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Uma startup americana enviará as cinzas de 47 pessoas mortas ao espaço nesta quarta-feira (25), em uma espécie de funeral cósmico.

O funeral espacial será realizado por uma companhia chamada Celestis, e trata-se da 23ª missão do grupo. As cinzas serão alojadas em satélites em miniatura, o chamado Cubasat, que serão levados ao espaço no foguete SpaceX Falcon 9.

O satélite em questão será implantado numa órbita baixa na Terra, em que irá circundar o planeta pela próxima década. As famílias poderão acompanhar o paradeiro das cinzas no espaço em tempo real.

De acordo com o CEO e co-fundador da Celestis Charles Chafer, as cinzas vão circular ao redor do planeta por quase 10 anos e em certo ponto, entrarão novamente na atmosfera da Terra. Então, se arrastarão como uma espécie de estrela cadente.

“Qualquer um que sai em uma noite estrelada e olha para cima e diz: ‘Eu quero ser parte do universo, acho que vai agradar a eles’,” afirmou Chafer. De acordo com ele, o próximo voo da companhia, que acontece nesta quarta-feira, no estado americano da Flórida, levará 47 indivíduos, que serão honrados no funeral cósmico.

O site da companhia convida outras pessoas a também optarem por esta forma de homenagem final para si ou para entes queridos. “Se você deseja celebrar a vida de seu ente querido ou planejar sua própria jornada, pode confiar na Celestis para fornecer um memorial espacial verdadeiramente alucinante entre as estrelas!”

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Além disso, a companhia promete ajudar com todos os preparativos após a morte de quem optar por esta experiência. “Os memoriais podem ser estressantes para planejar sozinho, mas a equipe compassiva da Celestis simplifica,” promete a companhia em seu site. “Deixe-nos ajudar a orientá-lo na escolha do seu futuro destino espacial. Você receberá nosso memorial espacial extraordinário e surpreendentemente acessível com Celestis, os orgulhosos pioneiros das missões de Voo Espacial Memorial.”

Via Fox 35 Orlando

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A distância média entre a Terra e o Sol é de 149,6 milhões de km. Essa medida, também chamada de Unidade Astronômica, é base para o cálculo de grande parte das distâncias astronômicas do nosso sistema Solar e de estrelas próximas.

Nossas missões espaciais jamais alcançariam outros planetas, asteroides e cometas, se não soubéssemos suas exatas posições no espaço. E isso só foi possível graças a uma medida precisa da distância entre a Terra e o Sol. Mas vocês já pararam para pensar como essa distância foi calculada?

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Os primeiros esforços para calcular a distância até o Sol foram empenhados por Aristarco de Samos. Quase 300 anos antes de Cristo, Aristarco já havia calculado a distância até a Lua observando um eclipse lunar e utilizando uma moeda, uma vela e a Matemática. Na mesma época, ele bolou uma forma simples de medir a distância entre a Terra e o Sol.

Sabendo que as fases da Lua ocorrem devido à incidência da luz solar na sua superfície, Aristarco concluiu que, quando a Lua estivesse em Quarto-Crescente ou Quarto-Minguante, formaria um ângulo de 90 graus entre ela, o Sol e um observador aqui na Terra. Logo, se pudesse medir o ângulo formado entre Lua e Sol a partir da Terra, poderia calcular a distância até o Sol por trigonometria, uma vez que já sabia a distância entre a Terra e a Lua.

Quando a Lua está em fase Quarto Crescente ou Quarto Minguante, forma um ângulo de 90 com o Sol em relação a um observador na Terra. Aristarco mediu o ângulo de 87° entre o Sol e a Lua e com isso, concluiu que o Sol estaria a 19 distâncias lunares da Terra
Quando a Lua está em fase Quarto Crescente ou Quarto Minguante, forma um ângulo de 90 com o Sol em relação a um observador na Terra. Aristarco mediu o ângulo de 87° entre o Sol e a Lua e com isso, concluiu que o Sol estaria a 19 distâncias lunares da Terra. Gráfico: Marcelo Zurita

O método de Aristarco era simples e elegante, mas os instrumentos de medição que ele tinha disponível na época, não eram tão precisos. Com isso, um pequeno erro na medida provocou um grande erro no resultado. Seus cálculos concluíram que o Sol estaria 19 vezes mais distante que a Lua, o que é cerca de 20 vezes menor que a distância real conhecida atualmente. Ainda assim, seu trabalho mudou nossos conceitos de distâncias astronômicas. Na época, acreditava-se que a Lua e o Sol eram bem menores e estariam bem mais próximos da Terra. Aristarco não só mostrou que não era bem assim, como foi um dos primeiros a defender que a Terra orbitava o Sol e não o contrário.

