em uma operação que foi apelidada de Pânico Lavanda. Ele também é acusado de ter permitido que a segurança da agência espacial americana interrogasse funcionários no passado por serem homossexuais.

James Edwin Webb foi administrador da NASA entre 1961 e 1968. Imagem: Nasa – arquivo

Diante dos protestos, a NASA abriu uma investigação e, ao anunciar a decisão de manter o nome, o atual administrador da agência, Bill Nelson, foi acusado de ter sido superficial nas justificativas, o que, até hoje, não foi aceito pelos críticos.

“A declaração do administrador foi que, naquela época, não havia nenhuma evidência que nos levasse a mudar o nome”, disse Paul Hertz, chefe da divisão de astrofísica da NASA, em uma reunião do Comitê Consultivo de Astrofísica na quarta-feira (30). “A pesquisa não foi concluída, e nós não pretendemos insinuar que tenha sido”.

Hertz também reconheceu que a controvérsia complicou a excitação dos cientistas pelas observações que o telescópio de alta potência fornecerá. “Eu sei que a decisão que a NASA tomou é dolorosa para alguns, e parece errada para muitos de nós”, disse ele.

Brian Odom, historiador-chefe interino da NASA, que também estava na reunião, vai neste mês até a Biblioteca Presidencial Harry S. Truman, que fica em Independence, no estado americano do Missouri, para analisar documentos da época de Webb como subsecretário de Estado de Truman, de 1949 a 1952, época que ocorreu o Pânico Lavanda. Essa operação foi uma perseguição de funcionários federais LGBTQIA+ que resultou em milhares de pessoas sendo demitidas ou forçadas a renunciar, de acordo com um artigo publicado pela Administração de Arquivos e Registros Nacionais.

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NASA promete mais transparência nas investigações

“A liderança da NASA levou muito a sério a investigação sobre se o Telescópio Espacial James Webb deve ou não ser renomeado”, disse Hertz. “Reconhecemos que durante décadas a discriminação contra funcionários federais LGBTQIA+ não foi meramente tolerada, foi vergonhosamente promovida por políticas federais”.

Em questão está o papel de Webb nessas políticas. “Vou lá mergulhar nos registros”, disse Odom, tentando “recriar o contexto” dessas ações. “Quando Webb chega ao Departamento de Estado, qual é a atividade que já começou nesta sala? Qual é a reação do Webb a isso? Nós o vemos reagindo a isso? Há evidências em que Webb diz: ‘O que você está fazendo é correto’, [ou] ‘O que você está fazendo é errado’?”.

Além da viagem de pesquisa de Odom, a agência contratou um empreiteiro externo para passar por registros semelhantes mantidos pela Administração de Arquivos e Registros Nacionais. “O empreiteiro já esteve na instalação várias vezes e ainda está trabalhando, e Odom pode visitar também”, disse ele. “Há registros lá que realmente queremos entrar, e é por isso que estamos passando muito tempo lá”.

Ambas as instalações foram fechadas para pesquisadores em setembro devido à pandemia de Covid-19, mas já foram reabertas.

A reunião de quarta-feira ocorreu poucos dias depois que quase 400 páginas de documentos internos da NASA vieram a público. Os documentos, obtidos através de uma solicitação de registros públicos pela Nature, incluíam principalmente e-mails de e para funcionários, oferecendo uma visão das conversas que se desenrolavam sobre o legado de Webb.

Hertz e Odom enfatizaram que os resultados da pesquisa serão públicos, em contraste com as ações da agência em setembro passado, quando a NASA se recusou a compartilhar quaisquer documentos históricos consultados durante sua investigação sobre Webb.

“Vamos garantir que as pessoas saibam as evidências que tivemos na nossa frente enquanto fazemos essa investigação”, disse Odom. “Esse é o plano para agora; tem sido o meu plano desde o início para fazer isso”.

