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Para tentar resolver um mistério crucial sobre a atmosfera de Marte, os cientistas da NASA estão contando com a ajuda de pessoas comuns – como você. Eles organizaram um projeto chamado “Cloudspotting em Marte”, que convida o público a identificar nuvens marcianas usando a plataforma de ciência cidadã Zooniverse

A informação pode ajudar os pesquisadores a descobrir por que a atmosfera do planeta é apenas 1% mais densa que a da Terra, embora amplas evidências sugiram que costumava ser muito mais espessa.

Registro feito pelo rover Curiosity, da NASA, onde é possível ver as nuvens de Marte. Imagem: NASA/JPL-Caltech

Um dos fatores que sugerem a alteração da atmosfera de Marte ao longo dos anos de evolução do planeta é que, atualmente, a pressão do ar é tão baixa que a água líquida simplesmente evapora da superfície. No entanto, bilhões de anos atrás, a paisagem era composta por lagos e rios.

Mas como Marte perdeu sua atmosfera com o passar do tempo? Uma teoria sugere que diferentes mecanismos podem estar levando água para a atmosfera, onde a radiação solar separa as moléculas em átomos de hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é leve o suficiente para vazar para o espaço.

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Assim como a Terra, Marte tem nuvens feitas de gelo de água. Mas, diferentemente daqui, lá existem nuvens feitas de dióxido de carbono (gelo seco), que se formam quando fica frio o suficiente para a atmosfera marciana congelar. 

Ao descobrir onde e como essas nuvens aparecem, os cientistas esperam entender melhor a estrutura da atmosfera média de Marte, que é de cerca de 50 a 80 quilômetros de altitude. “Queremos aprender o que desencadeia a formação de nuvens — especialmente nuvens de gelo de água, o que poderia nos ensinar o quão alto o vapor de água fica na atmosfera — e durante as estações”, disse Marek Slipski, pesquisador de pós-doutorado no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.

Foi pensando nisso que o “Cloudspotting em Marte” foi desenvolvido. O projeto gira em torno de um registro de 16 anos de dados do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da agência, que estuda o Planeta Vermelho desde 2006. 

O instrumento Mars Climate Sounder da espaçonave estuda a atmosfera em luz infravermelha, que é invisível para o olho humano. Em medições tomadas pelo instrumento enquanto o MRO orbita Marte, as nuvens aparecem como arcos. 

A equipe precisa de ajuda para peneirar esses dados, marcando os arcos para que os cientistas possam estudar de forma mais eficiente onde eles ocorrem na atmosfera. “Agora temos mais de 16 anos de dados para pesquisarmos, o que é muito valioso — isso nos permite ver como as temperaturas e nuvens mudam em diferentes estações e de ano para ano”, disse Armin Kleinboehl, investigador da MARS Climate Sounder na JPL. “Mas é um monte de dados para uma pequena equipe olhar”.

Embora os cientistas tenham experimentado algoritmos para identificar os arcos nos dados do Mars Climate Sounder, é muito mais fácil para os humanos enxergá-los com os olhos. Kleinboehl disse que o projeto também pode ajudar a treinar algoritmos melhores que poderiam fazer esse trabalho no futuro. 

Além disso, o projeto inclui webinários ocasionais em que os participantes podem ouvir dos cientistas sobre como os dados serão usados.

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O novo ciclo solar que começou em 2019 é considerado bem mais “intenso” do que o anterior, com um número maior de fenômenos ocorrendo no sol. Segundo o Spaceweather.com, a Terra foi atingida por uma tempestade solar entre os dias 25 e 26 de junho.

A tempestade solar foi classificada como G1 na escala da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Uma tempestade da classe G1 não afeta a saúde humana na superfície da Terra, mas pode causar uma interrupção nas flutuações da rede elétrica e nas operações de satélite. Outro destaque é que as tempestades G1 podem causar aurora boreal no hemisfério norte, principalmente em regiões dos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Groenlândia.

