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O novo ciclo solar que começou em 2019 é considerado bem mais “intenso” do que o anterior, com um número maior de fenômenos ocorrendo no sol. Segundo o Spaceweather.com, a Terra foi atingida por uma tempestade solar entre os dias 25 e 26 de junho.

A tempestade solar foi classificada como G1 na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Uma tempestade da classe G1 não afeta a saúde humana na superfície da Terra, mas pode causar uma interrupção nas flutuações da rede elétrica e nas operações de satélite. Outro destaque é que as tempestades G1 podem causar aurora boreal no hemisfério norte, principalmente em regiões dos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Groenlândia.

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Tempestade solar atingiu a Terra

O fenômeno foi considerado inesperado e ocorreu junto com o  alinhamento extremamente raro de cinco planetas, onde Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno se alinham no céu em ordem de proximidade com o sol. Esse fenômeno não ocorria desde 1864.

“Uma região de interação co-rotativa (CIR) atingiu o campo magnético da Terra, abrindo uma rachadura na magnetosfera do nosso planeta. A tempestade solar entrou para desencadear uma rara exibição de solstício de auroras”, explicou o Spaceweather sobre a causa do incidente.

Em Calgary, no Canadá, o fotógrafo Harlan Thomas capturou uma imagem das auroras. “A aurora durou 5 minutos e que show. O auge foi quando a aurora se tornou visível a olho nu”, escreveu o profissional. As imagens podem ser conferidas clicando aqui.

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A distância média entre a Terra e o Sol é de 149,6 milhões de km. Essa medida, também chamada de Unidade Astronômica, é base para o cálculo de grande parte das distâncias astronômicas do nosso sistema Solar e de estrelas próximas.

Nossas missões espaciais jamais alcançariam outros planetas, asteroides e cometas, se não soubéssemos suas exatas posições no espaço. E isso só foi possível graças a uma medida precisa da distância entre a Terra e o Sol. Mas vocês já pararam para pensar como essa distância foi calculada?

Assista ao vídeo do Olhar Digital News:

Os primeiros esforços para calcular a distância até o Sol foram empenhados por Aristarco de Samos. Quase 300 anos antes de Cristo, Aristarco já havia calculado a distância até a Lua observando um eclipse lunar e utilizando uma moeda, uma vela e a Matemática. Na mesma época, ele bolou uma forma simples de medir a distância entre a Terra e o Sol.

Sabendo que as fases da Lua ocorrem devido à incidência da luz solar na sua superfície, Aristarco concluiu que, quando a Lua estivesse em Quarto-Crescente ou Quarto-Minguante, formaria um ângulo de 90 graus entre ela, o Sol e um observador aqui na Terra. Logo, se pudesse medir o ângulo formado entre Lua e Sol a partir da Terra, poderia calcular a distância até o Sol por trigonometria, uma vez que já sabia a distância entre a Terra e a Lua.

Quando a Lua está em fase Quarto Crescente ou Quarto Minguante, forma um ângulo de 90 com o Sol em relação a um observador na Terra. Aristarco mediu o ângulo de 87° entre o Sol e a Lua e com isso, concluiu que o Sol estaria a 19 distâncias lunares da Terra
Quando a Lua está em fase Quarto Crescente ou Quarto Minguante, forma um ângulo de 90 com o Sol em relação a um observador na Terra. Aristarco mediu o ângulo de 87° entre o Sol e a Lua e com isso, concluiu que o Sol estaria a 19 distâncias lunares da Terra. Gráfico: Marcelo Zurita

O método de Aristarco era simples e elegante, mas os instrumentos de medição que ele tinha disponível na época, não eram tão precisos. Com isso, um pequeno erro na medida provocou um grande erro no resultado. Seus cálculos concluíram que o Sol estaria 19 vezes mais distante que a Lua, o que é cerca de 20 vezes menor que a distância real conhecida atualmente. Ainda assim, seu trabalho mudou nossos conceitos de distâncias astronômicas. Na época, acreditava-se que a Lua e o Sol eram bem menores e estariam bem mais próximos da Terra. Aristarco não só mostrou que não era bem assim, como foi um dos primeiros a defender que a Terra orbitava o Sol e não o contrário.

Foram mais de 1800 anos até que a teoria heliocêntrica fosse novamente proposta por Nicolau Copérnico. Nesse período, outros astrônomos também tentaram calcular a distância até o Sol, utilizando métodos semelhantes ao de Aristarco e com resultados igualmente imprecisos.

