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Desde outubro de 2021, quando o grupo Facebook resolveu mudar de nome para Meta, uma nova expressão no mundo da tecnologia ganhou espaço na sociedade. Hoje, mesmo aqueles que tentam ignorar as soluções digitais, certamente já ouviram falar do metaverso e de suas possibilidades. Imaginar um universo onde as experiências físicas e virtuais se convergem em algo único realmente chama a atenção. As possibilidades são infinitas e prometem novas formas de trabalho e de lazer, entre outros. Mas não é preciso esperar pelo futuro para que isso aconteça: já há projetos que colocam o digital em nossa vida “bem real”.

O conceito realmente mexe com as pessoas – e muitos ainda desejam saber mais a respeito. Uma pesquisa da Toluna, que realiza investigação de mercado por meio de insights, mostrou que 80% dos brasileiros nunca acessaram o mundo virtual nos moldes propostos pelo metaverso. Mesmo assim, pelo menos 35% da população conhece o termo, 27% admitiram ter ouvido pouco sobre o assunto e 11% resolveram se aprofundar com leituras. Ou seja, as pessoas ainda não vivenciaram na prática, mas já buscaram formas de descobrir e conhecer mais sobre o que se propõe para o futuro.

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A ideia do metaverso é promover uma integração maior entre os ambientes físicos e digitais. Na prática, uma pessoa pode acompanhar uma reunião de trabalho num espaço digital com seu avatar, tendo acesso aos mesmos recursos que teria numa sala, mas sem ter que se deslocar até ela. Ou ainda acompanhar o show de seu artista sem ter que correr para comprar o ingresso antes que se esgote. É uma expansão da proposta do Second Life, jogo de relativo sucesso nos anos 2000. Agora, a ideia é ter uma espécie de vida paralela em um ambiente onde tudo pode ser on demand, isto é, com inúmeras experiências construtivas em nosso dia a dia.

Um exemplo bastante útil para compreender essa ideia é o exercício de inteligência financeira que alguns jogos eletrônicos oferecem às crianças e adolescentes – justamente o público mais engajado nessas inovações. Durante a realização de seus jogos, eles podem ganhar recompensas virtuais por meio do cumprimento de metas, como avançar uma determinada fase. A diferença é que com o metaverso esse “dinheiro do jogo” pode ser usado para comprar uma roupa do seu personagem ou alguma refeição, e ser entregue, de fato, para a pessoa em sua casa e vida reais.

Agora, basta pegar esse exemplo e incorporar no varejo para entender que a essência do metaverso já está presente em nossa vida com utility tokens. O jogo passa a ser a nossa necessidade de fazer compras. As recompensas são os próprios tokens oferecidos pelos lojistas, que premiam nossas interações, como o engajamento nas redes sociais, e podem ser trocadas por produtos, serviços ou promoções exclusivas. Assim, uma solução totalmente digital promove uma economia bem real para o orçamento familiar no fim do mês.

Como se vê, o metaverso vai muito além de criar avatares. Trata-se de um ecossistema completo para o relacionamento, seja ele comercial, social etc. O cenário de transformação digital ao longo dos últimos anos apresentou tantas inovações, e ao mesmo tempo, desafios que muitas pessoas enfrentam dificuldades para se adaptarem a essas mudanças.

Entretanto, a presença das soluções digitais é um caminho sem volta para todos. O que resta é nos adaptarmos a elas e encontrarmos formas de incluí-las em nosso dia a dia. Os utility tokens representam, assim, uma alternativa interessante de iniciação nesse mundo ora digital, ora real. Se o metaverso é o futuro das relações humanas, saber como se relacionar com as empresas por meio de uma plataforma digital é o primeiro passo.

*Vagner Sobrinho é Co-founder da Wiboo

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Cerca de 828 milhões de pessoas passam fome em todo o mundo. É o que mostra o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2022” publicado em junho pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Depois de permanecer 7 anos quase inalterado, o número de pessoas afetadas pela fome cresceu quase 150 milhões desde o início da pandemia – sendo 103 milhões entre 2019 e 2020 e outros 46 milhões em 2021.

Com o avanço da vacinação e a retomada pós crise global, havia a expectativa de que a segurança alimentar global passaria a melhorar. Não foi o que aconteceu, já que a fome mundial cresceu ainda mais em 2021 e, como aponta o relatório da FAO, este fenômeno é reflexo das profundas desigualdades e da ausência de políticas de cooperação dentro e entre os países durante a recuperação econômica no período pós-pandemia.

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As previsões para os próximos anos não são nada otimistas: 670 milhões de pessoas ainda deverão sofrer com a fome até 2030 – o equivalente a 8% da população mundial. O valor se aproxima do observado em 2015, ano do lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecido como Agenda 2030.

No Brasil a situação também é grave. De acordo com dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil – II VIGISAN, em 2020, 19,1 milhões de brasileiros conviviam com a fome. Em 2022, esse número saltou para 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer; apenas 4 entre 10 famílias brasileiras conseguem ter hoje acesso pleno à alimentação.

Infelizmente, esses dados representam um retrocesso histórico para o nosso país. Entre 2004 e 2013, o Brasil se posicionava como referência internacional no combate à fome. As políticas públicas de erradicação da pobreza e da miséria implementadas neste período, reduziram a insegurança alimentar extrema: de 9,5%, no ano de 2004, para 4,2% em 2013.

