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Duas equipes especializadas em computação de alto nível alegam terem atingido a supremacia quântica na China, segundo novos papers publicados no jornal científico Physical Review Letters.

Um dos feitos foi o desenvolvimento de um sistema computacional que foi supostamente capaz de calcular amostras muito mais rapidamente do que um supercomputador: uma velocidade de 10 elevado à vigésima terceira potência. E por isso, a equipe alega ter alcançado a supremacia quântica.

O outro feito foi um pouco mais tradicional: envolveu a construção de um computador baseado em tecnologia supercondutora capaz de fazer cálculos usando até 66 qubits, a unidade de informação quântica.

A computação quântica é normalmente associada a problemas de escalas gigantescas, como a fome mundial, a pesquisa avançada de doenças e o aquecimento global, mas ela ainda não é amplamente utilizada porque ainda está em fase de pesquisas.

Ou seja, ainda vai levar alguns anos para vermos aplicações realmente práticas dessa tecnologia. Mas a supremacia quântica mencionada nos estudos da China é um indício que estamos chegando lá.

As duas equipes foram lideradas pelo pesquisador físico Jian-Wei Pan, uma figura mundialmente conhecida na ciência quântica. As conquistas mostram que a nação asiática está cada vez mais empenhada na área.

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Nosso sistema solar não está “solto no espaço”. Segundo o estudo da astrônoma Jennifer West, da Universidade de Toronto, estamos cercados por um enorme túnel magnético.

O estudo publicado nesta semana na revista Science, explica que o modelo se concentra em duas estruturas principais no céu, conhecidas como “Esporão Polar Norte” e “Região do Leque”.

Elas foram descobertas na década de 1960, mas os pesquisadores achavam que elas eram desconectadas. Agora, equipe canadense construiu modelos em computador e foi capaz de concluir que as duas estruturas estão conectadas com filamentos magnéticos “semelhantes a cordas” que formam um enorme campo magnético semelhante a um túnel que envolve o sistema solar.

Se estima que as estruturas estão a cerca de 350 anos-luz de nosso sistema solar e têm quase mil anos-luz de comprimento.

Futuramente, a equipe pretende concluir modelagens ainda mais complexas, com a esperança de descobrir e entender o papel que o túnel magnético desempenha na galáxia.

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Neurocientistas e cientistas da computação da Universidade de Princeton e da Baylor College of Medicine produziram um novo e extenso mapa dos circuitos cerebrais. O trabalho de cinco anos com imagens funcionais do cérebro de camundongos, apresenta detalhes de inúmeras partículas do órgão, como os neurônios e as terminações nervosas.

O projeto, denominado MICrONS, foi financiado pela Intelligence Advanced Research Projects Activity para aperfeiçoar o aprendizado de máquina, por meio da engenharia reversa dos algoritmos do cérebro. O estudo é, portanto, um diálogo entre a neurociência e a ciência de dados.

Um dos pesquisadores explicou que eles trataram o cérebro como se fosse um computador.

Foram usadas cerca de 200.000 imagens digitais de células e as conexões entre elas, muitas das quais nunca haviam sido capturadas de forma completa antes. Eles acreditam que essas informações biológicas inéditas devem levar os estudos de teorias de computação neural a um outro nível.

Um dos objetivos da pesquisa foi extrair dados para ampliar o entendimento sobre a inteligência artificial. No entanto, também pode trazer novas possibilidades para o tratamento de doenças cerebrais em pacientes humanos.

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Militares dos Estados Unidos estão testando uma rede experimental de inteligência artificial que tem fins bastante pretensiosos: prever o futuro. Algo bem parecido com o filme “Minority Report”, de 2002.

Mas a iniciativa norte americana não pretende prever assassinatos como no filme. A principal missão é ajudar as forças de segurança a identificar eventos que mereçam atenção com dias de antecedência. Por exemplo, a organização de um grupo de guerra em áreas de conflito.

Os testes têm sido chamados oficialmente de Experimentos Globais de Dominação da Informação, ou Gide, e, para funcionar, combinam uma ampla gama de fontes, que vão desde imagens de satélite, radares e sensores de campo, até relatórios de inteligência e computação em nuvem. Os dados levantados pelo sistema poderão ser acessados por qualquer oficial militar.

