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Como parte dos Acordos Artemis, a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) determinaram que três astronautas europeus vão voar na nave Orion até a futura estação lunar Gateway. Agora, parece que um deles pode ir um pouco mais longe. Em reunião realizada nesta quarta-feira (15) na Holanda, as agências discutiram a possibilidade de levar o primeiro europeu a pôr os pés na Lua.

Neil Armstrong e os primeiros passos na Lua
Neil Armstrong e os primeiros passos humanos na Lua. Créditos: NASA/Apollo 11

“Estamos ansiosos para que um astronauta da ESA se junte a nós na superfície da Lua e continue a construir nossa parceria de longa data”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson, depois de participar da assembleia do conselho da ESA.

“A NASA está contando com a cooperação da ESA para impulsionar a exploração da Lua através do programa Artemis. O Módulo de Serviço Europeu é a potência da espaçonave Orion”, declarou Nelson.

As agências também assinaram um acordo sobre o Lunar Pathfinder, um satélite de comunicações planejado que está sendo construído pela empresa britânica SSTL. A ESA comprou os serviços da SSTL no ano passado e fornecerá à NASA comunicação lunar sob o acordo. Em troca, a agência americana lançará o Pathfinder em órbita.

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Também ficou estabelecido que ambas realizarão testes conjuntos para criar uma rede de navegação por satélite na Lua, “assim como hoje navegamos usando Galileu e GPS na Terra”, diz um comunicado da ESA sobre a reunião.

Segundo a nota, eles também discutiram o futuro da missão ExoMars da ESA, depois que seu lançamento planejado em um foguete russo no final deste ano foi cancelado devido à invasão da Ucrânia pelo país governado por Vladimir Putin.

O diretor-geral da ESA, Josef Aschbacher, disse em coletiva de imprensa que uma “intensa discussão” estava sendo realizada sobre o assunto. “Está indo no caminho certo e estou muito confiante de que encontramos uma boa parceria na ExoMars”.

Por sua vez, Nelson teria afirmado que “a NASA está buscando a melhor forma de apoiar nossos amigos europeus na missão ExoMars”.

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No início deste mês, a sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a Nasa, capturou o Sol em detalhes sem precedentes, enquanto cruzava a “fronteira” entre o astro-rei e a Terra.

Uma das fotos, feita pelo instrumento Extreme Ultraviolet Imager (EUI), é a imagem de maior resolução já obtida do disco completo do Sol, contando com a coroa, sua atmosfera externa.

Foto de maior resolução da história contemplando o Sol por completo. Crédito: Equipe da ESA & NASA/Solar Orbiter/EUI; Processamento de dados: E. Kraaikamp (ROB)

Outra imagem, tirada pelo instrumento Spectral Imaging of the Coronal Environment (SPICE), tirada no comprimento de onda Lyman-beta da luz ultravioleta que é emitida por gás hidrogênio, representa o primeiro registro do Sol desse tipo em 50 anos.

Solar Orbiter usa o instrumento Spectral Imaging of the Coronal Environment (SPICE) para registrar imagens inéditas do Sol. Crédito: ESA & NASA/Solar Orbiter/equipe SPICE; Processamento de dados: G.

Imagem do Sol é formada por mosaico contendo 25 fotos feitas pelo Solar Orbiter

As imagens foram obtidas quando o Solar Orbiter estava a uma distância de aproximadamente 75 milhões de quilômetros, no meio caminho entre o nosso mundo e sua estrela-mãe. A câmera do EUI faz fotos de uma resolução espacial tão alta que, a essa distância, é necessário um mosaico de 25 imagens individuais para cobrir todo o Sol.

Tiradas uma após a outra, as fotos que formam a imagem completa foram capturadas em um período de mais de quatro horas, porque cada ladrilho leva cerca de 10 minutos, incluindo o tempo para a espaçonave apontar de um segmento para o outro.

