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Considerada a maior fabricante de semicondutores do mundo, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) está sob a mira chinesa. No meio do fogo cruzado entre a China e os EUA, que ganhou força com a visita da presidente da Câmara dos Deputados norte-americana Nancy Pelosi à nação insular, na terça-feira (2), a empresa ameaça parar produção.

Segundo o site da emissora Deutsche Welle (DW), Pelosi se reuniu com Mark Liu, presidente da empresa, que conta com mais de 10 mil produtos no catálogo e domina o mercado global como nenhuma outra, razão pela qual é alvo de interesse da China. 

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, esteve em Taiwan esta semana e se encontrou com Mark Liu, presidente da TSMC, a maior fabricante de semicondutores do mundo. Imagem: Nancy Pelosi (Brian Birzer/LBJ Library Photo); Mark Liu (Divulgação TSMC)

Os semicondutores são a principal matéria-prima para diversos produtos, desde chips de ponta para a indústria aeroespacial a circuitos usados em carros e geladeiras. Na cidade de Hsichnu, a metrópole de semicondutores de Taiwan, na costa noroeste da ilha, existem outras 19 fábricas além da TSMC, que possibilitam as tendências digitais para a economia global.

A cidade também comporta as duas principais universidades da ilha, que formam anualmente dezenas de profissionais para trabalhar nessas e nas demais fábricas do parque científico local, como a indústria óptica e de energia solar.

Para se ter uma ideia do mercado consumidor da TSMC, ela é fornecedora da Apple, da Qualcomm, da Intel, da Nvidia, entre outras, além de grandes fabricantes de automóveis na Europa, Ásia e América do Norte.

Em entrevista à CNN, Liu advertiu que uma invasão chinesa ao parque tecnológico de Hsichnu provocaria a interrupção da produção da TSMC. “Ninguém pode controlar a TSMC pela força. No caso do uso da força militar ou de uma invasão, a fábrica não estará mais operacional”, afirmou o líder, sem detalhar os motivos. “São instalações de produção muito sofisticadas, que dependem de conexões em tempo real com o mundo exterior, com a Europa, o Japão, com os EUA”.

Na verdade, todas as empresas envolvidas nas grandes tendências tecnológicas atuais, como digitalização, Inteligência Artificial ou veículos autônomos, dependem das fábricas de semicondutores de Hsinchu. “Eles construíram para si uma posição de importância sistêmica”, afirmou Peter Fintl, especialista em semicondutores da consultoria Capgemini, ao jornal alemão Handelsblatt.

EUA quer mais uma unidade da TSMC no país

Não é nenhuma surpresa que alertas soem quando a China ameaça invadir e tomar Taiwan. Desde que o ex-presidente dos EUA Donald Trump aumentou a pressão sobre as empresas asiáticas de alta tecnologia para construírem fábricas em território americano, muita coisa aconteceu. Uma nova fábrica de chips da TSMC está sendo construída no estado norte-americano do Arizona e deve ficar pronta em 2024, ao custo de 12 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 62 bilhões).

Essa não será a primeira fábrica da TSMC nos EUA. A empresa já produz os wafers (discos finos nos quais são feitos os circuitos integrados, os microchips) em fábricas na costa oeste do país. No Texas, a TSCM mantém centros de pesquisa para projetar processadores.

De acordo com o Washington Post, a reunião com Pelosi também envolveu o Ato de Chips e Ciência, documento recém-aprovado aprovado pelo Congresso americano. Com um total de 52 bilhões de dólares (R$ 271 bilhões), o governo do país quer promover novas fábricas em seu território. 

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No entanto, os robustos subsídios só estão disponíveis para fabricantes que garantam que a tecnologia sensível para a produção de chips não seja usada na China. Afinal, nenhum outro país tem se esforçado mais para adquirir know-how para produção de chips de alta qualidade a fim de acompanhar o Ocidente nos setores bélico e aeroespacial, para depois ultrapassá-lo tecnologicamente. 

Segundo o especialista em China e colunista do DW, Alexander Görlach, da Universidade de Oxford, “a China está interessada na indústria de produção de semicondutores de Taiwan porque possui as terras raras, e Taiwan a tecnologia e o know-how“. 

Essa é uma das razões centrais pelas quais a Alemanha e os EUA não podem simplesmente ficar parados e ver Taiwan ser tomada pela China, segundo Görlach. “Porque então nenhum carro também sairá das linhas de montagem em nosso país se os chips de Taiwan não chegarem”.

