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O Rover Perseverance da NASA registrou um fantástico vídeo de um eclipse em Marte. Fobos, a maior lua marciana, cruzou o disco solar bloqueando parcialmente o astro por pouco mais de 40 segundos. O vídeo foi gravado no dia 2 de abril, 397° dia marciano da missão, mas só foi divulgado nesta quarta (20) pela agência espacial americana. 

Através de registros como esse, os cientistas estudam a evolução das órbitas das luas de Marte. Os cientistas já sabem que Phobos está condenado: a lua está se aproximando da superfície marciana e está destinada a colidir com o planeta em dezenas de milhões de anos. Mas as observações de eclipses da superfície de Marte nas últimas duas décadas também permitiram aos cientistas refinar sua compreensão da lenta “espiral da morte” de Fobos.

Registro é “quase” inédito

Essa não é a primeira vez que um eclipse marciano é flagrado a partir do Planeta Vermelho. Entretanto, o registro feito pelo Perseverance tem uma qualidade nunca antes vista. Em 2004, os rovers Spirit e Opportunity fotografaram pela primeira vez os eclipses de Fobos e Deimos, as duas luas de Marte. 

Em 2019, o rover Curiosity também filmou o eclipse das duas luas marcianas com sua câmera Mastcam. Mas agora, em 2022, o Perseverance conseguiu gravar o trânsito de Fobus em frente ao Sol com maior aumento, definição e taxa de quadros por segundo em relação aos registros feitos anteriormente. Isso se deve ao sistema de câmera Mastcam-Z da Perseverance, uma atualização com zoom da Mastcam da Curiosity. 

A definição da imagem é tão grande que é possível perceber claramente as manchas solares. Além disso, a cor é outro grande diferencial da imagem da Perseverance em comparação às imagens em preto e branco das missões anteriores.

Trânsito de Fobos em frente ao Sol registrado pela Curiosity em 2019
Créditos: NASA
Trânsito de Deimos em frente ao Sol registrado pela Curiosity em 2019
Créditos: NASA

“Eu sabia que seria bom, mas não esperava que fosse tão incrível”, disse Rachel Howson, da Malin Space Science Systems em San Diego, na Califórnia.

Howson, que é membro da equipe Mastcam-Z que opera a câmera, observou que, embora Perseverance primeiro envie miniaturas de baixa resolução que oferecem um vislumbre das imagens que estão por vir, ela ficou impressionada com as versões de resolução total: “Parece um aniversário ou feriado quando elas chegam. Você sabe o que está por vir, mas ainda há um elemento de surpresa quando você vê o produto final.”

Eclipses em Marte são mais rápidos e mais comuns que na Terra

Os dois satélites naturais de Marte, Fobos e Deimos, são pequenos e irregulares. Acredita-se que eram asteroides que foram capturados pela gravidade do planeta e agora possuem órbitas muito próximas de Marte. Deimos, o menor deles está a cerca de 20 mil quilômetros, e Fobos está a menos de 6 mil quilômetros da superfície marciana. 

Graças a essa proximidade do planeta e também à baixa inclinação da órbita (ambos em torno de 1° em relação ao equador), os eclipses solares em Marte são muito mais frequentes que na Terra. A cada dia marciano há ao menos dois eclipses solares em algum ponto da superfície do planeta. Entretanto, como as velocidades orbitais de Fobos e Deimos são maiores em relação à Lua, a duração de um eclipse solar é bem menor em Marte. Dura no máximo alguns segundos. Além disso, como as luas marcianas são muito pequenas, nunca chegam a obstruir completamente o disco solar.

Ainda assim é um fenômeno bastante interessante, e poder observá-lo, aqui da Terra, a partir das imagens em alta definição do rover Perseverance, nos dá uma boa ideia do que devem ver os futuros exploradores humanos no Planeta Vermelho.

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Se você já está cansado deste mundo e está juntando uma graninha ou preparando sua bagagem para uma futura mudança para o planeta Marte, tenho uma má notícia para você: isso provavelmente não vai ocorrer tão cedo. E pior, talvez nunca ocorra. A parte boa é que isso será muito bom para você!

