Auto Added by WPeMatico

Durante um tour recente pela Starbase, a plataforma de lançamento da Starship e seu foguete propulsor Super Heavy, o CEO da SpaceX, Elon Musk, revelou os primeiros detalhes técnicos da segunda geração de satélites Starlink. De acordo com o bilionário, a ‘Gen2’ vai superar significativamente a linha atual em quase todos os quesitos.

Elon Musk em recente tour pela Starbase. Na ocasião, o empresário revelou alguns detalhes sobre os satélites Starlink de segunda geração. Imagem: Everyday Astronaut – Reprodução YouTube

Cada satélite Starlink Gen2/V2.0 vai pesar em torno de 1,25 tonelada e terá cerca de sete metros de comprimento, segundo Musk. Os satélites Starlink V1.0 e V1.5, da primeira geração, pesam cerca de 260 e 310 kg, respectivamente. Isso quer dizer que os novos serão quase cinco vezes maiores do que os satélites V1.0 e terão quatro vezes o tamanho dos satélites V1.5.

Ele também afirmou que os satélites V2.0 serão “quase uma ordem de magnitude mais capaz” do que os da geração 1, mas não mencionou números. Acredita-se que os satélites Starlink V1.0 tenham uma largura de banda total de 18 gigabits por segundo (18 Gbps), e os V1.5, um pouco mais. 

Rumores sugerem que é possível que cada satélite V2.0 venha adicionar cerca de 140 a 160 Gbps à megaconstelação Starlink.

Combinado com o fato de que a Starship pode vir a oferecer cerca de 10 vezes mais desempenho ao lançamento de satélites do que o Falcon 9, uma única missão do superfoguete poderia teoricamente expandir a capacidade total da rede cerca de vinte vezes mais do que os lançadores atuais.

Por exemplo, cada lançamento Falcon 9 de 60 satélites Starlink V1.0 de 60 kg adicionou cerca de 1080 Gbps de largura de banda instantânea à constelação. Um lançamento da Starship de 120 satélites Starlink V2.0 de 1250 kg poderia adicionar cerca de 19.000 Gbps (19 terabits por segundo).

Leia mais:

Uma constelação de 30 mil satélites Starlink V2.0 – se espaçados uniformemente ao redor da Terra – poderia ter uma largura de banda total de aproximadamente 1250 terabits por segundo (Tbps) disponíveis sobre o planeta (excluindo a Antártica) a qualquer segundo. Isso significa que a Starlink ‘Gen2’ poderia servir centenas de milhões de usuários localizados em qualquer lugar do mundo.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Elon Musk revela detalhes técnicos da segunda geração de satélites Starlink apareceu primeiro em Olhar Digital.

Agora, pode-se dizer oficialmente que a Starlink atende o mundo inteiro. Na última sexta-feira (27), a SpaceX divulgou no Twitter que dois países da África tiveram aprovação regulatória para o serviço de internet banda larga via satélite. “Starlink agora está licenciado em todos os sete continentes”, comemorou a empresa de Elon Musk.

Segundo uma publicação feita no mesmo dia pelo bilionário e compartilhada pelo perfil da SpaceX, os primeiros países africanos que vão receber cobertura da Starlink são Nigéria e Moçambique. Isso aumenta a lista de nações beneficiadas com o serviço para 34.

No Brasil, a Starlink já tem permissão da Anatel para operar como empresa de telecomunicações desde janeiro de 2022, e a autorização vai até o dia 28 de março de 2027, podendo ou não ser renovada.

Leia mais:

Para usar a internet Starlink, é preciso primeiro adquirir o kit de instalação, que contém a antena principal e um roteador. Enquanto no exterior, esse kit sai por US$499 (algo em torno de R$2.360,00), por aqui não sai por menos de R$3 mil, sem contar com o valor do frete. 

A mensalidade da Starlink nos EUA sai a US$99 (cerca de R$480 considerando a cotação atual). No Brasil, o valor ficará ligeiramente acima disso, a R$530 por mês.

