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Posto de gasolina no espaço? Um experimento da Força Espacial americana com valor de US$ 50 milhões chamado Tetra-5 tentará demonstrar o reabastecimento de pequenos satélites em órbita geoestacionária.

A Força Espacial dos Estados Unidos planeja lançar três pequenos satélites em órbita geoestacionária que farão a tentativa de atracar em uma espécie de navio-tanque propelente para que possam ser reabastecidos no espaço.

A ideia do experimento é “testar peças da infraestrutura de reabastecimento,” afirmou o Coronel Joseph Roth, diretor de inovação e prototipagem do Comando de Sistemas Espaciais dos EUA, em entrevista ao SpaceNews no Simpósio Espacial em Colorado Springs.

De acordo com Roth, o objetivo do experimento é ajudar a Força Espacial e descobrir como tirar proveito de tecnologias comerciais de serviço no espaço, ao prolongar a vida útil de satélites em órbita, em especial espaçonaves geoestacionárias que realizam missões críticas e que tem substituição cara.

O experimento com valor de US$ 50 milhões de nome Tetra-5 é comandado pela Space Enterprise Consortium, da Força Espacial e propostas para o projeto foram fechadas em abril.

Os três satélites do experimento da Força Espacial terão sensores para operações de encontro e aproximação, além de interfaces de ancoragem para o reabastecimento. Os interessados nos satélites terão que instalar portos de reabastecimento e terão opção de usar interfaces da Orbit Fab ou Northrop Grumman.

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A Orbit Fab é uma startup que busca fornecer serviços de reabastecimento no espaço e desenvolveu as portas RAFTI (rapidly attachable fluid transfer interface, ou interface de transferência de fluido rapidamente conectável). A startup conseguiu um contrato recente com a Space Force para integrá-las em satélites militares. Já a Northrop Grumman, por meio da SpaceLogistics, desenvolveu uma porta diferente, chamada Passive Refueling Module.

Via SPACENEWS

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A recusa de um passageiro a usar uma máscara de proteção como medida preventiva contra a Covid-19 fez um piloto retornar um voo que ia de Miami (EUA) para Londres (Reino Unido), segundo informado pela American Airlines nesta quarta-feira (20).

Segundo a companhia revelou ao G1, a aeronave já estava no ar, e o piloto retrocedeu a viagem em uma hora, fazendo o percurso de volta ao aeroporto dos EUA. O fato aconteceu na noite de terça-feira (19).

Homem se nega a usar máscara em voo da American Airlines, e piloto retorna a aeronave ao aeroporto de partida. Imagem: Aleksei Kochev – Shutterstock

Ainda de acordo com o informado pela empresa aérea, o passageiro “causou problemas ao se recusar a cumprir com uma ordem federal sobre o uso de máscaras”.

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Autoridades acompanham retorno de voo que levava homem que se recusou a usar máscara

Segundo o site Flightradar24, a companhia informou que autoridades locais entraram na aeronave para acompanhar o retorno do voo ao ponto de partida.

“Agradecemos nossa equipe por seu profissionalismo e pedimos desculpas aos nossos clientes pelo inconveniente”, escreveu a American Airlines em nota. 

O uso de máscara é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e trata-se de uma medida preventiva para evitar o contágio do coronavírus, principalmente agora com o aumento nos casos em razão da variante Ômicron.  

Em 1º de dezembro, o primeiro caso norte-americano dessa variante foi relatado ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) por autoridades sanitárias da Califórnia. Segundo o conselheiro da força-tarefa da Casa Branca, Anthony Fauci, o paciente infectado recebeu as duas doses da vacina, apresentou sintomas leves da infecção e foi colocado em completo isolamento.

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Em acordo firmado nesta terça-feira (18) pela AT&T e a Verizon Communications, as empresas decidiram pausar o lançamento do 5G em áreas próximas de aeroportos nos EUA. O objetivo é evitar possíveis interrupções nos voos em razão de interferências das torres sem fio.

Companhias de comunicação interrompem provisoriamente a instalação de antenas 5G nas proximidades de aeroportos nos EUA. Imagem: KPhrom – Shutterstock

De acordo com a agência de notícias Reuters, o presidente Joe Biden elogiou a decisão e afirmou que isso “vai evitar interrupções potencialmente devastadoras nas viagens de passageiros e operações de carga, contribuindo com a recuperação econômica”. 

