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Após uma série de adiamentos, a NASA bateu o martelo quanto à data de lançamento da missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE). 

Animação simula a órbita do CubeSat CAPSTONE, da NASA. Créditos: Ilustração da NASA/Daniel Rutter

De acordo com a agência espacial norte-americana, o foguete Electron, da Rocket Lab, responsável pelo envio da carga à Lua, vai decolar na segunda-feira (27), às 7h da manhã (pelo horário de Brasília), a partir do Complexo de Lançamento 1 da empresa na Península de Mahia, na Nova Zelândia.

O evento será transmitido em tempo real pela Internet, no site da NASA TV, no app e no canal da agência no YouTube, a partir das 6h. 

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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Em razão do atraso no retorno da missão Ax-1, o lançamento da Crew-4, que vai levar quatro astronautas para uma temporada de seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS), foi adiado mais uma vez. A nova data só será definida quando a missão Ax-1 deixar a ISS, retornando à Terra como a primeira missão totalmente privada, fato que deveria ter acontecido na terça-feira (19), mas não foi possível por conta das más condições do tempo na costa da Flórida, onde a cápsula Crew Dragon pousará. É bem provável que o retorno aconteça na quinta-feira (21) ou na sexta-feira (22).  

Preparativos da missão continuam 

A missão Crew-4 decolaria na manhã do próximo sábado (23), saindo da plataforma 39A do Centro Espacial Kenney da NASA, mas a orientação agora é esperar pelo menos dois dias de intervalo entre a partida da Ax-1 da ISS e a chegada da Crew-4, sendo uma medida de segurança adotada pelas equipes da NASA e da SpaceX. 

Mesmo com o adiamento, os tripulantes continuam os preparativos e já até posaram para fotos com os trajes espaciais. Eles também participaram do chamado “ensaio seco”, que simula as operações durante um lançamento oficial. 

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Entenda a missão Crew-4 

A missão Crew-4 levará ao espaço os astronautas norte-americanos Robert Hines e Kjell Lindgren, a astronauta norte-americana Jessica Watkins (todos da NASA) e a italiana Samantha Cristoforetti, da agência espacial europeia (ESA) para viver e trabalhar na ISS.

missão crew tripulantes
Tripulantes da missão Crew-4 já estão preparados para embarcarem rumo à ISS; ansiedade deve estar em altos níveis por conta dos constantes adiamentos dos últimos dias. Imagem: SpaceX

Vale lembrar que Jessica Watkins, que faz parte do Programa Artemis que pretende nos levar de volta à Lua a partir de 2025, será a primeira mulher negra a conduzir uma missão de longo prazo – ela viverá e trabalhará na ISS por um período mínimo de seis meses, podendo estender sua estadia em até um ano (tal qual a NASA fez com Mark Vande Hei).

Via: Spaceflightnow

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Seria no dia 1º de abril. Depois, foi marcado para este sábado (9). Mas, a Nasa acabou adiando mais uma vez um dos testes cruciais da missão Artemis 1. Agora, o “ensaio molhado” do projeto que levará a humanidade de volta à Lua ficará para a próxima terça-feira (12),.

Essa atividade pré-lançamento é extremamente importante. O teste acontece no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Flórida, e foca no tanque principal do massivo foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS), o estágio de propulsão criogênica interina (ICPS), com essa parte acontecendo na quinta-feira (14).

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A equipe responsável pela missão decidiu mudar o procedimento do ensaio, para garantir a segurança do hardware de voo. Os engenheiros um problema em uma “válvula de retenção de hélio”, que tem cerca de 7,5 centímetros e impede que o gás flua de volta para o foguete, diz um comunicado publicado no site da agência espacial norte-americana.

“O hélio é usado para várias operações diferentes, incluindo purgar o motor ou limpar as linhas, antes de carregar propulsores durante o tanque, bem como drenar o propelente. Uma válvula de retenção é um tipo de válvula que permite o fluxo de líquido ou gás em uma direção específica e evita o refluxo”, diz a nota da Nasa.

