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Há décadas, a Holanda se orgulha de ter a população considerada a mais alta do mundo. De acordo com o Escritório Central de Estatísticas dos Países Baixos (CBS), os holandeses têm estatura maior do que pessoas de outras nações desde 1958.

No entanto, um estudo recente aponta que a última geração diminuiu de tamanho em comparação à anterior. Em média, os homens estão 1 cm mais baixos, e as mulheres perderam 1,4 cm.  

Homens e mulheres nascidos na Holanda nos anos 2000 perderam estatura em relação aos nascidos na década de 1980. Imagem: Andrei Korzhyts – Shutterstock

Embora existam muitas linhas de pesquisa tentando encontrar um motivo para isso, especialistas garantem que nada ainda é 100% conclusivo.

Holandeses são o povo mais alto desde o século passado

Em seu site, o CBS informa que a tendência para uma estatura mais alta na Holanda começou há aproximadamente um século. O escritório promove censos de saúde a cada quatro anos, que incluem a medição da estatura.

De acordo com o último levantamento, em 2020, os homens holandeses de 19 anos alcançaram uma altura média de 1,829 metros, enquanto a altura das mulheres da mesma foi de 1,693 m.

Geração a geração, o crescimento dos holandeses tem uma progressão contínua e rápida, com uma média de 8,3 cm adicionados à altura dos homens nascidos em 1980 em comparação com os nascidos em 1930. Em relação às mulheres, no mesmo intervalo de tempo, elas cresceram 5,3 cm.

“Bebemos muito leite neste país”, declarou Ruben van Gaalen, pesquisador estatístico do CBS e professor de Sociologia da Universidade de Amsterdam, à BBC News, dando uma das explicações possíveis para a altura de seu povo.

Brincadeiras à parte, ele elencou outros fatores. “Pode ser o padrão de vida. Se olharmos o índice de desenvolvimento humano de todos os países, a Holanda está entre os primeiros. Outros, como a Dinamarca, têm um índice semelhante e também têm populações altas”.

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Outra razão apontada por van Gaalen é um fenômeno de seleção natural. “Ter uma altura maior permite às pessoas enxergar mais longe”.

Ele também afirmou que existem estudos sobre a relação entre altura e renda. “Quanto mais alto, mais dinheiro você ganha. Se você for alto, dá a impressão de ter maior autoridade e talvez as pessoas o escutem mais, você adquire mais prestígio social”, explicou, acrescentando que, de maneira geral, as mulheres se sentem atraídas pelos homens que são mais altos do que elas.

Essa é a razão, segundo o pesquisador, pela qual os homens mais altos tendem a ter mais opções ao selecionar suas parceiras.

Imigração e mudança na dieta do holandês podem explicar alteração de perfil

Acontece que, de acordo com o novo estudo do CBS, esse quadro vem mudando. A pesquisa obteve medições fornecidas pessoalmente por 719 mil entrevistados, com idades entre 19 e 60 anos.

Segundo os especialistas, entre as razões para esse fenômeno podem estar o aumento da imigração e as mudanças na dieta alimentar, bem como efeitos das crises econômicas.

“A migração é um fator”, disse van Gaalen. “Se somos as pessoas mais altas do mundo, por definição os migrantes são mais baixos, sua composição genética é a de pessoas mais baixas”.

No entanto, a estagnação de estatura também foi observada nas gerações com pai e mãe nativos da Holanda, e o mesmo aconteceu com as gerações cujos quatro avós nasceram naquele país.

De acordo com o estudo, tanto os homens sem histórico de imigração não ficaram mais altos quanto as mulheres na mesma condição mostraram uma tendência de queda na estatura.

Outra possível teoria citada por Ruben van Gaalen é que a diminuição da altura média pode ser devido a um limite biológico, já que o indivíduo não conseguiria crescer para além de um determinado limite.

De qualquer forma, o que mais preocupa os pesquisadores é que isso se deva a uma mudança no estilo de vida e ao aumento do consumo calórico durante a fase de crescimento dos jovens.

“O índice de massa corporal (IMC) em crianças tem aumentado ao longo do tempo, em todas as classes sociais, e isso pode fazer com que as pessoas não cresçam tanto quanto antes”, explicou van Gaalen.

Ele alerta que, se esse efeito tem relação com um estilo de vida menos saudável, isso deve ser investigado, pois está relacionado à expectativa de vida. “Deixamos de fumar tanto quanto antes, mas temos uma vida mais sedentária e consumimos mais calorias e ganhamos peso. Por isso, o efeito indireto de não ser tão alto como antes é mais preocupante do que o fato de não ser tão alto”, concluiu.