As dificuldades envolvidas em uma possível viagem tripulada a Marte não são segredos para ninguém. Mas elas podem ser ainda mais desafiadoras quando se trata da permanência por longos períodos de tempo no Planeta Vermelho.

Marte e suas calotas polares – Créditos: ESA & MPS para o Time OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA

O simples fato da viagem até lá durar mais de 6 meses impõe uma série de desafios, como a quantidade de suprimentos necessária. Imagine quanta comida, remédios, roupas e artigos de higiene você precisaria estocar para passar 6 meses sem ir ao supermercado. Agora multiplique por 100 e imagine como colocar tudo isso dentro de um foguete. 

É complicado, mas vamos considerar que já superamos as dificuldades dessa viagem e imaginar, agora, como seria viver em Marte. Primeiramente, precisaremos de um sistema de suporte à vida, que nos garanta água, calor e uma atmosfera adequada, com pressão e oxigênio para respirarmos. Sistemas semelhantes podem ser encontrados nas naves espaciais, e isso é bom, já que podemos utilizá-las como nossa primeira morada em solo marciano. 

Mas um supermercado vai fazer falta. Não temos como levar toda comida necessária para lá, então, precisaremos cultivar, em Marte, nossa própria alimentação. E para isso precisaremos de muita água e extensas estufas, aquecidas e com uma atmosfera semelhante à da Terra. Poderemos extrair a água do subsolo marciano, mas para que tudo isso funcione, precisaremos de muita energia. 

Protótipos de estufas para cultivo na Lua e em Marte – Créditos: Universidade do Arizona

E a energia é um outro grande problema. Em Marte, felizmente, nem existe petróleo (se tivesse, provavelmente o planeta já teria sido invadido). Também não tem rios onde poderíamos instalar usinas hidroelétricas, nem uma atmosfera densa o suficiente para que a energia eólica fosse viável e a instalação de uma usina nuclear seria algo muito complexo. Então, a energia solar seria a alternativa mais viável. Mas nem isso é tão simples por lá. Devido à sua distância do Sol, a geração de energia solar em Marte tem apenas a metade da eficiência em relação à Terra. 

Sistema de energia solar na Estação de Pesquisa Mars Desert, em Utah, EUA – Créditos: The Mars Society

Então, antes que os primeiros colonos cheguem ao Planeta Vermelho, seria preciso construir uma usina solar com grande capacidade de geração de energia, para manter nossos sistemas de geração de oxigênio, captação de água e, principalmente, de aquecimento. Porque Marte é frio, e não é pouco. 

Com temperaturas médias variando entre 4 e -88 graus, as regiões mais quentes do Planeta Vermelho são mais gélidas que os lugares mais frios da Terra. Logo, uma falha no sistema de aquecimento poderia ser fatal. Além disso, a pressão atmosférica marciana é tão baixa que um ser humano não sobreviveria por mais de um minuto sem proteção. Sem falar da radiação, que é cerca de duas vezes e meia maior que na Estação Espacial Internacional. Em tese, isso impediria a permanência segura em Marte por mais de 3 anos. 

Dados climatológicos para Dados climáticos para a Cratera Gale (2012–2015) – Reprodução: wikipedia.org

Parece que Marte não gosta da gente, mas na verdade, o ser humano é que não foi feito para viver lá. Nós somos o resultado de 3,5 bilhões de anos de evolução. Cada órgão, cada membro, cada parte do nosso corpo e cada um dos nossos sentidos e habilidades foram desenvolvidos para se adaptar ao ambiente aqui da Terra. E mesmo sendo Marte o segundo planeta do Sistema Solar que melhor reúne as condições para a vida, ele não é a Terra.

Claro, cada uma dessas dificuldades podem ser superadas com novas tecnologias, e estas vêm surgindo a cada dia. Mas fica evidente que povoar o Planeta Vermelho não é algo tão simples que possa ser resolvido apenas com dinheiro e força de vontade. Marte é, sem dúvida, a próxima fronteira da humanidade, mas sua colonização, por enquanto, parece um sonho muito distante ou talvez, impossível.