Foram mais de 1800 anos até que a teoria heliocêntrica fosse novamente proposta por Nicolau Copérnico. Nesse período, outros astrônomos também tentaram calcular a distância até o Sol, utilizando métodos semelhantes ao de Aristarco e com resultados igualmente imprecisos.

Até que em 1716, o astrônomo inglês Edmond Halley propôs um método revolucionário para calcular a distância até o Sol através de um trânsito de Vênus. O Halley deste caso, era aquele mesmo astrônomo que descobriu que os cometas orbitavam o Sol e previu o retorno de um grande cometa no ano de 1758. Infelizmente ele não viveu o suficiente para ver o retorno do cometa conforme suas previsões, mas em sua homenagem, aquele cometa recebeu o nome de “Halley”.

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A proposta de Halley era medir a paralaxe de Vênus através da observação de seu trânsito em frente ao Sol feita a partir de diferentes locais da Terra. Conhecendo-se a distância entre os dois locais e medindo-se o ângulo entre os observadores e Vênus, poderia-se calcular a distância de Vênus por trigonometria. Mas como se obter a distância até o Sol a partir da distância de Vênus?

Isso seria facilmente resolvido com a aplicação das leis do movimento planetário propostas por Johannes Kepler, um século antes. Em seu terceiro postulado, Kepler propôs que o quadrado do período orbital de um planeta é diretamente proporcional ao cubo de sua distância para o Sol.

Como conhecíamos os períodos orbitais dos planetas, Kepler calculou as distâncias relativas de todos os planetas em relação ao Sol. No caso de Vênus, já era sabido que essa distância era cerca de 0,72 vezes a distância da Terra ao Sol.

Halley propôs medir a paralaxe de Vênus durante seu trânsito em frente ao Sol. Conhecendo-se a diferença de latitude entre dois observadores na Terra e a diferença da projeção do trânsito no disco solar, seria possível calcular a distância até Vênus e com a 3ª Lei de Kepler, inferir a distância até o Sol
Halley propôs medir a paralaxe de Vênus durante seu trânsito em frente ao Sol. Conhecendo-se a diferença de latitude entre dois observadores na Terra e a diferença da projeção do trânsito no disco solar, seria possível calcular a distância até Vênus e com a 3ª Lei de Kepler, inferir a distância até o Sol. Gráfico: Marcelo Zurita

Graças à chamada 3ª Lei de Kepler, nós poderíamos calcular a distância entre a Terra e o Sol medindo a paralaxe de qualquer planeta do Sistema Solar. Entretanto, naquela época não existiam relógios precisos, capazes de serem sincronizados e permitirem que a medida fosse tomada no mesmo momento em diferentes pontos da Terra.

Em 1763, Giovanni Cassini em Paris, e seu assistente Jean Richer na Guiana Francesa, conseguiram medir a paralaxe de Marte usando estrelas distantes como referência, e um método proposto por Galileu Galilei para sincronizar seus relógios: a observação de eclipses das luas de Júpiter. Cassini chegou ao valor de 140 milhões de km, um erro de apenas 7%, mas que indicava que as medições precisavam ser aprimoradas.

Já o método proposto por Halley era perfeito, porque não precisaria da sincronização de relógios. Bastava-se medir a duração do trânsito em cada local, para inferir a latitude em que o fenômeno foi observado no disco solar. Isso resultaria numa medida com uma precisão jamais observada. Mas Halley tinha uma péssima mania de morrer antes de ver concretizada suas previsões. Ele infelizmente faleceu em 1742, quase 20 anos antes do próximo trânsito de Vênus em 1761.

Mas Halley já sabia que não viveria até o próximo trânsito de Vênus. Por isso, em 1691, ele levou à Royal Society de Londres a ideia de uma cooperação mundial para registro do fenômeno em 1761.

A observação daquele trânsito de Vênus em 1761 foi uma das primeiras grandes mobilizações da comunidade científica. Infelizmente, problemas técnicos impediram uma medida precisa, algo que só foi ocorrer mais de 100 anos depois, em 1874 e 1882, contando inclusive com 3 expedições brasileiras.

Interior do Observatório Pedro II montado na Ilha de São Thomas, Ilhas Virgens, para registro do trânsito de Vênus em 1882
Interior do Observatório Pedro II montado na Ilha de São Thomas, Ilhas Virgens, para registro do trânsito de Vênus em 1882. Fonte: Museu Histórico Nacional

Em 1882, a equipe brasileira liderada por Louis Cruls chegou à medida de 149,4 milhões de km, que é apenas 0,1% menor que a distância considerada atualmente, e foi calculada de acordo com o método proposto por Edmond Halley, quase 200 anos antes.

A história da medição da distância entre a Terra e o Sol mostra como o conhecimento científico é construído ao longo do tempo, com a contribuição de diversas mentes brilhantes. E mostra também que a genialidade humana, muitas vezes, está além da nossa tecnologia.

