O Google anunciou nesta quinta-feira (18) que o Relatório de Transparência de Anúncios Políticos vai abranger propagandas que citam candidatos e pessoas que estejam em cargos de nível estadual no Brasil.

O relatório foi lançado em junho de 2022 e mostra informações relevantes sobre os anúncios eleitorais que estão circulando no Google Ads e Display & Video 360, nos aplicativos do Google e nas redes parceiras.

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Com este documento, à medida que o tempo passa, os interessados em disponibilizar anúncios que citam políticos ou candidatos aos cargos eleitorais como vice-governadores, deputados da Assembleia Legislativa Estadual ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal precisam se submeter ao processo obrigatório de verificação.

No comunicado, o Google explicou que já incluiu no relatório alguns casos de candidatos de nível estadual, mas isso aconteceu porque essas propagandas apresentam candidatos em nível federal, como para presidência ou partidos políticos de nível federal, e isso faz com que estejam no alvo da política de anúncios eleitorais.

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PGR pede que Google informe quem pesquisou por “Marielle Franco” dias antes da morte da vereadora

O procurador-geral da República, Augusto Aras, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), um parecer defendendo a constitucionalidade da quebra de sigilo de dados telemáticos de pessoas indeterminadas em investigações criminais.  

O documento foi enviado dentro do recurso do Google contra a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em agosto de 2020, decidiu manter a decisão da Justiça do Rio que determinou que a empresa de internet forneça algumas informações importantes aos investigadores do caso Marielle.  

Entre os dados solicitados, está a lista de dos IPs e Device IDs de usuários que pesquisaram as combinações de palavras “Marielle Franco”, “Vereadora Marielle”, “Agenda vereadora Marielle”, “Casa das Pretas” e “Rua dos Inválidos”, entre os dias 7 e 14 de março de 2018 – dia em que a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados.  

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Funcionários do Google criaram uma petição para pedir que a empresa reveja suas políticas de coleta de dados sobre usuários que buscam informações sobre abortos.

As reinvindicações acontecem após a Suprema Corte dos Estados Unidos anular o direito constitucional ao aborto. A decisão proibiu o aborto em quase metade dos estados dos EUA. 

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“Nós, abaixo assinados, reconhecemos que todos os funcionários da Alphabet, de todos os gêneros, são impactados pela derrubada de Roe v. Wade e estamos desapontados com a resposta e influência da Alphabet nesta decisão”, disseram os funcionários, se referindo a lei que legalizou aborto nos EUA. 

A petição foi assinada por mais de 650 funcionários e foi enviada aos executivos da empresa na segunda-feira (15). Além disso os trabalhadores pedem que a empresa estenda beneficios de assistência médica em aborto aos funcionários contratados. 

Funcionários pedem que dados sobre aborto não sejam entregues às autoridades. Imagem:VDB Photos / Shutterstock.com

O movimento é organizado por membros da Alphabet Workers Union, sindicato de funcionários do Google. Anteriormente os funcionários pediram que a empresa pagasse por viagens e outros custos de assistência médica para realização de procedimentos de aborto em outros estados. O Google prometeu que irá arcar com esses custos.

No dia 1 de julho, o Google prometeu que excluiria o histórico de localização de usuários que estiveram em clínicas de aborto, abrigos de violência domésticas e clínicas de dependência química. Para garantir a privacidade do usuário, os funcionários pedem que as pesquisas sobre aborto “nunca sejam salvas, entregues às autoridades ou tratadas como crime”.

As reivindicações dos trabalhadores do Google acontece após a notícia envolvendo mensagens privadas entre mãe e filha, que supostamente conversavam sobre a realização de um aborto ilegal. As mensagens foram concedidas pelo Facebook aos agentes da lei em Nebraska.  

Imagem: Jay Fog/Shutterstock.com

Com informações de The Verge, CBS e The Wall Street Journal

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Faltando menos de dois meses para as eleições de 2022 no Brasil um documento da Global Witness, uma ONG internacional, revelou que a Meta, empresa dona do Facebook, não foi capaz de identificar falsos anúncios políticos. 

