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Um grande bólido cortou o céu de Minas Gerais na noite desta sexta (14) e foi registrado em pelo menos 4 estados. Os relatos, vindos principalmente da região do Triângulo Mineiro, informam que a bola de fogo cruzou o céu vindo do oeste e iluminou a noite por alguns segundos.

Bólido registrado em Patos de Minas, MG – Créditos: Ivan Soares / BRAMON / climaaovivo.com.br

Além de diversas câmeras de vigilância, a passagem do meteoro pela atmosfera foi registrada por câmeras da BRAMON, Rede Brasileira de Observação de Meteoros, e do Clima ao Vivo em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Confira nas imagens abaixo.

Imagens: Clima ao Vivo

Segundo a BRAMON o fenômeno ocorrido às 20:47 desta sexta, 14 de janeiro, trata-se de um bólido, ou seja, um meteoro muito luminoso. Os meteoros são fenômenos luminosos que ocorrem quando um pedaço de rocha espacial atravessa a atmosfera da Terra.

Como esses objetos viajam a altíssimas velocidades, quando atingem nossa atmosfera acabam comprimindo e aquecendo os gases à sua frente, e esse aquecimento cria uma bolha de plasma que brilha intensamente em torno da rocha. Parece como uma bola de fogo atravessando o céu. 

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O meteoroide atingiu a atmosfera da Terra em um ângulo de 38,6°, em relação ao solo, e começou a brilhar a 86,6 km de altitude sobre a zona rural de Uberlândia. Seguiu a 43,7 mil km/h, percorrendo 109,3 km em 9,0 segundos, e desapareceu a 18,3 km de altitude, entre os municípios de Perdizes e Araxá.

Alguns relatos vindos dessa região do Triângulo Mineiro, são de pessoas que informaram ter ouvido barulho de explosão e sentido paredes e janelas tremendo. Isso é um forte indício que a rocha pode ter gerado meteoritos, que são os fragmentos de rochas espaciais que resistem à passagem atmosférica e atingem o solo. 

Mapa da trajetória do meteoro – Créditos: BRAMON

O barulho e os tremores são efeitos da onda de choque gerada quando o meteoro atinge as camadas mais baixas e densas da atmosfera, quando a resistência do ar é tão intensa que acaba fragmentando completamente a rocha. 

A BRAMON ainda trabalha nos cálculos para determinação do tamanho do objeto e da área de dispersão dos possíveis meteoritos. A rede pede que aqueles que tem registros ou que observaram a passagem do metero mandem seus relatos através do formulário bramon.imo.net.

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