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Após uma série de adiamentos, a NASA bateu o martelo quanto à data de lançamento da missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE). 

Animação simula a órbita do CubeSat CAPSTONE, da NASA. Créditos: Ilustração da NASA/Daniel Rutter

De acordo com a agência espacial norte-americana, o foguete Electron, da Rocket Lab, responsável pelo envio da carga à Lua, vai decolar na segunda-feira (27), às 7h da manhã (pelo horário de Brasília), a partir do Complexo de Lançamento 1 da empresa na Península de Mahia, na Nova Zelândia.

O evento será transmitido em tempo real pela Internet, no site da NASA TV, no app e no canal da agência no YouTube, a partir das 6h. 

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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Inicialmente programada para decolar entre os dias 3 e 15 de maio, a missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE), da NASA, sofreu diversos adiamentos. Agora, a agência revelou que o lançamento será na segunda-feira (27), a partir da Península de Mahia, na Nova Zelândia.

Esta já é a quinta data divulgada pela agência espacial norte-americana em pouco mais de dois meses. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (23) pelo Twitter do Centro de Pesquisa Ames, da NASA.

“Para permitir mais tempo para os preparativos do foguete, agora estamos mirando não antes de 27 de junho para o lançamento da espaçonave CAPSTONE”, diz a publicação.

A conta oficial da Rocket Lab, provedora do foguete Electron que será responsável pelo envio da carga à Lua, também usou seu perfil na plataforma para divulgar a nova data. “Estamos traçando um novo caminho para a Lua em apoio ao Programa Artemis da NASA e estamos em contagem regressiva até 27 de junho para o lançamento da CAPSTONE com nossos parceiros de missão”.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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Como parte dos Acordos Artemis, a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) determinaram que três astronautas europeus vão voar na nave Orion até a futura estação lunar Gateway. Agora, parece que um deles pode ir um pouco mais longe. Em reunião realizada nesta quarta-feira (15) na Holanda, as agências discutiram a possibilidade de levar o primeiro europeu a pôr os pés na Lua.

Neil Armstrong e os primeiros passos na Lua
Neil Armstrong e os primeiros passos humanos na Lua. Créditos: NASA/Apollo 11

“Estamos ansiosos para que um astronauta da ESA se junte a nós na superfície da Lua e continue a construir nossa parceria de longa data”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson, depois de participar da assembleia do conselho da ESA.

“A NASA está contando com a cooperação da ESA para impulsionar a exploração da Lua através do programa Artemis. O Módulo de Serviço Europeu é a potência da espaçonave Orion”, declarou Nelson.

As agências também assinaram um acordo sobre o Lunar Pathfinder, um satélite de comunicações planejado que está sendo construído pela empresa britânica SSTL. A ESA comprou os serviços da SSTL no ano passado e fornecerá à NASA comunicação lunar sob o acordo. Em troca, a agência americana lançará o Pathfinder em órbita.

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Também ficou estabelecido que ambas realizarão testes conjuntos para criar uma rede de navegação por satélite na Lua, “assim como hoje navegamos usando Galileu e GPS na Terra”, diz um comunicado da ESA sobre a reunião.

Segundo a nota, eles também discutiram o futuro da missão ExoMars da ESA, depois que seu lançamento planejado em um foguete russo no final deste ano foi cancelado devido à invasão da Ucrânia pelo país governado por Vladimir Putin.

O diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, disse em coletiva de imprensa que uma “intensa discussão” estava sendo realizada sobre o assunto. “Está indo no caminho certo e estou muito confiante de que encontramos uma boa parceria na ExoMars”.

Por sua vez, Nelson teria afirmado que “a NASA está buscando a melhor forma de apoiar nossos amigos europeus na missão ExoMars”.

