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Nesta quinta-feira (29), mais nove amostras da variante Delta da Covid-19 foram detectadas pela prefeitura de São Paulo e o Instituto Butantan. Ao todo, o monitoramento já registrou 22 diagnósticos da nova cepa. Agora, os casos estão sendo investigados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de origem.

Segundo a prefeitura, o monitoramento é feito por cálculo amostral, considerando cada semana epidemiológica. O Instituto Butantan, do governo estadual, analisa as amostras por meio de sequenciamento genético.

Além disso, o Instituto Adolfo Lutz, laboratório estadual, também faz análises de variantes em parceria com Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade de São Paulo (USP) e a prefeitura. Cerca de 600 amostras são enviadas semanalmente para cada laboratório. A ação de identificação de quais cepas circulam na capital paulista foi iniciada em abril deste ano.

Fonte: Agência Brasil

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Variante Delta coloca em risco países que zeraram casos de Covid-19

A variante Delta da Covid-19 está desafiando as autoridades de saúde do mundo inteiro. A cepa da doença, mais contagiosa que a versão padrão, consegue escapar mesmo com as estratégias de tolerância zero mais rígidas do mundo, colocando em risco países que haviam conseguido zerar casos do vírus.

Um desses exemplos é a Austrália, que adotou medidas bastante rigorosas contra a Covid-19 e conseguiu evitar grandes surtos da doença. O país colocou quarentena obrigatória para contaminados em hotéis além de uma série restrições, para impedir a entrada de pessoas infectadas.

No entanto, com a vacinação lenta, o país está vendo a variante Delta ser capaz de romper essas barreiras, mesmo com testagem em massa e rastreio de contaminação. Em Sidney, maior cidade do país, a quarentena, que começou no fim de junho, foi expandida após um aumento de casos.

Para saber mais, acesse a reportagem no Olhar Digital.

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A startup de neurotecnologia Synchron impôs uma derrota à Neuralink, uma das empresas do bilionário Elon Musk, ao se tornar a primeira empresa a receber aprovação regulatória do FDA, órgão dos Estados Unidos similar à nossa Anvisa, para começar a testar implantes cerebrais em voluntários humanos.

Com essa autorização dada pelo FDA, a Synchron anunciou que espera iniciar estudos em humanos ainda este ano. O produto da empresa, batizado de Stentrode, é um implante neural que se conecta ao cérebro por meio da jugular. O objetivo é usá-lo como uma interface cérebro-computador para conceder o controle de dispositivos externos usados por pessoas com paralisias.

Batendo as rivais

A autorização coloca a Synchron à frente de rivais do setor, com destaque para a Neuralink, que recebe um pesado aporte financeiro de Elon Musk, mas ainda não conseguiu saltar dos experimentos dos implantes cerebrais em animais para os primeiros testes em humanos. Em um comunicado à imprensa, o CEO da empresa, Thomas Oxley, comemorou a decisão do FDA.

Demonstração do funcionamento do implante Stentrode, da Synchron

Para Oxley, o anúncio representa um resultado satisfatório para anos de testes de segurança realizados em conjunto com o FDA. Segundo ele, a empresa e o órgão regulatório têm trabalhado juntos para abrir caminho para a primeira aprovação comercial de um implante cerebral permanente para o tratamento de paralisias.

Mercado aquecido

A vitória da Synchron sobre a Neuralink, em partes, acontece porque o Stentrode oferece uma abordagem muito menos invasiva em comparação com o implante da empresa de Elon Musk. O implante da Neuralink inclui vários fios, que são perfurados no crânio do usuário, em contrapartida, o implante da Synchron pode ficar totalmente fora do crânio.

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Porém, a Neuralink e a Synchron não são os únicos dois players fortes no mercado de implantes cerebrais. Na semana passada, a empresa de neurotecnologia Paradromics conseguiu um aporte de R$ 100 milhões para desenvolver e refinar seu implante neural, que também pretende dar a pessoas paralisadas a capacidade de se mover e se comunicar através de uma interface cérebro-computador.