Pelo acordo, a Verizon deixa de ativar cerca de 500 torres perto de aeroportos temporariamente, o que corresponde a 10% da implantação almejada pela empresa, enquanto as transportadoras e a administração trabalham em uma solução permanente. Detalhes do acordo, incluindo a duração da pausa, não foram divulgados.

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Companhias continuam a instalação de antenas 5G em outros pontos dos EUA

Nesta quarta-feira (19), ambas as companhias lançarão o 5G em outros pontos país, oferecendo velocidades mais rápidas para dezenas de milhões de usuários norte-americanos de internet móvel.

Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), a interferência sem fio 5G pode afetar instrumentos sensíveis dos aviões, como o altímetro de rádio, prejudicando as operações de baixa visibilidade. 

A presidente da Comissão Federal de Comunicações, Jessica Rosenworcel, afirmou em comunicado que a FAA “tem um processo em vigor para avaliar o desempenho do altímetro no ambiente 5G e resolver quaisquer preocupações restantes”. Segundo ela, “é essencial que a FAA agora conclua esse processo com cuidado e rapidez”.

Pausar a instalação das torres de 5G também ajudará algumas empresas aéreas a se adequarem à nova realidade: a Airlines for America, por exemplo, que transporta passageiros e cargas, informou que esse período é uma oportunidade de  garantir que todas as partes interessadas, consumidores e a economia dos EUA sejam atendidos a longo prazo.

Essa é a terceira vez que a AT&T e a Verizon adiam a implantação do novo serviço sem fio C-Band 5G. A primeira foi em novembro, por 30 dias. Depois, no último dia 4, adiaram por mais duas semanas e, agora, uma pausa sem data prevista para acabar. 

Mesmo com o anúncio de que as torres de 5G não serão instaladas por enquanto, algumas companhias aéreas estrangeiras, como a Air India e ANA Holdings (a maior do Japão), chegaram a cancelar voos com destino aos EUA em razão de uma possível interferência 5G. 

A reivindicação das companhias aéreas é que o 5G seja instalado somente com uma distância de 3,2 Km das pistas dos aeroportos, o que, segundo consta, não afetaria na qualidade do serviço nas demais áreas do país.  

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Se você já acha difícil dar um banho em seu cão ou gato, imagine se fosse um… crocodilo. Agora vamos complicar as coisas: não estamos falando de apenas um réptil mal-humorado, mas sim 78 deles. Esse é o desafio que os profissionais do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do estado de Louisianna, nos EUA, estão enfrentando.

Tudo começou com o vazamento de óleo diesel de uma tubulação corroída da Collins Pipeline Co. em Chalmete, subúrbio de Nova Orleans, em 27 de dezembro. O combustível atingiu duas lagoas artificiais onde os crocodilos, além de peixes e pássaros, viviam.

Profissionais do Departamento de Qualidade Ambiental da Louisianna fazem a limpeza de uma das lagoas afetadas pelo derramamento de diesel. Imagem: Louisiana Department of Environmental Quality

Em consequência, 2.300 peixes morreram, além de uma centena de outros animais incluindo 39 cobras, 32 pássaros e nove sapos. Dos 78 crocodilos, a maioria foi resgatada em até duas semanas após o vazamento, mas sete só foram capturados nesta semana.

Como é de se imaginar, limpar um crocodilo com 2 metros de comprimento não é fácil. Cada animal exige a atenção de oito pessoas: quatro para segurá-lo, duas para esfregá-lo, uma pessoa com uma mangueira para enxaguá-lo com água quente e outra para trocar a água.

São necessárias oito pessoas, detergente de louça e muita coragem para dar banho nos animais
Imagem: Laura Carver/Louisiana Department of Wildlife and Fisheries

Cada animal recebe uma série de banhos, usando doses cada vez menores de detergente de louça, para eliminar todo o óleo. Só depois disso vem a “cerejinha do bolo”: também é preciso escovar seus dentes.

Segundo Laura Carver, coordenadora do departamento, para isso é usado um pedaço de madeira “parecido com um cabo de vassoura” para manter as bocas dos animais abertas. “Literalmente lavamos as bocas deles com sabão. É a única coisa que funciona”, diz.

