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A desenhista industrial alemã Rebecca Weiss desenvolveu um dispositivo inovador e que pode ser a solução para homens que não desejam ser pais. Trata-se de uma espécie de “banho” ultrassônico para os testículos, que pode funcionar como o tão aguardado anticoncepcional masculino.

Atualmente, o planejamento familiar e os métodos contraceptivos são muito baseados nas mulheres. Um exemplo disso são as pílulas anticoncepcionais e o dispositivo intrauterino (DIU). Os homens, por sua vez, não possuem uma opção parecida para contracepção de médio e longo prazo.

Poucas opções para os homens

Hoje, a única coisa que pode ser chamada de “anticoncepcional masculino” é a vasectomia. A cirurgia é bastante segura e eficaz para prevenir a paternidade. Porém, a reversão da cirurgia é algo bastante complexo, então, os homens precisam pensar muito bem antes de se submeter a essa intervenção.

Com isso em mente, Weiss pensou em um método contraceptivo masculino. O insight da designer industrial veio depois que ela se viu com sérios problemas de saúde. A inventora desenvolveu células cancerígenas no colo do útero em decorrência do uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Com esse diagnóstico, Weiss se viu impedida de utilizar qualquer medicamento que carregasse hormônios femininos na fórmula, como progesterona e estrogênio. Sem opções no mercado, ela decidiu inventar o que poderia ser a solução para os problemas dela e de muitas outras mulheres.

Com vocês, o Coso

Dispositivo que pode se transformar no anticoncepcional masculino
Dispositivo promete ser de fácil utilização e indolor. Crédito: Rebecca Weiss/Divulgação

O Coso, que é como Rebecca Weiss batizou seu invento, tem a aparência de uma banheira e o tamanho de uma caneca. Ele emite ondas de ultrassom, que interrompem temporariamente a regeneração dos espermatozóides por até duas semanas.

Com isso, a contagem de esperma do usuário fica bastante baixa, o que torna o produto uma espécie de anticoncepcional masculino, já que deixa a pessoa livre para fazer sexo, sem o risco de engravidar a parceira, durante cerca de 15 dias.

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A utilização é bastante simples, para ativar as ondas de ultrassom, o usuário precisa encher o Coso com água morna e colocar os testículos dentro. Até o momento, o mecanismo obteve sucesso nos testes com animais, mas ainda não foi aplicado em humanos.

Próximos passos

Além de designer industrial, Rebecca Weiss também estudou fertilidade masculina como parte de seu trabalho de conclusão de curso na Universidade Técnica de Munique. Agora, ela busca financiamento para seguir com suas pesquisas e evoluir para os testes em humanos.

A inovação, inclusive, foi premiada com o prêmio internacional James Dyson, que é um dos prêmios mais importantes das áreas de engenharia e desenho industrial.

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Um coquetel de medicamentos oferecido por cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres (ICR) pode ter sido capaz de erradicar tumores que foram classificados como intratáveis. Alguns pacientes, inclusive, já vinham recebendo tratamentos paliativos, com cânceres terminais na cabeça e pescoço.

O tratamento consiste em um coquetel de dois medicamentos, onivolumabe e o ipilimumabe. O primeiro é indicado para tratamento de câncer de pulmão e, o segundo, para alguns tipos de câncer de pele. A combinação pareceu diminuir tumores em pacientes com câncer em estágio avançado.

Resultados animadores

Alguns dos pacientes saíram praticamente livres do câncer e os participantes sobreviveram, em média, três meses a mais do que os que receberam tratamentos quimioterápicos tradicionais. Isso pode significar uma opção a mais para pessoas desenganadas ou que não teriam muitas opções viáveis.

Um dos pacientes, identificado como Barry Ambrose, disse que não exitou em participar dos testes. Segundo ele, seu diagnóstico era de um câncer incurável na garganta, que havia se espalhado para os pulmões. Para ele, os testes com o coquetel eram uma espécie de tábua de salvação.

O tratamento foi eficaz em limpar a garganta de Ambrose depois de um período de oito semanas. Em seguida, ele foi submetido a quimioterapia e uma cirurgia para eliminação do câncer nos pulmões. Hoje, ele diz viver uma vida normal, em que pode velejar e andar de bicicleta.

Cautela necessária

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Cientistas que analisaram os resultados das pesquisas pediram cautela. Crédito: Shutterstock

Apesar dos resultados muito animadores, o destino com o coquetel de drogas como um tratamento clínico usado amplamente em pacientes de câncer ainda é bastante incerto. Os resultados da fase três não tiveram resultados estatisticamente relevantes em todos os pacientes.

Essa é a medida usada pelos cientistas para determinar se um tratamento teve ou não algum efeito prático ou se as recuperações aconteceram por acaso. O não cumprimento dessa etapa de referência não pode dar aos cientistas a certeza de que foi o coquetel de drogas que eliminou os tumores.

