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De todas as aplicações no Metaverso, uma das que mais me encanta é como essa nova versão da internet pode transformar a medicina, e por consequência, a saúde e a vida das pessoas. Já esbarrei em alguns exemplos de simulações virtuais para médicos, mas um dos mais interessantes que vi nos últimos dias é o Metaverso Médico, que estará sob a gestão do Thumbay Group, que já começou a trabalhar no projeto. Trata-se de um hospital virtual onde os pacientes poderão visitar e interagir com os médicos por meio de avatares.

O Dr. Thumbay Moideen é o fundador e presidente do Thumbay Group, um conglomerado de negócios internacionais com sede nos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, o grupo já está trabalhando nisso com a esperança de que seja lançado antes de outubro deste ano. O projeto prevê um modelo de hospital virtual completo, onde as pessoas poderão usufruir através de um avatar, consultas médicas de forma totalmente digital. A ideia visa também atender ao turismo permitindo que as pessoas vejam como é o hospital dentro da plataforma.

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O objetivo é oferecer tecnologia de realidade aumentada e virtual para pacientes que estão hospitalizados, acamados por um período de seis meses ou paralisados. Além disso, o hospital quer prestar apoio em ajudar também as pessoas com deficiência permanente. De acordo com Moideen, o projeto vai possibilitar que os pacientes internados por um longo período possam “ir até suas casas” mesmo hospitalizados.

“Por exemplo, uma pessoa do Sri Lanka esteve conosco por um longo período de tempo que ficou paralisada após um acidente de carro e todos os seus movimentos sensoriais desapareceram, mas apenas seu cérebro funcionava. Ele pôde visitar virtualmente seu quarto por meio da tecnologia de realidade aumentada e virtual. Isso motiva os pacientes que exigem cuidados a longo prazo e oferece esperança de que possam voltar ao seu lar”, comenta o presidente do projeto.

1º Metaverso médico do mundo

Em janeiro deste ano, o primeiro Centro de Atendimento ao Cliente do Metaverso foi lançado em Dubai, pelo Ministério da Saúde e Proteção Comunitária dos Emirados Árabes Unidos (MOHAP). O centro foi projetado para atender os requisitos dos clientes em espaços 3D de maneira fácil, e ao mesmo tempo, proporcionando ao público uma experiência sensorial interativa e digitalmente imersiva.

Os pacientes têm a opção de entrar rapidamente no mundo imersivo da MetaHealth – plataforma de saúde do Metaverso, e conversar com uma pessoa real do Centro de Satisfação do Cliente, caso necessite de alguma ajuda. A organização contratou ainda uma empresa para treinar todos os seus médicos para que eles possam se adaptar na transição em lidar com pacientes que chegam através da tecnologia.

Outro destaque vai para o uso da tecnologia artificial para solucionar problemas médicos. Recentemente, o professor Chuanxue Bai junto de outros profissionais propuseram uma definição do Metaverso para a área como “Medicina Como a Internet das Coisas Médicas” ou em inglês, (Medicine as the medical Internet of Things), já que a tecnologia facilita a experiência pelo uso de óculos de realidade aumentada e virtual, em casos de cirurgias, atendimentos e etc.

Um painel multidisciplinar de médicos e especialistas em TI da Ásia, Estados Unidos e Europa abordou as inovações e possibilidades que serão possíveis de realizar por meio da tecnologia. O grupo entrou num consenso de que educação médica, divulgação científica, consultas, diagnóstico e tratamento graduado, pesquisa clínica e até assistência médica poderiam ser facilitadas com o uso da inovação.

Para finalizar, essa interação entre medicina e mundo virtual pode facilitar diferentes serviços médicos, como prevenção de doenças, exame físico, diagnóstico, reabilitação, primeiros socorros e muito mais.

Torçamos que o Metaverso focado na saúde sirva para transformar a vida das pessoas de forma positiva.

Seguimos atentos às demais novidades do assunto.

* Luciano Mathias é CCO da TRIO

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Uma equipe de pesquisadores de instituições nos EUA e Japão desenvolveu um novo tipo de vacina que ajuda o sistema imunológico a destruir tumores cancerígenos. O artigo foi publicado na revista Nature alguns dias atrás, e descreve a nova vacina e seus efeitos em cobaias animais.