Com informações do Futurism

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Por Michel Batista*

O tema saúde pública e privada é muito debatido em todas as esferas políticas e econômicas. Encontrar o equilíbrio entre eficácia, segurança, tolerabilidade sem aumento de custos é uma importante meta para o governo. Neste contexto, a ciência vem desenvolvendo cada vez mais fármacos biossimilares, que são medicamentos biológicos não idênticos de um medicamento de referência, porém desenvolvidos com a mesma complexidade e finalidade. Esse tipo de medicamento é uma alternativa econômica a produtos biológicos de referência, facilitando o acesso à população que necessita de um tratamento adequado com uma maior facilidade.

Para detalharmos um pouco mais sobre medicamentos biossimilares, é interessante saber que esse tipo de produto não é o famoso genérico, com fórmula idêntica ao medicamento original. No caso dos biossimilares, eles são produtos produzidos a partir de um organismo vivo, como células e bactérias. Além disso, trata-se de uma classe de medicamentos de alta tecnologia que possui algumas variáveis, criando diferenças inevitáveis até mesmo entre lotes subsequentes do mesmo produto. Neste contexto, a tecnologia utilizada é a mesma dos medicamentos referência, termo utilizado para o primeiro medicamento produzido de uma molécula específica, o que garante a eficácia do fármaco. Como utiliza-se uma molécula já desenvolvida, o custo do biossimilar é mais barato, trazendo aos pacientes uma acessibilidade maior ao tratamento, sem perda de eficácia.

Quando falamos economicamente dos medicamentos biossimilares, o investimento neste tipo de fármaco representa uma redução significativa de preço que pode chegar a mais de 40% no custo final, quando comparamos o preço de registro no Brasil dos nossos biossimilares e os medicamentos de referência. Isso mostra que as aquisições desses produtos possibilitam uma grande e efetiva economia de recursos. Entretanto, é preciso ressaltar que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, os produtos biossimilares representam apenas 2% do que é adquirido pelo Ministério da Saúde. Tal cenário vem mudando e devido ao preço mais baixo para aquisição, os governos municipais, estaduais e federais já ampliaram a busca pela compra dos biossimilares.

É preciso ressaltar que essa classe de medicamento torna o tratamento mais acessível, dando a possibilidade da manutenção mais apropriada do tratamento. No Brasil, já foram registrados mais de 30 medicamentos biossimilares, entre eles está o infliximabe da Celltrion, utilizado para doenças autoimunes como doença de Crohn, artrite reumatóide, entre outras. Quando utilizado, o biossimilar aponta para uma redução de aproximadamente 30% nos gastos com o produto. Já o rituximabe da Celltrion, quando utilizado para o tratamento de Linfoma não-Hodgkin, gera uma economia de mais de 60%. Esses são apenas dois exemplos, mas que somados ao macro, trazem um impacto extremamente positivo na economia, reduzindo uma pressão sobre os custos dos cuidados de saúde e liberando orçamento para outros gastos no setor.

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No mundo, a utilização dos medicamentos biossimilares vem ganhando bastante relevância. No ano passado, segundo um relatório da Markets and Markets, o mercado global dessa classe de fármacos teve um faturamento de mais de US$ 11 bilhões, e existe uma expectativa de que este número chegue a mais de US$ 37 bilhões em 2025. Esse crescimento está atrelado ao custo-benefício do medicamento. A União Europeia, por exemplo, já reconhece o potencial benefício financeiro dos biossimilares e já está impulsionando a sua utilização.

Entretanto, é preciso dizer que a utilização de medicamentos biossimilares não está atrelada apenas ao seu baixo custo. Esse fármaco traz resultados eficazes, com segurança compatível ao medicamento referência, abrindo a possibilidade para mais pessoas terem acesso a um tratamento adequado e com um custo acessível. Essa é a diretriz de quem fabrica biossimilares.

Nosso papel é trazer o máximo de estudos e informações para a classe médica e gestores de saúde sobre os medicamentos biossimilares. Acreditamos que dessa forma, contribuiremos de forma significativa no equilíbrio financeiro tanto das instituições públicas quanto privadas e com isso mais pessoas terão acesso a terapias de ponta para tratamento de doenças complexas.

*Michel Batista é Gerente Sênior de Negócios da Celltrion Healthcare no Brasil

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Ter uma reserva de patrimônio é algo sabidamente importante para se garantir uma boa saúde, principalmente na velhice, quando os gastos para se garantir uma melhor qualidade de vida costumam ser maiores. Uma nova pesquisa, porém, mostrou que quando se “fica rico” pode ter influência em quão longa será a vida de uma pessoa.