Segundo dados da FAO, em 2014, o índice brasileiro de pessoas em situação de insegurança alimentar extrema havia chegado a 1,7%, sendo o equivalente a 3,4 milhões de pessoas. Nesse cenário, nosso país atingia as metas do milênio e se colocava como uma das nações globais que haviam superado o problema da fome. A realidade que enfrentamos hoje é bem diferente, com cerca de 15,5% da população passando fome, o país regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990, em que 14,8% dos brasileiros não tinham o que comer.

As mulheres são as mais impactadas pela fome

Como se os números já não fossem catastróficos por si só, a fome atinge as mulheres de forma ainda mais desigual e intensa. As diferenças são expressivas na comparação entre os lares chefiados por homens e os lares chefiados por mulheres no Brasil entre 2020 e 2022, segundo a pesquisa II VIGISAN.

Nas casas em que a mulher é a pessoa de referência, a fome passou de 11,2% para 19,3%. Já nos lares que possuem homens como responsáveis, a fome passou de 7,0% para 11,9%. Segundo a pesquisa, isso ocorre, entre outros fatores, pela desigualdade salarial entre os gêneros.

E esse não é um retrato apenas do Brasil. De acordo com o estudo da FAO, a disparidade de gênero na insegurança alimentar mundial – que já havia crescido em 2020 em função da pandemia de covid-19 – aumentou ainda mais em 2021, com 31,9% das mulheres no mundo vivendo em insegurança alimentar moderada ou grave, em comparação com 27,6% dos homens.

A anemia é um dos nefastos resultados gerados pela fome e atinge principalmente mulheres que se encontram em insegurança alimentar. A pesquisa da FAO aponta, que a prevalência da anemia entre mulheres de 15 a 49 anos foi estimada em 29,9% em 2019. O número absoluto de mulheres com anemia aumentou de 493 milhões em 2000 para 570,8 milhões em 2019, o que tem implicações na morbidade e mortalidade feminina e pode levar a resultados adversos na gravidez e no recém-nascido.

Cada um dos números absolutos mencionados nos parágrafos deste texto representa a vida de uma pessoa. É absolutamente revoltante constatar que os avanços nos percentuais de segurança alimentar, ainda que possam parecer pequenos, representam milhões de pessoas convivendo cotidianamente com um sofrimento incalculável.

A desigualdade de gênero também se manifesta na segurança alimentar, gerando diversas consequências para o desenvolvimento econômico e psicossocial na vida destas mulheres que se encontram em extrema vulnerabilidade.

Como sociedade, precisamos priorizar a pauta da erradicação da fome como um desafio urgente e coletivo. Estamos próximos de um período eleitoral, uma verdadeira janela de oportunidade para refletir sobre a sociedade que desejamos e merecemos ser no futuro imediato. Não tenho dúvidas de que o Brasil pode novamente ser uma referência internacional no combate à fome e na erradicação da pobreza.

*Letícia Piccolotto é Presidente Executiva da Fundação BRAVA e fundadora do BrazilLAB – primeiro hub de inovação GovTech que conecta startups com o poder público

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A digitalização dos processos, o armazenamento em nuvem e o desenvolvimento de ferramentas como a Internet das Coisas, fazem com que, cada vez mais, as empresas precisem armazenar, em servidores, seus dados e de seus consumidores. Mediante aos avanços da digitalização, o debate acerca da proteção de dados e informações ganhou mais notoriedade, e com isso a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi implementada para estabelecer um padrão nas normas de segurança.

A cibersegurança nada mais é do que uma proteção de sistemas de computador contra roubo, danos ou acesso indevido. Não só a parte de dados como a questão de hardware, tudo que possa causar interrupção ou entrada indevida de usuários. É uma temática extremamente importante, porque é lei, então devemos cumprir pela boa execução dela.

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Ao se atacar o site de um órgão ou entidade pública muitos riscos vêm à tona. Afinal, é extremamente delicada a questão de ter acesso a um banco de dados com uma infinidade de informações que podem levar a diversos crimes: coleta de dados para um ataque direcionado a uma pessoa, utilização desses dados para enganar empresas, fazer extorsões ou abrir contas em outros bancos. Tudo depende do intuito do invasor, por isso é necessário ter bastante cuidado em relação a vazamentos, como exposição de dados sensíveis que podem ser utilizados para comercialização no mercado da deep web ou em alguma ação relacionada.

Invadir um site ou órgão público com o qual se difere politicamente também pode ser um pretexto. Isso, geralmente, se dá com equipes de profissionais que são extremamente qualificados para fazer ataques sem deixar rastros.

Ademais, precisamos nos proteger de difamações, ameaças tecnológicas, que são os próprios vírus, bugs, defeitos técnicos de invasão na web, sabotagens, fraudes de próprio erro humano ou um descuido e senhas compartilhadas.

Tudo que mencionei até agora é num contexto geral. Colocando em foco as govtechs, startups que têm como propósito gerar inovação para a gestão pública, possivelmente sejam mais atrativas aos hackers por conterem dados extremamente sensíveis, como os oriundos da declaração do Imposto de Renda. Assim como dados de bancos, empresas de sistema financeiro, que tratam com essa sensibilidade, as govtechs têm dados do governo também, que podem ser comercializados e, dessa maneira, prejudicar pessoas, empresas e até mesmo os próprios órgãos públicos.

