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Foram longos 12 anos de negociações até a concretização da adesão do Brasil ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), reconhecidamente o maior laboratório de física do mundo.

Bandeiras dos países membros em frente ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. Imagem: olrat – Shutterstock

Agora, o processo de filiação está na dependência da aprovação do Congresso Nacional, principalmente em termos financeiros, já que é estimado que o Brasil terá de pagar US$10 milhões (R$51 milhões, na cotação atual). No entanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) afirma que o orçamento da pasta já reservou os recursos necessários para que a contribuição anual do país seja cumprida.

As coisas estão tão encaminhadas que o ministro Marcos Pontes já está em Genebra para assinar o termo de adesão, em cerimônia oficial a ser realizada nesta quinta-feira (3).

“Esse acordo é uma espera de doze anos da comunidade científica e também do setor produtivo do Brasil”, declarou o ministro em entrevista ao UOL. Segundo ele, o acordo permitirá maior intercâmbio de pesquisadores e o envolvimento de entidades brasileiras em projetos internacionais. 

De acordo com Pontes, a filiação também trará resultados para o setor produtivo, já que empresas poderão fornecer equipamentos para as expansões do Cern e manutenções previstas no sistema.

Em relação à alta contribuição anual, o ministro afirma que o investimento será recuperado pela venda de produtos das empresas nacionais no mercado global.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, está em Genebra para assinar o contrato de adesão do Brasil ao Cern. Imagem: Marcos Pontes – Instagram

O que falta para o Brasil finalmente ser membro do Cern

Após a assinatura, começa a correr o prazo de um ano para a ratificação do compromisso pelo Congresso Nacional. Só depois disso é que o acordo entrará em vigor. 

O processo começou a ser delineado em 2010, ganhando fôlego no ano seguinte, sob o governo Dilma Rousseff. Na época, diplomatas brasileiros começaram a mediar a assinatura de uma carta de intenções entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Cern, entidade que entrou para a história com a abertura da rede mundial de computadores, a internet, para domínio público, em 1993, e com o maior acelerador de partículas do mundo.

Em 2012, o então ministro da Ciência, Aloizio Mercadante, chegou a visitar Genebra e prometeu acelerar o processo. Naquele mesmo ano, o Cern enviou uma comitiva para avaliar a situação do Brasil, e o resultado foi positivo.

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No entanto, em 2013, houve certos ruídos na comunicação do Cern com o governo, e a cúpula do laboratório mostrou-se bastante insatisfeita com a lentidão no processo. 

O cientista Rolf Heuer, diretor do Cern da época, chegou a ser irônico diante de uma pergunta sobre a falta de retorno do governo brasileiro. “Você sabe o que é um buraco negro? É incompreensível a demora do Brasil”.

A crise foi contornada, e o Brasil chegou a enviar a documentação exigida pelo Cern, que anunciou que o país atendia aos critérios de filiação. Assim, o Conselho Executivo do laboratório suíço deu autorização para que um tratado de adesão fosse executado entre a entidade e Brasília. Embora o contrato tenha sido enviado ao Brasil, com previsão de assinatura em 2014, isso nunca aconteceu.

Pesquisadores brasileiros já participam de estudos do Cern de forma independente

Caso as negociações finalmente se concretizem após a assinatura do tratado pelo ministro Marcos Pontes e a aprovação do Congresso, isso abrirá caminho para licitações milionárias e formação de centenas de cientistas, além de permitir a participação ativa do Brasil em alguns dos maiores projetos científicos do mundo. Além disso, nós poderemos fazer parte do Conselho Administrativo da entidade, ainda que sem poder de voto.

Alguns pesquisadores brasileiros já participam ativamente de muitos dos projetos do Cern, como o próprio acelerador de partículas. No entanto, isso ainda se dá de forma individual ou por meio de convênios institucionais. 

Caso realmente se torne membro associado, o Brasil poderá concorrer a posições como funcionários e pesquisadores e empresas brasileiras poderão participar de forma regular das licitações do Cern, para fornecer tanto serviços quanto materiais. 

Resta agora ficar na torcida para que a assinatura do acordo não fique apenas nisso mesmo, e que as tratativas finalmente sejam concluídas.

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Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) desenvolveram um simpático robozinho que parece uma criança da pré-escola e querem fazê-lo voar como o Homem de Ferro. Para isso, ele é equipado com motores a jato que lhe permitiriam essa habilidade.

