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No início de setembro, a Nasa ficou bastante empolgada com as amostras coletadas pelo rover Perseverance em Marte, e com razão: segundo a agência americana, análises preliminares indicam que os dois núcleos rochosos armazenados pelo veículo podem ter origem vulcânica.

Graças a isso, as amostras podem ter estimativas de data mais precisas, e elas também apresentam um teor considerável de sais, o que é um indício de alteração por água. Se a informação for confirmada, vai ampliar a possibilidade de que Marte já tenha sido berço de vida antiga.

Atualmente, o rover está a pouco mais de dois quilômetros da posição de pouso, em uma área da cratera nomeada “Séítah Sul”, onde a Nasa acredita que as rochas presentes sejam muito antigas. Outras amostras vão ser coletadas na área antes do rover seguir em direção norte, onde devem estar os sedimentos mais evidentes das vidas passadas de Marte.

Mas a confirmação dessas especulações ainda demora: as amostras coletadas pelo Perseverance vão ficar armazenadas na superfície do planeta, onde vão ser recolhidas por uma missão futura. Por enquanto, os planos são de mandar um foguete para lá em 2030…

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O robô norte-americano Perseverance não conseguiu coletar uma amostra do solo marciano em sua primeira tentativa, realizada nesta sexta-feira (6). Segundo um post da Nasa no Twitter, “dados iniciais mostram que o buraco foi perfurado com sucesso, mas não há uma amostra no tubo — algo que nunca vimos nos testes na Terra”.

O rover usa uma broca oca e uma furadeira de impacto na ponta de um braço mecânico com 2 metros de comprimento para coletar as amostras. Dados iniciais obtidos através de telemetria mostram que a furadeira e a broca foram acionadas como planejado, e que depois disso o tubo para coleta de amostras foi processado corretamente.

Entretanto, uma imagem feita pela câmera Mastcam-Z do Perseverance mostra o tubo vazio. “O processo de amostragem é autônomo do começo ao fim”, disse Jessica Samuels, gerente da missão de superfície do Perseverance no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia.

“Uma das etapas que ocorrem após a colocação de uma sonda no tubo de coleta é medir o volume da amostra. A sonda não encontrou a resistência esperada que haveria se a amostra estivesse no tubo.”

Imagem feita pelo robô Perseverance mostra que o interior do tubo de coleta nº 223 está vazio: Imagem: Nasa
Imagem feita pelo robô Perseverance mostra que o interior do tubo de coleta nº 223 está vazio: Imagem: Nasa

“A ideia inicial é que o tubo vazio é mais provavelmente o resultado de uma rocha que não reagiu da maneira que esperávamos durante a retirada do núcleo, e menos provavelmente um problema de hardware com o Sistema de Amostragem e Coleta”, disse Jennifer Trosper, gerente de projeto do Perseverance no JPL.

“Nos próximos dias, a equipe passará mais tempo analisando os dados de que dispomos e também adquirindo alguns dados diagnósticos adicionais para auxiliar no entendimento da causa raiz do tubo vazio.”

“Estive em todas as missões de rovers em Marte desde o início, e este planeta está sempre nos ensinando algo que não sabemos sobre ele”, disse Trosper. “Uma coisa que aprendi é que não é incomum ter complicações durante atividades complexas pela primeira vez.”

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O Perseverance tem 43 tubos para coleta de amostras do solo marciano. Ao menos 20 deles serão preenchidos e deixados em locais na superfície do planeta, para poderem ser coletados e trazidos de volta à Terra pela missão Mars Sample Return.

A estimativa é que a missão decole em 2026 e retorne à Terra com amostras do solo do planeta em 2031. Se tudo correr como programado, esta será a primeira vez que poderemos analisar diretamente uma amostra do solo do planeta vermelho.

Atualmente, isso só é possível indiretamente, através de instrumentos a bordo de robôs como o Curiosity, Perseverance ou Zhurong, ou através de meteoritos marcianos encontrados na Terra.