Para evitar isso, é preciso adotar controles físicos, tecnológicos e humanos personalizados que viabilizem a administração dos riscos e criem um nível de segurança adequado ao negócio, à instituição pública. É difícil, mas não é impossível evitar os ataques cibernéticos. Adotar medidas como realizar um mapeamento, uma matriz de risco e identificar o que se pode fazer; criar objetivos de segurança; garantir a consistência de dados, prevenindo a criação não autorizada e alteração de instituição de dados; garantir a legitimidade dos usuários e tantas outras formas são viáveis.

Investir nessas áreas é o caminho que vai garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e a legalidade, pilares da segurança da informação na sua empresa, seja ela uma govtech, ou não.

*Diogo Catão é CEO da Dome Ventures

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Estamos vivendo em um mundo particular na área de Tecnologia. Mais empregos em oferta do que profissionais habilitados para preenchê-los. Isso não é novidade, mas é o que tem elevado os salários pagos no setor a números que talvez nenhum outro já tenha experimentado. Contudo, sabemos que essa realidade é provisória e nada sustentável.

A busca por caminhos para formar e aumentar o contingente de profissionais na área tem nos levado a descobertas transformadoras. Recentemente, fui conhecer de perto um desses caminhos. Há cinco anos (desde 2017) apoiamos a formação profissional de jovens em vulnerabilidade social para atuarem na área, por meio da parceria com a ONG IOS (Instituto da Oportunidade Social). Com isso, já colaboramos com a formação de 311 novos profissionais.

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Com investimentos advindos principalmente das parcerias com empresas do setor, a ONG transforma, em seis meses, jovens sem experiência corporativa em profissionais prontos para atuarem nas empresas. Em mais de duas décadas já formaram mais de 42 mil profissionais. O maior impacto na sociedade está no aumento da empregabilidade após o curso. Com o emprego que conquistam após a formação, esses jovens conseguem incrementar a renda de suas famílias em até 54%, segundo dados do próprio IOS.

De acordo com levantamentos do Instituto, 17% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos já pagam suas contas e ainda contribuem com a renda da família e 6% deles, ainda em idade de desenvolvimento, já sustentam integralmente as suas famílias. Uma carga bem pesada para pessoas ainda em formação. Boa parte desses jovens têm encontrado emprego aqui nas empresas de Tecnologia.

De frente para essa realidade, é perceptível o potencial de impacto social positivo que as empresas do setor podem trazer para o país. Mais do que isso, quantas vidas podemos transformar de fato. Estamos retratando a realidade de um público do qual o desemprego mais afeta no país, que são as pessoas de 18 a 24 anos.

Ao longo da minha trajetória profissional, atuando em algumas das principais empresas do setor, essa provocação da formação de profissionais sempre esteve, de alguma forma, presente nas minhas escolhas e mostrando o quanto é importante que as lideranças entendam, de fato, que nosso papel na sociedade vai muito além das nossas rotinas diárias nas empresas.

Sempre tive o cuidado de ouvir as pessoas, e isso acabou me aproximando ainda mais desse tema. Talvez porque em minha jornada tenho entendido que é preciso estar conectado com as realidades das equipes que lideramos, e sempre atento aos desafios e oportunidades que apresentam. Esse cuidado é um caminho por onde é possível engajar, inspirar e, principalmente, compartilhar conhecimento.

O jovem que busca essas qualificações está em um momento muito complexo da vida. Ele tem muitas necessidades. Seja de prover para a família e ele mesmo a necessidade de alimento, de saber, de aprender, de conseguir, de experimentar e de conquistar. Ele precisa entender com muita urgência o que vai se tornar no mundo do trabalho. Nosso papel de liderança é imprescindível e pode dar alento a um jovem que sequer imagina que poderá um dia trabalhar com tecnologia. Percebo cada vez mais que cabe a nós, nas empresas, ajudá-los a traçar esses caminhos.

Ao mesmo tempo, compartilhar nossas experiências com eles pode trazer mais tranquilidade. Costumo dizer que, lá no início da minha carreira, com tantos planos e projeções que fiz sobre mim, jamais imaginei as escolhas que tive que fazer. Não foi possível prever absolutamente nada. Então, dividir isso é trazer a eles um conforto e uma calma necessária, para que possam trilhar carreiras sólidas, mais focadas e não em ritmo tão “flash” como o setor tem vivenciado nos dias de hoje.

A dica mais valiosa que gosto de dar a eles é sobre não ter medo de mudar. É ajudá-los a entender que o mais importante é virar o radar para onde eles querem estar e deixar acontecer. Essa é a melhor fórmula para chegar bem aonde a trajetória nos levar e onde nos deixamos ser levados.

Para esquentar ainda mais esse cenário, com a pandemia, o home office aumentou a disputa por esses profissionais que agora também são contratados por empresas estrangeiras, pagando em dólar e sem que precisem sair de casa e do país.

Não dá para fomentar essa briga insustentável por salários estratosféricos, e a saída que mais me agrada é acreditar no potencial do jovem. Nós podemos prepará-los para as urgências que o nosso mercado está trazendo de forma gritante.

