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No início de setembro, a Nasa ficou bastante empolgada com as amostras coletadas pelo rover Perseverance em Marte, e com razão: segundo a agência americana, análises preliminares indicam que os dois núcleos rochosos armazenados pelo veículo podem ter origem vulcânica.

Graças a isso, as amostras podem ter estimativas de data mais precisas, e elas também apresentam um teor considerável de sais, o que é um indício de alteração por água. Se a informação for confirmada, vai ampliar a possibilidade de que Marte já tenha sido berço de vida antiga.

Atualmente, o rover está a pouco mais de dois quilômetros da posição de pouso, em uma área da cratera nomeada “Séítah Sul”, onde a Nasa acredita que as rochas presentes sejam muito antigas. Outras amostras vão ser coletadas na área antes do rover seguir em direção norte, onde devem estar os sedimentos mais evidentes das vidas passadas de Marte.

Mas a confirmação dessas especulações ainda demora: as amostras coletadas pelo Perseverance vão ficar armazenadas na superfície do planeta, onde vão ser recolhidas por uma missão futura. Por enquanto, os planos são de mandar um foguete para lá em 2030…

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O robô Perseverance, que atualmente explora a superfície de Marte, virou garoto-propaganda do Google. Ele aparece em um novo anúncio do serviço de fotos da plataforma, mostrando como organiza as milhares de imagens que capturou no planeta vermelho.

Nos seis primeiros meses em Marte, o Perseverance já tirou mais de 125 mil fotos, que podem ser vistas livremente pelo público no site da missão.

O video serve para mostrar as possibilidades de criação de categorias, como selfies, rochas, fotos com sombras, paisagens e até “bichos de estimação”, onde aparece o helicóptero Ingenuity.

Os recursos de busca do Google Fotos também aparecem: o Perseverance procura por “água” e “marcianos” e não encontra nada, mas uma busca por “Dunas” rende várias fotos.

O comercial termina com a frase “Look back on a world of memories”, algo como “reveja um mundo de lembranças.”

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O robô norte-americano Perseverance não conseguiu coletar uma amostra do solo marciano em sua primeira tentativa, realizada nesta sexta-feira (6). Segundo um post da Nasa no Twitter, “dados iniciais mostram que o buraco foi perfurado com sucesso, mas não há uma amostra no tubo — algo que nunca vimos nos testes na Terra”.

O rover usa uma broca oca e uma furadeira de impacto na ponta de um braço mecânico com 2 metros de comprimento para coletar as amostras. Dados iniciais obtidos através de telemetria mostram que a furadeira e a broca foram acionadas como planejado, e que depois disso o tubo para coleta de amostras foi processado corretamente.

Entretanto, uma imagem feita pela câmera Mastcam-Z do Perseverance mostra o tubo vazio. “O processo de amostragem é autônomo do começo ao fim”, disse Jessica Samuels, gerente da missão de superfície do Perseverance no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia.

“Uma das etapas que ocorrem após a colocação de uma sonda no tubo de coleta é medir o volume da amostra. A sonda não encontrou a resistência esperada que haveria se a amostra estivesse no tubo.”

Imagem feita pelo robô Perseverance mostra que o interior do tubo de coleta nº 223 está vazio: Imagem: Nasa
Imagem feita pelo robô Perseverance mostra que o interior do tubo de coleta nº 223 está vazio: Imagem: Nasa

“A ideia inicial é que o tubo vazio é mais provavelmente o resultado de uma rocha que não reagiu da maneira que esperávamos durante a retirada do núcleo, e menos provavelmente um problema de hardware com o Sistema de Amostragem e Coleta”, disse Jennifer Trosper, gerente de projeto do Perseverance no JPL.

“Nos próximos dias, a equipe passará mais tempo analisando os dados de que dispomos e também adquirindo alguns dados diagnósticos adicionais para auxiliar no entendimento da causa raiz do tubo vazio.”

“Estive em todas as missões de rovers em Marte desde o início, e este planeta está sempre nos ensinando algo que não sabemos sobre ele”, disse Trosper. “Uma coisa que aprendi é que não é incomum ter complicações durante atividades complexas pela primeira vez.”

