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Em razão do atraso no retorno da missão Ax-1, o lançamento da Crew-4, que vai levar quatro astronautas para uma temporada de seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS), foi adiado mais uma vez. A nova data só será definida quando a missão Ax-1 deixar a ISS, retornando à Terra como a primeira missão totalmente privada, fato que deveria ter acontecido na terça-feira (19), mas não foi possível por conta das más condições do tempo na costa da Flórida, onde a cápsula Crew Dragon pousará. É bem provável que o retorno aconteça na quinta-feira (21) ou na sexta-feira (22).  

Preparativos da missão continuam 

A missão Crew-4 decolaria na manhã do próximo sábado (23), saindo da plataforma 39A do Centro Espacial Kenney da NASA, mas a orientação agora é esperar pelo menos dois dias de intervalo entre a partida da Ax-1 da ISS e a chegada da Crew-4, sendo uma medida de segurança adotada pelas equipes da NASA e da SpaceX. 

Mesmo com o adiamento, os tripulantes continuam os preparativos e já até posaram para fotos com os trajes espaciais. Eles também participaram do chamado “ensaio seco”, que simula as operações durante um lançamento oficial. 

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Entenda a missão Crew-4 

A missão Crew-4 levará ao espaço os astronautas norte-americanos Robert Hines e Kjell Lindgren, a astronauta norte-americana Jessica Watkins (todos da NASA) e a italiana Samantha Cristoforetti, da agência espacial europeia (ESA) para viver e trabalhar na ISS.

missão crew tripulantes
Tripulantes da missão Crew-4 já estão preparados para embarcarem rumo à ISS; ansiedade deve estar em altos níveis por conta dos constantes adiamentos dos últimos dias. Imagem: SpaceX

Vale lembrar que Jessica Watkins, que faz parte do Programa Artemis que pretende nos levar de volta à Lua a partir de 2025, será a primeira mulher negra a conduzir uma missão de longo prazo – ela viverá e trabalhará na ISS por um período mínimo de seis meses, podendo estender sua estadia em até um ano (tal qual a NASA fez com Mark Vande Hei).

Via: Spaceflightnow

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Seria no dia 1º de abril. Depois, foi marcado para este sábado (9). Mas, a Nasa acabou adiando mais uma vez um dos testes cruciais da missão Artemis 1. Agora, o “ensaio molhado” do projeto que levará a humanidade de volta à Lua ficará para a próxima terça-feira (12),.

Essa atividade pré-lançamento é extremamente importante. O teste acontece no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Flórida, e foca no tanque principal do massivo foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS), o estágio de propulsão criogênica interina (ICPS), com essa parte acontecendo na quinta-feira (14).

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A equipe responsável pela missão decidiu mudar o procedimento do ensaio, para garantir a segurança do hardware de voo. Os engenheiros um problema em uma “válvula de retenção de hélio”, que tem cerca de 7,5 centímetros e impede que o gás flua de volta para o foguete, diz um comunicado publicado no site da agência espacial norte-americana.

“O hélio é usado para várias operações diferentes, incluindo purgar o motor ou limpar as linhas, antes de carregar propulsores durante o tanque, bem como drenar o propelente. Uma válvula de retenção é um tipo de válvula que permite o fluxo de líquido ou gás em uma direção específica e evita o refluxo”, diz a nota da Nasa.

O SLS é o foguete que vai levar a cápsula Orion até o espaço. Imagem: Nasa

O “ensaio molhado” é a chance de refinar procedimentos de contagem regressiva e validar modelos críticas e interfaces de software. Com ele, os engenheiros podem atingir os objetivos de testes críticos para o sucesso do lançamento da missão Artemis 1.

Depois do teste, tanto o foguete quanto a cápsula Orion voltam ao local de montagem de veículos. Lá, os profissionais vão avaliar a válvula e substituí-la, se necessário. É nessa troca que as equipes confiam.