Sem contar as vantagens em trazer essa nova energia para nossos times e negócios. A realidade que eles trazem é um ingrediente fundamental para a diversidade. Essa mistura nos contempla com um ambiente ainda mais propício para a inovação, para novas soluções e nos faz entender, de fato, os reais problemas sociais que podemos melhorar. Muito mais certeiro que ficar de dentro de uma sala arriscando projetos pontuais sem sequer conhecer o que de fato é a realidade distante, mas que representa a maioria dos que habitam nesse país.

Esse apoio, na verdade, transforma o jovem. Dá a ele e suas famílias a transformação social digna, empodera e o faz acreditar que é capaz, e que a Tecnologia é uma realidade possível em sua trajetória de mudanças. Olhando para isso, descobrimos o quanto esse caminho nos conecta ainda mais com as estratégias globais das empresas que, em nível mundial, estão cada vez mais sendo cobradas por devolver ao planeta e à sociedade tudo que nos é proporcionado.

Assim, venho entendendo que a maior transformação, na verdade, beneficia a própria empresa que está pronta para abrir suas portas para esses jovens talentos que ajudamos a formar. A troca é imediata. Além de pensar diferente, questionar mais e buscar mais conhecimentos, eles conseguem também humanizar mais nossas ações.
Mais que ações pontuais, a formação é uma ação contínua, que encurta os caminhos para a contratação de novos talentos, sem prazo para acabar em uma fila quase infinita de jovens ansiosos por uma possibilidade de aprender, crescer e desenvolver a si próprio e o ambiente onde estão inseridos. É ou não é um excelente negócio?

*Walter Hildebrandi é CTO da Zendesk

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Nos últimos anos, discussões envolvendo o uso de fontes de energia renovável e limpa ganharam força no cenário econômico mundial e vem mobilizando o mercado a buscar soluções que ajudem o mercado a consumir energia da melhor forma possível e minimizar os impactos do aquecimento global.

A chamada revolução energética contribui para o surgimento de startups voltadas para o mercado de energia, que criam soluções de distribuição e implementação de energia limpa, através de fontes renováveis e sustentáveis. Essa soluções direcionam as empresas a economizarem com a conta de luz, uma vez que passam a consumir e produzir energia de forma mais eficiente

Esse cenário impulsiona a criação de um modelo de negócio inovador e as energytech surgem com a missão de atender às necessidades do mercado, além de contribuir para o desenvolvimento de ações que aceleram a revolução energética no Brasil e no mundo.

Fazendo uso Internet das Coisa (IoT), Big Data e Inteligência Artificial, essas empresas conseguem identificar todo o potencial de economia energética, através de ferramentas efetivas para uma das principais dores que o mercado sente: a redução do consumo e custos com luz e o uso de energia limpa e renovável.

Nos últimos anos, devido ao contexto de urgências climáticas e ambientais, o mundo passou a olhar com muito mais atenção para as consequências ambientais provenientes de toda a indústria. Segundo estudo realizado pela Opinion Box, 68% dos consumidores preferem pagar mais caro para consumir produtos e serviços sustentáveis, enquanto 37% dos entrevistados afirmaram que já deixaram de comprar algum serviço por não ser sustentável.

Vale ressaltar ainda como o setor energético é uma área pouco móvel, com vários monopólios na distribuição e comercialização de energia, e agências reguladoras muito centralizadoras. Nesse sentido, a entrada das energytechs nesse meio acaba promovendo não só soluções práticas dentro do setor, mas também transformando todo o entorno através de tecnologias e modelos de negócios inovadores para a área. Até por isso, a tendência é que o mercado de energia fique cada vez mais livre e transparente, passando a contar cada vez mais com uma concorrência mais ampla e sustentável.

Todos esses ganhos e efeitos positivos atrelados ao trabalho dessas energytechs estão sendo reconhecidos através dos fundos de venture capital. No Brasil, de acordo com levantamento realizado pela Distrito Dataminer de 2021, existem atualmente 157 startups do setor energético, e desde 2015 receberam investimentos que ultrapassam a marca de U$85 milhões. No entanto, o crescimento do setor é estrondoso e até agosto passado, os aportes realizados em startups do setor somaram US$ 66,4 milhões, aproximadamente 78% do acumulado histórico.

O crescimento do setor não acontece apenas no Brasil e mostrou-se uma área promissora e aquecida em todo o mundo. Dados da Tracxn, plataforma global que mapeia dados sobre o universo de inovação, em 2020 as energytechs receberam mais de US$ 34 bilhões de investimento. Para 2021, até agosto o setor já acumulava aplicações que passavam dos US$ 21,4 bilhões, dando claros sinais de quebra de novos recordes até o final do ano.

A demanda por soluções que atendam esses problemas está em voga e deve ganhar mais destaque nos próximos anos. Dessa forma, a atuação das energytechs deve resultar em novas tecnologias e modelos de negócios para todo o setor energético a curto prazo. É importante ressaltar as startups do mercado de energia atacam o mesmo problema, mas em diferentes formas, além de estarem alinhadas ao discurso ambiental, estas [energytechs] ajudam o mercado a consumir energia de uma melhor forma e evitar desperdícios, ou seja, quando a energia não precisou ser gerada ou consumida.