No entanto, aquilo que para o herói Tony Stark parece tão simples, pode ser um problema difícil, ocasionalmente flamejante e bastante arriscado, especialmente para um robô humanoide que não foi projetado para esse tipo de coisa. Até então.

Com as últimas atualizações do projeto iRonCub, como é chamado o robô, que constam em um artigo aceito para ser publicado na edição de janeiro da IEEE Robotics and Automation Letters, ele poderá conseguir levantar voo.

Você deve estar se perguntando por que ou para que inventaram essa história de fazer o pequeno iRonCub voar. Bem, além do fato de ser muito legal, existem diversos motivos práticos para fazer essa pesquisa. 

Versão mais recente do iRonCub em fase de testes. Imagem: Instituto Italiano de Tecnologia (IIT)

Robô humanoide aéreo traz benefícios à ciência sob três aspectos

Daniele Pucci, chefe do laboratório de Inteligência Artificial e Mecânica do Centro de Robótica e Sistemas Inteligentes do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), descreve a importância dos robôs humanoides aéreos sob três aspectos.

“Eu acredito que os benefícios são muitos. Primeiro, existem benefícios tecnológicos. A robótica humanoide aérea estende a manipulação aérea a um nível mais robusto e eficiente em termos de energia”, explica a cientista. “Na verdade, a manipulação aérea é frequentemente exemplificada por quadrotores equipados com um braço robótico. Esses robôs não podem se mover por meio de forças de contato com o ambiente e muitas vezes lutam para voar em ambientes ventosos enquanto manipulam um objeto, exigindo controle de posição preciso para realizar tarefas de manipulação”. 

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Assim, segundo Daniele, “a mão extra de um robô humanoide voador poderia estabelecer um ponto de contato entre o robô e o ambiente, tornando o controle da posição do robô mais simples e robusto”.

Outro aspecto listado por ela é o benefício social. “Eu realmente acredito que a robótica humanoide aérea pode ser usada como uma base de teste para exoesqueletos voadores atuados para seres humanos”, afirma. “No entanto, a jornada que temos pela frente ainda é longa, e podemos usar robôs humanoides voadores para impulsionar essa jornada e evitar muitos testes em humanos”.

Por último, ela descreve os benefícios científicos. “Em minha humilde opinião, controlar um robô humanoide voador leva a uma série de questões teóricas e práticas. Por exemplo, uma estrutura de controle geral abrangendo manipulação, locomoção por contato e voo ainda está faltando, e o papel do acionamento auxiliar durante a locomoção de contato de robôs humanoides não está claro”, diz Daniele. “Por exemplo, qual é a velocidade de caminhada na qual é energeticamente mais conveniente ligar a atuação auxiliar? Como lidamos com os impactos do pouso para transições suaves entre o voo e a caminhada?”.

Para responder a essas e outras perguntas é que o estudo em torno do iRonCub está em constante aprimoramento. Segundo a revista IEEE Spectrum, na próxima etapa espera-se ver o pequeno robozinho voando – mesmo que seja um voo controlado, já que um voo autônomo como os do Homem de Ferro, por enquanto, ainda está longe de acontecer.

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Há décadas, a Holanda se orgulha de ter a população considerada a mais alta do mundo. De acordo com o Escritório Central de Estatísticas dos Países Baixos (CBS), os holandeses têm estatura maior do que pessoas de outras nações desde 1958.

No entanto, um estudo recente aponta que a última geração diminuiu de tamanho em comparação à anterior. Em média, os homens estão 1 cm mais baixos, e as mulheres perderam 1,4 cm.  

Homens e mulheres nascidos na Holanda nos anos 2000 perderam estatura em relação aos nascidos na década de 1980. Imagem: Andrei Korzhyts – Shutterstock

Embora existam muitas linhas de pesquisa tentando encontrar um motivo para isso, especialistas garantem que nada ainda é 100% conclusivo.

Holandeses são o povo mais alto desde o século passado

Em seu site, o CBS informa que a tendência para uma estatura mais alta na Holanda começou há aproximadamente um século. O escritório promove censos de saúde a cada quatro anos, que incluem a medição da estatura.

De acordo com o último levantamento, em 2020, os homens holandeses de 19 anos alcançaram uma altura média de 1,829 metros, enquanto a altura das mulheres da mesma foi de 1,693 m.