Ele sugeriu que, até o final de abril, espera ter uma noção clara dos registros de arquivamento para saber se eles se encaixam na posição que a agência manteve até agora. Quando as evidências serão compartilhadas publicamente dependerá do que precisamente os pesquisadores encontrarem. “Se descobrirmos novas evidências, isso realmente muda a linha do tempo”, disse ele.

Hertz enfatizou que a autoridade para reter ou revisar o nome do Telescópio Espacial James Webb permanece exclusivamente de Nelson. “A nomeação do telescópio é prerrogativa do administrador”, disse ele ao comitê.

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Não há dúvidas que, assim que o Telescópio Espacial James Webb entrar em operação, será o principal e mais avançado instrumento científico fora da Terra construído pelo homem. Mas o que pouca gente sabe é que as novas tecnologias desenvolvidas para sua construção já estão rendendo frutos.

Ao projetar o Webb, os engenheiros tiveram que imaginar um telescópio diferente de qualquer um que já foi construído antes. Por isso, grande parte da sua tecnologia teve que ser concebida, projetada e construída praticamente do zero. E algumas dessas inovações já estão sendo usadas para beneficiar a humanidade, tanto na exploração espacial, como em muitas outras áreas.

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Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do James Webb
Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do James Webb. Créditos: NASA/JPL-Caltech

ASICs – Circuitos Integrados de Aplicação Específica

Um exemplo é a tecnologia conhecida como ASICs, desenvolvida para o James Webb, mas que ajudou no reparo do Telescópio Espacial Hubble. Os ASICs, ou Circuitos Integrados de Aplicação Específica, permitem que toda uma unidade eletrônica seja condensada em um pequeno pacote. Em 2009, a NASA implantou ASICs para reparar a câmera do Hubble, que até hoje nos fornece visões fantásticas do Universo.

Sensor ASIC implantado no Telescópio Espacial Hubble.
Sensor ASIC implantado no Telescópio Espacial Hubble. Créditos: Teledyne Imaging Systems

Sensor HAWAII-2RG

Outra tecnologia do Web implantada no Hubble foi o sensor HAWAII-2RG. Todo telescópio que trabalha com longas exposições precisa de um sistema de guiagem, que monitora, em tempo real, uma estrela de referência e aciona pequenas correções no apontamento caso note que ele está saindo do lugar. Esse monitoramento exige uma câmera de alta sensibilidade, capaz de captar a luz de estrelas tênues em poucos milésimos de segundo.

Sensor HAWAII-2RG desenvolvido para o Webb e utilizado nas câmeras de guiagem do Hubble e de diversos outros telescópios espaciais
Sensor HAWAII-2RG desenvolvido para o Webb e utilizado nas câmeras de guiagem do Hubble e de diversos outros telescópios espaciais. Créditos: Teledyne Imaging Systems

Atualmente, o Hubble e várias outras missões da NASA utilizam o sensor HAWAII-2RG, desenvolvido para o James Webb, na câmera de guiagem dos seus telescópios. Além de extremamente sensível, o sensor opera tanto na luz visível quanto na infravermelha, e tem uma resolução de 4 Megapixels, o que é muito bom para uma câmera de guiagem.

Backplane

O backplane do James Webb é a estrutura que sustenta os espelhos do telescópio e suporta as 2,4 toneladas entre óptica e instrumentos. É a espinha dorsal do Webb, que tem que ser leve e firme, para permanecer completamente imóvel enquanto os espelhos se movem para observar o espaço profundo. Ao mesmo tempo, deve ser resistente para suportar as enormes forças e vibrações durante seu lançamento.

Backplane do James Webb
Backplane do James Webb. Créditos: NASA/JPL

Essa estrutura só foi possível graças ao desenvolvimento de novos materiais, compostos avançados de grafite combinados com titânio e conexões de invar (uma liga de ferro e níquel), que devem estabilizar o backplane em 1 décimo de milésimo da espessura de um fio de cabelo em temperaturas abaixo de 240 graus negativos.

