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Nesta sexta-feira (3), a Rússia vai lançar uma missão robótica de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS). A cápsula não tripulada Progress 81 (81P) vai decolar do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, no topo de um foguete Soyuz, às 6h32 da manhã (pelo horário de Brasília).

Uma espaçonave Progress, da Rússia, chegando para atracar na Estação Espacial Internacional (ISS). Nesta sexta-feira (3), o país vai enviar mais uma missão de carga para o laboratório orbital. Imagem: NASA

O lançamento da missão será transmitido em tempo real pela NASA TV e no canal da agência espacial no YouTube, com início às 6h15.

Se tudo correr dentro do previsto, o cargueiro atraca no módulo de serviço Zvezda do laboratório orbital às 10h, para entregar cerca de três toneladas de alimentos, propelentes e equipamentos para os sete moradores atuais da ISS, membros da Expedição 67. Tanto o acoplamento quanto o descarregamento da espaçonave também serão transmitidos ao vivo, a partir das 9h15.

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Muitas das parcerias espaciais russas foram desfeitas na esteira da invasão contínua da Ucrânia. Os foguetes Soyuz não são mais lançados do espaçoporto europeu na Guiana Francesa, por exemplo, e a Rússia parou de vender motores de foguetes para empresas americanas. 

No entanto, o país continua como parte integrante da ISS, como comprova o lançamento da missão Progress 81. Além de servir para transporte de carga, as espaçonaves Progress também exercem a função de impulsionar regularmente a estação, para evitar que ela perca altitude em órbita baixa da Terra. 

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Nesta sexta-feira (20), pouco mais de 24 horas depois do lançamento, a cápsula Starliner, da Boeing, chegou à Estação Espacial Internacional (ISS). A espaçonave permanecerá ancorada com o complexo orbital por quatro ou cinco dias, depois voltará à Terra para um pouso de paraquedas no Novo México.

O acoplamento com o laboratório orbital, que estava programado para às 20h10 (pelo horário de Brasília), acabou acontecendo às 21h28. Isso porque, pouco antes das 18h50, quando a espaçonave estava a 180 metros de distância da ISS, os controladores avaliaram os dados de rastreamento e desempenho da cápsula e acreditaram que ela estaria em uma posição inadequada, precisando fazer uma manobra de recuo.

Segundo a Boeing, isso foi oportuno para demonstrar a capacidade de controle de manobra da espaçonave.

“Depois de chegar dentro de 180 metros de ISS, a Starliner realizou um recuo automático de 200 metros. A cápsula mostrou sua capacidade de se afastar da estação de forma controlada e oportuna e se manter em um local esperado”, diz o tweet da Boeing.

Às 20h08, a Boeing comunicou que a cápsula estava a 10 metros de distância do complexo orbital, e que a equipe faria uma reunião para “garantir que ambas as naves estão preparadas para a aproximação final”.

Às 20h52, depois de informarem uma nova previsão para às 21h01, os controladores relataram “um pequeno problema” com o sistema de acoplamento, o que adiou ainda mais o processo. Segundo a NASA, foi necessário retirar o anel de acoplamento da Starliner e redefini-lo para entender o problema.

Starliner também enfrentou problemas no processo de inserção orbital

A cápsula Starliner, da Boeing, foi lançada na noite desta quinta-feira (19), no topo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA), a partir do Complexo de Lançamento-41, uma plataforma da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida.

Cápsula Starliner sendo lançada no topo de um foguete Atlas V, da ULA. Crédito: United Launch Alliance

O lançamento aconteceu no horário previsto, às 19h54 (horário de Brasília), dando início ao Teste de Voo Orbital-2 (OFT-2), uma missão crucial para provar a capacidade da espaçonave.

A Starliner se separou do estágio superior do foguete pouco menos de 15 minutos depois do lançamento. Após 16 minutos, a cápsula iniciou o processo de inserção orbital.

Durante esse momento, dois dos propulsores da Starliner não dispararam como esperado. O primeiro falhou depois de apenas um segundo. Seu backup imediatamente foi acionado, mas também apresentou falha, após 25 segundos. Isso ativou um backup terciário do grupo de propulsores, e a cápsula foi capaz de completar a queimadura crucial sem incidentes.

