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Com lançamento previsto para 2024, a sonda Europa Clipper, da NASA, foi projetada para estudar a gelada lua Europa, de Júpiter. Nesta terça-feira (7), a equipe técnica responsável pela missão revelou que o corpo principal da espaçonave está completo e foi entregue ao Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência.

A sonda Europa Clipper tem lançamento previsto para 2024, com início das operações esperado para 2031. Imagem: JPL-NASA

Segundo cientistas do JPL, a estrutura formada por dois cilindros de alumínio tem três metros de altura e 1,5 metros de largura e é integrada com eletrônicos, rádios, tubos, alça térmica, cabeamento e sistema de propulsão.

O subsistema de radiofrequência alimentará oito sensores, incluindo uma enorme antena de alto ganho de três metros de largura. Somente a teia de fios e conectores elétricos da estrutura, chamada de arreio, pesa 68 kg.

O sistema de propulsão da espaçonave comporta dois tanques — um para combustível, o outro para oxidante — e o tubo que levará seu conteúdo a uma matriz de 24 motores, onde os propelentes serão combinados para criar uma reação química controlada que produz impulso.

“Nossos motores têm duplo propósito”, disse Tim Larson, vice-gerente de projetos do JPL. “Nós os usamos para grandes manobras, inclusive quando nos aproximamos de Júpiter e precisamos de uma grande queimadura para ser capturado na órbita de Júpiter. Mas eles também são projetados para manobras menores para gerenciar a atitude da espaçonave e para ajustar os sobrevoos de precisão de Europa e outros corpos do sistema solar ao longo do caminho”.

Engenheiros e técnicos inspecionam o corpo principal da espaçonave Europa Clipper da NASA depois que ela foi construída e entregue pelo Johns Hopkins Applied Physics Laboratory (APL) em Laurel, Maryland, para o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência no sul da Califórnia. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Johns Hopkins APL/Ed Whitman

Durante os próximos dois anos, engenheiros e técnicos do laboratório vão terminar de montar a sonda, que passará por diversos testes quando estiver concluída, para garantir que possa suportar a longa viagem de quase seis anos ao longo de 2,9 bilhões de km, além de todo o período de duração da missão.

Para ser lançada, a Europa Clipper terá suas matrizes solares e outros equipamentos implantáveis recolhidos. Nessas condições, a espaçonave terá o tamanho médio de um veículo SUV. No entanto, quando for implantada na órbita de destino, as matrizes solares serão estendidas, deixando a sonda do tamanho de uma quadra de basquete. Trata-se da maior nave espacial já desenvolvida para uma missão planetária da NASA.

“É um momento emocionante para toda a equipe de projetos e um grande marco”, disse Jordan Evans, gerente de projetos da missão no JPL. “Esta entrega nos aproxima do lançamento e da investigação científica da Europa Clipper”.

A sonda vai executar cerca de 50 sobrevoos na lua Europa, onde os cientistas estão confiantes que existe um oceano interno contendo o dobro de água que os oceanos da Terra juntos. E mais: eles acreditam que esse oceano pode ter atualmente condições adequadas para sustentar a vida. 

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Os nove instrumentos científicos da espaçonave coletarão dados sobre a atmosfera, a superfície e o interior desta que é uma das 79 luas de Júpiter. Tais informações serão usadas pelos cientistas para medir a profundidade e a salinidade do oceano, a espessura da crosta de gelo e potenciais plumas que podem estar liberando água subsuperficial para o espaço.

Esses instrumentos já começaram a chegar ao JPL, onde a fase conhecida como montagem, teste e operações de lançamento está em andamento há três meses. O espectrógrafo ultravioleta, chamado Europa-UVS, chegou em março. 

Em seguida, veio o instrumento de imagem de emissão térmica da espaçonave (E-THEMIS), entregue pelos cientistas e engenheiros que lideram seu desenvolvimento na Universidade Estadual do Arizona. A E-THEMIS é uma câmera infravermelha sofisticada projetada para mapear as temperaturas de Europa e ajudar os cientistas a encontrar pistas sobre a atividade geológica da lua — incluindo regiões onde a água líquida pode estar perto da superfície.