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Até o momento, 30 animais já foram limpos e soltos na reserva nacional da vida selvagem de Bayou Salvage, a cerca de 16 km do local do acidente. Isso inclui 11 filhotes com menos de 50 cm de comprimento cada.

Antes de ir ao “spa”, os animais precisam esperar que toda a comida contaminada que consumiram antes do resgate passe por seu sistema digestivo. Enquanto isso, eles são abrigados em piscinas infantis infláveis, cercadas por chapas de compensado. “Descobrimos que cercas de arame não funcionam, porque os crocodilos maiores realmente gostam de escalar”, disse Carver.

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Sem dúvida, há um interesse cada vez mais crescente em proteger ativos estratégicos no espaço cislunar, como é chamado o “reino” entre a Terra e a Lua. A Força Espacial dos EUA está empenhada em planejar a melhor forma de estender a presença militar em solo lunar. No entanto, isso não é um interesse somente norte-americano. Outras nações, como a China, também têm o mesmo intuito.

Paralelamente às disputas aéreas, terrestres e marítimas entre as nações aqui na Terra, o espaço cislunar e a própria Lua seriam uma “área elevada” militar emergente e um novo território para conflitos? 

Segundo especialistas consultados pelo site Space, há uma variação de pontos de vista sobre o assunto.

Ilustração 3D de uma colônia humana na Lua protegida por um veículo militar. Imagem: Pavel Chagochkin – Shutterstock

Força Espacial dos EUA formula normas de defesa dos interesses americanos na espaço cislunar

No início do ano, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea distribuiu um documento chamado “A Primer on Cislunar Space” (Uma cartilha sobre o espaço cislunar, em tradução livre). Direcionado a profissionais do espaço militar, o arquivo define normas de desenvolvimento de planos, capacidades, experiência e conceitos operacionais para a área.

“O espaço Cislunar recentemente ganhou destaque na comunidade espacial e merece atenção”, explica o documento. 

À medida que a Força Espacial dos EUA “organiza, treina e equipa para fornecer os recursos necessários para proteger e defender os interesses vitais dos EUA dentro e fora da órbita da Terra”, a cartilha também ressalta que novas colaborações serão a chave para “operar com segurança nessas fronteiras distantes”.

Por sua vez, o Escritório de Ciências da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA) elaborou uma lista de desejos de novas pesquisas para permitir a fabricação de futuras estruturas espaciais – incluindo o uso de recursos lunares para habilitar essas estruturas.

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA) está avançando no programa de Manufatura Orbital e Lunar, Materiais e Projeto de Massa (NOM4D). Imagem: DARPA

Algumas dessas pesquisas serão conduzidas pelo programa NOM4D, que visa incentivar o desenvolvimento, a fabricação e a implantação de tecnologias de design de novos materiais para permitir que futuras estruturas sejam construídas na órbita da Terra ou na superfície da Lua. Por exemplo: grandes painéis solares, grandes antenas refletoras de radiofrequência e óptica reflexiva infravermelha segmentada são visualizados. 

“Construir uma estrutura de precisão ao mesmo tempo em que minimiza a fração de massa necessária provinda da Terra permitirá que um espectro de sistemas do Departamento de Defesa seja construído usando materiais derivados da Lua”, dizem os funcionários do DARPA.

“Para fins de compreensão do caso de uso hipotético, os proponentes podem considerar a fabricação de estruturas em órbita ou na superfície lunar para relançamento de volta à órbita, desde que o sistema proposto seja consistente com o Tratado do Espaço Exterior”, explica o edital do NOM4D. As negociações do contrato estão em andamento, com a seleção dos vencedores do NOM4D a ser anunciada em breve, segundo o DARPA.

Interesse militar na Lua é antigo

O interesse militar na Lua, obviamente, não é de hoje. Ao fim da década de 1950, quando a Nasa ainda estava escolhendo seus primeiros astronautas, o Exército dos EUA já tramava planos para uma base lunar, sob o título de Projeto Horizon, de acordo com Robert Godwin, historiador espacial e proprietário da Apogee Books, uma editora canadense que examina uma variedade de tópicos de história do espaço.