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A Nasa tem um veterano trabalhando em Marte: o Curiosity completa nesta quinta-feira 9 anos de pesquisas no nosso vizinho mais próximo dentro do sistema solar.

A resistência do equipamento é surpreendente: originalmente, a missão foi programada para durar 1 ano marciano, pouco menos de dois anos terrestres. Durante esse tempo o Curiosity percorreu quase 26 quilômetros, perfurou rochas e coletou seis amostras de solo que nos deram informações valiosas sobre a geologia e história de Marte.

Ele também detectou “nuvens” de metano na superfície do planeta, e produziu imagens sensacionais. O robô fez a maior foto panorâmica da paisagem marciana até hoje, fotografou a Terra e Vênus nos céus do planeta e chegou a fazer uma selfie antes de escalar um monte.

Mais importante ainda, o rover descobriu que a Gale Crater, cratera de 154 quilômetros de largura onde pousou, tinha abrigado um sistema de lagos e riachos em eras passadas. Observações adicionais sugeriram que esse ambiente foi habitável por longos períodos, talvez centenas de milhões de anos de cada vez.

Ma os rigores do clima marciano sempre desafiaram o Curiosity: entre várias panes, ele chegou a ficar desorientado em janeiro deste ano. Ele normalmente armazena na memória a posição de todas as partes do veículo, direção dos instrumentos e detalhes da paisagem local. Esses dados ajudam o rover a saber exatamente onde está em Marte e como se mover com segurança. Nessa pane, ele chegou a travar, mas não por muito tempo. Dois dias depois, já operava normalmente.

Durante sete anos, o Curiosity teve a “companhia” do Opportunity, um rover mais antigo da Nasa que pousou em Marte em 2004 e ficou ativo até meados de 2018. Depois de um curto período de “solidão”, ele ganhou a companhia do lander InSight, que chegou em novembro de 2018 com a missão de estudar o interior do planeta.

Em fevereiro deste ano chegaram o rover Perseverance e o helicópetro Ingenuity, e em maio o rover chinês Zhurong.

A vida útil do Curiosity é limitada apenas pela durabilidade dos componentes mecânicos, que estão em bom estado, e da fonte de energia, um gerador termoelétrico chamado RTG que funciona à base de plutônio. Se não ocorrer alguma falha mecânica mais séria, ele deve continuar explorando o planeta por ao menos mais cinco anos, até 2026.

Com certeza, ele vai descobrir mais fatos importantes sobre Marte, e a gente vai mostrar tudo, claro!!

Então, parabéns Curiosity!!

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As imagens captadas pelo helicóptero Ingenuity durante seu nono voo sobre a superfície de Marte estão ajudando os cientistas da Nasa a ajustar os objetivos científicos da missão do rover Perseverance. Com as novas imagens, os pesquisadores serão capazes de traçar quais os próximos passos na busca por sinais de vida no Planeta Vermelho.

As imagens foram publicadas na última quinta-feira (8) e mostram a superfície da cratera de Jezero, o local de pouso do rover Perseverance, de uma altitude de apenas 10 metros. As imagens permitem que os cientistas pudessem ver o terreno com uma maior riqueza de detalhes, podendo verificar aspectos como pedregulhos e rochas individuais.

Esses detalhes estão muito além do que é possível verificar através de imagens das sondas que orbitam Marte, que são os dados usados para planejar a rota do rover. As imagens, tiradas em 5 de julho, mostram algumas características que são de grande utilidade para os cientistas que esperam encontrar vestígios de vida fóssil ou atual na cratera Jezero.

Essas cordilheiras elevadas são formações rochosas que, segundo os cientistas, costumavam servir como canais subterrâneos de água no passado. Como a presença de água aumenta a probabilidade de existência de vida, os pesquisadores estão buscando coletar amostras desse material, que poderiam ser trazidas para a Terra em uma missão futura de devolução de amostras.