O SLS é o foguete que vai levar a cápsula Orion até o espaço. Imagem: Nasa

O “ensaio molhado” é a chance de refinar procedimentos de contagem regressiva e validar modelos críticas e interfaces de software. Com ele, os engenheiros podem atingir os objetivos de testes críticos para o sucesso do lançamento da missão Artemis 1.

Depois do teste, tanto o foguete quanto a cápsula Orion voltam ao local de montagem de veículos. Lá, os profissionais vão avaliar a válvula e substituí-la, se necessário. É nessa troca que as equipes confiam.

A Artemis 1 será a primeira do programa lunar Artemis. Nesta missão inicial, Orion vai até o satélite natural da Terra sem tripulação, por cerca de um mês. A expectativa é que seja lançada em junho. Se tudo correr bem, a missão Artemis 2 vai enviar astronautas em um projeto semelhante ao redor da Lua, no ano de 2024. Assim, em 2025 ou 2026, a Artemis 3 vai pousar astronautas perto do polo sul lunar.

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A China enviou ao espaço a segunda tripulação que vai ocupar o módulo Tianhe da futura estação espacial, a Tiangong. Três “taikonautas”, como a China chama os astronautas decolaram a bordo de um foguete Longa Marcha 2F de Jiuquan, no deserto de Gobi, à uma e 23 da tarde, pelo horário brasileiro.

Mas como lá eles estão pelo menos 11 horas à nossa frente no fuso horário, já era tarde da noite. As câmeras da agência espacial chinesa registraram belas imagens, como essa, do foguete cruzando a visão da Lua. Poucos minutos depois, os foguetes auxiliares se desprenderam e a imagem parecia de uma chuva de cometas pelo céu!

Os tripulantes dessa missão são Zhai Zhigang, Ye Guangfu e Wang Yaping, a primeira mulher a visitar a Tiangong.

A missão Shenzhou-13 tem duração prevista de seis meses, o dobro da atual recordista, a Shenzhou-12. Os taikonautas vão continuar o trabalho de montagem e certificação do Tianhe, o módulo central da estação Tiangong e único componente que já está no espaço.

Também estão planejadas duas ou três caminhadas espaciais, para instalar um adaptador para no braço robótico principal da estação. Quando a Tiangong estiver completa, terá vida útil de 10 anos, que pode ser estendida a até 15 anos com upgrades futuros.

A espaçonave já chegou à órbita da Terra, e todos os sistemas operam nominalmente.

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A pandemia do novo coronavírus fez a Índia adiar a data de lançamento de Gaganyaan, a primeira missão espacial tripulada do país. Agora, de acordo com governo, o voo deverá ocorrer no fim de 2022 ou no início de 2023.

O lançamento estava programado para ocorrer antes, de forma que fosse possível acompanhar a espaçonave durante o 75º aniversário da Independência da Índia. Porém, Jitendra Singh, ministro do Espaço do país, disse que isso não irá ocorrer mais por conta do atraso inevitável provocado pelo avanço da Covid-19.

O ministro também anunciou que a Agência Espacial Australiana fornecerá os serviços de rastreamento para Gaganyaan, uma vez que ela está aprimorando as instalações terrestres de rastreamento.

Para isso, a Austrália usará sua estação terrestre nas Ilhas Cocos (Keeling). Ela será imprescindível para monitorar a missão, já que a própria Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO na sigla em inglês) muitas vezes não consegue rastrear seus próprios satélites devido a pontos cegos.

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Países parceiros na Oceania

A Austrália tem sido parceira da Índia desde 1987, apoiando a calibração de dados e o alcance de laser nos satélites indianos, lançando satélites australianos e conduzindo pesquisas juntas. Para Singh, ambos os países podem aprofundar essa parceria oferecendo treinamentos e compartilhando as melhores práticas.

