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Nesta quarta-feira (3), o governo da Índia retirou um projeto de lei que gerou polêmica no país. A Lei de privacidade de 2019 foi projetada para proteger dados de autoridades e cidadãos indianos, mas levantou preocupações entre big- tech pois exigia que as companhias mudassem sua conduta de armazenamento dos dados no país.

A decisão de retirar a lei agradou algumas empresas como Google e Facebook, que já tinham se posicionado contra o projeto de lei. Por outro lado, desagradou parte dos legisladores que recentemente votaram a favor do projeto. 

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O projeto de Lei de Privacidade visa proteger os dados dos cidadãos indianos exigindo que big-techs mudem sua conduta. stockpexel/ Shutterstock

“É bom que haja uma reformulação do zero” disse Prasanto Roy, consultor de Nova Délhi que acompanha de perto as políticas de tecnologia na Índia. 

Em comunicado, o ministro de TI da Índia, Ashwini Vaishnaw, disse que o projeto de Lei será reformulado levando em consideração os padrões globais do ecossistema de armazenamento de dados. 

“O Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais de 2019 foi deliberado em grande detalhe pela Comissão Mista do Parlamento, 81 emendas foram propostas e 12 recomendações foram feitas para uma estrutura legal abrangente sobre o ecossistema digital. Considerando o relatório do JCP, está sendo trabalhado um arcabouço legal abrangente. Assim, nas circunstâncias, propõe-se a retirada. O Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais de 2019′ e apresenta um novo projeto de lei que se encaixa na estrutura legal abrangente ”, disse Vaishnaw.

Como surgiu a Lei? 

O Projeto de Lei de Privacidade de 2019 foi criado devido à crescente preocupação do governo da Índia com o uso indevido de dados pessoais confidenciais nos últimos anos. Com a Lei, empresas teriam que pedir uma solicitação explícita para utilizar ou armazenar os dados dos cidadãos.

O projeto de lei gerou preocupação em empresas como Google, Facebook e outras big-techs, pois há anos as companhias têm procurado novas soluções para operar na Índia devido às regulamentações do país em relação a tecnologia. Essas regulamentações têm dificultado a comunicação entre Nova Délhi e Washington.

Imagem: StockImageFactory.com/ Shutterstock

Via: Reuters e TechCrunch

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Uma revisão dos dados de mortes durante a onda da variante delta do vírus da Covid-19, que atingiu a índia no início de 2021, sugere que o número de mortos pela pandemia pode ser muito maior do que 5,8 milhões. Os dados sugerem que o número de óbitos naquele período pode ter passado de 3,2 milhões.

Na época, o governo indiano apontou que o número de mortos era menor que um milhão, porém, o estudo de autoria do professor de economia Paul Novosad mostra um número entre seis e sete vezes maior. Os números podem aumentar o número global de mortes em 50%.

50% mais mortes

“Apenas contando corretamente as mortes na Índia vai aumentar a contagem global de mortalidade por Covid em quase 50%”, declarou Novisad. Os resultados foram divulgados em um artigo publicado em uma das edições de janeiro da revista Science.

A equipe revisou dados sobre as causas de morte de uma pesquisa independente com 140 mil adultos e de duas fontes de dados oficiais do governo indiano. Os dados incluíam mortes relatadas em unidades de saúde e mortes registradas em dez estados da Índia. 

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Os pesquisadores compararam as contagens com os padrões encontrados em anos anteriores, antes da pandemia da Covid-19. A partir daí, foi percebido um aumento entre 26% e 29% no número de mortes durante a onda da variante delta em comparação com o total de mortes nos anos anteriores.

Novas fontes de dados

Dados usados no estudo incluem imagens de satélite para medição do bem-estar populacional. Imagem: NOAA

Estes dados foram bastante consistentes, mesmo em fontes de dados separadas. “Estamos triangulando esse número de várias direções diferentes e temos amplo acordo em relação ao intervalo que estamos encontrando”, escreveram os pesquisadores.

O trabalho usou diversos novos tipos de dados, incluindo medidas de bem-estar, que são geradas a partir de imagens de satélite. Também foram utilizados dados coletados por programas governamentais e registros administrativos que estavam arquivados, mas ainda não haviam sido usados.