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Informações captadas durante os últimos 15 anos pelo Programa de Exploração Lunar da China serviram de base para o desenvolvimento do mais detalhado mapa da Lua já produzido até hoje. Em termos de características geológicas, ele é mais avançado do que aquele produzido pela NASA com base em observações do altímetro laser do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

O novo mapa de alta resolução da Lua foi complementado por dados de missões internacionais de exploração dos EUA, Japão e Índia, e revela camadas geológicas, características estruturais e uma cronologia da superfície lunar.

O mapa lunar em escala 1:2.500.000 divulgado pela Academia Chinesa de Ciências. Imagem: NSSC/CAS

Nele, constam 12.341 crateras de impacto, 81 bacias de impacto, 17 tipos de rochas e 14 tipos de estruturas variadas.

De acordo com a equipe de pesquisa responsável pelo mapa, que faz parte de um estudo publicado recentemente no periódico Boletim científico, o gráfico “reflete a evolução da crosta lunar sob processos ígneos, impactos catastróficos e atividades vulcânicas”.

Estruturado em projeção de Mollweide (um tipo de exibição cilíndrica), o mapa cria uma visão elíptica da Lua. Também foram criadas versões em projeções estereográficas, centradas nos polos norte e sul do satélite natural da Terra.

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É possível fazer o download dos arquivos no site do Centro Nacional de Ciência Espacial, pertencente à Academia Chinesa de Ciências.

Segundo os autores, os pesquisadores podem usar o novo trabalho para produzir mais mapeamento geológico lunar, além de servir para a seleção de locais de pouso para futuras missões de exploração.

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Se antes era tudo apenas uma possibilidade, agora já pode ser real. As viagens para a Lua estão cada vez mais próximas de se tornarem um passeio comum com uma flora lunar bem parecida com o da Terra. Um time de pesquisadores da Universidade da Flórida estão perto de fazer isso acontecer e conseguiram plantar em amostras de solo lunar.

Publicado no periódico Communications Biology, o estudo utilizou apenas 12 gramas de solo lunar coletado pela NASA durante as missões Apollo 11, 12 e 17. Isso foi um pontapé para traçar um plano detalhado e aproveitar ao máximo as pequenas amostras lunares, sem ter desperdiço, disse Rob Ferl e Anna-Lisa Paul.

Aproveitando os poucos gramas do solo da Lua, eles usaram “vasos” de placas de plástico em formato de dedal e depois, encheram cada um com aproximadamente um grama de solo lunar. O próximo passo foi umedecer o solo com uma solução nutritiva e também adicionar algumas sementes de Arabidopsis.

Imagens das plantas que germinaram e cresceram no solo lunar, mais conhecido como regolito (Foto: Communication Biology)
Imagens das plantas que germinaram e cresceram no solo lunar
Foto: Communication Biology
(A partir da esquerda) Os coautores do estudo Anna-Lisa Paul e Rob Ferl, do Instituto de Alimentos e Ciências Agrícolas da Universidade da Flórida
Imagem: UF/IFAS/Tyler Jones

Além do solo lunar, os pesquisadores utilizaram como pontos de comparação o solo JSC-1A, que é uma substância terrestre que imita o solo lunar, o solo marciano e o solo terrestre de ambientes extremos. Sendo que as plantas cultivadas em solos não lunares foram o grupo controle desse experimento.

Os pesquisadores observaram diferenças entre as plantas cultivadas em solo lunar e no grupo controle. Algumas das plantas cultivadas nos solos lunares eram menores, cresciam devagar ou tinham uma variação maior em tamanho, por exemplo.

Análises transcriptômicas de plantas cultivadas em regolito lunar com base na morfologia. (Foto: Communications Biology)
Análises transcriptômicas de plantas cultivadas em regolito lunar
Foto: Communications Biology
As plantas Arabidopsis thaliana
Imagem: UF/IFAS/ Tyler Jones

Com o foco de descobrir o motivo dessas mudanças, a dupla está investindo em mais estudos e acredita que essas diferenças podem estar ligadas ao local onde o solo foi coletado. Pelo fato de algumas plantas apresentaram mais sinais de estresse, durante a plantação, e eram as cultivadas no que os geólogos lunares chamam de “solo lunar maduro”, ou seja, em que as exposições a ventos cósmicos acabam alterarando sua composição.