Bruno Arcuri é CEO e cofundador da startup Diel Energia

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Como a tecnologia vem promovendo a inclusão, acesso e digitalização em regiões remotas ou de difícil acesso no Brasil

Em algum momento de sua vida, já deve ter ouvido o seguinte ditado: “se a Montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha”. O real significado é que não se deve esperar pelos outros para que ações aconteçam. E nos últimos dois anos, restaurantes e varejistas, impactados pela Covid-19, foram até a “montanha” e se transformaram digitalmente com grande adesão ao delivery digitalizado.

A adesão ao delivery foi praticamente unânime para diferentes classes sociais no país, porém como de praxe, comunidades localizadas em zonas periféricas do país, ficaram de fora. O Brasil é um país de contrastes onde não contabilizamos apenas as conhecidas dificuldades dos 5.568 municípios, precisamos considerar também o modelo sócio-econômico-ambiental desses lugares.

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Segundo o Data Favela em parceria com a CUFA e Instituto Locomotiva, o país tem hoje 13.151 favelas, com 5 milhões de domicílios e mais de 17,1 milhões de moradores, se somarmos a essa estatística regiões ribeirinhas ou com alguma restrição de entrega, chegaremos a mais de 60 milhões de pessoas.

Estamos falando de praticamente ¼ dos brasileiros que não conseguem receber seus produtos na porta de suas casas. Embora este assunto possa ser banalizado para muitos, falamos mais uma vez de acessibilidade e inclusão digital. Agora, repare a quantidade de soluções e tecnologias que chegam a todo momento para você que mora em um grande centro e quantas estão disponíveis para os consumidores das regiões citadas acima? Por que há um desequilíbrio ‘territorial’ mesmo em regiões já dotadas de tecnologia 3, 4, 5G?

Apesar da realidade de menor renda, ao menos R$ 180,9 bilhões são movimentados anualmente nas favelas. Vontade também não falta: 76% dos moradores de favela que têm um negócio próprio, já tiveram ou querem ter, 50% deles se consideram empreendedores.

E é com estes dados que a gente vê que existe uma luz no fim do túnel, ou melhor, no topo da favela. Um exemplo é uma startup, criada por um jovem empreendedor que, com dificuldades em receber os produtos comprados em sites e marketplaces, criou o naPorta, para facilitar as entregas em comunidades e regiões periféricas. Já outro visionário, a Navegam, faz entregas verdadeiramente multimodais, incluindo barcos, em regiões ribeirinhas no Norte do Brasil.

O que essas empresas têm em comum? Estão solucionando problemas complexos com novas tecnologias. Pensando fora da caixa, ou melhor, fora dos grandes centros. Um ambiente propício para as startups de logística e tecnologia que já estão levando acesso, digitalização e inclusão onde as gigantes do e-commerce ainda não chegam.

Ainda existe muito a se trilhar, neste mundo excluído. Mas as notícias são promissoras: espera-se que, com a chegada de uma tecnologia “aberta”, sem que estabelecimentos comerciais necessitem de um “atravessador”, um ecossistema logístico seja criado dentro das comunidades, tanto em favelas como nos ribeirinhas.

O surgimento de uma economia circular, aliada com a tecnologia não é uma utopia. É necessário um olhar digital dessas startups para o problema real, quebrando paradigmas e promovendo digitalização e inclusão em um movimento que encurta distâncias e possibilita o acesso para todos.

*Denis Lopardo é CEO e Founder da Bdoo

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De todas as aplicações no Metaverso, uma das que mais me encanta é como essa nova versão da internet pode transformar a medicina, e por consequência, a saúde e a vida das pessoas. Já esbarrei em alguns exemplos de simulações virtuais para médicos, mas um dos mais interessantes que vi nos últimos dias é o Metaverso Médico, que estará sob a gestão do Thumbay Group, que já começou a trabalhar no projeto. Trata-se de um hospital virtual onde os pacientes poderão visitar e interagir com os médicos por meio de avatares.

O Dr. Thumbay Moideen é o fundador e presidente do Thumbay Group, um conglomerado de negócios internacionais com sede nos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, o grupo já está trabalhando nisso com a esperança de que seja lançado antes de outubro deste ano. O projeto prevê um modelo de hospital virtual completo, onde as pessoas poderão usufruir através de um avatar, consultas médicas de forma totalmente digital. A ideia visa também atender ao turismo permitindo que as pessoas vejam como é o hospital dentro da plataforma.

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O objetivo é oferecer tecnologia de realidade aumentada e virtual para pacientes que estão hospitalizados, acamados por um período de seis meses ou paralisados. Além disso, o hospital quer prestar apoio em ajudar também as pessoas com deficiência permanente. De acordo com Moideen, o projeto vai possibilitar que os pacientes internados por um longo período possam “ir até suas casas” mesmo hospitalizados.

“Por exemplo, uma pessoa do Sri Lanka esteve conosco por um longo período de tempo que ficou paralisada após um acidente de carro e todos os seus movimentos sensoriais desapareceram, mas apenas seu cérebro funcionava. Ele pôde visitar virtualmente seu quarto por meio da tecnologia de realidade aumentada e virtual. Isso motiva os pacientes que exigem cuidados a longo prazo e oferece esperança de que possam voltar ao seu lar”, comenta o presidente do projeto.