Até que em 1716, o astrônomo inglês Edmond Halley propôs um método revolucionário para calcular a distância até o Sol através de um trânsito de Vênus. O Halley deste caso, era aquele mesmo astrônomo que descobriu que os cometas orbitavam o Sol e previu o retorno de um grande cometa no ano de 1758. Infelizmente ele não viveu o suficiente para ver o retorno do cometa conforme suas previsões, mas em sua homenagem, aquele cometa recebeu o nome de “Halley”.

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A proposta de Halley era medir a paralaxe de Vênus através da observação de seu trânsito em frente ao Sol feita a partir de diferentes locais da Terra. Conhecendo-se a distância entre os dois locais e medindo-se o ângulo entre os observadores e Vênus, poderia-se calcular a distância de Vênus por trigonometria. Mas como se obter a distância até o Sol a partir da distância de Vênus?

Isso seria facilmente resolvido com a aplicação das leis do movimento planetário propostas por Johannes Kepler, um século antes. Em seu terceiro postulado, Kepler propôs que o quadrado do período orbital de um planeta é diretamente proporcional ao cubo de sua distância para o Sol.

Como conhecíamos os períodos orbitais dos planetas, Kepler calculou as distâncias relativas de todos os planetas em relação ao Sol. No caso de Vênus, já era sabido que essa distância era cerca de 0,72 vezes a distância da Terra ao Sol.

Halley propôs medir a paralaxe de Vênus durante seu trânsito em frente ao Sol. Conhecendo-se a diferença de latitude entre dois observadores na Terra e a diferença da projeção do trânsito no disco solar, seria possível calcular a distância até Vênus e com a 3ª Lei de Kepler, inferir a distância até o Sol
Halley propôs medir a paralaxe de Vênus durante seu trânsito em frente ao Sol. Conhecendo-se a diferença de latitude entre dois observadores na Terra e a diferença da projeção do trânsito no disco solar, seria possível calcular a distância até Vênus e com a 3ª Lei de Kepler, inferir a distância até o Sol. Gráfico: Marcelo Zurita

Graças à chamada 3ª Lei de Kepler, nós poderíamos calcular a distância entre a Terra e o Sol medindo a paralaxe de qualquer planeta do Sistema Solar. Entretanto, naquela época não existiam relógios precisos, capazes de serem sincronizados e permitirem que a medida fosse tomada no mesmo momento em diferentes pontos da Terra.

Em 1763, Giovanni Cassini em Paris, e seu assistente Jean Richer na Guiana Francesa, conseguiram medir a paralaxe de Marte usando estrelas distantes como referência, e um método proposto por Galileu Galilei para sincronizar seus relógios: a observação de eclipses das luas de Júpiter. Cassini chegou ao valor de 140 milhões de km, um erro de apenas 7%, mas que indicava que as medições precisavam ser aprimoradas.

Já o método proposto por Halley era perfeito, porque não precisaria da sincronização de relógios. Bastava-se medir a duração do trânsito em cada local, para inferir a latitude em que o fenômeno foi observado no disco solar. Isso resultaria numa medida com uma precisão jamais observada. Mas Halley tinha uma péssima mania de morrer antes de ver concretizada suas previsões. Ele infelizmente faleceu em 1742, quase 20 anos antes do próximo trânsito de Vênus em 1761.

Mas Halley já sabia que não viveria até o próximo trânsito de Vênus. Por isso, em 1691, ele levou à Royal Society de Londres a ideia de uma cooperação mundial para registro do fenômeno em 1761.

A observação daquele trânsito de Vênus em 1761 foi uma das primeiras grandes mobilizações da comunidade científica. Infelizmente, problemas técnicos impediram uma medida precisa, algo que só foi ocorrer mais de 100 anos depois, em 1874 e 1882, contando inclusive com 3 expedições brasileiras.

Interior do Observatório Pedro II montado na Ilha de São Thomas, Ilhas Virgens, para registro do trânsito de Vênus em 1882
Interior do Observatório Pedro II montado na Ilha de São Thomas, Ilhas Virgens, para registro do trânsito de Vênus em 1882. Fonte: Museu Histórico Nacional

Em 1882, a equipe brasileira liderada por Louis Cruls chegou à medida de 149,4 milhões de km, que é apenas 0,1% menor que a distância considerada atualmente, e foi calculada de acordo com o método proposto por Edmond Halley, quase 200 anos antes.