Por outro lado, as amostras de Arabidopsis que cresceram em solos menos maduros tiveram um melhor desenvolvimento. De acordo com Paul, esses eram os sinais físicos de que as plantas estavam trabalhando para lidar com a composição química e estrutural do solo da Lua.

Agora, os estudos futuros poderão se basear nessas questões. A pesquisa de Paul e Ferl é considerada um avanço para o próprio Projeto Artemis.

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Fonte: Space

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Neste domingo (15) acontece um grande e verdadeiro espetáculo astronômico, conhecido como ‘Lua de Sangue’. O eclipse lunar total pode ser visto do Brasil e também pode ser apreciado por toda a América do Norte e do Sul, Europa, África e partes da Ásia

Já para a Nova Zelândia, o leste da Europa e o Oriente Médio, o eclipse pode ser penumbral, ou seja, quando a Lua passa somente pela penumbra da Terra, de modo que sua cobertura, ainda que total, é quase imperceptível – ela não fica nem escondida, apenas com o brilho mais fraco. 

A Lua começou a passar pela sombra da Terra às 23h28 do domingo (15) e está previsto para terminar às 2h55 de segunda-feira (16). O período em que ela ficará totalmente coberta será das 0h30 à 1h54. 

Com o céu limpo, a população brasileira pode acompanhar todas as fases da ‘Lua de Sangue’ sendo encoberta pela sombra do nosso planeta. Além de que será possível ver o satélite natural da Terra escurecendo, ficando vermelha e, em seguida, voltando ao seu brilho natural.  

Se você não está conseguindo ver por conta da localização ou céu nublado, também tem a opção de acompanhar pela transmissão da NASA, basta clicar aqui.

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Confira imagens do espetáculo astronômico, a ‘Lua de Sangue’:

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Júpiter é o maior planeta do sistema solar e o quinto planeta a partir do Sol. O gigante gasoso apresenta belas camadas de nuvens em faixas, um conjunto de anéis finos e empoeirados, a famosa Grande Mancha Vermelha e dezenas de luas variadas. Mas, você conhece mais detalhes deste planeta peculiar?

Por que Júpiter?

Sendo o quarto objeto mais brilhante no céu da Terra, (depois do sol, da Lua e de Vênus) Júpiter é conhecido desde os tempos antigos. Nosso nome moderno para o planeta é derivado do rei romano dos deuses, Júpiter.

Para os antigos gregos, Júpiter era conhecido como Phaethon, que significa “estrela ardente”, enquanto os babilônios se referiam ao planeta gigante como Marduk, a divindade padroeira da cidade de Babilônia. Outros nomes antigos para Júpiter incluem Brhaspati (sânscrito), Tzedek (hebraico), Muxing (que significa “Estrela da Madeira” em mandarim) e Mushtari (árabe).

Do que é feito?

Júpiter é duas vezes e meio mais massivo do que todos os outros planetas do sistema solar combinados e é composto principalmente de hidrogênio e hélio, de acordo com o Observatório Europeu do Sul. O gigante gasoso tem um diâmetro de 142.984 quilômetros, tornando-o 11 vezes maior que a Terra, segundo a NASA.

Júpiter não tem superfície real, de acordo com a agência; o planeta é apenas uma mistura rodopiante de gases fluindo em três camadas distintas em suas bordas externas. Acredita-se que esta região tenha aproximadamente 71 km, onde a camada superior é provavelmente feita de gelo de amônia, a camada intermediária é provavelmente feita de cristais de hidrossulfeto de amônio e a camada mais interna pode ser feita de gelo de água e vapor.

As cores brilhantes vistas na superfície externa de Júpiter são provavelmente plumas de gases contendo enxofre e fósforo que se elevam do interior mais quente do planeta. Como ele gira extremamente rápido, completando um único dia em menos de 10 horas, sua atmosfera externa é separada em longos cinturões de material mais brilhante e mais escuro.