1º Metaverso médico do mundo

Em janeiro deste ano, o primeiro Centro de Atendimento ao Cliente do Metaverso foi lançado em Dubai, pelo Ministério da Saúde e Proteção Comunitária dos Emirados Árabes Unidos (MOHAP). O centro foi projetado para atender os requisitos dos clientes em espaços 3D de maneira fácil, e ao mesmo tempo, proporcionando ao público uma experiência sensorial interativa e digitalmente imersiva.

Os pacientes têm a opção de entrar rapidamente no mundo imersivo da MetaHealth – plataforma de saúde do Metaverso, e conversar com uma pessoa real do Centro de Satisfação do Cliente, caso necessite de alguma ajuda. A organização contratou ainda uma empresa para treinar todos os seus médicos para que eles possam se adaptar na transição em lidar com pacientes que chegam através da tecnologia.

Outro destaque vai para o uso da tecnologia artificial para solucionar problemas médicos. Recentemente, o professor Chuanxue Bai junto de outros profissionais propuseram uma definição do Metaverso para a área como “Medicina Como a Internet das Coisas Médicas” ou em inglês, (Medicine as the medical Internet of Things), já que a tecnologia facilita a experiência pelo uso de óculos de realidade aumentada e virtual, em casos de cirurgias, atendimentos e etc.

Um painel multidisciplinar de médicos e especialistas em TI da Ásia, Estados Unidos e Europa abordou as inovações e possibilidades que serão possíveis de realizar por meio da tecnologia. O grupo entrou num consenso de que educação médica, divulgação científica, consultas, diagnóstico e tratamento graduado, pesquisa clínica e até assistência médica poderiam ser facilitadas com o uso da inovação.

Para finalizar, essa interação entre medicina e mundo virtual pode facilitar diferentes serviços médicos, como prevenção de doenças, exame físico, diagnóstico, reabilitação, primeiros socorros e muito mais.

Torçamos que o Metaverso focado na saúde sirva para transformar a vida das pessoas de forma positiva.

Seguimos atentos às demais novidades do assunto.

* Luciano Mathias é CCO da TRIO

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O termo Metaverso vem originalmente do romance em estilo Cyberpunk de 1992, “Snow Crash”, escrito pelo autor estadunidense Neal Stephenson. Ele foi usado para descrever uma realidade virtual 3D sucessora da Internet onde avatares controlados por humanos interagem entre si e “agentes de software”. Embora seja improvável que a ideia central de Stephenson de um mundo 3D singular como substituto da Internet aconteça, muitos de seus conceitos e de sua ficção já se tornaram realidade.

Crescendo em outra vertente, uma tecnologia que também vêm sendo bastante discutida é o 5G, a quinta geração de comunicações sem fio. Isso tudo começa com voz analógica no 1G, perpassa ao 2G que permite voz digital e mensagens de texto, adentra ao 3G que traz à internet sem fio básica e vídeo de baixa definição e por fim, desenvolve a atual rede 4G onipresente, na qual é possível suportar acesso móvel à web, jogos, vídeo de alta definição e videoconferência.

O 5G permite taxas de dados muito mais altas, latência reduzida, maior capacidade do sistema e conectividade de vários dispositivos – exatamente o que o Metaverso precisa. Essa camada de infraestrutura totalmente nova possibilita todos os tipos de experiências incríveis, tornando-se não somente mais uma ferramenta, mas sim um canteiro de obras inteiro, do qual estamos apenas arranhando a superfície. Para se ter uma noção, aqui estão quatro maneiras pelas quais a tecnologia 5G permitirá o futuro desse novo universo:

  1. Conexão em qualquer lugar

Embora se possa ter uma experiência interessante de realidade aumentada ou realidade virtual sozinho, o Metaverso é mais do que apenas algo individual, ele é uma realidade digital persistente composta de grandes quantidades de informações e atividades. No momento em se precisa de uma conexão com fio ou Wi-Fi rápido para se conectar, o 4G simplesmente não oferece o tipo de banda larga necessária para suportar a conexão direta com uma rica experiência dentro desse universo imersivo.
Portanto, é imprescindível baixar a maior parte de uma experiência local antes de entrar nela. Para se conectar diretamente ao Metaverso, é preciso esperar, em média, 100s de Mbps que apenas o 5G pode fornecer.

  1. Fator de forma de hardware menor

Um dos objetivos do futuro no Metaverso não é apenas a experiência que se obtém ao se conectar a ele, mas também a realidade do hardware que será necessário. Atualmente, os fones de ouvido Realidade Aumentada e Realidade Virtual são grandes e volumosos, geralmente conectados por meio de um cabo a uma máquina de jogos de última geração.

Visando melhorar essa situação, o atual objetivo é que haja brevemente um fone de ouvido com o formato de um par de óculos sem fio de aparência normal que se possa usar o dia todo. No entanto, a realidade do mercado no presente é que mesmo o melhor headset VR autônomo para consumidores, têm mais de um quilo de hardware conectado ao rosto.

Embora a tendência de miniaturização tenha servido bem, com o modelo atual, é essencial que se baixe uma experiência inteira e execute-a localmente. Com uma conexão 5G, é possível se conectar a uma experiência em execução na borda e transmiti-lá ao seu fone de ouvido para vivenciá-la imediatamente. Isso elimina a necessidade de grande parte dos componentes geradores de calor dos fones de ouvido atuais e reduz as necessidades de resfriamento e energia.