A Artemis 1 será a primeira do programa lunar Artemis. Nesta missão inicial, Orion vai até o satélite natural da Terra sem tripulação, por cerca de um mês. A expectativa é que seja lançada em junho. Se tudo correr bem, a missão Artemis 2 vai enviar astronautas em um projeto semelhante ao redor da Lua, no ano de 2024. Assim, em 2025 ou 2026, a Artemis 3 vai pousar astronautas perto do polo sul lunar.

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Lançado no natal de 2022, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) não só já está devidamente instalado em sua morada no espaço, no Segundo Ponto de Lagrange (L2) entre a Terra e o Sol, a 1,5 milhão de quilômetros (km) daqui, como também já está em vias de começar suas observações científicas. 

No ano passado, o tão aguardado observatório de luz infravermelha que promete revolucionar a astronomia esteve envolvido em uma polêmica referente ao seu nome, já que ele faz referência a uma figura controversa da história da agência espacial norte-americana e dos EUA. 

Telescópio Espacial James Webb pode ter nome trocado. Imagem: 24K-Production – Shutterstock

Para quem não se lembra ou não teve conhecimento do assunto, noticiado pelo Olhar Digital em outubro, mesmo após apelo da opinião pública, de diversos astrônomos e até de funcionários para que o nome do telescópio fosse trocado, a NASA decidiu manter a homenagem ao seu ex-administrador James Webb. Pesam sobre ele acusações de ter cometido crime de homofobia.

No entanto, parece que a decisão ainda pode ser revertida, mesmo com o telescópio já em funcionamento, na fase final de seu período de comissionamento, prontinho para começar a trabalhar.

James webb é acusado de perseguir homossexuais 

Segundo o site Space.com, a NASA ainda não terminou suas investigações sobre a carreira do ex-gestor, que foi o segundo administrador da agência. Entre 1961 e 1968, ele supervisionou o programa Apollo que pousou humanos na Lua e defendeu a agenda científica da NASA, sendo essa a motivação citada em 2002, quando o então administrador Sean O’Keefe decidiu nomear o que estava sendo chamado de Telescópio Espacial de Próxima Geração em homenagem a Webb.

Os pedidos para que o projeto fosse renomeado foram inúmeros, baseados em avaliações de que, durante o tempo de Webb no governo federal, ele alimentou a discriminação contra pessoas LGBTQIA+, em uma operação que foi apelidada de Pânico Lavanda. Ele também é acusado de ter permitido que a segurança da agência espacial americana interrogasse funcionários no passado por serem homossexuais.

James Edwin Webb foi administrador da NASA entre 1961 e 1968. Imagem: Nasa – arquivo

Diante dos protestos, a NASA abriu uma investigação e, ao anunciar a decisão de manter o nome, o atual administrador da agência, Bill Nelson, foi acusado de ter sido superficial nas justificativas, o que, até hoje, não foi aceito pelos críticos.

“A declaração do administrador foi que, naquela época, não havia nenhuma evidência que nos levasse a mudar o nome”, disse Paul Hertz, chefe da divisão de astrofísica da NASA, em uma reunião do Comitê Consultivo de Astrofísica na quarta-feira (30). “A pesquisa não foi concluída, e nós não pretendemos insinuar que tenha sido”.

Hertz também reconheceu que a controvérsia complicou a excitação dos cientistas pelas observações que o telescópio de alta potência fornecerá. “Eu sei que a decisão que a NASA tomou é dolorosa para alguns, e parece errada para muitos de nós”, disse ele.

Brian Odom, historiador-chefe interino da NASA, que também estava na reunião, vai neste mês até a Biblioteca Presidencial Harry S. Truman, que fica em Independence, no estado americano do Missouri, para analisar documentos da época de Webb como subsecretário de Estado de Truman, de 1949 a 1952, época que ocorreu o Pânico Lavanda. Essa operação foi uma perseguição de funcionários federais LGBTQIA+ que resultou em milhares de pessoas sendo demitidas ou forçadas a renunciar, de acordo com um artigo publicado pela Administração de Arquivos e Registros Nacionais.