Dados da Juno mostraram que as correntes de jato de Júpiter podem atingir profundidades de cerca de 3.200 km. Mais profundamente na atmosfera, pressões e temperaturas crescentes comprimem o gás hidrogênio em um líquido, o que significa que Júpiter tem o maior oceano do sistema solar, feito de hidrogênio em vez de água, de acordo com a NASA.

Esta imagem da icônica Grande Mancha Vermelha de Júpiter e das zonas turbulentas circundantes foi capturada pela espaçonave Juno da NASA enquanto realizava seu 12º sobrevoo próximo a Júpiter. ( NASA/JPL-Caltech/SwRI/MS)

Em algum lugar a meio caminho do centro do gigante gasoso, as pressões internas tornam-se tão grandes que os elétrons são espremidos de seus átomos de hidrogênio, criando um metal supercondutor que supostamente impulsiona o enorme campo magnético de Júpiter. O planeta pode ter um núcleo central de material sólido ou uma “sopa” espessa e densa, feita principalmente de ferro e silício, que pode chegar a cerca de 50.000 graus Celsius.

Qual a distância entre Júpiter e o Sol?

Júpiter orbita a uma distância média de 778 milhões de km do Sol, de acordo com a NASA. Um ano em Júpiter dura 11,86 anos terrestres.

O planeta tem o dia mais curto do sistema solar, com duração de 9,93 horas. Seu eixo central é inclinado apenas 3 graus, ao contrário da inclinação axial da Terra de 23 graus, o que significa que Júpiter não experimenta muita variação sazonal ao longo do ano.

Os humanos exploram Júpiter?

Uma das primeiras pessoas a fazer observações detalhadas de Júpiter foi o astrônomo italiano Galileu Galilei, que contemplou o planeta através de seu telescópio em 1610, vendo suas quatro maiores luas. Nos tempos modernos, os humanos lançaram muitas sondas que passaram ou orbitaram o gigante gasoso.

As espaçonaves Pioneer 10 e 11, lançadas em março de 1972 e abril de 1973, respectivamente, estudaram o cinturão de asteroides e passaram por Júpiter, coletando informações sobre seus intensos cinturões de radiação e tirando algumas fotos iniciais.

Já as sondas Voyager 1 e 2, que deixaram a Terra em 1977 e chegaram a Júpiter em 1979, obteram dados surpreendentes do planeta gigante. Os robôs descobriram o sistema de anéis fraco e empoeirado de Júpiter, a presença de atividade vulcânica em sua lua Io e algumas luas anteriormente desconhecidas.

Implantação da NASA Galileo e do IUS do compartimento de carga do STS-34 Atlantis em 18 de outubro de 1989.(Crédito da imagem: NASA/JPL/KSC)

A NASA lançou uma missão dedicada a Júpiter chamada Galileo, que chegou e começou a orbitar o enorme planeta em dezembro de 1995. Galileo estudou Io e a lua gelada de Júpiter Europa em profundidade e lançou uma sonda que caiu na atmosfera de Júpiter, obtendo dados sobre coisas como temperatura, velocidade e pressão do vento no planeta.

A mais recente espaçonave dedicada a Júpiter da agência é chamada Juno, que está em órbita desde julho de 2016. Juno passa pelas regiões polares do planeta a cada 53,5 dias e estudou sua poderosa magnetosfera e auroras brilhantes desde então.

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A NASA está construindo uma sonda chamada Europa Clipper para estudar a lua gelada e seu oceano subterrâneo, que muitos cientistas acham que poderia ser uma morada potencial para a vida, de acordo com a NASA. Além disso, a missão Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), da Agência Espacial Europeia (ESA), explorará Europa, bem como duas outras grandes luas de Júpiter: Ganimedes e Calisto.

Quantas luas tem Júpiter?

Atualmente, existem 53 luas nomeadas de Júpiter, com mais 26 luas aguardando nomes oficiais. A maior lua de Júpiter, Ganimedes, também é a maior lua do sistema solar, sendo maior que o planeta Mercúrio.