A espaçonave da Boeing é equipada com quatro desses grupos de propulsores em sua seção de popa, referida na nomenclatura da indústria como “doghouses”, cada um contendo três motores de manobra orbital e controle de atitude (OMAC), que são usados para realizar queimaduras de manobra significativas como as que alcançam a inserção orbital. Os dois propulsores OMAC que não funcionaram, e o terceiro que entrou para compensar, estavam todos na mesma doghouse na popa da Starliner, segundo representantes da Boeing.

“Temos uma boa queima de inserção orbital”, disse Josh Barrett, assessor de comunicação da Boeing, durante o webcast da Nasa TV sobre o lançamento de hoje, após superados esses percalços. “A Starliner está em uma órbita circular estável, a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS)”.

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Atraso de quase um ano

OFT-2 é uma missão não tripulada para a ISS para demonstrar a aptidão da cápsula Crew Space Transportation (CST)-100 Starliner em transportar astronautas para a estação e trazê-los de volta à Terra. Porém, o projeto, capitaneado pela Boeing por encomenda da Nasa, foi repleto de problemas durante suas fases de testes.

Originalmente, o lançamento estava previsto para o início do segundo semestre de 2021, porém, precisou ser adiado. Durante uma revisão de prontidão de voo (FRR), foi descoberto um problema de válvula na plataforma de lançamento da Starliner, que exigiu uma investigação a fundo.

Os técnicos descobriram que a principal causa da anomalia tem relação com as interações de umidade com o oxidante, produzindo ácido nítrico, que reagiu com o alumínio das válvulas. Esse processo gerou corrosão, que impediu o funcionamento da válvula. Com a busca contínua pela solução do problema, juntamente com uma agenda de lançamentos lotada para a ISS, a missão foi suspensa até 2022.

A missão OFT-2 foi uma tentativa de compensar o fracasso da OFT original em chegar à ISS. Na ocasião, em dezembro de 2019, a Starliner sofreu com falhas de software e acabou presa na órbita errada, caindo no oceano dois dias depois. Com isso, a missão foi encerrada prematuramente, sem um encontro entre a cápsula e o posto avançado.

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Se já foi lindo ver de casa, imagine então como seria ver o eclipse lunar de pertinho. Agora você pode saber como foi para os astronautas da Estação Espacial Internacional desfrutar da vista impressionante da ‘Lua de Sangue’ que aconteceu na noite de 15 de maio.

Isso porque a astronauta europeia Samantha Cristoforetti compartilhou vários cliques e mostrou diferentes estágios do eclipse lunar. “Você teve a sorte de poder ver o eclipse lunar na noite passada? Nós tivemos!”, tuitou Cristoforetti. A fase do eclipse total, que é quando a lua está completamente coberta pela umbra, durou 85 minutos, sendo a mais longa em 33 anos. 

A Estação Espacial Internacional completa uma órbita ao redor da Terra a cada 90 minutos, com isso, os astronautas tiveram a chance de ver várias rodadas do espetáculo. O eclipse começou no último domingo (15) e terminou na madrugada de segunda-feira (16).

Algumas das imagens mostram a lua escurecida vista através dos painéis solares da estação espacial. “Uma lua parcialmente eclipsada brincando de esconde-esconde com nosso painel solar”, brincou a astronauta. Confira as fotos que ela publicou no Twitter:

‘Lua de Sangue’: confira imagens do eclipse lunar

Neste domingo (15) aconteceu um grande e verdadeiro espetáculo astronômico, conhecido como ‘Lua de Sangue’. O eclipse lunar total pôde ser visto do Brasil e também por toda a América do Norte e do Sul, Europa, África e partes da Ásia

Muitos observatórios astronômicos fizeram fotos e vídeos do fenômeno, como o Observatório Espacial Heller & Jung, que enviou as imagens abaixo em cortesia para o Olhar Digital.

Imagem: Observatório Espacial Heller & Jung

Veja mais fotos na reportagem completa do Olhar Digital.

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3,7 toneladas de carga, incluindo suprimentos, equipamentos e material para experimentos científicos, estão a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS) em uma espaçonave de carga Cygnus, da Northrop Grumman.

Batizada de S.S. Piers Sellers, em homenagem a um astronauta norte-americano falecido em 2017, a espaçonave decolou em um foguete Antares às 14h40 deste sábado (19), horário de Brasília, da Wallops Flight Facility da NASA na Virgínia.

A Cygnus está programada para chegar à ISS por volta das 6h35 da segunda-feira,  21 de fevereiro. A aproximação e chegada da espaçonave serão transmitidas ao vivo pelo canal da Nasa no YouTube a partir das 5h da segunda-feira. Os astronautas da NASA Raja Chari e Kayla Barron capturarão a Cygnus usando o braço-robótico da estação, o Canadarm 2. Após a captura, a espaçonave será instalada na porta voltada para a Terra do módulo Unity.