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Marte tem sido, há algum tempo, alvo de interesse da comunidade astronômica. Visando a exploração e o estudo do planeta, equipamentos como satélites, robôs, sonda e até um helicóptero são usados por cientistas para desvendar os mistérios do mundo vermelho. O mais antigo em funcionamento atualmente é o rover Curiosity, da Nasa, que vai completar 10 anos de operação em 2022 – e cujos dados estão sendo combinados com algoritmos de aprendizado de máquina para investigar com detalhes a superfície marciana.

Rover Curiosity
Desde 2012, o rover Curiosity vem explorando Marte, e seus dados agora estão sendo analisados com a ajuda de aprendizado de máquina. Imagem: Nasa/Divulgação

Um novo artigo publicado no periódico científico Earth and Space Science se concentra nos dados coletados pelo Curiosity por meio do pacote de instrumentos da Chemistry and Camera (ChemCam). 

Conforme explicam os cientistas, a ChemCam combina dois instrumentos: um espectrômetro de decomposição induzido por laser (LIBS) e um microimageador remoto (RMI) para imagens de alta resolução. 

O instrumento LIBS da ChemCam funciona explodindo amostras de rocha com pulsos de laser poderosos, o que leva o material a evoluir para um microplasma com átomos e íons animados que emitem luz característica enquanto em decomposição. 

Como cada elemento emite um espectro de luz único à medida que se decompõem, a ChemCam pode coletar a luz em três espectrômetros diferentes, permitindo que os cientistas determinem a composição química de cada amostra.

Sete anos de dados foram classificados com uso de algoritmo de aprendizado de máquina

Desde que o rover Curiosity pousou na cratera Gale em 2012, a ChemCam coletou mais de 800 mil espectros individuais de mais de 2,5 mil amostras. No entanto, o uso de aprendizado de máquina para investigar os dados da ChemCam continua sendo desafiador devido à falta de conjuntos de dados de treinamento de Marte, de acordo com Kristin Rammelkamp, principal autora do estudo.

Em sua pesquisa, Rammelkamp e sua equipe usaram um algoritmo de aprendizado de máquina não supervisionado para classificar os dados da ChemCam dos primeiros 2.756 sóis (cerca de 7 anos) da exploração da cratera Gale pela Curiosity. 

Desde que o rover pousou, ele atravessou várias regiões geológicas distintas. O algoritmo classificou os dados da ChemCam em seis grupos diferentes de composições químicas, que incluem dióxido de silício alto e baixo, felsico (óxido de alumínio alto e álcalis), óxido de cálcio alto e baixo e óxido de ferro total elevado.

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Segundo a equipe, as conclusões revelam transições entre as regiões geologicamente diferentes ao longo da travessia de Curiosity desde que deixou o local de pouso. Os resultados foram obtidos utilizando-se apenas dados LIBS, e nenhum dado de treinamento foi necessário.

Além disso, os seis grupos distintos servem como dados de treinamento para algoritmos supervisionados de aprendizagem de máquina, o que se mostrou exemplar com um chamado classificador florestal aleatório.

Algoritmos de aprendizado de máquina como este podem servir como uma ferramenta poderosa para mapear a superfície de Marte em grande escala, segundo os autores. 

Essa habilidade se tornará cada vez mais útil à medida que mais equipamentos explorarem o Planeta Vermelho, como o rover Perseverance, da Nasa, que pousou em fevereiro de 2021 (e já vem coletando seus próprios dados LIBS da cratera Jezero com o instrumento sucessor da ChemCam, a SuperCam), e o rover Zhurong, da China, que pousou em maio.

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2022 parece não ter começado muito bem para o rover Perseverance, que vem trabalhando na exploração de Marte desde fevereiro do ano passado. Segundo a Nasa, depois de conseguir sua sexta coleta de rochas marcianas no fim de dezembro, o robô está com um problema: pequenos grãos de areia e pedregulhos estão obstruindo seu sistema de coleta de amostras.

Felizmente, de acordo com a agência espacial norte-americana, o robô deu seu jeito. “O rover fez o que foi projetado para fazer – parando o procedimento de cache e chamando para a equipe em Terra para obter instruções”, revelou Louise Jandura, engenheira-chefe de amostragens no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em um comunicado da agência.

