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Um estudo da ISG Provider Lens Internet das Coisas (IoT) mostra que mais de 27 bilhões de aparelhos já estão conectados e se conversam no mundo. Além desses dados, essa análise comprovou o estágio de maturidade das empresas relacionadas a essa indústria no Brasil.

Esses dados gerados pela TGT Consult e a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), apontam que este assunto é muito mais recorrente em instituições privadas e públicas, já que é considerada tecnologia crucial dentro da transformação digital, autorizando que essas organizações melhorem sua eficiência no trabalho.

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Ainda de acordo com David de Paulo Pereira, o desenvolvedor da pesquisa e analista da TGT Consult/ISG, a rede de serviços pertencentes a consultoria, implementação e serviços gerenciados de Internet das Coisas cresceu e amadureceu bastante desde a publicação do Plano Nacional de IoT.

“A gestão e monitoramento de ativos de toda natureza e o uso de dados e inteligência artificial (IA) para tomada de decisão passou a ser uma atividade comum em áreas distintas como Telecomunicações, Agronegócio, Medicina, Logística e com mais frequência em processos fabris”, informa David.

“Por uma questão histórica e de contexto local, nós vemos que este mercado é liderado principalmente por empresas que têm uma tradição na manutenção e automação industrial e pelas empresas de Telecom. Em termos de qualidade tecnológica, estamos em pé de igualdade com os países líderes na adoção de IOT, por enquanto com um mercado menor, porém com uma oportunidade enorme de crescimento.”

“A principal tendência é a junção de IoT com Inteligência Artificial e com a Ciência de Dados. Quando se implementa dispositivos inteligentes, começa-se a coletar um volume gigantesco de dados e saber analisar e usar a Inteligência Artificial para entender padrões e tendências é um fator chave de sucesso. Outro movimento que estamos começando a ver é o uso de gêmeos digitais ou ‘Digital Twins’ para simular o funcionamento de equipamentos e ambientes complexos”, relata o analista.

Até 2025, mais de 27 bilhões de aparelhos estarão conectados
Imagem: Veja/Shutterstock

David acredita que esta tecnologia é capaz de examinar como é a conduta de cada aparelho em diferentes situações ambientais como por exemplo: temperaturas extremas, trepidações, umidade e outras variáveis que podem afetar a ferramenta.

O analista também relata que o desenvolvimento de entendimento dos benefícios deste tipo de tecnologia e a melhora do próprio negócio foram essenciais para o avanço das tecnologias IoT no último ano. 

Da mesma forma que a pandemia da Covid-19 aumentou a mudança digital e consequentemente o uso de aparelhos conectados. “A logística passou a ser crítica para muitos segmentos e monitorar veículos, cargas e objetos passou a ser um fator de sobrevivência para muitos negócios”, comenta David.

“O Brasil está acompanhando os avanços mundiais com pequena defasagem por conta da nossa infraestrutura e não por falta de conhecimento”, conclui Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).

Via: Forbes

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Estamos vivendo em um mundo particular na área de Tecnologia. Mais empregos em oferta do que profissionais habilitados para preenchê-los. Isso não é novidade, mas é o que tem elevado os salários pagos no setor a números que talvez nenhum outro já tenha experimentado. Contudo, sabemos que essa realidade é provisória e nada sustentável.

A busca por caminhos para formar e aumentar o contingente de profissionais na área tem nos levado a descobertas transformadoras. Recentemente, fui conhecer de perto um desses caminhos. Há cinco anos (desde 2017) apoiamos a formação profissional de jovens em vulnerabilidade social para atuarem na área, por meio da parceria com a ONG IOS (Instituto da Oportunidade Social). Com isso, já colaboramos com a formação de 311 novos profissionais.

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Com investimentos advindos principalmente das parcerias com empresas do setor, a ONG transforma, em seis meses, jovens sem experiência corporativa em profissionais prontos para atuarem nas empresas. Em mais de duas décadas já formaram mais de 42 mil profissionais. O maior impacto na sociedade está no aumento da empregabilidade após o curso. Com o emprego que conquistam após a formação, esses jovens conseguem incrementar a renda de suas famílias em até 54%, segundo dados do próprio IOS.

De acordo com levantamentos do Instituto, 17% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos já pagam suas contas e ainda contribuem com a renda da família e 6% deles, ainda em idade de desenvolvimento, já sustentam integralmente as suas famílias. Uma carga bem pesada para pessoas ainda em formação. Boa parte desses jovens têm encontrado emprego aqui nas empresas de Tecnologia.

De frente para essa realidade, é perceptível o potencial de impacto social positivo que as empresas do setor podem trazer para o país. Mais do que isso, quantas vidas podemos transformar de fato. Estamos retratando a realidade de um público do qual o desemprego mais afeta no país, que são as pessoas de 18 a 24 anos.

Ao longo da minha trajetória profissional, atuando em algumas das principais empresas do setor, essa provocação da formação de profissionais sempre esteve, de alguma forma, presente nas minhas escolhas e mostrando o quanto é importante que as lideranças entendam, de fato, que nosso papel na sociedade vai muito além das nossas rotinas diárias nas empresas.

Sempre tive o cuidado de ouvir as pessoas, e isso acabou me aproximando ainda mais desse tema. Talvez porque em minha jornada tenho entendido que é preciso estar conectado com as realidades das equipes que lideramos, e sempre atento aos desafios e oportunidades que apresentam. Esse cuidado é um caminho por onde é possível engajar, inspirar e, principalmente, compartilhar conhecimento.