Segundo um dos representantes do projeto, o Gide representa uma mudança substancial na forma como as informações e dados são usados para ajudar na tomada de decisão de líderes do nível tático e estratégico e não apenas de militares, mas também para líderes civis que integrem agências de inteligência, como a CIA.

Óbviamente, o governo americano não revelam muitos detalhes de como funcionam os sistemas de inteligência artificial ou como eles processam os dados coletados. Mas o desenvolvimento desse projeto pode dar uma vantagem inestimável para os Estados Unidos.

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Atualmente não existe um exame que comprove se um paciente possui Alzheimer ou não. Diversas pistas comportamentais e neurológicas levam aos diagnósticos existentes. No entanto, isso pode mudar a qualquer momento.

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, relatou que a doença pode ser detectada por meio de peptídeos e proteínas no líquido cefalorraquidiano (LCR) de um paciente, que pode ser coletado em punção lombar.

Desenho representando doenças degenerativas cerebrais
Cientistas descobrem exame para detectar o Alzheimer. Imagem: Lightspring/Shutterstock

De acordo com os pesquisadores, por meio do LCR é possível detectar três biomarcadores da doença de Alzheimer, são eles: placas amilóides patológicas (A), emaranhados (T) e neurodegeneração (N), chamados coletivamente de ATN.

O grupo de biomarcadores também podem ser utilizados para detectar outra condição neurodegenerativa chamada degeneração frontotemporal.

As duas doenças podem ser confundidas devido os sintomas parecidos, além de também existirem pacientes que possuem as duas patologias. Com o novo exame, espera-se que seja possível confirmar se o diagnóstico se trata de Alzheimer ou degeneração fromtotemporal.

Um dos autores do estudo comparou o novo exame à um teste de gravidez que pode apresentar positivo ou negativo, mas alertou que também é possível que o teste apresente um falso positivo ou negativo.

“A estrutura da ATN pode fornecer uma visão mais completa do diagnóstico de uma pessoa e nos dar uma compreensão muito mais rica não apenas da doença de Alzheimer, mas de outras condições neurodegenerativas concomitantes. No entanto, para conseguir isso, biomarcadores adicionais que podem detectar outras condições neurodegenerativas são extremamente necessários”, completou.

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“Embora a estrutura da ATN seja muito empolgante e ofereça muitas oportunidades para pacientes com doença de Alzheimer, esses biomarcadores não capturam todos os casos da doença. Queremos ser capazes de detectar e tratar cada paciente com doença neurodegenerativa o mais cedo possível, e mais pesquisas são necessárias para entender completamente como os biofluidos acompanham o processo da doença”, disse o pesquisador líder.

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O desenvolvimento dos sinais de demência no final da vida é geralmente decorrente de Alzheimer. A doença está associada a níveis anormais de dezenas de proteínas no sangue, segundo um novo estudo feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. Isso porque a maioria dessas proteínas não era conhecida por estar ligada à demência.

Os dados são baseados em uma série de novas análises de amostras de sangue de mais de dez mil pessoas de meia-idade e idosos . Os pesquisadores relacionaram níveis anormais de 38 proteínas no sangue a maiores riscos de desenvolver Alzheimer em cinco anos. Do total, 16 proteínas pareciam prever o risco da doença com duas décadas de antecedência.

“Esta é a análise mais abrangente até o momento e lança luz sobre várias vias biológicas que estão conectadas ao Alzheimer”, explicou o autor sênior do estudo Josef Coresh e professor no Departamento de Epidemiologia da Escola Bloomberg. O foco em avaliar o risco de Alzheimer das pessoas antes que a demência surja se concentraram principalmente nas duas características da patologia cerebral de Alzheimer: aglomerados de proteína beta amilóide conhecida como placas e emaranhados de proteína tau. 

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Através da pesquisa, os cientistas demonstraram que imagens cerebrais de placas, níveis de sangue, líquido cefalorraquidiano de beta ou tau amilóide têm valor na previsão de Alzheimer com anos de antecedência. A análise inicial cobriu amostras de sangue coletadas de mais de 4.800 participantes de meia-idade no estudo de Risco de Aterosclerose em Comunidades (ARIC).

Foi então que os pesquisadores analisaram os resultados e encontraram 38 proteínas cujos níveis anormais foram significativamente associados a um maior risco de desenvolver Alzheimer nos cinco anos após a coleta de sangue.