O primeiro grande estudo sobre riqueza e longevidade, comandado por pesquisadores da Universidade Northwestern, no estado americano de Illinois, analisou o patrimônio líquido dos estadunidenses na chamada “meia-idade” de adultos, que por lá são exatos 46 anos e 7 meses, e suas taxas de mortalidade exatos 24 anos depois.

Os pesquisadores conseguiram descobrir que aqueles que eram mais ricos na meia idade, tinham a tendência a ter uma vida mais longa, isso aconteceu até mesmo quando a comparação foi feita entre irmãos e pares de gêmeos. Os dados utilizados pela equipe de pesquisa foram fornecidos pelo projeto Meia-Idade nos Estados Unidos (Midus), que é um estudo longitudinal sobre envelhecimento.

Tendo como base os dados da primeira onda de coleta do Midus, entre 1994 e 1996, até informações colhidas em 2018, os pesquisadores usaram modelos de sobrevivência para analisar a associação entre patrimônio líquido e o quão longa é a vida de uma pessoa. Para separar adequadamente fatores genéticos e de riqueza, a amostra foi segmentada em subconjuntos de irmãos e gêmeos.

Mais ricos vivem mais

Duas irmãs gêmeas
Crédito: BBS Studio Photo/Shutterstock

Na amostra completa, mais de 5.400 adultos, o maior patrimônio líquido foi associado a menor risco de mortalidade. Dentro do conjunto de irmãos e pares de gêmeos, que totalizou 2.490 pessoas, eles estabeleceram uma associação semelhante, com os irmãos mais ricos tendo uma vida mais longa que os irmãos mais pobres.

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Segundo os pesquisadores, isso denota que a conexão entre riqueza e longevidade por ser casual, e não um reflexo de características hereditárias ou genéticas que se agrupam nas famílias. Ou seja, quanto mais rico se é perto dos 50 anos, maior a tendência de se ter uma vida mais longa, já que comparar os dados de irmãos controla experiências de vida e fatores genéticos.

Com informações do MedicalXpress

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As fake news sobre a eficácia e efeitos das vacinas da Covid-19 parecem ter beneficiado, em grande escala, o médico osteopata Joseph Mercola, segundo levantamento sobre o impacto da desinformação feito por especialistas a pedido do jornal New York Times.

Mercola, que já foi amplamente criticado pelos seus pares e também foi alvo de sanções e investigações pelo seu uso de tratamentos não aprovados pela ciência, é uma figura influente no meio dos conspiracionistas antivacina, tendo publicado recentemente um artigo cheio de informações falsas em relação às vacinas aplicadas durante a pandemia.

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Imagem mostra Joseph Marcola, que seria o maior beneficiado pela veiculação de fakew news relacionadas às vacinas da Covid-19. Médico osteopata contesta informações
Imagem mostra Joseph Marcola, que seria o maior beneficiado pela veiculação de fakew news relacionadas às vacinas da Covid-19. Médico osteopata contesta informações. Imagem: Taylor Castle/Washington Post

No artigo em questão, em que fala sobre as vacinas mRNA, Mercola começa divagando sobre a “definição legal” da palavra “vacina”, prosseguindo com argumentos sem base como “as vacinas do coronavírus são uma fraude médica”, dizendo que “elas não previnem infecções, nem oferecem imunidade, nem tampouco impedem a transmissão da doença”.

Todas as argumentações do médico são facilmente desmentidas por especialistas do setor, mas isso não importa. Segundo o New York Times, seu artigo de 3,4 mil palavras ganhou traduções para o espanhol e polonês, adquirindo tração e virando munição para quem veicula campanhas contrárias à vacinação – um problema que sempre foi grave nos EUA, mas começa a ganhar terreno no Brasil.

Segundo dados da ferramenta CrowdTangle, somente no Facebook o artigo de Mercola recebeu interações de pelo menos 400 mil usuários da rede social, graças a expressões de gatilho que dizem que “ao invés [de prevenir infecções], essas vacinas alteram sua codificação genética, fazendo de você uma fábrica de proteínas virais que não tem um botão de desligamento”.