O ministro vê ainda uma oportunidade para se juntar com outros países da Oceania, como a Nova Zelândia. Ele vê espaço para que os países se unam para desenvolver soluções tecnológicas para a área.

Tudo isso faz parte da ambição da Índia em se tornar o centro de lançamento de pequenos satélites. É uma aposta inteligente, já que a indústria espacial é uma das mais lucrativas em todo o mundo. Além disso, a demanda por satélites nano, micro e mini e os equipamentos para lançá-los só deve aumentar. Por isso, a expectativa é de que esse nicho valha US$ 38 bilhões até 2027.

Fonte: Times of India

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A SpaceX decidiu adiar o lançamento de sua próxima missão para a realização de mais checagens pré lançamento. A missão, que foi denominada como Transporter-2, consiste no lançamento de um foguete Falcon 9, que fará uma viagem à órbita da Terra para o envio de mais de 100 satélites.

A previsão era de que a viagem ocorresse no fim da tarde desta sexta-feira (25), mas a SpaceX deve anunciar uma nova data de lançamento em breve. “A equipe está reservando um tempo adicional para verificações de pré-lançamento antes da missão da Transporter-2; anunciaremos a nova data de lançamento prevista, uma vez confirmada”, escreveu a companhia no Twitter nesta quinta-feira (24).

Histórico das missões Transporter

O Falcon-9 usado será o “B1060”, que fez o voo da missão Transporter-1, além de outras seis viagens à órbita do nosso planeta, retornando com sucesso em todas elas. Algumas contas no Twitter traziam um vídeo com o teste de disparo estático do foguete:

Na última segunda-feira (22), o Falcon 9 B1060 foi preenchido com oxigênio líquido e querosene para foguetes, acionando com sucesso os seus nove motores Merlin 1D, como parte de um último teste antes do lançamento oficial. Entende-se por “teste de disparo estático” a ignição completa dos motores, mas sem a propulsão do foguete, que fica preso ao chão.

Com a aprovação no teste, a SpaceX agora já colocou o foguete na horizontal, guardando-o em seu hangar de integração no Cabo Canaveral, na Flórida, onde ele terá instalada a carga com os satélites no segundo estágio de seu corpo – esta parte é descartável e não será recuperada pela SpaceX. Depois disso, o foguete será novamente transportado à base de lançamento e “verticalizado” para lançamento.

Ainda não se sabe se, com esse lançamento, a SpaceX posicionará novos satélites Starlink, relacionados ao seu serviço de internet; ou se o conteúdo se trata de instrumentos de observação e pesquisa.

Apesar do conteúdo do foguete não ter sido divulgado, nem tampouco para quais empresas a SpaceX está oferecendo essa “carona”, a missão Transporter-2 trará um processo de retorno diferente de sua antecessora. 

Enquanto na Transporter-1 o foguete pousou em uma balsa autônoma (droneship) no Oceano Atlântico, desta vez o Falcon 9 B1060 fará o pouso de volta em Terra, na mesma base de onde ele será lançado. Por isso, estima-se que o volume de carga seja consideravelmente mais leve desta vez.

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A Nasa enviará duas missões a Vênus até o ano de 2030, o objetivo da agência é aprender mais sobre esse o segundo planeta mais próximo do Sol, além de descobrir como sua atmosfera se tornou tão hostil ao longo de sua história. O anúncio do planejamento foi feito pelo administrador da Nasa, Bill Nelson, durante um discurso nesta quarta-feira (2).

As missões terão os nomes de Davinci+ e Veritas, e, para sua realização, foram selecionadas quatro naves espaciais da Nasa para a próxima rodada de missões de descoberta. O nome Davinci+, além de lembrar o sobrenome do pintor e cientista Leonardo Da Vinci, é a sigla em inglês para Investigação de Gases Nobres, Química e Imagens da Atmosfera Profunda de Vênus. Essa missão deve mergulhar na atmosfera do planeta para estudar suas mudanças ao longo do tempo.