No total, a imagem final contém mais de 83 milhões de pixels em uma grade de 9148 x 9112 pixels. Para efeito de comparação, essa imagem tem uma resolução dez vezes melhor do que uma tela de TV 4K pode exibir.

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EUI capta imagens do Sol em um comprimento de onda de 17 nanômetros, na região ultravioleta extrema do espectro eletromagnético. Isso revela a atmosfera superior da nossa estrela, a coroa, que tem uma temperatura de cerca de um milhão de graus Celsius.

Nas posições de 2 horas (perto da imagem da Terra para escala) e 8 horas nas bordas do Sol, filamentos escuros podem ser vistos projetando-se para longe da superfície. Essas “proeminências” são propensas a entrar em erupção, lançando enormes quantidades de gás coronal no espaço e criando tempestades solares.

Segundo a ESA, o SPICE foi projetado para traçar as camadas atmosféricas do Sol, desde a coroa até uma camada conhecida como cromosfera, próxima da superfície. O instrumento faz isso observando os diferentes comprimentos de onda da luz ultravioleta extrema que vem de diferentes átomos.

Na sequência de imagens SPICE, o roxo corresponde ao gás hidrogênio a uma temperatura de 10.000°C, o azul ao carbono a 32.000°C, o verde ao oxigênio a 320.000°C e o amarelo ao neon a 630.000°C.

Isso permitirá que os físicos solares rastreiem as poderosas erupções que ocorrem na coroa através das camadas atmosféricas inferiores. Também permitirá que eles estudem uma das observações mais intrigantes sobre o Sol: como a temperatura se eleva através das camadas atmosféricas ascendentes.

Normalmente, a temperatura cai à medida que você se afasta de um objeto quente. Mas acima do sol, a coroa atinge um milhão de graus Celsius, enquanto a superfície é apenas cerca de 5000°C. Investigar esse mistério é um dos principais objetivos científicos do Solar Orbiter.

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Dados de satélites revelam que as concentrações de gases de efeito estufa – especialmente o metano – na atmosfera terrestre continuaram a aumentar em 2021, apesar das promessas feitas em congressos sobre o clima e da desaceleração econômica provocada pela pandemia de Covid-19.

Concentração de metano na atmosfera da Terra bateu recorde em 2021. Imagem: Jirasak JP – Shutterstock

Segundo o Copérnico, programa europeu de observação da Terra, as concentrações de metano, em particular, mostraram uma tendência preocupante porque subiram para um novo máximo de quase 1,9 mil partes por bilhão (ppb).

Liberado naturalmente pela matéria em decomposição, mas também pelas indústrias agrícola e energética, o metano é 80 vezes mais potente no aquecimento do clima do que o dióxido de carbono

Emissão de metano é tópico de suma importância para a ONU

Não é à toa que o gás é alvo de um compromisso global de redução de emissões anunciado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, em novembro passado.

De acordo com o site Space.com, Copérnico mostrou que o aumento anual das concentrações de metano também estabeleceu um novo recorde, atingindo 16,3 ppb, um pouco mais do que em 2020, mas mais que o dobro do aumento médio anual entre 2005 e 2015.

Segundo Vincent-Henri Peuch, diretor do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copérnico (CAMS), os cientistas ainda não sabem o que impulsiona a tendência. “O metano é um gás de efeito estufa muito potente e é uma preocupação ver a taxa de crescimento da concentração atmosférica dobrar em comparação com a média”, disse Peuch. “Mais ciência é necessária para ver se é algo que faz parte do ciclo de variabilidade natural ou se é algo ligado a tendências mais recentes e aos efeitos antropogênicos das mudanças climáticas”.

Peuch disse que, além de um aumento nas emissões de metano natural e antropogênico, o crescimento da concentração pode refletir uma diminuição na capacidade da atmosfera de quebrar o gás. 

Sabe-se que o metano reage na atmosfera terrestre com oxigênio para formar gradualmente o dióxido de carbono menos potente e mais prevalente, no entanto, os cientistas admitem que ainda não entendem completamente os meandros desses processos.