Até o final de 2022, espera-se que a maior parte do hardware de voo e o restante dos instrumentos científicos estejam completos.

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Um novo tipo de coronavírus, que tem sido chamado informalmente de vírus Grimsö, foi encontrado em parte considerável de uma população de roedores. De acordo com os pesquisadores, este vírus pode se espalhar rapidamente entre os animais e até mesmo saltar para humanos.

Ainda não se sabe se o vírus Grimsö é ou não perigoso para os humanos, porém, segundo os cientistas, as descobertas são um bom lembrete de que é necessário monitorar esses patógenos na vida selvagem, em especial os que são transportados por animais que vivem próximos aos humanos.

“Com base em nossas observações e coronavírus anteriores identificados entre ratos do banco, há boas razões para continuar monitorando o coronavírus entre roedores selvagens”, diz o virologista Åke Lundkvist da Universidade de Uppsala, na Suécia.

Contato dos roedores com humanos tende a aumentar

Na Europa, não é incomum encontrar esses roedores tentando se abrigar do frio durante o inverno. Crédito: Frank Vassen/Shutterstock

As chamadas ratazanas do banco (Myodes glareolus) estão entre os roedores mais comuns do continente europeu e, por muitas vezes, seus caminhos se cruzam com o dos humanos. Além do Grimsö, eles também são hospedeiros do vírus Puumala, que causa uma febre hemorrágica em humanos.

Estes pequenos roedores costumam buscar refúgio em edifícios humanos quando experimentam condições adversas de temperatura, como o frio extremo. Isso aumenta significativamente o risco de contaminação por doenças que têm esses animais como hospedeiros.

Porém, por conta do ritmo acelerado das mudanças climáticas e da destruição do habitat das ratazanas do banco, é provável que a interação desses roedores com os humanos só aumente no futuro. Com isso em mente, desde 2015 os pesquisadores da Universidade de Uppsala têm observado esses animais.

3,4% de ratos infectados

Ao testar 450 ratazanas selvagens da região de Grimsö, a oeste de Estocolmo, 3,4% dos animais apresentaram resultados positivos para um tipo até então desconhecido de betacoronavírus. Este tipo de coronavírus, geralmente, é encontrado em roedores e morcegos, podendo pular para humanos.

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Os pesquisadores encontraram várias cepas distintas do vírus Grimsö circulando entre as populações de ratos do banco. Segundo os pesquisadores, há um mau sinal neste possível patógeno, já que ele apresenta características que o colocam como facilmente adaptável a novos hospedeiros e habitats.

Via: Science Alert

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Em um novo relatório, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol) está apontando que as deepfakes serão amplamente usadas em operações do crime organizado. Inclusive a tecnologia poderá ser usada como ferramenta básica pelos criminosos.

Segundo a Europol, os avanços recentes em inteligência artificial significam que a detecção e prevenção de deepfakes devem ser a principal prioridade das aplicações legais. Seu relatório tira suas conclusões com base em extensa pesquisa documental e consultas aprofundadas com especialistas em aplicação da lei.

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O documento da Europol fornece uma visão detalhada do uso criminoso da tecnologia deepfake, juntamente com os desafios enfrentados pela aplicação da lei na detecção e prevenção do uso nefasto de deepfakes. São incluídos no relatório vários exemplos contemporâneos que mostram o uso potencial de deepfakes em crimes graves, como: fraude de CEOs, adulteração de provas e produção de pornografia não consensual.

Volume e qualidade das deepfakes estão aumentando

Diante dos avanços na inteligência artificial e da disponibilidade pública de grandes bancos de dados de imagens e vídeos, o volume e a qualidade de conteúdos deepfake estão aumentando. Nessa linha, também está sendo facilitada a proliferação de crimes baseados nessa tecnologia.