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Victor Hespana, que será o segundo brasileiro a ir ao espaço, anunciou nesta sexta-feira (13) qual será a data de sua viagem espacial com a com a missão NS-21, da Blue Origin. Em post no Instagram, Hespana avisou que sua viagem acontecerá na próxima sexta-feira (20).

“Saiu a data em que você vai conhecer o espaço junto comigo”, disse Hespana. “O lançamento vai ser dia 20/05, sexta-feira que vem”, prosseguiu o brasileiro. “Faltam 7 dias pra ir pra viagem mais surreal das nossas vidas”, completou o engenheiro de produção.

Quem é Victor Hespana?

Prestes a se tornar o segundo brasileiro a voar para o espaço, Victor Correa Hespanha é engenheiro de produção. Contemplado por um sorteio feito pela Agência Espacial Cripto. O objetivo da promoção era de “combinar a tecnologia da indústria espacial com a inovação e o poder financeiro dos mercados cripto para acelerar o futuro da humanidade”.

Por conta disso, o engenheiro de produção recebeu o curioso apelido de “criptonauta”, sendo o primeiro com essa denominação a ir ao espaço. Para ganhar a passagem para o voo da Blue Origin, o brasileiro fez um investimento em um NFT (sigla em inglês para “Token Não-Fungível”).

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“Comprei pensando no potencial de valorização, nunca imaginei que seria sorteado. Estou realizando um sonho de criança por meio de um NFT, a ficha ainda está caindo”, disse o brasileiro em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo na última segunda-feira (9).

O terceiro voo suborbital da Blue Origin será o primeiro com uma tripulação 100% anônima, por assim dizer. No voo inaugural da empresa, o CEO da companhia, Jeff Bezos, foi um dos passageiros. Já no segundo, foi a vez de William Shatner, o Capitão Kirk, conhecer o espaço.

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A erupção de um vulcão submarino em Tonga, localizado no Pacífico Sul, em janeiro desse ano, foi tão intensa que teve efeitos como ondas de choque atmosféricas e um tsunami. Meses depois, um estudo realizado pela Universidade da California revelou que a erupção vulcânica chegou ao espaço, na ionosfera, que é a camada atmosférica mais externa do planeta Terra.

Através da análise dos dados da Ionospheric Connection Explorer (ICON) da NASA, junto com os satélites Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), o time de pesquisadores observou que logo nas primeiras horas após a explosão do vulcão submarino, começaram a aparecer ventos de alta velocidade de furacão e correntes elétricas.

De acordo com o físico Brian Harding, o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai foi capaz de criar algo inesperado e grandioso, tido como um dos maiores distúrbios no espaço na era moderna: “Isso está nos permitindo testar a conexão mal compreendida entre a atmosfera inferior e o espaço”.

Erupção do vulcão submarino em Tonga registrada a partir do espaço
Imagem: Reprodução/NASA

Por conta da força, a erupção vulcânica – que chegou ao espaço – lançou para cima uma espécie de nuvem de cinzas, junto com vapor d’água e poeira. Essa atividade desencadeou uma perturbação na pressão atmosférica e gerou ventos fortes, sendo que essas correntes de ar se deslocavam para as camadas atmosféricas cada vez mais altas e velozes.

A ICON também constatou que quando os ventos alcançaram a ionosfera, tinham uma velocidade aproximada de 724 km/h, ou seja, os mais fortes já registrados a uma altitude abaixo de 193 km, tendo afetado as correntes elétricas da ionosfera. A corrente elétrica que flui para o leste foi impulsionada pelos ventos na parte mais baixa da atmosfera e após a erupção, atingiu uma potência cinco vezes maior do que o norma, mudando a direção para oeste.

Principais efeitos da erupção em Tonga
(Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center/NASA/Mary Pat Hrybyk-Keith)

Para a física Joanne Wu, esse impacto no espaço por uma erupção vulcânica só foi visto em tempestades geomagnéticas, quando as partículas e radiação do Sol afetam o clima espacial. Agora, a NASA planeja a missão Geospace Dynamics Constellation (GDC), com objetivo de compreender melhor os eventos que afetam a atmosfera, tanto que o projeto contará com uma frota de pequenos satélites e sensores climáticos baseados em solo para conseguir acompanhar as correntes elétricas e também os ventos atmosféricos da ionosfera.

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Fonte: NASA

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Seria no dia 1º de abril. Depois, foi marcado para este sábado (9). Mas, a Nasa acabou adiando mais uma vez um dos testes cruciais da missão Artemis 1. Agora, o “ensaio molhado” do projeto que levará a humanidade de volta à Lua ficará para a próxima terça-feira (12),.

Essa atividade pré-lançamento é extremamente importante. O teste acontece no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Flórida, e foca no tanque principal do massivo foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS), o estágio de propulsão criogênica interina (ICPS), com essa parte acontecendo na quinta-feira (14).