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NASA promete mais transparência nas investigações

“A liderança da NASA levou muito a sério a investigação sobre se o Telescópio Espacial James Webb deve ou não ser renomeado”, disse Hertz. “Reconhecemos que durante décadas a discriminação contra funcionários federais LGBTQIA+ não foi meramente tolerada, foi vergonhosamente promovida por políticas federais”.

Em questão está o papel de Webb nessas políticas. “Vou lá mergulhar nos registros”, disse Odom, tentando “recriar o contexto” dessas ações. “Quando Webb chega ao Departamento de Estado, qual é a atividade que já começou nesta sala? Qual é a reação do Webb a isso? Nós o vemos reagindo a isso? Há evidências em que Webb diz: ‘O que você está fazendo é correto’, [ou] ‘O que você está fazendo é errado’?”.

Além da viagem de pesquisa de Odom, a agência contratou um empreiteiro externo para passar por registros semelhantes mantidos pela Administração de Arquivos e Registros Nacionais. “O empreiteiro já esteve na instalação várias vezes e ainda está trabalhando, e Odom pode visitar também”, disse ele. “Há registros lá que realmente queremos entrar, e é por isso que estamos passando muito tempo lá”.

Ambas as instalações foram fechadas para pesquisadores em setembro devido à pandemia de Covid-19, mas já foram reabertas.

A reunião de quarta-feira ocorreu poucos dias depois que quase 400 páginas de documentos internos da NASA vieram a público. Os documentos, obtidos através de uma solicitação de registros públicos pela Nature, incluíam principalmente e-mails de e para funcionários, oferecendo uma visão das conversas que se desenrolavam sobre o legado de Webb.

Hertz e Odom enfatizaram que os resultados da pesquisa serão públicos, em contraste com as ações da agência em setembro passado, quando a NASA se recusou a compartilhar quaisquer documentos históricos consultados durante sua investigação sobre Webb.

“Vamos garantir que as pessoas saibam as evidências que tivemos na nossa frente enquanto fazemos essa investigação”, disse Odom. “Esse é o plano para agora; tem sido o meu plano desde o início para fazer isso”.

Ele sugeriu que, até o final de abril, espera ter uma noção clara dos registros de arquivamento para saber se eles se encaixam na posição que a agência manteve até agora. Quando as evidências serão compartilhadas publicamente dependerá do que precisamente os pesquisadores encontrarem. “Se descobrirmos novas evidências, isso realmente muda a linha do tempo”, disse ele.

Hertz enfatizou que a autoridade para reter ou revisar o nome do Telescópio Espacial James Webb permanece exclusivamente de Nelson. “A nomeação do telescópio é prerrogativa do administrador”, disse ele ao comitê.

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No início deste mês, a sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a Nasa, capturou o Sol em detalhes sem precedentes, enquanto cruzava a “fronteira” entre o astro-rei e a Terra.

Uma das fotos, feita pelo instrumento Extreme Ultraviolet Imager (EUI), é a imagem de maior resolução já obtida do disco completo do Sol, contando com a coroa, sua atmosfera externa.

Foto de maior resolução da história contemplando o Sol por completo. Crédito: Equipe da ESA & NASA/Solar Orbiter/EUI; Processamento de dados: E. Kraaikamp (ROB)

Outra imagem, tirada pelo instrumento Spectral Imaging of the Coronal Environment (SPICE), tirada no comprimento de onda Lyman-beta da luz ultravioleta que é emitida por gás hidrogênio, representa o primeiro registro do Sol desse tipo em 50 anos.

Solar Orbiter usa o instrumento Spectral Imaging of the Coronal Environment (SPICE) para registrar imagens inéditas do Sol. Crédito: ESA & NASA/Solar Orbiter/equipe SPICE; Processamento de dados: G.

Imagem do Sol é formada por mosaico contendo 25 fotos feitas pelo Solar Orbiter

As imagens foram obtidas quando o Solar Orbiter estava a uma distância de aproximadamente 75 milhões de quilômetros, no meio caminho entre o nosso mundo e sua estrela-mãe. A câmera do EUI faz fotos de uma resolução espacial tão alta que, a essa distância, é necessário um mosaico de 25 imagens individuais para cobrir todo o Sol.