O empreendedor clínico já publicou, em seu site oficial e páginas nas redes sociais, mais de 600 artigos que dispersam fake news sobre a pandemia – desde o seu começo -, normalmente, usando títulos chamativos, mas que não necessariamente correspondem ao conteúdo escrito – no jargão jornalístico, dá-se à prática o nome de “clickbait” (“Isca de cliques”, em uma tradução literal).

Por causa de suas ações, Joseph Mercola vem sendo marcado como parte da chamada “Dúzia da Desinformação”, uma lista com 12 pessoas responsáveis pela proliferação de fake news relacionadas à pandemia, segundo a ONG Countering Digital Hate. Nessa mesma lista, encontram-se Robert F. Kennedy Jr – sobrinho do presidente assassinado John Kennedy, líder da organização antivacina Children’s Health Defense e, recentemente, banido do Instagram por veiculação de falsas informações -, e Erin Elizabeth, fundadora do site desinformativo Health Nut News e namorada de Mercola.

“Ele [Mercola] é um dos pioneiros do movimento antivacina”, disse ao NYT Kolina Koltai, pesquisadora da Universidade de Washington para estudos de teorias da conspiração. “Ele é mestre em capitalizar momentos de incertezas, como a atual pandemia, para crescer e ampliar esse movimento”. Segundo autoridades, figuras como Mercola estão passando por uma ressurgência nas últimas semanas, já que, recentemente, a distribuição de vacinas nos EUA tem desacelerado em meio ao avanço da variante Delta, uma nova cepa da Covid-19.

De acordo com dados divulgados pelo CDC (Centro de Controle de Doenças, na tradução da sigla em inglês), 97% dos hospitalizados por Covid-19 nos EUA são pacientes não vacinados.

Captura de imagem feita do site de Joseph Mercola mostra artigo intitulado "Deixar Crianças pegarem Covid-19 pode trazer mais imunidade do que a vacinação"
Os artigos publicados no site de Joseph Mercola possui títulos extremamente chamativos, a fim de incentivar o crescimento de audiência conspiracionista. Na imagem, o título é traduzido para: “Deixar que crianças peguem Covid-19 pode trazer mais imunidade que a vacinação”. Imagem: Olhar Digital/Reprodução

A estratégia usada por Mercola é engenhosa, porém não é exatamente nova: ao invés de diretamente acusar vacinas de não funcionarem, ele levanta discussões sobre questões posicionadas em artigos que já as responderam, gerando dúvida não no argumento em si, mas na comunidade científica que desmentiu informações potencialmente enganosas.

Isso é um detalhe importante, haja vista que filtros de conteúdo falso em redes sociais só identificam materiais diretamente acusatórios. Pense assim: se você afirmar, diretamente, que vacinas vão alterar seu DNA, o Twitter vai barrar sua postagem. Se você levantar uma discussão sobre um estudo já refutado que afirme isso, o máximo que vai acontecer é sua postagem ser marcada com um aviso de cautela – mas ele seguirá no ar.

“Ele vem ganhando uma sobrevida nas redes sociais, as quais ele explora inteligentemente e implacavelmente, para trazer mais pessoas ao seu ‘rebanho’”, disse Imran Ahmed, diretor da Countering Digital Hate. É dessa ONG o relatório que cunhou o termo “Dúzia da Desinformação”, que já foi citado até em audiências do congresso na Casa Branca.

Questionado pelo New York Times, Mercola disse, via e-mail, que essa situação lhe pareceu “bastante peculiar”, considerando que, segundo ele próprio, suas postagens no Facebook “tinham apenas algumas centenas de curtidas”, e que ele não entendia como “o seu número relativamente baixo de compartilhamentos poderia causar tamanha calamidade à campanha multibilionária de vacinação promovida por Joe Biden”, o presidente dos Estados Unidos, a quem ele acusa de “estar em conluio com as redes sociais em uma campanha de censura”.

Entretanto, o jornal o questionou sobre a veracidade de seus artigos, a qual Mercola não confirmou, nem negou: “Eu sou o principal autor de uma publicação revisada pelos meus pares sobre a vitamina D e o risco da Covid-19 e tenho todo o direito de informar o público pelo compartilhamento de minha pesquisa médica”, ele disse.

