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As imagens de um desabamento de rochas nas encostas de um cânion na cidade de Capitólio, no centro-oeste de Minas Gerais, pegaram o Brasil de surpresa e assustaram a todos que a viram. O acidente fez pelo menos 34 vítimas, sendo até o momento da publicação desta reportagem, sete delas fatais.

O acidente tomou proporções trágicas por ter acontecido no Lago Furnas, um ponto turístico, e ter atingido pelo menos quatro embarcações de pequeno porte. Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 27 pessoas já foram atendidas, outras quatro seguem hospitalizadas e quatro estão desaparecidas.

Para entender melhor as causas e formas de prevenir tragédias como a ocorrida em Capitólio neste sábado, o Olhar Digital conversou com a geóloga e ex-membro da Defesa Civil da cidade de Santos, Mayra Macchi, que estuda deslizamentos de terra e já esteve em Capitólio estudando as rochas da região.

Por que o paredão caiu?

De acordo com Macchi, rochas estão sujeitas a ação gravitacional em diferentes escalas. “O paredão em questão tem em torno de 5 metros de altura e sua inclinação é praticamente vertical. Nesses casos os riscos de colapso das rochas são elevados mas dependem de seu grau de fraturamento”, explica a geóloga.

A pedra que se desprendeu em Capitólio tem como composição uma rocha conhecida como quartzito, que tem um alto grau de fraturamento. Quedas como essa são bastante comuns, mas, em geral, acontecem em lugares remotos, o que não acarreta o risco de perdas materiais ou de vidas humanas.

A região de Capitólio é conhecida dentro da geologia como local de estudo sobre rochas, segundo Macchi, não é incomum que professores universitários levem os alunos à região para a realização de pesquisas de campo. Por conta disso, é provável que a área já estivesse mapeada e o risco de queda fosse conhecido.

“Eu acredito que possa ter acontecido uma falta de comunicação, de avisar que era um paredão muito frágil e que tinha risco”, explica. “E se estiver chovendo, o risco é duplicado”. Desde dezembro, o nordeste, centro-oeste e parte do sudeste do Brasil têm enfrentado fortes chuvas.

Tragédia era evitável?

Segundo a geóloga, era necessária a instalação de placas de aviso sobre os riscos nas áreas de cânions. Porém, em sua visita ao local, Mayra Macchi não se recorda de ter visto nenhum aviso sobre os risco de colapso dos cânions, apenas sobre as quedas d’água da usina hidrelétrica de Furnas.

Apesar de Capitólio ser uma área densamente estudada, a área do paredão que caiu é de difícil acesso por meios convencionais. Para chegar ao topo da rocha e estudá-la a fundo, seria necessário que uma geólogo profissional e experiente e com habilidade para acessar o local de rapel, algo que não é muito comum.

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Porém, para alguém que tem os olhos treinados, uma rocha com aquele desenho gera preocupações. Por conta disso, o acesso de turistas àquele local deveria ter alguns empecilhos.

“Era uma coisa que a gente não conseguiria prever com exatidão que aconteceria, mas sem saber o quanto de rocha que desprenderia, onde ia desprender e pra onde ela ia cair”, explica. “O formato do corpo e quanto ele se desprende, são coisas que a gente nunca consegue prever”, completa.

O que deveria ter sido feito?

Mas que acidentes como o ocorrido em Capitólio não sejam previsíveis, seria possível evitar que o local tivesse circulação de pessoas no momento da erosão da rocha. Medidas simples poderiam ter sido tomadas, como a sinalização por meio de placas e a orientação para que os turistas se afastassem das áreas de encostas.

Porém, uma explicação possível para a ausência de sinalização adequada é um temor das autoridades locais de diminuir o potencial da exploração turística. Para o trânsito em segurança dos turistas, seria necessária uma delimitação da área permitida ou a realização obras de drenagem e estabilização, em geral custosas.

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Um acidente sem gravidade que envolveu um Tesla Model X na cidade de Austin, no Texas, fez o corpo de bombeiros gastar muita água para apagar um incêndio. Nesta história, parece que nada estava certo, já que quem estava dirigindo o EV era uma menor de idade e, ainda por cima, ele estava embriagado. O carro bateu em uma placa de trânsito, que atingiu uma bomba de gasolina.