Militares dos EUA já avaliaram o potencial e a importância da Lua antes – por exemplo, durante o Projeto Horizon, de 1959. Imagem: Robert Godwin / Apogee Books

“Alguns detalhes do interesse anterior dos militares dos EUA na Lua permanecem confidenciais até hoje”, disse Godwin. “Em particular, houve pesquisas sobre a detonação de uma bomba nuclear na órbita ao redor da Lua que fortaleceria a arma – um laser de raios-X que destruiria satélites inimigos e espaçonaves”, revelou o historiador.

“Isso foi antes. Mas, ativos valiosos dos EUA na Lua, como empreendimentos comerciais planejados lá, farão a presença militar garantir sua segurança quase inevitável”, acredita Godwin.

Space também conversou sobre o assunto com Daniel Deudney, professor de ciências políticas, relações internacionais e teoria política na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland e autor do livro “Céus Escuros: Expansionismo Espacial, Geopolítica Planetária e os Fins da Humanidade”.

“Desde meados do século 20, a humanidade foi forçada a tomar decisões de governança sobre novas tecnologias, seja por padrão ou design, com implicações importantes”, disse Deudney. “O registro geral das escolhas feitas foi misto. Talvez a falha mais notável tenha sido a armamentação da energia nuclear”. 

Para ele, naquela época, decisões momentâneas precisaram ser feitas “sobre os vastos reinos alienígenas além da atmosfera da Terra”. Naquele tempo, segundo Deudney, o ritmo do avanço tecnológico e, portanto, a necessidade de escolha, eram mais lentos. Ele destaca que um grande erro foi transformar os foguetes em armas – “o que quase certamente aumentou a probabilidade de uma guerra nuclear”, disse Deudney.

“Devido aos custos decrescentes de acesso ao espaço orbital – há muito gargalo para todas as atividades espaciais (particularmente aquelas que envolvem infraestruturas significativas) – é cada vez mais provável que grandes iniciativas espaciais sejam perseguidas”, afirmou Deudney. “Devido à deterioração das relações terrestres das Grandes Potências, ao declínio dos movimentos de controle de armas e desarmamento e à decadência do regime do Tratado do Espaço Sideral, o ímpeto está se formando para uma maior militarização e armamento de tecnologias espaciais e locais, mais notavelmente na Lua”.

Diplomacia entre as nações é a chave

Segundo Michael Krepon, cofundador e membro ilustre do Stimson Center em Washington, DC, “as grandes potências buscam vantagens e para evitar desvantagens”.

“Se o objetivo por trás das atividades militares que se estendem ao espaço cislunar e à própria Lua é buscar o domínio, o resultado será predeterminado,” disse Krepon. “Grandes potências que não podem aceitar o domínio de outra pessoa e têm os meios para negá-lo agirão para fazê-lo”.

Essas estratégias de negação são chamadas de “dissuasão” quando se trata de armas nucleares. “A dissuasão deve ser perigosa; do contrário, não iria impedir”, declarou Krepon. É por isso, segundo ele, que as capacidades de dissuasão se parecem muito com as capacidades de combate. “Como a dissuasão era e é muito perigosa, as grandes potências também tiveram que sinalizar durante a Guerra Fria que preferiam não usar instrumentos de combate”, explicou.

Para Krepon, a diplomacia foi e é necessária para fins de tranquilização – para remover as arestas mais afiadas da dissuasão. “Conseguimos evitar a guerra nuclear – até agora – pela combinação de dissuasão e diplomacia. Esquecemos esta lição por nossa conta e risco”, disse.

Ele acredita que “pessoas que mal têm idade para se lembrar o quão perigosa a corrida armamentista nuclear realmente era estão dizendo que a guerra no espaço é inevitável e há uma necessidade de dominar este novo território de combate”.

Segundo Krepon, esse é um pensamento perigoso, baseado em suposições “que precisam urgentemente ser desembrulhadas”, tais como:

  • O controle de escalonamento é provável em caso de guerra espacial
  • É possível o gerenciamento de detritos espaciais? 
  • É provável que um concorrente de mesmo nível ou parceiro próximo aceite ser dominado na guerra espacial? Esse competidor tem meios para evitar ser dominado? 
  • Quais são as consequências prováveis ​​de buscar capacidades para “vencer a guerra”? 
  • Quais são as consequências prováveis ​​de assumir que a guerra espacial é inevitável?