A nova vacina funciona eliminando uma das principais estratégias de defesa usada pelos tumores, abrir caminho na superfície de células T. Essas células são implementadas quando o corpo detecta um tumor em crescimento e alerta o sistema imunológico. Os tumores se fixam nas proteínas MICA e MICB na superfície das células T e as estouram, ficando livres para crescer. A nova vacina funciona intercedendo nesse processo, impedindo que o tumor estoure as células imunológicas enviadas para matá-lo. A vacina aumenta a densidade de proteínas na superfície das células cancerígenas, o que os pesquisadores descrevem como “incitar a imunidade protetora”.

Recentemente, pesquisadores vêm explorando diversas vacinas contra o câncer. A vacina para HPV, por exemplo, já reduz bastante o risco de câncer cervical. Nesta vacina para câncer, os pesquisadores desenvolveram um processo mais generalizado, que eles acreditam que pode ser usado contra vários tipos de tumor.

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Segundo o estudo, a vacina se mostrou segura para camundongos e macacos-rhesus. Os pesquisadores apontaram que a vacina funciona ainda melhor quando usada em conjunto com radioterapia. Agora começa o processo clínico para testar a nova vacina contra tumores em humanos.

Via MedicalExpress

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Um novo algoritmo criado pela empresa de inteligência artificial Zone7 está sendo usado para que times de futebol, da NBA (National Basketball Association) e da NFL (National Football League) detectem riscos de lesões de seus atletas.

A empresa criada por Tal Brown e Eyal Eliakim, dois israelenses que serviram na divisão de tecnologia de elite das forças armadas, está sediada no Vale do Silício, na Califórnia.

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A Zone7 afirma que usa milhares de parâmetros de dispositivos vestíveis, incluindo coletes GPS, além de estatísticas de sprint no jogo, métricas de sono e biomarcadores para prever o risco de lesões. Segundo a empresa, é possível detectar com precisão 70% das lesões sete dias antes de acontecerem usando algoritmos baseados nos dados que coleta.

“Às vezes, o risco pode significar uma redução na carga de trabalho – menos execução de um tipo específico, como sprint. Às vezes, um jogador pode ser mal treinado e pode ser necessário trabalho adicional. O software pode simular cenários ideais no dia a dia para que os jogadores estejam em tendência para o seu pico e o risco de lesões seja minimizado”, afirmou Brown ao jornal britânico The Telegraph.

Getafe e Liverpool são exemplos

Um dos primeiros clubes de futebol a usar o algoritmo da Zone7 foi o Getafe, da Espanha. De acordo com a empresa, nos cinco anos de parceria, entre 2017 e 2020, o time teve uma redução de 70% no número de lesões musculares sofridas e, na temporada 2018/19, teve o menor número de lesões resultando em partidas perdidas por seus atletas entre os 20 clubes do Campeonato Espanhol.

“O futebol se tornou muito rico em dados e, se você puder extrair um valor profundo destas informações, poderá ter uma vantagem competitiva. Isso já está muito bem estabelecido na área de identificação de talentos e agora está começando a acontecer na medição e na tentativa de otimizar o bem-estar e o desempenho dos jogadores”, destacou Tal Brown.

O Liverpool é o principal parceiro da Zone7 atualmente. A empresa afirma que, na temporada 2020/21, reduziu quase pela metade os dias perdidos por seus atletas devido a lesões substanciais, que deixam os jogadores mais de 9 dias sem poder jogar.

Liverpool
Thiago Alcântara se lesionou neste domingo (22). Créditos: Liverpool

“O Zone7 tem sido um recurso útil nos últimos nove meses, apoiando nossos sistemas internos de monitoramento de carga para ajudar a otimizar o nível de atendimento que a equipe médica e de condicionamento físico fornece a cada jogador diariamente”, disse Conall Murtagh, preparador físico do Liverpool.

“Os recursos inovadores da plataforma, sustentados pela inteligência artificial, têm a capacidade de aproveitar todas as formas de dados de desempenho do atleta. É um desenvolvimento muito empolgante para o futuro gerenciamento de carga de jogadores de futebol de elite. Esperamos que o serviço se expanda para cobrir nossas equipes femininas e sub-23″, completou Murtagh.

“O Liverpool tem sido um verdadeiro pioneiro na adoção da ciência de dados em várias funções”, exaltou Tal Brown.

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Nesta segunda-feira (2), o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota dando a sua posição oficial proibindo a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil. O posicionamento ocorre por conta da “mobilização por parte de alguns segmentos para liberação do cigarro eletrônico no país, tentando mudar a legislação em vigor”.