A ONG testou a competência e habilidade do Facebook de captar desinformações referentes a eleições publicando dez posts com anúncios.

Cinco das dez postagens continham informações abertamente falsas sobre a eleição. Como, por exemplo, datas erradas da eleição, invenção de métodos que a sociedade poderia utilizar para votar, etc.

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As outras cinco tinham o objetivo de desacreditar o processo eleitoral do Brasil, envolvendo o sistema de votação eletrônica que o país usa desde 1996. 

De todos os dez posts, o Facebook recusou apenas um, porém, logo em seguida o aprovou sem nenhuma ação adicional da Global Witness.

Além das postagens terem informações falsas, elas possuíam outras ‘bandeiras vermelhas’ (gatilhos) e a Global Witness afirma que Meta deveria ter captado e proibido essas publicações.

“Esta é uma proteção que a Meta tem para evitar interferência nas eleições, mas conseguimos facilmente contornar isso”, disse a Global Witness, sem mencionar que publicou os posts de Londres, na Inglaterra, e Nairóbi, no Quênia.

Ao fazer isso, não precisou usar uma VPN ou sistema de pagamento local para mascarar sua identidade. Além disso, os anúncios não apresentavam um aviso de isenção de responsabilidade “pago por”, que a Meta observa que todos os anúncios de “questão social” no Brasil devem incluir até 22 de junho de 2022.

Facebook possui sistema fraco para detectar desinformação em posts eleitorais; afirma ONG

“O que está bem claro a partir dos resultados desta investigação e de outras é que seus recursos de moderação de conteúdo e os sistemas de integridade que eles implantam para mitigar alguns dos riscos durante os períodos eleitorais simplesmente não estão funcionando”, disse Jon Lloyd, consultor sênior da Global Witness.

Um porta-voz da Meta afirmou que “se preparou extensivamente” para as próximas eleições no Brasil. “Lançamos ferramentas que promovem informações confiáveis ​​e rotulam postagens relacionadas às eleições, estabelecemos um canal direto para que o Tribunal Superior Eleitoral (autoridade eleitoral do Brasil) nos envie conteúdo potencialmente prejudicial para análise e continuamos colaborando estreitamente com autoridades e pesquisadores brasileiros ”, relatou a empresa.

É importante ressaltar que essa não é a primeira pesquisa que a Global Witness realiza e aponta erros referente a informações eleitorais no Facebook

No começo de 2022, a ONG fez uma análise parecida durante a eleição do Quênia e o resultado também foi semelhante. Por isso, a Global Witness intimidou a Meta para aumentar e consolidar seus serviços e sistemas de controle a integridade dos conteúdos publicados em sua plataforma.

Via: Engadget

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Desde outubro de 2021, quando o grupo Facebook resolveu mudar de nome para Meta, uma nova expressão no mundo da tecnologia ganhou espaço na sociedade. Hoje, mesmo aqueles que tentam ignorar as soluções digitais, certamente já ouviram falar do metaverso e de suas possibilidades. Imaginar um universo onde as experiências físicas e virtuais se convergem em algo único realmente chama a atenção. As possibilidades são infinitas e prometem novas formas de trabalho e de lazer, entre outros. Mas não é preciso esperar pelo futuro para que isso aconteça: já há projetos que colocam o digital em nossa vida “bem real”.

O conceito realmente mexe com as pessoas – e muitos ainda desejam saber mais a respeito. Uma pesquisa da Toluna, que realiza investigação de mercado por meio de insights, mostrou que 80% dos brasileiros nunca acessaram o mundo virtual nos moldes propostos pelo metaverso. Mesmo assim, pelo menos 35% da população conhece o termo, 27% admitiram ter ouvido pouco sobre o assunto e 11% resolveram se aprofundar com leituras. Ou seja, as pessoas ainda não vivenciaram na prática, mas já buscaram formas de descobrir e conhecer mais sobre o que se propõe para o futuro.