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Tempestade solar atingiu a Terra

O fenômeno foi considerado inesperado e ocorreu junto com o  alinhamento extremamente raro de cinco planetas, onde Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno se alinham no céu em ordem de proximidade com o sol. Esse fenômeno não ocorria desde 1864.

“Uma região de interação co-rotativa (CIR) atingiu o campo magnético da Terra, abrindo uma rachadura na magnetosfera do nosso planeta. A tempestade solar entrou para desencadear uma rara exibição de solstício de auroras”, explicou o Spaceweather sobre a causa do incidente.

Em Calgary, no Canadá, o fotógrafo Harlan Thomas capturou uma imagem das auroras. “A aurora durou 5 minutos e que show. O auge foi quando a aurora se tornou visível a olho nu”, escreveu o profissional. As imagens podem ser conferidas clicando aqui.

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Uma startup de tecnologia militar israelense chamada Camero-Tech criou um dispositivo baseado em radar que, de acordo com seus desenvolvedores, permite que os soldados literalmente “vejam através das paredes”. 

Segundo relata o jornal Insider, o gadget futurista, que recebeu o nome de Xaver 1000, levanta questões éticas significativas sobre vigilância e privacidade.

Xaver 1000, o dispositivo militar que pode ver através das paredes. Imagem: Camero-Tech

De acordo com a descrição apresentada no site da empresa, o dispositivo pode dar às unidades de inteligência “uma visão 3D de consciência situacional sem precedentes”, além de ter a capacidade de detectar objetos vivos (estáticos ou dinâmicos) atrás de paredes e outros obstáculos físicos.

Portanto, as equipes táticas poderão obter uma imagem altamente detalhada do que está acontecendo por trás de uma variedade de obstruções, permitindo que eles se preparem antes de violar ambientes urbanos.

Segundo os cientistas que desenvolveram o projeto, o dispositivo também pode ser extremamente útil durante as operações de busca e resgate, possibilitando aos socorristas enxergar vítimas de desastres que estiverem presas em locais fechados.

Ainda de acordo com a equipe, o dispositivo é de fácil manuseio e execução, podendo ser operado por um único usuário. Ele ainda pode enviar dados de volta para a base militar via WiFi.

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A Camero-Tech afirma também que o dispositivo pode penetrar através da maioria das paredes e materiais comuns, incluindo cimento e concreto em um raio de 40 metros usando um radar de banda ultra-wide baseado em pulso.

Uma tela integrada de dez polegadas sensível ao toque permite que as equipes visualizem objetos vivos atrás de quase qualquer obstáculo, podendo até mesmo dizer se eles são um adulto, uma criança ou um animal, ou se estão sentados, de pé ou deitados. Isso tudo graças a um algoritmo de Inteligência Artificial capaz de rastrear seus movimentos.

Com aproximadamente 17 kg, o dispositivo pode ser embalado significativamente graças a uma antena dobrável, o que lhe permite ser facilmente posicionado em quase qualquer ambiente.

Ao mesmo tempo em que a ferramenta representa uma vantagem tática crítica no campo e pode salvar vidas em situações de desastres naturais, também apresenta novas oportunidades sinistras de vigilância invasiva.

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Um pequeno crustáceo com oito tentáculos assustou banhistas da praia de Bennar, no País de Gales. O animal marinho, da espécie Lepas anatifera, foi flagrado nas últimas semanas e teve sua foto compartilhada no Facebook por Shell Longmore. 

O corpo do animal é sustentado por uma espécie de cauda flexível que é revestida por placas lisas e de coloração branca, semelhantes a conchas que ficam na ponta de cada “tentáculo”. O crustáceo usa esses tentáculos para capturar alimentos. 

No oceano, esses animais costumam se fixar na carapaça de tartarugas. Essa espécie pode ser vista principalmente  no Oceano Pacífico, principalmente na costa das ilhas britânicas, onde o flagra recente aconteceu. 

Imagem: Facebook

Criatura bizarra em praia

No inglês, esse animal é chamado de goose barnacles ou gooseneck barnacles, algo como “cracas de pescoço de ganso” em tradução direto. Isso se dá por conta da similaridade das conchas dessa criatura com um bico de ganso.