Quem tiver interesse deve fazer a reserva da contratação do serviço pelo site da Starlink. Os primeiros a reservar os kits de instalação vão começar a recebê-los já nos próximos meses. O envio será feito por ordem de compra. Segundo a empresa, todo o Brasil será atendido pelo serviço até o primeiro trimestre de 2023.

A instalação é feita sem a presença de um técnico, bastando usar o aplicativo da Starlink no celular. O software cuida dos ajustes de rede e também orienta o usuário quanto ao lugar mais adequado para instalar a antena. Para conferir se a sua região já conta com a cobertura da Starlink, clique aqui.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Starlink chega à África e agora opera em todos os continentes apareceu primeiro em Olhar Digital.

Em razão do atraso no retorno da missão Ax-1, o lançamento da Crew-4, que vai levar quatro astronautas para uma temporada de seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS), foi adiado mais uma vez. A nova data só será definida quando a missão Ax-1 deixar a ISS, retornando à Terra como a primeira missão totalmente privada, fato que deveria ter acontecido na terça-feira (19), mas não foi possível por conta das más condições do tempo na costa da Flórida, onde a cápsula Crew Dragon pousará. É bem provável que o retorno aconteça na quinta-feira (21) ou na sexta-feira (22).  

Preparativos da missão continuam 

A missão Crew-4 decolaria na manhã do próximo sábado (23), saindo da plataforma 39A do Centro Espacial Kenney da NASA, mas a orientação agora é esperar pelo menos dois dias de intervalo entre a partida da Ax-1 da ISS e a chegada da Crew-4, sendo uma medida de segurança adotada pelas equipes da NASA e da SpaceX. 

Mesmo com o adiamento, os tripulantes continuam os preparativos e já até posaram para fotos com os trajes espaciais. Eles também participaram do chamado “ensaio seco”, que simula as operações durante um lançamento oficial. 

Leia mais:

Entenda a missão Crew-4 

A missão Crew-4 levará ao espaço os astronautas norte-americanos Robert Hines e Kjell Lindgren, a astronauta norte-americana Jessica Watkins (todos da NASA) e a italiana Samantha Cristoforetti, da agência espacial europeia (ESA) para viver e trabalhar na ISS.

missão crew tripulantes
Tripulantes da missão Crew-4 já estão preparados para embarcarem rumo à ISS; ansiedade deve estar em altos níveis por conta dos constantes adiamentos dos últimos dias. Imagem: SpaceX

Vale lembrar que Jessica Watkins, que faz parte do Programa Artemis que pretende nos levar de volta à Lua a partir de 2025, será a primeira mulher negra a conduzir uma missão de longo prazo – ela viverá e trabalhará na ISS por um período mínimo de seis meses, podendo estender sua estadia em até um ano (tal qual a NASA fez com Mark Vande Hei).

Via: Spaceflightnow

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Lançamento da missão Crew-4 é adiado mais uma vez, mas deve acontecer ainda este mês apareceu primeiro em Olhar Digital.

Na madrugada do último dia 8 de março, um casal da zona rural de São Mateus do Sul, no Paraná, acordou com um estranho estrondo vindo da área externa de sua propriedade. Pela manhã, aquele fato começou a fazer sentido com os relatos e as imagens da reentrada do segundo estágio do foguete Falcon 9 da SpaceX, que ocorreu naquela madrugada. 

Reentrada do segundo estágio do Falcon 9 registrado a partir de Monte Castelo (SC). Créditos: Jocimar Justino / BRAMON

Passada uma semana, enquanto vistoriavam as cercas de sua propriedade, eles encontraram um estranho objeto de metal retorcido que parece ter caído, marcando o solo e a vegetação no local. Logo concluíram que deveria se tratar de um pedaço daquele foguete da SpaceX que teria caído em suas terras. E aí um questionamento se tornou inevitável: O que fazer se eu encontrar um pedaço de uma espaçonave dessas no meu quintal??

Existem tratados internacionais que regulamentam e definem as responsabilidades e os procedimentos a serem seguidos em ocasiões como essa. A população em geral não têm obrigação de conhecer o conteúdo desses tratados. Por isso, o melhor a fazer é procurar as autoridades. 

