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A Meta, empresa dona do Facebook, compartilhou nesta quinta-feira (4) o relatório trimestral no qual mostra detalhadamente as ações que tomaram contra um grupo de trolls, contas falsas e hackers.

O grupo de trolls é formado por russos que tentaram criar o movimento de apoio à guerra que está acontecendo entre a Rússia e a Ucrânia. Esses russos criaram contas no Facebook e no Instagram para publicar comentários a favor do país natal nas publicações de veículos oficiais da mídia e até mesmo dos criadores de conteúdo.

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A Meta conseguiu remover 1.037 contas falsas do Instagram e 45 contas desse grupo no Facebook. A empresa relacionou os donos das contas ao grupo conhecido como “Cyber Front Z”. A Agência de Pesquisa da Internet, que é um grupo famoso de trolls da Rússia que já tentou influenciar as eleições americanas de 2016, possui pessoas que também estão ligadas a essas contas removidas.

No passado, grupos de defesa criticaram a Meta pela demora em combater esse tipo de ameaça virtual e a atitude que a Meta teve desta vez demonstra o empenho da empresa em destruir as ameaças à cibersegurança.

O grupo dos trolls fez uso do Telegram, aplicativo de mensagens, para organizar suas forças e focá-las nas outras redes sociais, como o TikTok, o Twitter, Linkedin e YouTube. De acordo com a Meta, o grupo tentou criar uma imagem falsa sobre seus esforços estarem sendo bem sucedidos, mas na verdade não estavam fazendo um bom trabalho.

A empresa acrescentou ao relatório informações sobre as medidas contra dois grupos de hackers no sul da Ásia. Um deles é o Bitter APT que mirava na Índia, Nova Zelândia, no Paquistão e no Reino Unido.

meta facebook tokens
Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Meta é processada por coletar dados de saúde para publicidade direcionada

A Meta, o UCSF Medical Center e a Dignity Health Medical Foundation estão sendo processados nos Estados Unidos por coletar ilegalmente informações de saúde dos pacientes. A ação coletiva, no Distrito Norte da Califórnia, alega que os dados era secretamente coletados para publicidade direcionada.

A denúncia afirma que os sites de 33 dos 100 principais hospitais norte-americanos, além de portais de sete sistemas de saúde protegidos por senha, incluindo os do centro e da fundação processados, tinham a ferramenta de monitoramento Pixel, da Meta.

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O coletivo hacker Anonymous informou que invadiu o sistema do Banco Central da Rússia. Segundo a postagem na rede social, mais de 35 mil arquivos serão divulgados nas próximas 48 horas com “acordos secretos”. Eles já haviam declarado uma “guerra cibernética” contra Vladimir Putin depois que o governo russo começou o conflito armado contra a Ucrânia.

A declaração em questão foi feita na quinta-feira (24), por meio de uma de suas contas no Twitter. No mesmo dia, o grupo reivindicou a autoria de um ataque hacker ao site de notícias em inglês RT (antes chamado Russia Today). Mantido pelo governo russo, mas voltado ao público externo, o RT traz um viés fortemente pró-Kremlin.

“Queremos que o povo russo entenda que sabemos que é difícil conversarem com o seu ditador por meio de sofrerem represálias”, disse um dos perfis do grupo, @YourAnonNews. “Nós, como grupo, queremos apenas paz no mundo. Queremos um futuro para toda a humanidade. Portanto, queremos que entendam que isto é inteiramente direcionado às ações do governo russo e de [Vladimir] Putin.”

O Anonymous é um coletivo que se formou em 2003 e é conhecido por usar a famosa máscara do soldado britânico que inspirou o protagonista do filme “V de Vingança”. Eles entendem a ação hacker como um meio de ativismo político e social.

No Brasil, ficaram conhecidos em 2020, por divulgar supostos dados do presidente Jair Bolsonaro, de seus filhos e de integrantes do governo brasileiro como a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

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Diversas estações de carregamento carros elétricos operadas pela empresa russa Rosseti foram desativada nesta segunda-feira (28) após serem hackeadas para exibir mensagens pró-Ucrânia. Um vídeo publicado no Reddit mostra que mensagens ofensivas ao presidente russo Vladimir Putin estavam aparecendo nas telas dos terminais. Por conta disso, a empresa decidiu por desativar um número não revelado de estações de carragamento na rodovia.

A principal frase no terminal aparecia depois do aviso Call service, no plugs available (“Ligue para o serviço, plugues indisponíveis”) e dizia Putin xujlo, uma transliteração do ucraniano хуйло́ para letras latinas.

É um termo chulo. хуйло́ (pronuncia-se k-hulo, com um h aspirado) vem de хуй (k-hui), um palavrão que significa pênis em russo, ucraniano e bielorusso. O sufixo “lo” é usado para um substantivo neutro, mas na gíria eslava pode dar uma conotação sarcástica às palavras. Uma tradução educada seria: “Putin é um calhorda”. Mas dá para imaginar coisas mais adequadas.

Outras frases diziam Smert vorogam! (“Morte aos inimigos”), Geroyam slava! (“glória aos heróis”) e Slava Ukrayini! (“Viva a Ucrânia”). A autoria do ataque ainda não foi identificada.