O Conselho solicitou o envolvimento de outros segmentos no combate ao cigarro eletrônico. Tanto que os médicos são recomendados a orientarem seus pacientes e a população em geral sobre os riscos desse tipo de produto. Além de pedir para que a imprensa colaborasse com as ações de esclarecimento sobre isso, para que seja “levando ao público informações adequadas, acessíveis e de fontes confiáveis”.

Nisso, o Governo e o Congresso Nacional também são alvo de três pedidos, que são eles: os compromisso com a manutenção da lei que trata sobre os dispositivos eletrônicos para fumar; reforço aos mecanismos de fiscalização e controle e desenvolvimento de campanhas de esclarecimento sobre os malefícios do uso do cigarro eletrônico.

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A autarquia falou que existe um acúmulo de evidências que indicam que fumar cigarros eletrônicos pode trazer riscos para a saúde até maiores que outras formas de uso de tabaco. O texto ainda destacou que esse tipo de dispositivo “possui altos índices de nicotina e de outras substâncias nocivas em sua composição, causa dependência química e pode levar milhões de pessoas ao adoecimento e à morte”.

Os conselheiros federais afirmaram que se trata de algo urgente. “Cigarro eletrônico é porta de entrada para o tabagismo. Estudos já comprovaram os riscos da nicotina para doenças cardiovasculares e respiratórias, dependência química e câncer”, explicou o presidente da autarquia, José Hiran Gallo.

Fonte: O Globo

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Um novo estudo publicado no jornal científico Communications Biology, ligado à revista Nature, ressalta bons resultados de um tratamento ainda em fase experimental relacionado ao Mal de Alzheimer, a doença neurodegenerativa que causa perda extensa de memória e, com o tempo, morte.

Ainda sem cura, a doença tem por característica uma inflamação neurológica que começa afetando o senso de julgamento do paciente, progredindo para perda de memória e a paralisação de funções cerebrais maiores. Não apenas o Mal de Alzheimer ainda é incurável, ele também é sempre fatal.

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A perda ampla de memória de curto e longo prazo são sintomas comuns em quem sofre do Mal de Alzheimer, mas novo tratamento vem sendo pesquisado para preservar a lembrança dos pacientes
A perda ampla de memória de curto e longo prazo são sintomas comuns em quem sofre do Mal de Alzheimer, mas novo tratamento vem sendo pesquisado para preservar a lembrança dos pacientes (Imagem: Photographee.eu/Shutterstock)

O proposto tratamento prevê a administração intranasal do que os especialistas chamaram de “mediadores lipídicos”, que são basicamente compostos bioativos feitos de ácidos graxos como o ômega-3, e que atuam especificamente no tratamento anti-inflamatório.

Um desses mediadores lipídicos, chamado “Neuroprotectina-D1” (NPD1), foi descoberto pela equipe liderada por Nicolas Bazan, médico neurologista, PhD e professor e diretor do Centro de Excelência Neurocientífica LSU, em Nova Orleans. Pesquisas anteriores mostraram que esse recurso funciona bem em tratamentos contra vítimas de derrames ou pessoas que têm algum dano de retina, mas que tem pouca presença na área do cérebro que corresponde à memória.

A administração intranasal (pense em quando você tinha que espirrar o famoso “rinosoro” dentro do nariz) é a menos invasiva para essa finalidade, de acordo com os médicos envolvidos no estudo, que também dizem que seu uso deve abrir novas vias de tratamento para quem sofre de Alzheimer.

“Essa doença não tem prevenção, nem cura, e impõe uma pressão horrenda em seus pacientes e as respectivas famílias, considerando a sua progressão arrasadora e seus eventos adversos devastadores”, disse o Dr. Bazan. “Milhões de pessoas sofrem de Alzheimer hoje, e esse número deve aumentar rapidamente nos próximos anos”.

De acordo com levantamentos da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50 milhões de pessoas no mundo convivem com o Mal de Alzheimer ou alguma doença neurodegenerativa relacionada.

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Câmeras de tamanho ultrapequeno têm grande potencial para detecção de problemas no corpo humano por nanorrobôs, mas os equipamentos conhecidos até agora capturavam imagens distorcidas e confusas, com campos de visão limitados. 