Mas é importante saber que, para todo o caso, a responsabilidade pelo lixo espacial e pelos danos causados por ele é do país de origem do objeto. Ou seja, mesmo o foguete sendo da SpaceX, isso deve ser sempre tratado entre as nações envolvidas, ou seja, seria uma conversa, através das vias diplomáticas, entre o governo brasileiro e o americano. 

Isso é definido pelo Tratado do Espaço Exterior, estabelecido pela ONU em 1967. É um acordo internacional sobre os princípios que regem as atividades dos países na exploração e uso do espaço exterior, incluindo a Lua e outros corpos celestes. De fato, é um tratado bem amplo, e o lixo espacial é apenas um dos pontos abordados. 

Assinatura do Tratado do Espaço Exterior em 1967. Créditos: ONU

Antes de tudo, o tratado tenta evitar que ocorram situações perigosas como a queda de algo grande em um local habitado. Mas ele também se preocupa em estabelecer uma forma de monitorar e fazer cumprir tais orientações. Por fim, o tratado estabelece uma estrutura de obrigações e responsabilidades para o caso das coisas derem errado.

Para efeitos práticos, o acordo prevê que os foguetes devem ter, sempre que possível, uma forma de realizar uma reentrada controlada, evitando áreas habitadas do planeta. E a SpaceX tem esse sistema em seus segundos estágios, mas no caso do foguete que caiu na semana passada, como ele levava o Turksat 5B para uma órbita geoestacionária, isso não era possível. 

Outro ponto, prevê que os foguetes devem evitar explosões no espaço, pois geraria detritos que poderiam prejudicar outras missões espaciais. Por isso, em missões como a do Turksat 5B, como o segundo estágio acaba ficando muito tempo à deriva, ele precisa esvaziar seus tanques de combustível para afastar qualquer risco de explosão. Por isso, ele perde a capacidade de realizar uma reentrada controlada. 

Agora, imagine se, ao invés de cair no campo, o pedaço do foguete tivesse atingido sua casa. O que o Tratado do Espaço Exterior lhe permitiria fazer?

Pedaço de foguete que caiu sobre casa na China. Fonte: people.com.cn

A regra é clara! Ainda assim, você precisaria procurar as autoridades e essa questão teria que ser resolvida de governo para governo. O Tratado do Espaço Externo declara que as nações são internacionalmente responsáveis por qualquer dano causado por uma nave espacial, mesmo que o dano tenha sido causado por uma empresa privada daquele país. Os governos podem até acordar que a empresa responsável iria te indenizar diretamente, mas isso teria que ser definido entre eles.

Só que as chances que isso ocorra são realmente muito pequenas. Para se ter ideia, a única vez em que essa parte do tratado foi utilizada foi em 1978, quando o satélite soviético Cosmos 954 caiu no Noroeste do Canadá. O local era inabitado, só que o Cosmos utilizava um pequeno reator nuclear como fonte de energia. E quando caiu, espalhou detritos radioativos em uma ampla faixa de terra.

Equipe canadense e americana recolhendo os detritos radioativos do Cosmos 954 que caíram sobre o Canadá em 1978. Créditos: Atomic Energy Control Board

Na época, o Canadá pediu 6 milhões de dólares canadenses para a União Soviética, para cobrir parte dos custos de limpeza, que foi realizada por uma equipe canadense e americana. Entretanto, no acordo final, os soviéticos pagaram apenas 3 milhões.

Agora, as chances de uma pessoa ser morta atingida por lixo espacial são próximas de zero. Mas caso isso aconteça, o tratado espacial fornece uma estrutura muito boa para lidar com essa fatalidade. Claro que essa parte do acordo não é algo que a gente quer ver funcionar. Preferimos que empresas e governos cuidem cada vez mais para que esse tipo de evento ocorra cada vez menos.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Caiu uma espaçonave no meu quintal! O que fazer? apareceu primeiro em Olhar Digital.