“As agências de aplicação da lei, portanto, precisam estar cientes das deepfakes e seu impacto no trabalho policial futuro”, afirma a Europol. Há também recomendações dadas pela agência sobre como os agentes de aplicação da lei devem lidar com usos criminosos de deepfakes.

Incluindo a realização de aprimoramento das habilidades e tecnologias à disposição dos policiais. “Exemplos dessas novas capacidades vão desde a implantação de salvaguardas técnicas e organizacionais contra adulteração de vídeo até a criação de software de detecção de deepfake que usa inteligência artificial”, explica a Europol.

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Imagem: metamorworks/Shutterstock

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A superfície da Europa, uma das quatro principais luas de Júpiter, é coberta por uma crosta de gelo de 20 quilômetros de profundidade marcada por misteriosas linhas duplas escuras chamadas linae. Agora, um novo estudo comparando a superfície da Europa com a crosta de gelo da Groenlândia na Terra pode esclarecer o que essas linhas realmente são.

A lua Europa é coberta por linhas paralelas elevadas, com centenas de quilômetros de comprimento. Cada setor da superfície do satélite é marcado com uma matriz cruzada dessas linhas duplas, mas os cientistas nunca tiveram certeza de como elas se formaram.

É aí que entram as linhas duplas de gelo na Groenlândia, que surgiram há cerca de dez anos e escondem grandes bolsões de água logo abaixo da superfície. Cientistas atravessaram a crosta de gelo da Groenlândia usando radar, e as varreduras mostraram água abaixo das linhas.

“Esta é a primeira vez que vimos linhas duplas como essas na Terra”, disse Riley Culberg, estudante de pós-graduação da Universidade de Stanford e principal autor do novo estudo, ao Space.com.

Imagem por Justice Blaine Wainwright

Estudando as linhas da Groenlândia, Culberg e seus colegas teorizaram que as linhas duplas, tanto na Terra quanto na Europa, são formadas por água subterrânea que surge através de rachaduras na superfície do gelo e volta a congelar. Se a explicação estiver correta, é um indício de que Europa pode ter mais do que apenas um oceano escondido, a lua também pode conter água em bolsões logo abaixo da superfície do gelo.

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Encontrar esses bolsões de água pode ser mais um objetivo para futuras sondas enviadas para a lua Europa, como a missão Europa Clipper da NASA que deve ser lançada em 2024.

Via: Space.com

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (15) que está monitorando os casos de hepatite de causa desconhecida que afeta crianças na Europa. Até o início de abril foram identificados 74 casos no Reino Unido, mas nenhuma morte foi registrada.  

Seis crianças diagnosticadas com a doença tiveram que passar por um transplante de fígado. A Espanha confirmou outros três casos, enquanto a Irlanda realiza uma investigação sobre possíveis suspeitas.  

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Todas as infecções foram analisadas e nenhuma delas eram de hepatites A a D, os cinco tipos mais comum da doença.  Os pacientes tinham idade entre 11 meses e 5 anos.  

A maior parte dos casos passam por sintomas que incluem enzimas hepáticas elevadas. Os pacientes também apresentaram icterícia (pele e/ou olhos amarelos), alguns sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito e dor abdominal.  

“Estamos trabalhando com parceiros para aumentar a conscientização entre os profissionais de saúde, para que quaisquer outras crianças que possam ser afetadas possam ser identificadas precocemente e os testes apropriados realizados”, relatou a Meera Chand, diretora de infecções clínicas e emergentes da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA). 

Hepatite
OMS anuncia que está monitorando casos de hepatite misteriosa que afeta crianças na Europa. Imagem: Alona Siniehina/Shutterstock

Chand apontou que estão sendo realizadas investigações para entender o que está motivando essa onda de infecção. Acredita-se que a Covid-19 e “outras infecções” podem ser considerados como causa.   

A agência de saúde do Reino Unido ressaltou que o problema não possui nenhuma ligação com a vacinação contra o SARS-CoV-2, basta notar que muitas crianças afetadas ainda não são elegíveis para a imunização.   