Os espelhos mais leves

O próprio espelho principal do James Webb já é, além de lindo, uma grande evolução tecnológica. Sua fabricação com berílio, revestido por uma finíssima camada de ouro, resultou em um espelho otimizado para operar no infravermelho, além de ser muito leve, com uma densidade 10 vezes menor que a do espelho do Hubble.

Espelho primário do James Webb composto por 18 células em berílio revestidas por uma finíssima camada de ouro
Espelho primário do James Webb composto por 18 células em berílio revestidas por uma finíssima camada de ouro. Créditos: NASA/Chris Gunn

Refrigerador Criogênico

Outra inovação essencial para o Webb foi seu refrigerador criogênico, capaz de resfriar o MIRI, o Instrumentos de Infravermelho Médio do telescópio, para a temperatura de 266 graus negativos, apenas 7 graus acima do zero absoluto. Essa temperatura é necessária para o correto funcionamento desse instrumento, que é sensível a qualquer emissão de calor.

Refrigerador criogênico do James Webb, capaz de refrigerar o MIRI a até 266°C negativos
Refrigerador criogênico do James Webb, capaz de refrigerar o MIRI a até 266°C negativos. Créditos: NASA/JPL-Caltech

Matriz de micro-obturadores

Os micro-obturadores do James Webb é outra nova tecnologia desenvolvida especialmente para ele. É basicamente uma matriz com milhares de pequenas janelas, cada uma da largura de um fio de cabelo e programáveis para serem abertas ou fechadas, permitindo a medição do espectro de centenas de objetos simultaneamente.

Matriz de micro-obturadores do Espectrômetro de Infravermelho Próximo do James Webb
Matriz de micro-obturadores do Espectrômetro de Infravermelho Próximo do James Webb. Créditos: NASA

Tecnologia do Webb auxilia na cirurgia ocular LASIK

Entre essas e diversas outras inovações geradas pelo James Webb, algumas tiveram benefícios inesperados. Para alcançar a qualidade necessária nos espelhos do telescópio, os engenheiros desenvolveram uma tecnologia para medir com precisão e rapidez os espelhos, para orientar seu desbaste e polimento. Essa mesma tecnologia foi adaptada para criar mapas de alta definição dos olhos humanos e, desde então, isso aumentou a precisão da cirurgia de correção ocular conhecida como LASIK.

Mesma tecnologia desenvolvida para mapear os espelhos do James Webb utilizada na cirurgia ocular LASIK
Mesma tecnologia desenvolvida para mapear os espelhos do James Webb utilizada na cirurgia ocular LASIK. Créditos: NASA

Como vocês podem ver, mesmo antes de nos oferecer uma visão sem precedentes do Cosmos, o James Webb já contribuiu bastante no desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade, provando assim, que o investimento de 10 bilhões de dólares no seu desenvolvimento não será apenas dinheiro jogado no espaço.

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Na noite do último sábado (25), o observatório SONEAR, especializado em estudar asteroides e cometas, capturou imagens do telescópio espacial James Webb e do seu booster voando em direção ao ponto de Lagrange (L2).

De acordo com o engenheiro, físico e astrônomo amador Cristóvão Jacques, sócio fundador do Observatório SONEAR e do canal Astro NEOS no YouTube, a captura das imagens foi feita por um telescópio 280mm F2.2 e analisadas por meio de um software que costuma ser utilizado para identificar asteroides.

Astrônomo amador Cristóvão Jacques divulga imagens do telescópio James Webb captadas pelo observatório SONEAR. Imagem: Observatório SONEAR

SONEAR é a sigla, em inglês, de “Observatório Austral para Pesquisa de Asteroides Próximos à Terra”. Foi criado em Oliveira (MG) por Cristóvão Jacques e João Ribeiro, dois astrônomos amadores, que, posteriormente, convidaram o advogado Eduardo Pimentel, também entusiasta da astronomia, para compor o time.