Apesar de bizarro, a criatura possui valor, já que é uma iguaria culinária em países da Península Ibérica e pode chegar a custar quase R$ 2 mil o quilo. Nos comentários do Facebook, inclusive, haviam ofertas de compra pelo animal. 

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Animal encontrado em praia na Tailândia

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma criatura, semelhante a um ouriço, andando em uma praia de Krabi, província na costa oeste do sul da Tailândia. As imagens foram capturadas no mês passado e divulgadas pelo portal Kameraone.

De acordo com o site, o animal em questão é da ordem  Spatangoida, um tipo de ouriço do mar. Ao contrário dos ouriços comuns, esses são bilateralmente simétricos e têm uma superfície anterior distinta. Veja o vídeo do flagrante aqui.

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Após uma série de adiamentos, a NASA bateu o martelo quanto à data de lançamento da missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE). 

Animação simula a órbita do CubeSat CAPSTONE, da NASA. Créditos: Ilustração da NASA/Daniel Rutter

De acordo com a agência espacial norte-americana, o foguete Electron, da Rocket Lab, responsável pelo envio da carga à Lua, vai decolar na segunda-feira (27), às 7h da manhã (pelo horário de Brasília), a partir do Complexo de Lançamento 1 da empresa na Península de Mahia, na Nova Zelândia.

O evento será transmitido em tempo real pela Internet, no site da NASA TV, no app e no canal da agência no YouTube, a partir das 6h. 

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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A missão Psyche, da NASA, deve pousar em um asteroide (com o mesmo nome da missão) para confirmar a teoria de que o objeto espacial com 225 quilômetros de largura é o núcleo exposto de um protoplaneta. Para ajudar no objetivo, cientistas criaram um mapa detalhado do asteroide alvo da missão.

O Psyche é rico em metais e um dos objetivos do mapa foi justamente identificar algumas de suas propriedades. A pesquisa foi feita por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e contou com a participação de pesquisadores do observatório ALMA, no deserto do Atacama, no Chile.

Usando a rede do famoso observatório foi possível medir a luz emitida pelo asteroide, permitindo a que temperatura e algumas propriedades elétricas do astro fossem medidas. Os dados foram comparados com emissões simuladas para que fosse possível identificar os metais e silicatos.

“Os mapas revelam vastas regiões ricas em metal varrendo a superfície do asteroide, juntamente com uma grande depressão que parece ter uma textura de superfície diferente entre o interior e sua borda; essa diferença pode refletir uma cratera cheia de areia mais fina e bordada com materiais mais rochoso”, diz o comunicado do instituto.

“A superfície de Psyche é muito heterogênea”, diz o principal autor Saverio Cambioni. “É uma superfície evoluída, e esses mapas confirmam que os asteroides ricos em metais são mundos interessantes e enigmáticos. É mais uma razão para esperar que a missão Psyche vá para o asteroide”. No asteroide foi encontrado um grande grupo de minerais feitos de silício e oxigênio misturados com outros elementos.

Missão Psyche

Psyche é uma missão inédita que irá orbitar um asteróide chamado 16 Psiquê (16 Psyche, em inglês), um dos primeiros a serem conhecidos. Ele foi descoberto pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis em 1852. Batizado em homenagem à deusa da alma na mitologia grega, é o maior asteroide do tipo M já descoberto.

A jornada da espaçonave até seu alvo levará três anos e meio. Quando seu comissionamento estiver completo, a espaçonave terá 24,76 metros de comprimento por 7,34 metros de largura, aproximadamente o mesmo tamanho de uma quadra de tênis. Ela será alimentada por dois painéis solares, e usará vários instrumentos, incluindo câmeras e espectrômetros, para determinar a topografia, estrutura interna e campo gravitacional de 16 Psiquê, bem como sua idade.

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Ela também testará um sistema experimental de comunicação a laser denominado DSOC (Deep Space Optical Communications) para se comunicar com a Terra. Ele usa fótons (luz) para se comunicar em vez das ondas de rádio normais, e promete desempenho de 10 a 100 vezes o dos sistemas atuais baseados em rádio, sem aumento significativo na massa, volume ou consumo de energia do equipamento.