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Nomes importantes da indústria como a Alphabet, proprietária do Google, Amazon e Apple terão que mudar a forma como operam os seus negócios no continente europeu. Nesta quinta-feira (24), os países da União Europeia firmaram um acordo considerado histórico que visa restringir o poder das chamadas big techs no mercado.

Para o chefe do setor de indústria da UE, Thierry Breton, o acordo garantirá concorrência mais justa no meio digital. É o que também comentou a chefe antitruste da UE, Margrethe Vestager, em comunicado à imprensa.

“O que queremos é simples: mercados justos também no digital”. Para Vestager, as grandes plataformas impediram outras empresas de aproveitar os benefícios de um mercado mais competitivo.

união europeia
Anúncio já é considerado o maior movimento regulatório realizado pelo continente europeu para agir contra comportamento anticompetitivo de empresas de tecnologia. Imagem: artjazz/Shutterstock

A mudança também ocorre, segundo especialistas, em meio ao sentimento de frustração com as investigações antitruste no continente, consideradas lentas e inadequadas pelas autoridades. A ideia é que as novas regras mais duras estimulem as empresas a repensar suas estratégias e modelos de negócio.

O que mudará com a nova lei? 

O ato chamado de ‘Digital Markets Act’, ou DMA, estabelece regras para todas as empresas que controlam de alguma forma o acesso aos dados de terceiros, ou seja, também entram na lista: redes sociais, mecanismos de busca, sistemas operacionais, serviços de publicidade online, computação em nuvem, navegadores e até assistentes virtuais.

Quando estiver em vigor, possivelmente em outubro deste ano, as gigantes da tecnologia terão que tornar seus serviços interoperáveis ​​com o de concorrentes menores, por exemplo.

As regras ainda proíbem as empresas de favorecer os seus próprios serviços em detrimento dos rivais ou impedir que os usuários removam aplicativos pré-instalados. Um exemplo prático?

Ao cumprir o texto da lei, a Apple seria forçada a aceitar serviços de pagamento de terceiros na App Store, algo que a companhia vem lutando contra há alguns anos.

O Google, por sua vez, terá que oferecer aos usuários de celulares Android alternativas ao seu mecanismo de busca, ao aplicativo Google Maps e ao navegador Chrome por padrão.

Vale ressaltar que o DMA será aplicado a empresas com capitalização de mercado de 75 bilhões de euros, 7,5 bilhões de euros em faturamento anual e pelo menos 45 milhões de usuários mensais.

“O acordo inaugura uma nova era de regulamentação de tecnologia em todo o mundo”, afirma o deputado alemão Andreas Schwab, que liderou as negociações no Parlamento Europeu.

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Multas pesadas

As empresas que violarem as regras, vão enfrentar multas pesadas de até 10% de seu faturamento global anual e até 20% em caso de reincidência.

A Apple foi uma das gigantes que se posicionou contra o DMA e mostrou suas preocupações.

“Continuamos preocupados que algumas disposições do DMA criem vulnerabilidades desnecessárias de privacidade e segurança para nossos usuários, enquanto outras nos proíbam de cobrar por propriedade intelectual na qual investimos muito”, afirmou a empresa de Cupertino em comunicado.

O Google também acompanhou o posicionamento da rival.

“Embora apoiemos muitas das ambições do DMA em torno da escolha do consumidor e da interoperabilidade, estamos preocupados que algumas dessas regras possam reduzir a inovação e a escolha disponível para os europeus. Agora levaremos algum tempo para estudar o texto final, conversar com o regulador e descobrir o que precisamos fazer”, comunicou a gigante de buscas.

Com o primeiro acordo alcançado, o DMA segue para votações finais no Parlamento Europeu por ministros dos 27 países membros do bloco.

Via: Reuters, BBC

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Em meio ao avanço da variante ômicron da Covid-19 ao redor do mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem prognósticos positivos para o futuro da pandemia, principalmente na Europa. Segundo o órgão, o continente deve entrar em um “longo período de tranquilidade” em breve.