Esta é a 17ª missão de reabastecimento contratada da Northrop Grumman sob o segundo contrato de serviços de reabastecimento comercial com a NASA. Além disso, é a primeira missão Cygnus capaz de realizar uma manobra para impulsionar a estação espacial e elevar sua órbita. Atualmente, esta manobra só pode ser realizada com as cápsulas russas Progress (não-tripuladas) ou Soyuz (tripuladas).

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Recentemente a Rússia também lançou uma nave de carga rumo à ISS. A Progress MS-19 decolou na segunda-feira (14), a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. A bordo estavam quase três toneladas de propelentes, alimentos e material para a condução de experimentos científicos.

Decolagem da Progress MS-19. Imagens: Roscosmos

A espaçonave russa se acoplou à Estação Espacial Internacional às 4h03 da manhã da última quinta-feira (17), após passar mais ou menos dois dias na órbita da Terra. Sua data de retorno à Terra ainda não foi definida.

Assim como a Progress, a Cygnus não é capaz de trazer cargas da ISS para a superfície terrestre. Ambas as espaçonaves são projetadas para “queimar” na reentrada em nossa atmosfera, se desintegrando completamente junto com seu conteúdo. Por isso, são usadas como “lixeiras” e carregadas com material a ser descartado antes de sua partida.

Não há risco de que suas peças, ou carga, atinjam ao solo. O pior que pode acontecer é alguém, na superfície da Terra, fazer um pedido para uma bela “estrela cadente” que, na verdade, é uma lata de lixo em chamas.

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Dois mini instrumentos inovadores projetados e construídos pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, operados pela Estação Espacial Internacional (ISS), produziram seu primeiro mapa de umidade global e ventos oceânicos.

Neste mês, os instrumentos começaram a coletar dados sobre os ventos oceânicos da Terra e vapor atmosférico – informações críticas necessárias para previsões meteorológicas e marinhas. 

Mapa feito com base nas novas observações da COWVR, mostrando as emissões de micro-ondas da Terra em uma frequência que fornece informações sobre a força dos ventos na superfície do oceano, a quantidade de água nas nuvens e a quantidade de vapor de água na atmosfera. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Em apenas dois dias, o Radiômetro Compacto Vetorial de Vento do Oceano (COWVR) e o Equipamento de Experiência Temporal para Tempestades e Sistemas Tropicais (TEMPEST) reuniram dados suficientes para começar a produzir o mapa.

Instrumentos foram lançados pela SpaceX

Lançados em 21 de dezembro, com a 24ª missão de reabastecimento comercial da SpaceX para a Nasa, os instrumentos, que fazem parte do Programa de Teste Espacial da Força Espacial dos EUA- Houston 8 (STP-H8), medem variações nas emissões naturais de micro-ondas da Terra. 

O mapa produzido pelo COWVR e pelo TEMPEST mostra as emissões de micro-ondas da Terra a 34 giga-hertz através de todas as latitudes visíveis pela ISS (52 graus ao norte a 52 graus ao sul). Essa frequência de micro-ondas em particular fornece aos meteorologistas informações sobre a força dos ventos na superfície oceânica, a quantidade de água nas nuvens e a quantidade de vapor de água na atmosfera.

As partes em verde e branco no mapa indicam o vapor de água mais alto e as nuvens, enquanto o azul escuro sobre o oceano indica o ar mais seco e o céu claro. A imagem captura padrões climáticos típicos, como umidade tropical e chuva (a faixa verde que se estende pelo centro do mapa) e tempestades de latitude média se movendo através do oceano.

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“Começamos bem”, disse Shannon Brown, tecnólogo da JPL que projetou o COWVR. “Ver essa qualidade de dados tão cedo na missão prepara o palco para coisas muito emocionantes que estão por vir”.

Enquanto o COWVR é uma reformulação completa de um design de instrumento clássico, o TEMPEST é produto de um longo avanço em direção a componentes de instrumentos miniaturizadores. De acordo com os criadores, se eles continuarem a ser bem sucedidos, abrirão caminho para uma nova era em que satélites de baixo custo complementam a frota de satélites meteorológicos mais complexos.