Tiradas uma após a outra, as fotos que formam a imagem completa foram capturadas em um período de mais de quatro horas, porque cada ladrilho leva cerca de 10 minutos, incluindo o tempo para a espaçonave apontar de um segmento para o outro.

No total, a imagem final contém mais de 83 milhões de pixels em uma grade de 9148 x 9112 pixels. Para efeito de comparação, essa imagem tem uma resolução dez vezes melhor do que uma tela de TV 4K pode exibir.

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EUI capta imagens do Sol em um comprimento de onda de 17 nanômetros, na região ultravioleta extrema do espectro eletromagnético. Isso revela a atmosfera superior da nossa estrela, a coroa, que tem uma temperatura de cerca de um milhão de graus Celsius.

Nas posições de 2 horas (perto da imagem da Terra para escala) e 8 horas nas bordas do Sol, filamentos escuros podem ser vistos projetando-se para longe da superfície. Essas “proeminências” são propensas a entrar em erupção, lançando enormes quantidades de gás coronal no espaço e criando tempestades solares.

Segundo a ESA, o SPICE foi projetado para traçar as camadas atmosféricas do Sol, desde a coroa até uma camada conhecida como cromosfera, próxima da superfície. O instrumento faz isso observando os diferentes comprimentos de onda da luz ultravioleta extrema que vem de diferentes átomos.

Na sequência de imagens SPICE, o roxo corresponde ao gás hidrogênio a uma temperatura de 10.000°C, o azul ao carbono a 32.000°C, o verde ao oxigênio a 320.000°C e o amarelo ao neon a 630.000°C.

Isso permitirá que os físicos solares rastreiem as poderosas erupções que ocorrem na coroa através das camadas atmosféricas inferiores. Também permitirá que eles estudem uma das observações mais intrigantes sobre o Sol: como a temperatura se eleva através das camadas atmosféricas ascendentes.

Normalmente, a temperatura cai à medida que você se afasta de um objeto quente. Mas acima do sol, a coroa atinge um milhão de graus Celsius, enquanto a superfície é apenas cerca de 5000°C. Investigar esse mistério é um dos principais objetivos científicos do Solar Orbiter.

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3,7 toneladas de carga, incluindo suprimentos, equipamentos e material para experimentos científicos, estão a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS) em uma espaçonave de carga Cygnus, da Northrop Grumman.

Batizada de S.S. Piers Sellers, em homenagem a um astronauta norte-americano falecido em 2017, a espaçonave decolou em um foguete Antares às 14h40 deste sábado (19), horário de Brasília, da Wallops Flight Facility da NASA na Virgínia.

A Cygnus está programada para chegar à ISS por volta das 6h35 da segunda-feira,  21 de fevereiro. A aproximação e chegada da espaçonave serão transmitidas ao vivo pelo canal da Nasa no YouTube a partir das 5h da segunda-feira. Os astronautas da NASA Raja Chari e Kayla Barron capturarão a Cygnus usando o braço-robótico da estação, o Canadarm 2. Após a captura, a espaçonave será instalada na porta voltada para a Terra do módulo Unity.

Esta é a 17ª missão de reabastecimento contratada da Northrop Grumman sob o segundo contrato de serviços de reabastecimento comercial com a NASA. Além disso, é a primeira missão Cygnus capaz de realizar uma manobra para impulsionar a estação espacial e elevar sua órbita. Atualmente, esta manobra só pode ser realizada com as cápsulas russas Progress (não-tripuladas) ou Soyuz (tripuladas).

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Recentemente a Rússia também lançou uma nave de carga rumo à ISS. A Progress MS-19 decolou na segunda-feira (14), a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A bordo estavam quase três toneladas de propelentes, alimentos e material para a condução de experimentos científicos.

Decolagem da Progress MS-19. Imagens: Roscosmos

A espaçonave russa se acoplou à Estação Espacial Internacional às 4h03 da manhã da última quinta-feira (17), após passar mais ou menos dois dias na órbita da Terra. Sua data de retorno à Terra ainda não foi definida.

