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Tomar vacina pode ser um pesadelo para algumas pessoas que possuem fobia de agulha. Apesar de parecer algo raro, cerca de 10 a cada 100 pessoas sofrem de algum nível chamada aicmofobia, segundo a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). Além disso, pessoas como fobias de sangue, como hematofobia, também podem associar esse pânico com a vacinação.

Com isso, dá para perceber que o medo de tomar a vacina é bem mais comum do que parece. Com a vacinação contra a Covid-19, e praticamente toda a população recebendo o imunizante, o Olhar Digital preparou um guia explicando algumas coisas sobre a fobia de agulha.

O que causa fobia de agulha?

A Dra. Luciana Siqueira, psiquiatra do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), explicou que as fobias não têm uma causa aparente, mas algumas são herdadas geneticamente.

“A de agulha costuma ser comum em algumas famílias, mas não sabemos exatamente o movido disso acontecer”. A especialista conta ainda que a fobia de agulha se assemelha com a de barata, a de alguns tipos de objetos e a de dirigir.

Apesar de não termos uma causa específica para as fobias, no caso da aicmofobia, acredita-se que seja uma reação de defesa do corpo humano contra eventuais predadores. “Muitas na natureza vezes a presa sobrevive justamente por conta da reação de medo intenso e trava”, disse.

Quais os sintomas da aicmofobia?

Os sintomas da aicmofobia podem variar de pessoa para pessoa, incluindo a intensidade. Mas no geral, taquicardia, sudorese, medo e sensação de pânico são os mais comuns. Em casos extremos, o paciente pode chegar a desmaiar.

Justamente por conta disso que muitas pessoas com essa fobia deixam de fazer exames de sangue e tomar vacina em determinadas situações. Segundo a especialista, muitas vezes os sintomas aparecem antes de a agulha ser colocada. “Pelo simples fato da pessoa saber que precisa tomar vacina ou tirar sangue ela já pode ficar nervosa”.

Outro destaque é que não necessariamente a fobia é de agulha. Segundo a médica, muitas pessoas possuem fobia de sangue, por exemplo, e associam a agulha ao sangue e por conta disso apresentam sintomas parecidos.

fobia de agulha
Imagem: I Am Nikom (Shutterstock)

Como aliviar os sintomas?

Como já foi dito, fobia de agulha não é algo incomum, ainda mais para profissionais de saúde que aplicam vacinas todos os dias. Por isso, a recomendação é ir acompanhado e avisar para o aplicador a condição e o grau que os sintomas costumam aparecer.

Em casos mais graves, a unidade pode providenciar um ambiente onde o paciente pode deitar em caso de desmaio. “Os profissionais de saúde estão acostumados, então a gente orienta para a pessoa comunicar o profissional e pedir para tomar em um local que não seja em fila, onde ela pode sentar. Após o procedimento, ela ainda aguarda um tempo até se reestabelecer”.

Tratamento para aicmofobia

A fobia de agulha pode estar associada a outros casos, como ansiedade e síndrome do pânico. Nessas condições, podem ser indicados medicamentos para tratar esses sintomas, que podem aliviar na aicmofobia.

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No entanto, segundo a psiquiatra, o mais comum é que, caso o paciente precise de ajuda médica, o tratamento seja feito através da exposição a esse tipo de situação. A ideia é que a pessoa se acostume com a agulha aos poucos, até que a sensação de medo diminua.

“Existem algumas pessoas que procuram o Instituto de Psiquiatria para tratar a fobia de agulha, que possuem casos muito extremos. Não tem medicamento específico, mas o que normalmente funciona são terapias de exposição”, conclui a especialista.

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Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no periódico internacional Molecular Psychiatry, do grupo Nature pode ajudar na compreensão da neurobiologia dos transtornos psiquiátricos que envolvem ansiedade e medo. Segundo os pesquisadores, os resultados representam um potencial terapêutico para o tratamento de ansiedade, estresse pós-traumático e a síndrome do pânico.

O artigo é assinado por 14 cientistas e a primeira autora Cristiane Ribeiro de Carvalho atualmente desenvolve sua pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Neurociências. O estudo foi realizado pelo grupo de pesquisa coordenado pelo professor Roger Walz, vinculado ao Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS), que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). 