Via: Medical Xpress

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Kapoor é um sobrenome relativamente comum na Índia, tanto que foi escolhido para batizar a personagem Kelly, umas das mais queridas da série The Office. Porém, não foi o nome da família que fez um indiano viralizar, mas sim seu primeiro nome, que passou a ter outro significado depois de 2020: Kovid.

Antes da pandemia da Covid-19, o empresário Kovid Kapoor tinha um nome diferente, mas encarado como qualquer outro. Mas tudo mudou quando a Organização Mundial da Saúde juntou as palavras Coronavírus e Disease (doença em inglês) em uma só para nomear uma síndrome respiratória que vinha causando mortes.

Mudança de vida

A vida do indiano mudou, e não foi pouco. Ele foi alvo de uma série de piadas que vinham desde amigos próximos, até desconhecidos. Porém, bem-humorado, Kovid resolveu abraçar a brincadeira e não levar as piadas muito a sério, começando pela alteração de sua biografia no Twitter.

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Hoje, ao entrar no perfil dele no Twitter, encontramos uma referência ao filme “Meu nome é Khan”, de 2010. “Meu nome é Kovid e eu não sou um vírus”, é a descrição do designer. Porém, o que fez o rapaz se notabilizar foi um fio nesta mesma rede social, contando como foi viajar para o exterior tendo esse nome.

Significado diferente

“Fui para fora da Índia pela primeira vez desde a Covid e diverti um monte de gente com meu nome”, escreveu Kovid. “As futuras viagens ao exterior serão divertidas!”, completou o rapaz. Em um outro tuíte, ele revelou qual o significado do seu nome, que vem de um hino devocional do hinduísmo.

Na canção, chamada de Hanuman Chalisa, em louvor ao deus Hanuman, que tem como virtudes associadas a ele heroísmo, altruísmo e devoção. No hino, a palavra “Kovid” tem como significado “estudioso” ou “erudito”, e nada tem a ver com uma doença respiratória que causou uma pandemia.

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Segundo o gabinete do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, sua conta do Twitter foi “comprometida” por um hacker neste domingo (12).

As suspeitas surgiram após a conta de Modi tuitar, após a meia-noite, que a Índia iria adotar o bitcoin como uma moeda legal. Mas o que tem de suspeito nisso? Muita coisa, uma vez que Nova Delhi, nos últimos meses, estuda introduzir uma lei estrita para regular a criptomoeda.

twitter

Em novembro, Nirmala Sitharman, ministra das Finanças da Índia, disse que o país não tinha proposta para fazer do bitcoin a moeda oficial. De acordo com o tuíte – já apagado pelo gabinete de Modi – Nova Delhi já havia comprado bitcoins e que iria, inclusive, distribuí-las para a população indiana.

Para rechaçar qualquer especulação, o gabinete tuitou hoje que a conta do primeiro-ministro estava totalmente protegida e todos os tuítes compartilhados na madrugada de sábado para domingo “devem ser ignorados”.

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Modi possui uma das contas mais populares do Twitter, com mais de 73 milhões de seguidores no Twitter. Seu gabinete disse que a plataforma tomou as medidas necessárias para proteger a conta assim que tomou conhecimento do possível hackeamento.

Twitter possui sistema secreto para lidar com ataques contra contas famosas

O objetivo de todo usuário do Twitter é evitar ser o personagem principal do dia, segundo o meme. Só que se você for azarado, a plataforma está preparada para te ajudar a sobreviver ao ataque de trolls em potencial. De acordo relata a Bloomberg, a empresa desenvolveu o Project Guardian, que é uma lista interna de milhares de contas que podem ser atacadas por outros usuários. A lista rastreia rapidamente qualquer reclamação relacionada a esses usuários nos sistemas de moderação do Twitter.

A conclusão dos relatórios da Bloomberg é que o Project Guardian é um aspecto preditivo das medidas de segurança do Twitter. Sendo ao contrário do tratamento dado pelo Facebook aos VIPs, o qual já foi criticado por permitir que celebridades e políticos quebrassem as regras dessa plataforma. O sistema do Twitter não necessariamente concede mais privilégios aos usuários em questão.

Para saber mais, acesse a reportagem do Olhar Digital.

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A pandemia do novo coronavírus fez a Índia adiar a data de lançamento de Gaganyaan, a primeira missão espacial tripulada do país. Agora, de acordo com governo, o voo deverá ocorrer no fim de 2022 ou no início de 2023.