Assim como a Progress, a Cygnus não é capaz de trazer cargas da ISS para a superfície terrestre. Ambas as espaçonaves são projetadas para “queimar” na reentrada em nossa atmosfera, se desintegrando completamente junto com seu conteúdo. Por isso, são usadas como “lixeiras” e carregadas com material a ser descartado antes de sua partida.

Não há risco de que suas peças, ou carga, atinjam ao solo. O pior que pode acontecer é alguém, na superfície da Terra, fazer um pedido para uma bela “estrela cadente” que, na verdade, é uma lata de lixo em chamas.

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Nesta quinta-feira (20), o Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa captou uma erupção solar de nível médio, por volta das 3h da manhã, pelo horário de Brasília. Pela imagem, consegue-se ver os flashes reluzindo na borda do Sol (pela visão da Terra).

Como as explosões foram na borda do Sol, provavelmente não estavam apontado diretamente para a Terra. As rajadas são classificadas como classe média ou M5.5, grau de erupção poderosa o suficiente para potencialmente causar apagões de rádio em regiões polares se atingisse a Terra.

Registro da erupção solar detectada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa em 20 de janeiro de 2022. (Crédito da imagem: NASA/SDO)

Tanto o SDO como várias outras missões ficam de olho na atividade do Sol. As chamas são frequentemente acompanhadas por uma ejeção de massa coronal de partículas carregadas que podem gerar auroras na Terra, mas o Centro de Previsão do Tempo Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica ainda não prevê nenhuma atividade solar significativa para nós.

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Erupção solar é causada por alta concentração de energia magnética

O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade solar, e está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número refere-se aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas.

No auge dos ciclos solares, o Sol tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia. À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de energia.

O pico do Ciclo Solar 25 é um pouco difícil de prever, mas em 2020 a Nasa sugeriu que podemos ver um pico de manchas, erupções solares e ejeções de massa coronal por volta de 2025. 

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Joe Biden e Kamala Harris, respectivamente o presidente e a vice-presidente dos EUA, ampliaram a manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS) para além de 2030, orientando a agência espacial americana NASA a procurar seus parceiros internacionais para assegurar a continuidade das pesquisas realizadas na estrutura espacial de 420 toneladas.

A ISS fez a sua “estreia” em novembro de 1998, sendo montada ao longo de diversos lançamentos que carregaram as suas partes e as montaram já em órbita. Nela, astronautas de várias agências do mundo residem por amplos períodos de tempo, conduzindo pesquisas científicas que envolvem o impacto do ambiente espacial em vários campos, como botânica, medicina e diversos outros.

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Em órbita há mais de 20 anos, a ISS teve assegurada a continuidade de sua missão para a próxima década, evitando assim o fim de uma era de pesquisas científicas importantes no espaço (Imagem: 3Dsculptor/Shutterstock)

De uns anos para cá, cresceu a preocupação do que seria feito quando a missão da ISS chegasse ao “fim”, com alguns especulando a criação de outra estação – de caráter comercial – com auxílio da iniciativa privada. As preocupações só aumentaram quando a Rússia comunicou que pretende deixar a ISS até 2025.

De acordo com Bill Nelson, administrador da NASA, porém, não só nada muda, como a missão continua. Em um comunicado assinado por ele e publicado no blog da NASA, a agência afirma que já está em conversas com as agências espaciais europeia (ESA), japonesa (JAXA), canadense (CSA) e russa (Roscosmos) para definir novos parâmetros de continuidade.

“A Estação Espacial Internacional é um farol de colaboração científica pacífica internacional e, por mais de 20 anos, nos devolveu enormes desenvolvimentos tecnológicos, científicos e educacionais que beneficiam toda a humanidade. Estou muito contente que a administração de [Joe]] Biden e [Kamala] Harris tenham se comprometido a continuar a missão da ISS para além de 2030”, disse o administrador.