Especialistas apontam que a redução na emissão de metano pode retardar o aquecimento global. Imagem: Barnaby Chambers – Shutterstock

Redução na emissão do gás poderia retardar aquecimento global

O rápido aumento das concentrações de metano mostra que o mundo não está nem perto de atrasar o curso projetado das mudanças climáticas. Especialistas acreditam que, devido à potência do metano, a redução das emissões do gás poderia retardar significativamente o aquecimento global

Um corte de 30% nas emissões de metano até 2030 poderia reduzir 0,28 graus Celsius do aumento da temperatura esperado para 2050, segundo a Comissão Europeia.

Os dados dos satélites do sistema Copérnico também mostraram que 2021 foi um dos sete anos mais quentes registrados globalmente, juntamente com os seis anos consecutivos anteriores.

Segundo Freja Vamberg, cientista sênior do Copérnico, a Europa, que a longo prazo está aquecendo muito mais rápido do que o resto do mundo, experimentou um ano um pouco mais frio do que outras regiões, com temperaturas médias apenas ligeiramente acima da média de 1991 a 2020 e fora dos 10 anos mais quentes já registrados.

Vamberg revelou que o continente europeu já está, em média, 2,2ºC mais quente do que era antes da revolução industrial, bem além do limite de 1,5ºC solicitado no Acordo de Paris, o tratado internacional negociado na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) na capital da França em 2015. 

Especialistas afirmam que o aquecimento além desse limiar pode ter consequências imprevistas para o clima da Terra. O mundo está atualmente em média 1,1ºC a 1,2ºC mais quente do que durante o período pré-industrial.

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“As temperaturas médias ligeiramente mais frias na Europa em 2021 provavelmente são causadas pela variabilidade natural em vez de um início de uma nova tendência de resfriamento no continente”, disse Vamberg. “O ano passado ainda estava quase acima da média dos últimos 30 anos. Isso é apenas parte da variabilidade climática natural que acontece acima da tendência de aquecimento. Você também terá alguns anos que são ligeiramente mais frios, ou ligeiramente mais quentes do que outros”.

Na verdade, 2021 ainda bateu um recorde para o verão mais quente da Europa: o índice de 48,8ºC foi estabelecido na ilha italiana da Sicília, em agosto.

Nova constelação de satélites para colaborar com os estudos

Pech declarou que os resultados do Copérnico revelam que as medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa existentes ainda não entraram em vigor. “Quando você olha [para os dados] em detalhes, você vê que no ano passado, com todas as medidas relacionadas à Covid, as emissões de dióxido de carbono só diminuíram em talvez 5 a 7%”, disse. “A dificuldade no estado atual é que estamos olhando para as emissões na atmosfera, mas as emissões antropogênicas representam apenas uma pequena fração do ciclo global de carbono”.

A Comissão Europeia, que administra o programa Copérnico, está atualmente cooperando com a Agência Espacial Europeia (ESA) em uma nova constelação de satélites capaz de medir as emissões antropogênicas de dióxido de carbono em tempo real no nível de fábricas e usinas individuais.

Não é de agora que os satélites desempenham um papel importante no monitoramento de vazamentos de metano de instalações de petróleo e gás. Nos últimos anos, essas observações revelaram que muito mais metano está escapando dos estabelecimentos industriais do que se pensava anteriormente.

A nova constelação europeia, chamada CO2M, fornecerá um novo nível de detalhes e cobertura também para o monitoramento do metano. Isso, por sua vez, levará a uma melhor aplicabilidade das promessas de redução de gases de efeito estufa, conforme esperam os especialistas.

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“A estrela d’alva no céu desponta.” Há mais de 80 anos, Braguinha compôs a marchinha que tem na voz de Dalva de Oliveira sua melhor interpretação. Mas, em 1937, o compositor dificilmente imaginaria uma imagem tão linda daquela estrela que é, na verdade, o planeta Vênus. Na última segunda-feira (9), o Orbitador Solar da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Nasa passou pertinho do vizinho da Terra e captou belos retratos.