A União Europeia (UE) também está trabalhando em busca da independência na produção de chips e traça planos de estímulo para a sua indústria de semicondutores. Com o Ato Europeu de Chips, a Comissão Europeia quer fomentar a indústria com 43 bilhões de euros (R$230 bilhões) em incentivos fiscais, com o objetivo de dobrar a participação da Europa na produção global de chips, hoje em menos de 10%, para 20% até 2030. 

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China, Taiwan e Estados Unidos estão vivendo momentos de tensão nesta semana, o que preocupa o mundo inteiro devido a potência econômica e militar das duas maiores nações envolvidas. O problema foi iniciado com uma visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos à ilha de Taiwan.  

Acontece que a China não considera Taiwan um país independente. Na verdade, o governo chinês vê a ilha com mais de 24 milhões de habitantes como parte de seu território e a visita de Pelosi é um claro sinal de apoio às forças separatistas que apoiam a independência de Taiwan.  

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Nancy Pelosi, um dos principais nomes da política dos Estados Unidos, é uma assídua crítica do governo da China, especialmente quando se trata dos direitos humanos, o que torna sua visita ainda mais provocativa.  

Joe Biden, presidente dos EUA, chegou a afirmar que os militares norte-americanos não viam a viagem com bons olhos. A China chegou a afirmar que estaria pronta para responder a visita da política.  

“O Exército de Libertação do Povo Chinês (EPL) está em alerta máximo e lançará uma série de ações militares seletivas para (…) defender a soberania nacional e a integridade territorial e frustrar a interferência externa e as tentativas separatistas de ‘independência de Taiwan’”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, em um comunicado. 

Nancy Pelosi
Imagem: lev radin/Shutterstock

Nesta quinta-feira (4), a China realizou o maior teste com munição real já feito próximo a Taiwan, uma clara resposta à viagem de Pelosi. O governo de Taiwan confirmou a ação e disse que ainda que navios da marinha chinesa e aeronaves militares chegaram a cruzar, por alguns instantes, a linha mediana do Estreito de Taiwan, marcação que separa os dois países. 

Após a ação, a Marinha dos Estados Unidos informou que seu porta-aviões USS Ronald Reagan está realizando operações programadas no Mar das Filipinas, no Pacífico Ocidental, um trecho de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano que inclui águas sudeste de Taiwan. 

Conheça o USS Ronald Reagan 

Nomeado em homenagem ao presidente Ronald W. Reagan, o porta-aviões dos EUA possui cerca de 332 metros de comprimento e é equipado com um sistema de armas de defesa pontual para detectar e destruir mísseis de curto alcance e aeronaves inimigas que penetraram as defesas externas. 

O porta-aviões também possui um RIM-116 Rolling Airframe Missile, um míssil terra-ar pequeno, leve e infravermelho. Além de RIM-162 Evolved SeaSparrow Missile, um tipo de míssil utilizado para proteger navios de mísseis e aeronaves de ataque. 

USS Ronald Reagan 
Imagem: VDB Photos/shutterstock

Apesar de extremamente moderno, o USSRonald Reagan não é o porta-aviões mais tecnológico da Marinha norte-americana. Este posto pertence ao USS Gerald R. Ford (CVN 78).

E, caso necessário, o Estados Unidos possui outro porta-aviões ancorado no Japão, o USS America (LHA-6), que pode ser deslocado para o Estreito de Taiwan.

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A China lançou, no dia 29 de julho, três novos satélites de reconhecimento na órbita terrestre. Os dispositivos fazem parte da série Yaogan e partiram em um foguete Long March 2D que saiu do Xichang Satellite Launch Center, na província de Sichuan. 

O novo trio se junta a outros satélites Yaogan 35 lançados em novembro de 2021 e junho deste ano. Todos os dez estão agora orbitando a cerca de 500 km acima da Terra, com uma inclinação de 35 graus a fim de garantir que passem regularmente sobre áreas de interesse. 

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Dois dos três satélites lançados no final de julho foram desenvolvidos pela empresa Aerospace Dongfanghong Satellite, enquanto o terceiro foi fornecido pela Academia de Voo Espacial de Xangai (SAST), ambos operando sob o CASC.

Espionagem espacial?

