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A Varda Space Industries, empresa de Torrence, Califórnia, fechou acordo com a SpaceX para enviar sua primeira fábrica espacial ao espaço em um foguete Falcon 9 no começo de 2023. Curiosamente, o veículo que vai abrigar a fábrica espacial da Varda é de um das rivais da SpaceX, a Rocket Lab.

A proposta da Varda Space é ter uma pequena fábrica em órbita, na qual pode fazer a produção em massa de materiais sensíveis, que precisem ser produzidos em microgravidade. O conceito de fabricar no espaço é antigo, e muita coisa já foi feita na ISS, mas a proposta da Varda é ir além do que foi feito até hoje.

Segundo seu fundador e presidente, Delian Asparouhov, as fábricas espaciais vão produzir “produtos de mercado de alto valor como cabos de fibra óptica, itens farmacêuticos e semicondutores.” Esse ano, a empresa conseguiu levantar US$ 50 milhões em investimentos, e agora, finalmente vai poder lançar e colocar em órbita seu primeiro protótipo de fábrica espacial.

Fábrica espacial da Varda terá três módulos

Essa fábrica será uma prova de conceito, e vai preparar o terreno para a segunda e terceira fábricas espaciais, que devem ser lançadas até 2024.

A primeira fábrica espacial da Varda terá três módulos, e o principal deles é a espaçonave Photon, terceiro estágio do foguete Electron da da Rocket Lab, e a imagem que ilustra esse post. Vale citar que a empresa recentemente comprou três Photon para seus testes. Os outros dois módulos serão fabricados pela própria Varda, um para a fabricação dos materiais e o outro para a reentrada na Terra.

Fundadores trabalharam na SpaceX e Founders Fund

Em uma entrevista ao Yahoo! Finance alguns meses atrás, os fundadores da Varda Space Industries falaram sobre as vantagens de se fabricar em gravidade zero. Will Bruey e o já citado Delian Asparouhov, são os dois fundadores da Varda Space Industries. Bruey trabalhou anos no projeto Crew Dragon da SpaceX, e Asparouhov trabalhava no Founders Fund de Peter Thiel.

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Em 1994, um terremoto de magnitude 6.7 sacudiu Los Angeles às 4h30 da manhã. Isso provocou um blackout na região e acordou os moradores da cidade. Assustados, muitos ligaram para o serviço de emergência preocupados com uma misteriosa fumaça prateada cortando o céu. Eles estavam vendo a Via Láctea pela primeira vez em suas vidas.

Terremotos não costumam ser experiências muito agradáveis, e aquele de 1994 na Califórnia não foi uma exceção. Foi inclusive, um dos maiores terremotos da história recente a atingir a região, causando 57 mortes, o colapso de edifícios residenciais e comerciais, e danos na infraestrutura local, totalizando um prejuízo de 20 bilhões de dólares.

Viaduto da Golden State Freeway desabou parcialmente durante terremoto
Viaduto da Golden State Freeway desabou parcialmente durante terremoto. Foto: Robert A. Eplett

O terremoto também interrompeu o fornecimento de energia na região, e com pouquíssimos carros na rua nesse horário, Los Angeles ficou completamente às escuras. Após os terremotos, as pessoas são orientadas a saírem de casa por segurança, e ao saírem no meio da madrugada, com a cidade inteira na escuridão, os moradores de Los Angeles se depararam com um céu estrelado de uma forma como nunca haviam visto antes.

Mas como aquele terremoto ou o blackout poderiam ter mudado tanto o céu de Los Angeles? Na verdade, não mudaram. O blackout apenas desligou o escudo que isolava os angelinos do restante do Universo. E esse escudo, nós chamamos de “poluição luminosa”.

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Ao contrário do que parece, o ar não é completamente transparente. Durante o dia ele reflete parte da luz solar tornando o céu azul. Pela noite, ele deveria ser mais cristalino, mas ele acaba refletindo as luzes das nossas cidades e ofuscando as estrelas mais tênues. E esse não é um problema apenas de Los Angeles.