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Entenda o que aconteceu com o rover Perseverance

Segundo Jandura, os sensores começaram a registrar resistência muito antes do esperado devido aos detritos adicionais. “Os projetistas do carrossel bit consideraram a capacidade de continuar operando com sucesso com detritos”, escreveu. “No entanto, esta é a primeira vez que estamos fazendo uma remoção de detritos e queremos tomar o tempo necessário para garantir que essas pedras saiam de forma controlada e ordenada”.

Sistema de coleta de amostras do rover Perseverance foi obstruído. Imagem: Merlin74 – Shutterstock

O carrossel bit é um mecanismo no fundo do sistema de cache de amostras do rover, que ajuda a armazenar as várias amostras colhidas. Agora, os engenheiros têm a difícil tarefa de desentupir o sistema de coleta. E isso se torna ainda mais difícil com a latência mais longa do que o habitual causada por “sóis restritos”, ou seja, dias em que Marte e a Terra ficam fora de sincronia e que dificultam as transferências de dados.

No entanto, a equipe do JPL está confiante de que o rover “perseverará” – com o perdão do trocadilho – e sobreviverá à indigestão. “Esta não é a primeira areia que Marte joga em nós – apenas a mais recente”, disse Jandura. “Uma coisa que descobrimos é que quando o desafio de engenharia está a centenas de milhões de quilômetros de distância (Marte está atualmente a 215 milhões de km da Terra), vale a pena tomar seu tempo e ser minucioso”.

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A sonda ExoMars Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia, conseguiu encontrar quantidades descritas como “significativas” de água no solo de Marte. O instrumento analisou uma cratera formada pela erosão (na qual os pesquisadores acreditam que passou por um processo semelhante ao ocorrido com o Gran Canyon) para mapear o elemento.

A detecção ocorreu com um uso de uma tecnologia chamada de Detector de Nêutrons Epitérmicos de Resolução Fina, uma ferramenta capaz de encontrar amostras de hidrogênio a quase um metro de profundidade da superfície. 

“Com o Trace Gas Orbiter podemos olhar até um metro abaixo dessa camada empoeirada e ver o que realmente está acontecendo abaixo da superfície de Marte — e, crucialmente, localizar ‘oásis’ ricos em água que não puderam ser detectados com outros instrumentos”, explicou Igor Mitrofanov, cientista chefe do telescópio FREND, em um comunicado.

Sonda em Marte (Imagem: Nasa)

Água em Marte

A maior parte da água encontrada está no fundo dessas crateras em Marte e permanece congelada. A região é chamada de Valle Mariners e, apesar da semelhança, os cânions chegam a ser 20 vezes mais largos que os presentes no Grand Canyon. Além disso, o local apresenta temperaturas baixas o suficiente para o gelo se manter.

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“FREND revelou uma área com uma quantidade invulgarmente grande de hidrogênio no colossal sistema de cânion Valles Marineris: assumindo que o hidrogênio que vemos está ligado às moléculas de água, até 40% do material próximo à superfície nesta região parece ser água”, completou Mitrofanov.

“Encontramos uma parte central de Valles Marineris em Marte cheia de água — muito mais água do que esperávamos. Isso é muito parecido com as regiões de permafrost da Terra, onde o gelo de água persiste permanentemente sob o solo seco por causa das baixas temperaturas constantes”, Alexey Malakhov, cientista sênior do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Russa de Ciências.

O ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) foi lançado em 2016 em uma parceria da ES com a Roscosmos.

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Jonathan McDowell, que trabalha no Center for Astrophysics da Universidade de Harvard, corrigiu um tuíte publicado por Elon Musk no último sábado (4). “Meu carro está orbitando Marte”, afirmou o fundador, CEO e CTO da SpaceX, ao citar o Tesla Roadster enviado ao espaço em 2018.

“Bem, não. Ele está orbitando o Sol e, ocasionalmente, passa pela órbita de Marte. Não é a mesma coisa”, respondeu McDowell na rede social.

O carro foi usado como uma carga de teste, no primeiro lançamento do foguete Falcon Heavy. A iniciativa visou ressaltar o potencial do ônibus espacial de transportar objetos para Marte. A operação, no entanto, não teve sucesso em posicionar o veículo na órbita do planeta.