Nome de uma das missões faz menção ao pintor e cientista italiano Leonardo da Vinci. Crédito: Toda Matéria

Já Veritas, que significa verdade em latim, também é uma sigla, essa para Emissividade de Vênus, Rádio Ciência, InSAR (Radar Interferométrico de Abertura Sintética), Topografia e Espectroscopia. Nessa missão, a Nasa usará um radar para mapear a superfície de Vênus em detalhes a partir de sua órbita.

“Esperamos que essas missões aumentem nossa compreensão de como a Terra evoluiu e por que ela é habitável atualmente, enquanto outros em nosso sistema solar não são”, disse Nelson durante seu discurso.

Importância das missões

Segundo o Space.com, a fala do administrador da Nasa faz referência à recente mudança de foco da agência nas mudanças climáticas conduzidas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que assumiu o cargo em janeiro deste ano.

“A ciência planetária é crítica para responder às perguntas-chave que temos como humanos, como, estamos sozinhos? Que implicações além do nosso sistema solar essas duas missões poderiam mostrar? Isso é realmente empolgante”, declarou o administrador.

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O orçamento para as missões ainda não foi divulgado, porém, por se tratarem de missões de descoberta, seus custos estão limitados a US$ 500 milhões (R$ 2,54 bilhões), isso excluindo os custos com o veículo de lançamento e as operações da missão. A previsão é que as Davinci+ e Veritas sejam lançadas entre 2028 e 2030.

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Cerca de seis meses após retornar à Terra, a espaçonave chinesa Chang’e 5 segue fornecendo informações inéditas sobre o nosso satélite natural. Em dezembro passado, a sonda entregou uma capsula de retorno com em torno de 2kg de material lunar, o que significou a primeira ação do tipo em muitos anos. 

Logo depois da entrega, o módulo orbital se dirigiu a um ponto no espaço conhecido como Lagrange Sol-Terra. Esse local fica a cerca de 1,5 milhão de quilômetros de distância da Terra na direção do Sol. A partir desta área, em torno de uma órbita gravitacionalmente equilibrada, a espaçonave enviou uma imagem inédita da Terra e da Lua juntas.

Missão Chang’e 5 enviou imagens inéditas da Terra e da Lua alinhadas partindo de Lagrange Sol-Terra. Crédito: CNSA

No momento, a Chang’e 5 está realizando uma série de testes relacionados a aspectos como controle de órbita e observação da Terra, do Sol e de outros pontos do chamado espaço profundo. Esses estudos devem auxiliar na realização e maior nível de eficiência de futuras missões espaciais. 

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Essa operação é um dos trabalhos adicionais da missão, que é considerada pelas autoridades chinesas como uma missão extremamente bem-sucedida. Apesar de não ter câmeras otimizadas para uma observação detalhada do espaço profundo, a Chang’e 5 poderá dar alguma perspectiva sobre esses pontos do universo próximo.

Além da sonda chinesa, o Observatório do Clima no Espaço Profundo (DSCOVR, na sigla em inglês), da Nasa, está trabalhando na mesma região do espaço. A observatório americano tem aproveitado pontos que permitem vistas desimpedidas do nosso planeta para conduzir estudos detalhados sobre o clima da Terra. 

A China no espaço

A China tem se colocado como um player importante no mercado da exploração espacial. Em janeiro de 2019, os asiáticos pousaram o rover Yotu-2 no chamado lado oculto da Lua. Essa é uma área não visível do satélite e até aquele momento, inexplorado por conta da impossibilidade do estabelecimento de uma comunicação direta com a Terra. 

Mais recentemente, na última sexta-feira (14), a missão Tianwen-1 conseguiu pousar o rover Zhurong com sucesso na superfície de Marte. Com o feito, os asiáticos se tornaram a terceira nação a pousar no planeta vermelho, após a extinta União Soviética, com a sua Mars 3, de 1971 e os Estados Unidos, com a Viking 2, de 1976. 