O jovem que busca essas qualificações está em um momento muito complexo da vida. Ele tem muitas necessidades. Seja de prover para a família e ele mesmo a necessidade de alimento, de saber, de aprender, de conseguir, de experimentar e de conquistar. Ele precisa entender com muita urgência o que vai se tornar no mundo do trabalho. Nosso papel de liderança é imprescindível e pode dar alento a um jovem que sequer imagina que poderá um dia trabalhar com tecnologia. Percebo cada vez mais que cabe a nós, nas empresas, ajudá-los a traçar esses caminhos.

Ao mesmo tempo, compartilhar nossas experiências com eles pode trazer mais tranquilidade. Costumo dizer que, lá no início da minha carreira, com tantos planos e projeções que fiz sobre mim, jamais imaginei as escolhas que tive que fazer. Não foi possível prever absolutamente nada. Então, dividir isso é trazer a eles um conforto e uma calma necessária, para que possam trilhar carreiras sólidas, mais focadas e não em ritmo tão “flash” como o setor tem vivenciado nos dias de hoje.

A dica mais valiosa que gosto de dar a eles é sobre não ter medo de mudar. É ajudá-los a entender que o mais importante é virar o radar para onde eles querem estar e deixar acontecer. Essa é a melhor fórmula para chegar bem aonde a trajetória nos levar e onde nos deixamos ser levados.

Para esquentar ainda mais esse cenário, com a pandemia, o home office aumentou a disputa por esses profissionais que agora também são contratados por empresas estrangeiras, pagando em dólar e sem que precisem sair de casa e do país.

Não dá para fomentar essa briga insustentável por salários estratosféricos, e a saída que mais me agrada é acreditar no potencial do jovem. Nós podemos prepará-los para as urgências que o nosso mercado está trazendo de forma gritante.

Sem contar as vantagens em trazer essa nova energia para nossos times e negócios. A realidade que eles trazem é um ingrediente fundamental para a diversidade. Essa mistura nos contempla com um ambiente ainda mais propício para a inovação, para novas soluções e nos faz entender, de fato, os reais problemas sociais que podemos melhorar. Muito mais certeiro que ficar de dentro de uma sala arriscando projetos pontuais sem sequer conhecer o que de fato é a realidade distante, mas que representa a maioria dos que habitam nesse país.

Esse apoio, na verdade, transforma o jovem. Dá a ele e suas famílias a transformação social digna, empodera e o faz acreditar que é capaz, e que a Tecnologia é uma realidade possível em sua trajetória de mudanças. Olhando para isso, descobrimos o quanto esse caminho nos conecta ainda mais com as estratégias globais das empresas que, em nível mundial, estão cada vez mais sendo cobradas por devolver ao planeta e à sociedade tudo que nos é proporcionado.

Assim, venho entendendo que a maior transformação, na verdade, beneficia a própria empresa que está pronta para abrir suas portas para esses jovens talentos que ajudamos a formar. A troca é imediata. Além de pensar diferente, questionar mais e buscar mais conhecimentos, eles conseguem também humanizar mais nossas ações.
Mais que ações pontuais, a formação é uma ação contínua, que encurta os caminhos para a contratação de novos talentos, sem prazo para acabar em uma fila quase infinita de jovens ansiosos por uma possibilidade de aprender, crescer e desenvolver a si próprio e o ambiente onde estão inseridos. É ou não é um excelente negócio?

*Walter Hildebrandi é CTO da Zendesk

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De todas as aplicações no Metaverso, uma das que mais me encanta é como essa nova versão da internet pode transformar a medicina, e por consequência, a saúde e a vida das pessoas. Já esbarrei em alguns exemplos de simulações virtuais para médicos, mas um dos mais interessantes que vi nos últimos dias é o Metaverso Médico, que estará sob a gestão do Thumbay Group, que já começou a trabalhar no projeto. Trata-se de um hospital virtual onde os pacientes poderão visitar e interagir com os médicos por meio de avatares.

O Dr. Thumbay Moideen é o fundador e presidente do Thumbay Group, um conglomerado de negócios internacionais com sede nos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, o grupo já está trabalhando nisso com a esperança de que seja lançado antes de outubro deste ano. O projeto prevê um modelo de hospital virtual completo, onde as pessoas poderão usufruir através de um avatar, consultas médicas de forma totalmente digital. A ideia visa também atender ao turismo permitindo que as pessoas vejam como é o hospital dentro da plataforma.

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O objetivo é oferecer tecnologia de realidade aumentada e virtual para pacientes que estão hospitalizados, acamados por um período de seis meses ou paralisados. Além disso, o hospital quer prestar apoio em ajudar também as pessoas com deficiência permanente. De acordo com Moideen, o projeto vai possibilitar que os pacientes internados por um longo período possam “ir até suas casas” mesmo hospitalizados.

“Por exemplo, uma pessoa do Sri Lanka esteve conosco por um longo período de tempo que ficou paralisada após um acidente de carro e todos os seus movimentos sensoriais desapareceram, mas apenas seu cérebro funcionava. Ele pôde visitar virtualmente seu quarto por meio da tecnologia de realidade aumentada e virtual. Isso motiva os pacientes que exigem cuidados a longo prazo e oferece esperança de que possam voltar ao seu lar”, comenta o presidente do projeto.