“Se as respostas a essas perguntas são preocupantes, precisamos trabalhar a diplomacia”, disse Krepon.

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As coisas podem não ser bem assim

Portanto, segundo o colunista do Space Leonard David, há uma boa dose de “angústia cislunar” por aí. 

Já Todd Harrison, diretor do Projeto de Segurança Aeroespacial do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, DC, tem um ponto de vista diferente dos demais especialistas ouvidos por David.

“Eu realmente não acho que haja muito nisso”, revelou Harrison. “Embora a Força Espacial dos Estados Unidos saiba que eventualmente terá que se preocupar com o que está acontecendo no espaço cislunar, ainda não chegamos a esse ponto”.

Segundo Harrison, podem existir alguns benefícios militares auxiliares na construção de uma antena de grande abertura no espaço. “Talvez isso dê aos EUA algumas novas capacidades de detecção. Mas não vejo isso como algo desestabilizador ou ameaçador para outros países”.

“O espaço cislunar é uma prioridade muito pequena para a Força Espacial em comparação a todas as coisas que acontecem na órbita da Terra com as quais ela precisa se preocupar”, disse Harrison.

Para ele, os recursos lunares mais promissores são para empreendimentos espaciais civis e comerciais. “De longe, é isso que estamos olhando”, disse Harrison, apontando para o uso de materiais da Lua para propulsão ou construção de estruturas. “A Nasa é a líder quando se trata de espaço cislunar. E é assim que deve ser”.

Segundo Harrison, “onde vai o comércio, o conflito eventualmente segue”. Ele diz que pode haver um papel militar, “embora 20, 30 ou talvez até 50 anos no futuro”, de ajudar a proteger as rotas comerciais e os interesses dos EUA. “Mas estamos muito, muito longe disso acontecer”.

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O presidente americano, Joe Biden, está propondo até US$ 1.500 (quase R$ 8.454 em conversão direta deste sábado, 30) de crédito fiscal reembolsável para quem for comprar uma e-bike. O projeto de lei chamado Build Back Better (algo como “reconstruir melhor”) consiste em oferecer até 30% do valor da bicicleta elétrica, desde que ela custe até US$ 8 mil (cerca de R$ 45 mil) e o valor do crédito não ultrapasse os US$ 1.500.

Com a proposta, o governo dos EUA pretende deixar as e-bikes significativamente mais baratas para a maioria dos americanos. Por sua vez, um maior número de bicicletas elétricas em uso no país pode significar uma mudança importante nas opções de transporte para milhões de pessoas.

Diminuir valor das e-bikes para diminuir emissões

Todas as classes de e-bike com potência menor que 750 W seriam elegíveis para o crédito fiscal. Levando em consideração as limitações de valores, o crédito de 30% começa a diminuir para bicicletas elétricas com preço acima dos US$ 5 mil. Nos EUA (e também no Brasil), as e-bikes são bem mais caras que as bicicletas normais. Lá, elas custam normalmente entre US$ 1 mil e US$ 8 mil.

A ideia busca explorar o potencial das bicicletas como substitutas dos carros em diversas situações, o que pode ajudar o país a fazer progressos reais na luta contra as mudanças climáticas. Só para termos uma ideia, um estudo recente apontou que, se 15% das viagens de carro fossem feitas por e-bike, as emissões de carbono cairiam 12%.

A administração Biden afirma que tem havido negociações no Congresso nesse sentido. O presidente americano está confiante na aprovação do projeto na Câmara dos Representantes e no Senado, assim como de seu pacote de infraestrutura que também deseja passar.

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Imagem: Moreimages/Shutterstock

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Um dos equipamentos mais preciosos da Nasa está offline. De acordo com a agência espacial norte americana, os instrumentos científicos do Hubble tiveram problemas de sincronização com as comunicações internas da espaçonave, e entrou em modo de segurança.

Os técnicos da Nasa estão investigando o problema, mas pode ser que a causa do desligamento seja a mesma que deixou o Hubble fora do ar por mais de 30 dias, entre junho e julho deste ano. A boa notícia por enquanto é que os instrumentos permanecem com “boa saúde”, segundo o órgão.