Geração a geração, o crescimento dos holandeses tem uma progressão contínua e rápida, com uma média de 8,3 cm adicionados à altura dos homens nascidos em 1980 em comparação com os nascidos em 1930. Em relação às mulheres, no mesmo intervalo de tempo, elas cresceram 5,3 cm.

“Bebemos muito leite neste país”, declarou Ruben van Gaalen, pesquisador estatístico do CBS e professor de Sociologia da Universidade de Amsterdam, à BBC News, dando uma das explicações possíveis para a altura de seu povo.

Brincadeiras à parte, ele elencou outros fatores. “Pode ser o padrão de vida. Se olharmos o índice de desenvolvimento humano de todos os países, a Holanda está entre os primeiros. Outros, como a Dinamarca, têm um índice semelhante e também têm populações altas”.

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Outra razão apontada por van Gaalen é um fenômeno de seleção natural. “Ter uma altura maior permite às pessoas enxergar mais longe”.

Ele também afirmou que existem estudos sobre a relação entre altura e renda. “Quanto mais alto, mais dinheiro você ganha. Se você for alto, dá a impressão de ter maior autoridade e talvez as pessoas o escutem mais, você adquire mais prestígio social”, explicou, acrescentando que, de maneira geral, as mulheres se sentem atraídas pelos homens que são mais altos do que elas.

Essa é a razão, segundo o pesquisador, pela qual os homens mais altos tendem a ter mais opções ao selecionar suas parceiras.

Imigração e mudança na dieta do holandês podem explicar alteração de perfil

Acontece que, de acordo com o novo estudo do CBS, esse quadro vem mudando. A pesquisa obteve medições fornecidas pessoalmente por 719 mil entrevistados, com idades entre 19 e 60 anos.

Segundo os especialistas, entre as razões para esse fenômeno podem estar o aumento da imigração e as mudanças na dieta alimentar, bem como efeitos das crises econômicas.

“A migração é um fator”, disse van Gaalen. “Se somos as pessoas mais altas do mundo, por definição os migrantes são mais baixos, sua composição genética é a de pessoas mais baixas”.

No entanto, a estagnação de estatura também foi observada nas gerações com pai e mãe nativos da Holanda, e o mesmo aconteceu com as gerações cujos quatro avós nasceram naquele país.

De acordo com o estudo, tanto os homens sem histórico de imigração não ficaram mais altos quanto as mulheres na mesma condição mostraram uma tendência de queda na estatura.

Outra possível teoria citada por Ruben van Gaalen é que a diminuição da altura média pode ser devido a um limite biológico, já que o indivíduo não conseguiria crescer para além de um determinado limite.

De qualquer forma, o que mais preocupa os pesquisadores é que isso se deva a uma mudança no estilo de vida e ao aumento do consumo calórico durante a fase de crescimento dos jovens.

“O índice de massa corporal (IMC) em crianças tem aumentado ao longo do tempo, em todas as classes sociais, e isso pode fazer com que as pessoas não cresçam tanto quanto antes”, explicou van Gaalen.

Ele alerta que, se esse efeito tem relação com um estilo de vida menos saudável, isso deve ser investigado, pois está relacionado à expectativa de vida. “Deixamos de fumar tanto quanto antes, mas temos uma vida mais sedentária e consumimos mais calorias e ganhamos peso. Por isso, o efeito indireto de não ser tão alto como antes é mais preocupante do que o fato de não ser tão alto”, concluiu.

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O cientista brasileiro Pedro Bernardinelli, que integra o grupo de pesquisa multinacional Dark Energy Survey (DES), coordenou um estudo que possibilitou a descoberta de 461 novos objetos no Sistema Solar, que podem ajudar no entendimento da formação e evolução do nosso sistema.

Bernardinelli é Ph.D no Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Pennsylvania (UPenn), e liderou a pesquisa cujas observações levaram 6 anos, começando em 2013 e terminando em 2019.

Para descobrir esses objetos, eles tiveram que reprocessar todas imagens captadas e registradas no DES de uma mesma região ao longo de várias épocas, de modo a identificar a órbita desses novos objetos. São milhares e milhares de gigabytes, e o resultado desse trabalho começou a dar frutos recentemente.

Descobridor de cometas

Nesse processo, Pedro também identificou o maior cometa já visto, conhecido como: C/2014 UN271, ou Bernardinelli-Bernstein em homenagem a ele e seu orientador, que também participou da descoberta junto com os demais membros da colaboração DES.