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O cientista brasileiro Pedro Bernardinelli, que integra o grupo de pesquisa multinacional Dark Energy Survey (DES), coordenou um estudo que possibilitou a descoberta de 461 novos objetos no Sistema Solar, que podem ajudar no entendimento da formação e evolução do nosso sistema.

Bernardinelli é Ph.D no Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Pennsylvania (UPenn), e liderou a pesquisa cujas observações levaram 6 anos, começando em 2013 e terminando em 2019.

Para descobrir esses objetos, eles tiveram que reprocessar todas imagens captadas e registradas no DES de uma mesma região ao longo de várias épocas, de modo a identificar a órbita desses novos objetos. São milhares e milhares de gigabytes, e o resultado desse trabalho começou a dar frutos recentemente.

Descobridor de cometas

Nesse processo, Pedro também identificou o maior cometa já visto, conhecido como: C/2014 UN271, ou Bernardinelli-Bernstein em homenagem a ele e seu orientador, que também participou da descoberta junto com os demais membros da colaboração DES.

Trajetória do cometa Bernardinelli-Bernstein

Vale ressaltar que o programa de pesquisa DES investiga o papel da energia escura, que atua na expansão acelerada do nosso universo. Os pesquisadores utilizaram o Telescópio Blanco, de 4 metros, do Observatório Interamericano de Cerro Tololo (CTIO), no Chile, com o objetivo inicial de medir a taxa de expansão cósmica.

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Além de Netuno

Entretanto, ao observar o céu, isso também permitiu novas descobertas, como as de objetos transnetunianos, ou seja, pequenos corpos gelados que orbitam o Sol e estão além do planeta Netuno. Com essa nova descoberta, o número de objetos transnetunianos conhecidos passa para quase 4 mil!

Mas por que estudar esses objetos pode nos ajudar a compreender o nosso Sistema Solar?

Há suspeitas de que os objetos transnetunianos são remanescentes da formação do nosso sistema, sendo assim, podemos entender a origem de sua criação. Além disso, funcionam como sinalizadores da gravidade no sistema solar e podem indicar a existência de um nono planeta no sistema solar, mas isso é uma outra história…

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Pesquisadores da Univerdade de Urbino (Itália), que estudavam o algoritmo do Facebook para esclarecer problemas com desinformação, fizeram uma descoberta desagradável: os dados que a empresa havia publicado num relatório em agosto eram diferentes dos fornecidos a eles para suas pesquisas.

E, com isso, as conclusões de seu trabalho se tornaram inválidas e enviesadas. A denúncia levou a um clima de desconfiança, com os pesquisadores acreditando que a empresa estava manipulando pesquisas para se sair melhor. Ou talvez só pura e simples negligência mesmo.

Facebook descarta manipulação de dados

Por conta do episódio, relata o New York Times, a Equipe de Pesquisa Aberta e Transparência do Facebook fez uma ligação para os pesquisadores e se desculpou formalmente. Nem todos parecem ter comprado, porém.

A informação passada aos pesquisadores, segundo o NYT, deveria supostamente incluir os dados de todos os usuários dos Estados Unidos. Mas na verdade tinha apenas a metade. Os dados se referiam aos conteúdos mais vistos no segundo trimestre deste ano.

O Times ainda descobriu que um relatório do primeiro trimestre, com resultados bem mais negativos para a empresa que o mais recente, havia sido arquivado e estava indisponível. Após a matéria, a empresa divulgou esse relatório novamente.

Um porta-voz do Facebook descartou malícia no episódio e disse ao NYT que tudo foi só falha técnica que estão “trabalhando rapidamente para resolver”.

Em agosto, o Facebook já havia banido pesquisadores de dados de um projeto da Universidade de Nova York, após problemas serem relatados. A pesquisa do grupo Ad Observatory, que estudava campanhas pagas de fake news, havia revelado que alguns anúncios pagos não estavam sendo revelados pelo FB.

Via: The New York Times e The Verge

Imagem: Thought Catalog/Pexels

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Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, afirmam ter atingido o ponto de “ignição de fusão nuclear” em testes de ambiente controlado, estabelecendo um novo limite energético e recriando temperaturas extremas, encontradas naturalmente apenas em estrelas como o Sol.

A “ignição” é o ponto energético onde uma fusão nuclear se torna auto suficiente. Em outras palavras, a reação energética não precisa de estímulos externos para se manter firme e produzir mais energia do que o necessário. É o que acontece normalmente nas estrelas, mas é algo bem difícil de ser reproduzido em laboratório.