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A ideia do metaverso é promover uma integração maior entre os ambientes físicos e digitais. Na prática, uma pessoa pode acompanhar uma reunião de trabalho num espaço digital com seu avatar, tendo acesso aos mesmos recursos que teria numa sala, mas sem ter que se deslocar até ela. Ou ainda acompanhar o show de seu artista sem ter que correr para comprar o ingresso antes que se esgote. É uma expansão da proposta do Second Life, jogo de relativo sucesso nos anos 2000. Agora, a ideia é ter uma espécie de vida paralela em um ambiente onde tudo pode ser on demand, isto é, com inúmeras experiências construtivas em nosso dia a dia.

Um exemplo bastante útil para compreender essa ideia é o exercício de inteligência financeira que alguns jogos eletrônicos oferecem às crianças e adolescentes – justamente o público mais engajado nessas inovações. Durante a realização de seus jogos, eles podem ganhar recompensas virtuais por meio do cumprimento de metas, como avançar uma determinada fase. A diferença é que com o metaverso esse “dinheiro do jogo” pode ser usado para comprar uma roupa do seu personagem ou alguma refeição, e ser entregue, de fato, para a pessoa em sua casa e vida reais.

Agora, basta pegar esse exemplo e incorporar no varejo para entender que a essência do metaverso já está presente em nossa vida com utility tokens. O jogo passa a ser a nossa necessidade de fazer compras. As recompensas são os próprios tokens oferecidos pelos lojistas, que premiam nossas interações, como o engajamento nas redes sociais, e podem ser trocadas por produtos, serviços ou promoções exclusivas. Assim, uma solução totalmente digital promove uma economia bem real para o orçamento familiar no fim do mês.

Como se vê, o metaverso vai muito além de criar avatares. Trata-se de um ecossistema completo para o relacionamento, seja ele comercial, social etc. O cenário de transformação digital ao longo dos últimos anos apresentou tantas inovações, e ao mesmo tempo, desafios que muitas pessoas enfrentam dificuldades para se adaptarem a essas mudanças.

Entretanto, a presença das soluções digitais é um caminho sem volta para todos. O que resta é nos adaptarmos a elas e encontrarmos formas de incluí-las em nosso dia a dia. Os utility tokens representam, assim, uma alternativa interessante de iniciação nesse mundo ora digital, ora real. Se o metaverso é o futuro das relações humanas, saber como se relacionar com as empresas por meio de uma plataforma digital é o primeiro passo.

*Vagner Sobrinho é Co-founder da Wiboo

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A Volkswagen confirmou nesta quinta-feira, 18 de agosto, que venderá apenas carros elétricos na Noruega já a partir de 1º de janeiro 2024, acelerando o ritmo dos regulamentos locais que forçariam a gigante alemã a encerrar as vendas de veículos com motores a combustão.

A notícia foi divulgada pelo portal norueguês Postsen. Segundo a publicação, a Volkswagen cortará todas as vendas de carros a gasolina, diesel e até híbridos a partir da data referida, o que também foi confirmado hoje pelo diretor do importador de veículos da VW no país, Ulf Tore Hekneby. 

Vale destacar que o prazo do governo para encerrar as vendas de veículos a combustão no país era até o fim de 2025, o que reforça que o mercado automotivo está realmente acelerando a transição para os veículos 100% elétricos.

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Segundo o Electrek, a decisão faz sentido, já que, de todos os carros vendidos na Noruega no ano passado, 64,5% já eram totalmente elétricos, um salto de 10% em relação ao ano anterior. Em 2022, o segmento está ainda mais aquecido no país, respondendo por 83% das vendas no mercado automotivo.

Primeira Kombi ganha versão elétrica com bateria do Tesla Model S

Falando em Volkswagen, uma unidade da Kombi T1, um dos modelos mais icônicos de toda a indústria automotiva, ganhou uma versão única e elétrica que estará à venda em breve.

