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O corpo de um foguete descartado no espaço há 48 anos reentrou na atmosfera na noite da última sexta-feira (23), provavelmente sobre o Oceano Pacífico. O objeto era o segundo estágio do foguete soviético Kosmos-3M, que foi lançado em 26 de dezembro de 1973 a partir do Cosmódromo de Plesetsk. O foguete colocou em órbita o satélite DS-U2-GKA (ou Aureole-2), que tinha como objetivos investigar a atmosfera superior da Terra em latitudes elevadas e estudar a natureza das auroras polares.

As últimas previsões divulgadas horas antes da reentrada, previam que ela deveria ocorrer aproximadamente às 15:55 (horário de Brasília) sobre o Ártico. Entretanto, os últimos parâmetros orbitais calculados a partir de uma observação do objeto feita às 15h13 desta sexta, indicam que sua reentrada ocorreu pela noite, por volta das 19h10.

O Comando Estratégico dos Estados Unidos (USStratCom) normalmente divulga uma nota indicando o local de queda dos objetos mais perigosos. Eles controlam satélites capazes de identificar as assinaturas de calor produzidas pela reentrada de objetos em órbita. Mas nesse caso, como o SL-8 R/B não oferecia grande risco, não houve acompanhamento da USStratCom e eles não divulgaram, e provavelmente não divulgarão, essa nota. Com isso, a data e o local exatos da reentrada devem permanecer desconhecidos.

Reentrada não oferecia riscos

Quando lançado, o segundo estágio do Kosmos-3M tinha mais de 20 toneladas, mas depois de queimar e drenar seu combustível, ele ficou com “apenas” 1,4 toneladas de massa. É uma peça cilíndrica com 6 metros de comprimento e 2,4 metros de diâmetro.

Entretanto, graças à enorme velocidade em que a reentrada ocorre, cerca de 28 mil km/h, a atmosfera terrestre funciona como um escudo, desintegrando quase que completamente o objeto. Durante o processo de reentrada, os gases atmosféricos são aquecidos e ionizados, gerando uma enorme bola de fogo que pode ser vista a centenas de quilômetros de distância. O calor é tão elevado que vaporiza completamente até 80% do objeto. O pouco que sobra, é fragmentado e freado pela resistência do ar, e chega à superfície praticamente inofensivo.

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Apenas os componentes mais maciços resistem à passagem atmosférica. Geralmente a carcaça do motor e os tanques de pressurização tem essa capacidade. Apesar de não serem partes tão leves, o risco de que eles causem algum dano em solo é extremamente pequeno. Dois terços da superfície do planeta são cobertos por oceanos e as áreas continentais ainda contam com uma enorme quantidade de regiões pouco povoadas ou completamente desabitadas.

No caso dessa reentrada, aconteceu o que era mais provável: ela ocorreu sobre o Oceano Pacífico. E como foi num horário em que era dia por lá, muito dificilmente foi visto ou registrado por alguém.

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O corpo de um foguete descartado no espaço há 48 anos deve reentrar na atmosfera terrestre neste final de semana. É o segundo estágio do foguete soviético Kosmos-3M, que foi lançado em 26 de dezembro de 1973.

O foguete colocou em órbita o satélite Aureole-2, para investigar a atmosfera superior da Terra em latitudes elevadas e estudar a natureza das auroras polares.

Quando foi lançado, o segundo estágio do Kosmos-3M tinha mais de 20 toneladas, mas depois de queimar o combustível, ele ficou com “apenas” cerca de 1 tonelada e meia. É uma peça cilíndrica com 6 metros de comprimento e 2,4 metros de diâmetro. Nada tão pequeno e nem tão leve ao ponto de não causar preocupação ao se saber que vai cair na Terra a qualquer momento.

A boa notícia é que a reentrada na atmosfera deve vaporizar até 80% do material metálico do objeto, e se espera ver apenas um belo show de luzes no céu.

A reentrada está prevista para ocorrer entre a tarde da próxima sexta e a manhã do sábado.

Quando estiver em queda mais acelerada, o corpo do foguete deve completar 17 órbitas ao redor da Terra, e 4 delas passam sobre o Brasil. Isso significa que há uma pequena possibilidade da reentrada ocorrer sobre o território brasileiro.

A gente, claro, vai ficar de olho!!!

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Após anos de atrasos, a Rússia finalmente enviou nesta quarta-feira o módulo científico Nauka rumo à Estação Espacial Internacional. O novo componente decolou a bordo de um foguete Proton-M a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Se tudo correr como o planejado, daqui a oito dias o Nauka deve realizar a operação de acoplamento à ISS.