“A participação continuada dos EUA na ISS vai aprimorar a inovação e competitividade, bem como avançar a pesquisa e tecnologia necessárias para enviar a primeira mulher e a primeira pessoa de pele negra para a Lua sob o Programa Artemis da NASA, e pavimentar o caminho para enviar os primeiros humanos a Marte”, continuou Nelson. “À medida em que mais e mais nações se tornam mais ativas no espaço, fica cada vez mais importante que os Estados Unidos continuem liderando o mundo no crescimento de alianças internacionais e criando modelos de regras e normas para o uso pacífico e responsável do espaço”.

De acordo com a NASA, a ISS conta com um laboratório de microgravidade onde já foram realizadas mais de 3 mil pesquisas científicas pelas orientações de 4,2 mil cientistas ao redor do mundo. Em outros números, cerca de 110 países já colaboraram com atividades a bordo da estação, incluindo 1,5 milhão de estudantes de várias capacidades.

“Estender as operações para além de 2030 vai dar continuidade a mais uma década produtiva de avanços em pesquisas e permitir uma transição fluida de capacidades na baixa órbita da Terra para um ou mais destinos comercialmente operados ao final da década de 2020”, diz trecho do comunicado.

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Após uma série de adiamentos, finalmente, neste sábado (25), a partir das 9h20 pelo horário de Brasília, o telescópio espacial James Webb será lançado para explorar o cosmos de uma forma como nunca antes. Segundo Bill Nelson, administrador da Nasa, ele “vai revelar os segredos do universo”.

O administrador da Nasa, Bill Nelson, está empolgado e orgulhoso pelo lançamento do telescópio espacial James Webb no sábado (25). Imagem: Nasa – Divulgação

“O telescópio James Webb é único”, declarou Nelson em entrevista ao site Space. “É a tecnologia mais avançada, que, se tiver sucesso, revelará segredos do universo que serão simplesmente estupendos, senão quase avassaladores”.

Ainda de acordo com o administrador da agência espacial norte-americana, Webb permitirá um “salto quântico de compreensão de quem somos, como chegamos aqui, o que somos e como tudo evoluiu”.

Com a ajuda de seu espelho extragrande, que é seis vezes maior que o espelho do telescópio espacial Hubble, James Webb será capaz de detectar luz infravermelha de estrelas e galáxias extremamente tênues e distantes. Isso permitirá que ele, basicamente, “olhe para trás no tempo”, para algumas das primeiras luzes do universo observável.

“Ele vai olhar por um buraco de fechadura no céu”, disse Nelson. “Vai enxergar mais de 13 bilhões de anos para trás, para capturar luz infravermelha do brilho emitido na formação da primeira galáxia, cerca de 250 milhões de anos após o Big Bang”.

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Nelson também descreveu a capacidade de Webb de identificar e estudar planetas alienígenas em trânsito ou passando na frente de suas estrelas hospedeiras. “Além de detectar exoplanetas, o telescópio será capaz de determinar qual é a composição química de uma atmosfera daquele planeta”, disse ele. “Vamos começar a ser capazes de determinar se há atmosferas habitáveis ​​como a nossa orbitando em torno de outros sóis? Vai ser muito emocionante descobrir isso”.

O itinerário científico de Webb tem quatro áreas principais de enfoque: a primeira luz no universo, o nascimento de estrelas e planetas, como e quando as primeiras galáxias do universo se reuniram e o estudo dos exoplanetas e suas atmosferas.

Essas áreas principais são apenas um ponto de partida: os ambiciosos planos de ciência de Webb também incluem a busca por vida fora da Terra e o estudo da matéria escura e energia escura.

Além de seu entusiasmo pelas capacidades de próxima geração de Webb, Nelson também disse estar se sentindo “muito orgulhoso” das equipes que desenvolveram o telescópio. “Estou muito orgulhoso da força de trabalho da Nasa e do que eles fizeram. Webb é uma missão em construção há mais de 25 anos, com desenvolvimento no escopo começando em 1996, e alguns membros da equipe de missão passaram toda a sua carreira trabalhando para criar Webb e deixá-lo pronto para o lançamento”.