Segundo nota da Rosseti, as estações ficam localizadas na autoestrada M11, que liga Moscou a São Petersburgo. Todas as estações do grupo, diz a nota oficial, foram compradas de uma companhia russa, Gzhelprom, mas alguns componentes (incluindo o controlador) foram terceirizadas para uma companhia ucraniana especializada, a Autoenterprise, baseada em Kharkiv.

Esta manteve um backdoor nos carregadores, permitindo a possibilidade de acesso oculto via internet — segundo a Rosseti, um processo tido como padrão em todas as estações de carregamento elétrico exportadas pela Ucrânia. Por conta disso, pressupõe-se, segundo a empresa, que o erro tenha acontecido sob a responsabilidade da Autoenterprise.

Segundo a Rosseti, as estações hackeadas foram isoladas da rede e voltarão a funcionar em breve.

Estação hackeada em Moscou
Estação da Rosseti hackeada em Moscou mostrando as frases “Putin é um idiota” e “Morte aos inimigos” (Reprodução/Reddit)

Antes das estações hackeadas, os jogos de futebol

De acordo com informações da Vice, a frase “Putin é um #[email protected]$” se tornou uma palavra de ordem comum na Ucrânia durante a invasão russa à Crimeia em 2014, principalmente durante jogos de futebol.

A frase foi inspirada num antigo cântico de torcida, Surkis khuylo! (“Surkis é um #[email protected][email protected]”), durante o auge de uma disputa entre dois oligarcas ucranianos, Oleksandr Yaroslavskyi, proprietário do Metalist Kharkiv, e Grygory Surkis, então presidente da Federação Ucraniana de Futebol e com fortes laços com o Dínamo de Kiev, maior clube do país (e, diga-se de passagem, o mais popular e bem-sucedido da antiga União Soviética).

Tentando se manter próximos de Yarolavskyi, os torcedores do Metalist começaram a entoar o cântico Surkis khuylo! em um jogo contra o Dínamo, em 2010. Quatro anos depois, então, a letra da melodia foi substituída por Putin no lugar de Surkis e adotada por alas nacionalistas dos clubes durante as partidas, tanto do Dínamo quanto clubes intermediários como o Dínamo Dnipropetrovsk e o próprio Metalist.

Estações hackeadas para xingar Putin se juntam à essa tradição.

Crédito da imagem principal: Reprodução/Reddit

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Um hacker que se identifica como “Tom Liner” alega ter roubado, catalogado e criado um gigantesco banco de dados com as informações de mais de 700 milhões de usuários do LinkedIn. Segundo ele, o roubo dessas informações, que incluem dados sensíveis, como nome, vínculo empregatício, idade, estado civil e foto do rosto, foi feito apenas para que ele se divertisse.

Porém, não é porque o roubo desses dados foi feito “por amor ao esporte”, que não existe um preço para as informações obtidas através dele, atualmente, o acesso à planilha com os dados compilados está sendo vendido por US$ 5 mil (R$25,6 mil) em um fórum frequentado por hackers, segundo informações obtidas por uma reportagem da BBC.

Informações obtidas pelo hacker já estavam públicas no LinkedIn, tendo sido apenas compiladas. Crédito: Shutterstock

Nessa postagem específica, estava incluso um link para uma “amostra grátis”, que continha 1 milhão de registros junto com um convite para que os interessados entrassem em contato com o vendedor por meio de mensagens privadas para fazer ofertas pelo banco de dados. Segundo Tom, o valor de US$ 5 mil agradou e o banco de dados já foi vendido para vários clientes, todos eles satisfeitos.

Ele, porém, não revela quem são seus clientes ou quais as intenções deles ao comprar essas informações. Mas ele especula que esses dados, provavelmente, estão sendo usados para a realização de outras “aventuras de hackers”.

É roubo?

Chamar a ação Tom Liner de um “roubo de dados”, talvez, não seja o mais correto, ele não invadiu os servidores ou bancos de dados do LinkedIn. O que ele fez foi um procedimento conhecido como “raspagem” de dados que estão públicos na plataforma, é como se ele entrasse em perfil por perfil e copiasse o que está público, com a diferença que ele automatizou essa rotina.

Ou seja, ele reuniu, de maneira muito rápida, todos os dados públicos de 700 milhões de usuários do LinkedIn, compilou e organizou essas informações em uma planilha, e depois colocou essas informações à venda para terceiros. Todas essas informações são encontradas acessando os perfis individualmente, mas compilar manualmente um banco de dados deste tamanho levaria milhares de anos.

Outros casos

Até o momento, houve pelo menos três outros grandes incidentes que envolvem raspagem de dados públicos em redes sociais. Em abril, um segundo caso, também envolvendo o LinkedIn, foram reunidos os dados de em torno de 500 milhões de pessoas, Na mesma semana, um banco de dados com informações de 1,3 milhão de perfis do Clubhouse foram disponibilizados gratuitamente em um fórum.

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Também em abril, 533 milhões de dados de usuários do Facebook foram compilados e disponibilizados nesses mesmos fóruns acessados por hackers, desta vez, em troca de pedidos de doações em dinheiro. Segundo Tom Liner, ele também é o responsável pela reunião e venda dos dados obtidos na rede social de Mark Zuckerberg.

Com informações do UOL

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