Trajetória do cometa Bernardinelli-Bernstein

Vale ressaltar que o programa de pesquisa DES investiga o papel da energia escura, que atua na expansão acelerada do nosso universo. Os pesquisadores utilizaram o Telescópio Blanco, de 4 metros, do Observatório Interamericano de Cerro Tololo (CTIO), no Chile, com o objetivo inicial de medir a taxa de expansão cósmica.

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Além de Netuno

Entretanto, ao observar o céu, isso também permitiu novas descobertas, como as de objetos transnetunianos, ou seja, pequenos corpos gelados que orbitam o Sol e estão além do planeta Netuno. Com essa nova descoberta, o número de objetos transnetunianos conhecidos passa para quase 4 mil!

Mas por que estudar esses objetos pode nos ajudar a compreender o nosso Sistema Solar?

Há suspeitas de que os objetos transnetunianos são remanescentes da formação do nosso sistema, sendo assim, podemos entender a origem de sua criação. Além disso, funcionam como sinalizadores da gravidade no sistema solar e podem indicar a existência de um nono planeta no sistema solar, mas isso é uma outra história…

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Pesquisadores da Univerdade de Urbino (Itália), que estudavam o algoritmo do Facebook para esclarecer problemas com desinformação, fizeram uma descoberta desagradável: os dados que a empresa havia publicado num relatório em agosto eram diferentes dos fornecidos a eles para suas pesquisas.

E, com isso, as conclusões de seu trabalho se tornaram inválidas e enviesadas. A denúncia levou a um clima de desconfiança, com os pesquisadores acreditando que a empresa estava manipulando pesquisas para se sair melhor. Ou talvez só pura e simples negligência mesmo.

Facebook descarta manipulação de dados

Por conta do episódio, relata o New York Times, a Equipe de Pesquisa Aberta e Transparência do Facebook fez uma ligação para os pesquisadores e se desculpou formalmente. Nem todos parecem ter comprado, porém.

A informação passada aos pesquisadores, segundo o NYT, deveria supostamente incluir os dados de todos os usuários dos Estados Unidos. Mas na verdade tinha apenas a metade. Os dados se referiam aos conteúdos mais vistos no segundo trimestre deste ano.

O Times ainda descobriu que um relatório do primeiro trimestre, com resultados bem mais negativos para a empresa que o mais recente, havia sido arquivado e estava indisponível. Após a matéria, a empresa divulgou esse relatório novamente.

Um porta-voz do Facebook descartou malícia no episódio e disse ao NYT que tudo foi só falha técnica que estão “trabalhando rapidamente para resolver”.

Em agosto, o Facebook já havia banido pesquisadores de dados de um projeto da Universidade de Nova York, após problemas serem relatados. A pesquisa do grupo Ad Observatory, que estudava campanhas pagas de fake news, havia revelado que alguns anúncios pagos não estavam sendo revelados pelo FB.

Via: The New York Times e The Verge

Imagem: Thought Catalog/Pexels

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Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, afirmam ter atingido o ponto de “ignição de fusão nuclear” em testes de ambiente controlado, estabelecendo um novo limite energético e recriando temperaturas extremas, encontradas naturalmente apenas em estrelas como o Sol.

A “ignição” é o ponto energético onde uma fusão nuclear se torna auto suficiente. Em outras palavras, a reação energética não precisa de estímulos externos para se manter firme e produzir mais energia do que o necessário. É o que acontece normalmente nas estrelas, mas é algo bem difícil de ser reproduzido em laboratório.

O estudo americano foi o primeiro na história a chegar a um volume de produção energética muito maior do que qualquer outra situação experimentada, mesmo sendo um experimento da Física e não tenha o objetivo de produzir energia para ser explorada comercialmente.

A ignição da fusão nuclear é um dos maiores objetivos dos especialistas em Física, e nos coloca mais perto de fontes de energia que não são apenas mais limpas, como também têm potencial para serem inesgotáveis.

O desafio é criar um gerador que produza mais energia do que foi utilizada para dar “partida” no sistema.

O estudo também permite recriar as condições de alguns dos estados mais extremos do universo, como os minutos que vieram logo após o Big Bang. A fusão controlada em laboratório é um dos desafios que definem a ciência na era atual, e a conquista significa um passo bem amplo à frente.