Radiômetros precisam de uma antena goratória para que possam observar uma vasta faixa da superfície da Terra em vez de apenas uma linha estreita. Em todos os outros radiômetros de micro-ondas espaciais, não apenas a antena, mas também o próprio radiômetro gira cerca de 30 vezes por minuto. 

Pesando cerca de 57,8 kg, o COWVR tem menos de um quinto da massa do radiômetro de micro-ondas usado pelos militares dos EUA para medir os ventos oceânicos, e menos de um terço de sua massa gira. Para evitar a necessidade de um mecanismo separado que transfira energia e dados da fiação para as partes estáveis, Brown montou tudo o que tem para girar em uma espécie de toca-discos.

Ele e sua equipe permitiram outras inovações de design aumentando a complexidade do processamento de dados necessário para encontrar soluções de software para desafios de hardware. Por exemplo, a equipe substituiu uma parte do instrumento chamada “alvo quente”, usada para calibrar as medidas de polarização do radiômetro, com uma fonte de ruído que gera sinais polarizados conhecidos. Quando a calibração estiver completa, esses sinais conhecidos podem ser removidos como qualquer outro ruído em uma transmissão de dados.

Por sua vez, o TEMPEST é o resultado de décadas de investimento da Nasa em tecnologia para tornar a eletrônica espacial mais compacta. Em meados da década de 2010, a engenheira da JPL Sharmila Padmanabhan ponderou quais metas científicas poderiam ser alcançadas ao embalar um sensor compacto em um CubeSat – um tipo de satélite muito pequeno frequentemente usado para testar novos conceitos de design baratos.

“Nós dissemos: ‘Ei, se conseguirmos embalar um sensor compactamente dentro de um CubeSat, podemos obter medições de nuvens, convecção e precipitação ao longo do tempo’”, revelou Padmanabhan. Essas medidas forneceriam mais informações sobre como as tempestades crescem.

Força Espacial e Marinha dos EUA financiaram os equipamentos da Nasa

O design de Padmanabhan foi testado pela primeira vez no espaço de 2018 até junho passado. Esse CubeSat, conhecido como TEMPEST-D (“D” para “demonstração”), mediu vapor de água na atmosfera e capturou imagens de muitos furacões e tempestades importantes. 

Segundo os criadores, o TEMPEST tem cerca do tamanho de uma grande caixa de cereal e pesa menos de 1,3 kg, com uma antena de cerca de 15 centímetros de diâmetro. O tamanho da antena dita que o TEMPEST pode observar melhor apenas os comprimentos de micro-ondas mais curtos sensíveis ao vapor de água – cerca de 10 vezes mais curtos do que os sentidos pelo COWVR. 

Uma antena menor “combina” melhor comprimentos de onda curtos, semelhante à forma como a coluna de ar curto de uma flauta é adequada para comprimentos de onda curtos de som (notas altas), enquanto a coluna de ar longa de uma tuba é melhor para os comprimentos de onda longos de notas baixas.

Os instrumentos foram financiados pela Força Espacial e Marinha dos EUA, mas usuários de outras agências, universidades e ramos militares também estão interessados. Esses cientistas já estão trabalhando em conceitos de missão que poderiam aproveitar as novas tecnologias de sensores de micro-ondas de baixo custo para estudar questões de longa data, como o modo com o qual o calor do oceano influi nos padrões climáticos globais.

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Joe Biden e Kamala Harris, respectivamente o presidente e a vice-presidente dos EUA, ampliaram a manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS) para além de 2030, orientando a agência espacial americana NASA a procurar seus parceiros internacionais para assegurar a continuidade das pesquisas realizadas na estrutura espacial de 420 toneladas.

A ISS fez a sua “estreia” em novembro de 1998, sendo montada ao longo de diversos lançamentos que carregaram as suas partes e as montaram já em órbita. Nela, astronautas de várias agências do mundo residem por amplos períodos de tempo, conduzindo pesquisas científicas que envolvem o impacto do ambiente espacial em vários campos, como botânica, medicina e diversos outros.

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Em órbita há mais de 20 anos, a ISS teve assegurada a continuidade de sua missão para a próxima década, evitando assim o fim de uma era de pesquisas científicas importantes no espaço (Imagem: 3Dsculptor/Shutterstock)

De uns anos para cá, cresceu a preocupação do que seria feito quando a missão da ISS chegasse ao “fim”, com alguns especulando a criação de outra estação – de caráter comercial – com auxílio da iniciativa privada. As preocupações só aumentaram quando a Rússia comunicou que pretende deixar a ISS até 2025.