Pesquisadores da Universidade de Princeton (PU) e da Universidade de Washington (UW) superaram esses obstáculos e foram capazes de criar uma câmera compacta do tamanho de um grão de sal grosso, dotada de um sistema denominado nano-óptica neural.

Nanocâmera do tamanho de um grão de sal grosso promete imagens coloridas com nitidez nunca antes alcançada. Imagem: images72 – Shutterstock

De acordo com o artigo científico publicado na revista Nature Communications nesta segunda-feira (29), o novo sistema pode produzir imagens nítidas e coloridas no mesmo nível de uma lente de câmera composta convencional 500 mil vezes maior em volume.

Habilitado por um design conjunto de hardware da câmera e processamento computacional, o sistema pode permitir uma endoscopia minimamente invasiva com nanorrobôs para diagnosticar e tratar doenças. 

Metassuperfície de ondas ópticas trabalha com algoritmos de aprendizado de máquina

Enquanto uma câmera tradicional usa uma série de lentes curvas de vidro ou plástico para direcionar os raios de luz para o foco, esse novo sistema óptico se baseia em uma tecnologia chamada metassuperfície, que pode ser produzida como um chip de computador.

Com apenas meio milímetro de largura, a metassuperfície é cravejada de 1,6 milhão de pinos cilíndricos, cada um com aproximadamente o tamanho do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Cada pino tem uma geometria única e funciona como uma antena óptica. Segundo o estudo, é necessário variar o design de cada coluna para dar forma correta a toda a frente de onda óptica. 

Com a ajuda de algoritmos baseados em aprendizado de máquina, as interações das colunas com a luz se combinam para produzir imagens da mais alta qualidade e o mais amplo campo de visão para uma câmera metassuperfície colorida desenvolvida até hoje.

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Uma inovação importante na criação da câmera foi o design integrado da superfície óptica e os algoritmos de processamento de sinal que produzem a imagem. “Isso aumentou o desempenho do equipamento em condições de luz natural, em contraste com as câmeras metassuperfície anteriores que exigiam luz laser pura de um laboratório ou outras condições ideais para produzir imagens de alta qualidade”, disse Felix Heide, autor sênior do estudo e professor assistente de computação ciência em Princeton.

A equipe liderada por Heide comparou as imagens produzidas com seu sistema com os resultados de câmeras anteriores de metassuperfície, bem como imagens capturadas por uma óptica composta convencional que usa uma série de seis lentes refrativas. 

Além de um pouco de desfoque nas bordas do quadro, as imagens da câmera de tamanho nano eram comparáveis ​​às da configuração de lente tradicional, que é mais de 500 mil vezes maior em volume.

Câmeras ultrapequenas anteriores geravam distorção de imagens

Outras lentes metassuperfície ultracompactas sofreram grandes distorções de imagem, pequenos campos de visão e capacidade limitada de capturar todo o espectro de luz visível – referido como imagem RGB porque combina vermelho, verde e azul para produzir tons diferentes.

Câmeras micro-dimensionadas anteriores capturavam imagens distorcidas e difusas com campos de visão limitados (à esquerda). Um novo sistema denominado nano-óptica neural (à direita) pode produzir imagens nítidas e coloridas no mesmo nível de uma lente de câmera composta convencional. Imagem: Universidade de Princeton

“Tem sido um desafio projetar e configurar essas pequenas microestruturas”, disse Ethan Tseng, estudante de Ph.D. em ciência da computação de Princeton que coliderou o estudo junto com Heide. “Para esta tarefa específica de capturar imagens RGB de grande campo de visão, é um desafio porque existem milhões dessas pequenas microestruturas e não está claro como projetá-las de maneira ideal”.

Shane Colburn, Ph.D. em engenharia elétrica pela Universidade de Washington, onde hoje é professor assistente afiliado, também é coautor da pesquisa. Ele enfrentou esse desafio criando um simulador computacional para automatizar o teste de diferentes configurações de nanoantenas. 

“Por causa do número de antenas e da complexidade de suas interações com a luz, esse tipo de simulação pode usar grandes quantidades de memória e tempo”, disse Colburn, que desenvolveu um modelo para aproximar com eficiência as capacidades de produção de imagens das metassuperfícies com precisão suficiente.

