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A Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira (2) que deu início à operação “Não Seja um Laranja!” e contará com apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em 13 Estados e Distrito Federal. O movimento tem o objetivo a busca e apreensão de pessoas envolvidas com crimes e golpes digitais

A operação seguirá o que está previsto pela Lei.14.155, que prevê punições graves aos envolvidos em crimes no meio digital. A lei presente no Código Penal brasileiro agrava penas para invasão de dispositivo, furto qualificado e estelionato praticado de forma digital, informações que induzam ao erro por redes sociais, contatos telefônicos, mensagem ou e-mail fraudulento.

A lei  nº 14.155 faz alterações no  Decreto-Lei nº 2.848 (Código Penal). As penas variam de quatro a oito anos de prisão, além de multas. Caso o envolvido tenha cometido o crime digital fora do Brasil, com uma vítima idosa ou vulnerável, a pena pode subir ainda mais.

Golpes com phising em mensagens e notificações tem sido uma das principais técnicas dos criminosos para aplicar golpes. Rawpixel.com/ Shutterstock

O comunicado da Febraban especifica quais os tipos de crimes e golpes digitais que a operação fará esforços na busca e apreensão de criminosos envolvidos:

“Entre as ações criminosas que serão punidas com a lei estão as fraudes através de transações digitais, além dos golpes, como o da clonagem do WhatsApp, do falso funcionário de banco (quando o fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de uma instituição financeira), e os golpes de phishing (quando criminosos tentam obter dados pessoais do usuário através de mensagens e e-mails falsos que o induzem a clicar em links suspeitos).”

No dia 28 de junho a Febraban havia alertado sobre golpes em aplicativos de mensagens

“Sempre desconfie quando receber um pedido de dinheiro de parentes ou de pessoas conhecidas no aplicativo de mensagem. Antes de fazer qualquer coisa, confirme o pedido através de uma ligação para o número de telefone que você tem em sua agenda de telefones, nunca para o número que está lhe contatando”, disse Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN.

Clique aqui para conferir as dicas do Serasa sobre como não cair em golpes e fraudes.

Imagem: StockphotoVideo / Shutterstock.com

Via: Febraban

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Os ataques a empresas e instituições que usam criptomoedas estão cada vez mais bem sucedidos. Só no último fim de semana, duas plataformas de criptomoedas perderam US$ 90 milhões (R$ 447 milhões) após ataque de cibercriminosos. O prejuízo da Saddle Finance e FEI Protocol, que tiveram US$ 10 milhões e US$ 80 milhões roubados, respectivamente, fez o setor de finanças por blockchain fechar abril com mais de US$ 370 milhões (R$ 1,8 bilhão) em criptomoedas levadas por hackers.

O balanço é da empresa CertiK, especialista em segurança cibernética em projetos da web 3, como tem sido chamada a “internet do futuro” baseada em blockchain, tecnologia conhecida por armazenar e proteger registros virtuais de forma descentralizada.

Além do ataque no último fim de semana, o mês de abril contabilizou 31 ações cibercriminosas contra projetos de criptografia ou web3, incluindo as empresas Beanstalk, Deus Finance e Bored Ape Yacht Club, famosa pelos seus NFTs. De acordo com a CertiK, os ataques foram de diferentes tipos, desde a exploração de protocolos de dados até o phishing de usuários, que é a prática de atrair vítimas com informações falsas para acessar seus dados.

Segundo reportagem no Wall Street Journal, o montante roubado em criptomoedas ao longo de abril pode ser ainda maior. Isso porque um ataque hacker no Beanstalk, projeto de stablecoin (um tipo de criptomoeda), foi além do que o registrado em relatórios iniciais. Inicialmente, estimaram perda de US$ 76 milhões (R$ 377 milhões). Mas, segundo a publicação, os hackers teriam levado US$ 182 milhões (R$ 938 milhões) em ativos digitais. O acontecimento foi o quinto maior roubo já visto na área.