No dia 13 junho, um dos computadores do telescópio espacial parou de funcionar, depois de 31 anos de atividade. O computador de carga útil, que controla e coordena os instrumentos científicos a bordo do observatório, travou, o que levou o sistema a entrar em estado de hibernação.

Uma grande operação foi montada na Nasa para resolver o problema, e o equipamento de backup foi acionado com sucesso. Em 16 de julho, o Hubble retomou as operações científicas normais.

A gente fica de olho para dar novas notícias. Por enquanto, fica a torcida para que o Hubble surpreenda mais uma vez e ainda registre muitas imagens espetaculares da galáxia.

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou para os Estados Unidos dois lotes de pré-validação do ingrediente farmacêutico ativo produzidos de forma nacional no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Os lotes são para a produção da vacina AstraZeneca contra Covid-19 com a aprovação em testes internos de controle de qualidade, passando agora por mais 14 testes para garantir que possuem os mesmos parâmetros de qualidade.

Na última sexta-feira (22), a Fiocruz explicou que o processo de produção do IFA passa por um rigoroso controle, que inclui um total de 81 testes. Sendo assim, do total, 14 serão realizados nos Estados Unidos e o mais longo tem duração de 56 dias.

A instituição começou a produzir o IFA nacional no dia 21 de julho, após ter recebido no início de junho bancos de células e vírus previstos no acordo de transferência de tecnologia assinado com a farmacêutica anglo-sueca. Além disso, já foi iniciado a produção de mais quatro outros lotes, incluindo três de qualificação.

“Até o final de 2021, Bio-Manguinhos/Fiocruz prevê dispor, dentre lotes de IFA produzidos e em processo, o equivalente a mais de 30 milhões de doses”, disse a Fiocruz.

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Bio-Manguinhos também dará início no mês que vem ao processo de alteração do registro da vacina AstraZeneca na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso porque – atualmente – o registro da vacina prevê que o IFA das doses seja produzido no laboratório chinês WuXi Biologics, tanto que com a alteração, a Anvisa vai incluir Bio-Manguinhos como local de fabricação.

A mudança é necessária para que a Fiocruz continue a fornecer a vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Desde março de 2021, a fundação entregou 113,8 milhões de doses da vacina, produzidas com IFA importado e mais de 16,7 milhões de doses estão prontas em diferentes estágios do processo de controle de qualidade.

Fonte: Agência Brasil

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As redes sociais borbulharam com discussões e ódio durante as eleições dos Estados Unidos para presidente em 2020. Com Joe Biden eleito, apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio, centro legislativo do país, no dia 6 de janeiro de 2021. Agora, uma reportagem do jornal Washington Post revelou que o Facebook foi a plataforma que alimentou os invasores.

A empresa de Mark Zuckerberg nunca revelou publicamente como suas plataformas, incluindo ainda Instagram e WhatsApp, alimentaram o caos naquele dia. Mas funcionários do Facebook se viram diante do horror com muitas mensagens de apoiadores de Trump, gritando para que “pare com o roubo” e levando símbolos da violenta ideologia QAnon, que se espalhou na rede social antes de uma repressão.

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O caos aumentou de modo alarmante no dia 6 de janeiro da rede social. Eram quase 40 mil denúncias de usuários sobre notícias falsas por hora, de acordo com um relatório interno do Facebook. No Instagram, a conta oficial de Donald Trump foi a mais denunciada por incitar violência.

Mas a empresa, por sua vez, rejeitou uma recomendação do próprio Conselho de Supervisão de estudar como as políticas do site contribuem para a violência. O Facebook também não atendeu totalmente às solicitações de dados da comissão parlamentar norte-americana que investigou a invasão ao Capitólio.

Apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio em um ato antidemocrático. Imagem: Johnny Silvercloud/Shutterstock

De acordo com o jornal Washingon Post, as evidências do importante papel do Facebook no evento antidemocrático estão em documentos internos de milhares de páginas, divulgados por Frances Haugen, ex-funcionária da rede social, à Comissão de Valores Mobiliários. Há ainda publicações internas de funcionários, reclamando que não era um problema novo.