Céu de Nova York iluminado pela poluição luminosa da cidade
Céu de Nova York iluminado pela poluição luminosa da cidade. Fonte: Wikimedia

Estima-se que dois terços dos brasileiros vivem sob intensa poluição luminosa e jamais terão o privilégio de contemplar a Via Láctea. Este é um problema global e é inerente ao desenvolvimento econômico. E a poluição luminosa não só nos priva de observar as estrelas, mas também muda o ciclo de vida das plantas, insetos, pássaros e vários outros animais.

Pouco podemos fazer para conter o crescimento dos centros urbanos, mas podemos otimizar a forma como iluminamos nossas cidades. E quando nos afastamos das luzes dos grandes centros, ou durante blackouts como do de Los Angeles, temos a oportunidade de contemplar um céu realmente estrelado, assim como nossos ancestrais enxergavam todas as noites.

Ao desligarmos todas as luzes artificiais à nossa volta, nossa pupila se dilata tornando nossa visão ainda mais sensível. Isso nos permite enxergar facilmente incontáveis estrelas no céu e o brilho leitoso da Via Láctea, além de algumas nebulosas e galáxias distantes.

Céu da zona rural do Município de Maturéia, Sertão da Paraíba
Céu da zona rural do Município de Maturéia, Sertão da Paraíba. Foto: Marcelo Zurita

Agora, gostaria de deixar uma dica: quando for planejar suas próximas férias, considere a possibilidade de, ao invés de ir para uma praia badalada, procurar um hotel ou pousada numa área rural, afastada das grandes cidades. De noite, apague todas as luzes e contemple toda a beleza de um céu verdadeiramente estrelado.

Ao fazer isso, talvez você sinta como muitos angelinos se sentiram durante o blackout de 1994. Como se tivessem dormido moradores de Los Angeles, e acordado cidadãos de um belo e infinito, Universo.

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Uma jovem de 18 anos, moradora de Contagem, em Minas Gerais, localizou um novo asteroide em um projeto virtual da Nasa. Laysa Peixoto Sena Lage fez a descoberta em agosto deste ano, durante a campanha “caça asteroides“, feita em parceria com a The International Astronomical Search Collaboration.

A estudante, que está no 2º período de física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), frequentou escolas públicas durante a vida inteira e diz que sempre se interessou pelo espaço.

Asteroide encontrado por brasileira

Para achar o novo asteroide, Laysa observou pelo computador imagens registradas pela Nasa e fez uma análise dos elementos para identificar o objeto espacial.

“Desde o início do ano, participo da caçada aos asteroides da Nasa. Eu vejo as imagens pelo telescópio e estudei o sistema solar do instituto no Havaí. Analiso pixel por pixel da imagem, percebo algumas características e valores. Aí fui enviando relatório para eles. Depois de um tempo, eles comprovaram que era um asteroide mesmo e, por enquanto, ele terá as iniciais do meu nome. Ganhei até certificado”, explicou a jovem para o G1.

asteroide encontrado
Imagem: Divulgação Nasa

Se engana quem pensa que essa foi a primeira experiência da estudante com a astronomia. Laysa já ficou com a medalha de prata durante a edição de 2020 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e ainda ficou na terceira posição da Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica.

“É uma experiência indescritível, sempre foi meu sonho poder contribuir com a física, com a ciência (…) sempre fui apaixonada pelas estrelas e o que me deixa mais feliz é que estudei a vida inteira em escola pública, então, independentemente de onde a pessoa estudou, ela pode realizar sonhos e conseguir o que quiser”, finalizou a jovem.

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Depois de três dias no espaço, a nave Crew Dragon Resilience retornou para o planeta Terra às 20h06 (horário de Brasília) deste sábado (18), concluindo com sucesso a missão Inspiration4 com a primeira tripulação totalmente civil.

O Olhar Digital transmitiu ao vivo o retorno. Confira como foi:

“Sabemos como somos afortunados por estarmos aqui”, confidenciou Isaacman, comandante do Inspiration4 durante a transmissão feita pela tripulação nesta sexta-feira (17). “Estamos dedicando todo o nosso tempo agora para pesquisas científicas, tocar ukulele e tentar aumentar a conscientização para uma causa importante para nós na Terra”.

Confira o momento exato do splash:

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A programação abaixo foi concluída com sucesso:

O que os astronautas fizeram?