Felizmente, o acidente foi mais, digamos, gráfico, do que propriamente grave, já que ninguém no posto de gasolina saiu ferido e o motorista, mesmo bêbado, conseguiu sair do Tesla antes que ele pegasse fogo. Por sorte, o suprimento de gasolina do posto não foi atingido, mas, surpreendentemente, os bombeiros levaram um tempo considerável para apagar o fogo das baterias do veículo.

Haja água

De acordo com a rede de TV local CBS Austin, o corpo de bombeiros local precisou usar pelo menos 40 vezes a quantidade de água que é usada para apagar um incêndio em um veículo à combustão para conseguirem extinguir o incêndio do Tesla Model X. Segundo o chefe dos bombeiros de Austin, Thayer Smith, a maior quantidade de água e a demora para apagar as chamas é algo esperado.

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De acordo com ele, uma vez que um carro elétrico começa a pegar fogo, é muito mais difícil de apagar do que em um carro a combustão. O bombeiro defende que as chamas vão sumir, aparentemente, mas elas acendem novamente assim que o processo de jogar água contra as chamas é interrompido, ou seja, pode parecer que o fogo apagou, mas ele reacende consecutivas vezes.

40 vezes mais água

Imagens de um incêndio que atingiu um carro da Tesla em Austin
Incêndios em carros da Tesla exigem até 40 vezes mais água para serem apagados na comparação com carros a combustão. Crédito: CBS Austin

Um carro a combustão, exige entre 500 e 1.000 galões de água para que um incêndio seja apagado, enquanto isso, um carro da Tesla, como o Model X, pode requerer entre 30.000 e 40.000 galões de água, isso chutando baixo, para apagar o fogo da bateria assim que ele começar a fluir, como foi o caso do acidente em Austin.

Mas não são apenas os carros da Tesla que dão trabalho e gastam água quando pegam fogo. Há algumas semanas, uma estação de energia movida por baterias da Tesla na Austrália pegou fogo e exigiu bastante dos bombeiros. Foram necessários nada menos do que 150 homens e quatro dias de trabalho para apagar o incêndio.

Via: Futurism

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O verão do hemisfério norte tem castigado os países da parte de cima do mapa, principalmente os Estados Unidos e o Canadá. Na terra do Tio Sam, os incêndios florestais estão mais intensos e numerosos do que o habitual, o que tem causado um problema sério de escassez de bombeiros para controlar um grande número de incêndios acontecendo ao mesmo tempo.

Até o momento, os incêndios já queimaram o equivalente a 1,25 milhão de campos de futebol só em 2021, grande parte por conta da seca generalizada que atinge os EUA. Isso representa um aumento de mais de 119% no comparativo com o mesmo período de 2020. Porém, a escassez de bombeiros não se deve apenas ao aumento na carga de trabalho.

Muito trabalho, pouco dinheiro

Bombeiros apagando um incêndio florestal
Baixos salários e aumento da carga de trabalho estão fazendo com que poucas pessoas queiram trabalhar no combate aos incêndios florestais. Crédito: Inglis Blaine/Pixnio

De acordo com o The Wall Street Journal (WSJ), os baixos salários pelo trabalho sazonal também no combate aos incêndios têm feito com que cada vez menos pessoas se interessem a atuar como bombeiros federais do Serviço Florestal dos Estados Unidos. Isso é uma preocupação do órgão, já que a quantidade de incêndios florestais deve aumentar por conta das mudanças climáticas.

A situação ficou tão séria que vários ex-bombeiros foram convidados pelo Serviço Florestal para voltar ao trabalho este ano. Alguns disseram que iriam considerar o convite, outros, porém, que passaram a integrar forças de combate a incêndios em agências estaduais, acabaram declinando do convite por, segundo eles, estarem ganhando mais dinheiro em um trabalho mais estável.

Presidiários da Califórnia

Hoje, parte do combate aos incêndios, particularmente no estado da Califórnia, que tem sido especialmente afetado pela seca e pelos incêndios, usa a mão-de-obra de presidiários, que recebem um salário extremamente baixo pelo trabalho perigoso, além de não poderem continuar como bombeiros depois que cumprem suas penas.

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No próximo ano, o programa de combate a incêndios das prisões da Califórnia será descontinuado, o que tem causado uma grande preocupação no Serviço Florestal, que ainda não sabe como fará para compensar a queda repentina de pessoal. Segundo especialistas ouvidos pelo WSJ, a melhor opção é pagar salários melhores aos bombeiros por seu trabalho, que além de essencial, é bem perigoso.

Com informações do The Wall Street Journal

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