1º Metaverso médico do mundo

Em janeiro deste ano, o primeiro Centro de Atendimento ao Cliente do Metaverso foi lançado em Dubai, pelo Ministério da Saúde e Proteção Comunitária dos Emirados Árabes Unidos (MOHAP). O centro foi projetado para atender os requisitos dos clientes em espaços 3D de maneira fácil, e ao mesmo tempo, proporcionando ao público uma experiência sensorial interativa e digitalmente imersiva.

Os pacientes têm a opção de entrar rapidamente no mundo imersivo da MetaHealth – plataforma de saúde do Metaverso, e conversar com uma pessoa real do Centro de Satisfação do Cliente, caso necessite de alguma ajuda. A organização contratou ainda uma empresa para treinar todos os seus médicos para que eles possam se adaptar na transição em lidar com pacientes que chegam através da tecnologia.

Outro destaque vai para o uso da tecnologia artificial para solucionar problemas médicos. Recentemente, o professor Chuanxue Bai junto de outros profissionais propuseram uma definição do Metaverso para a área como “Medicina Como a Internet das Coisas Médicas” ou em inglês, (Medicine as the medical Internet of Things), já que a tecnologia facilita a experiência pelo uso de óculos de realidade aumentada e virtual, em casos de cirurgias, atendimentos e etc.

Um painel multidisciplinar de médicos e especialistas em TI da Ásia, Estados Unidos e Europa abordou as inovações e possibilidades que serão possíveis de realizar por meio da tecnologia. O grupo entrou num consenso de que educação médica, divulgação científica, consultas, diagnóstico e tratamento graduado, pesquisa clínica e até assistência médica poderiam ser facilitadas com o uso da inovação.

Para finalizar, essa interação entre medicina e mundo virtual pode facilitar diferentes serviços médicos, como prevenção de doenças, exame físico, diagnóstico, reabilitação, primeiros socorros e muito mais.

Torçamos que o Metaverso focado na saúde sirva para transformar a vida das pessoas de forma positiva.

Seguimos atentos às demais novidades do assunto.

* Luciano Mathias é CCO da TRIO

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Hoje em dia muito se ouve falar do avanço da tecnologia na saúde, mas o que de fato tem sido feito? Para que ela serve e, o principal, para onde estamos indo com essa transformação digital? São essas as perguntas que o MV Experience Forum 2022 (MEF), maior evento de tecnologia do setor de saúde, se propôs a responder. O evento, que está em sua 9° edição, aconteceu nesta semana em São Paulo e o Olhar Digital cobriu com exclusividade. 

Abordando o tema descrito no título deste texto, quatro importantes figuras debateram, em uma mesa redonda, para onde estamos caminhando quando o assunto é saúde e tecnologia. Dentre as perguntas mais comuns, emergiu a que mais chama atenção dos profissionais de saúde: “A tecnologia irá substituir os médicos? 

5G na saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Créditos: metamorworks/Shutterstock

Segundo o médico, professor e CEO da SDConecta, Lorenzo Tomé, não, porém depende. De acordo com o especialista, a tecnologia retira atritos e melhora processos, e isso é muito importante para o setor da saúde, mas tudo depende de como o profissional decide lidar com o que é novidade.  

“Vou ser substituído pela tecnologia? Se você é atrito para o trabalho é melhor que seja substituído mesmo, é duro, mas é verdade. Mas se não sou atrito e caminho junto, há complemento”, afirmou, acrescentando que “a grande transformação, na verdade, não está na tecnologia, mas na mentalidade”.  

“Enquanto eu como profissional preocupado não enxergar a tecnologia como redução de atrito e melhoria de processos, eu serei atrito.” 

Assim como diversas pessoas já possuem uma percepção diferente do que é digital, médicos já estão saindo da faculdade com um conceito diferente do verdadeiro propósito da era tech. Wagner Sanchez, mestre em tecnologia e Pró-Reitor do Centro Universitário FIAP, destacou que as tecnologias estão se fundindo e criando novas oportunidades, o que é imprescindível para uma sociedade mais inclusiva, principalmente a partir de sua visão de professor. 

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“Nossos alunos têm oportunidades incríveis. Tudo isso, como o novo metaverso, vai destravando outras tecnologias e, consequentemente, uma sociedade mais inclusiva com qualidade de vida. A gente nem lembra mais o que é passar torpedo, não sentimos falta das antigas tecnologias, todas as nossas ações de agora destravam oportunidades para novas gerações. Ela é aliada, nos deixa mais eficientes. Me conecto melhor com meus alunos e é assim em todas as carreiras, incluindo medicina”, explicou Sanchez. 

Ao complementar a ideia do Dr. Tomé, ele ainda adiciona: “Não trabalhe como robô, senão você será substituído por um deles”. 

Tecnologia é cultura 

Sim! Para quem nunca relacionou uma ponta a outra, tecnologia também tem a ver com cultura. Em constante movimento, uma modifica a outra, tendo a capacidade de alterar todas as atividades de uma população, mudando conceitos e estabelecendo novas práticas e técnicas. 