James Whitehead, estudante de Ph.D. em ciência da computação da UW, outro coautor do estudo, fabricou as metassuperfícies, que são baseadas em nitreto de silício, um material semelhante ao vidro que é compatível com os métodos de fabricação de semicondutores padrão usados ​​para chips de computador – o que significa que um determinado projeto de metassuperfície poderia ser facilmente produzido em massa a um custo menor do que as lentes em câmeras convencionais.

“Embora a abordagem do design óptico não seja nova, este é o primeiro sistema que usa uma tecnologia óptica de superfície no front end e processamento baseado em neural na parte traseira”, disse Joseph Mait, consultor da Mait-Optik e ex-pesquisador sênior do Laboratório de Pesquisa do Exército dos EUA.

“A importância do trabalho publicado é completar a tarefa hercúlea de projetar em conjunto o tamanho, a forma e a localização dos milhões de recursos da metassuperfície e os parâmetros do processamento pós-detecção para atingir o desempenho de imagem desejado”, acrescentou Mait, que não tem relação com o estudo.

A equipe agora estão trabalhando para adicionar mais habilidades computacionais à própria câmera. Além de otimizar a qualidade da imagem, eles gostariam de adicionar recursos para detecção de objetos e outras modalidades de detecção relevantes para medicina e robótica.

Heide também prevê o uso de imageadores ultracompactos para criar superfícies com sensores. “Poderíamos transformar superfícies individuais em câmeras com resolução ultra-alta, para que não fossem mais necessárias mais de três câmeras na parte de trás do dos telefones, e sim toda a parte de trás do seu telefone se tornaria uma câmera gigante. Podemos pensar em diferentes maneiras de construir dispositivos no futuro “, disse ele.

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A sabedoria popular diz que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Agora, especialistas acreditam que quebrar o jejum no horário “certo” também pode garantir mais alguns anos de vida para as pessoas.

Cientistas da Universidade de Nova York descobriram que tomar o café antes das 7h da manhã pode aumentar a expectativa de vida. Por outro lado, esperar até as 10h pode ter o efeito contrário.

Pesquisas anteriores descobriram que comer tarde da noite perturba o relógio interno do corpo e aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Mas, até o momento, poucos estudos analisaram se o horário do café da manhã tem um impacto semelhante.

Tomar café da manhã antes das 7h pode garantir uma vida mais longa, segundo pesquisa. Imagem: Viktoria Alipatova/Pexels

Café da manhã cedo pode reduzir risco de doenças cardíacas e câncer

O estudo acompanhou mais de 34.000 americanos com mais de 40 anos durante várias décadas. Os voluntários registraram os horários de alimentação e os cientistas os compararam com as taxas de mortalidade ao longo do estudo.

Os resultados, publicados no Journal of Nutrition, mostraram que aqueles que tomam café da manhã entre 6h e 7h têm 6% menos probabilidade de morrer prematuramente de doenças graves, como problemas cardíacos ou câncer do que aqueles que tomam café da manhã regularmente às 8h, e um risco de morte prematura 12% menor do que outros que comeram pela primeira vez às 10h.

Acredita-se que pular o café da manhã ou comê-lo tarde interrompe o “relógio alimentar” do corpo – a programação interna que controla a liberação de hormônios relacionados à alimentação, como a insulina. Esse hormônio ajuda a queimar a glicose da corrente sanguínea, e os níveis atingem o pico de manhã cedo.

Comer mais tarde pode significar que o corpo diminui gradativamente a insulina e aumenta os níveis de glicose no sangue – causando diabetes, obesidade e doenças cardíacas.

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Com o avanço da vacinação pelo mundo as atenções estão voltadas para a variante Delta da Covid-19, que se mostra mais difícil de ser controlada e mais contagiosa que a versão padrão da doença. Apesar disso, os imunizantes atuais são capazes de lidar com a cepa. As informações são de uma reportagem especial do BuzzFeed News.

A variante Delta levou a uma mudança nas orientações em diversos locais do mundo, inclusive nos Estados Unidos, após ser constatado que, mesmo vacinadas, as pessoas ainda podiam transmitir a Cepa devido ao seu alto grau de contágio. O uso de máscaras, que chegou a ser descartado em boa parte do país, voltou a ser obrigatório em ambientes fechados em alguns estados.

Variante Delta controlada

Os dados ainda mostram que cerca de 99% das novas mortes por Covid-19 nos EUA são de pessoas que não se vacinaram. Os estados com mais casos são os com menores taxas de imunização. O presidente Joe Biden chegou a classificar como uma “pandemia dos não vacinados”.