De acordo com Bill Nelson, administrador da NASA, porém, não só nada muda, como a missão continua. Em um comunicado assinado por ele e publicado no blog da NASA, a agência afirma que já está em conversas com as agências espaciais europeia (ESA), japonesa (JAXA), canadense (CSA) e russa (Roscosmos) para definir novos parâmetros de continuidade.

“A Estação Espacial Internacional é um farol de colaboração científica pacífica internacional e, por mais de 20 anos, nos devolveu enormes desenvolvimentos tecnológicos, científicos e educacionais que beneficiam toda a humanidade. Estou muito contente que a administração de [Joe]] Biden e [Kamala] Harris tenham se comprometido a continuar a missão da ISS para além de 2030”, disse o administrador.

“A participação continuada dos EUA na ISS vai aprimorar a inovação e competitividade, bem como avançar a pesquisa e tecnologia necessárias para enviar a primeira mulher e a primeira pessoa de pele negra para a Lua sob o Programa Artemis da NASA, e pavimentar o caminho para enviar os primeiros humanos a Marte”, continuou Nelson. “À medida em que mais e mais nações se tornam mais ativas no espaço, fica cada vez mais importante que os Estados Unidos continuem liderando o mundo no crescimento de alianças internacionais e criando modelos de regras e normas para o uso pacífico e responsável do espaço”.

De acordo com a NASA, a ISS conta com um laboratório de microgravidade onde já foram realizadas mais de 3 mil pesquisas científicas pelas orientações de 4,2 mil cientistas ao redor do mundo. Em outros números, cerca de 110 países já colaboraram com atividades a bordo da estação, incluindo 1,5 milhão de estudantes de várias capacidades.

“Estender as operações para além de 2030 vai dar continuidade a mais uma década produtiva de avanços em pesquisas e permitir uma transição fluida de capacidades na baixa órbita da Terra para um ou mais destinos comercialmente operados ao final da década de 2020”, diz trecho do comunicado.

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Nesta segunda-feira (15), a tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) passou por algumas horas de turbulência e certo desconforto. Isso porque um alerta do Controle da Missão determinou que os sete astronautas que residem e trabalham atualmente no posto orbital se mantivessem fechados em suas naves de retorno, em razão da passagem de destroços de lixo espacial nas proximidades.

Tripulação da ISS precisou ser deslocada para suas respectivas naves de retorno para aguardar a passagem de detritos espaciais nas proximidades. Imagem: Oleg Novitsky / Roscosmos

De acordo com o site Space, as passagens dos detritos começaram pela manhã e aconteciam em intervalos de 90 minutos ou mais. 

“Obrigado por um dia louco, mas bem coordenado, nós realmente apreciamos toda a consciência situacional que vocês nos deram”, disse o astronauta da Nasa Mark Vande Hei à equipe de Controle da Missão da Nasa, algumas horas depois do final da operação, que aconteceu por volta das 9h30 EST (11h30h pelo horário de Brasília). “Foi certamente uma ótima maneira de nos unirmos como equipe, começando nosso primeiro dia de trabalho no espaço”.

Embora Vande Hai já esteja na ISS desde abril, ele se referia ao primeiro dia com os novos membros, a tripulação da SpaceX Crew-3, recém-chegada ao laboratório espacial.

“Esperamos um dia mais calmo amanhã”, disse ele. O Controle da Missão orientou os membros da tripulação a continuarem fechando as escotilhas para os módulos fora do núcleo da ISS na terça-feira (16), pois ainda estão previstos mais destroços passando por ali.

O astronauta da Nasa Mark Vande Hei, que está na ISS desde abril, agradeceu ao Comando da Missão pelas orientações dadas nesta manhã (15). Imagem: NASA

Procedimento padrão

Segundo o especialista em detritos espaciais Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica de Harvard, o primeiro encontro entre a ISS e os detritos espaciais ocorreu às 2h06 EST (4h06, pelo horário de Brasília) e durou cerca de 10 minutos.

“Os detalhes são vagos”, twittou o jornalista espacial William Harwood, da CBS News, “mas a tripulação de sete membros da ISS se refugiou em suas naves Soyuz MS-19 e Crew Dragon Endurance hoje cedo como precaução, devido a um próximo passo previsto para (ou por meio de) uma ‘nuvem de detritos’ resultante da separação de um satélite”.

É procedimento padrão para os astronautas ISS se amontoarem em seus veículos em caso de qualquer tipo de emergência, quando precisam evacuar a estação espacial.