O estudo americano foi o primeiro na história a chegar a um volume de produção energética muito maior do que qualquer outra situação experimentada, mesmo sendo um experimento da Física e não tenha o objetivo de produzir energia para ser explorada comercialmente.

A ignição da fusão nuclear é um dos maiores objetivos dos especialistas em Física, e nos coloca mais perto de fontes de energia que não são apenas mais limpas, como também têm potencial para serem inesgotáveis.

O desafio é criar um gerador que produza mais energia do que foi utilizada para dar “partida” no sistema.

O estudo também permite recriar as condições de alguns dos estados mais extremos do universo, como os minutos que vieram logo após o Big Bang. A fusão controlada em laboratório é um dos desafios que definem a ciência na era atual, e a conquista significa um passo bem amplo à frente.

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Pesquisadores do Karolinska Institutet, localizado na Suécia, relataram que a ressonância magnética pode melhorar o rastreamento do câncer de próstata. O grupo de pesquisa publicou um estudo que mostra que a adição de um novo teste de sangue, o teste pode reduzir o número de ressonâncias magnéticas realizadas em 1/3, ao mesmo tempo em que evita a detecção de menores tumores de risco.

“No geral, nossos estudos mostram que identificamos as ferramentas necessárias para realizar um rastreamento eficaz e seguro do câncer de próstata . Depois de muitos anos de debate e pesquisa, é fantástico poder apresentar conhecimentos que podem melhorar os cuidados de saúde para homens “, disse Tobias Nordström, professor associado de urologia do Departamento de Ciências Clínicas do Danderyd Hospital no Karolinska Institutet, responsável pelo estudo.

Os métodos de triagem atuais combinados com biópsias tradicionais resultam em biópsias desnecessárias e na detecção de vários tumores menores de baixo risco. Sendo assim, nenhum país, exceto a Lituânia, optou por introduzir um programa nacional de rastreamento do câncer de próstata, já que os benefícios não superam as desvantagens.

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Em 2021, os resultados do estudo foram apresentados no The New England Journal of Medicine, indicando que o sobrediagnóstico poderia ser reduzido substituindo as biópsias de próstata tradicionais por imagens de ressonância magnética (MRI) e biópsias direcionadas. 

“A disponibilidade de ressonância magnética na área de saúde será um fator limitante. Agora mostramos que um novo exame de sangue como complemento da ressonância magnética pode reduzir em um terço o número de ressonâncias magnéticas realizadas”, explicou Martin Eklund, professor associado do Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística do Karolinska Institutet.

O estudo foi conduzido entre 2018 e 2021 com 12.750 participantes do sexo masculino do Condado de Estocolmo. Eles forneceram uma amostra de sangue inicial para análise usando o novo teste. Homens com resultados de teste mostrando níveis elevados foram selecionados aleatoriamente para biópsias tradicionais ou ressonância magnética. No grupo de ressonância magnética, as biópsias foram realizadas estritamente em tumores suspeitos identificados por ressonância magnética.

“O uso separado do teste e da ressonância magnética já se mostrou eficaz em termos de custo. Agora analisamos a relação custo-benefício quando essas ferramentas são combinadas e em breve apresentaremos resultados emocionantes dessa análise”, concluiu Tobias Nordström.

Fonte: Medical Xpress

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Melhores tratamentos para o câncer de mama estão próximos e isso graças a uma nova pesquisa de uma equipe liderada por Marie-Anne Goyette, uma estudante de doutorado no laboratório Université de Montréal Jean-François Côté. A descoberta revelou um alvo terapêutico altamente promissor para combater o câncer de mama HER2-positivo.

No câncer de mama HER2-positivo, um gene denominado HER2 é bastante expressivo e promove uma forma agressiva da doença. Inclusive, afeta 20% das mulheres que sofrem de câncer de mama no Canadá.

Mulher segurando fita rosa em representação do câncer de mama
Imagem: MiniLab/Shutterstock

O que ameaça a vida da maioria dos pacientes com câncer é o poder das células tumorais de se espalharem para outros órgãos, o que pode interferir nas funções vitais do corpo. Sendo assim, cada vez mais, a medicina personalizada tem gerado muita esperança para os pacientes que expressam o gene HER2.

A imunoterapia é uma via importante para o tratamento desses pacientes resistentes aos medicamentos.Como resultado, os pesquisadores estão tentando aprofundar sua compreensão do ambiente imunológico dos tumores e, assim, direcionar melhor os tratamentos com maior probabilidade de resposta positiva.