Os outros satélites galileanos – nomeados em homenagem ao seu descobridor – também são mundos gigantescos com suas próprias surpresas interessantes. Calisto é um dos objetos mais cheios de crateras do sistema solar e pode ter um oceano líquido sob sua espessa camada de gelo. Europa tem uma estrutura de gelo e oceano semelhante, mas sua concha externa congelada é muito mais fina, o que significa que é reciclada com mais frequência e possui menos crateras. Io, que é brilhantemente colorida, é o corpo mais vulcanicamente ativo no sistema solar.

Poderia haver vida em Júpiter?

A maioria dos pesquisadores hoje em dia não tem muita esperança de organismos vivos flutuando no gigante gasoso. A NASA considera a lua de Júpiter Europa, que é coberta por uma concha de gelo que envolve um enorme corpo de água líquida, um dos lugares mais prováveis ​​para encontrar vida extraterrestre no sistema solar.

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A superfície da Europa, uma das quatro principais luas de Júpiter, é coberta por uma crosta de gelo de 20 quilômetros de profundidade marcada por misteriosas linhas duplas escuras chamadas linae. Agora, um novo estudo comparando a superfície da Europa com a crosta de gelo da Groenlândia na Terra pode esclarecer o que essas linhas realmente são.

A lua Europa é coberta por linhas paralelas elevadas, com centenas de quilômetros de comprimento. Cada setor da superfície do satélite é marcado com uma matriz cruzada dessas linhas duplas, mas os cientistas nunca tiveram certeza de como elas se formaram.

É aí que entram as linhas duplas de gelo na Groenlândia, que surgiram há cerca de dez anos e escondem grandes bolsões de água logo abaixo da superfície. Cientistas atravessaram a crosta de gelo da Groenlândia usando radar, e as varreduras mostraram água abaixo das linhas.

“Esta é a primeira vez que vimos linhas duplas como essas na Terra”, disse Riley Culberg, estudante de pós-graduação da Universidade de Stanford e principal autor do novo estudo, ao Space.com.

Imagem por Justice Blaine Wainwright

Estudando as linhas da Groenlândia, Culberg e seus colegas teorizaram que as linhas duplas, tanto na Terra quanto na Europa, são formadas por água subterrânea que surge através de rachaduras na superfície do gelo e volta a congelar. Se a explicação estiver correta, é um indício de que Europa pode ter mais do que apenas um oceano escondido, a lua também pode conter água em bolsões logo abaixo da superfície do gelo.

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Encontrar esses bolsões de água pode ser mais um objetivo para futuras sondas enviadas para a lua Europa, como a missão Europa Clipper da NASA que deve ser lançada em 2024.

Via: Space.com

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Às vezes, enquanto vasculham o céu procurando por cometas e asteroides, os astrônomos se deparam com objetos artificiais no espaço. E não estamos falando de naves alienígenas, e sim de artefatos produzidos pelo homem, como satélites, foguetes e outros objetos utilizados em nossas missões espaciais.

Alguns deles estão “perdidos” há muitos anos, como é o caso de um foguete Falcon 9 da SpaceX encontrado esta semana. Seria um procedimento bem corriqueiro: compilar as observações, identificar o objeto, sua órbita e compartilhar os dados com os demais observatórios. Só que, segundo os cálculos feitos pelos astrônomos, este foguete tem um destino diferente: ele vai atingir a Lua.

O foguete em questão é o segundo estágio do Falcon 9 lançado em 11 de fevereiro de 2015 pela SpaceX a partir do Centro Espacial John Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Ele levou o satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory) até o Ponto de Lagrange L1, que fica a 1,5 milhões de quilômetros de distância, na direção do Sol. O DSCOVR é um satélite do governo norte-americano para observação da Terra e do “clima” espacial.