A SpaceX lançará 49 satélites da Starlink e vai pousar o foguete de retorno nesta segunda-feira (21). Um Falcon 9 de dois estágios está programado para decolar da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, às 11h44 no horário de Brasília. A transmissão oficial começará cerca de 15 minutos antes do lançamento.

O plano inclui um pouso de foguete cerca de nove minutos após a decolagem. O primeiro estágio do Falcon 9 voltará à Terra para um pouso vertical no drone da SpaceX A Shortfall of Gravitas, que estará estacionado no Oceano Atlântico a algumas centenas de quilômetros de distância da costa da Flórida.

A SpaceX inicialmente planejava lançar a missão no domingo, mas atrasou um dia devido ao mau tempo para a recuperação do foguete. O lançamento desta segunda vai marcar o 11º lançamento e pouso deste primeiro estágio do Falcon 9 em partícula. Isso iguala o recorde de reutilização da SpaceX, que foi estabelecido por um núcleo diferente do Falcon 9 durante um lançamento da Starlink em dezembro.

A SpaceX já lançou três grandes lotes de Starlink este ano – dois em janeiro e um no dia 3 de fevereiro. A missão mais recente teve sérios problemas por causa de uma erupção solar, que desencadeou uma tempestade geomagnética aqui na Terra.

Essa tempestade aumentou a densidade atmosférica, aumentando o arrasto nos satélites Starlink recém-lançados. Como resultado, 40 das 49 naves espaciais caíram de volta à Terra.

A SpaceX já lançou cerca de 2.100 satélites Starlink, mas a empresa está longe de terminar. A companhia de Elon Musk tem aprovação para lançar 12.000 naves Starlink e solicitou permissão de um regulador internacional para mais 30.000 equipamentos.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post SpaceX lançará 49 satélites Starlink nesta segunda-feira (21) apareceu primeiro em Olhar Digital.

Ainda que de forma considerada lenta por alguns, a SpaceX começou o processo de construção da primeira plataforma de lançamento da Starship na Flórida – incluindo os preparativos para a montagem de uma segunda “torre de lançamento” fora do local.

Não é a primeira vez que um projeto nesse sentido começa a ganhar forma. No fim de 2019, a SpaceX começou a trabalhar em uma plataforma de lançamento da Starship no bloco LC-39A do Centro Espacial Kennedy (KSC) da Nasa, que a empresa já usou para os lançamentos Falcon 9 e Falcon Heavy. 

Em 2020, no entanto, o trabalho no bloco efetivamente parou e entrou em um estado de limbo, enquanto a SpaceX redirecionou todo o seu programa Starship para o sul do Texas.

Imagens indicam preparação das fundações e ferragens de base

Apenas dois anos depois as obras finalmente foram retomadas. O CEO da empresa, Elon Musk, havia anunciado o reinício em 3 de dezembro de 2021 e, em questão de semanas, os remanescentes da antiga plataforma de lançamento Starship foram sucateados e removidos. 

Desde então, salvo para vistas aéreas ocasionais de longa distância, tem sido quase impossível documentar o progresso, mas as exibições dos webcasts da SpaceX dos lançamentos do Falcon 9 do Pad 39A mostraram que a empresa está focada principalmente na preparação de fundações. 

No início deste mês, um sobrevoo em uma instalação Spacex diferente revelou os primeiros sinais claros de preparação para a montagem das ferragens da base.

Segundo o site Teslarati, embora despretensiosos, os pequenos conjuntos de fundações quadradas recentemente construídas no novo centro de armazenamento, reforma e processamento da Roberts Road Falcon da SpaceX são praticamente idênticos às fundações onde os empreiteiros montaram a primeira torre de lançamento da Starship no sul do Texas. 

Leia mais:

Cada seção concluída – medindo cerca de 12m de comprimento e largura e 18m de altura – foi então transportada até o local de lançamento, onde um guindaste os empilhou.

Percebe-se que a SpaceX construirá a torre de lançamento da Starship em sua instalação da Roberts Road e transportará as seções para a plataforma para montagem. A SpaceX deverá fazer o mesmo com praticamente todo o hardware de plataforma transportável, incluindo os braços da torre e o suporte de lançamento.