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A equipe estudou um importante fenômeno em tumores sólidos denominado hipóxia, que se manifesta pela falta de oxigênio causada pelo rápido crescimento do tumor e leva à produção de metástases, ou seja, enfraquece o sistema imunológico e também a resistência ao tratamento. 

Portanto, além de tornar os tumores mais agressivos e ao mesmo tempo reduzir a capacidade do corpo de se defender, a hipóxia promove a progressão do câncer, que pode ser fatal para as pessoas afetadas.

“É como se tivéssemos conseguido, por um lado, quebrar as paredes protetoras do tumor contra o sistema imunológico, tornando-o mais vulnerável aos tratamentos imunológicos, e, por outro lado, evitando que o tumor se mova para outro lugar “, pontuou Goyette, o primeiro autor do novo estudo.

O potencial do estudo é importante como forma de abrir caminho para novas pesquisas sobre o assunto, dando foco na perspectiva de vários campos da biomedicina.

Fonte: Medical Xpress

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A redução dos níveis de um tipo de hormônio, chamado PTHrP, pode prevenir metástases e também melhorar a sobrevivência em camundongos com câncer de pâncreas. Além disso, pode levar a uma nova maneira de tratar os pacientes, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores de câncer da Universidade de Columbia e Universidade da Pensilvânia.

Isso porque quando os pacientes são diagnosticados pela primeira vez com câncer de pâncreas, a doença geralmente se espalha para outros órgãos. Por causa dessas metástases, quase todos os pacientes sucumbirão ao câncer dentro de um ano após o diagnóstico, mas não existem medicamentos para prevenir a metástase.

Portanto, os pesquisadores, liderados por Anil K. Rustgi, MD, e Jason R. Pitarresi, investigaram um hormônio chamado PTHrP que é frequentemente ativa em pacientes com câncer de pâncreas, porém, seu papel na metástase não era claro.

Por primeiro, a equipe manipulou os níveis de PTHrP em ratos com câncer pancreático. A eliminação de PTHrP de camundongos não apenas eliminou a metástase e aumentou a sobrevida geral, como também reduziu drasticamente o tamanho dos tumores iniciais no pâncreas.

Os resultados surpreendentes com ratos levaram os pesquisadores a testar os anticorpos anti-PTHrP em células de câncer pancreático humano. Os resultados desses experimentos também foram encorajadores: entre os organoides 3-D derivados de pacientes com câncer de pâncreas sob um protocolo aprovado pelo IRB, os anticorpos anti-PTHrP reduziram bastante o crescimento e a viabilidade das células.

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“Acreditamos que essas descobertas fornecem uma forte justificativa para desenvolver ainda mais a terapia anti-PTHrP para ensaios clínicos “, disse Rustgi, acrescentando que o anticorpo usado no estudo tem potencial para ser usado em pessoas.

Além disso, os pesquisadores começaram a investigar o PTHrP porque seu gene é frequentemente amplificado quando outro gene próximo, KRAS, é amplificado. Isso porque o KRAS é há muito reconhecido como um gene promotor do câncer no pâncreas e em outros tipos de câncer. 

Para os pacientes , isso pode significar que as terapias anti-PTHrP podem ter potencial em outros cânceres que são conhecidos por abrigar amplificações de KRAS. Enquanto para os pesquisadores, a descoberta também sugere que uma busca mais ampla por genes causadores de câncer é necessária.

“Sentimos que o PTHrP pode ter sido negligenciado anteriormente como um mero gene passageiro co-amplificado com KRAS, mas nosso estudo mostra que o PTHrP tem suas próprias funções de promoção de tumor”, diz Pitarresi. “Isso sugere que outros genes chamados ‘passageiros’ podem ter papéis maiores no câncer do que pensávamos inicialmente e deveriam ser examinados mais de perto.” Rustgi observa que “isso pode se abrir para terapias combinatórias de direcionamento da via KRAS com um anticorpo para PTHrP.”

Fonte: Medical Xpress

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Um grupo de arqueólogos descobriu fósseis que indicam uma nova espécie humana antiga além das que já conhecemos, como os Neandertais e Homo sapiens.

Os pesquisadores encontraram partes de um crânio e mandíbula que, ao mesmo tempo em que se encaixam na estrutura dos humanos já conhecidos, curiosamente também não fazem parte de nenhum deles.