A história da medição da distância entre a Terra e o Sol mostra como o conhecimento científico é construído ao longo do tempo, com a contribuição de diversas mentes brilhantes. E mostra também que a genialidade humana, muitas vezes, está além da nossa tecnologia.

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Pesquisadores do Centro de Ciências Espaciais da New York University de Abu Dhabi (NYUAD) descobriram um novo conjunto de ondas no Sol que parecem viajar muito mais rápido do que o previsto pela teoria. No artigo científico “Descoberta de ondas de vorticidade retrógradas de alta frequência no Sol”, publicado na revista Nature Astronomy, os estudiosos – liderados pelo pesquisador associado Chris S. Hanson – detalharam como analisaram 25 anos de dados espaciais e terrestres para detectar essas ondas. 

Uma simulação artística das ondas de vorticidade retrógradas de alta frequência (HFR). Essas ondas aparecem como movimentos rodopiantes perto do equador solar. A rotação no norte é sempre antissimétrica à rotação no hemisfério sul. Essas ondas misteriosas se movem na direção oposta à rotação do Sol, que é para a direita, três vezes mais rápido do que o previsto pela hidrodinâmica. Imagem: NYU Abu Dhabi

As ondas retrógradas de alta frequência (HFR), que se movem na direção oposta da rotação da nossa estrela, aparecem como um padrão de vórtices (movimentos giratórios) na superfície solar e se movem a três vezes a velocidade estabelecida pela teoria atual.

O interior do Sol e das estrelas não pode ser fotografado pela astronomia convencional (óptica, raios-X, etc.), então os cientistas confiam na interpretação das assinaturas de superfície de uma variedade de ondas para obter imagens do interior.  Essas novas ondas HFR ainda podem ser uma peça importante do quebra-cabeça em nossa compreensão das estrelas.

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Interações complexas entre outras ondas bem conhecidas e magnetismo, gravidade ou convecção podem conduzir as ondas HFR a essa velocidade. “Se as ondas HFR pudessem ser atribuídas a qualquer um desses três processos, a descoberta teria respondido a algumas questões em aberto que ainda temos sobre a nossa estrela”, disse Hanson. “No entanto, essas novas ondas não parecem ser o resultado desses processos, e isso é empolgante porque leva a um novo conjunto de questões”.

Ao estudar a dinâmica interior do Sol pelo uso de ondas, os cientistas podem avaliar melhor o impacto potencial do Sol na Terra e em outros planetas do nosso sistema solar. “A própria existência dos modos HFR e sua origem é um verdadeiro mistério e pode aludir à física emocionante em jogo”, disse Shravan Hanasoge, co-autor do artigo. “Ele tem o potencial de lançar uma visão sobre o interior da nossa estrela de outra forma não observável”.

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Nesta terça-feira (15), morreu Eugene Parker, aos 94 anos, astrofísico pioneiro homenageado pela Nasa no nome da missão Parker Solar Probe. A sonda solar recebeu esse nome, principalmente, em razão do trabalho do cientista ter se concentrado na compreensão do Sol.

Sonda solar Parker recebeu esse nome em homenagem ao astrofísico Eugene Parker, que morreu nesta semana. Imagem: Universidade Johns Hopkins/Divulgação

Em uma contribuição fundamental para a astrofísica, ele propôs que o Sol produz um fenômeno chamado vento solar, um fluxo constante de partículas carregadas que flui através do sistema solar. A missão que leva seu nome busca entender as origens do vento solar dentro do Sol. 

Tanto a Nasa quanto a Universidade de Chicago, onde Parker trabalhou por décadas, anunciaram sua morte. “Ficamos tristes ao saber que uma das grandes mentes científicas e líderes do nosso tempo faleceu”, disse o administrador da agência espacial norte-americana, Bill Nelson, em um comunicado.

“As contribuições do Dr. Eugene Parker para a ciência e para a compreensão de como nosso universo funciona afetam muito do que fazemos aqui na Nasa”, acrescentou. “O legado do Dr. Parker continuará vivo, através das muitas missões ativas e futuras da Nasa que se baseiam em seu trabalho”.

Sonda solar Parker foi a primeira a homenagear alguém em vida

A sonda Solar Parker foi lançada em agosto de 2018 para estudar a atmosfera exterior do Sol, chamada corona, mergulhando a menos de 6,5 milhões de quilômetros da superfície visível do Sol. 

Por meio de quatro conjuntos de instrumentos, a espaçonave estuda a coroa superaquecida, numa tentativa de entender de onde vem o vento solar. Espera-se que a missão continue com as observações até 2025.

