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A fabricante sueca Candela é conhecida por seus barcos elétricos de alta performance. Em 2019, por exemplo, lançou o C-7, que ganhou diversos prêmios e chegou a participar da SailGP, um campeonato considerado como uma espécie de Fórmula 1 da vela. Agora, nesta segunda-feira (30), a empresa lançou o P-8 Voyager, um modelo elétrico que chega para levar o transporte marítimo a um novo nível.

Com 8,6 m de comprimento e 2,5 m de largura, o barco possui casco de fibra de carbono e é alimentado por um motor elétrico Candela C-POD de 50 kW. Não por acaso, ele foi revelado no Salone Nautico, em Veneza (Itália): quase 100% silencioso e projetado de uma forma que não deixa rastros, o barco pode ser uma ótima opção de táxi aquático em áreas sensíveis a esteiras de embarcações, como são os canais na cidade italiana. A Candela afirma, neste sentido, que a esteira deixada pelo Voyager não é superior ao de uma gôndola, a tradicional embarcação veneziana.

Vamos, porém, para os números: com o hidrofólio ativo, o P-8 Voyager levanta em torno de 5 cm de altura — o que ajuda os recifes e os litorais contra danos. Além disso, segundo a Candela, ondas de 1 m de altura “dificilmente serão perceptíveis aos passageiros” porque um computador de bordo ajusta continuamente o ângulo do foil, ajustando rolagem, inclinação e altura 100 vezes por segundo para garantir estabilidade.

O P-8 Voyager possui capacidade para seis convidados e dois tripulantes. Dependendo da configuração do modelo, ele pode vir com ar condicionado ou calefação. Também pode oferecer uma pegada de iate aberto durante os verões, com o teto solar deslizando para trás.

Barco P-8 Voyager
Candela/Divulgação

Autonomia de quase 100 km

Além do conforto e do silêncio, o P-8 Voyager também fornece bons atributos em termos de desempenho. De acordo com a Candela, ele possui uma autonomia quatro vezes maior do que os melhores barcos atualmente no mercado, viajando por mais de 92 km com uma única carga a velocidade de 22 nós (40 km/h). Sua velocidade máxima é de 30 nós (56 km/h).

Graças ao sistema retrátil C-Foil, o P-8 Voyager também pode ser usado como um barco convencional quando o hidrofólio estiver indisponível por questões climáticas. A brincadeira, no entanto, custa caro: já em pré-venda, o barco elétrico sai pela bagatela de 450 mil euros (cerca de R$  2,3 milhões).

Crédito da imagem principal: Candela/Divulgação

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Mais novo reforço à frota da Royal Caribbean, o Wonder of the Seas deixou a cidade de Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), na última sexta-feira (4), para sua primeira viagem. Nesta primeira jornada de sete dias, o navio vai até o Caribe.

Não é qualquer veículo: trata-se do maior navio comercial do mundo pelo critério de arqueação bruta (volume), com 236.857 toneladas – arqueação bruta é o equivalente ao volume de um navio medido em peso da água. E o segundo maior navio existente hoje.

Dá mais que 5 Titanics – o azarado transatlântico “inafundável” tinha 46.328 toneladas em AB. E também faz o Wonder, por esse critério, o maior navio “normal” do mundo, ponto, superando o transporte de contêineres Ever Ace, de 235.579 t, mas perdendo para o “anormal” Pioneering Spirit, um descomunal transporte e instalador de plataformas de petróleo com 403,342 t AB, e que pode ser medido em 477 m de comprimento contando seus guindastes. Ainda perde para o megapetroleiro Seawise Giant, com 260.851 t, que foi sucateado em 2010.

Wonder of the Seas, maior navio do mundo
Royal Caribbean/Divulgação

Nesse espaço todo, há quase cidade flutuante com 16 pavimentos dedicados a hóspedes. O Wonder of the Seas mede 362 m de comprimento e 64 m de largura e tem um total de 18 decks — 16 deles para passageiros. Pode acomodar 6.988 pessoas e 2,3 mil tripulantes e acelerar a uma velocidade de 25 nós (o equivalente a 46 km/h).