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Pesquisadores do Karolinska Institutet, localizado na Suécia, relataram que a ressonância magnética pode melhorar o rastreamento do câncer de próstata. O grupo de pesquisa publicou um estudo que mostra que a adição de um novo teste de sangue, o teste pode reduzir o número de ressonâncias magnéticas realizadas em 1/3, ao mesmo tempo em que evita a detecção de menores tumores de risco.

“No geral, nossos estudos mostram que identificamos as ferramentas necessárias para realizar um rastreamento eficaz e seguro do câncer de próstata . Depois de muitos anos de debate e pesquisa, é fantástico poder apresentar conhecimentos que podem melhorar os cuidados de saúde para homens “, disse Tobias Nordström, professor associado de urologia do Departamento de Ciências Clínicas do Danderyd Hospital no Karolinska Institutet, responsável pelo estudo.

Os métodos de triagem atuais combinados com biópsias tradicionais resultam em biópsias desnecessárias e na detecção de vários tumores menores de baixo risco. Sendo assim, nenhum país, exceto a Lituânia, optou por introduzir um programa nacional de rastreamento do câncer de próstata, já que os benefícios não superam as desvantagens.

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Em 2021, os resultados do estudo foram apresentados no The New England Journal of Medicine, indicando que o sobrediagnóstico poderia ser reduzido substituindo as biópsias de próstata tradicionais por imagens de ressonância magnética (MRI) e biópsias direcionadas. 

“A disponibilidade de ressonância magnética na área de saúde será um fator limitante. Agora mostramos que um novo exame de sangue como complemento da ressonância magnética pode reduzir em um terço o número de ressonâncias magnéticas realizadas”, explicou Martin Eklund, professor associado do Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística do Karolinska Institutet.

O estudo foi conduzido entre 2018 e 2021 com 12.750 participantes do sexo masculino do Condado de Estocolmo. Eles forneceram uma amostra de sangue inicial para análise usando o novo teste. Homens com resultados de teste mostrando níveis elevados foram selecionados aleatoriamente para biópsias tradicionais ou ressonância magnética. No grupo de ressonância magnética, as biópsias foram realizadas estritamente em tumores suspeitos identificados por ressonância magnética.

“O uso separado do teste e da ressonância magnética já se mostrou eficaz em termos de custo. Agora analisamos a relação custo-benefício quando essas ferramentas são combinadas e em breve apresentaremos resultados emocionantes dessa análise”, concluiu Tobias Nordström.

Fonte: Medical Xpress

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Melhores tratamentos para o câncer de mama estão próximos e isso graças a uma nova pesquisa de uma equipe liderada por Marie-Anne Goyette, uma estudante de doutorado no laboratório Université de Montréal Jean-François Côté. A descoberta revelou um alvo terapêutico altamente promissor para combater o câncer de mama HER2-positivo.

No câncer de mama HER2-positivo, um gene denominado HER2 é bastante expressivo e promove uma forma agressiva da doença. Inclusive, afeta 20% das mulheres que sofrem de câncer de mama no Canadá.

Mulher segurando fita rosa em representação do câncer de mama
Imagem: MiniLab/Shutterstock

O que ameaça a vida da maioria dos pacientes com câncer é o poder das células tumorais de se espalharem para outros órgãos, o que pode interferir nas funções vitais do corpo. Sendo assim, cada vez mais, a medicina personalizada tem gerado muita esperança para os pacientes que expressam o gene HER2.

A imunoterapia é uma via importante para o tratamento desses pacientes resistentes aos medicamentos.Como resultado, os pesquisadores estão tentando aprofundar sua compreensão do ambiente imunológico dos tumores e, assim, direcionar melhor os tratamentos com maior probabilidade de resposta positiva.

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A equipe estudou um importante fenômeno em tumores sólidos denominado hipóxia, que se manifesta pela falta de oxigênio causada pelo rápido crescimento do tumor e leva à produção de metástases, ou seja, enfraquece o sistema imunológico e também a resistência ao tratamento. 

Portanto, além de tornar os tumores mais agressivos e ao mesmo tempo reduzir a capacidade do corpo de se defender, a hipóxia promove a progressão do câncer, que pode ser fatal para as pessoas afetadas.

“É como se tivéssemos conseguido, por um lado, quebrar as paredes protetoras do tumor contra o sistema imunológico, tornando-o mais vulnerável aos tratamentos imunológicos, e, por outro lado, evitando que o tumor se mova para outro lugar “, pontuou Goyette, o primeiro autor do novo estudo.