A primeira aproximação de Marte feita pelo veículo e seu passageiro, o manequim Starman, aconteceu em outubro de 2020. “Starman, visto pela última vez saindo da Terra, fez sua primeira aproximação com Marte hoje – a 0,05 unidades astronômicas, ou menos de 5 milhões de milhas, do planeta vermelho”, disse a SpaceX, na época, em publicação no Twitter.

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Pessoas que responderam o tuíte de Musk neste sábado (4) disseram estar preocupadas com a possibilidade de o Roadster cair em Marte ou na Terra. A ciência, no entanto, aponta que há apenas 6% de chance de o carro cair em qualquer um dos planetas nos próximos um milhão de anos. No caso da Terra, o veículo queimaria ao reentrar na atmosfera do planeta.

“Determinamos os elementos orbitais logo após o lançamento. As leis de Kepler nos permitem propagá-las até os dias atuais”, explicou Jonathan McDowell.

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O post Professor de Harvard corrige Elon Musk por erro sobre órbita de Marte apareceu primeiro em Olhar Digital.

Recentemente, a SpaceX compartilhou uma vídeo curto de 90 segundos com o título “Gateway to Mars” no Twitter, para mostrar os seus protótipos de espaçonaves sendo construídos, lançados e devolvidos com segurança. A ideia é divulgar o quanto a empresa avançou para concretizar a possibilidade de viajar até Marte, por exemplo

As imagens revelam vários takes do foguete com detalhes de sua estrutura de lançamento com destino a Marte e momentos de testes, só que sem as explosões massivas, pois em mais de uma ocasião, os protótipos não sobreviveram à viagem de volta. Isso porque fazem uma aterrissagem forçada ou acabam explodindo no ar com o impacto no solo.

Vale lembrar que a SpaceX já percorre um longo caminho quando o assunto é tecnologia espacial, tanto que em maio, o quinto protótipo em escala real – chamado SN15 –  conseguiu manter o pouso.

Depois de trabalhar por meses, a empresa instalou uma torre para capturar tanto a nave estelar quanto seu impulsionador Super Pesado. Seguindo a linha dos avanços, já na semana passada, o primeiro protótipo de nave estelar acendeu pela primeira vez durante um teste estático através do vácuo do espaço sideral.

Além disso, a ocasião preparou o cenário para o primeiro voo de teste da SpaceX em órbita nos próximos meses. Por mais que não esteja definido quando isso acontecerá, a Federal Aviation Administration informou que está concluindo a sua avaliação ambiental para que aconteça o teste orbital da Starship.

Mas o dia não pode chegar em breve – será um espetáculo.

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Fonte: Futurism

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O post Rumo a Marte: SpaceX revela detalhes sobre testes de foguete apareceu primeiro em Olhar Digital.

Um pronunciamento da Nasa informou que o Ingenuity, o simpático helicóptero solar de exploração da Nasa capaz de voar por meses, está com cada vez mais dificuldades para sair do solo de Marte. A aeronave, que concluiu suas missões principais em 4 de maio, estava sendo utilizada para auxiliar o rover Perseverance dos céus, porém está apresentando dificuldades para voar após mudanças na densidade do espaço aéreo do planeta vermelho.

Segundo o piloto chefe do Ingenuity, Havard Grip, a densidade da atmosfera da cratera Jezero está cada vez menor. Esta flutuação, que pode ocorrer com mudanças de clima e estação, afeta a necessidade de empuxo que o helicóptero autônomo precisa gerar (e girar) para sair do ar.

Na prática, o Ingenuity (“Ginny”, para os íntimos) foi desenvolvido para operar em uma atmosfera em Marte com uma densidade entre 1,2 a 1,5% da Terra, à nível do mar. Ao que parece, o helicóptero viveu para ver uma mudança nas condições.

14º voo deve ocorrer para calibrar nova rotação do Ingenuity (Imagem: Mack Crawford/Nasa)

Ingenuity terá de ter mais de 2,800 RPM para levantar outra vez

No entanto, isto está longe de ser a aposentadoria de Ginny. Para decolar de Marte outra vez, o helicóptero Ingenuity precisará atingir uma rotação superior ao que vinha utilizando.