Confira o especial sobre o Telescópio Espacial James Webb!

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Nesta terça-feira (21), a Nasa divulgou um comunicado por meio do qual confirma que foi concluída com sucesso a Análise de Prontidão de Lançamento do Telescópio Espacial James Webb (JWST). No entanto, a agência espacial norte-americana autorizou o lançamento do foguete Ariane 5, carregando o telescópio, apenas para sábado (25), e não mais para a manhã de sexta-feira (24).

Telescópio Espacial James Webb
Telescópio espacial James Webb deverá ser lançado neste sábado (25). Imagem: Nasa/Divulgação

Segundo o comunicado, a medida foi tomada “devido às condições climáticas adversas no espaçoporto europeu na Guiana Francesa”, de onde o foguete vai partir. Ainda de acordo com a agência, a data e o horário serão confirmados em novo comunicado, previsto para ser emitido até quarta-feira (22) à noite.

Histórico de atrasos no lançamento do telescópio James Webb

Primeiramente, ele estava programado para decolar no fim de outubro. Depois, a Nasa bateu o martelo para a data de 18 de dezembro. No entanto, uma falha em um cabo de transmissão de dados do foguete precisou ser corrigida, o que acabou adiando a missão para o dia 22. No último sábado, porém, foi anunciado que o lançamento teria sua data modificada novamente – dessa vez, para o dia 24. E, agora, ficou para o sábado (25) – se não mudarem outra vez!

Para a equipe envolvida com o promissor equipamento, esses atrasos são mínimos diante de toda a espera. O desenvolvimento do telescópio começou em 1996, com o lançamento inicialmente previsto para 2007. No entanto, numerosos atrasos e um estouro no orçamento forçaram um redesenho significativo em 2005. Sua construção foi terminada em 2016, e ele está em testes desde então.

Agora, depois de 25 anos de desenvolvimento, com mais de R$56 bilhões investidos, a mais cara e uma das mais importantes missões na história da Nasa finalmente vai decolar – mesmo que, para isso, seja necessário esperar mais algumas horas ou dias.

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Quem está envolvido no projeto James Webb

Além da Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) são parceiras no projeto. A ESA está fornecendo os instrumentos NIRSpec e o conjunto óptico do MIRI, o foguete Ariane 5 e sua base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa, e pessoal em operações de suporte. A CSA fornece o FGS/NIRISS e também pessoal para operações de suporte.

Após o lançamento, a operação do JWST será realizada pelo Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI, Space Telescope Science Institute), localizado em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. O Instituto já é responsável pela operação do Hubble e será responsável também pelo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, outro telescópio infravermelho em desenvolvimento pela Nasa, que tem lançamento previsto para 2027.

Nome polêmico gerou desconforto na Nasa

Nos estágios iniciais de desenvolvimento, o JWST era conhecido como NGST (Next Generation Space Telescope, Telescópio Espacial da Próxima Geração). Em 2002, a Nasa decidiu batizá-lo em homenagem a James Edwin Webb, que foi o segundo administrador da agência (entre 1961 e 1968) e figura importante no desenvolvimento do programa Apollo, que levou o homem à Lua em 1969.

Durante seu mandato como subsecretário de estado dos EUA entre 1950 e 1952, na presidência de Harry S. Truman, James Webb foi figura instrumental durante o “Pânico Lavanda”, uma série de medidas que resultou no expurgo de pessoas LGBTQIA+ em todas as esferas do governo dos EUA. Tais medidas continuaram em vigor durante o período em que Webb era administrador da Nasa.

Em 2015 o colunista Dan Savage iniciou uma discussão ao publicar no site The Stranger um artigo chamado “Should NASA Name a Telescope After a Dead Guy Who Persecuted Gay People in the 1950s?” (“Deveria a Nasa batizar um telescópio em homenagem a um cara morto que perseguiu pessoas gays nos anos 50?”).