Psyche é uma missão irmã da Lucy, missão lançada em novembro que irá estudar vários asteroides troianos de Júpiter. Apesar de um problema com um de seus painéis solares, a espaçonave atualmente prossegue como programado rumo a seu alvo, numa missão que deve durar 12 anos.

Os asteroides que serão explorados pela Lucy são chamados pela Nasa de “fósseis” da formação de planetas, e podem nos dar pistas sobre as origens do sistema solar. O motivo é que eles teriam sido capturados nas suas órbitas atuais no começo da formação do sistema solar.

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Inicialmente programada para decolar entre os dias 3 e 15 de maio, a missão Cislunar Autonomous Positioning System Operations and Navigation Experiment (CAPSTONE), da NASA, sofreu diversos adiamentos. Agora, a agência revelou que o lançamento será na segunda-feira (27), a partir da Península de Mahia, na Nova Zelândia.

Esta já é a quinta data divulgada pela agência espacial norte-americana em pouco mais de dois meses. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (23) pelo Twitter do Centro de Pesquisa Ames, da NASA.

“Para permitir mais tempo para os preparativos do foguete, agora estamos mirando não antes de 27 de junho para o lançamento da espaçonave CAPSTONE”, diz a publicação.

A conta oficial da Rocket Lab, provedora do foguete Electron que será responsável pelo envio da carga à Lua, também usou seu perfil na plataforma para divulgar a nova data. “Estamos traçando um novo caminho para a Lua em apoio ao Programa Artemis da NASA e estamos em contagem regressiva até 27 de junho para o lançamento da CAPSTONE com nossos parceiros de missão”.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, ainda que não seja diretamente ligada ao Programa Artemis, da NASA, a missão acabará ajudando a agência nos processos que precedem o momento de levar seres humanos de volta à Lua, o que deve acontecer entre 2025 e 2026.

Com as dimensões próximas às de um forno micro-ondas, a espaçonave CAPSTONE tem por objetivo verificar a estabilidade de uma órbita circular quase retilínea (NRHO) ao redor da Lua, modelando o que a futura pequena estação espacial Gateway precisará seguir com os astronautas a bordo.

A órbita planejada posicionará a CAPSTONE dentro de 1,6 mil quilômetros de um local estratégico da Lua em seu ponto mais próximo, fornecendo acesso ao polo sul. Esse é o principal alvo das missões tripuladas Artemis, dada a provável presença de gelo de água em crateras polares permanentemente sombreadas.

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Em sua altitude mais elevada, o CubeSat CAPSTONE oscilará 43 vezes mais alto para 70 mil km. A vantagem de tal órbita – que ainda não foi testada por outras naves espaciais – é que futuras naves espaciais que entram e saem da superfície lunar no polo sul não precisarão voar tão alto para se encontrar com a Gateway.

Como a Lua tem concentrações de massa que podem causar perturbações em suas órbitas, o CAPSTONE acabará funcionando como um teste mais barato, antes do envio da estação Gateway, bem mais cara.

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Comparado aos oceanos sob o ponto de vista de poucas descobertas até o momento, o cérebro humano ainda é uma incógnita que intriga as mentes mais fantásticas desse planeta. Há tantos mistérios dentro das nossas conexões neurais que façanhas científicas podem nos levar para mundos jamais imaginados. Que tal dormir sob o aconchego do seu edredom e, de repente, acordar em Marte. Missão impossível? Para a física quântica, nem tanto! Aliás, é um desafio que integra a rotina de estímulos que o físico Michio Kaku impõe aos seus alunos: o vislumbre de sentir a mente de Deus ou a energia cósmica por meio da onda quântica.  

Insano?  

Respeitado no cenário da ciência mundial, Kaku é um visionário e sempre acompanhou a busca por respostas que fazem parte do todo, do cosmo e de toda a nossa insignificância diante de uma energia muito maior. 