Pouco se sabe a respeito da maioria dos satélites Yaogan (chinês para ‘detecção remota’), e as descrições de seus usos são tipicamente vagas. A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), que desenvolveu o foguete e a espaçonave para a missão, afirma que os dispositivos serão usados para experimentos científicos espaciais, monitoramento do uso da terra e dos recursos naturais, assim como para outros propósitos científicos. 

No entanto, em seu anuário sobre atividades espaciais, o European Space Policy Institute (ESPI) alerta para o fato de que muitos analistas enxergam usos não apenas civis, mas militares nos satélites Yaogan, o que inclui o risco de espionagem. 

Até o momento, o programa espacial chinês lançou 27 missões orbitais em 2022 e planeja ultrapassar 50 lançamentos até o fim do ano. Os Estados Unidos são o único país que realizou mais operações do tipo este ano. 

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Após passar cerca de 300 dias acoplada à estação espacial Tiangong, a nave de carga Tianzhou 3 se desprendeu do laboratório orbital no último dia 16, sendo guiada para uma morte em chamas na atmosfera da Terra às 23h31 (horário de Brasília) de terça-feira (26), conforme nota oficial emitida pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA).

“A maioria dos componentes da espaçonave foi carbonizada e destruída, e uma pequena quantidade de detritos caiu nas águas seguras pré-determinadas do Pacífico Sul”, diz o comunicado.

A nave de carga Tianzhou 3 se aproximando do módulo central de Tianhe, da estação espacial Tiangong, da China, em 20 de setembro de 2021. Imagem: CMSA/CCTV

Lançado em setembro de 2021, no topo de um foguete Long March 7, a partir do Centro de Lançamento de Satélites Wenchang, localizado na província chinesa de Hainan, o cargueiro foi responsável por entregar em torno de seis toneladas de propelentes, artigos científicos e outros suprimentos à estação.

Essa missão fez parte do conjunto de lançamentos programados pela China para concluir a construção do laboratório em órbita, que deve ser finalizada ainda em 2022. Quando pronto, ele terá 20% da massa total da Estação Espacial Internacional (ISS), com uma vida útil estimada em 10 anos, que poderá ser estendida por mais cinco com upgrades futuros.

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Em meados de outubro, a missão tripulada Shenzhou-15 levará à estação três astronautas (ou taikonautas, como são chamados os agentes espaciais chineses), que se juntarão à atual tripulação Shenzhou-14, de acordo com o Conselho de Estado da República Popular da China, sendo a primeira vez que o lugar terá lotação máxima.

Segundo o site de notícias China Military Online, isso acontecerá durante cinco a dez dias, até que a tripulação de Shenzhou-14 retorne à Terra, deixando os taikonautas da missão Shenzhou-15 completando a integração dos módulos de pesquisa Wentian e Mengtian.

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Há pouco mais de um ano do lançamento de sua última linha, a Anker acaba de lançar sua nova geração de carregadores GaN. A empresa chinesa realizou diversas parcerias para realizar um projeto mais sustentável e um produto mais duradouro. Enfim, foram apresentados os novos blocos de energias e carregadores portáteis, GaNPrime.

Segundo a Anker, os carregadores GaNPrime são compatíveis com mais de 1.000 dispositivos móveis. No entanto, as novidades não acabam por aí, pois os dispositivos possuem uma nova versão da tecnologia PowerIQ da Anker. Dessa forma, o carregador pode detectar as necessidades de energia de cada dispositivo ao qual estão conectados e ajustar automaticamente a distribuição de energia para cada porta USB-C, isso a cada três minutos.

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Além disso, de acordo com a Anker, quando dois dispositivos MacBook Pro de 14 polegadas e 67W estão sendo carregados simultaneamente, um dispositivo GaNPime reduzirá o tempo total de carregamento em 62 minutos, mostrando, de fato, suas grandes novidades.

Além disso, um recurso chamado ActiveShield 2.0 monitorará as temperaturas e ajustará a saída de energia para proteger os dispositivos conectados a um carregador. A Anker diz que aumentou a frequência de detecção de temperatura em 75% em comparação com as gerações anteriores – monitora as temperaturas 3 milhões de vezes por dia.