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O Perseverance tem 43 tubos para coleta de amostras do solo marciano. Ao menos 20 deles serão preenchidos e deixados em locais na superfície do planeta, para poderem ser coletados e trazidos de volta à Terra pela missão Mars Sample Return.

A estimativa é que a missão decole em 2026 e retorne à Terra com amostras do solo do planeta em 2031. Se tudo correr como programado, esta será a primeira vez que poderemos analisar diretamente uma amostra do solo do planeta vermelho.

Atualmente, isso só é possível indiretamente, através de instrumentos a bordo de robôs como o Curiosity, Perseverance ou Zhurong, ou através de meteoritos marcianos encontrados na Terra.

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As imagens captadas pelo helicóptero Ingenuity durante seu nono voo sobre a superfície de Marte estão ajudando os cientistas da Nasa a ajustar os objetivos científicos da missão do rover Perseverance. Com as novas imagens, os pesquisadores serão capazes de traçar quais os próximos passos na busca por sinais de vida no Planeta Vermelho.

As imagens foram publicadas na última quinta-feira (8) e mostram a superfície da cratera de Jezero, o local de pouso do rover Perseverance, de uma altitude de apenas 10 metros. As imagens permitem que os cientistas pudessem ver o terreno com uma maior riqueza de detalhes, podendo verificar aspectos como pedregulhos e rochas individuais.

Esses detalhes estão muito além do que é possível verificar através de imagens das sondas que orbitam Marte, que são os dados usados para planejar a rota do rover. As imagens, tiradas em 5 de julho, mostram algumas características que são de grande utilidade para os cientistas que esperam encontrar vestígios de vida fóssil ou atual na cratera Jezero.

Essas cordilheiras elevadas são formações rochosas que, segundo os cientistas, costumavam servir como canais subterrâneos de água no passado. Como a presença de água aumenta a probabilidade de existência de vida, os pesquisadores estão buscando coletar amostras desse material, que poderiam ser trazidas para a Terra em uma missão futura de devolução de amostras.

Melhores rotas

Solo de Marte
Imagens do nono voo do Ingenuity. Crédito: Nasa/JPL-Caltech

O cientista assistente do projeto Perseverance Ken Williford, declarou que o plano atual é visitar um local conhecido como “Raised Ridges” para investigá-los de perto. Segundo Williford, as imagens do helicóptero são melhores em resolução do que as orbitais, que vinham sendo usadas até o momento. Estudar essas imagens pode garantir que eventuais visitas cheguem em lugares realmente importantes.

Durante seu nono voo, o Ingenuity também sobrevoou o campo de dunas de Séítah, por onde o Perseverance deverá passar em breve. Essas dunas, porém, têm uma profundidade de mais ou menos um metro, o que pode representar uma armadilha para o rover.

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Graças às imagens do ingenuity, os operadores de solo poderão identificar melhor as zonas de alto risco dentro e ao redor do campo de dunas. As imagens mais recentes revelaram que qualquer tentativa de exploração científica mais ousada seria muito arriscada para o Perseverance, por isso, as equipes usarão as imagens para planejar melhor suas operações.

Com informações do Space

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A Nasa anunciou que o robô Perseverance conseguiu pela primeira vez extrair oxigênio da atmosfera de Marte usando um instrumento chamado Moxie.

Embora a produção inicial seja modesta, o feito abre as portas para que missões futuras sejam capazes de produzir localmente o oxigênio necessário tanto para sustentar a vida de astronautas quanto para alimentar foguetes usados para o retorno à Terra.

O Moxie tem o mesmo objetivo do Ingenuity: são “provas de conceito”. O helicóptero serviu para mostrar que é possível voar em Marte, e o Moxie conseguiu produzir oxigênio a partir da atmosfera marciana, que é composta por 96% de dióxido de carbono, ou CO2.

O engenheiro da Nasa Asad Aboobaker explica que o processo para a conversão é simples: o aparelho captura o ar, e com a ajuda da eletricidade o aquece a 800 graus celsius para quebrar as moléculas e produzir oxigênio livre, a molécula O. Ele é armazenado, e a molécula resultante, de monóxido de carbono, ou CO, é liberada de volta na atmosfera.

Nesta primeira operação, a produção de oxigênio do Moxie foi bastante modesta: cerca de 5 gramas, equivalente a cerca de 10 minutos de oxigênio respirável para um astronauta. O Moxie foi projetado para gerar até 10 gramas por hora.