O que ele sugere? Há uma probabilidade pequena, minúscula, tão instigante quanto a teoria da relatividade conduziu aos maiores anseios de Albert Einstein por respostas ditas insanas em uma época em que poucos davam crédito ao que realmente estava sendo comprovado cientificamente falando. E agora, sabe o que mais instiga o físico Michio Kaku? A possibilidade de que a onda quântica existente no universo seja um túnel conduzido por meio do espaço/tempo com a força de levar qualquer ser humano à Marte. 

Marte faz parte de inúmeras pesquisas científicas e também de incógnitas que somente a física quântica poderia explicar. Imagem: joshimerbin – Shutterstock

Múltiplos universos 

De acordo com Michio Kaku, que publica artigos rotineiramente no “The New York Times”, a maluquez pode ser a grande resposta para uma descoberta incrível: é possível surfar diante dessa bolha que explodiu há 13,8 bilhões de anos, sentindo as energias que compõem o todo. 

Segundo Kaku, a teoria quântica é  baseada no que é conhecido como princípio da incerteza de Heisenberg, permitindo uma pequena probabilidade de que possamos existir mesmo em lugares distantes. Está vendo Marte emanando uma luz noite sim, noite não? Pois saiba que você pode estar lá! 

Dentro do princípio da física quântica, “há uma probabilidade pequena, mas calculável, de que nossa onda quântica faça um túnel através do espaço-tempo e termine lá”.  

Despertando em Marte 

A busca do físico pode ser vista como insana por muitos, mas a realidade, como ele mesmo define, possibilita determinados cálculos que podem nos levar a Marte. No entanto, para isso, haveria a necessidade de esperarmos mais do que o tempo de vida do universo. Se nossa existência dificilmente dura mais do que 100 anos, certamente seria algo utópico.  

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Metáforas universais

Mas ainda há uma chance. Para Kaku, é totalmente imprudente que você acorde em Marte amanhã, mas o improvável não significa algo impossível. 

“O frio extremo e a falta de uma atmosfera respirável são totalmente alheios à vida humana em Marte”, disse o cientista. No entanto, como ele mesmo defende, a teoria quântica é baseada em uma imagem radicalmente diferente formada por uma multiplicidade. 

São partículas subatômicas que carregam uma carga gigantesca de elétrons, presente em vários lugares ao mesmo tempo.

Portanto, assim como Einstein foi julgado como louco lá atrás, nem sempre é garantido duvidarmos de teorias que se baseiam em comportamentos que desafiam a compreensão convencional da realidade.

Via: The Byte

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O chamado “ensaio molhado” da missão Artemis 1 foi concluído nesta segunda-feira (20), informou a NASA por volta das 20h40 (horário de Brasília). O teste de abastecimento, o principal antes do lançamento, começou no último sábado (18) e teve seu cronograma cumprido com a finalização no dia de hoje. Apesar disso, um vazamento de hidrogênio no sistema de desconexão rápida colocou dúvidas se haveria tempo hábil para o encerramento do ensaio.

Aliás, o comunicado da NASA sobre o fim do “ensaio molhado”, explica que os testes foram encerrados mesmo que o vazamento não tenha sido consertado. Segundo a agência, apesar dos esforços da equipe, o vazamento prosseguiu e então foi criado um plano para mascarar os dados afetados pelo vazamento e manter o cronograma do teste. 

O plano acabou colocando um tempo maior de espera durante o teste.  “O tempo necessário para desenvolver o plano exigia um tempo de espera prolongado durante as atividades de contagem regressiva, mas elas puderam ser retomadas com os 10 minutos finais da contagem regressiva, chamados de contagem de terminais”, disse a NASA.

“Durante a contagem de terminais, as equipes realizaram várias operações críticas que devem ser realizadas para o lançamento, incluindo a mudança de controle do sequenciador de lançamento no solo para o sequenciador de lançamento automatizado controlado pelo software de voo do foguete, e uma etapa importante que a equipe queria realizar”. 

