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Nosso sistema solar não está “solto no espaço”. Segundo o estudo da astrônoma Jennifer West, da Universidade de Toronto, estamos cercados por um enorme túnel magnético.

O estudo publicado nesta semana na revista Science, explica que o modelo se concentra em duas estruturas principais no céu, conhecidas como “Esporão Polar Norte” e “Região do Leque”.

Elas foram descobertas na década de 1960, mas os pesquisadores achavam que elas eram desconectadas. Agora, equipe canadense construiu modelos em computador e foi capaz de concluir que as duas estruturas estão conectadas com filamentos magnéticos “semelhantes a cordas” que formam um enorme campo magnético semelhante a um túnel que envolve o sistema solar.

Se estima que as estruturas estão a cerca de 350 anos-luz de nosso sistema solar e têm quase mil anos-luz de comprimento.

Futuramente, a equipe pretende concluir modelagens ainda mais complexas, com a esperança de descobrir e entender o papel que o túnel magnético desempenha na galáxia.

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Cerca de 85% dos militares que foram expostos a eventos traumáticos os colocou em risco elevado de transtorno de estresse pós-traumático ( também chamado de PTSD). Embora muitos deles sejam resilientes, um novo estudo descobriu que as pessoas com exposição ao trauma experimentam maiores memórias e sintomas de estresse quando se aproximam da morte.

“Quando o estresse e uma doença grave ocorrem ao mesmo temo, o PTSD pode afetar o tratamento, o enfrentamento e os sintomas comuns do fim da vida”, explicou a autora, Anica Pless Kaiser, psicóloga de pesquisa clínica do National Center for PTSD at the VA Boston Healthcare System.

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Em um esforço para entender melhor quais sintomas de estresse foram experimentados, os pesquisadores conduziram 10 grupos de foco com médicos de cuidados paliativos e hospícios que prestam cuidados aos pacientes

Os médicos relataram observar muitos sintomas e comportamentos nesta população consistentes com a revivência de eventos traumáticos, como memórias ruins, pesadelos e sofrimento psicológico.Além disso, eles também observaram que a revivescência às vezes ocorria em conjunto com demência ou delírio.

De acordo com os pesquisadores, o trabalho é importante porque pouco se sabe sobre a aparência do estresse pós-traumático em pessoas que estão no fim de suas vidas, sendo por isso que pesquisas futuras são necessárias, para compreender e avaliar os cuidados.

 “Alguns provedores podem não reconhecer o estresse pós-traumático ou não serem treinados em como avaliar e responder apropriadamente. As abordagens terapêuticas existentes podem precisar ser modificadas para abordar as preocupações morais, espirituais e existenciais que são frequentemente encontradas quando a morte se aproxima”, concluiu Pless Kaiser .

Fonte: Medical Xpress

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Indivíduos com diagnóstico de colangiocarcinoma intra-hepático (iCCA), que é um tipo de câncer de fígado, enfrentam uma taxa de sobrevivência de cinco anos de menos de 10%. Mas, uma equipe do Instituto do Câncer Wilmot que também investiga o câncer de pâncreas, que tem estatísticas de sobrevida igualmente pequenas, descobriu fatores que os dois tipos da doença agressiva possui em comum. 

Os cientistas acreditam que os novos dados fornecem um roteiro para direcionar os tumores com terapias imunológicas. A equipe mostrou que os tumores de câncer de fígado são compostos por uma densa rede de células que não são cancerosas e ainda ajudam a criar um ambiente propício para o crescimento e a disseminação do câncer. 

As chamadas de TAMs (macrófagos associados a tumores) também desempenham um papel no câncer de pâncreas, criando uma barreira inflamatória em torno das células cancerosas que bloqueiam os combatentes naturais das doenças do corpo (como as células T). 

Além disso, os pesquisadores desenvolveram novos métodos laboratoriais para avançar os estudos, liderados por David Linehan, chefe de operações clínicas da Wilmot e o professor Seymour I Schwartz da University of Rochester Medical Center.

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Linehan e colaboradores estão investigando os componentes do câncer há muitos anos e estão trabalhando em combinações de terapias que podem quebrar o rolo compressor da resistência. O último artigo descreve como os TAMs são recrutados para o local do tumor e  demonstra em camundongos que o bloqueio dessas vias de recrutamento.

O colangiocarcinoma intra-hepático – presente do câncer de fígado – surge nos ductos biliares dentro do órgão e geralmente ocorre em adultos com idade entre 50 e 70 anos. Faz parte de um grupo de cânceres do trato biliar (vesícula biliar, por exemplo) e costuma ser tratado com quimioterapia.Recentemente, os cientistas descobriram que iCCA é uma doença genômica diversa com potencial para novas opções de imunoterapia direcionada.