De acordo com a OMS, estes prognósticos positivos para a pandemia se dão por conta dos altos índices de vacinação, somados à natureza mais branda da variante ômicron e o fim do inverno no Hemisfério Norte. Segundo a OMS, a proteção deve ser vista como um cessar-fogo que pode trazer uma “paz duradoura”.

Longo período de tranquilidade

“Este contexto, que até agora não vivemos nesta pandemia, deixa-nos a possibilidade de um longo período de tranquilidade”, disse o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, durante uma coletiva de imprensa. Para o diretor, o continente está pronto, inclusive, para frear variantes mais virulentas que possam surgir.

“Acredito que é possível responder a novas variantes que inevitavelmente surgirão, sem restaurar o tipo de medidas disruptivas de que precisávamos antes”, declarou o diretor. Contudo, Kluge ponderou que esses prognósticos positivos dependem da manutenção do sucesso de campanhas de vacinação.

Otimismo cauteloso

Homem sendo vacinado
Cenário positivo depende do sucesso das campanhas de vacinação na Europa. Imagem: PanyaStudio/Shutterstock

O diretor pediu às autoridades de saúde que protejam os grupos de maior risco, como idosos e imunocomprometidos, além de promover o que chamou de responsabilidade individual. A mensagem positiva da OMS chega em um momento especialmente preocupante da pandemia na Europa.

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Na última semana, foram registrados em torno de 12 milhões de novos casos de Covid-19 na região europeia da OMS, que tem 53 países, incluindo alguns localizados na Ásia Central. Segundo a própria organização, esse é o nível mais alto desde o início da pandemia, em março de 2020.

Porém, mesmo assim, alguns países têm suspendido parte das medidas de restrição contra a disseminação da doença. A principal alegação para isso é uma suposta menor agressividade da ômicron, que fez com que a cepa não sobrecarregasse os sistemas de saúde de países como França, Suécia e Reino Unido.

Via: O Globo

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Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Marine Science aponta que mais de 25% das 20 espécies marinhas mais pescadas da Europa estarão sob extrema pressão até 2100, se nada for feito para combater três fatores simultaneamente: as mudanças climáticas, a sobrepesca e a poluição por mercúrio.

Sobrepesca (atividade pesqueira excessiva) é um dos três principais fatores que podem comprometer seriamente as espécies mais pescadas na Europa. Imagem: Wanida Tubtawee – Shutterstock

“Se as emissões de carbono continuarem a aumentar no ritmo atual, a resiliência às mudanças climáticas das espécies de frutos do mar que são os pilares do mercado da União Europeia (UE), como a grande vieira atlântica, a tainha vermelha e o polvo comum, serão enfraquecidas pelas ações combinadas de sobrepesca, aquecimento dos oceanos e poluição por mercúrio”, disse o autor principal do estudo, Ibrahim Issifu, pós-doutorando do Instituto de Oceanos e Pesca (IOF) da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC). “A população dessas espécies será reduzida a uma fração do seu tamanho atual até o final do século”.

Esse estudo é um dos primeiros a examinar os efeitos combinados do aumento das temperaturas, da sobrepesca e da poluição por mercúrio sobre os peixes nas águas da UE. 

Algumas espécies podem ser contaminadas com até 50% mais mercúrio

Segundo Issifu, a equipe de pesquisa selecionou 20 espécies marinhas europeias que têm o maior valor médio anual de captura e desembarque, e determinaram a faixa de tolerância a altas temperaturas para cada uma, usando estimativas anteriores de seus níveis de temperatura mais aceitos. 

Assim, os autores compararam essa faixa com aumentos de temperatura previamente projetados nas águas da UE ao longo do século em cenários de alta e baixa emissão de carbono

Finalmente, diferentes níveis de concentrações de mercúrio, bem como graus insustentáveis de pesca, foram incorporados ao modelo.