Jacques conta que foram obtidas 30 imagens de 10 segundos cada, cerca de 12 horas após o lançamento – momentos antes da manobra de ajuste de trajetória feita pelo telescópio espacial.

Conforme mostra a tela de seu computador, compartilhada no vídeo abaixo, Jacques demonstra onde está James Webb e indica também a localização do booster, último estágio a se desprender do telescópio depois do lançamento.

“O booster está na mesma direção e em uma velocidade um pouco mais baixa do que a do telescópio James Webb”, explica o astrônomo amador, revelando que enquanto o booster está voando a 6.57 segundos de arco por minuto (7.465 km/h) na direção 90.2,  James Webb está a 7.48 segundos de arco por minuto (8.500 km/h) na direção 88.9.

Posteriormente, Jacques mostra uma imagem mais ampliada, colocando os dois objetos no mesmo enquadramento para que o espectador consiga enxergá-los simultaneamente.

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Astrônomo amador ensina como ver telescópio James Webb no espaço

Em um vídeo anterior, uma transmissão ao vivo feita três dias antes do lançamento, Cristóvão Jacques ensina aos entusiastas como localizar James Webb no espaço a partir de um observatório terrestre. Ele compartilha um link da Nasa para configurar as efemérides do telescópio espacial.

Neste domingo (26), Jacques fará uma nova transmissão ao vivo em seu canal às 21h30 (horário de Brasília) para mostrar capturas tanto de James Webb quanto do Cometa Leonard – mas tudo vai depender do clima, portanto a live ainda não está confirmada.

“Com o tempo, as capturas do telescópio James Webb vão diminuindo de intensidade, mas seu escudo protetor deve aumentar o brilho, por causa do reflexo do Sol nele”, explicou Jacques em entrevista ao Olhar Digital.

O tão aguardado lançamento do telescópio James Webb repercutiu na mídia nacional, internacional e, claro, também nas redes sociais. Confira aqui alguns “memes” compartilhados por usuários do Twitter, abordando, principalmente, a questão da data ter coincidido com o Natal.

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Após uma série de adiamentos, finalmente, neste sábado (25), a partir das 9h20 pelo horário de Brasília, o telescópio espacial James Webb será lançado para explorar o cosmos de uma forma como nunca antes. Segundo Bill Nelson, administrador da Nasa, ele “vai revelar os segredos do universo”.

O administrador da Nasa, Bill Nelson, está empolgado e orgulhoso pelo lançamento do telescópio espacial James Webb no sábado (25). Imagem: Nasa – Divulgação

“O telescópio James Webb é único”, declarou Nelson em entrevista ao site Space. “É a tecnologia mais avançada, que, se tiver sucesso, revelará segredos do universo que serão simplesmente estupendos, senão quase avassaladores”.

Ainda de acordo com o administrador da agência espacial norte-americana, Webb permitirá um “salto quântico de compreensão de quem somos, como chegamos aqui, o que somos e como tudo evoluiu”.

Com a ajuda de seu espelho extragrande, que é seis vezes maior que o espelho do telescópio espacial Hubble, James Webb será capaz de detectar luz infravermelha de estrelas e galáxias extremamente tênues e distantes. Isso permitirá que ele, basicamente, “olhe para trás no tempo”, para algumas das primeiras luzes do universo observável.

“Ele vai olhar por um buraco de fechadura no céu”, disse Nelson. “Vai enxergar mais de 13 bilhões de anos para trás, para capturar luz infravermelha do brilho emitido na formação da primeira galáxia, cerca de 250 milhões de anos após o Big Bang”.

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Bill Nelson se diz orgulhoso das equipes em torno do telescópio espacial James Webb

Nelson também descreveu a capacidade de Webb de identificar e estudar planetas alienígenas em trânsito ou passando na frente de suas estrelas hospedeiras. “Além de detectar exoplanetas, o telescópio será capaz de determinar qual é a composição química de uma atmosfera daquele planeta”, disse ele. “Vamos começar a ser capazes de determinar se há atmosferas habitáveis ​​como a nossa orbitando em torno de outros sóis? Vai ser muito emocionante descobrir isso”.