“Existe uma maneira de lidar com este problema, porém ele envolve girar os rotores mais rápido do que nós viemos fazendo até agora”, avisa Grip. “Na verdade, eles terão de girar mais rápido do que nós já tentamos com o Ingenuity ou qualquer um de nossos helicópteros de teste na Terra.”

Na data de hoje (17), a Nasa realizou um teste com o helicóptero marciano girando os rotores a 2,800 rpm, e afirma que está preparada para conduzir o próximo voo. O teste será de confirmação se o nível de rotações está adequado para corresponder ao ajuste de densidade atmosférica de Marte.

O 14º vôo do helicóptero autônomo ainda não tem data confirmada.

Via CNet

Imagem: Divulgação/Nasa

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No início de setembro, a Nasa ficou bastante empolgada com as amostras coletadas pelo rover Perseverance em Marte, e com razão: segundo a agência americana, análises preliminares indicam que os dois núcleos rochosos armazenados pelo veículo podem ter origem vulcânica.

Graças a isso, as amostras podem ter estimativas de data mais precisas, e elas também apresentam um teor considerável de sais, o que é um indício de alteração por água. Se a informação for confirmada, vai ampliar a possibilidade de que Marte já tenha sido berço de vida antiga.

Atualmente, o rover está a pouco mais de dois quilômetros da posição de pouso, em uma área da cratera nomeada “Séítah Sul”, onde a Nasa acredita que as rochas presentes sejam muito antigas. Outras amostras vão ser coletadas na área antes do rover seguir em direção norte, onde devem estar os sedimentos mais evidentes das vidas passadas de Marte.

Mas a confirmação dessas especulações ainda demora: as amostras coletadas pelo Perseverance vão ficar armazenadas na superfície do planeta, onde vão ser recolhidas por uma missão futura. Por enquanto, os planos são de mandar um foguete para lá em 2030…

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O Centro Nacional de Ciência Espacial da China (CNNSC) apresentou seu protótipo de “drone de cruzeiro a Marte”. O veículo é bastante ambicioso e mais um indício de que a China deseja se tornar um player importante na exploração espacial.

Mas, além da ousadia chinesa com seu veículo que voará pelos céus marcianos, um outro detalhe chamou atenção: o protótipo é muito parecido com o helicóptero Ingenuity, da Nasa. A semelhança não passou batida e já surgiram insinuação de que um foi inspirado no outro.

No Twitter, o correspondente do Space News para o programa espacial da China, Andrew Jones, destacou a familiaridade entre o drone chinês e o helicóptero estadunidense. Contudo, ele destacou que o resultado do veículo chinês deve ser melhor quando ele estiver pronto.

Ingenuity “com lasers”

Protótipo de drone chinês para Marte
Drone chinês deve ser equipado com espectrômetro, lasers, radares e detector de radiação. Crédito: CNNSC/Divulgação

De acordo com a CNNSC, o equipamento contará com um moderno espectrômetro, um dispositivo que deverá ser capaz de escanear com alto grau de precisão as características estruturais do Planeta Vermelho.

O equipamento também deve contar com uma lente que permita a visualização de um amplo campo de visão óptico, além de lasers, radares e uma espécie de detector de radiação em ambientes compactos. Segundo a CNNSC, o objetivo é melhorar as capacidades de catalogação de alvos em Marte.

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O drone de cruzeiro a Marte também deve ser equipado com uma lente ultravioleta de 13,1 nm para capturar imagens de tempestades solares. Com isso, o equipamento deve ser capaz de explorar o Planeta Vermelho de maneira tridimensional.

A China em Marte

Os planos da China para o Planeta Vermelho são bastante ousados. Para se ter uma ideia, no início deste ano, os chineses revelaram que pretendem enviar uma missão tripulada a Marte já em 2033.

Em abril deste ano, a nação asiática pousou o rover Zhurong na superfície de Marte. O jipe já está há mais de 100 dias realizando sua expedição por lá. Nesse meio-tempo, o rover já enviou uma série de imagens do Planeta Vermelho à Terra.

Via: Futurism

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