Durante sua estada no espaço, os astronautas aproveitaram para admirar o universo através de uma cúpula criada exclusivamente para esse voo. Não é para menos, além da vista incrível, trata-se da maior janela já vista no espaço. Como a Inspiration4 não iria para a Estação Espacial Internacional, foi possível substituir a porta de ancoragem no nariz por essa cúpula gigante.

“Temos passado muito tempo nesta cúpula”, disse Arceneaux durante a mesma transmissão. “Podemos colocar nossas cabeças e encaixar vários membros da tripulação e ver todo o perímetro da Terra. E a vista, devo dizer, é de outro mundo”, completou.

Além de admirar a beleza da Terra, a equipe realizou uma série de experimentos para estudar o corpo humano. Como parte das tarefas da missão, os tripulantes também tocaram o sino de fechamento na Bolsa de Valores de Nova York e fizeram apostas no Super Bowl.

Ao longo dos dias, os astronautas têm se alimentado com comidas conhecidas nossas: pizza fria, massa à bolonhesa, edamame assado e cordeiro mediterrâneo. Para a sobremesa, eles têm aproveitados Skittles, M&Ms e copos de manteiga de amendoim.

Fonte: Space.com

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‘Mobile Suit Gundam’ ou simplesmente ‘Gundam’ é é uma franquia de robôs gigantes criada por Yoshiyuki Tomino e Hajime Yatate, pelo estúdio Sunrise, em 1979. O anime é considerado uma das maiores óperas espaciais de todos os tempos e inspirou gerações a olhar para o espaço. Mas Tomino não é alguém que torce pela exploração espacial como acontece atualmente.

No meio deste ano, o bilionário Richard Branson fez um passeio em órbita pela sua empresa Virgin Galatic, seguido pelo também bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, em sua Blue Origin. Elon Musk, outro bilionário, dono da SpaceX, pretende fazer o mesmo. O objetivo dos super-ricos é promover o turismo espacial.

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O criador do desenho animado destaca que os atuais empreendimentos espaciais privados estão poluindo o planeta. Ele falou sobre o tópico em entrevista à revista japonesa Weekly Playboy. Ele mencionou que “políticos, financistas e exploradores espaciais não estão pensando em como as coisas serão difíceis no futuro próximo”.

“Eles não estão pensando em coisas como ‘Não é estúpido dizer o que é um território (no espaço)? Para o ponto fundamental, o que as pessoas vão fazer na colônia? Os humanos precisam de ar e água para viver no espaço, certo? Por quanto tempo eles viverão no espaço?’”, comentou o criador de ‘Gundam’.

‘Gundam’ estreou em 1979. Imagem: Reprodução

Mas, além disso, Tomino acredita que esses amantes modernos do espaço não pensam em questões maiores e mais palpáveis, como as substâncias tóxicas emitidas pelos foguetes nas áreas ao redor das rotas de voo, algo já visto no cosmódromo de Baikonur, na Rússia. Lá, a queima de combustível causou a morte de diversos animais selvagens.

“Apenas pense sobre isso, por favor. Os foguetes de hoje não poderiam transportar mil ou mais pessoas para a Lua, certo?”, completou o criador de ‘Gundam’. Yoshiyuki Tomino criou o anime inspirado no físico americano Gerard O’Neill, que defendia a exploração espacial.

Via: Kotaku

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“A estrela d’alva no céu desponta.” Há mais de 80 anos, Braguinha compôs a marchinha que tem na voz de Dalva de Oliveira sua melhor interpretação. Mas, em 1937, o compositor dificilmente imaginaria uma imagem tão linda daquela estrela que é, na verdade, o planeta Vênus. Na última segunda-feira (9), o Orbitador Solar da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Nasa passou pertinho do vizinho da Terra e captou belos retratos.

Assim como a lua tonta da letra de ‘As Pastorinhas’, a imagem é de tirar o fôlego. A espaçonave passou a menos de 8 mil quilômetros da superfície de Vênus e o telescópio capturou uma visão brilhante do planeta, uma luminosidade tão intensa que pode mesmo confundir aqueles que apelidam o planeta de estrela. Confira:

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Mas, vamos aos fatos: o que acontece na incrível sobreposição é que Vênus vem se aproximando da esquerda, enquanto o Sol está fora do quadro, no canto superior direito. Assim, o lado noturno do planeta, a parte escondida do Sol, aparece como um semicíruclo escuro, cercado por um crescente de luz, o lado “incrivelmente brilhante” (palavras da Nasa, não de Braguinha) de Vênus iluminado pelo astro.