Os pesquisadores estudaram a relação dessas proteínas em amostras de tecido cerebral obtidas durante a cirurgia de epilepsia do lobo temporal. Segundo o professor Roger Walz, esta foi a “grande sacada” do estudo, uma vez que as regiões que precisam ser removidas cirurgicamente para o controle das crises epilépticas estão envolvidas com o processamento de emoções como ansiedade e medo.

A triagem revelou uma forte correlação entre os níveis de ansiedade dos pacientes e a quantidade de uma dessas proteínas quinases detectada apenas na amígdala, estrutura do sistema límbico cerebral, sabidamente envolvida no processamento das emoções. O estudo mostrou que quanto maior o nível de ansiedade, menor o conteúdo desse biomarcador.

Mulher estressada
Estresse
Créditos: Shutterstock

Os estados de ansiedade e medo podem ser estudados em cobaias de laboratório através da análise de comportamentos inato e aprendido dos animais. O primeiro teste envolve uma situação de conflito do tipo aproximação-esquiva (evitação), enquanto o segundo consiste em uma tarefa onde o animal aprende a antecipar uma resposta de defesa aprendida (comportamento de congelamento) perante uma ameaça iminente (choque nas patas).

Assim como observado nas amostras dos pacientes, o estudo revelou uma forte correlação entre a quantidade do biomarcador na região da amígdala e as diferentes medidas de comportamento do tipo ansiedade em ratos. Para comprovar a relação de causa e efeito dessa associação, o grupo demonstrou que a inibição farmacológica não afetou o comportamento de ansiedade inato, por outro lado, prejudicou a expressão do comportamento de ansiedade.

Os resultados indicam que o biomarcador na amígdala é capaz de predizer os sintomas de ansiedade dos pacientes. Além disso, a pesquisa sugere que a modulação da via da proteína pode representar um potencial alvo terapêutico para o tratamento de transtornos psiquiátricos altamente prevalentes como ansiedade, estresse pós-traumático e a síndrome do pânico.

Fonte: UFSC

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Já parou para pensar o motivo de alguns bebês reagem ao perigo? Segundo uma nova pesquisa da Michigan State University e da University of North Carolina, Chapel Hill, a resposta pode ser encontrada em um lugar inusitado, que é o sistema digestivo de uma criança. Isso porque é o lugar de uma vasta comunidade de microrganismos conhecida como microbioma intestinal. 

O grupo de pesquisa MSU-UNC descobriu que o microbioma intestinal era diferente em bebês com fortes respostas de medo e também bebês com reações mais brandas. Assim, há evidências crescentes que associam o bem-estar neurológico ao microbioma do intestino.

Sendo assim, os pesquisadores sugerem que o microbioma intestinal pode fornecer uma nova ferramenta para monitorar e apoiar o desenvolvimento neurológico saudável. “Este período inicial de desenvolvimento é um momento de tremenda oportunidade para promover o desenvolvimento saudável do cérebro”, disse Rebecca Knickmeyer da MSU, responsável pelo estudo publicado em junho na revista Nature Communications. 

“As reações de medo são uma parte normal do desenvolvimento infantil. As crianças devem estar cientes das ameaças em seu ambiente e estar prontas para reagir a elas”, continuou Knickmeyer. Portanto, para determinar se o microbioma intestinal estava conectado à resposta ao medo em humanos, eles desenvolveram um estudo piloto com cerca de 30 bebês. 

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Os pesquisadores caracterizaram o microbioma das crianças analisando amostras de fezes e a reação de medo de uma criança usando um teste simples, que era observar como um bebê reagia a alguém entrando na sala enquanto usava uma máscara de Halloween.

Através dos dados, viram associações significativas entre características específicas do microbioma intestinal e a força das respostas infantis ao medo. Bebês com microbiomas desiguais com um mês de idade tinham mais medo com um ano de idade, por exemplo.

Além diss, os pesquisadores descobriram que o conteúdo da comunidade microbiana com um ano de idade estava relacionado às respostas de medo. Sendo assim, em comparação com crianças com menos medo, bebês com respostas intensas tinham mais de alguns tipos de bactérias e menos de outros.

“Com estranhos, existe um elemento social. Portanto, as crianças podem ter uma cautela social, mas não vêem os estranhos como ameaças imediatas”, concluiu Knickmeyer. 

Fonte: Medical Xpress

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