Assim como a lua tonta da letra de ‘As Pastorinhas’, a imagem é de tirar o fôlego. A espaçonave passou a menos de 8 mil quilômetros da superfície de Vênus e o telescópio capturou uma visão brilhante do planeta, uma luminosidade tão intensa que pode mesmo confundir aqueles que apelidam o planeta de estrela. Confira:

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Mas, vamos aos fatos: o que acontece na incrível sobreposição é que Vênus vem se aproximando da esquerda, enquanto o Sol está fora do quadro, no canto superior direito. Assim, o lado noturno do planeta, a parte escondida do Sol, aparece como um semicíruclo escuro, cercado por um crescente de luz, o lado “incrivelmente brilhante” (palavras da Nasa, não de Braguinha) de Vênus iluminado pelo astro.

“Idealmente, teríamos sido capazes de resolver algumas características no lado noturno do planeta, mas havia sinais demais do lado diurno. Apenas uma fatia do lado diurno aparece nas imagens, mas reflete luz solar suficiente para causar o crescente brilhante e os raios difratados que parecem vir da superfície”, explicou Phillip Hess, astrofísico do Laboratório de Pesquisa Naval em Washington DC, ao site da Nasa.

Além do planeta vizinho, duas estrelas brilhantes são visíveis no fundo da sequência. Do lado direito está Omicron Tauri, estrela da constelação de Touro, e, do lado esquerdo acima, Xi Tauri, um sistema estelar quádruplo da mesma constelação.

Este foi o segundo sobrevoo do Orbitador Solar em Vênus. Outras seis passagens da espaçonave sobre o planeta estão programadas para acontecer entre 2022 e 2030. O equipamento da ESA e da Nasa usa a gravidade da “estrela dalva” para chegar mais perto do Sol e inclinar sua órbita, girando para cima e para fora, de modo que veja o astro do Sistema Solar quando olha para baixo. Assim, o orbitador deve capturar as primeiras imagens dos polos norte e sul do Sol.

Com o trabalho do Orbitador Solar, com certeza as pastorinhas cantariam lindos versos de amor na rua.

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Um astronauta da Estação Espacial Internacional (ISS) registrou de um lugar privilegiado o descarte do módulo russo Pirs do posto avançado. A peça era considerada uma pedra fundamental da estação e foi dispensada na última segunda-feira (26), o descarte foi feito de maneira segura, a fim de garantir a reentrada na Terra de maneira segura, sem riscos de atingir áreas habitadas.

Módulo Pirs sendo descartado
Módulo Pirs entra em contato com a atmosfera da Terra e começa a entrar em combustão, provocando u, show de luzes. Crédito: Thomas Pesquet/ESA

O módulo Pirs foi rebocado pelo veículo de carga Progress, ele foi levado para longe da ISS e para baixo, através da atmosfera da Terra. Durante a reentrada, o módulo se queimou completamente, o que, como esperado, reduziu bastante as chances de qualquer grande pedaço do equipamento chegar à superfície da Terra.

Registro inédito

Módulo Pirs sendo descartado
Módulo Pirs sendo desacoplado da ISS e entrando em contato com a Terra. Crédito: Thomas Pesquet/ESA

Todo o processo foi acompanhado e registrado pelo astronauta francês Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia (ESA). Pesquet descreveu a sensação de ver uma parte da nave em que ele passa seus dias voar para longe como “bastante estranha”. Ele fez uma série de fotos de todo o processo, que foi compartilhado junto com uma longa mensagem em sua conta no Flickr.

Módulo Pirs sendo descartado
Módulo russo Pirs se aproxima da Terra, pouco antes de entrar em combustão. Crédito: Thomas Pesquet/ESA

“Vimos claramente pedaços menores flutuando para longe dos fogos de artifício principais, pois o módulo estava sendo destruído pelo calor da fricção atmosférica”, escreveu Pesquet. “Bastante show!”.