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Embora os EUA não tenham declarado publicamente o que criou o campo de destroços que preocupa a ISS, o governo federal confirmou que a Rússia disparou um míssil de teste antissatélite que gerou destroços e pode ameaçar o laboratório espacial e outras espaçonaves em órbita.

“Hoje, a Federação Russa conduziu de forma imprudente um teste destrutivo de satélite com um míssil de ascensão direta contra um de seus próprios satélites”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, durante uma entrevista coletiva. 

“Este teste aumentará significativamente o risco para astronautas e cosmonautas na ISS, bem como para outras atividades de voos espaciais humanos”, completou Price.

Ele observou que o teste antissatélite criou mais de 1,5 mil fragmentos orbitais grandes o suficiente para serem rastreados, além de “centenas de milhares de fragmentos orbitais menores”.

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Nesta sexta-feira, a Estação Espacial Internacional foi brevemente desestabilizada durante os testes de um foguete russo Soyuz. Segundo a Agência Espacial Russa, a tripulação do laboratório orbital não esteve em perigo.

De acordo com o site Phys, a Rocosmos afirmou que o incidente aconteceu durante testes dos motores da espaçonave Soyuz MS-18, que deve trazer de volta à Terra a atriz Yulia Peresild e o diretor de cinema Klim Shipenko, no próximo domingo.

A Estação Espacial Internacional chegou a mudar de posição no espaço, mas segundo as autoridades russas, o problema já foi corrigido.

Agora resta saber se o incidente pode atrasar o retorno da equipe de cinema, que deve voltar junto com o cosmonauta Oleg Novitsky, que já está no espaço há seis meses.

Não é a primeira vez que um dispositivo russo provoca problemas na ISS. Em julho o recém-chegado módulo Nauka acionou inadvertidamente os propulsores, causando um incidente que tirou a ISS do lugar. O Zvezda, módulo russo da ISS, também experimentou uma série de adversidades nos últimos meses, como o alarme de fumaça disparado durante uma recarga de bateria.

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Um alarme de fumaça disparou no módulo russo Zvezda, um dos principais componentes da Estação Espacial Internacional. O incidente ocorreu durante um processo automático de recarga de bateria. Segundo um comunicado da Roscosmos, não houve nenhum incêndio e tudo foi rapidamente controlado após o acionamento de um filtro de ar, que limpou o ambiente.

Segundo a agência espacial russa, os cosmonautas da seção russa da ISS não passaram por nenhum risco e rapidamente voltaram a dormir. Todos os tripulantes da estação sentiram o cheiro de fumaça.

O incidente ocorreu pouco antes da caminhada programada pelos cosmonautas Oleg Novitsky e Pyotr Dubrov, que acessaram a área externa da estação para fazer ajustes no módulo Nauka. Os dois ficaram do lado de fora dos módulos durante 7 horas e 25 minutos.

Entre outras tarefas, eles implantaram dois recipientes de risco biológico para obter dados sobre alterações físicas ou genéticas em bactérias, fungos e outros microorganismos expostos ao vácuo do espaço.

O acionamento do alarme de fumaça é mais um incidente em uma série de situações desfavoráveis vividas pelo “lado russo” da Estação Espacial Internacional: em julho, o módulo Nauka, que chegou à ISS com 13 anos de atraso, acionou os propulsores e tirou a estrutura do eixo por alguns minutos. Até hoje, a causa não foi explicada, e porta-vozes da Roscosmos dizem ainda estar estudando o que pode ter causado a falha.

A Rússia relatou que o novo incidente não trouxe nenhum problema, e todos os sistemas seguem operando normalmente.

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A astronauta norte-americana Megan McArthur, que atualmente está a bordo da Estação Espacial Internacional, teve uma festa diferente para comemorar 50 anos. Em órbita da Terra e cercada pelos colegas astronautas, ela ganhou um carregamento especial de sorvete, entregue da forma mais épica possível: por uma espaçonave Dragon da SpaceX.

A espaçonave chegou à ISS na última segunda-feira, levando o presente. Além de sorvete, também foram enviados limões, tomates-cereja e abacates para diversificar a dieta e animar os astronautas.

McArthur aproveitou a festa para lavar o cabelo, o que exige manobras bem diferentes na gravidade zero. Mas também é divertido!

A astronauta chegou à ISS em 24 de abril, e deve ficar a bordo, junto com os colegas Thomas Pesquet, Akihiko Hoshide e Shane Kimbrough, até novembro deste ano.

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