O New York Times não conseguiu confirmar a veracidade dessa informação e Mercola recusou-se a nomear qual é essa publicação.

Mercola usa táticas de capitalização muito parecidas com o que vimos com conspiracionistas como Alex Jones, do canal InfoWars: ele faz uma afirmação clinicamente absurda, e oferece um produto alternativo de sua própria loja como forma de tratamento. Um exemplo: ele, no passado, disse que a radiação danosa aos humanos era potencializada pelo uso de…colchões de mola – e que isso só poderia ser prevenido com um suplemento que sua loja – e apenas a sua loja – vendia.

Captura de imagem mostra loja de comércio eletrônico onde ele vende suplementos não aprovados por órgãos de saúde
Além dos artigos enganosos, Joseph Mercola conta com um e-commerce em seu site, onde vende suplementos e remédios alternativos para doenças cujos efeitos somente ele afirma ter tratamento. Imagem: Olhar Digital/Reprodução

Em 2012, ele começou a pregar os “benefícios do bronzeamento artificial”, afirmando que essa prática ajudava a prevenir o câncer. Ao mesmo tempo, ele começou a vender unidades de bronzeamento artificial (as camas com iluminação ultravioleta interna) por preços entre US$ 1,2 mil (R$ 6.244,64) e US$ 4 mil (R$ 20.815,46). Todas as suas afirmações, porém, foram desmentidas: de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prática pode dobrar o risco de câncer de pele; e um estudo feito pela Universidade de Dundee afirmou que bronzeamento artificial é “tão letal quanto fumar cigarro é para os pulmões”.

Embora ele afirme que seus números são baixos, o fato é que Mercola criou uma série de empresas para empregar dezenas de pessoas apenas para a veiculação de conteúdo falso. Além do seu site, que leva o seu nome; ele também criou empresas como a “Mercola Health Resources” e a Mercola Consulting Services”, com escritórios na Flórida e nas Filipinas. Com essa força, cada postagem e vídeo produzidos por ele em inglês é imediatamente traduzido para mais de uma dúzia de idiomas.

Sua página oficial no Facebook conta com quase dois milhões de seguidores, e sua página em espanhol, com mais de um milhão. No Twitter, são 400 mil seguidores, além de 300 mil inscritos no YouTube. Questionadas pelo jornal sobre a presença do médico, as empresas ofereceram uma série de justificativas: Facebook e Twitter disseram que já derrubaram diversas postagens assinadas pelas empresas de Joseph Mercola; o Facebook disse tê-lo banido de seu programa de publicidade paga, e o YouTube afirmou que Joseph Mercola não faz parte do programa de monetização de vídeos da plataforma.

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O Brasil tem 1.108 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com números atualizados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde neste sábado (24).

Confira os números atualizados no Brasil:

  • 1.108 óbitos nas últimas 24 horas;
  • 38.091 casos confirmados nas últimas 24 horas;
  • 549.448 mortes;
  • 19.670.534 casos confirmados.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 131 milhões de doses foram aplicadas até o momento no Brasil.

Desde que chegou ao país, o novo coronavírus se espalhou rapidamente. Em 16 de junho de 2020, menos de um mês depois de atingir um milhão de casos confirmados de covid-19, o Brasil registrou mais de dois milhões de infectados. Em 8 de julho, entretanto, um milhão de pessoas já haviam se recuperado da doença. Atualmente, o Brasil é o segundo país com mais mortes registradas pela covid-19, atrás apenas dos EUA.

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Covid-19: situação no mundo

Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o novo coronavírus já infectou mais de 193 milhões de pessoas em todo o mundo. O marco é alcançado 18 meses após seu surgimento na cidade chinesa de Wuhan. O número de mortos por Covid-19 no mundo já ultrapassou 4 milhões.

Impacto regulatório

A InteliGov, startup de monitoramento parlamentar, criou um site de monitoramento automático do Diário Oficial da União (DOU) e do Legislativo (federal, estadual e municipal) em tempos de crise. Com a ferramenta, é possível verificar todas as menções ao novo coronavírus no DOU.

Especializada em automação de monitoramento de informações governamentais, a startup atualiza automaticamente as informações a cada hora, no caso do DOU, e diariamente quanto às iniciativas do Legislativo. Todo o material disponível é gratuito e está dividido em duas categorias: “publicações na imprensa oficial” e “proposições legislativas”.