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A equipe responsável pela missão decidiu mudar o procedimento do ensaio, para garantir a segurança do hardware de voo. Os engenheiros um problema em uma “válvula de retenção de hélio”, que tem cerca de 7,5 centímetros e impede que o gás flua de volta para o foguete, diz um comunicado publicado no site da agência espacial norte-americana.

“O hélio é usado para várias operações diferentes, incluindo purgar o motor ou limpar as linhas, antes de carregar propulsores durante o tanque, bem como drenar o propelente. Uma válvula de retenção é um tipo de válvula que permite o fluxo de líquido ou gás em uma direção específica e evita o refluxo”, diz a nota da Nasa.

O SLS é o foguete que vai levar a cápsula Orion até o espaço. Imagem: Nasa

O “ensaio molhado” é a chance de refinar procedimentos de contagem regressiva e validar modelos críticas e interfaces de software. Com ele, os engenheiros podem atingir os objetivos de testes críticos para o sucesso do lançamento da missão Artemis 1.

Depois do teste, tanto o foguete quanto a cápsula Orion voltam ao local de montagem de veículos. Lá, os profissionais vão avaliar a válvula e substituí-la, se necessário. É nessa troca que as equipes confiam.

A Artemis 1 será a primeira do programa lunar Artemis. Nesta missão inicial, Orion vai até o satélite natural da Terra sem tripulação, por cerca de um mês. A expectativa é que seja lançada em junho. Se tudo correr bem, a missão Artemis 2 vai enviar astronautas em um projeto semelhante ao redor da Lua, no ano de 2024. Assim, em 2025 ou 2026, a Artemis 3 vai pousar astronautas perto do polo sul lunar.

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Se você já está cansado deste mundo e está juntando uma graninha ou preparando sua bagagem para uma futura mudança para o planeta Marte, tenho uma má notícia para você: isso provavelmente não vai ocorrer tão cedo. E pior, talvez nunca ocorra. A parte boa é que isso será muito bom para você!

As dificuldades envolvidas em uma possível viagem tripulada a Marte não são segredos para ninguém. Mas elas podem ser ainda mais desafiadoras quando se trata da permanência por longos períodos de tempo no Planeta Vermelho.

Marte e suas calotas polares – Créditos: ESA & MPS para o Time OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA

O simples fato da viagem até lá durar mais de 6 meses impõe uma série de desafios, como a quantidade de suprimentos necessária. Imagine quanta comida, remédios, roupas e artigos de higiene você precisaria estocar para passar 6 meses sem ir ao supermercado. Agora multiplique por 100 e imagine como colocar tudo isso dentro de um foguete. 

É complicado, mas vamos considerar que já superamos as dificuldades dessa viagem e imaginar, agora, como seria viver em Marte. Primeiramente, precisaremos de um sistema de suporte à vida, que nos garanta água, calor e uma atmosfera adequada, com pressão e oxigênio para respirarmos. Sistemas semelhantes podem ser encontrados nas naves espaciais, e isso é bom, já que podemos utilizá-las como nossa primeira morada em solo marciano. 

Mas um supermercado vai fazer falta. Não temos como levar toda comida necessária para lá, então, precisaremos cultivar, em Marte, nossa própria alimentação. E para isso precisaremos de muita água e extensas estufas, aquecidas e com uma atmosfera semelhante à da Terra. Poderemos extrair a água do subsolo marciano, mas para que tudo isso funcione, precisaremos de muita energia. 

Protótipos de estufas para cultivo na Lua e em Marte – Créditos: Universidade do Arizona

E a energia é um outro grande problema. Em Marte, felizmente, nem existe petróleo (se tivesse, provavelmente o planeta já teria sido invadido). Também não tem rios onde poderíamos instalar usinas hidroelétricas, nem uma atmosfera densa o suficiente para que a energia eólica fosse viável e a instalação de uma usina nuclear seria algo muito complexo. Então, a energia solar seria a alternativa mais viável. Mas nem isso é tão simples por lá. Devido à sua distância do Sol, a geração de energia solar em Marte tem apenas a metade da eficiência em relação à Terra. 

Sistema de energia solar na Estação de Pesquisa Mars Desert, em Utah, EUA – Créditos: The Mars Society

Então, antes que os primeiros colonos cheguem ao Planeta Vermelho, seria preciso construir uma usina solar com grande capacidade de geração de energia, para manter nossos sistemas de geração de oxigênio, captação de água e, principalmente, de aquecimento. Porque Marte é frio, e não é pouco. 