De acordo com a Royal Caribbean, o Wonder of the Seas estava planejado para realizar sua estreia na China em 2021, mas a jornada foi adiada por causa da pandemia de Covid-19. “Os restaurantes foram renomeados e as placas em mandarim foram alteradas para o inglês”, explicou um porta-voz da empresa à publicação britânica Daily Mail.

Wonder of the Seas, maior navio do mundo
Royal Caribbean/Divulgação

Diversão sem limites

O centro de entretenimentos, por sua vez, possui uma miscelânea de atrações que incluem 19 piscinas, 20 restaurantes, uma pista de gelo, um cassino e uma área verde com 20 mil plantas e árvores. A bordo do transatlântico, também haverá mais de 100 artistas e técnicos comprometidos com a diversão da tripulação.

Entre as atrações mais bizarras, há coquetéis feitos por robôs no “Bionic Bar”, uma piscina de surfe com ondas de quatro metros de altura e duas paredes de escalada, além de um escorregador de 30 metros que vai do 16º deque para o 6º em 13 segundos.

O próximo passeio do Wonder of the Seas deve ser no verão do Hemisfério Norte (junho a setembro), tendo como destino cidades da parte latina da Europa, como Barcelona (Espanha) e Roma (Itália). O maior navio do mundo foi construído em Saint-Nazaire, nordeste da França. Ele custou um total de 1,2 bilhão de euros (o equivalente a R$ 6,7 bilhões).

Crédito da imagem principal: Royal Caribbean/Divulgação

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Fundado em 1979, o grupo catalão La Fura dels Baus é conhecido por suas inusitadas apresentações com o “navio teatro” El Naumon, passando por portos como Taipé, Newcastle, Beirute e Lisboa. Em outubro deste ano, no entanto, a trupe aposentou seu teatro flutuante em prol de uma nova embarcação, La Naumon, que trará um sistema de navegação extremamente sofisticado, movido a energia eólica. A ideia do projeto, que tem a participação de várias companhias da União Europeia, é apresentar uma combinação única de arte performática com sustentabilidade.

Chamado de eSail, o sistema foi desenvolvido pela empresa espanhola Bound4blue com apoio financeiro da Cinea (Agência Executiva Europeia para o Clima, Infraestrutura e Ambiente), órgão ligado à União Europeia. Ele terá um importante papel nas futuras apresentações artísticas do La Fura dels Baus, de acordo com o diretor criativo Carlus Padrissa.

“Imagino o eSail subindo de forma lenta através do vento mágico de música, pirotécnica e luz”, disse Padrissa, em comunicado à imprensa, sobre o navio. “Um trapezista com asas de borboleta, representando a transformação da energia renovável e circular, voará ancorado em sua ponta. Será um show imersivo e global que vai provocar mudanças e inflamar as consciências.”

Navio teatro La Naumon
Navio teatro La Naumon com o sistema de navegação eSail de 18 metros (Bound4Blue/Divulgação)

Sistema de controle autônomo

O eSail possui quase 18 metros de altura e inclui um mecanismo de inclinação e um sistema de controle autônomo. De acordo com a Bound4Blue, o sistema, além da fácil instalação, aumenta a eficiência energética e, portanto, ajuda a reduzir a emissão de gases-estufa. Parte da iniciativa mira contemplar os planos da Organização Marítima Internacional de diminuir em pelo menos 50% a emissão de carbono até 2050.

Outras empresas envolvidas no projeto do novo navio teatro incluem o estaleiro espanhol Astander, que liderou o processo para instalar a vela, e a alemã Lanitz Aviation, que vem experimentando componentes mais leves para serem aplicados em veículos oceânicos.