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Morreu neste sábado (24) o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp, aos 83 anos. Ele ocupou o cargo por pouco mais de dois anos no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT. Há quase oito anos Raupp foi diretor-geral da Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). De acordo com a família, o ex-ministro, que deixa a esposa, sete filhos e 13 netos, sofreu insuficiência respiratória aguda, decorrente de um tumor cerebral.

O ex-ministro também já foi diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além de presidir a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele também foi membro titular da Academia Internacional de Astronáutica (IAA).

Raupp era livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP) – onde foi professor associado no Instituto de Matemática e Estatística – e doutor em Matemática pela Universidade de Chicago. Sua carreira foi dividida entre atividades acadêmicas e a gestão de instituições de ciência e tecnologia. Ele era um dos maiores defensores da integração entre a instituição de pesquisa e o setor produtivo.

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Na nota oficial do falecimento de Raupp, o diretor-geral do parque, Marcelo Nunes, deixou algumas palavras.

“Perde a ciência e a inovação. Ser humano ímpar, Marco Antonio Raupp é um ícone em nosso pais, responsável por atos arrojados, e deixa um legado de desenvolvimento tecnológico e o respeito de todas pessoas que, assim como ele, tinham a dedicação em aprender sempre. Raupp conseguia entender as dificuldades e necessidades de startups a multinacionais, agia sempre em busca de levar a tecnologia como um diferencial e fez do PqTec o maior e mais respeitado parque do Brasil”, disse Nunes.

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Nesta sexta-feira (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que determinou a suspensão de maneira cautelar dos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 de origem indiana, chamada Covaxin, no Brasil. A decisão foi tomada pela Coordenação de Pesquisa Clínica da Anvisa (Copec/GGMED).

Através de uma nota, a Anvisa disse que os ofícios comunicando a suspensão cautelar foram enviados ao Instituto Albert Einstein e à patrocinadora do estudo, a empresa Precisa Comercialização de Medicamentos.

A agência também informou que a decisão da suspensão foi tomada por um comunicado da empresa indiana Bharat Biotech Limited Intercional enviado para a avisa Anvisa hoje, informando que a empresa Precisa não tem mais autorização para representar a Bharat Biotech no Brasil.

Com isso, a decisão, na avaliação da Anvisa, inviabiliza a realização dos estudos clínicos. De acordo com a Anvisa, não houve aplicação da vacina Covaxin em voluntários brasileiros.

Fonte: Agência Brasil

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Além disso, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) entregou mais 3,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

Com a nova remessa, o total de doses liberadas pela fundação chega a 74,2 milhões. O lote sobe para 78,2 milhões com as 4 milhões de doses produzidas pelo Instituto Serum, da Índia. As doses foram importadas prontas do país asiático, passando pela Fiocruz para checagem e rotulagem em português.

Também haverá a liberação de 197 mil doses da entrega desta semana diretamente para o governo fluminense, enquanto as demais seguem para o almoxarifado do Ministério da Saúde.

Para saber mais, acesse a reportagem completa no Olhar Digital.


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Chris Whitty, diretor médico da Inglaterra, afirmou que 98% dos novos casos de Covid-19 no país correspondem a variante Delta. Esta é,  portanto, a “variante normal” atualmente por lá. Por outro lado, os dados de hospitalização e mortes pela doença no Reino Unido indicam uma redução considerável em comparação com os números do ano passado. Significa que a vacinação avançada está dando bons frutos e é verdadeiramente eficaz contra o coronavírus, incluindo as variações. Novos estudos comprovam isso.

Uma pesquisa do Instituto Pasteur, na França, realizado com 56 pessoas recuperadas da Covid-19, verificou que as variantes Beta e Delta são suficientemente diferentes dos vírus anteriores para afetar a resposta imunológica. Para compreender se as vacinas disponíveis até o momento funcionam contra essas variações do coronavírus, os pesquisadores observaram a sensibilidade das três mais conhecidas variantes (Alfa, Beta e Delta) a diferentes grupos de anticorpos. Para os testes, eles usaram quatro monoclonais (anticorpos produzidos em laboratório).