No entanto, de acordo com especialistas, a onda mais recente na Europa mostra que talvez a cepa não seja uma “força incontrolável”. Vacinação e estratégias de isolamento podem evitar um aumento muito expressivo dos casos de Covid-19 com a variante Delta.

Segundo os especialistas, a forte onda de Covid-19 na Índia motivada pela variante Delta não pode ser comparada com a atual nos EUA e na Europa. Isso pois o país asiático estava com apenas uma pequena parcela da população vacinada durante o período. Além disso, o sistema de saúde indiano não tinha capacidade suficiente para atender a demanda.

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Os especialistas também citam o Reino Unido. A maior parte dos infectados pela variante foram de jovens e não adoeceram gravemente. Isso, combinado com o rápido progresso da vacinação no Reino Unido nos últimos meses, significou que o pico de hospitalização foi bem menor do que o que ocorreu em janeiro, auge da pandemia e com a variante Alpha. Atualmente, apenas cerca de 90 pessoas morrem da doença por dia em todo a região da grã-bretanha, em comparação com mais de 1.200 no pico.

Após isso, houve uma grande liberação das medidas de restrição no Reino Unido e, apesar das autoridades preverem um aumento dos casos, eles seguiram na mesma faixa.

Outro país europeu com uma clara ascensão e queda de casos é a Holanda. Cerca de 10 dias depois que o governo holandês removeu quase todas as restrições os casos começaram a aumentar. Poucos dias depois as autoridades voltaram a adotar as medidas de restrição de circulação. A variante Delta então atingiu seu pico e após alguns dias os casos se estabilizaram.

“O Reino Unido e a Holanda deveriam ser um conselho contra o desespero”, explicou Bill Hanage, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan. “Não precisamos ser fatalistas sobre a variante Delta.”

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O uso de inteligência artificial por meio de robô pode ajudar a fazer a triagem de pacientes para aliviar o sistema de saúde sobrecarregado durante a pandemia da Covid-19. Pesquisadores desenvolveram a Laura, uma assistente virtual capaz de identificar e interpretar informações de quem busca atendimento hospitalar.

O projeto é da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Instituto Laura Fressatto. O algoritmo é capaz de descrever a gravidade da doença de um paciente a partir dos sintomas informados. Isso ajuda no direcionamento dessa pessoa para um profissional adequado, evitando tempo de triagem e encaminhamento.

Caso a pessoa seja identificada com sintomas leves, ela continua sendo monitorada pelo robô, sendo coletadas informações a cada três dias de seu estado de saúde. Caso haja uma piora, um enfermeiro entra em contato por meio de chamada de vídeo, para entender o quadro.

“O paciente entra em contato com a plataforma do robô Laura e digita algumas informações que o robô identifica e interpreta. O paciente tanto pode receber informações, como prevenção, vacinas e orientações sobre covid-19, mas também pode descrever os sintomas [que está sentindo] para o algorítimo,” disse o médico Murilo Guedes, líder do estudo, à Agência Brasil.

Imagem: Reprodução – Laura

Robô capaz de ajudar na saúde

A pesquisa compilou atendimentos realizados na plataforma da Laura com 24,1 mil pessoas entre julho e outubro de 2020. As tiragens foram feitas em três cidades brasileiras: Curitiba (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva (SP).

44,8% dos pacientes analisados foram classificados com sintomas leves de Covid-19, 33,6% dos casos foram considerados moderados e apenas 14,2% foram diagnosticados como casos graves da doença. Os resultados preliminares de viabilidade dessa tecnologia foram publicados no jornal Frontiers in Digital Health.

O estudo segue em andamento e os próximos passos envolvem analisar a segurança do robô para fazer diagnósticos de saúde. Isso é feito medindo a precisão das avaliações médicas fornecidas pela inteligência artificial. Outros testes com a tecnologia já estão sendo aplicados.

“O que a gente ainda precisa fazer, daqui para a frente, é mostrar que a ferramenta tem eficácia na avaliação dela e que ela é segura. O grande objetivo aqui é otimização de recursos em saúde para desafogar as instituições de saúde”, finalizou Murilo.

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As fake news sobre a eficácia e efeitos das vacinas da Covid-19 parecem ter beneficiado, em grande escala, o médico osteopata Joseph Mercola, segundo levantamento sobre o impacto da desinformação feito por especialistas a pedido do jornal New York Times.