Mas o oxigênio não é fundamental só para os humanos. Uma missão tripulada ao planeta precisa dele para voltar para casa. Um foguete deve consumir 25 toneladas de oxigênio só para decolar de Marte. Para isso, vai ser necessário o envio de um aparelho bem maior e mais poderoso que o Moxie.

Já para sustentar os astronautas durante um ano na superfície marciana, a quantidade seria bem menor. Em um ano, o uso estimado por 4 pessoas é de uma tonelada de oxigênio no total.

Esta demonstração de tecnologia foi projetada para mostrar que o instrumento sobreviveu ao lançamento da Terra, a uma jornada de quase sete meses através do espaço profundo e ao pouso em Marte. O Moxie deve produzir oxigênio mais nove vezes ao longo de um ano marciano, ou dois anos terrestres.

Segundo Trudy Kortes, diretora de demonstrações de tecnologia da Nasa, o Moxie não é apenas o primeiro instrumento a produzir oxigênio em outro planeta. Esse processo permite converter materiais abundantes em coisas utilizáveis: propelente, ar respirável e até água.

É a primeira tecnologia desse tipo que ajudará futuras missões a “viver da terra”, usando elementos encontrados no ambiente de outros mundos.

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A Nasa anunciou na manhã desta quinta-feira que o helicóptero Ingenuity completou com sucesso o segundo voo em Marte.

Ele teve duração de 50 segundos, com a aeronave subindo a 5 metros de altura e inclinando seus rotores em 5 graus para se mover 2 metros para o lado.

A Nasa só liberou 21 segundos de imagens do voo, e acabou não mostrando o movimento lateral.

Mas logo devemos ter mais novidades: A equipe do Ingenuity tem mais duas semanas para realizar outros três voos, e a expectativa é que cada um seja um pouco mais “ambicioso” que o outro.

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A Nasa anunciou neste sábado (10) que o primeiro voo do helicóptero Ingenuity em Marte foi adiado para “não antes” do dia 14 de abril, próxima quarta-feira. Originalmente ele estava programado para este domingo, 11 de abril, com transmissão ao vivo na madrugada do dia 12 para análise dos resultados.

Segundo a agência espacial norte-americana, durante um teste de rotação em alta velocidade das hélices nesta sexta-feira (9), a sequência de comandos que controla o teste terminou mais cedo devido ao disparo de um “Watchdog Timer”.

Este recurso monitora a execução dos comandos e reseta o sistema caso, devido a alguma condição de erro, um processo não ocorra no momento exato programado. A intenção é impedir que o helicóptero continue a funcionar com uma condição anormal que possa causar danos.

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A interrupção ocorreu quando o computador de bordo estava tentando fazer a transição do modo “pré-voo” para o modo “voo”. O helicóptero está “seguro e saudável” e comunicou sua telemetria completa à Terra.

A equipe de engenheiros da Nasa está analisando a telemetria para identificar e entender o que causou o problema. O teste de voo será agendado depois que esta análise estiver completa.

Nesta sexta-feira a equipe já havia completado um teste de rotação em baixa velocidade das hélices do Ingenuity, a 50 rotações por minuto. O teste seguinte, rotação até a velocidade de voo, mas sem decolagem, foi onde o problema foi detectado.

Ingenuity é uma prova de conceito

Quando acontecer, o voo do Ingenuity será autônomo. Ao receber um comando o helicóptero deve decolar, subir a três metros de altura, pairar por 30 segundos e pousar. Vale lembrar que a aeronave é puramente uma prova de conceito: “O Ingenuity é um teste experimental de engenharia – queremos ver se podemos voar em Marte”, disse MiMi Aung, gerente do projeto no JPL.

A partir do primeiro voo a equipe de engenharia do helicóptero terá 30 dias marcianos (30 sóis) para realizar cinco voos de teste. Será possível realizar um voo por sol, com duração de até 90 segundos a uma altitude de até cinco metros, com as baterias do Ingenuity sendo recarregadas com energia solar entre os voos.

“Não há instrumentos científicos a bordo e nem metas de obtenção de informações científicas. Estamos confiantes que todos os dados de engenharia que desejamos obter na superfície de Marte e no alto podem ser obtidos dentro dessa janela de 30 sóis”, lembra Aung.