Competição do GaN, da Anker, no mercado

Na ocasião, a empresa chinesa diz que alguns dos seus produtos, como o 747 de 150W, são até 38% mais compactos do que os carregadores da Apple de 140W. Assim também a Anker mostra que o GaNPrime melhora a eficiência das alimentações CA para CC em até 2% comparando com os GaN anteriores. Por fim, a alteração do silício para novos semicondutores pode reduzir as emissões de carbono em até 30%.

Variações de valores

Atualmente, no mercado americano, existem seis dispositivos na linha inicial do GaNPime. O carregador 735 de 65W custa US$ 60 (cerca de R$ 321) e possui uma porta USB-A e duas portas USB-C. O 615 USB Power Strip possui duas portas AC adicionais. Ele é um carregador de 65W e custa US$ 70 (cerca de R$ 374,60).

Por fim, o carregador 737, que tem uma potência máxima de 120W, segundo a Anker, pode carregar totalmente um MacBook Pro de 16 polegadas em 1,5 horas. Com isso, esse modelo contém uma porta USB-A e três portas USB-C, e custa US$ 95 (cerca de R$ 510). O carregador 747 ainda mais potente tem uma potência máxima de 150W, uma porta USB-A e três portas USB-C, custando US$ 110 (cerca de R$ 590).

Para finalizar, tem o filtro de linha 727, com duas portas AC, duas USB-C e duas portas USB-A que oferece uma saída máxima de 100W, via USB-C, e custa US$ 95 (cerca de R$ 510). Além do 733 Power Bank, que pode produzir até 65W via AC e oferece saída DC de 30W (ou seja, quando está no modo de bateria). Contendo uma porta USB-A e duas portas USB-C, ele custa US$ 100 (cerca de R$ 535).

Via: Engadget

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Um hacker afirma ter roubado dados com informações pessoais de até um bilhão de chineses, no que pode ser um dos maiores golpes de segurança cibernética da história, segundo especialistas.

Identificado como “China Dan”, o invasor anunciou no fórum de hackers Breach Forums, na semana passada, que estava vendendo 23 TB de dados confidenciais pelo valor de 10 bitcoins — o equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão na atual taxa de mercado. Os dados teriam sido roubados de database pertencente a um departamento da polícia de Xangai.

Segundo informações do Wall Street Journal, que teve acesso a uma pequena parte dos dados, as informações obtidas pelo hacker incluem nomes de pessoas, endereços, locais de nascimento, números de identificação nacional e telefone e ficha criminal. Até o momento, a polícia de Xangai e a administração do ciberespaço da China ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

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O vazamento, entretanto, veio à tona na noite do domingo (3). Zhao Changpeng, fundador e CEO da exchange de criptomoedas Binance, disse no Twitter que a unidade de inteligência da empresa havia detectado um bilhão de registros de chineses à venda na dark web.

O vazamento teria acontecido, segundo o executivo, devido “a um bug na implantação da Elasticsearch por uma agência do governo”. O Elasticsearch é um mecanismo de busca aberto oferecido atualmente como serviço gerenciado pela AWS.

“Isso tem um impacto nas medidas de detecção e prevenção de hackers, números de celular usados para aquisição de contas, etc. É importante que todas as plataformas aprimorem suas medidas de segurança nessa área. A Binance já intensificou as verificações para usuários possivelmente afetados”, pontuou Zhao.

Violação de dados por hacker pode ter envolvido parceiro terceirizado

Especialistas da Bloomberg, por sua vez, consideram que “a violação envolveu um parceiro terceirizado de infraestrutura em nuvem”. Eles citam Alibaba, Tencent e Huawei como os maiores provedores que atendem à região.

Esta não é a primeira vez que um ataque hacker provoca enorme violação de dados na China. Em 2016, informações sobre funcionários do Partido Comunista e empresários locais, como o bilionário Jack Ma, dono do supracitado Alibaba, foram expostas no Twitter. Já quatro anos depois, um grupo de cibercriminosos roubou dados confidenciais de mais de 500 milhões de usuários inscritos na plataforma de mídia social Weibo.

Crédito da imagem principal: Mehaniq/Shutterstock

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As vendas da Tesla tiveram uma queda de 18% no segundo trimestre de 2022 em comparação aos três primeiros meses do ano. Foram entregues 254.695 veículos, ante 310.048 no trimestre inicial. Os dados foram divulgados no sábado (2) pela montadora americana.