“Há anos vimos esse comportamento de políticos como Trump e, na melhor das hipóteses, ações insossas da liderança da empresa. Temos lido os posts [de despedida] de colegas confiáveis, experientes e amados que escrevem que simplesmente não conseguem se conscientizar de trabalhar para uma empresa que não faz mais para mitigar os efeitos negativos em sua plataforma”, escreveu um trabalhador, na rede interna do Facebook.

Uma pesquisa do próprio Facebook, com dados de 2019, descobriu que a desinformação compartilhada por políticos é mais prejudicial do que aquelas publicadas por usuários comuns. Algo que acontece na rede social é que essas figuras públicas dificilmente são punidas por espalharem notícias falsas e não passam por checagem de fatos.

Via: Washington Post

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Uma investigação do Yahoo News revela que a CIA tinha planos de captura e assassinato contra Julian Assange, o fundador da rede de informações WikiLeaks, em seu quinto ano de exílio em Londres. O informante, que está isolado na embaixada do Equador, seria alvo de uma vingança letal após os vazamentos de 2012, que revelaram documentos altamente secretos do governo dos Estados Unidos.

Segundo a investigação, oficiais dentro da CIA e do próprio gabinete do governo Trump discutiam planos de assassinar Assange, chegando a solicitar “rascunhos” e “possibilidades” de matá-lo. Parte dos planos da agência de inteligência envolviam a disseminação de discórdia entre os integrantes do Wikileaks, além de espionagem ostensiva e até roubo de aparelhos eletrônicos.

De acordo com um ex-agente da inteligência norte-americana, as discussões sobre captura ou assassinato aconteciam “nas cúpulas mais altas” da gestão. “Parecia não haver limites”, conta um dos agentes ao Yahoo News.

A campanha contra Assange era liderada por Mike Pompeo, o diretor da CIA indicado pelo gabinete de Donald Trump. A medida era uma retaliação contra os vazamentos do conjunto interno de ferramentas de espionagem conhecido como “Vault 7”, que eram usadas na sociedade civil.

“Eles estavam completamente constrangidos por conta dos acontecimentos do Vault 7”, comenta um ex-agente da CIA no período Trump. “Eles estavam com sangue nos olhos.”

CIA estava pronta para tiroteio contra russos na extração de Assange

Em um dos planos de assassinato de Julian Assange, a CIA se preparava para a possibilidade de uma emboscada à céu aberto nas ruas de Londres. O ato estava planejado quando a embaixada do Equador começou a preparar solicitações de imunidade diplomática ao informante, o que coincidiu com a descoberta de agentes da inteligência russa em extraí-lo do Reino Unido.

Segundo três dos trinta ex-agentes os planos envolviam também uma colisão contra o veículo de extração, seguida do sequestro de Assange, ou ainda disparos contra os pneus. Um dos entrevistados pelo Yahoo News informou também que o governo dos Estados Unidos chegou a conseguir autorização do Reino Unido para abrir fogo.

“Nós tinhamos todos os motivos para acreditar que ele estava contemplando a possibilidade de fugir de lá”, alega um ex-oficial administrativo, acrescentando que um dos planos envolvia até a extração via um carro de limpeza. “Seria como um filme de fuga de cadeia.”

O resultado da intriga fez com que diversos agentes — russos, ingleses e norte-americanos — ocupassem as ruas de Londres, a um ponto em que, segundo o ex-oficial, haviam mais membros de inteligência do que civis nos arredores. Os planos não avançaram por conta do escândalo internacional que estava se armando.

CIA emitiu ordens de prisão aos ex-agentes

Mike Pompeo e Donald Trump não emitiram comentários a respeito dos planos de assassinato da CIA contra Julian Assange. No entanto, o ex-líder da agência de inteligência chegou a classificar a WikiLeaks como “um serviço de inteligência não-estatal hostil”.

Em entrevista à CBS News, um dos repórteres do Yahoo News, Michael Isikoff, informou que os ex-agentes participantes da reportagem estão recebendo pressões de Pompeo, que clama por ordens de prisão contra eles:

“Pompeo essencialmente confirmou a investigação, pois você só pode ser julgado por revelar informações confidenciais reais e legítimas se elas forem reais.”

Imagem: Espen Moe/Wikimedia Commons/CC

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