“A transformação digital não se baseia só em tecnologia, mas em cultura. As consultas on-line, por exemplo, é uma mudança cultural. De tudo que a gente passou com a pandemia isso é um resultado positivo”, disse o Gerente de Vendas de Saúde e Ciências da Vida do Google Cloud Brasil, Maurício C. Hauptmann. “A tecnologia é um viabilizador para dar mais saúde de qualidade. Ela tem uma capacidade importante de acesso com custos mais baixos e com segurança, respeitando as LGPD.” 

ciberataques saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: nelzajamal/Shutterstock

E por falar em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Hauptmann, especialista em armazenamento em nuvem, discorreu sobre o que é hoje um dos maiores assuntos em tecnologia, a segurança dos dados. 

“Gerir o fluxo de dados na saúde sem comprometer os dados é um tema bastante crítico. Acho que as tecnologias trazem conforto, e a segurança é um pilar, uma obrigação. Todo mundo que entra no mundo digital precisa ter consciência disso. Levamos isso muito a sério, a falta de segurança tem consequências e custos”, lembrou o manager, destacando que um dos pilares principais é “o consentimento do paciente”, algo que é recomendado ao mercado da saúde como um todo. 

Para o Dr. Guilherme Pereda, convidado para falar de uma perspectiva de tecnologia e cura, a LGPD é um exemplo do que a transformação digital pode corrigir. 

“A tecnologia também trouxe boas práticas para dados na saúde, como o caso da LGPD. Ela trouxe cura no sistema de saúde, nas redes, na regulação, para os profissionais, nas clínicas, hospitais, operadoras, pacientes, e até mais segurança nos materiais, medicamentos e diagnósticos. Em cada um destes tópicos a tecnologia pode proporcionar cura”, afirmou Pereda, que é gerente médico da Healthcare Alliance e Fundador e Diretor da MedXP. 

Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: metamorworks/iStock

Inovação na saúde: o que esperar? 

Além de uma mudança de mindset – tema também abordado no evento por Solange Mata Machado, da Imaginar Solutions – há muito mais por vir no campo da tecnologia, segundo Sanchez, porque a inovação parte das histórias de vida, e histórias e necessidade de melhorias não faltam. Além disso, ela está cada vez mais acessível, mesmo que não dê para mensurar essa “evolução exponencial, que ainda tem um futuro incerto”. 

“Ela [a tecnologia] está a cada dia mais acessível, exemplo disso é o avanço de aparelhos que fazem a leitura dos nossos biosinais. Ou os que captam as pulsações, temperatura, batimento, pressão arterial e etc. A tecnologia na saúde hoje pode proporcionar um filme, e não mais só uma foto. Eu posso entregar um filme da saúde da minha vida.” 

O uso da tecnologia facilita o trabalho e acesso. Para os profissionais citados, que são mergulhados tanto na área de TI quanto em saúde, debates como esse – e estudos, claro – ajudam a desmistificar ideias, como a de que o médico será substituído, quando na verdade a intenção é dar “superpoderes” a ele. 

“Humanização e telemedicina não têm comparação, é comparar banana com melancia”, disse o Dr. Tomé. “Telemedicina mesmo, é acesso, é ir além de fronteiras e atender lugares mais inacessíveis, como o Amazonas.” 

cobertura plano de saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: shutterstock/Monster Ztudio

Saúde digital é realmente para todos? 

É impossível falar de tantos avanços e não observar que esse conhecimento e esforços ainda não alcançam a grande parte de quem realmente precisa. Uma pesquisa da Global Health Service Monitor 2021, realizada pela Ipsos, mostrou que de 10 brasileiros, 9 não têm condições de pagar por convênios de saúde. Preço, dificuldade no agendamento de consultas e distância do domicílio foram os principais pontos citados. 

Em um outro levantamento, de 2020, a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE apontou que 150 milhões de brasileiros dependem do SUS, o número equivale a mais de 70% da população tendo apenas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para suporte – o que explica a sobrecarga do sistema de saúde brasileiro. O mesmo estudo também aponta que, entre alguns que conseguem custear o mínimo para ir ao médico e outros que dependem do SUS, cerca de 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a nenhum serviço de saúde. 

“A gente precisa urgentemente ver o tanto de dinheiro que estamos deixando para saúde, porque os resultados de investimento em saúde são a longo prazo. Há uma despriorização de pautas de saúde porque isso não traz votos a longo prazo. Meu pedido nesse âmbito é orçamento”, explanou Tomé ao ser questionado sobre o que é preciso para que a saúde digital chegue ao povo. 

Inteligência artificial e saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

“Educação e tecnologia é o meu ponto. Acho que esse é o caminho, é formação, educação e ciência. O que eu pediria é; destravem as coisas para que a gente possa crescer, pautado em ciência, claro. A gente tem tanta tecnologia e caminhos, e ainda tem tantas travas e corporativismo, e isso, obviamente, atrasa o país. Então meu pedido é educação e tecnologia, inclusive nas escolas públicas. Não é tecnologia por tecnologia, ela não substitui o professor, mas oferece ferramentas para que ele tenha conexão com alunos. Invistam na educação”, opinou Sanchez. 

Para Hauptmann, informação pode “empoderar pessoas”. Ter informação faz a diferença, principalmente em processos de saúde. “Ter acesso completo às informações, assim é possível compartilhar com qualquer médico, o que barateia e facilita o processo. A tecnologia associada a uma regulação bem feita vai trazer uma diferença bem grande no quesito gestão.” 