O itinerário científico de Webb tem quatro áreas principais de enfoque: a primeira luz no universo, o nascimento de estrelas e planetas, como e quando as primeiras galáxias do universo se reuniram e o estudo dos exoplanetas e suas atmosferas.

Essas áreas principais são apenas um ponto de partida: os ambiciosos planos de ciência de Webb também incluem a busca por vida fora da Terra e o estudo da matéria escura e energia escura.

Além de seu entusiasmo pelas capacidades de próxima geração de Webb, Nelson também disse estar se sentindo “muito orgulhoso” das equipes que desenvolveram o telescópio. “Estou muito orgulhoso da força de trabalho da Nasa e do que eles fizeram. Webb é uma missão em construção há mais de 25 anos, com desenvolvimento no escopo começando em 1996, e alguns membros da equipe de missão passaram toda a sua carreira trabalhando para criar Webb e deixá-lo pronto para o lançamento”.

Confira o especial sobre o Telescópio Espacial James Webb!

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Nesta terça-feira (21), a Nasa divulgou um comunicado por meio do qual confirma que foi concluída com sucesso a Análise de Prontidão de Lançamento do Telescópio Espacial James Webb (JWST). No entanto, a agência espacial norte-americana autorizou o lançamento do foguete Ariane 5, carregando o telescópio, apenas para sábado (25), e não mais para a manhã de sexta-feira (24).

Telescópio Espacial James Webb
Telescópio espacial James Webb deverá ser lançado neste sábado (25). Imagem: Nasa/Divulgação

Segundo o comunicado, a medida foi tomada “devido às condições climáticas adversas no espaçoporto europeu na Guiana Francesa”, de onde o foguete vai partir. Ainda de acordo com a agência, a data e o horário serão confirmados em novo comunicado, previsto para ser emitido até quarta-feira (22) à noite.

Histórico de atrasos no lançamento do telescópio James Webb

Primeiramente, ele estava programado para decolar no fim de outubro. Depois, a Nasa bateu o martelo para a data de 18 de dezembro. No entanto, uma falha em um cabo de transmissão de dados do foguete precisou ser corrigida, o que acabou adiando a missão para o dia 22. No último sábado, porém, foi anunciado que o lançamento teria sua data modificada novamente – dessa vez, para o dia 24. E, agora, ficou para o sábado (25) – se não mudarem outra vez!

Para a equipe envolvida com o promissor equipamento, esses atrasos são mínimos diante de toda a espera. O desenvolvimento do telescópio começou em 1996, com o lançamento inicialmente previsto para 2007. No entanto, numerosos atrasos e um estouro no orçamento forçaram um redesenho significativo em 2005. Sua construção foi terminada em 2016, e ele está em testes desde então.

Agora, depois de 25 anos de desenvolvimento, com mais de R$56 bilhões investidos, a mais cara e uma das mais importantes missões na história da Nasa finalmente vai decolar – mesmo que, para isso, seja necessário esperar mais algumas horas ou dias.

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Quem está envolvido no projeto James Webb

Além da Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) são parceiras no projeto. A ESA está fornecendo os instrumentos NIRSpec e o conjunto óptico do MIRI, o foguete Ariane 5 e sua base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa, e pessoal em operações de suporte. A CSA fornece o FGS/NIRISS e também pessoal para operações de suporte.

Após o lançamento, a operação do JWST será realizada pelo Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI, Space Telescope Science Institute), localizado em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. O Instituto já é responsável pela operação do Hubble e será responsável também pelo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, outro telescópio infravermelho em desenvolvimento pela Nasa, que tem lançamento previsto para 2027.