Além disso, eles descobriram que níveis anormais de 16 das 38 proteínas previamente identificadas estavam associados ao desenvolvimento de Alzheimer nas quase duas décadas entre a coleta de sangue.

Em outra análise estatística, os pesquisadores compararam as proteínas identificadas com dados de estudos anteriores de ligações genéticas ao Alzheimer. A comparação sugere fortemente que uma das proteínas identificadas, SVEP1, não é apenas um marcador acidental do risco de Alzheimer, mas está envolvida no desencadeamento ou condução da doença.

Ademais, outras proteínas associadas ao risco de Alzheimer incluíram várias outras proteínas imunológicas essenciais. Os cientistas também têm estudado como os níveis de proteína nas amostras estão ligados a outras doenças, como doenças vasculares no cérebro, coração e rins.

Fonte: Medical Xpress

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Depois de quase cinco anos no espaço, a nave começou a longa viagem de volta à Terra com amostras de rochas e poeira do asteroide Bennu. A OSIRIS-REx ligou os motores a todo vapor por sete minutos e pegou a estrada de quase 300 milhões de quilômetros às 17h23, no horário de Brasília desta segunda-feira.

De acordo com a Nasa, essa foi a manobra mais significativa da espaçonave desde que chegou em Bennu, em 2018. No ano passado, ela realizou a manobra chamada de toutch and go, quando recolheu mais de 60 gramas do solo da superfície do asteróide. Ao ligar os motores, OSIRIS-REx foi “empurrada” a quase mil quilômetros por hora. Ela deve levar dois anos e meio para chegar à Terra.

A espaçonave vai ligar os motores mais uma vez para voar pela Terra, em segurança, e entrar em uma trajetória para circundar o Sol dentro da órbita de Vênus. Serão duas voltas ao redor do astro do Sistema Solar. Só depois disso que OSIRIS-REx vai chegar à Terra, no dia 24 de setembro de 2023.

Então, a cápsula contendo os pedacinhos do Bennu vai se separar do resto da espaçonave e entrar na atmosfera terrestre. Espera-se que a cápsula caia, de paraquedas, o deserto do estado norte-americano do Utah, onde os cientistas vão esperar para recuperá-la.

Trazer as amostras do asteroide em segurança para a Terra é o objetivo mais complicado da equipe composta por uma dúzia de engenheiros de navegação. Para realizar o plano da longa missão, o grupo realizou cálculos e escreveu códigos para instruir a espaçonave quando e como se afastar de Bennu. Eles também planejaram manobras para que OSIRIS-REx mantenha o curso de volta, e se possível, estender a missão para outro asteróide depois de liberar as amostras.

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sorbonne, em Paris, determinou que nosso planeta “ganha peso” de uma maneira surpreendente: com milhares de toneladas de poeira espacial que caem sobre nós todos os anos.

A equipe do cosmoquímico Jean Duprat cavou três trincheiras na neve da Antártica em busca de micrometeoritos. O local escolhido foi o “Dome C”, um dos “picos” do platô Antártico, a cerca de 1.100 km do litoral do continente.

O material foi colhido a partir de dois metros de profundidade, ou seja, neve acumulada antes de 1995, quando a base francesa no local foi estabelecida. Assim, os cientistas podiam ter certeza de que o material encontrado não seria resultado de contaminação por atividade humana no local.

Usando ferramentas ultralimpas eles coletaram centenas de quilos de neve, derreteram o material e filtraram a água. Como resultado, encontraram quase 2.000 micrometeoritos. Mesmo assim, eles não pesam mais do que uma fração de grama…

Mas assumindo que partículas de poeira espacial caiam sobre a Antártica na mesma proporção que no resto do planeta, a equipe conseguiu estimar quanta poeira espacial cai em todo o planeta em um ano: cerca de 5.200 toneladas.

Os pesquisadores estimam que cerca de 80% dos micrometeoritos se originam de cometas que passam a maior parte de suas órbitas mais próximos do Sol do que Júpiter. O restante seria derivado de colisões com objetos no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

Duprat e seus colegas sugerem que estas partículas minúsculas entregam entre 20 e 100 toneladas de carbono para a Terra todo o ano, e podem ter sido uma fonte importante de compostos ricos em carbono durante o início da história do nosso planeta.

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