O La Naumon, por sua vez, terá espetáculos que podem assistidos do píer ou da praia em que estiver atracado. Ainda não há previsão de lançamento do suntuoso navio teatro.

Via Autoevolution

Imagem: Bound4Blue/Divulgação

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Desde o ano passado, quando a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) anunciou planos para diminuir em pelo menos 50% a emissão de gases-estufa até 2050, companhias de transporte oceânico vêm anunciando estratégias para uma adoção em larga escala de propulsão elétrica. Um dos projetos mais recentes e interessantes é o Roboship, um navio híbrido-elétrico desenhado pela Mitsubishi Shipbuilding, braço naval e aeroespacial da Mitsubishi.

Projetada para transportar futuramente uma média de 550 toneladas de biocombustível para a empresa de sustentabilidade Aioi Bioenergy, a embarcação terá um sistema híbrido em vez de motor a diesel convencional. De acordo com a Mitsubishi, a plataforma do navio Roboship abrange hardware para propulsão elétrica —hélices, motores, quadros de distribuição, baterias de armazenamento e geradores —, mais um software para controlar o equipamento de forma segura e eficiente.

A plataforma digital será operada pela Marindows, uma criação da companhia japonesa E5 Labs. A empresa foi criada por quatro transportadoras com o objetivo de promover soluções de propulsão elétrica, bem como ferramentas de digitalização, para navios. Utilizando recursos avançados de comunicação, diz a Mitsubishi, a Marindows vai garantir que o navio híbrido-elétrico opere com segurança e eficiência.

Mitsubishi Roboship
Renderização do Roboship, futuro navio híbrido-elétrico da Mitsubishi (Mitsubishi/Divulgação)

Versatilidade energética

Uma das vantagens da Roboship é que seus geradores podem usar qualquer tipo de combustível ecológico, incluindo biocombustível, combustível sintético, amônia e hidrogênio. Isso deve ajudar, segundo a montadora japonesa, na redução de emissões de gases-estufa em velocidade de cruzeiro e na erradicação completa durante as operações portuárias, isto é, no atracamento do navio e no descarregamento de carga.

A tripulação do navio Roboship também deve se beneficiar do sistema de propulsão elétrica da Mitsubishi, graças ao menor nível de ruído e vibração.

Na construção, a montadora de Tóquio terá a ajuda da Honda, que entrará na empreitada através da Honda Heavy Industries, sua divisão para veículos pesados. O navio, cujos detalhes completos de motorização não foram divulgados, deve ser finalizado em abril de 2023.

Via Autoevolution

Imagem: Mitsubishi/Divulgação (o navio no detalhe principal é o Shin Nihonkai Ferry, projetado pela Mitsubishi para a empresa homônima)

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O Earth 300 vai ser um iate gigantesco com mais de 300 metros, superando o tamanho do tão famoso Titanic. A embarcação movida a energia nuclear será usada para exploração científica, com a missão de investigar as mudanças climáticas.

O superiate, que pode abrigar até 365 passageiros, foi projetado pelo arquiteto naval Iván Salas Jefferson. O gigante tecnológico vai ter 22 laboratórios de última geração, uma estrutura esférica com 13 andares em seu topo, um heliporto na proa e uma série de veículos subaquáticos para exploração marinha.

A embarcação vai ser construída com um sistema que incorpora robótica, inteligência artificial e computação quântica. Características que explicam o preço, que deve variar entre 500 e 700 milhões de dólares, algo em torno de 2,5 e 3,5 bilhões de reais.

Além das diversas características surpreendentes, o Earth 300 utiliza uma tecnologia de reator de sal fundido desenvolvida pela TerraPower, empresa fundada por Bill Gates. Utilizando essa ferramenta, é possível que o iate gere energia com emissão zero.

O projeto tem previsão de lançamento para 2025 e foi financiado por empresas como IBM, Triton Submarines, EYOS Expeditions e RINA.

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