No mês passado, planos de desenvolvimento indicando que a SpaceX pretende construir dois imensos edifícios semelhantes a armazéns para preencher o resto do ambiente foram publicados por uma agência de notícias local. 

SpaceX planeja uma Starbase na Flórida igual ou melhor do que a do Texas?

Eles teriam coletivamente mais espaço coberto do que toda a fábrica do sul do Texas onde todas as Naves Estelares são construídas atualmente. 

Durante uma apresentação de atualização feita na semana passada, Musk confirmou que a SpaceX construirá e lançará Starships fora da Flórida, mas garantiu que aquela instalação será uma nova fábrica da Starship.

Imagens de satélite divulgadas recentemente indicam que a SpaceX começou a nivelar a parte inacabada da Roberts Road, provavelmente abrindo caminho para o início dos trabalhos de fundação em um futuro próximo. 

Considerando tudo, resta saber se a SpaceX realmente replicará a Starbase de Boca Chica no Centro Espacial Kennedy ou – assim como a empresa atualiza sistematicamente seus foguetes – se a nova fábrica da Starship vai representar um upgrade com uma ampla gama de melhorias e refinamentos. 

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post SpaceX prepara montagem de torre de lançamento para a primeira plataforma da Starship na Flórida apareceu primeiro em Olhar Digital.

Na quinta-feira (10), o CEO da SpaceX, Elon Musk falou sobre as novidades do foguete de próxima geração Starship, que saiu do papel para uma série de protótipos na sede da empresa no Texas. A Starship está sendo desenvolvida para lançar cargas e pessoas, consistindo em uma nave e foguete que, empilhados e acoplados, formam o mais alto sistema de lançamento espacial do mundo, com 120 metros (m) de altura.

Essa atualização é a primeira oferecida pela SpaceX desde setembro de 2019, apesar das diversas informações homeopáticas que recebemos pelos perfis da empresa e de seu CEO nas redes sociais. No evento, Musk afirmou a necessidade de a humanidade se tornar multiplanetária. “Um dia poderíamos fazer de Marte um planeta como a Terra”, argumentou.

A apresentação recapitulou as principais tecnologias do produto e revelou um novo vídeo para mais detalhes. Confira:

Musk contou que a Starship realizará missões Starlink e também missões de voos espaciais tripulados com a NASA. Ele mencionou a missão dearMoon, que planeja dar uma volta ao redor da lua em 2023. “Haverá alguns anúncios futuros com os quais acho que as pessoas ficarão bastante entusiasmadas”, disse.

O foguete foi projetado para ser lançado em um booster Super Heavy, em que ambos são movidos pela nova classe de motores Raptor que a SpaceX também está criando. A SpaceX iniciou este projeto há mais de dois anos, quando começou a construir protótipos em diversas sedes.

E logo depois, a equipe de Musk focou no trabalho no local de Boca Chica, que é apelidado de “Starbase”, e assim, ocorreu a fabricação, testes e voos da Starship partindo do Texas. Em maio, houve o lançamento e pouso bem-sucedidos da Starship SN15 durante um teste de voo em alta altitude e isso fez com que avançassem para o próximo passo: chegar ao espaço. 

Leia também

Vale lembrar que a SpaceX queria lançar o primeiro teste de voo orbital da nave em 2021, porém, o cronograma foi adiado. E que quando Musk fala em “Starship”, ele se refere à todo o sistema de lançamento, incluindo o foguete propulsor Super Heavy. No evento, o CEO disse que está confiante de que a nave entrará em órbita até o final deste ano: “Vamos tornar isso real”.

Mais além, 2022 é o ano em que o órgão que regulamenta a aviação aeroespacial nos EUA — a FAA — se mexeu para fazer as devidas inspeções e avançar com pedidos de permissões e licenças técnicas — algo que a SpaceX já vem requerendo sem resposta há anos.

Além disso, a SpaceX já conta com cliente para a Starship: além da NASA ter contratado a empresa para levar o módulo de pouso lunar do Programa Artemis à Lua, o bilionário japonês Yusaku Maezawa — ele próprio, recém retornado de uma viagem à Estação Espacial Internacional (ISS) — encomendou um “rolê” que vai levá-lo ao redor de nosso satélite e de volta à Terra, junto de alguns outros artistas, em 2023. 