Mercola, que já foi amplamente criticado pelos seus pares e também foi alvo de sanções e investigações pelo seu uso de tratamentos não aprovados pela ciência, é uma figura influente no meio dos conspiracionistas antivacina, tendo publicado recentemente um artigo cheio de informações falsas em relação às vacinas aplicadas durante a pandemia.

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Imagem mostra Joseph Marcola, que seria o maior beneficiado pela veiculação de fakew news relacionadas às vacinas da Covid-19. Médico osteopata contesta informações
Imagem mostra Joseph Marcola, que seria o maior beneficiado pela veiculação de fakew news relacionadas às vacinas da Covid-19. Médico osteopata contesta informações. Imagem: Taylor Castle/Washington Post

No artigo em questão, em que fala sobre as vacinas mRNA, Mercola começa divagando sobre a “definição legal” da palavra “vacina”, prosseguindo com argumentos sem base como “as vacinas do coronavírus são uma fraude médica”, dizendo que “elas não previnem infecções, nem oferecem imunidade, nem tampouco impedem a transmissão da doença”.

Todas as argumentações do médico são facilmente desmentidas por especialistas do setor, mas isso não importa. Segundo o New York Times, seu artigo de 3,4 mil palavras ganhou traduções para o espanhol e polonês, adquirindo tração e virando munição para quem veicula campanhas contrárias à vacinação – um problema que sempre foi grave nos EUA, mas começa a ganhar terreno no Brasil.

Segundo dados da ferramenta CrowdTangle, somente no Facebook o artigo de Mercola recebeu interações de pelo menos 400 mil usuários da rede social, graças a expressões de gatilho que dizem que “ao invés [de prevenir infecções], essas vacinas alteram sua codificação genética, fazendo de você uma fábrica de proteínas virais que não tem um botão de desligamento”.

O empreendedor clínico já publicou, em seu site oficial e páginas nas redes sociais, mais de 600 artigos que dispersam fake news sobre a pandemia – desde o seu começo -, normalmente, usando títulos chamativos, mas que não necessariamente correspondem ao conteúdo escrito – no jargão jornalístico, dá-se à prática o nome de “clickbait” (“Isca de cliques”, em uma tradução literal).

Por causa de suas ações, Joseph Mercola vem sendo marcado como parte da chamada “Dúzia da Desinformação”, uma lista com 12 pessoas responsáveis pela proliferação de fake news relacionadas à pandemia, segundo a ONG Countering Digital Hate. Nessa mesma lista, encontram-se Robert F. Kennedy Jr – sobrinho do presidente assassinado John Kennedy, líder da organização antivacina Children’s Health Defense e, recentemente, banido do Instagram por veiculação de falsas informações -, e Erin Elizabeth, fundadora do site desinformativo Health Nut News e namorada de Mercola.

“Ele [Mercola] é um dos pioneiros do movimento antivacina”, disse ao NYT Kolina Koltai, pesquisadora da Universidade de Washington para estudos de teorias da conspiração. “Ele é mestre em capitalizar momentos de incertezas, como a atual pandemia, para crescer e ampliar esse movimento”. Segundo autoridades, figuras como Mercola estão passando por uma ressurgência nas últimas semanas, já que, recentemente, a distribuição de vacinas nos EUA tem desacelerado em meio ao avanço da variante Delta, uma nova cepa da Covid-19.

De acordo com dados divulgados pelo CDC (Centro de Controle de Doenças, na tradução da sigla em inglês), 97% dos hospitalizados por Covid-19 nos EUA são pacientes não vacinados.

Captura de imagem feita do site de Joseph Mercola mostra artigo intitulado "Deixar Crianças pegarem Covid-19 pode trazer mais imunidade do que a vacinação"
Os artigos publicados no site de Joseph Mercola possui títulos extremamente chamativos, a fim de incentivar o crescimento de audiência conspiracionista. Na imagem, o título é traduzido para: “Deixar que crianças peguem Covid-19 pode trazer mais imunidade que a vacinação”. Imagem: Olhar Digital/Reprodução

A estratégia usada por Mercola é engenhosa, porém não é exatamente nova: ao invés de diretamente acusar vacinas de não funcionarem, ele levanta discussões sobre questões posicionadas em artigos que já as responderam, gerando dúvida não no argumento em si, mas na comunidade científica que desmentiu informações potencialmente enganosas.

