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A agência italiana de crimes financeiros (GDF) anunciou a prisão de membros de uma quadrilha acusada de gerenciar canais no Telegram para a venda de certificados de vacinação falsos. No país, os chamados “passes verdes” são necessários para acessar determinados locais.

Para chegar até os suspeitos, foi necessário usar um grupo de investigadores de uma unidade de crimes de alta tecnologia. Com isso, foi possível localizar quem estava por trás dos grupos, mesmo com os esforços dos supostos criminosos para manter suas identidades ocultas.

Mais de 100.000 usuários nos grupos

Celular com o app do Telegram aberto
Somados, os 35 canais tinham cerca de 100.000 usuários. Créditos: New Africa/Shutterstock

As buscas ocorreram em diferentes regiões da Itália, como Veneto, Ligúria, Apúlia e Sicília. Segundo a GDF, todos os suspeitos presos admitiram os crimes. Os criminosos operavam pelos menos 35 canais no Telegram, que, combinados, tiveram uma audiência de cerca de 100.000 usuários.

Os certificados de vacinação falsos eram vendidos como autenticáveis e válidos. O valor cobrado por cada um era 100 euros (cerca de R$ 635). Os valores podiam ser pagos em criptomoedas, como  Bitcoin e Ethereum, carteiras digitais, como o PayPal, ou cartões-presente da Amazon.

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Os criminosos diziam ter contatos dentro do departamento de saúde da Itália, que poderiam adicionar entradas falsas no banco de dados nacional de vacinação. Porém, segundo os investigadores, os certificados de vacinação eram falsos e a autenticação, no fim das contas, não acontecia em nenhum momento.

Todos foram enganados

Sendo assim, todos que compraram os certificados de vacinação falsos foram enganados e não conseguiriam acessar nenhum lugar em que o documento fosse cobrado e houvesse uma autenticação feita por meio do QR code.

Além disso, as pessoas forneceram dados importantes para os golpistas, como nomes completos, datas de nascimento, endereços e identificadores de código fiscal, que é um documento similar ao nosso Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Russos deram golpe parecido

Esses dados podem ter sido recolhidos pelos golpistas e repassados para outros criminosos cibernéticos, o que pode facilitar, por exemplo, a aplicação de golpes financeiros. Na Rússia, por exemplo, uma quadrilha com um modus operandi parecido está extorquindo pessoas que tentaram comprar certificados falsos.

No caso dos russos, os cartões são vendidos por US$ 120 (cerca de R$ 675), porém, ao invés de enviar os documentos, os criminosos ameaçam denunciar às autoridades que aquela pessoa está tentando comprar um certificado de vacinação falso, pedindo quantias em dinheiro para não fazer as denúncias.

Via: Bleeping Computer

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Nesta semana, a prefeitura de São Paulo disse que encaminhou um ofício ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedindo a exigência da apresentação do passaporte da vacina contra a Covid-19 para estrangeiros que ingressarem no país.

O documento foi assinado pelo secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, com o objetivo de manter o controle da pandemia na capital paulista. Isso porque dados da prefeitura apontam que na terça-feira, a cidade tinha taxa de 30% de ocupação nos leitos de enfermaria e 34% de UTI, superando 99,7% da população vacinada com a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

De acordo com o secretário, a preocupação de uma nova onda de Covid-19 aumenta: “O Brasil é um país que recebe muita gente, de vários países, e precisamos adotar todas as estratégias para impedir a disseminação da doença. Aqui na capital, estamos adotando todas as possibilidades para combater as novas variantes e temos certeza que o ministro [da Saúde] Marcelo Queiroga já estuda o pedido.”

Fiocruz recomenda exigência da comprovação da vacinação contra a Covid-19 em ambientes de trabalho. Imagem: jacoblund – Istockphoto

Porém, o Ministério da Saúde não confirmou o recebimento do documento e disse através de nota, que “os critérios para a entrada de estrangeiros ou brasileiros vindos do exterior ao país são elaborados de forma integrada e interministerial, visando sempre a segurança e o bem-estar da população brasileira”.

A pasta orienta a entrada no país segundo as instruções da Portaria Nº 658/2021, que exige, por exemplo, a apresentação de documento comprobatório de resultado negativo ou não detectável para a Covid-19, no momento do embarque.

A portaria foi elaborada pela Casa Civil da Presidência da República e pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública, Saúde e Infraestrutura, não estabelece a comprovação de vacinação como um requisito para entrada no Brasil.

“A Anvisa, cumprindo seu papel nos termos da Lei nº 13.979/20, que é de expedir parecer de caráter assessorial, já apresentou posicionamento sobre o tema, e enviou nota técnica à Casa Civil da Presidência da República, para consideração dos ministros de estado”, informou o órgão em nota, não colocando se seu parecer é contrário ou favorável à exigência de comprovação de vacinação contra a Covid-19 por estrangeiros que ingressem no país.

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Fonte: Agência Brasil

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O ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, emitiu uma portaria proibindo a demissão de trabalhadores que não foram vacinados contra a Covid-19. A posição do titular da pasta vai contra o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o tema.

A portaria 620 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) no final da tarde desta segunda-feira (1). O documento diz que empresas privadas e órgãos públicos não poderão demitir funcionários que não comprovem ter se vacinado contra a Covid-19.

Prática discriminatória

O ministro descreve a demissão de funcionários não vacinados como uma prática discriminatória e que fere preceitos da Constituição Federal e da Consolidação das Leis dos Trabalho (CLT).

“A não apresentação de cartão de vacinação contra qualquer enfermidade não está inscrita como motivo de justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador”, diz a portaria.

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O texto proíbe que a contratação ou manutenção do emprego esteja condicionada a “quaisquer documentos discriminatórios ou obstativos”. São descritos assim o certificado de vacinação e outros documentos, como declarações relativas à esterilização ou estado de gravidez para mulheres.

A exigência do cartão de vacinação como documento necessário para admissão de trabalhadores em também fica proibida.

Testagem e campanhas de incentivo

Em substituição à exigência do cartão de vacinação, a portaria sugere a adoção de orientação ou protocolos com a indicação das medidas necessárias para prevenção de infecções pela Covid-19. Entre essas medidas, estão a promoção dos efeitos positivos da vacinação na redução do contágio.

Em uma postagem no Twitter, o ministro Onyx Lorenzoni defendeu que a vacinação é uma decisão pessoal e não pode ser imposta pelos empregadores. Segundo ele, as empresas e órgãos públicos podem utilizar outros métodos, como a testagem e as campanhas de incentivo.

Contudo, a decisão vai na contramão do entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. Segundo o órgão, se um funcionário se negar a tomar a vacina, ele pode comprometer o bem estar coletivo do ambiente laboral. Isso justificaria uma demissão, até mesmo com justa causa.

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