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Apesar da falta de significância estatística, esses resultados são clinicamente significativos”, disse ao The Guardian o professor de terapias biológicas do ICR, Kevin Harrington. Porém, ainda será necessário um acompanhamento mais longo para averiguar como será a sobrevida dos pacientes.

Via: Futurism

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Por Michel Batista*

O tema saúde pública e privada é muito debatido em todas as esferas políticas e econômicas. Encontrar o equilíbrio entre eficácia, segurança, tolerabilidade sem aumento de custos é uma importante meta para o governo. Neste contexto, a ciência vem desenvolvendo cada vez mais fármacos biossimilares, que são medicamentos biológicos não idênticos de um medicamento de referência, porém desenvolvidos com a mesma complexidade e finalidade. Esse tipo de medicamento é uma alternativa econômica a produtos biológicos de referência, facilitando o acesso à população que necessita de um tratamento adequado com uma maior facilidade.

Para detalharmos um pouco mais sobre medicamentos biossimilares, é interessante saber que esse tipo de produto não é o famoso genérico, com fórmula idêntica ao medicamento original. No caso dos biossimilares, eles são produtos produzidos a partir de um organismo vivo, como células e bactérias. Além disso, trata-se de uma classe de medicamentos de alta tecnologia que possui algumas variáveis, criando diferenças inevitáveis até mesmo entre lotes subsequentes do mesmo produto. Neste contexto, a tecnologia utilizada é a mesma dos medicamentos referência, termo utilizado para o primeiro medicamento produzido de uma molécula específica, o que garante a eficácia do fármaco. Como utiliza-se uma molécula já desenvolvida, o custo do biossimilar é mais barato, trazendo aos pacientes uma acessibilidade maior ao tratamento, sem perda de eficácia.

Quando falamos economicamente dos medicamentos biossimilares, o investimento neste tipo de fármaco representa uma redução significativa de preço que pode chegar a mais de 40% no custo final, quando comparamos o preço de registro no Brasil dos nossos biossimilares e os medicamentos de referência. Isso mostra que as aquisições desses produtos possibilitam uma grande e efetiva economia de recursos. Entretanto, é preciso ressaltar que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, os produtos biossimilares representam apenas 2% do que é adquirido pelo Ministério da Saúde. Tal cenário vem mudando e devido ao preço mais baixo para aquisição, os governos municipais, estaduais e federais já ampliaram a busca pela compra dos biossimilares.

É preciso ressaltar que essa classe de medicamento torna o tratamento mais acessível, dando a possibilidade da manutenção mais apropriada do tratamento. No Brasil, já foram registrados mais de 30 medicamentos biossimilares, entre eles está o infliximabe da Celltrion, utilizado para doenças autoimunes como doença de Crohn, artrite reumatóide, entre outras. Quando utilizado, o biossimilar aponta para uma redução de aproximadamente 30% nos gastos com o produto. Já o rituximabe da Celltrion, quando utilizado para o tratamento de Linfoma não-Hodgkin, gera uma economia de mais de 60%. Esses são apenas dois exemplos, mas que somados ao macro, trazem um impacto extremamente positivo na economia, reduzindo uma pressão sobre os custos dos cuidados de saúde e liberando orçamento para outros gastos no setor.

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No mundo, a utilização dos medicamentos biossimilares vem ganhando bastante relevância. No ano passado, segundo um relatório da Markets and Markets, o mercado global dessa classe de fármacos teve um faturamento de mais de US$ 11 bilhões, e existe uma expectativa de que este número chegue a mais de US$ 37 bilhões em 2025. Esse crescimento está atrelado ao custo-benefício do medicamento. A União Europeia, por exemplo, já reconhece o potencial benefício financeiro dos biossimilares e já está impulsionando a sua utilização.

Entretanto, é preciso dizer que a utilização de medicamentos biossimilares não está atrelada apenas ao seu baixo custo. Esse fármaco traz resultados eficazes, com segurança compatível ao medicamento referência, abrindo a possibilidade para mais pessoas terem acesso a um tratamento adequado e com um custo acessível. Essa é a diretriz de quem fabrica biossimilares.

Nosso papel é trazer o máximo de estudos e informações para a classe médica e gestores de saúde sobre os medicamentos biossimilares. Acreditamos que dessa forma, contribuiremos de forma significativa no equilíbrio financeiro tanto das instituições públicas quanto privadas e com isso mais pessoas terão acesso a terapias de ponta para tratamento de doenças complexas.

*Michel Batista é Gerente Sênior de Negócios da Celltrion Healthcare no Brasil

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Não é fácil fazer um medicamento chegar ao cérebro, já que os vasos que irrigam o sistema nervoso central são revestidos por uma estrutura protetora complexa de adentrar. Em um estudo recente, especialistas observaram que os nanomateriais à base de metal, como óxido de prata e zinco, podem cruzar essa barreira hematoencefálica e auxiliar no tratamento de doenças cerebrais.