Melhores rotas

Solo de Marte
Imagens do nono voo do Ingenuity. Crédito: Nasa/JPL-Caltech

O cientista assistente do projeto Perseverance Ken Williford, declarou que o plano atual é visitar um local conhecido como “Raised Ridges” para investigá-los de perto. Segundo Williford, as imagens do helicóptero são melhores em resolução do que as orbitais, que vinham sendo usadas até o momento. Estudar essas imagens pode garantir que eventuais visitas cheguem em lugares realmente importantes.

Durante seu nono voo, o Ingenuity também sobrevoou o campo de dunas de Séítah, por onde o Perseverance deverá passar em breve. Essas dunas, porém, têm uma profundidade de mais ou menos um metro, o que pode representar uma armadilha para o rover.

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Graças às imagens do ingenuity, os operadores de solo poderão identificar melhor as zonas de alto risco dentro e ao redor do campo de dunas. As imagens mais recentes revelaram que qualquer tentativa de exploração científica mais ousada seria muito arriscada para o Perseverance, por isso, as equipes usarão as imagens para planejar melhor suas operações.

Com informações do Space

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A Nasa começou no último fim de semana o “desembarque” do helicóptero Ingenuity, que foi levado até a superfície de Marte a bordo do rover Perseverance. O processo, que está sendo conduzido cuidadosamente, é parte dos preparativos para o primeiro voo de uma aeronave na superfície de outro planeta, que pode acontecer já na próxima semana.

A sequência de operações deve levar cerca de seis dias, e está sendo realizada com extremo cuidado. “Assim que começarmos o desembarque, não há como voltar atrás”, disse Farah Alibay, líder de integração do helicóptero com o Perseverance.

“Todas as atividades são cuidadosamente coordenadas, irreversíveis, e dependem uma da outra. Se houver o menor sinal de que algo não está ocorrendo como esperado, podemos decidir aguardar um sol (nome dado ao dia marciano) ou mais até termos uma melhor ideia do que está acontecendo”.

O processo começou com a liberação de uma trava que mantinha o helicóptero preso à “barriga” do rover. A seguir um dispositivo pirotécnico foi acionado, cortando um cabo para permitir que o Ingenuity seja rotacinado para a posição vertical. 

Nesta terça-feira todas as pernas do helicóptero foram esticadas. Ele se mantém suspenso no ar, conectado ao rover apenas por um parafuso e alguns conectores elétricos. Antes de ser liberado, suas baterias serão recarregadas usando o gerador termoelétrico a bordo do rover.

Quando a carga estiver completa, as últimas conexões serão desfeitas e o helicóptero será depositado sobre o solo marciano. O primeiro de cinco voos, que terão de ser realizados ao longo de 30 dias, poderá ocorrer já no início da próxima semana. Ele deve ser simples: uma decolagem vertical, subida a 3 metros de altitude, 30 segundos pairando no ar e um pouso. Todos os testes serão fotografados e filmados pelo Perseverance.

Ingenuity é uma “prova de conceito”

Vale lembrar que o Ingenuity é puramente uma prova de conceito: “O Ingenuity é um teste experimental de engenharia – queremos ver se podemos voar em Marte”, disse MiMi Aung, gerente de projeto do Ingenuity no JPL.

“Não há instrumentos científicos a bordo e nem metas de obtenção de informações científicas. Estamos confiantes que todos os dados de engenharia que desejamos obter na superfície de Marte e no alto podem ser obtidos dentro dessa janela de 30 sóis”.

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A equipe compara o voo do Ingenuity com o primeiro voo dos irmãos Wright, que nos EUA são considerados os pais da aviação, em 17 de dezembro de 1903. Para reforçar a conexão, o Ingenuity leva consigo, enrolado em um cabo, um pedaço da lona usada para revestir o “Wright Flyer”, aeronave que realizou o feito. 

Não é a primeira vez que um artefato da história da aviação vai ao espaço. Um outro pedaço da lona do Wright Flyer, bem como uma lasca da madeira usada como suporte de uma das asas, foram levados à Lua e depois voltaram à Terra na missão Apollo 11, em 1969. 

Fonte: SpaceFlightNow

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