Com a notícia, chega ao fim uma sequência de quase dois anos de entregas trimestrais recorde para a empresa de Elon Musk. O recuo nas vendas pode ser atribuído às longas paralisações na gigafábrica de Xangai — a maior da companhia — devido ao aumento de casos de Covid-19 na China.

De acordo com a Tesla, os veículos Model 3 e Model Y representam 238.533 (93,7%) das vendas no segundo trimestre, enquanto 16.162 (6,3%) foram para o Model S e o Model X. Do ponto de vista da produção, a montadora afirma ter construído 258.580 unidades.

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Política de lockdown dificultou vendas no 2º trimestre

Com capacidade de produção para 250 mil carros por ano, a fábrica da Tesla em Xangai vem sendo crucial para o ritmo frenético das vendas da montadora e sua aparente invulnerabilidade durante a pandemia. No entanto, a planta na China se encontra presa, nos últimos meses, em um ciclo de aberturas e fechamentos devido à rígida política de lockdown no país.

Somente em 2022, a Tesla fechou a gigafábrica duas vezes: uma em março, por cerca de dois dias, e outra em abril. A paralisação da unidade — que possui em torno de 2 mil trabalhadores — ocorreu em função do aumento de casos de Covid-19 na cidade. Em Xangai, são fabricados o Model 3 e o Model Y.  

Para recuperar o ritmo de vendas de trimestres anteriores, a Tesla agora conta com sua primeira planta na Europa, em Berlim (Alemanha), e a grande fábrica em Austin, no Texas (EUA), que deve produzir, além do Model 3 e do Y, a caminhonete elétrica Cybertruck e o caminhão Semi.

Recentemente, Musk descreveu as duas fábricas como “gigantes fornos de dinheiro perdendo bilhões de dólares”. O empresário se refere na frase às frequentes restrições de produção provocadas pela crise dos semicondutores.

Crédito da imagem principal: George Monie/Shutterstock

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Informações captadas durante os últimos 15 anos pelo Programa de Exploração Lunar da China serviram de base para o desenvolvimento do mais detalhado mapa da Lua já produzido até hoje. Em termos de características geológicas, ele é mais avançado do que aquele produzido pela NASA com base em observações do altímetro laser do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

O novo mapa de alta resolução da Lua foi complementado por dados de missões internacionais de exploração dos EUA, Japão e Índia, e revela camadas geológicas, características estruturais e uma cronologia da superfície lunar.

O mapa lunar em escala 1:2.500.000 divulgado pela Academia Chinesa de Ciências. Imagem: NSSC/CAS

Nele, constam 12.341 crateras de impacto, 81 bacias de impacto, 17 tipos de rochas e 14 tipos de estruturas variadas.

De acordo com a equipe de pesquisa responsável pelo mapa, que faz parte de um estudo publicado recentemente no periódico Boletim científico, o gráfico “reflete a evolução da crosta lunar sob processos ígneos, impactos catastróficos e atividades vulcânicas”.

Estruturado em projeção de Mollweide (um tipo de exibição cilíndrica), o mapa cria uma visão elíptica da Lua. Também foram criadas versões em projeções estereográficas, centradas nos polos norte e sul do satélite natural da Terra.

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É possível fazer o download dos arquivos no site do Centro Nacional de Ciência Espacial, pertencente à Academia Chinesa de Ciências.

Segundo os autores, os pesquisadores podem usar o novo trabalho para produzir mais mapeamento geológico lunar, além de servir para a seleção de locais de pouso para futuras missões de exploração.

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War Thunder é um bem povoado jogo de guerra online que simula combate entre tanques (com diferentes opções de realismo). Como é comum em jogos assim, ele tem um fã-clube fiel e passional. Que está desenvolvendo um hábito peculiar: revelar segredos militares.

Esta semana, um jogador chinês postou no site fotos de documentos militares de seu país, com diagramas para a munição antitanque DTC10-125 APFSDS, que equipa o tanque de batalha principal ZTZ99-III, usado pelo Exército de Liberação Popular – a força terrestre da China.

É o tipo de coisa que pode levar alguém para a cadeia em democracias ocidentais, tanto pior no regime chinês. O que poderia motivar um gesto tão radical assim? Seria a pessoa no forum um espião?