Lançamento do foguete Falcon-9 da SpaceX que levou o DSCOVR ao espaço em 2015.
Imagem: NASA

Após cumprir sua missão, o foguete da SpaceX, com 14 metros e cerca de 4 toneladas, foi abandonado no espaço e permaneceu em órbita do Sol sem poder ser observado. Até que no início de 2022 ele foi encontrado pelas câmeras de um observatório, momentos antes de uma aproximação com a Lua em 5 de janeiro. De início, imaginou-se que se tratava de um asteroide, mas com novas observações realizadas nas noites seguintes, concluiu-se que era o segundo estágio do Falcon 9, identificado como NORAD 40391. 

Representação artística do segundo estágio do foguete Falcon 9
Imagem: SpaceX

Sempre que um objeto artificial é identificado durante as buscas por asteroides próximos à Terra, os dados dessas observações são enviados para o Projeto Pluto, que mantém e compartilha esses dados com outros observatórios para evitar que eles possam ser confundidos com asteroides novamente no futuro.

Nesta terça, 21 de janeiro, uma circular publicada pelo Projeto Pluto comunicou que no próximo dia 3 de março esse foguete deverá atingir a Lua. O impacto está previsto para ocorrer às 12:25:39 no Horário Universal (09:25:39 no Horário de Brasília). Segundo o Projeto o Pluto, que também publicou as coordenadas lunares onde o foguete deve ser “sepultado”, o impacto é certo, e a margem de erro desses cálculos é de apenas alguns segundos e alguns quilômetros.

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Impacto inédito na história não será visível da Terra

Será a primeira vez que um pedaço de lixo espacial atinge acidentalmente nosso satélite natural. A Lua já havia sido atingida por um foguete antes: foi em 2009, durante a Missão LCROSS da NASA, que atirou um foguete e uma sonda espacial contra sua superfície para tentar comprovar a existência de água por lá.

Mas naquela ocasião, o impacto foi premeditado e monitorado pela sonda LRO em órbita da Lua. Agora, este impacto será completamente acidental, e ainda não se sabe se será possível monitorá-lo de alguma forma. 

Concepção artística representando o momento de um impacto na superfície da Lua
Imagem: NASA

Isso porque ele deve ocorrer no lado oculto da Lua, então, só não poderá ser observado aqui da Terra. Apenas as sondas orbitais LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da NASA, e a Chandrayaan-2, da Índia, poderão registrar os efeitos desse impacto, mas só se estiverem sobrevoando o local no momento em que o foguete da SpaceX atingir a Lua.

O que podemos aprender com esse impacto?

De fato, podemos fazer algumas reflexões filosóficas sobre o quanto estamos poluindo nossa vizinhança cósmica e sobre a importância de desenvolvermos um descarte mais digno e seguro para nossos artefatos espaciais. Imagine se, ao invés de atingir a Lua, esse foguete atingisse um asteroide, desviando sua órbita perigosamente em direção à Terra.

Entretanto, sabendo que não existe risco algum nesse caso específico, podemos aproveitar esse impacto para estudar um pouco mais sobre nosso satélite natural. Certamente, se ele ocorresse no lado visível da Lua, ele poderia ser observado e estudado por centenas de telescópios aqui da Terra, inclusive por astrônomos amadores. 

Como não existe atmosfera na Lua (na verdade existe, mas ela é muito rarefeita), o foguete vai atingir diretamente sua superfície numa velocidade superior a 9 mil km/h, escavando e vaporizando instantaneamente alguns metros do solo lunar. Com os instrumentos certos, é possível estudar a composição química da superfície e subsuperfície da Lua. Mas para fazermos isso, seria necessário utilizar instrumentos espaciais que tenham visão para aquela área no lado oculto da Lua onde deve ocorrer o impacto.

Não existem muitas sondas capazes de fazer isso. Já citamos anteriormente a LRO e a Chandrayaan-2, mas como elas estão em órbitas lunares muito baixas, dependem de estarem passando sobre o local no momento do impacto, ou de algum ajuste em sua órbita, o que exige um gasto adicional de combustível que não sabemos se as agências americana e indiana estão dispostas a ter. 