Mediando a mesa estava a Deputada Adriana Ventura (Novo). E não por uma coincidência, já que a parlamentar é a autora do Projeto de Lei n° 1998/2020 que autoriza e define a prática da Telemedicina de forma permanente no Brasil – antes era aprovada em caráter emergencial. O PL, que tramita desde 2020 (quando começou a pandemia da Covid-19), é o primeiro do Partido Novo aprovado no Plenário da Câmara a obter sanção presidencial. A proposta está agora no Senado. 

Quem é a MV? 

A MV é uma healthtech brasileira que oferece, há 35 anos, tecnologias que facilitam a rotina de todo o ecossistema da saúde. Responsável pelo evento, a companhia de TI lançou recentemente a Prescrição Digital.  

Criado pela vertical Global Health/Clinic em parceria com a Farmácia Digital, o app acompanha toda a jornada do paciente, desde o atendimento médico até a compra do medicamento, agregando no mesmo pacote: o prontuário do paciente, prescrição médica, a busca pelo remédio, o pagamento e o delivery da medicação. O diferencial é que o usuário e o médico, podem ter acesso a todas as informações do atendimento na palma da mão. 

A previsão é que até fevereiro de 2023, todo o Brasil já esteja sendo contemplado com o produto. 

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Muito se tem comentado sobre o desafio em se contratar profissionais de tecnologia no mercado brasileiro. De acordo com a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), o déficit dessa categoria no país deve chegar a 797 mil até 2025. Soma-se a esse fator a explosão de investimentos recebidos pelas scale-ups brasileiras em 2021, triplicando o valor investido por VCs no ecossistema de tecnologia.

Nos últimos anos, com o impulso de novos investimentos, multiplicou-se no Brasil a quantidade de startups em operação – cujo CTO ou líder de tecnologia é uma peça fundamental na estruturação e aceleração do negócio, tipicamente um dos membros “core” do time de founders.

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Nesse mercado cada vez mais aquecido e de demanda crescente, recrutar lideranças tem se tornado um verdadeiro desafio, tanto para o ecossistema tech e de scale-ups quanto para grandes corporações que buscam se transformar e se digitalizar de forma mais acelerada, sobretudo com o advento da pandemia.

E, ainda que não tão comumente, temos observado cada vez mais mudanças das lideranças do mundo das grandes corporações para o das scale-ups e vice-versa, aumentando a competitividade por esses talentos, sejam eles CTOs (Chief Technical Officers), CDOs (Chief Digital Officers) ou CIOs (Chief Information Officers).

Definindo o “arquétipo” ideal – e explorando diferentes alternativas

Um dos pilares fundamentais ao iniciar um processo de busca de uma liderança de tecnologia é definir o perfil ideal do candidato. Estabelecer as competências-chave para a posição nos leva a distintos “arquétipos” a serem avaliados, levando em conta o momento do negócio, os desafios pela frente e a experiência dos talentos disponíveis no mercado.

Em um cenário competitivo como o atual, e considerando a maturidade do mercado brasileiro, ainda são poucos os candidatos que possuem todas as competências e experiências que as empresas estão procurando. O “CTO de Unicórnio” – que combina um conjunto forte de competências com a experiência de liderar grandes equipes de tecnologia em um cenário de crescimento agressivo – ainda é raro e está sendo muito disputado, tipicamente preso em incentivos de longo prazo que tornam inviáveis uma mudança de curto prazo.

Assim, vislumbramos muitos candidatos considerados “CTOs de Potencial” – tipicamente o VP de Engenharia, número 2 na organização, que tem as competências em formação, mas o potencial para assumir a posição #1. Também observamos uma nova geração que, embora tenha menos profundidade técnica, possui base para liderar as áreas de forma combinada. Finalmente, existem candidatos com um background que se enquadra bem tanto em ambientes grandes em transformação quanto nas scale-ups: eles têm um “DNA de crescimento”, geralmente com experiência em setores que se transformaram profundamente nos últimos anos – como serviços financeiros e varejo.

Expandindo as geografias de busca

Além das particularidades de cada posição e de cada perfil desejado, os próprios talentos têm sido bem criteriosos em relação a quais entrevistas aceitar. Além disso, houve uma movimentação muito grande nos últimos dois anos no mercado brasileiro, limitando o pool potencial de candidatos – mais de 50% dos candidatos mapeados em nossas buscas recentes se realocaram há menos de 18 meses e não estão interessados em um novo desafio, número significantemente maior do que em outras funções.

Dessa maneira, além de expandir o pool de busca para outros “arquétipos”, é fundamental também vasculhar outras regiões, como diferentes mercados latino-americanos e mercados mais maduros como o dos Estados Unidos. Uma rede forte de contatos e expertise em distintas localidades pode ser fundamental para o sucesso dessa busca.

Abrangência, profundidade e cuidado na avaliação de competências

É preciso ainda avaliar que a expertise técnica deixou de ser o aspecto principal para a contratação, ainda que continue importante, particularmente para as scale-ups em estágio mais inicial.

Outras competências têm se tonado cada vez mais relevantes, como o “viés de ação” para tomar decisões de forma rápida e pragmática para o ambiente de alto crescimento, com uma leitura “bifocal” do negócio – equilibrando a visão estratégica de longo prazo da empresa/mercado com a capacidade de rapidamente mergulhar no detalhe da execução. Os líderes em tecnologia têm se transformado em verdadeiros catalisadores de inovação dentro das scale-ups e corporações e, muitas vezes, são responsáveis por destravar a capacidade da organização de alcançar os resultados almejados.