Fonte: Medical Xpress

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Uma nova pesquisa sugere que raios podem ajudar a limpar a atmosfera de químicos poluentes. Foi o que reportaram pesquisadores após observarem, através de aviões que acompanham tempestades, que os fenômenos produzem altas concentrações de dois oxidantes poderosos.

Os oxidantes ajudam a limpar o ar, reagindo com produtos poluentes, como o metano, por exemplo. Juntos, eles formam moléculas mais solúveis ou grudentas. Com essas “texturas”, a chuva consegue tirar a sujeira da atmosfera terrestre. O artigo com o estudo foi publicado na revista Science e conta com acadêmicos de diversas universidades dos Estados Unidos.

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Previamente, já se sabia que os raios produzem óxido nítrico (NO), levando à formação de oxidantes, como aqueles com o radical hidroxila (OH). Mas, antes ninguém havia visto as descargas elétricas criarem esses oxidantes em grande quantidade.

Os dados são antigos, mas precisaram de tempo para análise. Um jato da Nasa mediu dois oxidantes em nuvens de tempestades pelos estados norte-americanos do Colorado, Oklahoma e Texas, entre maio e junho de 2012. Além do OH, foi encontrado o radical hidroperoxila (HO2).

Por volta de 1,8 tempestades de raios circulam o planeta a todo momento. Imagem: ArtHouse Studio/Pexels

A concentração de moléculas tanto do OH como do HO2 gerados pelos raios e outras áreas eletrificadas do ar foi altíssima. Os valores chegaram a milhares de partes por trilhão em alguns trechos das nuvens. A maior quantidade observada de OH na atmosfera antes disse foi baixíssima. Já o HO2 somou 150 partes por trilhão.

“Não esperávamos ver isso. Nós arquivamos os dados, porque era muito extremo”, contou William Brune, cientista do departamento de meteorologia da Penn State University, na Pensilvânia.

Mas, no laboratório, ele observou que não havia nada de errado com os dados coletados há quase uma década. Experimentos mostraram que a eletricidade consegue de fato gerar essa alta quantidade de OH e HO2, confirmando que os valores dos oxidantes era real.

Segundo os cientistas, cerca de 1.800 tempestades de raios circulam o planeta a todo momento, o que faz com que os pesquisadores envolvidos no estudo estimem que os fenômenos são responsáveis por entre 2% e 16% do OH presente na atmosfera. Para definir melhor o percentual, mais nuvens precisam ser averiguadas.

Via: Science News

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O período de pandemia aumentou os problemas de saúde mental entre crianças vulneráveis, o estresse financeiro dos pais é um dos fatores que contribui para esta piora. A informação foi apontada por um estudo da Universidade de Cardiff.

Os pesquisadores entrevistaram 142 crianças de 5 a 10 anos de idade que foram identificada pelas escolas como “em risco” de problemas de saúde mental. O estudo descobriu que o nível de ansiedade cresceu significativamente.

Além disso, os dados também indicam uma forte ligação entre estresse financeiro e problemas de saúde mental nos pais, associado ao agravamento dos problemas de saúde mental das crianças.

As famílias com circunstâncias financeiras que foram afetadas pela pandemia precisam de dinheiro e apoio extra de saúde mental. A autora principal, a professora Stephanie Van Goozen, da Escola de Psicologia da Universidade de Cardiff, disse que “este é o primeiro estudo a destacar o severo impacto do Covid-19 em crianças e famílias já vulneráveis.”

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Junto com os pais, as crianças foram entrevistadas por videochamada entre julho e setembro de 2020. Depois, os pesquisadores compararam os dados coletados antes da pandemia como parte de um estudo em andamento.

Das famílias que participaram, 57% viviam na pobreza ou relataram ter perdido emprego e renda, tendo assim dificuldade em pagar as contas. Esse índice se encontravam em risco de despejo e não tinham nem condições de comprar comida o suficiente ou tiveram até que usar empréstimos de emergência.

As principais conclusões foram:

  • Dado crescentes de problemas de saúde mental em crianças vulneráveis durante o confinamento;
  • 57% dos pais disseram que houve altos níveis de ansiedade e 44% relataram altos níveis de depressão;
  • Teve um aumento dos sintomas de ansiedade e pânico nas crianças, mas sem alterações no comportamento problemático.

Fonte: Medical Xpress

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