Curiosamente, o próprio satélite DSCOVR, lançado pelo foguete que agora irá atingir a Lua, é outro que tem a possibilidade de registrar o impacto com seus instrumentos de precisão. No momento previsto para o impacto, a Lua estará próxima de sua fase Nova, o que significa que seu lado oculto estará voltado para o Sol e, consequentemente, para o DSCOVR. Mas, novamente, isso dependerá de uma manobra para mudar a orientação do satélite. O custo em combustível nesse caso não seria significativo, mas a manobra desviaria o DSCOVR de sua função primordial que é a de observar a Terra. 

Trânsito da Lua (exibindo seu lado oculto) em frente à Terra registrado pelo satélite DSCOVR em julho de 2015
Imagem: NASA / EPIC

Os astrônomos estão torcendo para podermos registrar este impacto de alguma forma, e assim, aprendermos um pouco mais sobre nosso satélite natural. Mas todas essas limitações diminuem muito as possibilidades. Dessa forma, provavelmente os únicos dados que teremos desse impacto serão os cálculos do Projeto Pluto e as fotos da cratera, tiradas pelas sondas em órbita da Lua, quando passarem pelo local onde o foguete Falcon 9 da SpaceX atingiu a superfície.

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Como parte do programa da Nasa que visa levar o ser humano de volta à Lua, a missão Artemis I levará a nave Orion não tripulada para contornar nosso satélite natural, em um voo que deve durar pouco mais de três semanas. 

Até então programada para fevereiro de 2022, a missão Artemis I – que será o primeiro voo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa – vai sofrer um atraso, segundo comunicado da agência espacial norte-americana, que agora tem como meta um lançamento em março ou abril de 2022.

O foguete SLS e a espaçonave Orion para a missão Artemis 1 da Nasa, dentro do Vehicle Assembly Building no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Imagem: NASA / Cory Huston

E o problema está exatamente no foguete. “Depois de realizar uma série de inspeções e solução de problemas, os engenheiros determinaram que o melhor curso de ação é substituir o controlador do motor, retornando o foguete à funcionalidade total e redundância enquanto continuam a investigar e identificar a causa raiz”, disseram funcionários da Nasa em comunicado.

“A Nasa está desenvolvendo um plano e uma programação atualizada para substituir o controlador do motor enquanto continua os testes integrados e analisa as oportunidades de lançamento em março e abril”, revelou o comunicado.

O foguete SLS inclui um impulsionador central equipado com quatro motores RS-25, cada um com um controlador de voo independente que a agência descreve como o “cérebro” do motor. Cada um desses controladores de voo pode operar em dois canais para oferecer redundância ao sistema. 

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Sistema Artemis I completo já está no Centro Espacial da Nasa na Flórida

No início deste ano, o foguete Artemis 1 testou com sucesso seu procedimento de lançamento completo enquanto ancorado no lugar, mas agora um dos canais de um dos controladores está agindo de forma irregular, daí a decisão da agência de substituir o sistema.

O sistema Artemis 1 completo, incluindo o foguete SLS e a cápsula Orion, está no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, passando por testes finais antes do lançamento. Entre os testes concluídos estão procedimentos que verificam como os sistemas de solo se comunicam com cada parte do hardware da missão. 

Vários testes ainda devem ocorrer antes que a Nasa defina a data de lançamento. Esses itens pendentes incluem simular o procedimento de contagem regressiva, encher os tanques do foguete com combustível e instalar os sistemas que irão abortar o voo se algo der errado.

De acordo com o site Space, o ponto culminante dos testes da missão Artemis 1 antes do lançamento será o que os engenheiros de foguetes chamam de ensaio geral molhado, (WDR, Wet Dress Rehearsal) – quando o foguete é abastecido com combustível e são testados os sistemas responsáveis pela ignição, como bombas e compressores. Anda segundo o site, a Nasa está esperando que o teste seja bem-sucedido antes de se comprometer oficialmente com uma data de lançamento.

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