Com temperaturas médias variando entre 4 e -88 graus, as regiões mais quentes do Planeta Vermelho são mais gélidas que os lugares mais frios da Terra. Logo, uma falha no sistema de aquecimento poderia ser fatal. Além disso, a pressão atmosférica marciana é tão baixa que um ser humano não sobreviveria por mais de um minuto sem proteção. Sem falar da radiação, que é cerca de duas vezes e meia maior que na Estação Espacial Internacional. Em tese, isso impediria a permanência segura em Marte por mais de 3 anos. 

Dados climatológicos para Dados climáticos para a Cratera Gale (2012–2015) – Reprodução: wikipedia.org

Parece que Marte não gosta da gente, mas na verdade, o ser humano é que não foi feito para viver lá. Nós somos o resultado de 3,5 bilhões de anos de evolução. Cada órgão, cada membro, cada parte do nosso corpo e cada um dos nossos sentidos e habilidades foram desenvolvidos para se adaptar ao ambiente aqui da Terra. E mesmo sendo Marte o segundo planeta do Sistema Solar que melhor reúne as condições para a vida, ele não é a Terra.

Claro, cada uma dessas dificuldades podem ser superadas com novas tecnologias, e estas vêm surgindo a cada dia. Mas fica evidente que povoar o Planeta Vermelho não é algo tão simples que possa ser resolvido apenas com dinheiro e força de vontade. Marte é, sem dúvida, a próxima fronteira da humanidade, mas sua colonização, por enquanto, parece um sonho muito distante ou talvez, impossível.

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Uma equipe internacional de pesquisadores relatou que um possível evento de microlente gravitacional testemunhado em 2011 foi devido à presença de um buraco negro flutuante livre vagando pelo espaço interestelar — o primeiro de seu tipo já observado. O grupo publicou um artigo descrevendo suas descobertas no servidor de pré-impressão arXiv.

Microlente gravitacional é um evento que ocorre quando duas estrelas a distâncias diferentes da Terra se alinham temporariamente em nossa perspectiva. A gravidade da estrela em primeiro plano atua como uma lente e amplia a luz da estrela de fundo.

Diversos cientistas já disseram, há algum tempo, que há muitos buracos negros vagando pelo espaço interestelar, mas, até agora, eles não tinham de fato encontrado um, o que se deve à própria natureza desses fenômenos: eles são difíceis de detectar no cenário negro do espaço. 

Imagem feita pelo telescópio Hubble em agosto de 2017. Circulada em verde está a estrela de origem do que pode ser o primeiro buraco negro flutuante avistado pelos cientistas. Crédito: An Isolated Stellar-Mass Black Hole Detected Through Astrometric Microlensing – arxiv

Ainda assim, as evidências de sua existência eram fortes. Pesquisas anteriores apontaram que os buracos negros são formados quando as estrelas chegam ao fim de suas vidas e seus núcleos entram em colapso, geralmente produzindo uma supernova. E como muitas dessas supernovas foram observadas, parecia claro que muitos desses fenômenos devem ter sido criados como resultado.

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Dados do Hubble ajudaram a identificar buraco negro flutuante

Em 2011, pesquisadores estavam estudando lentes gravitacionais quando avistaram uma estrela que parecia brilhar de forma inesperada sem motivo aparente. Intrigados, os cientistas começaram a analisar os dados do Hubble

Durante seis anos, eles assistiram como a luz mudou, esperando que a mudança fosse devido à ampliação de um buraco negro. Então, eles encontraram outra coisa: a posição da estrela parecia mudar. Os pesquisadores sugerem que a modificação só poderia ser devido a um objeto móvel invisível exercendo uma força que estava puxando a luz à medida que passava: um buraco negro interestelar. 

Eles continuaram analisando a estrela e seu brilho, e descartaram a possibilidade de qualquer luz proveniente da lente. Também confirmaram que a ampliação tinha uma longa duração.

Assim, a equipe identificou evidências fortes o suficiente para confirmar o avistamento de um buraco negro flutuante, do qual os pesquisadores foram capazes até de medir o tamanho, em sete massas solares. Eles também descobriram que ele está viajando a aproximadamente 45 km/segundo.

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Às vezes, enquanto vasculham o céu procurando por cometas e asteroides, os astrônomos se deparam com objetos artificiais no espaço. E não estamos falando de naves alienígenas, e sim de artefatos produzidos pelo homem, como satélites, foguetes e outros objetos utilizados em nossas missões espaciais.

Alguns deles estão “perdidos” há muitos anos, como é o caso de um foguete Falcon 9 da SpaceX encontrado esta semana. Seria um procedimento bem corriqueiro: compilar as observações, identificar o objeto, sua órbita e compartilhar os dados com os demais observatórios. Só que, segundo os cálculos feitos pelos astrônomos, este foguete tem um destino diferente: ele vai atingir a Lua.