“Idealmente, teríamos sido capazes de resolver algumas características no lado noturno do planeta, mas havia sinais demais do lado diurno. Apenas uma fatia do lado diurno aparece nas imagens, mas reflete luz solar suficiente para causar o crescente brilhante e os raios difratados que parecem vir da superfície”, explicou Phillip Hess, astrofísico do Laboratório de Pesquisa Naval em Washington DC, ao site da Nasa.

Além do planeta vizinho, duas estrelas brilhantes são visíveis no fundo da sequência. Do lado direito está Omicron Tauri, estrela da constelação de Touro, e, do lado esquerdo acima, Xi Tauri, um sistema estelar quádruplo da mesma constelação.

Este foi o segundo sobrevoo do Orbitador Solar em Vênus. Outras seis passagens da espaçonave sobre o planeta estão programadas para acontecer entre 2022 e 2030. O equipamento da ESA e da Nasa usa a gravidade da “estrela dalva” para chegar mais perto do Sol e inclinar sua órbita, girando para cima e para fora, de modo que veja o astro do Sistema Solar quando olha para baixo. Assim, o orbitador deve capturar as primeiras imagens dos polos norte e sul do Sol.

Com o trabalho do Orbitador Solar, com certeza as pastorinhas cantariam lindos versos de amor na rua.

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Os astronautas da Estação Espacial Internacional aproveitaram o fim dos jogos em Tóquio para sugerir algumas modalidades para uma possível edição dos “Jogos Olímpicos Espaciais”.

O frances Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia, postou vídeos no Twitter que mostram como seriam as modalidades olímpicas sem gravidade.

Foi uma grande brincadeira por parte dos astronautas, é claro. Mas com certeza eles se divertiram bastante!. As provas ainda contavam com bandeiras dos países dos astronautas que estão na ISS.

A próxima cidade a receber as Olimpíadas será Paris, na França, em 2024. Antes disso teremos os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022, em Beijing, na China.

Talvez não dê tempo para incluir essas “novas modalidades” em algumas dessas edições futuras, mas quem sabe até os Jogos de 2028 em Los Angeles, nos Estados Unidos, apareça um ginásio espacial, não é?

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O post Atletas gravidade zero: astronautas da ISS improvisam “Olimpíadas Espaciais” apareceu primeiro em Olhar Digital.

As Olimpíadas de Tóquio chegaram ao fim com a cerimônia de encerramento ocorrida na manhã deste domingo (8), e astronautas da Estação Espacial Internacional aproveitaram o acontecimento para sugerir algumas modalidades para “Jogos Olímpicos Espaciais”.

É uma grande brincadeira por parte dos astronautas, é claro. Mas é uma brincadeira bastante divertida. As provas ainda contavam com bandeiras dos países dos astronautas que estão na ISS.

O frances Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia, postou vídeos no Twitter que mostram como seriam as modalidades olímpicas sem gravidade: ginástica sem encostar no chão, hóquei adaptado, nado sincronizado espacial e tiro esportivo sem peso.

Confira os vídeos abaixo – cada tuíte tem uma das “modalidades”:

E, para finalizar, a “cerimônia de encerramento” das Olimpíadas Espaciais:

Com o fim dos Jogos de Tóquio, a próxima cidade a receber as Olimpíadas de verão será Paris, na França, em 2024. Antes disso teremos os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022, que serão realizados em Beijing. Talvez não dê tempo para incluir essas modalidades em algumas dessas edições futuras, mas quem sabe para os Jogos de 2028 em Los Angeles, nos EUA.

Via: The Verge

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Um meteoro explodiu no céu da Noruega ao cair em uma floresta a 60 km da cidade de Oslo. O local é de difícil acesso, mas moradores da região contam que ouviram um alto som explosivo, seguido por uma forte corrente de ar.

O episódio, ocorrido no último dia 25, marca o terceiro incidente mais notável envolvendo um objeto do espaço entrando na Terra este ano. Em março, um meteoro cruzou os céus da Inglaterra, País de Gales e o norte da França, além de outro passar por Vermont, nos EUA, no mesmo mês.