O lançamento estava programado para ocorrer antes, de forma que fosse possível acompanhar a espaçonave durante o 75º aniversário da Independência da Índia. Porém, Jitendra Singh, ministro do Espaço do país, disse que isso não irá ocorrer mais por conta do atraso inevitável provocado pelo avanço da Covid-19.

O ministro também anunciou que a Agência Espacial Australiana fornecerá os serviços de rastreamento para Gaganyaan, uma vez que ela está aprimorando as instalações terrestres de rastreamento.

Para isso, a Austrália usará sua estação terrestre nas Ilhas Cocos (Keeling). Ela será imprescindível para monitorar a missão, já que a própria Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO na sigla em inglês) muitas vezes não consegue rastrear seus próprios satélites devido a pontos cegos.

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Países parceiros na Oceania

A Austrália tem sido parceira da Índia desde 1987, apoiando a calibração de dados e o alcance de laser nos satélites indianos, lançando satélites australianos e conduzindo pesquisas juntas. Para Singh, ambos os países podem aprofundar essa parceria oferecendo treinamentos e compartilhando as melhores práticas.

O ministro vê ainda uma oportunidade para se juntar com outros países da Oceania, como a Nova Zelândia. Ele vê espaço para que os países se unam para desenvolver soluções tecnológicas para a área.

Tudo isso faz parte da ambição da Índia em se tornar o centro de lançamento de pequenos satélites. É uma aposta inteligente, já que a indústria espacial é uma das mais lucrativas em todo o mundo. Além disso, a demanda por satélites nano, micro e mini e os equipamentos para lançá-los só deve aumentar. Por isso, a expectativa é de que esse nicho valha US$ 38 bilhões até 2027.

Fonte: Times of India

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O novo Galaxy A03s foi anunciado esta semana na Índia.

O aparelho figura na categoria dos celulares básicos, com tela de LCD de 6 polegadas e meia com resolução HD+, chipset MediaTek Helio P35 e bateria de 5.000 mAh. O Galaxy A03s oferece opções de 3 ou 4 GB de memória RAM e mais 32 ou 64 GB de espaço para armazenamento interno.

Em relação às câmeras, na parte traseira há um sistema triplo, com um sensor principal de 13 MP e dois módulos de 2 MP para dados macro e de profundidade. Já a câmera selfie é de 5 MP.

O Galaxy A03s tem preços a partir de 155 dólares, aproximadamente 845 reais.

O modelo já foi homologado pela Anatel, mas ainda não tem data para lançamento no Brasil.

Para mais detalhes acesse olhardigital.com.br.

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A Revolt Motors anunciou que sua principal moto elétrica, a RV400, está novamente esgotada – dessa vez, em apenas alguns minutos após ter sido colocada à venda na última sexta-feira (16). Embora não tenha sido divulgado quantas unidades do veículo foram comercializadas, a marca indiana já está se preparando para a próxima leva de interessados.

No site oficial da empresa, há agora uma ala chamada “Notifique-me”, na qual aqueles que perderam a última reserva podem se cadastrar e serem alertados quando as reservas forem reabertas.

Marca popular de motos elétricas reabre pedidos, mas fecha novamente 2 horas depois após esgotar. Imagem: Revolt Motors/Divulgação
Marca indiana de motos elétricas reabre pedidos pela “baratinha”, mas fecha novamente minutos depois após esgotar. Imagem: Revolt Motors/Divulgação

E quer saber o mais impressionante de tudo? A montadora havia disponibilizado as novas vendas da “moto elétrica baratinha” exclusivamente para compradores interessados em Deli, Mumbai, Pune, Chennai, Ahmedabad e Hyderabad. Dada a resposta positiva em relação à RV400, a Revolt Motors afirmou a um dos principais jornais da Índia, o Mint, que está trabalhando para aumentar a produção “visando atender à enorme demanda”.

O mesmo entusiasmo nas vendas foi visto na rodada anterior de reservas do veículo no mês passado, que durou somente duas horas.