O foguete em questão é o segundo estágio do Falcon 9 lançado em 11 de fevereiro de 2015 pela SpaceX a partir do Centro Espacial John Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Ele levou o satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory) até o Ponto de Lagrange L1, que fica a 1,5 milhões de quilômetros de distância, na direção do Sol. O DSCOVR é um satélite do governo norte-americano para observação da Terra e do “clima” espacial.

Lançamento do foguete Falcon-9 da SpaceX que levou o DSCOVR ao espaço em 2015.
Imagem: NASA

Após cumprir sua missão, o foguete da SpaceX, com 14 metros e cerca de 4 toneladas, foi abandonado no espaço e permaneceu em órbita do Sol sem poder ser observado. Até que no início de 2022 ele foi encontrado pelas câmeras de um observatório, momentos antes de uma aproximação com a Lua em 5 de janeiro. De início, imaginou-se que se tratava de um asteroide, mas com novas observações realizadas nas noites seguintes, concluiu-se que era o segundo estágio do Falcon 9, identificado como NORAD 40391. 

Representação artística do segundo estágio do foguete Falcon 9
Imagem: SpaceX

Sempre que um objeto artificial é identificado durante as buscas por asteroides próximos à Terra, os dados dessas observações são enviados para o Projeto Pluto, que mantém e compartilha esses dados com outros observatórios para evitar que eles possam ser confundidos com asteroides novamente no futuro.

Nesta terça, 21 de janeiro, uma circular publicada pelo Projeto Pluto comunicou que no próximo dia 3 de março esse foguete deverá atingir a Lua. O impacto está previsto para ocorrer às 12:25:39 no Horário Universal (09:25:39 no Horário de Brasília). Segundo o Projeto o Pluto, que também publicou as coordenadas lunares onde o foguete deve ser “sepultado”, o impacto é certo, e a margem de erro desses cálculos é de apenas alguns segundos e alguns quilômetros.

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Impacto inédito na história não será visível da Terra

Será a primeira vez que um pedaço de lixo espacial atinge acidentalmente nosso satélite natural. A Lua já havia sido atingida por um foguete antes: foi em 2009, durante a Missão LCROSS da NASA, que atirou um foguete e uma sonda espacial contra sua superfície para tentar comprovar a existência de água por lá.

Mas naquela ocasião, o impacto foi premeditado e monitorado pela sonda LRO em órbita da Lua. Agora, este impacto será completamente acidental, e ainda não se sabe se será possível monitorá-lo de alguma forma. 

Concepção artística representando o momento de um impacto na superfície da Lua
Imagem: NASA

Isso porque ele deve ocorrer no lado oculto da Lua, então, só não poderá ser observado aqui da Terra. Apenas as sondas orbitais LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da NASA, e a Chandrayaan-2, da Índia, poderão registrar os efeitos desse impacto, mas só se estiverem sobrevoando o local no momento em que o foguete da SpaceX atingir a Lua.

O que podemos aprender com esse impacto?

De fato, podemos fazer algumas reflexões filosóficas sobre o quanto estamos poluindo nossa vizinhança cósmica e sobre a importância de desenvolvermos um descarte mais digno e seguro para nossos artefatos espaciais. Imagine se, ao invés de atingir a Lua, esse foguete atingisse um asteroide, desviando sua órbita perigosamente em direção à Terra.

Entretanto, sabendo que não existe risco algum nesse caso específico, podemos aproveitar esse impacto para estudar um pouco mais sobre nosso satélite natural. Certamente, se ele ocorresse no lado visível da Lua, ele poderia ser observado e estudado por centenas de telescópios aqui da Terra, inclusive por astrônomos amadores. 

Como não existe atmosfera na Lua (na verdade existe, mas ela é muito rarefeita), o foguete vai atingir diretamente sua superfície numa velocidade superior a 9 mil km/h, escavando e vaporizando instantaneamente alguns metros do solo lunar. Com os instrumentos certos, é possível estudar a composição química da superfície e subsuperfície da Lua. Mas para fazermos isso, seria necessário utilizar instrumentos espaciais que tenham visão para aquela área no lado oculto da Lua onde deve ocorrer o impacto.

Não existem muitas sondas capazes de fazer isso. Já citamos anteriormente a LRO e a Chandrayaan-2, mas como elas estão em órbitas lunares muito baixas, dependem de estarem passando sobre o local no momento do impacto, ou de algum ajuste em sua órbita, o que exige um gasto adicional de combustível que não sabemos se as agências americana e indiana estão dispostas a ter. 

Curiosamente, o próprio satélite DSCOVR, lançado pelo foguete que agora irá atingir a Lua, é outro que tem a possibilidade de registrar o impacto com seus instrumentos de precisão. No momento previsto para o impacto, a Lua estará próxima de sua fase Nova, o que significa que seu lado oculto estará voltado para o Sol e, consequentemente, para o DSCOVR. Mas, novamente, isso dependerá de uma manobra para mudar a orientação do satélite. O custo em combustível nesse caso não seria significativo, mas a manobra desviaria o DSCOVR de sua função primordial que é a de observar a Terra. 