Com informações do Space.com

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O aumento de dióxido de carbono na atmosfera terrestre piora um problema já existente: o lixo espacial. O aumento nas emissões reduz a densidade da alta atmosfera e faz com que os destroços permaneçam em órbita.

O que acontece naturalmente é que a atmosfera da Terra oferece uma resistência e “puxa” os destroços em órbita para baixo, e eles acabam se incinerando na queda.

Objetos abaixo de 480 quilômetros de altitude caem naturalmente na baixa atmosfera mais espessa em menos de 10 anos. Segundo o pesquisador e sua equipe, a atmosfera até 400 quilômetros perdeu 21% de densidade por causa do aumento dos níveis de dióxido de carbono. O percentual pode chegar a 80% até o ano 2100 se os níveis forem duplicados.

Se o problema persistir, futuras gerações vão ter grande problemas, pois o acesso ao espaço vai ser cada vez mais difícil, ou até impossível. De acordo com o jornal The New York Times, mais de 2 mil e 500 mil objetos com mais de 10 centímetros orbitam a Terra a uma altitude inferior a 400 quilômetros.

No pior dos cenários, a quantidade de lixo espacial em órbita pode aumentar 50 vezes até o ano 2100. Mas até na melhor das hipóteses, com níveis de dióxido de carbono estabilizados ou até revertidos, a quantidade de lixo espacial deve dobrar.

O perigo já é grande. Astronautas muitas vezes disseram que conseguem ouvir impactos de pequenos objetos na estrutura da estação espacial internacional. O risco é ainda maior em missões externas, quando eles usam os trajes espaciais e ficam mais expostos.

É, pelo jeito vai faltar espaço para a passagem dos foguetes se não se encontrar uma forma eficaz de tirar uma boa parte do lixo que orbita o planeta Terra.

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Elon Musk vive um fim de semana memorável. Após ser apresentador do SNL na noite de sábado (8), viu sua empresa SpaceX atingir mais um marco na madrugada de domingo: o décimo voo (e pouso) de seu foguete reutilizável Falcon 9.

“Primeira vez que um foguete Falcon alcançará o segundo dígito em voos”, tuitou Elon Musk no sábado à noite:

Com isso, a empresa californiana mostra sinais de que não vai diminuir o ritmo. Enquanto em 2020 foram lançados 26 foguetes, neste ano já foram 14 lançamentos.

A espaçonave decolou a partir da base da Força Espacial dos Estados Unidos, no Cabo Canaveral, às 3h42 da madrugada pelo horário de Brasília. Aproximadamente 9 minutos depois da decolagem, o foguete retornou para o solo. O objetivo era colocar em órbita mais 60 satélites Starlink, totalizando mais de 1,6 mil – o que inclui alguns equipamentos que já não estão mais funcionando.

Estamos mais próximos de ter oficialmente a internet de banda larga comercializada por Musk. Atualmente, o número de satélites Starlink em órbita ultrapassa a meta da SpaceX. Por isso, é provável haja a oferta do serviço de internet ainda neste ano. Atualmente, ele está em fase de teste com usuários ao redor do mundo e sendo ofertado para pré-venda mediante um depósito de US$99 pelo site. De acordo com a empresa, mais de 500 mil usuários se inscreveram.

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É o segundo lançamento bem-sucedido que a Falcon 9 fez em uma semana. Um esforço que, à parte do chamuscado na lataria, parece não afetar a espaçonave de 70 metros.

De suas 14 missões este ano, a Falcon 9 fez 11 voos para carregar satélites para a Starlink. Esse impulsionador, chamado de B1051, fez sua estreia em 2019, quando lançou uma cápsula não tripulada Crew na missão Demo-1 como parte de voos de teste para o programa comercial da Nasa.

Recentemente, a SpaceX celebrou o lançamento de sua terceira missão tripulada em menos de um ano, a Crew-2, enquanto comemorava também a volta dos tripulantes da missão Crew-1 da Estação Espacial Internacional.

Via Space.com

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