Assista ao evento na íntegra:

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Elon Musk apresenta novidades sobre a Starship: “vamos tornar isso real” apareceu primeiro em Olhar Digital.

Às vezes, enquanto vasculham o céu procurando por cometas e asteroides, os astrônomos se deparam com objetos artificiais no espaço. E não estamos falando de naves alienígenas, e sim de artefatos produzidos pelo homem, como satélites, foguetes e outros objetos utilizados em nossas missões espaciais.

Alguns deles estão “perdidos” há muitos anos, como é o caso de um foguete Falcon 9 da SpaceX encontrado esta semana. Seria um procedimento bem corriqueiro: compilar as observações, identificar o objeto, sua órbita e compartilhar os dados com os demais observatórios. Só que, segundo os cálculos feitos pelos astrônomos, este foguete tem um destino diferente: ele vai atingir a Lua.

O foguete em questão é o segundo estágio do Falcon 9 lançado em 11 de fevereiro de 2015 pela SpaceX a partir do Centro Espacial John Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Ele levou o satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory) até o Ponto de Lagrange L1, que fica a 1,5 milhões de quilômetros de distância, na direção do Sol. O DSCOVR é um satélite do governo norte-americano para observação da Terra e do “clima” espacial.

Lançamento do foguete Falcon-9 da SpaceX que levou o DSCOVR ao espaço em 2015.
Imagem: NASA

Após cumprir sua missão, o foguete da SpaceX, com 14 metros e cerca de 4 toneladas, foi abandonado no espaço e permaneceu em órbita do Sol sem poder ser observado. Até que no início de 2022 ele foi encontrado pelas câmeras de um observatório, momentos antes de uma aproximação com a Lua em 5 de janeiro. De início, imaginou-se que se tratava de um asteroide, mas com novas observações realizadas nas noites seguintes, concluiu-se que era o segundo estágio do Falcon 9, identificado como NORAD 40391. 

Representação artística do segundo estágio do foguete Falcon 9
Imagem: SpaceX

Sempre que um objeto artificial é identificado durante as buscas por asteroides próximos à Terra, os dados dessas observações são enviados para o Projeto Pluto, que mantém e compartilha esses dados com outros observatórios para evitar que eles possam ser confundidos com asteroides novamente no futuro.

Nesta terça, 21 de janeiro, uma circular publicada pelo Projeto Pluto comunicou que no próximo dia 3 de março esse foguete deverá atingir a Lua. O impacto está previsto para ocorrer às 12:25:39 no Horário Universal (09:25:39 no Horário de Brasília). Segundo o Projeto o Pluto, que também publicou as coordenadas lunares onde o foguete deve ser “sepultado”, o impacto é certo, e a margem de erro desses cálculos é de apenas alguns segundos e alguns quilômetros.

Leia mais:

Impacto inédito na história não será visível da Terra

Será a primeira vez que um pedaço de lixo espacial atinge acidentalmente nosso satélite natural. A Lua já havia sido atingida por um foguete antes: foi em 2009, durante a Missão LCROSS da NASA, que atirou um foguete e uma sonda espacial contra sua superfície para tentar comprovar a existência de água por lá.

Mas naquela ocasião, o impacto foi premeditado e monitorado pela sonda LRO em órbita da Lua. Agora, este impacto será completamente acidental, e ainda não se sabe se será possível monitorá-lo de alguma forma. 

Concepção artística representando o momento de um impacto na superfície da Lua
Imagem: NASA

Isso porque ele deve ocorrer no lado oculto da Lua, então, só não poderá ser observado aqui da Terra. Apenas as sondas orbitais LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da NASA, e a Chandrayaan-2, da Índia, poderão registrar os efeitos desse impacto, mas só se estiverem sobrevoando o local no momento em que o foguete da SpaceX atingir a Lua.

O que podemos aprender com esse impacto?