Originalmente apelidada de Solar Probe+, a missão recebeu o nome de Parker em 2017, tornando-o o primeiro cientista vivo a ver uma espaçonave batizada em sua homenagem. O próprio Parker participou do lançamento. 

Eugene Parker assistindo ao lançamento para o espaço da sonda solar Parker, da Nasa, que leva seu nome, em 12 de agosto de 2018. Imagem: NASA/Glenn Benson

“Qualquer um que conhecia o Dr. Parker sabia que ele era um visionário”, disse Nicola Fox, diretor da divisão de heliofísica da Nasa, no comunicado da agência. “Tive a honra de estar com ele no lançamento da Parker Solar Probe e adorei poder compartilhar com ele todos os resultados científicos empolgantes, vendo seu rosto se iluminar a cada nova imagem e plotagem de dados que mostrei a ele. Entusiasmo e amor pela Parker Solar Probe. Mesmo que o Dr. Parker não esteja mais conosco, suas descobertas e legado viverão para sempre”.

Quem foi Eugene Parker

Eugene Parker nasceu em 1927, em Houghton, no estado americano de Michigan. Ele se graduou em física pela Universidade Estadual de Michigan em 1948 e concluiu um Ph.D. no Instituto de Tecnologia da Califórnia em 1951. 

Em 1955, Parker ingressou na Universidade de Chicago, onde contribuiu para a astrofísica por mais 67 anos, de acordo com um comunicado da universidade. Dois anos após sua nomeação, ele percebeu que a coroa superaquecida do Sol deveria, em teoria, criar partículas carregadas deixando a superfície solar em alta velocidade. 

Outros cientistas não acreditaram nele, lembrou Parker em 2018. “O primeiro revisor do jornal disse: ‘Bem, eu sugiro que Parker vá à biblioteca e leia sobre o assunto antes de tentar escrever um artigo sobre isso, porque isso é um completo absurdo’.”

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O apoio finalmente veio de um colega de Parker na universidade, Subrahmanyan Chandrasekhar – que, décadas depois, foi homenageado tendo seu nome escolhido para o Observatório de Raio-X Chandra, da Nasa.

Levou apenas mais alguns anos até que a prova de Parker chegasse. Em 1962, a nave espacial Mariner 2, da Nasa (a primeira missão interplanetária da agência) descobriu o vento solar durante sua viagem a Vênus.

Nas décadas seguintes, Parker expandiu sua pesquisa para examinar raios cósmicos, campos magnéticos galácticos e outros tópicos em astrofísica. Como resultado de seus amplos interesses, uma série de conceitos científicos são nomeados em sua homenagem.

“Seu nome está espalhado por toda a astrofísica: a instabilidade de Parker, que descreve campos magnéticos em galáxias; a equação de Parker, que descreve partículas se movendo através de plasmas; o modelo Sweet-Parker de campos magnéticos em plasmas; e o limite de Parker no fluxo de monopolos”, escreveu a universidade.

Parker também foi presidente, por duas vezes, do departamento de astronomia e astrofísica da universidade, bem como da seção de astronomia da Academia Nacional de Ciências. Aposentou-se em 1995, mas permaneceu ativo no campo da astrofísica até pouco antes de sua morte.

“Gene representou para mim o físico ideal – brilhante e realizado, bem-apessoado, articulado, mas também humilde”, disse Robert Rosner, astrofísico da Universidade de Chicago e colega de longa data de Parker.

“Nunca esquecerei o prazer que ele teve ao explorar um problema científico e suas fantásticas percepções físicas, que foram reforçadas por suas habilidades analíticas”, acrescentou Rosner. “E nunca se pode esquecer o incentivo que ele deu a todos com quem interagiu – seus próprios alunos e pós-doutorandos e seus colegas. Sua morte realmente marca uma grande perda para todos nós”.

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Nesta quinta-feira (20), o Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa captou uma erupção solar de nível médio, por volta das 3h da manhã, pelo horário de Brasília. Pela imagem, consegue-se ver os flashes reluzindo na borda do Sol (pela visão da Terra).

Como as explosões foram na borda do Sol, provavelmente não estavam apontado diretamente para a Terra. As rajadas são classificadas como classe média ou M5.5, grau de erupção poderosa o suficiente para potencialmente causar apagões de rádio em regiões polares se atingisse a Terra.