Nome polêmico gerou desconforto na Nasa

Nos estágios iniciais de desenvolvimento, o JWST era conhecido como NGST (Next Generation Space Telescope, Telescópio Espacial da Próxima Geração). Em 2002, a Nasa decidiu batizá-lo em homenagem a James Edwin Webb, que foi o segundo administrador da agência (entre 1961 e 1968) e figura importante no desenvolvimento do programa Apollo, que levou o homem à Lua em 1969.

Durante seu mandato como subsecretário de estado dos EUA entre 1950 e 1952, na presidência de Harry S. Truman, James Webb foi figura instrumental durante o “Pânico Lavanda”, uma série de medidas que resultou no expurgo de pessoas LGBTQIA+ em todas as esferas do governo dos EUA. Tais medidas continuaram em vigor durante o período em que Webb era administrador da Nasa.

Em 2015 o colunista Dan Savage iniciou uma discussão ao publicar no site The Stranger um artigo chamado “Should NASA Name a Telescope After a Dead Guy Who Persecuted Gay People in the 1950s?” (“Deveria a Nasa batizar um telescópio em homenagem a um cara morto que perseguiu pessoas gays nos anos 50?”).

Em março deste ano, os astrônomos norte-americanos Lucianne Walkowicz da JustSpace Alliance e Planetário Adler em Chicago, Chanda Prescod-Weinstein da Universidade de New Hampshire, Brian Nord do Laboratório do Acelerador Nacional Fermi e da Universidade de Chicago e Sarah Tuttle da Universidade de Washington se juntaram à discussão, publicando um artigo de opinião na revista Scientific American intitulado “The James Webb Space Telescope Needs to Be Renamed” (O Telescópio Espacial James Webb precisa ser rebatizado).

A Nasa respondeu estabelecendo um comitê para estudar o assunto. Enquanto isso, sugestões de novos nomes chegavam. Entre eles homenagens a Sally Ride, astronauta norte-americana que foi a terceira mulher no espaço, e Harriet Tubman, abolicionista, sufragista, ativista política e ex-escrava norte-americana, considerada “um ícone de coragem e liberdade”. Já Chanda Prescod-Weinstein sugeriu manter a sigla JWST, mas alterar o significado para “Just Wonderful Space Telescope” (Apenas um Telescópio Espacial Maravilhoso).

Em setembro de 2021 a Nasa anunciou sua decisão, afirmando que “não há evidências, no momento, que justifiquem a mudança do nome”. Em protesto, Walkowicz renunciou a seu cargo como membro no Conselho de Astrofísica da Nasa (APAC).

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A Nasa anunciou na noite desta terça-feira (14) o adiamento da data de lançamento do Telescópio Espacial James Webb. Segundo a agência, o lançamento não deve passar do dia 24 de dezembro, mas a nova data e o novo horário ainda não foram divulgados pela Nasa.

Em um comunicado curto divulgado em seu site e nas redes sociais, a Nasa informou que o adiamento se deu por conta de um problema de comunicação entre o observatório e o sistema do veículo de lançamento. A nova data deve ser confirmada até a próxima sexta-feira (17).

Outros adiamentos

Esse não é o primeiro adiamento de lançamento do James Webb. A previsão inicial era que o telescópio fosse lançado em 31 de outubro. Porém, por conta de processos logísticos, já em junho essa previsão foi alterada para novembro ou dezembro.

Em setembro, porém, a Nasa bateu o martelo e confirmou o lançamento para o mês de dezembro, mais precisamente, para o dia 18, um sábado. Agora, com o novo adiamento, é possível que o lançamento do telescópio acabe ficando apenas para 2022.

Sucessor do Hubble

O James Webb é o maior telescópio espacial já produzido pelo homem, o observador é uma parceria da Nasa com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a empresa de engenharia aeroespacial Arianespace. Esta última será responsável pelo lançamento, que será feito a bordo de um foguete Ariane 5.

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O lançamento do telescópio espacial James Webb será realizado da base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. O novo telescópio é classificado como o “sucessor do Hubble”, e é fruto de um investimento de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões, na cotação atual).