Os resultados mostraram que os impactos nos estoques de peixes da Europa vão oscilar amplamente dependendo da tolerância média à temperatura de cada espécie, sendo que a lagosta norueguesa, o linguado comum, a grande vieira atlântica, a tainha vermelha e o pescado europeu podem diminuir tanto em abundância quanto em distribuição à medida que as temperaturas da água atingirem níveis letais.

Segundo estudo, espécies maiores, como o peixe-espada, provavelmente seriam contaminadas com até 50% mais mercúrio em relação às concentrações atuais Imagem: KIM MINHO – Shutterstock

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Além disso, algumas espécies maiores e de vida longa, como o peixe-espada, provavelmente seriam contaminadas com até 50% mais mercúrio em relação às concentrações atuais, tornando-as inseguras para comer e causando transtornos aos próprios animais, como problemas reprodutivos que diminuirão ainda mais as populações de peixes.

“A combinação desses fatores está trabalhando sinergicamente para criar um ambiente desfavorável para os peixes, assim como reduzir os esforços de pesca, minimizar a poluição e reduzir as emissões de carbono trabalharia em conjunto para ajudar a sobrevivência dos peixes”, disse Vicky Lam, uma das coautoras do estudo e pesquisadora associada ao IOF. “As espécies mais pescadas e altamente exploradas são severamente impactadas pelas mudanças climáticas e pelas altas concentrações de mercúrio. É uma situação crítica”.

Mudanças climáticas, sobrepesca e poluição por mercúrio são agentes complementares do desastre

“Tanto as mudanças climáticas quanto a sobrepesca têm o potencial de amplificar a quantidade de mercúrio consumida por peixes mais no topo da cadeia alimentar, como atum azul e tubarões”, disse o coautor do estudo Juan Jose Alava, pesquisador associado do IOF e principal pesquisador da Unidade de Pesquisa em Poluição Oceânica da UBC.

“Estressores cumulativamente causados pelo homem, poluição por mercúrio, aquecimento dos oceanos e sobrepesca conspiram juntos para debilitar a resiliência da pesca”, declarou Alava. “Um acordo internacional vinculativo para reduzir as emissões de dióxido de carbono e mercúrio das indústrias que consomem carvão e de combustíveis fósseis e atividades antropogênicas é de suma importância para evitar que os piores resultados aqueçam os oceanos”. 

Segundo ele, “um esforço internacional deve ser fomentado de mãos dadas com a eliminação de subsídios nocivos à pesca para erradicar a pesca excessiva”.

“Para que a sociedade se dê conta dos efeitos combinados dos múltiplos estressores que impactam o oceano identificado nesse estudo, governos e sociedades devem aprender a ser mais proativos do que reativos em lidar com os efeitos incapacitantes das mudanças climáticas, da sobrepesca e da poluição marinha”, disse Rashidila Suma, coautor e professor do IOF e da Escola de Políticas Públicas e Assuntos Globais da UBC. “Uma maneira de ser proativo é ouvir cientistas e membros da comunidade que normalmente soam alarmes sobre os perigos iminentes bem antes”.

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A variante Ômicron pode infectar 60% dos europeus antes do mês de março e isso dá espaço para uma nova fase da pandemia causada pela Covid-19. Isso também poderá acelerar o seu fim, segundo o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa.

“É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia”, explicou à AFP Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, aproveitando para pedir cautela, pela versatilidade do vírus. De acordo com ele, assim que a onda da Ômicron recuar, haverá imunidade por algumas semanas e até meses, graças à vacina e porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção.

Pelo fato de estar localizada no hemisfério Norte, neste momento, a Europa está passando pelo inverno, que é o período em que as doenças respiratórias são transmitidas com uma facilidade bem maior.

Só que a Europa não está em uma ‘era endêmica’: “Endêmico significa […] que podemos prever o que vai acontecer; esse vírus surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter cuidado.”