Registro da erupção solar detectada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa em 20 de janeiro de 2022. (Crédito da imagem: NASA/SDO)

Tanto o SDO como várias outras missões ficam de olho na atividade do Sol. As chamas são frequentemente acompanhadas por uma ejeção de massa coronal de partículas carregadas que podem gerar auroras na Terra, mas o Centro de Previsão do Tempo Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica ainda não prevê nenhuma atividade solar significativa para nós.

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Erupção solar é causada por alta concentração de energia magnética

O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade solar, e está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número refere-se aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas.

No auge dos ciclos solares, o Sol tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia. À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de energia.

O pico do Ciclo Solar 25 é um pouco difícil de prever, mas em 2020 a Nasa sugeriu que podemos ver um pico de manchas, erupções solares e ejeções de massa coronal por volta de 2025. 

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A marca sueca Urbanista acaba de lançar um headphone que pode ser carregado por energia solar. Além disso, o ‘Los Angeles” conta com cancelamento de ruído e modo de som ambiente. A Urbanista afirma que o headphone carrega tanto em luz solar direta como em luz indireta, dentro de ambientes fechados.

O Los Angeles possui uma faixa de células solares no arco do fone, mas o modelo também vem com um carregador USB-C.

O modelo também possui um app que mostra em tempo real se a energia está “entrando” ou “saindo” dos fones durante o uso, assim o usuário sabe se precisa ou não carregar o acessório pelo método tradicional.

O headphone com carregamento por energia solar está disponível em preto, onde a faixa de células solares fica quase invisível, e em sand gold, onde a tecnologia fica mais aparente, e custa 199 dólares, cerca de 1.120 reais na loja online da fabricante.

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Uma equipe internacional de cientistas fez um estudo que mostra previsões sobre como e quando o Sistema Solar vai deixar de existir.
Segundo a pesquisa publicada na revista Nature Astronomy, o astro-rei vai morrer daqui a aproximadamente 10 bilhões de anos.

O Sol já tem cerca de 4,6 bilhões de anos, assim como outros objetos do Sistema Solar. A maior probabilidade é que a nossa estrela vai se transformar em uma gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos. Até lá, o núcleo da estrela vai encolher, mas as camadas externas vão se expandir até a órbita de Marte, absorvendo a Terra no processo. Isso se até lá nosso planeta ainda estiver no mesmo lugar.

Como o brilho do Sol aumenta cerca de 10% a cada bilhão de anos, a vida humana tem aproximadamente um bilhão de anos restantes.

Depois da fase de gigante vermelha, o Sol deve se tornar uma anã branca e, em seguida, explodir e terminar como uma nebulosa planetária, que é o destino da vida ativa de 90% de todas as estrelas do universo conhecido.

Se a humanidade durar até lá, é bom que já se tenha descoberto como viver em outros planetas, e como chegar até eles!!

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Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, afirmam ter atingido o ponto de “ignição de fusão nuclear” em testes de ambiente controlado, estabelecendo um novo limite energético e recriando temperaturas extremas, encontradas naturalmente apenas em estrelas como o Sol.

A “ignição” é o ponto energético onde uma fusão nuclear se torna auto suficiente. Em outras palavras, a reação energética não precisa de estímulos externos para se manter firme e produzir mais energia do que o necessário. É o que acontece normalmente nas estrelas, mas é algo bem difícil de ser reproduzido em laboratório.

O estudo americano foi o primeiro na história a chegar a um volume de produção energética muito maior do que qualquer outra situação experimentada, mesmo sendo um experimento da Física e não tenha o objetivo de produzir energia para ser explorada comercialmente.

A ignição da fusão nuclear é um dos maiores objetivos dos especialistas em Física, e nos coloca mais perto de fontes de energia que não são apenas mais limpas, como também têm potencial para serem inesgotáveis.

O desafio é criar um gerador que produza mais energia do que foi utilizada para dar “partida” no sistema.

O estudo também permite recriar as condições de alguns dos estados mais extremos do universo, como os minutos que vieram logo após o Big Bang. A fusão controlada em laboratório é um dos desafios que definem a ciência na era atual, e a conquista significa um passo bem amplo à frente.

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“A estrela d’alva no céu desponta.” Há mais de 80 anos, Braguinha compôs a marchinha que tem na voz de Dalva de Oliveira sua melhor interpretação. Mas, em 1937, o compositor dificilmente imaginaria uma imagem tão linda daquela estrela que é, na verdade, o planeta Vênus. Na última segunda-feira (9), o Orbitador Solar da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Nasa passou pertinho do vizinho da Terra e captou belos retratos.