De fato, podemos fazer algumas reflexões filosóficas sobre o quanto estamos poluindo nossa vizinhança cósmica e sobre a importância de desenvolvermos um descarte mais digno e seguro para nossos artefatos espaciais. Imagine se, ao invés de atingir a Lua, esse foguete atingisse um asteroide, desviando sua órbita perigosamente em direção à Terra.

Entretanto, sabendo que não existe risco algum nesse caso específico, podemos aproveitar esse impacto para estudar um pouco mais sobre nosso satélite natural. Certamente, se ele ocorresse no lado visível da Lua, ele poderia ser observado e estudado por centenas de telescópios aqui da Terra, inclusive por astrônomos amadores. 

Como não existe atmosfera na Lua (na verdade existe, mas ela é muito rarefeita), o foguete vai atingir diretamente sua superfície numa velocidade superior a 9 mil km/h, escavando e vaporizando instantaneamente alguns metros do solo lunar. Com os instrumentos certos, é possível estudar a composição química da superfície e subsuperfície da Lua. Mas para fazermos isso, seria necessário utilizar instrumentos espaciais que tenham visão para aquela área no lado oculto da Lua onde deve ocorrer o impacto.

Não existem muitas sondas capazes de fazer isso. Já citamos anteriormente a LRO e a Chandrayaan-2, mas como elas estão em órbitas lunares muito baixas, dependem de estarem passando sobre o local no momento do impacto, ou de algum ajuste em sua órbita, o que exige um gasto adicional de combustível que não sabemos se as agências americana e indiana estão dispostas a ter. 

Curiosamente, o próprio satélite DSCOVR, lançado pelo foguete que agora irá atingir a Lua, é outro que tem a possibilidade de registrar o impacto com seus instrumentos de precisão. No momento previsto para o impacto, a Lua estará próxima de sua fase Nova, o que significa que seu lado oculto estará voltado para o Sol e, consequentemente, para o DSCOVR. Mas, novamente, isso dependerá de uma manobra para mudar a orientação do satélite. O custo em combustível nesse caso não seria significativo, mas a manobra desviaria o DSCOVR de sua função primordial que é a de observar a Terra. 

Trânsito da Lua (exibindo seu lado oculto) em frente à Terra registrado pelo satélite DSCOVR em julho de 2015
Imagem: NASA / EPIC

Os astrônomos estão torcendo para podermos registrar este impacto de alguma forma, e assim, aprendermos um pouco mais sobre nosso satélite natural. Mas todas essas limitações diminuem muito as possibilidades. Dessa forma, provavelmente os únicos dados que teremos desse impacto serão os cálculos do Projeto Pluto e as fotos da cratera, tiradas pelas sondas em órbita da Lua, quando passarem pelo local onde o foguete Falcon 9 da SpaceX atingiu a superfície.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Foguete Falcon 9 da SpaceX vai atingir a Lua em março apareceu primeiro em Olhar Digital.

Enquanto aguarda a aprovação ambiental por parte da autoridade de aviação civil dos EUA, a SpaceX mais uma vez ligou os motores da Starship SN20, fazendo a nave orbital passar – com sucesso – por mais um teste de disparo estático.

Esse tipo de teste envolve todo o processo de ignição do veículo avaliado, exceto o lançamento aéreo. A grosso modo, a explosão dos motores acontece normalmente, mas o veículo não sai do chão.

Leia também

A Starship SN20 (Serial Number 20) é o protótipo mais avançado da nave de classe orbital da empresa de Elon Musk. É ela que deve executar o primeiro voo oficial em caráter de teste da linha Starship, a fim de assegurar que o veículo cumpra aquilo que sempre prometeu: conduzir viagens de longa distância pelo espaço e retornar à Terra.

Musk, inclusive, vinha antecipando a vontade de executar esse teste desde pelo menos junho deste ano, entretanto, complicações relacionadas a licenças ambientais acabaram adiando o processo. Finalmente prometendo um lançamento “até o fim de 2021” e, depois, “entre janeiro e fevereiro de 2022”, a SpaceX se viu forçada a adiar a ocasião mais uma vez, para pelo menos abril, por causa de atrasos processuais na Administração Federal de Aviação dos EUA.