Se o Ingenuity funcionar como esperado, futuras missões a Marte poderão incluir helicópteros autônomos como instrumentos de rotina, sendo usados para reconhecimento de terreno ou mesmo como exploradores individuais.

Fonte: Nasa

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O robô Perseverance, que aterrissou em Marte no dia 18 de fevereiro, já enviou mais de 20 mil imagens do planeta, capturadas com as 23 câmeras que tem a bordo. E após fotografar rochas, redemoinhos, um helicóptero e até um arco íris, ele conseguiu um tempinho para tirar uma selfie. Ah, e detalhe, uma selfie em alta resolução.

A imagem que foi postada nesta terça-feira na conta oficial do rover no Twitter mostra praticamente todo o “corpo” e a “cabeça” do Perseverance. Para deixar a selfie ainda mais robusta, o plano de fundo é a paisagem marciana.

A captura foi feita com um instrumento chamado WATSON (Wide Angle Topographic Sensor for Operations and eNgineering), uma câmera de alta-resolução desenvolvida para fotografar rochas, montada na ponta do “braço” robótico do rover.

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A Nasa começou no último fim de semana o “desembarque” do helicóptero Ingenuity, que foi levado até a superfície de Marte a bordo do rover Perseverance. O processo, que está sendo conduzido cuidadosamente, é parte dos preparativos para o primeiro voo de uma aeronave na superfície de outro planeta, que pode acontecer já na próxima semana.

A sequência de operações deve levar cerca de seis dias, e está sendo realizada com extremo cuidado. “Assim que começarmos o desembarque, não há como voltar atrás”, disse Farah Alibay, líder de integração do helicóptero com o Perseverance.

“Todas as atividades são cuidadosamente coordenadas, irreversíveis, e dependem uma da outra. Se houver o menor sinal de que algo não está ocorrendo como esperado, podemos decidir aguardar um sol (nome dado ao dia marciano) ou mais até termos uma melhor ideia do que está acontecendo”.

O processo começou com a liberação de uma trava que mantinha o helicóptero preso à “barriga” do rover. A seguir um dispositivo pirotécnico foi acionado, cortando um cabo para permitir que o Ingenuity seja rotacinado para a posição vertical. 

Nesta terça-feira todas as pernas do helicóptero foram esticadas. Ele se mantém suspenso no ar, conectado ao rover apenas por um parafuso e alguns conectores elétricos. Antes de ser liberado, suas baterias serão recarregadas usando o gerador termoelétrico a bordo do rover.

Quando a carga estiver completa, as últimas conexões serão desfeitas e o helicóptero será depositado sobre o solo marciano. O primeiro de cinco voos, que terão de ser realizados ao longo de 30 dias, poderá ocorrer já no início da próxima semana. Ele deve ser simples: uma decolagem vertical, subida a 3 metros de altitude, 30 segundos pairando no ar e um pouso. Todos os testes serão fotografados e filmados pelo Perseverance.

Ingenuity é uma “prova de conceito”

Vale lembrar que o Ingenuity é puramente uma prova de conceito: “O Ingenuity é um teste experimental de engenharia – queremos ver se podemos voar em Marte”, disse MiMi Aung, gerente de projeto do Ingenuity no JPL.

“Não há instrumentos científicos a bordo e nem metas de obtenção de informações científicas. Estamos confiantes que todos os dados de engenharia que desejamos obter na superfície de Marte e no alto podem ser obtidos dentro dessa janela de 30 sóis”.

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A equipe compara o voo do Ingenuity com o primeiro voo dos irmãos Wright, que nos EUA são considerados os pais da aviação, em 17 de dezembro de 1903. Para reforçar a conexão, o Ingenuity leva consigo, enrolado em um cabo, um pedaço da lona usada para revestir o “Wright Flyer”, aeronave que realizou o feito. 

Não é a primeira vez que um artefato da história da aviação vai ao espaço. Um outro pedaço da lona do Wright Flyer, bem como uma lasca da madeira usada como suporte de uma das asas, foram levados à Lua e depois voltaram à Terra na missão Apollo 11, em 1969. 

Fonte: SpaceFlightNow

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