Fim de uma era

O Pirs foi lançado pela Rússia em 2001, e nesses 20 anos, o módulo serviu como uma espécie de porto para a ISS. Durante essas duas décadas, o Pirs hospedou nada menos do que 70 cápsulas diferentes e deu apoio a cosmonautas russos durante a realização de atividades extraveiculares ou caminhadas espaciais.

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O módulo recém-descartado já tem um substituto chegando, no último dia 21 de julho foi lançado o novo módulo de ciências russo, o Nauka. A previsão é que ele chegue até a ISS na próxima quinta-feira (29) e tome o lugar do velho Pirs por sabe-se lá quanto tempo.

Com informações do Space

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O veículo que trará amostras de Marte de volta para a Terra vai ganhando forma. O Mars Ascent Vehicle (MAV), feito pela Northrop Grumman, vai fazer parte da missão Mars Sample Return, da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA).

O MAV é uma grande mudança no curso dos estudos do planeta vermelho. Até agora, todas as análises de amostras de Marte tiveram que ser feitas pelos laboratórios robóticos e os fluxos de dados enviados de volta à Terra.

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A missão vai lançar um foguete de dois estágios e 3 metros totalmente abastecido de propelente sólido que pousará em Marte e trará amostras até um Earth Return Orbiter. No planeta vizinho, o rover Perseverance vai coletar e engarrafar as amostras para que o rover Sample Fetch, que vai junto ao MAV, pegue.

O módulo de pouso vai levar o rover e o foguete para a cratera de Jezero, com sistemas para instalar as amostras na cápsula de retorno dentro da carenagem de carga útil do foguete. De lá, o MAV vai ser lançado para a órbita marciana.

Esquema da missão de retorno de amostras de Marte
Esquema da missão de retorno de amostras de Marte. Imagem: ESA

“Esta missão, por causa da trajetória em que estamos indo para Marte, levará cerca de três anos indo da Terra para Marte. É um tipo diferente de trajetória. E então, quando estivermos na superfície, estaremos lá cerca de um ano [marciano] antes que as amostras sejam coletadas, colocadas no foguete e, em seguida, lançadas ”, explicou David McGrath, membro sênior da Northrop Grumman.

A missão foi anunciada pela Nasa e pela ESA em dezembro de 2020, dois meses após o Perseverance pousar em Marte. Logo nessa época, foi firmado o contrato com a Northrop Grumman pelo MAV. O Earth Return Orbiter e o Sample Fetch Rover serão fornecidos pela agência europeia.

A missão com o MAV e o rover Fetch está programada para ser lançada em julho de 2026. Três meses depois, em outubro, acontecerá o lançamento do Earth Return Orbiter em um foguete Ariane 6.

Via: Nasa Space Flight

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A ESA (Agência Espacial Europeia) e o ESO (Observatório Europeu do Sul) inauguraram um novo observatório em La Silla, no Chile. O Telescópio Bed-Test 2 faz parte do projeto de teste de uma futura rede de telescópios que vai se unir aos esforços globais para proteger a Terra de asteroides perigosos.

O Telescópio Bed-Test 2 com outros telescópios de La Silla ao fundo. Créditos: eso.org
O Telescópio Bed-Test 2 com outros telescópios de La Silla ao fundo. Créditos: eso.org

Quando falamos de proteção da Terra contra impacto de asteroides, existem alguns fatores que tornam essa tarefa bastante complicada. Primeiramente porque só conhecemos uma pequena parcela dos asteroides que podem atingir a Terra. Então, se quisermos proteger nosso planeta de fato, precisamos antes de tudo, conhecer o inimigo, ou seja, encontrar e rastrear todos esses asteroides perigosos.

E para fazer esse “senso”, precisamos vasculhar nossos céus em busca dos asteroides. E aí vem outro problema: nós não conseguimos procurar em todo o céu, simplesmente porque não podemos enxergá-lo por completo. Uma boa parte dele está sempre oculta pela luminosidade do dia. E algumas vezes, os asteroides se aproximam da Terra justamente pelo lado diurno.