Segundo a Medical Xpress, os nanomateriais encontrados em medicamentos e produtos de consumo podem ingressar na barreira hematoencefálica com facilidade variável, dependendo de sua forma, criando impactos neurológicos positivos ou negativos.

Essa barreira física, composta por uma camada de células endoteliais, desempenha papel vital na saúde cerebral. É ela quem restringe a passagem de várias substâncias químicas e moléculas estranhas para o cérebro, a partir dos vasos sanguíneos circundantes.

Um novo estudo da Universidade de Birmingham, verificou a capacidade de nanomateriais metálicos cruzarem um modelo in vitro da barreira hematoencefálica, tanto na forma de partículas quanto de íons dissolvidos. Esses compostos à base de metal, como óxido de prata e zinco são amplamente utilizados em cosméticos, por exemplo.

Pesquisadores acreditam que o estudo auxiliará a aperfeiçoar medicamentos neurológicos. Créditos: Istock

De acordo com Iseult Lynch, coautora da pesquisa, as variações na forma, tamanho e composição química dos nanomateriais podem influenciar dramaticamente em sua penetração através da barreira hematoencefálica in vitro.

O estudo verificou que o óxido de zinco foi o material que adentrou a barreira hematoencefálica in vitro com maior facilidade. Esse composto é usado comercialmente como dermoprotetor, geralmente encontrado em protetores solares.

Além disso, concluiu-se que os compostos de prata também podem penetrar a barreira quando dispostos na forma esférica. Esse tipo de composto é usados em produtos cosméticos e cremes anti-envelhecimento.

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O experimento, no entanto, encontrou impactos adversos dos nanomateriais metálicos na saúde dos astrócitos, células que controlam as respostas neurológicas.

“O potencial de neurotoxicidade é maior em alguns materiais do que em outros, devido às diferentes maneiras como suas formas permitem que eles se movam e sejam transportados”, afirmou Zhiling Guo, outro pesquisador da Universidade de Birmingham.

Ainda assim, os cientistas acreditam que a descoberta é positiva, pois ajudará a projetar nanomateriais mais seguros, capazes de aperfeiçoar medicamentos para doenças cerebrais.

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A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil, aprovou uma medida para agilizar a definição de preços dos medicamentos para o tratamento da Covid-19. A Resolução CTE-CMED 04/2021 cria um procedimento temporário que visa diminuir o tempo de distribuição dos remédios do chamado “kit intubação” aos hospitais públicos e privados do país.

Entre os 35 remédios citados no documento estão anestésicos, sedativos, bloqueadores neuromusculares e outros medicamentos hospitalares.

Paciente diagnosticado com Covid-19 sendo intubado
Paciente de Covid-19 sendo submetido à ventilação mecânica pulmonar,
também conhecida como intubação traqueal – Tempura/iStock

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a publicação da nova norma, a empresa interessada em comercializar medicamentos  deve apenas apresentar o Documento Informativo de Preço (DIP) à CMED. O DIP é encontrado no site do Sistema de Acompanhamento de Mercado de Medicamentos, e o acesso é feito por meio de login e senha das companhias farmacêuticas.

A análise do DIP, normalmente, leva em torno de 60 a 90 dias para ser concluída. Com a adoção na nova medida, não será necessário aguardar o retorno.

De acordo com a Anvisa, enquanto estiver válida a resolução, serão estabelecidos preços provisórios para esses medicamentos. O preço será calculado pela média aritmética das apresentações dos produtos com o mesmo princípio ativo e mesma concentração disponíveis no mercado, na mesma forma farmacêutica.

Caso não existam apresentações com igual concentração, a média deverá ser calculada com base em todas as outras apresentações do medicamento já comercializadas pela própria empresa, seguindo o critério da proporcionalidade direta da concentração de princípio.

A vigência de 120 dias da norma poderá ser prorrogada enquanto se mantiver o quadro de calamidade pública decorrente da pandemia de Covid-19.

Medicamentos do ‘kit intubação’ têm média de 650% de alta de preços

Enquanto passa pelo pior momento desde o início da pandemia, o Brasil enfrenta também o inflacionamento dos preços de medicamentos fundamentais para o tratamento da Covid-19 em UTIs.

Dados da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) apontam média de 650% de alta dos preços dos medicamentos mais usados do kit intubação.

O relaxante muscular midazolam, por exemplo, em frascos de 3 ml, era vendido, em média, a R$ 22,78 antes da pandemia. Agora, o preço médio é de R$ 174. Isso representa um salto de 673,83%.

No caso do propofol, indicado para sedação, cuja caixa com ampolas de 20 ml custava em torno de R$ 28,70 e passou a R$ 183, o aumento foi de 537,63%.

Ainda segundo a CNSaúde, o consumo desses medicamentos subiu de 800% até 2.350% desde março do ano passado.

Fontes: Anvisa / O Globo

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