Pagamento de resgates

Até 22 de abril deste ano foram registrados sete ataques do tipo. Eles renderam aos criminosos cerca de US$ 2,9 bilhões (R$ 14,4 bilhões), já sendo o equivalente a 90% dos US$ 3,2 bilhões (R$ 15,8 bilhões) roubados em 2021. Pagamento de resgate As empresas FEI Protocol e a Saddle Finance (que se fundiram com a Rari Capital no ano passado) oferecem dinheiro para que os hackers devolvam os fundos roubados.

“Para o invasor, por favor, aceite uma recompensa de US$ 10 milhões sem precisar dar explicações se você devolver os fundos restantes dos usuários”, escreveu a FEI Protocol no Twitter.

A Saddle está tentando fazer o mesmo. Na rede social, a companhia afirmou que está tentando entrar em contato com o hacker “para negociar uma recompensa”. “Se você é o invasor, por favor, envie-nos uma DM”.

O pagamento de recompensa para hackers não é uma estratégia nova. Em 2021, depois de roubar US$ 600 milhões (R$ 2,9 bilhões) da plataforma de criptomoedas Poly Network, um hacker, chamado pela empresa de “Sr. White Hat” (Senhor Chapéu Branco, em tradução livre), acabou devolvendo todo o dinheiro em troca de de US$ 486 mil (R$ 2,4 milhões).

No início deste ano, um cibercriminoso que roubou mais de US$ 3 milhões (R$ 14,8 milhões) de usuários do serviço de blockchain Multichain se ofereceu para devolver 80% dos fundos roubados às vítimas, mantendo o restante como “gorjeta” pela devolução.

Via Uol.

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A empresa brasileira de transporte de valores Protege sofreu uma tentativa de golpe de sequestro de dados. Segundo a empresa, não houve comprometimento dos sistemas, e no mesmo dia do ataque, na última quarta-feira (28/07), as operações já tinham retornado ao normal. Um ataque ransomware é uma espécie de sequestro de servidores ou computadores importantes para a operação de uma empresa. Uma vez sob controle dos cibercriminosos, as informações dessas máquinas são criptografadas ou bloqueadas, e o acesso só é reestabelecido depois do pagamento de um resgate, geralmente cobrado em criptomoedas.

Blindado leve imagem: Protege

Acessar sites inseguros é uma das maneiras mais comuns de infecção de sistemas empresariais, além de downloads de software de fontes desconhecidas, e a abertura de e-mails infectados com vírus. No caso da Protege, parece que os atacantes não tiveram sucesso. A empresa notificou os clientes e parceiros e as operações de gestão de numerário e transporte de valores foram retomadas com rapidez. A Protege afirmou em nota que os sistemas foram prontamente isolados e já se sabe como ocorreu a tentativa de golpe. Mas ainda não divulgou se houve algum tipo de prejuízo.

Ataques cada vez mais comuns

Mesmo com a evolução dos sistemas de segurança empresarial, os ataques de ransomware são cada vez mais comuns.

A JBS, maior empresa de carnes do mundo, pagou US$ 11 milhões (R$ 55,69 milhões) para um grupo de hackers, que conseguiu invadir os sistemas da empresa no início do mês passado. Os invasores desativaram temporariamente fábricas da companhia nos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

O resgate, que foi pago em bitcoin, teve a função de proteger a empresa de maiores interrupções, além de limitar o potencial impacto que uma paralisação maior teria para fornecedores e compradores.

“Foi muito doloroso pagar aos criminosos, mas fizemos a coisa certa pelos nossos clientes”, declarou André Nogueira, presidente da divisão americana da gigante brasileira, ao The Wall Street Journal. Nogueira acrescentou que o pagamento só foi efetuado depois que a maior parte das fábricas já tinha retomado a produção graças a backups secundários dos dados da empresa que são criptografados.

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