Mais detalhes sobre os resultados do “ensaio molhado”da missão Artemis 1 vão ser revelados em uma coletiva de imprensa na terça-feira (21), por volta das 12h (horário de Brasília). 

Imagem: Nasa

O que é o “ensaio molhado” da Artemis 1

O “ensaio molhado” é um teste para que a NASA possa abastecer o foguete e garantir o lançamento. O teste começou originalmente no último dia  1º de abril, mas, ao identificar uma série de falhas críticas no carregamento de hidrogênio líquido e oxigênio líquido nos propulsores do SLS, a NASA resolveu interromper o processo. Depois disso, uma série de falhas levaram a novos adiamentos dos testes (e por consequência da missão) até a realização atual.

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O  Programa Artemis visa estabelecer a presença humana na Lua novamente, mais de 50 anos depois da última missão lunar tripulada da história. A Artemis 1 será a primeira do programa lunar Artemis. Nesta missão inicial,  a cápsula Orion vai até o satélite natural da Terra sem tripulação, por cerca de um mês. 

Segundo a NASA, a missão poderá ter entre 26 e 28 dias de duração, ou de 38 a 42 dias, a depender do dia em que o SLS puder decolar. “A duração da missão é variada realizando meia volta ou 1,5 voltas ao redor da Lua na órbita distante retrógrada, antes de retornar à Terra”, explicou à agência em comunicado.

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Ursos marrons e ursos polares são mais próximos do que imaginávamos: graças a um novo estudo publicado na Nature Ecology and Evolution, cientistas comprovaram que uma intensa hibridização de ambas as espécies há 125 mil anos levaram todos os ursos marrons atuais a terem parte do DNA de ursos polares mais antigos.

A conclusão veio após intenso estudo de um fóssil de urso polar antigo chamado “Bruno”, com pelo menos 100 mil anos. Ao analisar o DNA do fóssil, os cientistas perceberam que, no meio do período Pleistoceno, há cerca de 100 mil anos, os ursos polares primordiais e os ursos marrons se cruzaram, fazendo com que o genoma antigo se fizesse presente em cerca de 10% do DNA dos ursos marrons de hoje.

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Bruno, na realidade, uma fêmea, era parte de uma linhagem de ursos polares que antecedeu aos exemplares que conhecemos hoje. Uma das principais características dessa vertente há muito extinta é o seu crânio mais avantajado e alongado.

Cruzamentos entre espécies de ursos não são exatamente uma novidade: hoje, cientistas já trabalhar com a classificação do chamado urso “grolar”, resultado da união dos ursos polares com os ursos-cinzentos (“Grizzly Bears”, em inglês). Por essa lógica, o estudo também menciona pelo menos outras três ocasiões em que ursos marrons derivaram de espécies que vieram anteriormente, em intervalos de 10 mil a 25 mil anos.

De acordo com a pesquisadora correspondente Beth Shapiro, professora de Biologia Evolucionária na Universidade da Califórnia-Santa Cruz, quando falamos do cruzamento de ursos polares e outras espécies, a tendência é, quase sempre, a de que o indivíduo resultantes seja dessa segunda espécie e não um “polar”.

“Os indivíduos híbridos, se sobreviverem [ao cruzamento], seguem como ursos marrons, talvez por terem dificuldade de caçar com sucesso em áreas de mar congelado, já que não são completamente brancos”, disse a especialista. “Ursos genuinamente polares sempre representaram uma população pequena e sem muita diversidade genética”.

Ursos marrons e ursos polares são espécies bastante diferentes entre si, com extrema discrepância em habitat, métodos de caça, comida e comportamento: os marrons tendem a ser mais habituados à presença humana, enquanto polares são mais voláteis e agressivos.

Ainda assim, o estudo serve de prova para que, caso a necessidade apareça ou as áreas de movimentação de ambos venha a se sobrepor (algo fácil de acontecer com o avanço do aquecimento global), ursos marrons e ursos polares podem se acasalar, gerando uma maior diversidade de DNA.

Imagem destacada: angellodeco/Zhiltsov Alexandr/Shutterstock

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