Os cientistas chamaram a nova espécie de “povo Nesher Ramla”, em homenagem ao local de descoberta, na região do Levante em Israel.

Eles acreditam que a espécie seja ancestral das populações de Neandertal da Europa, o que explicaria o mistério de como essas populações possuíam o DNA de Homo Sapiens antes de chegar a essas regiões. Além disso, o novo tipo de hominídeo também parece ser um parente antigo das populações Homo arcaicas da Ásia.

Isso permitiu dar um novo sentido aos fósseis humanos encontrados anteriormente, adicionar outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e compreender as migrações no mundo antigo. Mesmo que eles tenham vivido há muito tempo, entre 140.000 e 120.000 anos atrás, o estudo sobre o povo Nesher Ramla pode contar uma história fascinante, revelando muito sobre a evolução e o modo de vida dos descendentes, chegando até ao homem moderno.

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Se você é apaixonado por estrelas, planetas, cometas, galáxias, nebulosas e outros fenômenos fora da atmosfera da Terra, a hora para aprender com quem entende do assunto é agora. Estão abertas as inscrições para o 21º curso de introdução à astronomia e astrofísica, ministrado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

As aulas vão ser online, às segundas, quartas e sextas, entre 9 e 20 de agosto. As inscrições vão até 20 de junho e devem ser feitas no site do Inpe.

Totalmente gratuito, o curso é direcionado aos professores do ensino fundamental e médio, com ligação à área de ciências. Estudantes universitários de exatas, que estejam no terceiro ano, também podem se inscrever, bem como profissionais que atuam com divulgação científica.

Entre os assuntos, estão as estações do ano, calendário solar, fases da lua, eclipses, marés dos oceanos, sistema solar, dinâmica, formação dos planetas, entre outros.

A tradição do curso é ter algumas aulas presenciais, com oficinas temáticas, mas esta edição vai ser totalmente virtual por conta da pandemia da Covid-19.

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Um novo teste de urina que usa uma proteína, chamada de queratina 17 (K17), como biomarcador de câncer, pode revelar a presença de casos novos ou recorrentes de câncer de bexiga. A descoberta e metodologia é de uma pesquisa na Stony Brook University liderada por Kenneth Shroyer.

Em média, 81 mil casos de câncer de bexiga são diagnosticados nos Estados Unidos, a cada ano, segundo a American Cancer Society. A detecção precisa do câncer de bexiga costuma ser difícil e envolve testes invasivos. Assim, o novo método, baseado na detecção de K17 em amostras de urina , pode ajudar a orientar o tratamento, além de melhorar a precisão do diagnóstico.

“É importante encontrar novos biomarcadores para detectar com mais precisão a UC, uma vez que os métodos padrão usados ​​na maioria dos laboratórios de citologia são baseados principalmente em detalhes microscópicos que nem sempre distinguem claramente o câncer das células benignas”, explicou o Dr. Shroyer, professor e presidente da Marvin Kuschner de Patologia na Escola de Medicina da Renascença da Universidade Stony Brook e também inventor do teste K17 .

O atual estudo publicado se baseia nas descobertas para mostrar que o teste K17 pode ser realizado como um teste não invasivo em amostras de urina. Através de vários conjuntos de amostras de urina, a equipe de Stony Brook descobriu que o teste de urina K17 detectou UC em 97% dos casos que foram confirmados por biópsia de câncer, incluindo 100% dos casos com UC de alto grau.

Os dados concluíram que o teste K17 é um teste diagnóstico altamente sensível e específico para a triagem inicial e para a detecção de recorrência em todos os graus de UC. Com isso, os pesquisadores acreditam que o potencial deste teste como uma forma não invasiva de detectar UC ajudará a transformar as práticas diagnósticas de câncer, a intervenção terapêutica precoce e o prognóstico da UC.

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Fonte: Medical Xpress

Antes do tratamento, câncer pode causar alterações no coração

De acordo com uma nova pesquisa, alguns tipos de câncer podem alterar a aparência e o funcionamento do coração. Nos Estados Unidos, estima-se que 1,9 milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer este ano, segundo informações do National Cancer Institute. 

Com isso, ter um histórico de câncer se relaciona com o risco de problemas cardiovasculares, por exemplo, sobreviventes mais velhas do câncer de mama possuem maior probabilidade de morrer de doenças cardiovasculares e não de câncer de mama. Ademais, o câncer e as doenças cardíacas compartilham fatores de risco, incluindo obesidade e uso de tabaco.

Para saber mais, acesse a reportagem no Olhar Digital.

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