O teste mais recente pode ter envolvido todos os seis motores Raptor de propulsão acoplados à Starship, embora a SpaceX ainda não tenha confirmado os detalhes técnicos. Por ora, a empresa vem mantendo o silêncio, então ainda não há informações sobre quantificações de força ou outros detalhes numéricos. Vale lembrar que, em novembro deste ano, a Starship SN20 passou por um teste de disparo estático anterior, confirmadamente com os seis motores Raptor acionados.

A Starship consiste de dois conjuntos – ambos com intenção de serem totalmente reutilizáveis: o massivo foguete Super Heavy e a nave orbital que dá nome ao projeto. A ideia é desenvolver um sistema de transporte de cargas – tripulação e/ou recursos – para a Lua, Marte e além.

Protótipos anteriores da Starship já voaram e pousaram (e explodiram) antes, mas nunca em caráter orbital: o voo mais alto foi a aproximadamente 10 quilômetros (km) de altura. Mais além, todos os lançamentos anteriores foram feitos com menos propulsores Raptor (em média, três motores de seis acoplados foram acionados) e nenhum deles foi acompanhado do Super Heavy.

A SpaceX indica que tudo o que falta para a execução do primeiro teste completo está no lado da FAA, e que, após a realização do primeiro teste, todos os outros poderão ser conduzidos em rápidas sequências. No caso da SN20, o Super Heavy a levará até a órbita e cairá no Golfo do México minutos depois do lançamento, enquanto a nave em si seguirá ao espaço e retornará em queda no mar próximo à ilha de Kauai, no Havaí.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

O post Starship SN20 é acionada mais uma vez em novo teste de disparo estático apareceu primeiro em Olhar Digital.

O Wall Street Journal publicou uma matéria afirmando que Elon Musk não mora somente em casa de 36 metros quadrados nas instalações de teste da SpaceX, em Boca Chica, no sul do Texas, EUA.

Segundo o jornal, o CEO da SpaceX e da Tesla também mora em uma mansão à beira-mar em Austin, também no Texas, de propriedade de Ken Howery, um bilionário que conhece Musk há décadas. A estada do homem eleito ‘Personalidade do Ano’ pela revista Time é tão secreta que alguns amigos de Kenny, como é conhecido, disseram ao Wall Street Journal não saber do assunto.

Leia mais:

Howery foi co-fundador da PayPal Holdings Inc. – empresa na qual Musk foi executivo no início de sua carreira – ao lado do famoso investidor Peter Thiel, co-fundador do Founders Fund, fundo de capital de risco que apoiou várias empresas de Elon.

Em 2021, Musk ultrapassou Jeff Bezos e se tornou o homem mais rico do mundo. O patrimônio do bilionário é estimado em cerca de US$ 188 bilhões – aproximadamente R$ 1 trilhão. Em junho, ele decidiu se mudar para uma casa pré-fabricada de U$ 50 mil.

Boxabl Casita – o novo lar de Elon Musk

Ocupando um modesto espaço de 6 por 6 metros, a casinha de Musk é chamada “Boxabl Casita”. Foi o próprio bilionário quem comunicou, via Twitter, como sempre, que essa seria, sim, sua principal morada.

Apesar de pequena, Musk parece gostar de viver nela. “É meio incrível, no entanto,” ele acrescentou. Segundo o site Teslarati, a casa é tão leve que pode ser rebocada por um Tesla Model X. 

Modelo de casa box pré-moldada da Boxabl. Elon Musk está morando em uma desse estilo. Imagem: Boxabl

Obviamente a Boxabl, responsável pela casa pré-moldada de Musk, está encantada com a “propaganda” de uma das pessoas mais ricas do mundo. Em um vídeo promocional, a empresa exibiu um “Space-Boxabl” que poderia abrigar astronautas na superfície da Lua ou Marte.

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!

O post Jornal diz que Elon Musk não mora somente em casa de 36 metros quadrados apareceu primeiro em Olhar Digital.