Nas imagens registradas por diversos moradores, o meteoro que iluminou o céu noturno da Noruega é “estranhamente grande” e deixou uma trilha de flashes de luz em torno de 1h da manhã, antes de cair na região conhecida como “Finnemarka”, com densas florestas e de difícil acesso. Por causa disso, especialistas estimam que a recuperação de fragmentos possa levar até 10 anos.

Segundo um pesquisador da Rede Norueguesa de Meteoros, o objeto chegou a uma velocidade média de 72 mil quilômetros por hora, e deixou um rastro de luz denso o suficiente para iluminar a noite por algo entre 3 e 5 segundos.

Milhares de episódios desse tipo ocorrem todo dia, mas normalmente são pequenos demais para serem vistos a olho nu, ou passam por regiões inabitadas.

Aqui no Brasil, duas chuvas de meteoros devem movimentar o céu noturno nos próximos dias. Na madrugada entre quinta-feira e sexta-feira ocorre a máxima da Alfa Capricornídeas e, na noite seguinte, entre sexta e sábado, a máxima da Delta Aquáridas do Sul.

Esse ano, a Lua em fase minguante deve atrapalhar a visualização, mas até ela nascer por volta da meia noite, o céu vai estar escuro o suficiente para se observar uma boa quantidade de meteoros.

O ideal é procurar um local afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Se o tempo estiver bom, sem muitas nuvens no céu, essa vai ser uma boa oportunidade para todos aqueles que gostam de assistir esse fenômeno brilhante da natureza.

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Dados analisados pelo módulo de pouso InSight indicam que Marte tem detalhes diferentes do que se pensava: seu núcleo pode ser maior, seu manto, mais denso e sua crosta, mais fina do que se pensava em estimativas anteriores tiradas por cientistas.

Segundo os cientistas por trás do InSight (sigla em inglês para “Exploração Interior usando Investigações Sísmicas, Geodésia e Transporte de Calor”), os novos resultados podem não apenas nos ajudar a compreender melhor o passado e presente de Marte, mas também estimar formações em outros planetas de constituição mais rochosa.

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Imagem mostra rachadura no chão vinda de terremotos. Análises de tremores em Marte indicam que seu núcleo é bem maior do que pensávamos
Terremotos em Marte geraram estimativas diferentes do que imaginávamos sobre o tamanho da crosta, manto e núcleo do planeta vermelho. Imagem: Karen Grigoryan/Shutterstock

“Isso é como ter uma caixinha trancada e tentar determinar o que há dentro dela apenas com algumas informações gerais do lado de fora”, disse Brigitte Knapmeyer-Endrun, uma pesquisadora da Universidade de Colônia, na Alemanha, e autora principal de um dos três estudos baseados nos dados do módulo InSight.

Segundo a especialista, a sismologia é algo relativamente jovem, com a ciência tendo começado na Terra apenas em 1889 ao investigar o terremoto que deu origem ao Japão. Depois, astronautas da Apollo posicionaram sensores na Lua, mas a captação sísmica destes era limitada a algumas ondas específicas.

Por isso, planetas e corpos de concepção rochosa ainda são um mistério para nós. No caso dos terremotos de Marte e o impacto disso em seu núcleo, cientistas vinham estudando o assunto por meio do impacto de meteoritos, exploração da superfície e observações gravitacionais e magnéticas de orbitadores – tudo no intuito de especular de forma aprofundada sobre o que é o interior do planeta vermelho.

Anteriormente, modelos científicos estipulavam que a crosta de Marte tinha espessura de 110 quilômetros (km) – bem mais grossa do que a da Terra, que fica entre 5 e 70 km. Agora, graças a uma análise mais aprofundada das ondas de choque (especificamente, ondas primárias – ou “P” – e secundárias – ou “S”), é possível determinar pontos de origem dos tremores.

Funciona assim: no evento de um terremoto (“martemoto”?), as ondas P e S viajam em rotas perpendiculares entre si. Isso significa que, ao percorrer seus trajetos de volta ao seus pontos de origem, elas eventualmente se cruzam. Esse ponto de cruzamento é o epicentro – ou ponto de início – do tremor.