Em março deste ano, os astrônomos norte-americanos Lucianne Walkowicz da JustSpace Alliance e Planetário Adler em Chicago, Chanda Prescod-Weinstein da Universidade de New Hampshire, Brian Nord do Laboratório do Acelerador Nacional Fermi e da Universidade de Chicago e Sarah Tuttle da Universidade de Washington se juntaram à discussão, publicando um artigo de opinião na revista Scientific American intitulado “The James Webb Space Telescope Needs to Be Renamed” (O Telescópio Espacial James Webb precisa ser rebatizado).

A Nasa respondeu estabelecendo um comitê para estudar o assunto. Enquanto isso, sugestões de novos nomes chegavam. Entre eles homenagens a Sally Ride, astronauta norte-americana que foi a terceira mulher no espaço, e Harriet Tubman, abolicionista, sufragista, ativista política e ex-escrava norte-americana, considerada “um ícone de coragem e liberdade”. Já Chanda Prescod-Weinstein sugeriu manter a sigla JWST, mas alterar o significado para “Just Wonderful Space Telescope” (Apenas um Telescópio Espacial Maravilhoso).

Em setembro de 2021 a Nasa anunciou sua decisão, afirmando que “não há evidências, no momento, que justifiquem a mudança do nome”. Em protesto, Walkowicz renunciou a seu cargo como membro no Conselho de Astrofísica da Nasa (APAC).

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Como parte do programa da Nasa que visa levar o ser humano de volta à Lua, a missão Artemis I levará a nave Orion não tripulada para contornar nosso satélite natural, em um voo que deve durar pouco mais de três semanas. 

Até então programada para fevereiro de 2022, a missão Artemis I – que será o primeiro voo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa – vai sofrer um atraso, segundo comunicado da agência espacial norte-americana, que agora tem como meta um lançamento em março ou abril de 2022.

O foguete SLS e a espaçonave Orion para a missão Artemis 1 da Nasa, dentro do Vehicle Assembly Building no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Imagem: NASA / Cory Huston

E o problema está exatamente no foguete. “Depois de realizar uma série de inspeções e solução de problemas, os engenheiros determinaram que o melhor curso de ação é substituir o controlador do motor, retornando o foguete à funcionalidade total e redundância enquanto continuam a investigar e identificar a causa raiz”, disseram funcionários da Nasa em comunicado.

“A Nasa está desenvolvendo um plano e uma programação atualizada para substituir o controlador do motor enquanto continua os testes integrados e analisa as oportunidades de lançamento em março e abril”, revelou o comunicado.

O foguete SLS inclui um impulsionador central equipado com quatro motores RS-25, cada um com um controlador de voo independente que a agência descreve como o “cérebro” do motor. Cada um desses controladores de voo pode operar em dois canais para oferecer redundância ao sistema. 

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Sistema Artemis I completo já está no Centro Espacial da Nasa na Flórida

No início deste ano, o foguete Artemis 1 testou com sucesso seu procedimento de lançamento completo enquanto ancorado no lugar, mas agora um dos canais de um dos controladores está agindo de forma irregular, daí a decisão da agência de substituir o sistema.

O sistema Artemis 1 completo, incluindo o foguete SLS e a cápsula Orion, está no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, passando por testes finais antes do lançamento. Entre os testes concluídos estão procedimentos que verificam como os sistemas de solo se comunicam com cada parte do hardware da missão. 

Vários testes ainda devem ocorrer antes que a Nasa defina a data de lançamento. Esses itens pendentes incluem simular o procedimento de contagem regressiva, encher os tanques do foguete com combustível e instalar os sistemas que irão abortar o voo se algo der errado.

De acordo com o site Space, o ponto culminante dos testes da missão Artemis 1 antes do lançamento será o que os engenheiros de foguetes chamam de ensaio geral molhado, (WDR, Wet Dress Rehearsal) – quando o foguete é abastecido com combustível e são testados os sistemas responsáveis pela ignição, como bombas e compressores. Anda segundo o site, a Nasa está esperando que o teste seja bem-sucedido antes de se comprometer oficialmente com uma data de lançamento.

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