Nada disso: o gamer simplesmente queria que o desenvolvedor mudasse as estatísticas do mesmo tanque para torná-los mais parecido com a realidade. Como esse tipo de detalhe não é público, mas um importante segredo militar que os inimigos adorariam ter em mãos, o jogador decidiu vazar documentos secretos pra provar que o ZTZ-99-III é como ele dizia ser, diferente do representado no jogo.

O gamer possivelmente é de fato do Exército e trabalha com o tanque em questão. Mas o mais estranho de tudo é que ele não está sozinho. Os fóruns de War Thunder já viram outros dois vazamentos de segredos militares.

No ano passado, um outro jogador postou um manual legítimo para o tanque FV4034 Challenger do Reino Unido. O Ministério da Defesa do país foi mobilizado para retirar do ar a imagem. Meses, um outro usuário havia postado diagramas do tanque francês Leclerc.

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A empresa de cibersegurança Check Point Research detectou uma operação de espionagem cibernética que tem como alvo os Institutos de Pesquisa de Defesa da Rússia atualmente ativos. Atribuída a hackers chineses, a operação possui técnicas de engenharia social para roubar informações confidenciais, especificamente iscas relacionadas às sanções ocidentais contra o governo russo.

De acordo com a Check Point, os hackers conseguiram evitar a detecção por quase 11 meses usando ferramentas inéditas: um carregador multicamada sofisticado e um backdoor apelidado de Spinner. A campanha foi nomeada pela empresa como “Twisted Panda”, para refletir a sofisticação das ferramentas e sua atribuição à China.

Foram identificados três alvos de pesquisa de defesa: dois na Rússia e um na Bielorrússia. As vítimas russas pertencem, segundo a Check Point, a uma holding de defesa estatal russa, a Rostec Corporation — atualmente o maior conglomerado da indústria de radioeletrônica no país. O principal negócio das vítimas russas é o desenvolvimento e a fabricação de sistemas eletrônicos para fins de guerra, equipamentos radioeletrônicos especializados militares, estações de radar baseadas e meios de identificação do estado.

Os hackers chineses enviam a seus alvos um e-mail de phishing contendo um documento que usa as sanções ocidentais contra a Rússia como isca. Quando a vítima abre o documento, ela baixa o código malicioso do servidor controlado pelo atacante, que instala e executa secretamente um backdoor na máquina da vítima. O backdoor coleta os dados sobre o dispositivo infectado e os envia de volta aos hackers, que fazem espionagem cibernética contra a Rússia, segundo a Check Point, há 11 meses.

Documentos imitavam emblema do Ministério da Saúde da Rússia

A ameaça se aproveita de e-mails maliciosos de spear-phishing que usam técnicas de engenharia social. No último dia 23 de março, e-mails maliciosos foram enviados a institutos de pesquisa de defesa na Rússia com a linha de assunto “Lista de pessoas de <nome do instituto-alvo> sujeitas às sanções dos EUA por invadir a Ucrânia”, contendo um link para um site controlado por atacantes imitando o Ministério da Saúde da Rússia. No mesmo dia, um e-mail semelhante também foi enviado para uma entidade desconhecida em Minsk (Bielorrússia), com o assunto “Disseminação de patógenos mortais na Bielorrússia pelos EUA”.

Todos os documentos anexados foram elaborados para se parecerem com documentos oficiais do Ministério da Saúde da Rússia, com emblema e título oficial.

As TTPs (táticas, técnicas e procedimentos) utilizadas na operação permitiram à Check Point atribuí-la ao APT (ameaça persistente avançada) chinês. Segundo a empresa, a campanha “Twisted Panda” apresenta várias coordenações com hackers chineses de ciberespionagem avançada e de longa data, incluindo o APT10 e o Mustang Panda.

Itay Cohen, chefe de pesquisa da Check Point, afirma que a parte mais sofisticada da campanha é a engenharia social: o momento dos ataques e as iscas usadas são “inteligentes” e, do ponto de vista técnico, a qualidade das ferramentas está acima da média, mesmo para grupos APT.

“É mais uma evidência de que a espionagem é um esforço sistemático e de longo prazo a serviço dos objetivos estratégicos da China para alcançar a superioridade tecnológica”, disse. “Vimos como os atacantes chineses patrocinados pelo Estado estão aproveitando a guerra em andamento entre a Rússia e a Ucrânia, liberando ferramentas avançadas contra quem é considerado um parceiro estratégico: a Rússia.”

Crédito da imagem principal: Mehaniq/Shutterstock

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