Adicionalmente, as “soft skills” já se tornaram fundamentais no momento de escolha de novos gestores em tecnologia – demandando forte capacidade de liderança e desenvolvimento dos talentos, fundamentais na atração e retenção do time de tecnologia.

É importante ainda mapear e avaliar elementos como senso de dono, resiliência e “fome” por conquistas, paixão pelo cliente e a humildade e curiosidade para encarar os desafios e novas situações.

Diante dos tantos fatores que influenciam o recrutamento de C-levels em tecnologia, a busca por uma nova liderança deve ser feita com muito planejamento, profundidade e paciência para assegurar o melhor “match” possível entre o momento da empresa e o perfil profissional para ocupar uma vaga. Buscas deste tipo têm levado mais tempo do que outras, e as organizações precisam estar preparadas e comprometidas com o processo. Essa é a maneira mais estratégica e inteligente de enfrentar a escassez de talentos dessa área no mercado.

*Ezequiel Silva é consultor em Digital da Egon Zehnder

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Quem não quer ganhar mais de R$ 20 mil por mês? Pois esse é o salário de muitos profissionais que atuam com tecnologia. Mas para chegar a esse patamar, é preciso investir pesado no conhecimento e também em cursos de capacitação, sempre se mantendo atualizado com o que é exigido pelo mercado de trabalho. E a busca por qualificação é um grande diferencial, principalmente em setores que fazem parte do universo de TI.

Qualificação profissional é o ‘pulo do gato’

Cenário que está totalmente propício para quem quer embarcar em inúmeras profissões que estão antenadas nessa tendência. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), cerca de 530 mil vagas de trabalho no setor de tecnologia serão criadas no Brasil até 2025. No entanto, grande parte deixará de ser preenchida em razão da falta de qualificação. ,

“O profissional de tech é hoje um dos principais ativos de uma organização e é importante para o mercado de trabalho que cada vez mais pessoas estejam aptas para assumirem essas vagas, principalmente neste momento de alto desemprego no País. Para isso, uma das saídas é a participação em bootcamps, que são projetados para fornecer as habilidades essenciais e mais exigidas para iniciar uma carreira, com semanas ou meses de duração”, diz Alexandre Tibechrani, General Manager Americas da Ironhack, escola global de tecnologia. 

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Áreas de destaque 

Grande parte das profissões que estão em alta no mercado de trabalho fazem parte da realidade da Tecnologia da Informação (TI). Como o setor é abrangente, há vários nichos no mercado, indo desde a programação até a gestão de equipes.

Wep development

Esse é o profissional especializado na linguagem de programação para aplicativos, sites e até programas que não são acessados pelo usuário final, mas que são essenciais para o funcionamento de serviços de bancos, apps de delivery, etc.

Para isso, é preciso aprender os fundamentos do design Front-end e da arquitetura Back-end. O profissional desenvolvedor web possui faixa salarial que varia em média de R$ 8 mil a R$ 18 mil, segundo o guia anual da consultoria Robert Half.

Data Analyst

É o especialista que analisa e traduz os dados cruciais para uma empresa. Para se tornar esse profissional, é importante aprender a carregar, limpar, explorar e extrair insights valiosos de uma ampla gama de conjuntos de dados, bem como cultivar ferramentas e linguagens como Python, SQL e Tableau.

O profissional Data Analyst conta com uma faixa salarial que varia entre R$ 13 mil a 21 mil, segundo o guia anual da consultoria Robert Half.

Representação gráfica da tecnologia da informação
Apesar de contar com um mercado aberto e com inúmeras oportunidades, profissões de tecnologia têm gargalo de profissionais em razão da falta de qualificação. Imagem: Shutterstock

UX/UI designer

São os responsáveis pela usabilidade do usuário em sites e apps. Para isso, é preciso aprender o processo Design Thinking e validar as suas ideias através da pesquisa de usuários, prototipagem, testes de uso e avaliação heurística. O UX designer possui uma faixa salarial de R$ 5,1 mil, segundo o site de vagas Revelo.

O bootcamp de UX foi o escolhido pelo ex-aluno da Ironhack, Mario Bachmann, que durante o curso migrou da pedagogia para UX.

“O bootcamp foi realmente incrível, a chave para toda a minha jornada profissional. Hoje, eu sou responsável por toda a jornada inicial do cliente da Cielo e o curso me preparou para viver isso. Em termos de mercado de trabalho, ser hoje um profissional de tecnologia também me possibilitou ter uma rotina com mais maleabilidade e isso reflete positivamente na minha qualidade de vida”, conta Bachmann como estímulo para outros profissionais que queiram obter sucesso em profissões na área de tecnologia.

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Você já parou para pensar como era a sua vida antes dos aplicativos de delivery? Panfletos deixados na caixinha de correspondência, telefone do restaurante em um imã de geladeira e pagamento do pedido direto para o entregador. Acredite ou não, 19% dos restaurantes que fazem delivery no Brasil ainda não estão nas plataformas digitais e atuam exatamente assim.

E esse não é o ponto que mais chama atenção segundo estudo publicado em março deste ano pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), 94% dos estabelecimentos brasileiros que fazem delivery estão cadastrados no iFood, um terço dos restaurantes também tinham seus cardápios cadastrados no Uber Eats e com a saída desse player, acredita-se que a maior parte das vendas foi absorvida pelo líder de mercado.