Assim como a lua tonta da letra de ‘As Pastorinhas’, a imagem é de tirar o fôlego. A espaçonave passou a menos de 8 mil quilômetros da superfície de Vênus e o telescópio capturou uma visão brilhante do planeta, uma luminosidade tão intensa que pode mesmo confundir aqueles que apelidam o planeta de estrela. Confira:

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Mas, vamos aos fatos: o que acontece na incrível sobreposição é que Vênus vem se aproximando da esquerda, enquanto o Sol está fora do quadro, no canto superior direito. Assim, o lado noturno do planeta, a parte escondida do Sol, aparece como um semicíruclo escuro, cercado por um crescente de luz, o lado “incrivelmente brilhante” (palavras da Nasa, não de Braguinha) de Vênus iluminado pelo astro.

“Idealmente, teríamos sido capazes de resolver algumas características no lado noturno do planeta, mas havia sinais demais do lado diurno. Apenas uma fatia do lado diurno aparece nas imagens, mas reflete luz solar suficiente para causar o crescente brilhante e os raios difratados que parecem vir da superfície”, explicou Phillip Hess, astrofísico do Laboratório de Pesquisa Naval em Washington DC, ao site da Nasa.

Além do planeta vizinho, duas estrelas brilhantes são visíveis no fundo da sequência. Do lado direito está Omicron Tauri, estrela da constelação de Touro, e, do lado esquerdo acima, Xi Tauri, um sistema estelar quádruplo da mesma constelação.

Este foi o segundo sobrevoo do Orbitador Solar em Vênus. Outras seis passagens da espaçonave sobre o planeta estão programadas para acontecer entre 2022 e 2030. O equipamento da ESA e da Nasa usa a gravidade da “estrela dalva” para chegar mais perto do Sol e inclinar sua órbita, girando para cima e para fora, de modo que veja o astro do Sistema Solar quando olha para baixo. Assim, o orbitador deve capturar as primeiras imagens dos polos norte e sul do Sol.

Com o trabalho do Orbitador Solar, com certeza as pastorinhas cantariam lindos versos de amor na rua.

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Um cometa gigante que estava bem além de Netuno, está se dirigindo para o interior do nosso sistema solar. Estimativas de astrônomos apontam que o objeto, que foi batizado de 2014 UN271, chegará tão perto do Sol quanto Saturno nos próximos 10 anos. Cometas que passam bastante tempo na escuridão, mas acabam indo para perto do Sol, contudo, este cometa tem peculiaridades.

Uma delas é o seu tamanho, estimado em até 200 quilômetros de largura, para efeitos de comparação, um grande cometa, como o Hale-Bopp, que visitou o sistema solar em meados dos anos 1990, tem 50 quilômetros de largura. Já o icônico cometa Halley, que é relativamente pequeno, tem apenas oito quilômetros de largura.

Objeto Transnetuniano

Plutão, que já foi planeta, é o maior objeto transnetuniano conhecido. Crédito: CC0 Domínio público/Px Here

O 2014 UN271 é o que os astrônomos chamam de objeto transnetuniano, que é uma classe de objetos que orbitam o Sol além de Netuno e vêm em uma variedade de formas, tamanhos e órbitas. Alguns deles são bem grandes, o principal deles é Plutão, com seus 2.400 km de largura, que é a distância aproximada entre as cidades de São Paulo e Caruaru, em Pernambuco.

Este objeto, especificamente, tem nada menos que 600.000 anos, e a única razão pela qual só foi encontrada agora é porque está a cerca de 3 bilhões de quilômetros da Terra. Foi por essa curta distância também que foi possível para os astrônomos estimar com maior exatidão o seu tamanho. 

Muitas incertezas

Ainda não se sabe, porém, do que o 2014 UN271 é feito, especula-se, com base no que se sabe sobre os objetos transnetunianos, que a composição seja uma mistura de gelo e rocha, além de outros compostos congelados, como dióxido de carbono, metano e nitrogênio. Em relação ao formato, ele é muito pequeno para ser redondo, portanto, é muito provável que seu formato seja bastante irregular.

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Em relação à Terra, o 2014 UN271 nunca passará a menos do que 1,5 bilhão de quilômetros daqui, o que significa que ele não apresenta nenhum risco de colisão com o nosso planeta. A distância é tanta, que ele não ainda não pode, por exemplo, ser visto a olho nu, mesmo sendo grande. Por enquanto, sua visualização exige grandes telescópios, como o Hubble, da Nasa. que está fora do ar desde a semana passada.

Com informações do SyFy

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