O sucesso da moto elétrica “baratinha” da Índia

As vendas de motos elétricas têm ganhado força em todo o mundo, mas a RV400 da Revolt Motors é, claramente, um caso atípico. A empresa indiana se beneficiou dos subsídios do governo federal através do FAME II, programa de incentivo a compra de elétricos, para baratear ainda mais o veículo: 90 mil rupias (cerca de R$ 6 mil).

Poucos lugares no mundo registram tanto tráfego em duas rodas do que a Índia. Portanto, incentivar a gigantesca população a mudar para veículos elétricos tem sido um dos principais objetivos do governo local.

RV400 teve todas as unidades vendidas em apenas 2 horas. Imagem: Revolt Motors/Divulgação
RV400 teve todas as unidades vendidas em apenas alguns minutos. Imagem: Revolt Motors/Divulgação

Pelo preço razoável, os “motoqueiros” adquirem uma motocicleta elétrica de 85 km/h com um motor de tração média contínua de 3 kW. O veículo chega equipado com bateria removível de 72V e 45Ah com capacidade de 3,24 kWh – o que é suficiente para fornecer autonomia de 150 km no modo econômico (ECO), 100 km no regular (normal) ou 80 km no SPORT.

As grandes rodas de 17″ da RV400 foram desenvolvidas de forma exclusiva para a variedade de superfícies das estradas na Índia e são adequadas para lidar com terrenos imprevisíveis melhor do que outras scooters. A “baratinha” também pode ser controlada através do aplicativo MyRevolt, que traz recursos como localizador do veículo, status da bateria, diagnóstico completo de desempenho e muito mais.

Outro destaque da moto elétrica é o peso. O veículo é bastante leve e pesa apenas 108 kg, mesmo oferecendo assentos para duas pessoas. De acordo com a marca no site oficial, a moto provou ser “uma das melhores alternativas eficientes aos veículos de duas rodas movidos a gás na Índia”.

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A Índia se tornou líder no mercado de motos elétricas leves, e muitos na indústria estão de olho no dia em que as empresas do país se expandirão para oferecer exportações à outras nações.

E a verdade é que já tem empresas de olho nos principais mercados internacionais, como a Ola Electric, por exemplo, que está construindo uma fábrica projetada para produzir 2 milhões de scooters elétricas por ano, mirando uma produção final de 10 milhões. A startup já está planejando exportar um número significativo desses veículos de duas rodas para fora da Índia, o que a tornaria uma das primeiras empresas locais a vender motos elétricas internacionalmente.

O efeito contrário também ocorre: empresas internacionais procuram entrar no mercado indiano. A rede de baterias substituíveis e scooters elétricos taiwanesa, Gogoro, fechou recentemente um acordo com a Hero MotoCorp, maior fabricante mundial de motocicletas, para atuar no país.

Fonte: Mint

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A disputa entre o Twitter e o governo da Índia ganhou mais um capítulo. Agora, as autoridades deram um “aviso final” para a rede social, que pode perder a proteção de responsabilidade pelo conteúdo publicado caso não passe a aderir as Diretrizes do Intermediário e ao Código de Ética da Mídia Digital.

O Ministério da Tecnologia enviou uma carta para o Twitter no dia 28 de maio. No entanto, o órgão alegou que as respostas da empresa “não abordam os esclarecimentos solicitados por este ministério e nem indicam o cumprimento integral das regras”.

Agora, o governo deu um ultimato e disse que pode remover a isenção de responsabilidade do Twitter. Basicamente, a rede social pode passar a responder legalmente pelo conteúdo postado pelos usuários na plataforma. Atualmente, a responsabilidade pelo o que é dito é inteiramente de quem posta e a função da empresa é moderar.

Twitter x Índia

A nova lei do governo da Índia fala sobre o cumprimento de ações contra empresas de mídia. Com as novas regras, redes sociais são obrigadas a excluirem postagens em até 36 horas caso seja solicitado pelas autoridades. Elas também são obrigadas a terem determinados funcionários 24 horas por dia para responderem essas solicitações.

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Para a Associated Press, o Twitter disse que “para manter nosso serviço disponível, nos esforçaremos para cumprir as leis aplicáveis ​​na Índia. Mas, assim como fazemos em todo o mundo, continuaremos a ser estritamente guiados por princípios de transparência, um compromisso de capacitar todas as vozes no serviço e proteger a liberdade de expressão e privacidade sob o estado de direito”, explicou a plataforma.