“O que é certo é que, sob o módulo InSight, nós temos pelo menos duas camadas da crosta”, disse Knapmeyer-Edrun. A camada mais próxima tem espessura aproximada de 10 km, com as ondas viajando por ela bem mais lentamente do que se pensava antigamente. “A camada mais alta é provavelmente fraturada por repetidos impactos de meteoritos ao longo das eras, desde a formação da crosta, e ela também pode ter sido alterada quimicamente”.

Já a segunda camada tem aproximadamente 20 km e está mais conservada que a anterior, o que faz com que as ondas viajem mais rápido por ela.

Uma suposta terceira camada é que deixa as coisas mais incertas, já que Knapmeyer-Edrun não consegue determinar se ela é de fato uma camada da crosta, ou se já começa, ali, a transformação para o manto. “Precisamos de mais estudos para realmente determinar o que é cada camada, individualmente”. Entretanto, ela estima que a espessura dessa parte fique em torno de 39 km e seja feita de um material diferente das duas anteriores.

Já um segundo outro estudo, assinado por Amir Khan, pesquisador da Universidade de Zurique na Suíca, analisa exclusivamente ondas de baixa frequência. O especialista explica que, ao contrário dos terremotos na crosta superior de Marte do estudo anterior – que funcionam com alta frequência e ocorreram perto do InSight, esta pesquisa avalia as ondas menores, que viajam mais a fundo no manto até o núcleo do planeta.

Segundo as conclusões, o manto se estende por algo entre 400 e 600 km – mais que o dobro da Terra. Isso porque Marte tem apenas uma única – gigantesca e praticamente estática – placa tectônica, ao contrário das sete móveis da nossa casa. Embora similares, a placa de Marte tem uma concentração de ferro bem maior.

Usando informações de outros estudos, Khan determinou que a crosta de Marte tem entre 13 e 21 vezes mais elementos radiativos enriquecidos que produzem calor do que o manto – bem mais do que o registrado pelo orbitador exploratório Global (MGS, na sigla em inglês).

“O MGS mediu apenas o conteúdo radiativo da superfície, mas agora nós descobrimos que a crosta inteira é enriquecida de forma relacionada a essas estimativas, o que significa que aquilo que vimos na superfície não é o mesmo que vimos em profundidades maiores”, explicou Khan.

Finalmente, o terceiro estudo considerou apenas as ondas S, e como elas são refletidas pelo núcleo do planeta. Explicando: ondas de baixa frequência não conseguem viajar por dispositivos líquidos – e o núcleo de um planeta geralmente é constituído de magma. Neste caso, os cientistas analisaram pontos de onde as ondas S começavam a desviar de seus trajetos originais, determinando assim o local onde, possivelmente, se inicia o núcleo.

Em termos numéricos: avaliando os terremotos de Marte, os cientistas concluíram que seu núcleo começa a uma profundidade de 1.560 km, aproximadamente – algo maior do que se pensava antes. A grosso modo, um núcleo maior implica em menos densidade. As novas medidas indicam que o núcleo tem menos teor de ferro, uma descoberta que necessitou da infusão de elementos mais leves, como enxofre, carbono, hidrogênio ou oxigênio.

“Se esses elementos mais leves estiverem no núcleo em grandes quantidades, talvez tenhamos que revisar nossos modelos sobre como o planeta se formou, para determinarmos como eles se originam do núcleo, e não do mando ou, no caso do hidrogênio, deixando o planeta inteiramente antes do previsto”, disse Simon Stähler, também pesquisador de Zurique, e autor do terceiro estudo.

Até agora, todos os tremores identificados estavam abaixo da magnitude 4 da escala Richter – em termos comparativos, se ocorressem na Terra, você só os sentiria se estivesse próximo de seu epicentro.

A conclusão dos três estudos é relativamente simples: se o núcleo de Marte é maior, então o manto é mais fino. Isso implica em uma ausência na camada isolante de perovskita de silicato, uma substância abundante na Terra que ajuda a conservar o calor interno. Sem isso, o núcleo de Marte resfria a um ritmo mais rápido, o que por sua vez traz um impacto maior no seu campo eletromagnético – justamente aquilo que fez o planeta prender a sua atmosfera há bilhões de anos. Vale lembrar que, com a redução do campo eletromagnético, Marte hoje quase não tem atmosfera.

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