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As melhorias são sutis, mas são parte de um longo caminho até a coisa fazer jus a seu nome. O modo Full Self Driving da Tesla acaba de ganhar nova atualização, a pouco mais de duas semanas da anterior.

Imagem: Reprodução/Reddit

Traduzindo as notas de atualização da versão 10.6 do beta Tesla FSD, temos:

  • Melhoria na arquitetura de rede para a detecção de objetos para não VRUs (ex.: carros, caminhões, ônibus). 7% maior recall. 16% menor erro de profundidade e 21% menor erro de velocidade para veículos cruzando. [Nota: VRU vem de vulnerable road user, “usuário da estrada vulnerável”: pedestres e veículos pequenos, como motos]
  • Nova rede de visibilidade com erro relativo de mediana 18,5% menor.
  • Nova rede geral de objetos estáticos com 17% de precisão de movimentos em alta curvatura e casos noturnos.
  • Melhoria na posição de parada em curvas à esquerda desprotegidas enquanto dando preferência a objetos se aproximando, usando de predição de objetos além do ponto de cruzamento.
  • Permitir mais espaço para alinhamento longitudinal durante confluências pela incorporação de modelagem do fim da região de confluência.
  • Melhoria no conforto quando compensando por objetos que estão atravessando sua faixa.

Se a linguagem soa técnica e árida demais, é porque não há realmente muito a ser entendido do ponto de vista do usuário comum. São melhoras graduais explicadas de forma objetiva, que devem ser percebidas pelo motorista como um sistema mais responsivo e rápido. Mas sem reinventar a roda.

E é algo necessário: ainda que em geral o sistema cumpra o prometido de guiar um carro sozinho, não é sem erros, e erros perigosos. Já aconteceram acidentes sérios e, na versão 10.4, o sistema ainda estava tentando colocar um carro na contramão.

A Tesla inclusive vem enfrentando problemas legais por causa do nome: Full Self Driving quer dizer “autodireção plena”, o que o sistema absolutamente não é: com autonomia nível 2, o motorista deve ficar com as mãos ao volante o tempo inteiro.

Apenas motoristas com score de direção segura de 98 ou mais podem testar o beta. O Tesla FSD em geral ainda não está disponível para proprietários brasileiros.

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Apesar da chefe do National Transportation Safety Board, (Conselho Nacional de Segurança dos transportes)  expressar sérias preocupações sobre a segurança dos carros da Tesla na semana passada, a empresa resolveu habilitar o acesso à versão beta do programa “Full Self-Driving” (FSD) para ainda mais motoristas.

O acesso é simples: se dá por meio de um botão de “solicitação” no painel do carro. No entanto, antes que o motorista tenha acesso ao software, a Tesla determina a “pontuação de segurança” dele, usando cinco critérios que estimam “a probabilidade de que a forma de dirigir possa resultar em uma colisão futura”, de acordo com o texto de uma página no site da Tesla.

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A pontuação é calculada usando dados coletados pelos sensores do carro, que registram todas as ações do motorista. O sistema considera ocorrências de avisos de colisão frontal a cada 1.000 milhas, frenagens bruscas, curvas agressivas, condução insegura e desligamento forçado do piloto automático.

O recurso de piloto automático dos carros da Tesla é desativado após dar três avisos visuais e sonoros, “quando seu veículo Tesla determinou que você removeu suas mãos do volante e ficou desatento”, de acordo com o guia de pontuação de segurança.

Tesla Sistema de direção autônoma
imagem: Shuttrestock

O guia não indica o que a Tesla considera uma pontuação de segurança aceitável para acessar o FSD, mas diz que a maioria dos motoristas tem uma pontuação de 80 em 100 possíveis. É bom lembrar que software FSD beta ainda não torna um Tesla totalmente autônomo; o motorista deve manter o controle do veículo o tempo todo.

A empresa já vinha oferecendo um pacote de assinatura mensal para o FSD desde julho, a um preço de US$ 199 por mês, ou US $99 mensais para proprietários de Tesla que compraram o pacote Enhanced Autopilot, que foi descontinuado. Antes disso, o pacote de direção autônoma era vendido por uma taxa única de US$ 10.000. Os proprietários da Tesla podem cancelar a assinatura mensal do FSD a qualquer momento, de acordo com os termos do site da Tesla.

Jennifer Homendy, presidente do NTSB, disse na semana passada que a Tesla deveria abordar “questões básicas de segurança” antes de expandir o FSD, chamando o uso do termo “condução totalmente autônoma” pela empresa de “enganoso e irresponsável”. Homendy disse que a Tesla “claramente induziu várias pessoas ao erro no uso indevido e abuso de tecnologia”. O órgão pode conduzir investigações e fazer recomendações, mas não tem autoridade de fiscalização.

Com informações de: The Verge

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