Trânsito da Lua (exibindo seu lado oculto) em frente à Terra registrado pelo satélite DSCOVR em julho de 2015
Imagem: NASA / EPIC

Os astrônomos estão torcendo para podermos registrar este impacto de alguma forma, e assim, aprendermos um pouco mais sobre nosso satélite natural. Mas todas essas limitações diminuem muito as possibilidades. Dessa forma, provavelmente os únicos dados que teremos desse impacto serão os cálculos do Projeto Pluto e as fotos da cratera, tiradas pelas sondas em órbita da Lua, quando passarem pelo local onde o foguete Falcon 9 da SpaceX atingiu a superfície.

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Não há dúvidas que, assim que o Telescópio Espacial James Webb entrar em operação, será o principal e mais avançado instrumento científico fora da Terra construído pelo homem. Mas o que pouca gente sabe é que as novas tecnologias desenvolvidas para sua construção já estão rendendo frutos.

Ao projetar o Webb, os engenheiros tiveram que imaginar um telescópio diferente de qualquer um que já foi construído antes. Por isso, grande parte da sua tecnologia teve que ser concebida, projetada e construída praticamente do zero. E algumas dessas inovações já estão sendo usadas para beneficiar a humanidade, tanto na exploração espacial, como em muitas outras áreas.

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Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do James Webb
Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do James Webb. Créditos: NASA/JPL-Caltech

ASICs – Circuitos Integrados de Aplicação Específica

Um exemplo é a tecnologia conhecida como ASICs, desenvolvida para o James Webb, mas que ajudou no reparo do Telescópio Espacial Hubble. Os ASICs, ou Circuitos Integrados de Aplicação Específica, permitem que toda uma unidade eletrônica seja condensada em um pequeno pacote. Em 2009, a NASA implantou ASICs para reparar a câmera do Hubble, que até hoje nos fornece visões fantásticas do Universo.

Sensor ASIC implantado no Telescópio Espacial Hubble.
Sensor ASIC implantado no Telescópio Espacial Hubble. Créditos: Teledyne Imaging Systems

Sensor HAWAII-2RG

Outra tecnologia do Web implantada no Hubble foi o sensor HAWAII-2RG. Todo telescópio que trabalha com longas exposições precisa de um sistema de guiagem, que monitora, em tempo real, uma estrela de referência e aciona pequenas correções no apontamento caso note que ele está saindo do lugar. Esse monitoramento exige uma câmera de alta sensibilidade, capaz de captar a luz de estrelas tênues em poucos milésimos de segundo.

Sensor HAWAII-2RG desenvolvido para o Webb e utilizado nas câmeras de guiagem do Hubble e de diversos outros telescópios espaciais
Sensor HAWAII-2RG desenvolvido para o Webb e utilizado nas câmeras de guiagem do Hubble e de diversos outros telescópios espaciais. Créditos: Teledyne Imaging Systems

Atualmente, o Hubble e várias outras missões da NASA utilizam o sensor HAWAII-2RG, desenvolvido para o James Webb, na câmera de guiagem dos seus telescópios. Além de extremamente sensível, o sensor opera tanto na luz visível quanto na infravermelha, e tem uma resolução de 4 Megapixels, o que é muito bom para uma câmera de guiagem.

Backplane

O backplane do James Webb é a estrutura que sustenta os espelhos do telescópio e suporta as 2,4 toneladas entre óptica e instrumentos. É a espinha dorsal do Webb, que tem que ser leve e firme, para permanecer completamente imóvel enquanto os espelhos se movem para observar o espaço profundo. Ao mesmo tempo, deve ser resistente para suportar as enormes forças e vibrações durante seu lançamento.

Backplane do James Webb
Backplane do James Webb. Créditos: NASA/JPL

Essa estrutura só foi possível graças ao desenvolvimento de novos materiais, compostos avançados de grafite combinados com titânio e conexões de invar (uma liga de ferro e níquel), que devem estabilizar o backplane em 1 décimo de milésimo da espessura de um fio de cabelo em temperaturas abaixo de 240 graus negativos.

Os espelhos mais leves

O próprio espelho principal do James Webb já é, além de lindo, uma grande evolução tecnológica. Sua fabricação com berílio, revestido por uma finíssima camada de ouro, resultou em um espelho otimizado para operar no infravermelho, além de ser muito leve, com uma densidade 10 vezes menor que a do espelho do Hubble.