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Além disso, com a Ômicron se espalhando, o diretor alertou que outras variantes ainda podem surgir. Tanto que na região da OMS Europa, que engloba 53 países, a variante representou 15% dos novos casos no diaa 18 de janeiro, em comparação com 6,3% na semana anterior, informou o órgão de saúde.

A Ômicron é a variante dominante na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu (EEE, ou Noruega, Islândia e Liechtenstein). Pela disseminação rápida, Kluge pontuou que o foco deveria estar em “minimizar a interrupção de hospitais, escolas e economia e fazer grandes esforços para proteger os vulneráveis”, em vez de medidas para interromper a transmissão.

Já sobre a necessidade de uma quarta dose de vacina para acabar com a pandemia, Kluge respondeu que apenas sabem “que essa imunidade aumenta após cada injeção da vacina”.

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Um análise de documentos antigos feita pelo italiano Paolo Chiesa, especialista em literatura medieval, afirma que marinheiros italianos sabiam da existência da América ao menos 150 anos antes de sua “descoberta” pelo genovês Cristóvão Colombo, em 1492.

A informação está em um documento chamado Cronica Universalis, escrito em 1345 por um frei milanês chamado Galvaneus Flamma. Segundo o site Phys, o texto, que só foi descoberto em 2013, sugere que marinheiros de Gênova já sabiam, a partir de fontes islandesas, da existência de uma terra chamada Markland ou Marckalada.

“Estamos diante da presença da primeira referência ao continente americano, embora de forma embrionária, na região do Mediterrâneo”, diz o Professor Chiesa, do Departamento de Estudos Literários, Filologia e Linguística da Universidade de Milão, no texto publicado após revisão por pares no jornal Terrae Incognitae.

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Galvaneus Flamma foi um frei dominicano que viveu em Milão e era ligado à família que governava a cidade de Genova, que na época era um reino independente. Ele escreveu vários textos literários em Latim, principalmente sobre temas históricos. Seu testemunho é uma fonte valiosa de informações sobre fatos milaneses contemporâneos, dos quais ele tinha conhecimento em primeira mão.

Na época de Flamma, Gênova era uma das grandes potências marítimas da Europa, portanto, uma fonte de informações sobre o que acontecia em diversas partes do mundo. Galvaneus parece ter ouvido de marinheiros, de forma informal, rumores sobre terras no extremo noroeste que poderiam ser de interesse comercial, bem como informações sobre a Groenlândia, que ele descreve de forma precisa, conforme o conhecimento da época.

“Mas estes rumores eram vagos demais para ter consistência em representações cartográficas”, diz o professor. Por isso, Marckalada não foi classificada na época como uma “nova terra”.

Ruínas da Igreja de Hvalsey, construída por colonos nórdicos na Groenlândia no início do século 13. Imagem: Number 57 (Domínio Público)

Vale mencionar que fontes islandesas mencionam que três territórios na América do Norte, Markland, Vinland e Helluland, teriam sido descobertos pelo navegador Leif Ericsson por volta do ano 1.000. Um documento islandês de 1.347, dois anos depois do texto de Flamma, fala de um navio que ao voltar de Markland para a Groenlândia se perdeu e foi parar na Islândia, mas não menciona a localização do território de origem.

A terra descrita por Galvaneus é rica em árvores e animais, assim como a Markland dos textos islandeses. Não poderia ser a Groenlândia, que foi ocupada por Islandeses e Noruegueses a partir de 986, já que ela é descrita por Galvaneus como gelada, desértica e desolada. 

Segundo Chiesa, os genoveses podem ter trazido de volta à cidade notícias diversas sobre estas terras, algumas reais e outras fantasiosas, que ouviram de marinheiros escoceses, britânicos, dinamarqueses ou noruegueses com quem estavam fazendo comércio.  

“Não vejo razão para desconfiar dele” (Flamma), disse Chiesa, que complementa: “há muito notamos que cartas náuticas do século XIV, desenhadas em Genova e na Catalunha, tem uma representação geográfica do norte mais avançada, que poderia ter sido adquirida através de contatos diretos com estas regiões”.

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