O James Webb promete ser pelo menos 100 vezes mais aprimorado que o seu antecessor, o que deve permitir a observação de galáxias antigas, quase primordiais.

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Depois de 42 dias com seus instrumentos científicos em modo de segurança, o telescópio espacial Hubble voltou a ficar totalmente operacional. Segundo a Nasa, na segunda-feira (6), a equipe responsável pelo observatório conseguiu recuperar o Espectrógrafo de Imagens, o único instrumento que faltava ser colocado novamente online.

Nasa conseguiu recuperar todos os instrumentos científicos do telescópio Hubble. Imagem: AleksandrMorrisovich – Shutterstock

“A equipe continuará trabalhando no desenvolvimento e teste de mudanças no software dos instrumentos que lhes permitiriam conduzir operações científicas, mesmo se encontrarem várias mensagens de sincronização perdidas no futuro”, afirmou a agência em comunicado publicado nesta terça-feira (7).

Em 25 de outubro, o Hubble experimentou uma falha na sincronização de suas comunicações internas. Isso deixou todos os seus instrumentos científicos fora do ar e o tornou temporariamente inoperante. 

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Quando o primeiro instrumento foi recuperado, a Câmera Avançada para Pesquisas  (ACS), em 7 de novembro, as operações científicas do telescópio puderam ser retomadas, mesmo com os outros instrumentos ainda em “modo seguro”.

Depois, foi a vez do equipamento mais usado pelo Hubble, a Wide Field Camera 3 (Câmera de Amplo Campo, em tradução literal), recuperada no dia 21, seguida do Cosmic Origins Spectrograph (Espectrógrafo de Origens Cósmicas).

Telescópio Hubble receberá reforço em suas pesquisas espaciais: o James Webb

Segundo a Nasa, a equipe do Hubble continuará trabalhando para evitar que os problemas voltem a acontecer, e a primeira atitude nesse sentido será uma atualização de software programada para ser instalada ainda este mês no Espectrógrafo de Origens Cósmicas. A agência afirma que, assim como esse, todos os instrumentos científicos do telescópio serão atualizados.

Telescópio espacial James Webb sendo abastecido. Ele será lançado no próximo dia 22 e ajudará Hubble em suas pesquisas, realizando observações em infravermelho. Crédito: ESA / CNES / Arianespace

Em breve, o Hubble será acompanhado no espaço por outro telescópio poderoso, o Telescópio Espacial James Webb, uma colaboração entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense. Webb observa em infravermelho para que possa fazer observações únicas que complementem as pesquisas do Hubble. 

“Com o lançamento do telescópio Webb planejado para o final de dezembro, a Nasa espera que os dois observatórios trabalhem juntos nesta década, expandindo nosso conhecimento do cosmos ainda mais”, disseram representantes da agência.

Hubble passou 33 dias em modo seguro da última vez

Há pouco mais de cinco meses, o Hubble se manteve em modo de segurança por 33 dias. Na ocasião, chegou-se a cogitar a possibilidade de o observatório ter “morrido de vez“, o que (ainda bem) não foi o caso. Os problemas estavam na Unidade de Controle de Energia (PCU) de backup e também na Unidade de Comando / Formatador de Dados Científicos (CU/SDF) de backup do outro lado da unidade de Instrumento Científico e de Comando e Manuseio de Dados (SI C&DH). Enquanto a PCU distribui energia para os componentes SI C&DH, a CU/SDF envia e formata comandos e dados.

Já o problema mais recente, totalmente resolvido nesta semana, começou no dia 23 de outubro, mas a equipe da missão conseguiu reiniciar os instrumentos e retomar as operações científicas na manhã seguinte. No entanto, horas depois, os instrumentos científicos emitiram novamente códigos de erro, indicando múltiplas perdas de mensagens de sincronização. Como resultado, eles entraram de forma autônoma em estados de modo de segurança conforme programado.

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O post Ele voltou! Nasa conclui recuperação do telescópio Hubble apareceu primeiro em Olhar Digital.