Espelho primário do James Webb composto por 18 células em berílio revestidas por uma finíssima camada de ouro
Espelho primário do James Webb composto por 18 células em berílio revestidas por uma finíssima camada de ouro. Créditos: NASA/Chris Gunn

Refrigerador Criogênico

Outra inovação essencial para o Webb foi seu refrigerador criogênico, capaz de resfriar o MIRI, o Instrumentos de Infravermelho Médio do telescópio, para a temperatura de 266 graus negativos, apenas 7 graus acima do zero absoluto. Essa temperatura é necessária para o correto funcionamento desse instrumento, que é sensível a qualquer emissão de calor.

Refrigerador criogênico do James Webb, capaz de refrigerar o MIRI a até 266°C negativos
Refrigerador criogênico do James Webb, capaz de refrigerar o MIRI a até 266°C negativos. Créditos: NASA/JPL-Caltech

Matriz de micro-obturadores

Os micro-obturadores do James Webb é outra nova tecnologia desenvolvida especialmente para ele. É basicamente uma matriz com milhares de pequenas janelas, cada uma da largura de um fio de cabelo e programáveis para serem abertas ou fechadas, permitindo a medição do espectro de centenas de objetos simultaneamente.

Matriz de micro-obturadores do Espectrômetro de Infravermelho Próximo do James Webb
Matriz de micro-obturadores do Espectrômetro de Infravermelho Próximo do James Webb. Créditos: NASA

Tecnologia do Webb auxilia na cirurgia ocular LASIK

Entre essas e diversas outras inovações geradas pelo James Webb, algumas tiveram benefícios inesperados. Para alcançar a qualidade necessária nos espelhos do telescópio, os engenheiros desenvolveram uma tecnologia para medir com precisão e rapidez os espelhos, para orientar seu desbaste e polimento. Essa mesma tecnologia foi adaptada para criar mapas de alta definição dos olhos humanos e, desde então, isso aumentou a precisão da cirurgia de correção ocular conhecida como LASIK.

Mesma tecnologia desenvolvida para mapear os espelhos do James Webb utilizada na cirurgia ocular LASIK
Mesma tecnologia desenvolvida para mapear os espelhos do James Webb utilizada na cirurgia ocular LASIK. Créditos: NASA

Como vocês podem ver, mesmo antes de nos oferecer uma visão sem precedentes do Cosmos, o James Webb já contribuiu bastante no desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade, provando assim, que o investimento de 10 bilhões de dólares no seu desenvolvimento não será apenas dinheiro jogado no espaço.

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Um grande bólido cortou o céu de Minas Gerais na noite desta sexta (14) e foi registrado em pelo menos 4 estados. Os relatos, vindos principalmente da região do Triângulo Mineiro, informam que a bola de fogo cruzou o céu vindo do oeste e iluminou a noite por alguns segundos.

Bólido registrado em Patos de Minas, MG – Créditos: Ivan Soares / BRAMON / climaaovivo.com.br

Além de diversas câmeras de vigilância, a passagem do meteoro pela atmosfera foi registrada por câmeras da BRAMON, Rede Brasileira de Observação de Meteoros, e do Clima ao Vivo em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Confira nas imagens abaixo.

Imagens: Clima ao Vivo

Segundo a BRAMON o fenômeno ocorrido às 20:47 desta sexta, 14 de janeiro, trata-se de um bólido, ou seja, um meteoro muito luminoso. Os meteoros são fenômenos luminosos que ocorrem quando um pedaço de rocha espacial atravessa a atmosfera da Terra.

Como esses objetos viajam a altíssimas velocidades, quando atingem nossa atmosfera acabam comprimindo e aquecendo os gases à sua frente, e esse aquecimento cria uma bolha de plasma que brilha intensamente em torno da rocha. Parece como uma bola de fogo atravessando o céu. 

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O meteoroide atingiu a atmosfera da Terra em um ângulo de 38,6°, em relação ao solo, e começou a brilhar a 86,6 km de altitude sobre a zona rural de Uberlândia. Seguiu a 43,7 mil km/h, percorrendo 109,3 km em 9,0 segundos, e desapareceu a 18,3 km de altitude, entre os municípios de Perdizes e Araxá.

Alguns relatos vindos dessa região do Triângulo Mineiro, são de pessoas que informaram ter ouvido barulho de explosão e sentido paredes e janelas tremendo. Isso é um forte indício que a rocha pode ter gerado meteoritos, que são os fragmentos de rochas espaciais que resistem à passagem atmosférica e atingem o solo. 

Mapa da trajetória do meteoro – Créditos: BRAMON

O barulho e os tremores são efeitos da onda de choque gerada quando o meteoro atinge as camadas mais baixas e densas da atmosfera, quando a resistência do ar é tão intensa que acaba fragmentando completamente a rocha. 

A BRAMON ainda trabalha nos cálculos para determinação do tamanho do objeto e da área de dispersão dos possíveis meteoritos. A rede pede que aqueles que tem registros ou que observaram a passagem do metero mandem seus relatos através do formulário bramon.imo.net.

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