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Inicialmente programada para decolar entre os dias 3 e 15 de maio, a missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE), da NASA, sofreu diversos adiamentos. Agora, a agência revelou que o lançamento será na segunda-feira (27), a partir da Península de Mahia, na Nova Zelândia.

Esta já é a quinta data divulgada pela agência espacial norte-americana em pouco mais de dois meses. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (23) pelo Twitter do Centro de Pesquisa Ames, da NASA.

“Para permitir mais tempo para os preparativos do foguete, agora estamos mirando não antes de 27 de junho para o lançamento da espaçonave CAPSTONE”, diz a publicação.

A conta oficial da Rocket Lab, provedora do foguete Electron que será responsável pelo envio da carga à Lua, também usou seu perfil na plataforma para divulgar a nova data. “Estamos traçando um novo caminho para a Lua em apoio ao Programa Artemis da NASA e estamos em contagem regressiva até 27 de junho para o lançamento da CAPSTONE com nossos parceiros de missão”.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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A startup de transporte aeroespacial Rocket Lab divulgou hoje (3) novos detalhes do Neutron, a próxima geração de seus foguetes que levam satélites até a órbita da Terra. Apesar de terem finalidades diferentes, quem compara não deixa de traçar algumas comparações com os foguetes da SpaceX de Elon Musk.

A Rocket Lab informa que o Neutron será feito de uma liga composta criada pela própria empresa, efetivamente abandonando o aço “na maior parte” do foguete. Ele também terá capacidade reutilizável e contará com uma base de pouso para retorno de viagens espaciais.

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Ilustração mostra como a Rocket Lab desenvolveu a carenagem superior do foguete Neutron para abrir espaço, sem se separar, para o segundo estágio de um voo orbital (Imagem: Rocket Lab/Divulgação)

“Esse não é um foguete convencional”, disse Peter Beck, CEO da Rocket Lab. “O Neutron é o que um foguete deverá ser em 2050. Mas nós o estamos construindo hoje”, ele continuou durante transmissão ao vivo pelo YouTube, antes de confirmar que a estreia do novo veículo se dará em 2024.

Atualmente, a Rocket Lab usa o Electron – foguete este que ela vem lançando desde 2017. O Electron consiste de um propulsor menor, desenhado especificamente para o transporte de satélites de pequeno porte à órbita da Terra. Entretanto, a empresa da Califórnia manifestou no passado o desejo de construir uma embarcação maior.

Em março deste ano, Beck também confirmou que a Rocket Lab pretende abrir capital por meio de uma oferta pública viabilizada por uma empresa de aquisição de propósito específico (“SPAC Merger”, no termo técnico em inglês). Naquele mesmo mês, Beck literalmente comeu um chapéu – promessa que ele havia feito anos antes, quando disse que “jamais” construiria um foguete de grande escala ou reutilizável.

Segundo a divulgação da Rocket Lab, o Neutron terá cerca de 40 metros (m) de altura – mais que o dobro do atual Electron, que sequer chega a 20 m. O sistema de propulsão conta com sete motores Archimedes, que a empresa vem desenvolvendo há alguns meses. Segundo Beck, o novo foguete poderá levar até 15 toneladas de carga para a órbita da Terra.

De acordo com o CEO, o Neutron será a escolha ideal para lançar satélites de médio porte que farão parte de mega constelações. Mas o executivo sonha mais alto com sua nova criação, ambicionando voos tripulados e viagens interplanetárias: “nós queremos garantir que não tivemos todo esse trabalho para fazer um veículo de lançamento que não fosse certificado para humanos viajarem”, disse Beck em entrevista ao The Verge.

O design também será um deveras diferente. Normalmente, veículos orbitais como foguetes são desenvolvidos em estágios, que são empilhados um em cima do outro. No lançamento, o primeiro estágio gasta todo o seu combustível e se separa do restante da embarcação, que inicia a ignição do segundo estágio. Assim, o primeiro, agora sem combustível, cai em direção à Terra.

A Rocket Lab está desenvolvendo o Neutron com o segundo estágio dentro – e não em cima – do primeiro. O primeiro estágio do foguete consistirá de todo o seu corpo externo, dos propulsores à “tampa”. A carga será acoplada ao segundo estágio e, no ato de separação, essa “tampa” vai se abrir, como uma escotilha, permitindo a ignição e voo das partes seguintes.

Em resumo, o corpo inteiro do foguete cairá de volta à Terra para resgate.

A parte do topo também é diferente. Nós não exageramos quando falamos em “escotilha”. Normalmente, foguetes orbitais contam com algo parecido com um “nariz” (“carenagem” seria o termo mais próximo). Durante o voo, esse nariz se parte e cai em direção à Terra, onde costumeiramente ele se perde. No caso do Neutron, essa carenagem conta com dobradiças. Em outras palavras: ela abre, mas ela também fecha.

“A resposta não é descartar as carenagens nem mesmo resgatá-las [do espaço]”, disse Beck. “O melhor jeito de mantê-las é nunca se livrar delas em primeiro lugar”, ele complementou, ressaltando que apelidou as carenagens do Neutron de “hipopótamo esfomeado”.

A partir da ignição do segundo estágio, o primeiro descerá de volta à Terra e pousará, verticalizado, em uma base específica para recebê-lo, em um processo muito parecido com os foguetes da SpaceX. Segundo o CEO da Rocket Lab, esse design do Neutron permitirá uma economia de custos mais interessante no processo de fabricação. A única diferença é que Beck usará bases fixas em terra, enquanto a empresa de Elon Musk usa navios autônomos para resgates no mar.

Assim como a SpaceX, a Rocket Lab não conseguirá manifestar nenhum reuso para o segundo estágio do Neutron. Assim que a carga for entregue, essa parte será totalmente descartada. Beck disse ao The Verge que não vê “nenhuma vantagem” em criar qualquer sistema de resgate do segundo estágio.

Por ora, tudo é especulativo, mas Beck diz que alguns protótipos já estão em desenvolvimento e que o motor Archimedes deve passar pelos primeiros testes no começo de 2022.

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