A relação entre o Twitter e a Índia anda conturbada desde o começo do ano, quando protestos de agricultores passaram a ser organizados pelas redes sociais e o governo começou a solicitar a remoção de contas de opositores.

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A crise sanitária da Índia adquiriu mais um infeliz capítulo. O país, que foi o primeiro a registrar 400 mil novos casos de Covid-19 em um único dia, está vendo aumentar o número de casos de uma infecção rara e perigosa chamada de mucormicose ou também de “fungo negro” entre pacientes em recuperação e recuperados de coronavírus.

A doença, que tem uma taxa de mortalidade geral de 50%, tem atingido principalmente pacientes diabéticos de meia-idade. A maioria deles foi infectada pelo fungo nas duas semanas após se recuperarem da Covid-19.

Dos 40 pacientes atendidos pelo cirurgião ocular Akshay Nair, 11 tiveram um olho removido cirurgicamente. Já no Hospital Sion de Mumbai, que registrou 24 casos nos últimos dois meses, 11 pacientes removeram um olho enquanto outros seis morreram.

A remoção do olho (em alguns casos de ambos os olhos e de parte do osso da mandíbula) é preventiva para impedir que a infecção chegue ao cérebro. Porém, isso ocorre porque os pacientes buscam tratamento tardiamente, quando já estão perdendo a visão.

No entanto, o único tratamento eficaz contra a doença também é inacessível para muitos indianos. Trata-se de uma injeção antifúngica que deve ser administrada diariamente por até 8 semanas. A dose do medicamento custa 3,5 mil rúpias (R$ 250), o que pode totalizar até US$ 14 mil durante o período de tratamento.

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O que é mucormicose?

A mucormicose é uma doença que afeta os seios da face, o cérebro e os pulmões. Ela é provocada pela exposição a diversos organismos fúngicos na ordem Mucorales, como aqueles nos gêneros Rhizopus, Rhizomucor e Mucor, de acordo com o Manual MSD.

É um tipo de mofo observado em material orgânico em decomposição no solo. Embora esse fungo seja encontrado também entre pessoas saudáveis, ele pode provocar a morte em pacientes diabéticos ou imunocomprometidos – como pessoas com câncer ou HIV positivo.

Os sintomas da doença incluem nariz entupido e sangramento, inchaço e dos nos olhos, pálpebras caídas, visão turva e perda da visão. Também pode haver manchas pretas ao redor do nariz.

Acredita-se que a resposta para o aumento nas infecções esteja nos esteroides usados para o tratamento de COVID-19. Eles servem para reduzir a inflamação nos pulmões e eventuais danos ao sistema imunológico, porém reduzem a imunidade e aumentam os níveis de açúcar no sangue nos pacientes.

“O diabetes diminui as defesas imunológicas do corpo, o coronavírus o agrava e, em seguida, os esteroides que ajudam a combater a covid-19 agem como se estivéssemos jogando gasolina no fogo”, explicou Akshay Nair à BBC.

Para Rahul Baxi, diabetologista de Mumbai, é necessário garantir que os pacientes recebam a dose correta de esteroide durante o período adequado, além de que os médicos devem controlar os “níveis de açúcar no sangue após a alta dos pacientes”. Ela contou à BBC que dos cerca dos 800 pacientes diabéticos com coronavírus que tratou no ano passado nenhum contraiu a doença.

Surto de casos do “fungo negro”

De acordo com Renuka Bradoo, chefe do departamento de otorrinolaringologia do Hospital Sion de Mumbai, durante a segunda onda do novo coronavírus têm sido relatados de dois a três casos da infecção pelo fungo por semana. Normalmente, são registrados seis casos por ano.

Um cenário parecido pôde ser observado na cidade de Bengaluru, ao sul. A cirurgiã oftalmologista Raghuraj Hegde contou ter visto 19 casos de mucormicose nas últimas duas semanas, a maioria deles em pacientes jovens. “Alguns estavam tão doentes que não podíamos nem mesmo operá-los”, relatou à agência.

Porém, um funcionário do alto escalão do governo indiano, ouvido pela BBC, afirmou que “não há grande surto” de mucormicose no país. No entanto, assim como autoridades ressaltaram a subnotificação do número de casos de coronavírus no país, pode ocorrer o mesmo com a mucormicose.

Via BBC Brasil

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