Os resultados indicaram que a variante Alfa foi anulada por todos os quatro monoclonais. Já a variante Delta foi neutralizada por três dos quatro. A variante Beta, por sua vez, que é conhecida por ser a mais difícil de neutralizar, havia perdido a sensibilidade para dois de cada quatro anticorpos.

Os cientistas afirmam que a temida variante Delta é de fato menos sensível aos anticorpos neutralizantes existentes, isto é, às proteínas em forma de Y que se prendem ao coronavírus e o impedem de entrar em nossas células. Ainda assim, o estudo mostra que  as vacinas são substancialmente eficazes contra as variantes, até mesmo a Delta.

Felizmente, nosso sistema imunológico produz uma notável variedade de anticorpos contra diferentes partes das proteínas do vírus. Isso é conhecido como “resposta policlonal”.

Uma idosa recebendo a injeção da vacina contra o coronavírus por uma enfermeira

Estudos indicam que a variante Delta é mais resistente aos anticorpos, mas as vacinas existentes ainda funcionam. Peruphotart/Shutterstock

Um outro estudo, da Universidade de Oxford, relatou que quando as pessoas previamente infectadas foram vacinadas, todas mostraram um aumento nos anticorpos neutralizantes contra as três variantes. Uma única dose da vacina foi suficiente para aumentar as respostas neutralizantes à variante Delta, por exemplo.

As conclusões da pesquisa de Oxford, porém, não foram tão encorajadoras para aqueles que receberam uma dose da vacina na ausência de uma infecção anterior. O grupo observou que uma única dose de vacinação conferiu anticorpos neutralizantes fracos contra a variante Delta. A dose de reforço, contudo, demonstrou o efeito desejado quanto a neutralização da variante.

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Há um novo estudo canadense em andamento que deve ampliar as informações sobre a atividade substancial de anticorpos induzida por vacina contra a variante Delta. A pesquisa aguarda revisão por pares.

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Uma nova abordagem para o tratamento de câncer de mama eliminou entre 95% e 100% das células cancerosas em modelos de camundongos. As células utilizadas nos testes eram de câncer de mama humano, tinham receptores de estrogênio positivo e metástases para os ossos, cérebro, fígado e pulmões dos animais.

O tratamento utiliza uma droga experimental chamada ErSO, segundo os pesquisadores, o medicamento reduziu rapidamente grandes tumores a níveis indetectáveis. A pesquisa foi liderada por cientistas do campus de Urbana-Champaign da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e os resultados foram publicados na revista Science Translational Medicine.

Tratamento não gerou efeitos colaterais em modelos animais. Imagem: unoL – Shutterstock

De acordo com o professor de bioquímica e líder da equipe de pesquisa, David Shapiro, mesmo quando algumas células do câncer de mama sobrevivem e permitem que tumores voltem a crescer, eles não criam “anticorpos” contra o ErSO, o que permite um segundo tratamento com a mesma abordagem.

A atividade do medicamento depende de uma proteína receptora do estrogênio, que está presente em uma parte considerável dos tumores de mama. No momento em que o ErSO se liga à essa proteína, ele ataca uma via celular que tem a função de proteger as células cancerosas de drogas anticâncer convencionais, deixando-as mais vulneráveis ao tratamento.

Diferente de tudo

A nova abordagem não tem nada em comum com as drogas atualmente usadas no tratamento de cânceres com receptores de estrogênio positivos. Segundo Shapiro: “Esta não é outra versão do tamoxifeno ou fulvestrant, que são usados para bloquear a sinalização do estrogênio no câncer de mama”, mesmo que o ErSO se ligue aos mesmo receptores que o estrogênio se liga.

A principal diferença entre as abordagens está no alvo a ser atingido, já que a nova abordagem busca atingir um local diferente no receptor de estrogênio e ataca uma via celular protetora que já está ativada nas células cancerosas. Como 75% dos casos de câncer de mama têm receptores de estrogênio, o ErSO tem potencial contra as formas mais comuns de câncer de mama.

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Outros estudos, também com modelos animais, mostraram que a exposição à nova abordagem não teve efeitos colaterais sobre o desenvolvimento reprodutivo. Além disso, o composto foi bem tolerado em camundongos, ratos e cães, que receberam doses maiores do que o necessário para a eficácia terapêutica do medicamento.

Com informações do Medical Xpress

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