  1. Renderização remota

Um dos maiores ganhos com o 5G e o Metaverse é a renderização remota. Ao fazer todo o “trabalho pesado” da renderização na borda, a experiência pode ser transmitida de maneira semelhante ao streaming de um filme. Atualmente, um usuário normalmente precisa de um computador de jogos de última geração para executá-los e as redes 4G são um gargalo para implementar o acesso rápido a tais opções imersivas.

Outra vantagem do 5G sobre o 4G é a latência reduzida. A latência é a quantidade de tempo que leva para que os dados sejam transferidos entre sua origem e seu destino, geralmente medido em milissegundos (ms). Essa latência está diretamente conectada com quantos quadros por segundo (FPS) podem ser transmitidos para um fone de ouvido. Em taxas de quadros lentas, 15-30 FPS, apenas virar a cabeça pode deixar as pessoas doentes na realidade virtual e é considerado o mínimo para a maioria dos videogames. 60 FPS é considerado mais ideal e um mínimo para a RV, com 90 FPS sendo o padrão atual mais confortável de uso.

Apesar de a maioria dos recursos de Realidade Aumentada, com uma taxa de quadros lenta não deixar necessariamente alguém doente – pois se está olhando principalmente para o mundo real – não parece a maneira mais confortável para utilizar todo o potencial dessa aventura de imersão. A latência média de 4G é de cerca de 50ms, resultando em uma taxa de quadros de cerca de 20FPS, muito lenta para uma experiência regular no Metaverso. Com a latência do 5G de menos de 10ms, as taxas de quadros são mais convidativas, de aproximadamente 90FPS e para o futuro, a renderização remota pode ser mantida.

  1. Ampliação da realidade

Ainda que a Realidade Virtual tenha uma grande capacidade de tirá-la do mundo real e a Realidade Aumentada possa mostrar o virtual sobre o mundo real, o Santo Graal do Metaverso é combinar os dois com a Realidade Estendida. Para permitir uma realidade estendida realista, é preciso mapear digitalmente o mundo real. Este mapa é usado para fornecer contexto à realidade estendida, permitindo que objetos virtuais sejam persistentemente ancorados em um local no mundo real e experimentados por muitos, e não apenas exibidos temporariamente para um único usuário.

Para experiências simples, como mencionado acima, talvez seja necessário fazer isso apenas localmente. Entretanto, para habilitar isso em uma escala mundial ou distrital, é de suma importância um mapa compartilhado muito maior. Este gêmeo digital do mundo é referido como a internet espacial. Essa internet espacial não apenas conteria a forma mapeada do mundo e os objetos virtuais que ele contém, mas também vincularia a metainformação. Uma escultura virtual em um parque, por exemplo, pode ser conectada através de dados, disponibilizando as informações em relação ao artista que a fez.

Novamente, o 5G permite a conexão com todos os dispositivos que o utilizam para ver um Metaverso em amplitude global, ao mesmo tempo em que, sua visualização está sendo usada para atualizar o mapa em tempo real.

*Adriano da Silva Santos é jornalista, escritor e colunista de editorias de criptomoedas, economia, investimentos, sustentabilidade e tecnologia voltada à medicina

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Em um país onde há mais smartphones do que pessoas, é notório o quanto esses dispositivos se tornaram companheiros fiéis na rotina da maioria, ainda mais em tempos de aceleração e transformação digital. Afinal, são 242 milhões de celulares inteligentes em uso no Brasil, segundo o Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVCia) da Fundação Getúlio Vargas. Ou seja, continuamos com mais de um smartphone por habitante em 2022.

No Brasil, inclusive, a cada TV vendida, vendem-se três celulares. Alguns fatores podem ser levados em consideração para esses números. A tecnologia muda tão rápido que um aparelho que era novo no ano passado pode ser considerado velho neste ano. Além disso, o lançamento recorrente de novos modelos leva a um número cada vez maior de celulares que vão caindo em desuso.

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Atrelado a tudo isso, não podemos negar também quando nosso queridinho indispensável reivindica aposentadoria. O tempo chega para todos, não é mesmo? Problemas técnicos ou configurações defasadas dão o tom do momento. Quer ficar por dentro dos principais sinais de que a hora do seu celular chegou ou está se aproximando?

Bateria já não dura tanto

Chegar à metade do dia com o aparelho praticamente descarregado é uma frustração sem tamanho. Quanto mais antigo o smartphone for, menos a bateria durará. Caso suspeite de que ela está “viciada”, considere a troca do item. Se não, tal fato indica que o aparelho precisa ser substituído.

Lentidão e travamentos

Seja para abrir a câmera para fotografar aquele momento crucial ou algum arquivo importante, nada é mais desagradável do que a lentidão e os travamentos repentinos. Considere levá-lo a uma assistência técnica, e, por fim, analise a possibilidade de trocar o aparelho.

Superaquecimento

Outro sinal alarmante é o aumento da temperatura do celular. O problema é ainda maior quando isso acontece mesmo se o dispositivo estiver sendo pouco utilizado. Trata-se de um indício de que o aparelho já não consegue executar todas as tarefas como deveria.

Sistemas antigos

Aparelhos com sistemas operacionais desatualizados apresentam poucos recursos e funcionalidades. Isso sem contar o risco de segurança, porque não recebem mais correções.