Isso é um detalhe importante, haja vista que filtros de conteúdo falso em redes sociais só identificam materiais diretamente acusatórios. Pense assim: se você afirmar, diretamente, que vacinas vão alterar seu DNA, o Twitter vai barrar sua postagem. Se você levantar uma discussão sobre um estudo já refutado que afirme isso, o máximo que vai acontecer é sua postagem ser marcada com um aviso de cautela – mas ele seguirá no ar.

“Ele vem ganhando uma sobrevida nas redes sociais, as quais ele explora inteligentemente e implacavelmente, para trazer mais pessoas ao seu ‘rebanho’”, disse Imran Ahmed, diretor da Countering Digital Hate. É dessa ONG o relatório que cunhou o termo “Dúzia da Desinformação”, que já foi citado até em audiências do congresso na Casa Branca.

Questionado pelo New York Times, Mercola disse, via e-mail, que essa situação lhe pareceu “bastante peculiar”, considerando que, segundo ele próprio, suas postagens no Facebook “tinham apenas algumas centenas de curtidas”, e que ele não entendia como “o seu número relativamente baixo de compartilhamentos poderia causar tamanha calamidade à campanha multibilionária de vacinação promovida por Joe Biden”, o presidente dos Estados Unidos, a quem ele acusa de “estar em conluio com as redes sociais em uma campanha de censura”.

Entretanto, o jornal o questionou sobre a veracidade de seus artigos, a qual Mercola não confirmou, nem negou: “Eu sou o principal autor de uma publicação revisada pelos meus pares sobre a vitamina D e o risco da Covid-19 e tenho todo o direito de informar o público pelo compartilhamento de minha pesquisa médica”, ele disse.

O New York Times não conseguiu confirmar a veracidade dessa informação e Mercola recusou-se a nomear qual é essa publicação.

Mercola usa táticas de capitalização muito parecidas com o que vimos com conspiracionistas como Alex Jones, do canal InfoWars: ele faz uma afirmação clinicamente absurda, e oferece um produto alternativo de sua própria loja como forma de tratamento. Um exemplo: ele, no passado, disse que a radiação danosa aos humanos era potencializada pelo uso de…colchões de mola – e que isso só poderia ser prevenido com um suplemento que sua loja – e apenas a sua loja – vendia.

Captura de imagem mostra loja de comércio eletrônico onde ele vende suplementos não aprovados por órgãos de saúde
Além dos artigos enganosos, Joseph Mercola conta com um e-commerce em seu site, onde vende suplementos e remédios alternativos para doenças cujos efeitos somente ele afirma ter tratamento. Imagem: Olhar Digital/Reprodução

Em 2012, ele começou a pregar os “benefícios do bronzeamento artificial”, afirmando que essa prática ajudava a prevenir o câncer. Ao mesmo tempo, ele começou a vender unidades de bronzeamento artificial (as camas com iluminação ultravioleta interna) por preços entre US$ 1,2 mil (R$ 6.244,64) e US$ 4 mil (R$ 20.815,46). Todas as suas afirmações, porém, foram desmentidas: de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prática pode dobrar o risco de câncer de pele; e um estudo feito pela Universidade de Dundee afirmou que bronzeamento artificial é “tão letal quanto fumar cigarro é para os pulmões”.

Embora ele afirme que seus números são baixos, o fato é que Mercola criou uma série de empresas para empregar dezenas de pessoas apenas para a veiculação de conteúdo falso. Além do seu site, que leva o seu nome; ele também criou empresas como a “Mercola Health Resources” e a Mercola Consulting Services”, com escritórios na Flórida e nas Filipinas. Com essa força, cada postagem e vídeo produzidos por ele em inglês é imediatamente traduzido para mais de uma dúzia de idiomas.

Sua página oficial no Facebook conta com quase dois milhões de seguidores, e sua página em espanhol, com mais de um milhão. No Twitter, são 400 mil seguidores, além de 300 mil inscritos no YouTube. Questionadas pelo jornal sobre a presença do médico, as empresas ofereceram uma série de justificativas: Facebook e Twitter disseram que já derrubaram diversas postagens assinadas pelas empresas de Joseph Mercola; o Facebook disse tê-lo banido de seu programa de publicidade paga, e o YouTube afirmou que Joseph Mercola não faz parte do programa de monetização de vídeos da plataforma.

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