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De fato, esses grandes números afirmam que o delivery veio para ficar, mas ao receber o seu pedido, talvez você já tenha notado um panfleto grampeado na embalagem com os dizeres “Faça o seu próximo pedido pelo Whatsapp e ganhe desconto!”, uma forma simpática encontrada pelos restaurantes que que estão recorrendo às mais diversas ferramentas de comunicação para incentivar seus clientes a realizarem pedidos através de outros canais.

Pesquisa recente realizada pela Bdoo, startup de tecnologia que vem trabalhando em parceria com a ABRASEL no protocolo Open Delivery, mostra que 80% dos clientes dos restaurantes são recorrentes e os proprietários dos estabelecimentos, sem poder de negociação com os marketplaces, estão buscando alternativas para estarem próximos dos clientes recorrentes, driblando as taxas aplicadas a cada pedido.

Outro ponto levantado pela Bdoo é sobre o delivery em si – como a própria tradução diz – a efetivação da entrega da embalagem nas mãos do consumidor. A entrega se tornou uma dor de cabeça tão grande para os donos de pequenos e médios restaurantes, que muitas vezes é necessário ‘desligar’ a conta do restaurante nos aplicativos por conta do alto volume de pedidos parados no balcão. Nem todos os restaurantes que estão no maior marketplace do país possuem o serviço logístico contratado. De acordo com um dono de restaurante entrevistado pela Bdoo “Hoje eu já pago 17% para ter o meu cardápio cadastrado, se tiver a entrega o valor salta para 30% do valor do pedido e aí conta não fecha.”

Hoje um restaurante gasta de 30% a 40% do seu faturamento com serviços logísticos e, em geral, apenas uma fração dessa quantia chega nas mãos dos entregadores, isso explica porque, lá na ponta, “faltam” entregadores.

Os pequenos e médios restaurantes normalmente trabalham com margens limitadas onde qualquer nova taxa percentual sobre pedido impacta o negócio, combinado a isso tentam não repassar a inflação sobre os alimentos para o consumidor final e, quando o assunto é entrega, entendem que o valor pago pelo consumidor no aplicativo de pedido deveria ser repassado integralmente aos entregadores.

Esses e outros pontos levam a uma dura conclusão: Aumentar o faturamento não necessariamente vai aumentar o lucro do restaurante. Realmente, a conta não fecha!
Quando a Bdoo começou a desenvolver o protocolo Open Delivery, foi iniciada pela parte mais sensível: a entrega. Que vai além da tecnologia, envolvendo pessoas e diferentes modais para as entregas. Ao ser a primeira empresa a levantar a bandeira do Open Delivery no Brasil, a Bdoo mostrar prontidão para atuar nos protocolos Open Delivery, desonerando o fluxo de capital e possibilitando acesso a mais ofertas de prestadores de serviços logísticos aos restaurantes.

Possibilitar acesso e inclusão para equalizar o delivery tem sido uma linha adotada pela Bdoo desde a sua fundação em 2021. Além da preparação do prato, o delivery é composto de basicamente 3 pilares: pedido, pagamento e entrega.

Mas como finalizar este quebra-cabeça e trazer um modelo de negócio que seja interessante para todo o ecossistema do delivery? Ainda faltam peças para se encaixar. É necessário um grande pacto em diferentes frentes. O momento agora não é apontar vilões, mas sim, trazer soluções tecnológicas, onde todos podem ganhar e assim concluir este grande quebra-cabeça do delivery no Brasil.

*Denis Lopardo é CEO e Founder da Bdoo

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O ambiente de trabalho é sem dúvida um dos principais ramos onde a tecnologia surge antes mesmo de se popularizar no nosso cotidiano. Por isso, saber o que está por vir no mercado corporativo é importante para entendermos os ramos que a tecnologia está tomando e para onde ela pode ir nas próximas décadas.

O Olhar Digital esteve presente em Santa Clara, na Califórnia, cobrindo com exclusividade para o Brasil o Innovation Summit. Evento da BMC Software, empresa focada no desenvolvimento de programas e tecnologia para o mundo do trabalho, que contou com demonstrações exclusivas dos produtos da empresa. 

Entre os destaques está um programa que permite o monitoramento de dispositivos para prevenir falhas antes que elas aconteçam. Tudo isso utilizando processamento em nuvem e inteligência artificial. Para ajudar, o sistema ainda conta com a simpática Erica, uma assistente virtual que indica o que deve ser feito.

Tecnologias para o mercado corporativo 

Como muita gente hoje trabalha remotamente, foi apresentado um software que cria, define, agenda, gerencia e monitora fluxos de trabalho de produção com facilidade. O programa faz análise de dados automatizada e que fornece uma maneira simples, rápida e inovadora a criação de painéis de dados, utilizando aprendizado de máquina, processamento de linguagem e até recursos de automação de voz.

https://fb.watch/duiKHCOKOs/

Claro que não faltou o assunto do momento: metaverso. Geralmente, o conceito é associado a redes sociais e diversão. No caso, o metaverso mostrado aqui tem foco no mundo do trabalho. O uso de óculos VR sendo usado para criar um escritório virtual imersivo, com diversas abas de trabalho para facilitar a integração entre diferentes programas de computador e agilizar as tarefas.

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Por último sensores que podem ser usados para identificarem equipamentos de proteção no trabalho. No exemplo usado pela BMC, um funcionário chega em uma obra sem o capacete e o sistema não deixa que ele acesse o ambiente sem o equipamento, garantindo assim a segurança do trabalhador. Todos esses sistemas estão sendo desenvolvidos pelo Innovation Labs da BMC.