Menos recursos

A cada novo lançamento, as fabricantes adicionam novos recursos aos aparelhos. Funcionalidades que ajudam na potência do dispositivo, como o carregamento mais rápido e a economia de energia, além de sensores que monitoram as atividades físicas sem a necessidade de uso de acessórios, também podem ser fatores levados em consideração para a troca.

Então, caso a vida útil do seu celular esteja chegando ao fim, por que não considerar a substituição por um aparelho recondicionado ou, ainda, uma assinatura Phone as a Service? Em vez de virar lixo eletrônico ou ocupar espaço no fundo da gaveta, muitos celulares podem esticar o fôlego e servir àqueles que buscam aparelhos de ponta a preços acessíveis.

Afinal, com a situação econômica atual e os novos comportamentos dos consumidores – que procuram por opções mais viáveis de experiência e não por posse de um serviço e/ou produto em si –, alternativas do tipo podem ser a saída perfeita.

*Felipe Moraes é Customer Experience da Leapfone, startup do segmento de Phone as a Service

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Após o homem mais rico do mundo desistir de comprar o Twitter, o caso vem gerando especulações em diversos segmentos do mercado e pode ter impactos decisivos na estrutura do consumo de informações – permeada pela tecnologia – e na vida dos usuários das redes sociais. Isso porque Elon Musk alegou que a quantidade de contas falsas (que incluem robôs) na rede social é de quase 20% do total de usuários ativos, embora a empresa afirme que o percentual é de 5%.

O acontecimento foi parar na justiça americana e a “bomba” jogada pelo bilionário impactou diretamente o valor de mercado do Twitter. O preço das ações caiu mais de 40% em apenas três dias. A oferta de Musk condicionava a compra a um valor por ação de US$ 54,20, e hoje o papel se encontra a aproximadamente US$ 32,50. A ver como serão os desdobramentos dessa questão e o que virá até o julgamento acelerado entre as partes, marcado para outubro.

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Mas as consequências do retrocesso no deal vão além: o Twitter precisa acelerar seus esforços na reversão dessa imagem e focar no controle das fake news – um dos principais males da sociedade virtual, para melhorar sua proposição de valor como um todo. Essas notícias falsas deterioram o valor de mercado das plataformas, porque afetam a experiência dos usuários e “inflam” artificialmente os dados de uso utilizados pelos anunciantes em seus planos de mídia junto a esse formato.

Essa questão é relevante para o mercado há algum tempo, mas seus desdobramentos podem impactar ainda mais diretamente a vida dos usuários e a forma como consomem informação. A União Europeia vem exigindo maior transparência de todas as plataformas digitais em seus termos de uso, códigos-fonte e regras de privacidade; com o constante aumento dos investimentos publicitários nos meios digitais, os anunciantes demandam acurácia e assertividade na alocação de seu dinheiro; e,com esse tema em alta, outras plataformas também tendem a multiplicar esforços de remoção de notícias e contas falsas para viabilizarem a qualificação do conteúdo publicado.

O aumento desse controle não mudará apenas o tipo de informação veiculada, mas espera-se que traga maior transparência para a população acerca de como seus dados são tratados, usados e manuseados pelas redes –pois, como já se viu, a difusão de fake news impacta até mesmo o entendimento sobre as guerras e coloca riscos sobre resultados de eleições pelo mundo, incluindo o Brasil.

Outra consequência, uma das mais temidas (ou celebradas) do acordo com Elon Musk, consiste na mudança radical das políticas e dos termos de uso atuais do Twitter, que vêm sofrendo enormes modificações e ajustes desde 2020, rumo à moderação e ao controle da publicação de fake news na plataforma. O movimento de banimento do ex-presidente Donald Trump até hoje é comentado, e Elon Musk acenou diversas vezes a favor de mais flexibilidade nos critérios editoriais para publicações na rede social.

Outro desafio do Twitter em médio e longo prazo após a perda do negócio que tinha condições bastante vantajosas para os acionistas é que a drástica redução do valor de mercado deixa a organização mais vulnerável ao recebimento de novas ofertas “hostis” de aquisição. Logo após o fim do quase casamento com Musk, por exemplo,as ações da plataforma deram um salto de 8% após a Hindenburg Research, mais conhecida por fazer vendas a descoberto, ter dito que construiu uma participação significativa na empresa. A marca, conhecida por apostar contra outras empresas, liquidou em maio sua posição vendida na plataforma, alegando, na época, haver risco considerável de que o acordo entre o Twitter e Musk seria reprecificado a um patamar mais baixo em relação ao valor originalmente pactuado.

Agora o processo do Twitter, que busca manter a compra, foi protocolado junto à Corte de Delaware e deve dar início a uma longa disputa judicial entre a companhia e o homem de bilhões. Muitas coisas ainda podem mudar e o destino do Twitter é incerto, mas vale aproveitar a ventilação de dados para aprimorar a experiência pública e aplicar novas estratégias contra as fake news e seus impactos na sociedade. Não podemos nos esquecer de que o Twitter ainda é uma das maiores e mais abertas fontes de informação e conhecimento do mundo, e seu fortalecimento e reconstrução futuras certamente poderão ser extremamente benéficas para todos os que acreditam e apoiam uma sociedade mais digital e justa.

*Fernando Moulin é partner da Sponsorb, professor e especialista em negócios, transformação digital e experiência do cliente

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