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Foi dessa forma que um asteroide com 17 metros se aproximou sem ser visto em 2013, e atingiu Chelyabinsk na Rússia, ferindo mais de 1500 pessoas e deixando 33 milhões de dólares de prejuízo.

Rastro deixado pelo meteoro de Cheliabinsky ao amanhecer. Créditos: Alex Alishevskikh / Wikimedia
Rastro deixado pelo meteoro de Cheliabinsky ao amanhecer.
Créditos: Alex Alishevskikh / Wikimedia

Além disso, todos os grandes telescópios e a imensa maioria dos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra estão no Hemisfério Norte do Planeta, e não conseguem enxergar boa parte do céu do Hemisfério Sul. É como proteger um banco com forte esquema de segurança na entrada, mas ter apenas um muro baixo e um cachorro manco nos fundos.

Mapa de cobertura do céu pelos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra na noite de entre 02 e 13 de abril de 2018. Cada retângulo colorido representa uma área do céu coberta por um observatório. Em ciano, a área do céu em que é impossível pesquisar devido à luz do dia e em vermelho, a lacuna provocada pela falta de grandes observatórios no Hemisfério Sul do Planeta
Mapa de cobertura do céu pelos observatórios que buscam asteroides próximos à Terra na noite de entre 02 e 13 de abril de 2018. Cada retângulo colorido representa uma área do céu coberta por um observatório. Em ciano, a área do céu em que é impossível pesquisar devido à luz do dia e em vermelho, a lacuna provocada pela falta de grandes observatórios no Hemisfério Sul do Planeta

E é justamente para ajudar preencher essa lacuna no Hemisfério Sul Celeste que a ESA instalou esse novo equipamento no Chile. O Telescópio Test-Bed 2, ou TBT2, tem 56 cm de diâmetro e fará par com o TBT1, em Cerberos, na Espanha. Juntos, eles devem testar as capacidades necessárias para detectar e seguir asteroides próximos à Terra, com o mesmo sistema de telescópios.

Como a maioria desses asteroides são relativamente pequenos, com alguns poucos metros, são difíceis de serem detectados, a não ser quando estão bem próximos da Terra, se deslocando rapidamente no céu. E para detectar e rastrear esses objetos, a ESA planeja criar a rede de telescópios robotizados “Flyeye”. Os telescópios TBT são os precursores da Flyeye e servem para comprovar a eficiência desse sistema.

Instalação do Telescópio Bed-Test 2 no observatório em La Silla. Créditos: eso.org
Instalação do Telescópio Bed-Test 2 no observatório em La Silla. Créditos: eso.org

A instalação do Telescópio Test-Bed 2 foi concluída agora, em abril, e ele já captou sua “primeira luz”: uma bela imagem da Galáxia irregular Centaurus-A. Apesar do seu objetivo ser detectar asteroides próximos e não fotografar galáxias, imagens como esta são importantes para testar o funcionamento dos instrumentos. E mesmo em fase de testes, o TBT2 já mostra suas capacidades promissoras, em parte graças ao excelente céu de La Silla.

“Primeira luz” captada pelo TBT2: a Galáxia Centaurus A. Créditos: eso.org
“Primeira luz” captada pelo TBT2: a Galáxia Centaurus A. Créditos: eso.org

Apesar de extremamente raros, os impactos na Terra de asteroides perigosos eventualmente ocorrem. E para nos prevenirmos de um impacto catastrófico no futuro, o conhecimento é fundamental. Graças aos esforços realizados desde o final do Século XX, estima-se que já conhecemos mais de 95% dos asteroides próximos maiores que 1 quilômetro. Mas, não mais do que 10% dos maiores que 100 metros e talvez 1% dos asteroides próximos à Terra com mais de 10 metros.

Quando estiver totalmente operacional, a Flyeye mapeará o céu noturno em busca desses pequenos objetos se movendo rapidamente. Quem sabe isso nos ajude a evitar surpresas desagradáveis no futuro.

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