Mas antes, o atual módulo Pirs vai ser desconectado pela espaçonave de carga Progress MS-16. Ela também vai ser carregada com lixo produzido pelos tripulantes da estação, e junto com o Pirs, vai ser incinerada durante a reentrada na atmosfera, quatro horas após a separação.

O novo módulo de 22 toneladas vai passar a ser a maior ala da ISS.
Com 13 metros de comprimento e 4,3 metros de diâmetro, ele abriga um laboratório de pesquisa e também uma cama extra para um cosmonauta, além de banheiro, sistema de regeneração de oxigênio e equipamento para reciclagem de urina e produção de água.

O Nauka foi programado para ser lançado em 2007, mas a missão enfrentou atrasos no projeto e montagem, e mais recentemente teve problemas ligados à pandemia do coronavírus. Ele inclui um braço robótico que vai ser usado para manipulação de equipamentos e experimentos no exterior da estação.

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A Nasa selecionou três novos experimentos científicos que vão partir para a superfície lunar em foguetes particulares por meio do programa Commercial Lunar Payload Services, ou, Serviços de Carga Útil Lunar Comercial.

Um deles é o Lunar Vertex, um módulo de pouso e rover destinado ao Reiner Gamma, uma misteriosa área com “redemoinhos lunares”. Não se sabe como eles se formam ou mesmo o que realmente são, mas os cientistas descobriram que estão associados a regiões de altos campos magnéticos.

As outras duas cargas úteis são um par de pacotes científicos com destino à Cratera Schrödinger, uma bacia de impacto no Polo Sul da Lua, no lado oculto do satélite.

Uma delas é a Farside Sismic Suite, que vai levar um par de sismômetros para medir os terremotos lunares e com que frequência o solo lunar é atingido por pequenos meteoróides.

Já a outra é o Lunar Interior Temperature and Materials Suite, que vai sondar como o interior da Lua conduz calor e eletricidade.

Esses experimentos podem ser bem menos impressionantes do que um pouso tripulado, mas são importantes para que a agência recomece a estabelecer a presença humana na Lua.

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Depois de gerar enorme expectativa, os destroços do foguete chinês Longa Marcha 5B acabaram caindo no Oceano Índico, numa região próxima às Ilhas Maldivas, e felizmente, sem causar incidentes. De início, não se sabia dizer onde seria isso, já que o foguete estava descontrolado desde que completou sua missão de colocar em órbita o primeiro módulo da estação espacial chinesa Tiangong, no fim de abril.

O destino do foguete causou curiosidade e especulações durante dias entre astrônomos, observadores e muitos na internet. A incerteza levou, inclusive, às pessoas acompanharem ao vivo a transmissão da queda do Longa Marcha 5B pelo YouTube.

Os restos do foguete se transformaram num rastro de luz que pôde ser visto por várias pessoas. Esse video foi registrado em Santa Catarina.

É importante lembrar que objetos de pequeno porte geralmente são incinerados pelo calor gerado com o atrito com a atmosfera. Porém, os detritos do foguete chinês não eram exatamente pequenos, pois possuíam 33 metros de comprimento, 5 de diâmetro e cerca de 21 toneladas de massa.

O fato a favor dos chineses era de que 70% da superfície do nosso planeta é coberta por oceanos. Porém, ainda assim existia uma chance remota de o veículo espacial caísse em terra, e até mesmo no Brasil, de acordo com a análise de Marcelo Zurita. Ele contou também porque é muito difícil prever o local da queda de um objeto como esse.

Dessa vez, a queda felizmente não causou estragos. Mas como as missões espaciais são cada vez mais frequentes, esses “quase acidentes” devem causar mais preocupações em um futuro bem próximo.

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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta segunda-feira, que dois novos astronautas foram selecionados para participar do programa espacial do país. A escolha histórica é Nora AlMatrooshi, a primeira mulher a participar do programa da nação árabe. O outro escolhido é Mohammad AlMulla, piloto de treinamento da polícia de Dubai.. Eles foram selecionados entre mais de 4 mil candidatos.

AlMatrooshi é engenheira mecânica, e trabalhava para a National Petroleum Construction Company.

Eles se juntaram a Hazzaa AlMansoori e Sultan AlNeyadi, que entraram para o programa espacial dos Emirados Arabes em 2018.

Agora, os novos astronautas vão receber treinamento junto com uma nova turma de astronautas da Nasa, que será anunciada ainda neste ano.

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