O potencial do estudo é importante como forma de abrir caminho para novas pesquisas sobre o assunto, dando foco na perspectiva de vários campos da biomedicina.

Fonte: Medical Xpress

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A redução dos níveis de um tipo de hormônio, chamado PTHrP, pode prevenir metástases e também melhorar a sobrevivência em camundongos com câncer de pâncreas. Além disso, pode levar a uma nova maneira de tratar os pacientes, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores de câncer da Universidade de Columbia e Universidade da Pensilvânia.

Isso porque quando os pacientes são diagnosticados pela primeira vez com câncer de pâncreas, a doença geralmente se espalha para outros órgãos. Por causa dessas metástases, quase todos os pacientes sucumbirão ao câncer dentro de um ano após o diagnóstico, mas não existem medicamentos para prevenir a metástase.

Portanto, os pesquisadores, liderados por Anil K. Rustgi, MD, e Jason R. Pitarresi, investigaram um hormônio chamado PTHrP que é frequentemente ativa em pacientes com câncer de pâncreas, porém, seu papel na metástase não era claro.

Por primeiro, a equipe manipulou os níveis de PTHrP em ratos com câncer pancreático. A eliminação de PTHrP de camundongos não apenas eliminou a metástase e aumentou a sobrevida geral, como também reduziu drasticamente o tamanho dos tumores iniciais no pâncreas.

Os resultados surpreendentes com ratos levaram os pesquisadores a testar os anticorpos anti-PTHrP em células de câncer pancreático humano. Os resultados desses experimentos também foram encorajadores: entre os organoides 3-D derivados de pacientes com câncer de pâncreas sob um protocolo aprovado pelo IRB, os anticorpos anti-PTHrP reduziram bastante o crescimento e a viabilidade das células.

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“Acreditamos que essas descobertas fornecem uma forte justificativa para desenvolver ainda mais a terapia anti-PTHrP para ensaios clínicos “, disse Rustgi, acrescentando que o anticorpo usado no estudo tem potencial para ser usado em pessoas.

Além disso, os pesquisadores começaram a investigar o PTHrP porque seu gene é frequentemente amplificado quando outro gene próximo, KRAS, é amplificado. Isso porque o KRAS é há muito reconhecido como um gene promotor do câncer no pâncreas e em outros tipos de câncer. 

Para os pacientes , isso pode significar que as terapias anti-PTHrP podem ter potencial em outros cânceres que são conhecidos por abrigar amplificações de KRAS. Enquanto para os pesquisadores, a descoberta também sugere que uma busca mais ampla por genes causadores de câncer é necessária.

“Sentimos que o PTHrP pode ter sido negligenciado anteriormente como um mero gene passageiro co-amplificado com KRAS, mas nosso estudo mostra que o PTHrP tem suas próprias funções de promoção de tumor”, diz Pitarresi. “Isso sugere que outros genes chamados ‘passageiros’ podem ter papéis maiores no câncer do que pensávamos inicialmente e deveriam ser examinados mais de perto.” Rustgi observa que “isso pode se abrir para terapias combinatórias de direcionamento da via KRAS com um anticorpo para PTHrP.”

Fonte: Medical Xpress

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Um grupo de arqueólogos descobriu fósseis que indicam uma nova espécie humana antiga além das que já conhecemos, como os Neandertais e Homo sapiens.

Os pesquisadores encontraram partes de um crânio e mandíbula que, ao mesmo tempo em que se encaixam na estrutura dos humanos já conhecidos, curiosamente também não fazem parte de nenhum deles.

Os cientistas chamaram a nova espécie de “povo Nesher Ramla”, em homenagem ao local de descoberta, na região do Levante em Israel.

Eles acreditam que a espécie seja ancestral das populações de Neandertal da Europa, o que explicaria o mistério de como essas populações possuíam o DNA de Homo Sapiens antes de chegar a essas regiões. Além disso, o novo tipo de hominídeo também parece ser um parente antigo das populações Homo arcaicas da Ásia.

Isso permitiu dar um novo sentido aos fósseis humanos encontrados anteriormente, adicionar outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e compreender as migrações no mundo antigo. Mesmo que eles tenham vivido há muito tempo, entre 140.000 e 120.000 anos atrás, o estudo sobre o povo Nesher Ramla pode contar uma história fascinante, revelando muito sobre a evolução e o modo de vida dos descendentes, chegando até ao homem moderno.

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