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Quem não quer usufruir da velocidade do 5G? No entanto, muitas comunidades entram com processos tentando barrar a instalação das torres. Por qual motivo? Alto risco das ondas causarem câncer nas pessoas ao redor. Será que a ciência já comprovou esse fato? E o boleto bancário? É mais seguro do que um pagamento por meio do cartão de crédito? Bem, esses são apenas alguns dos questionamentos que vamos abordar neste post. Vem com a gente e fique bem informado! 

1. Aparelhos da Apple estão isentos de vírus?  

Quem nunca ouviu falar que os iPhones da vida são blindados contra vírus? Será mesmo? Bem, antigamente essa afirmação poderia até ser verídica, mas atualmente, com os hackers cada vez mais audaciosos, dificilmente seria verificada na prática. 

Hoje, existem vírus específicos para os produtos da empresa sediada em Cupertino, na Califórnia, EUA. Então, abra os olhos! 

2. Ondas de celulares podem causar câncer? 

Apesar de várias reclamações e processos judiciais, até hoje nenhum estudo científico chegou a uma conclusão sobre essa afirmação. Portanto, não existe nenhuma relação científica sobre o uso dos celulares com o surgimento de tumores malignos. 

3. Boletos são mais seguros do que cartões de crédito?  

Muita gente prefere fazer compras online optando pelo pagamento por meio do boleto bancário, com uma convicção na mente: são mais seguros! Será mesmo? 

Saiba que as duas formas de compras podem sofrer fraudes, principalmente no atual cenário em que os cibercriminosos estão muito audaciosos e com recursos altamente baseados nos algoritmos e nas experiências online das pessoas. 

Portanto, fique atento aos sites que você utiliza e desconfie de qualquer transação fora do comum. A dica é: tenha sempre um pé atrás! 

Golpe do Boleto: boletos bancários
Será que os boletos são realmente mais seguros em comparação aos cartões de créditos? Imagem: Brenda Rocha Blossom/Shutterstock

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4. Imãs podem apagar informações dos HDs  

Nunca. A não ser que sejam poderosos e maiores dos que estamos habituados a ver. Então saiba que os imãs que geralmente são encontrados nas casas, esses mesmos dos dardos e afins, jamais serão capazes de apagar informações dos HDs. 

5. Robôs vão substituir a humanidade  

Bem, o Google já anunciou uma Inteligência Artificial Geral que, segundo os engenheiros da gigante das buscas, será mais eficiente que os seres humanos. 

Mas entre o falar e o agir há muito o que se viver. Dificilmente os robôs terão as nossas sensibilidades, intuições e maneiras de ser. Afinal, somos um complexo de formações bio psico sociais culturais, sem falar nos aspectos espirituais. Uma tarefa para Titãs, dos mais ferozes! 

6. Excesso de tecnologia afeta a memória?     

A tecnologia é uma aliada dos seres humanos. É preciso saber usá-la de maneira consciente, assim como as redes sociais e o tempo direcionado ao trabalho. Tudo em excesso pode se transformar em doença. 

Portanto, a dica é: mantenha o equilíbrio e desfrute da tecnologia, pois ela estará sempre ao seu lado para tornar a sua vida mais produtiva, otimizando o tempo e fazendo com que os momentos se tornem maravilhosos. 

Via: People 

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Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft, prevê que daqui 2 ou 3 anos a maioria das reuniões virtuais vai acontecer no metaverso, o mundo virtual com avatares considerada uma das grandes apostas de grandes empresas de tecnologia.

A previsão do bilionário de 66 anos foi feita em um post que ele faz todos os anos em seu site pessoal, com um balanço dos últimos 12 meses e algumas projeções para o futuro.

“Dentro dos próximos dois ou três anos, prevejo que a maioria das reuniões virtuais deixarão de acontecer em images de câmeras em um grid 2D para o metaverso, um espaço 3D com avatares digitais”, escreveu.

Gates comentou que as pessoas precisarão comprar acessórios como óculos de realidade virtual e citou também “luvas” e outros acessórios para permitir a captura de movimentos e expressões.

Bill Gates testa equipamento de realidade virtual imagem: Reprodução/Bill Gates

O magnata admitiu que muitas pessoas ainda não têm esses itens, mas disse acreditar que elas serão adquiridas ao longo do tempo.

“Ainda há trabalho a ser feito, mas estamos nos aproximando de um limiar em que a tecnologia começa a replicar a experiência de estarmos juntos no escritório”, afirmou o bilionário.

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Ano cheio de polêmicas

Gates também usou o post em seu site para abordar outros assuntos de 2021, que afirmou ter sido um “ano difícil” para ele.

“Meu mundo pessoal nunca pareceu tão pequeno quanto foi nos últimos 12 meses”, escreveu.

Ele dedicou uma pequena parte do seu balanço para falar da separação de Melinda Gates, com quem foi casado por 27 anos e teve 3 filhos.

“Melinda e eu continuamos a dirigir nossa fundação juntos e encontramos um novo ritmo de trabalho, mas não posso negar que foi um ano de grande tristeza pessoal para mim”, contou.

O bilionário se envolveu em polêmicas durante o ano com revelações de que teria mantido um relacionamento extraconjugal com uma funcionária da Microsoft e de que teria trocado e-mails inapropriados com outra subordinada.

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