Totalmente restaurada, o veículo utiliza o mesmo conjunto de baterias do esportivo Tesla Model S. Por ora, ainda não foi divulgado nenhum vídeo oficial com o carro funcionando. O que se sabe é que a T1 elétrica será negociada por meio de um leilão ainda sem data definida e lance inicial.

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Trabalhadores de um armazém da Amazon em Albany, nos Estados Unidos, abriram petição para uma eleição sindical no Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB), informou o próprio órgão ao The Verge. Os funcionários pedem que a unidade de Albany tenha uma organização sindical.

Em abril, um grupo de trabalhadores da Staten Island ganhou uma votação para sindicalizar o armazém JFK8. Porém não conseguiu avançar com a sindicalização no armazém LDJ5 também em Staten Island no mês de maio.

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Esse primeiro passo motivou o grupo de funcionários de Albany a pedir a realização de um conselho sindical. Cerca de 400 funcionários do armazém estão sendo organizados pelo Sindicato Trabalhista da Amazon (ALU na sigla em inglês), o mesmo que organizou as votações do armazém de Staten Island. Para a aprovação do pedido é necessário que 30% dos funcionários votem a favor da petição.

O National Labor Relations Board (NLRB) funciona como um órgão de justiça independente dos Estados Unidos e suas ações são focadas em organizações trabalhistas como sindicatos. Caso o NLRB aprove o pedido dos funcionários de Albany essa será a quarta votação relacionada a sindicatos apenas neste ano.

amazon, funcionário etiquetando produto
Para que a petição avance é necessária a votação a favor de pelo menos 30% dos funcionários. (Imagem: Frederic Legrand – COMEO)

A Amazon tem resistido à aprovação da sindicalização nos armazéns alegando que o processo de organização trabalhista realizado por sindicatos são lentos e burocráticos, conforme falou o CEO Andy Jassy.

“Nossos funcionários têm a opção de aderir ou não a um sindicato”, disse Paul Flanigan, porta-voz da Amazon, em entrevista ao The Verge. “Eles sempre têm. Como empresa, não achamos que os sindicatos sejam a melhor resposta para nossos funcionários. Nosso foco continua sendo trabalhar diretamente com nossa equipe para continuar fazendo da Amazon um ótimo lugar para trabalhar”.

Gerentes da Amazon são demitidos após liderarem movimento sindical nos EUA

A Amazon demitiu pelo menos seis gerentes do armazém de Staten Island que estavam liderando o movimento sindical na unidade. Após a vitória nas urnas, muitos deles viraram verdadeiras celebridades, inclusive recebendo o apoio de vários políticos tanto de Nova York quanto de outras cidades. Os ex-colaboradores estavam à frente do Sindicato dos Trabalhadores da Amazon, o primeiro formado na história da gigante da tecnologia.    

Segundo os perfis dos demitidos no LinkedIn, alguns eram veteranos da Amazon e tinham mais de seis anos de casa. Eles lutavam por melhores condições de trabalho, principalmente em relação ao cumprimento de protocolos de saúde e segurança, além de reajustes salariais. 

Os líderes sindicais também tinham na pauta de negociação reivindicações para cobrar o pagamento de horas extras e contrárias às constantes pressões que os trabalhadores sofrem para atingirem as metas da empresa.  

Segundo a porta-voz da Amazon, Kelly Nantel, as demissões são resultado de um projeto de mudança na gestão e de contínua busca por melhorias. 

“Parte de nossa cultura na Amazon é melhorar continuamente, e acreditamos que é importante reservar um tempo para analisar se estamos fazendo o melhor que podemos para nossa equipe”, disse.

Imagem: max.ku/Shutterstock.com

Com informações de The Verge, Wall Street Journal e The New York Times

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Com aproximadamente 7,8 bilhões de pessoas no mundo, e apenas 1% de água potável disponível para consumo, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Xangai Jiao Tong, na China, desenvolveram um novo dispositivo capaz de promover a dessalinização da água do mar -que representa 97% de toda a água do planeta- com a finalidade de torná-la própria para o consumo.

A técnica de dessalinização solar consiste em expor a água salgada ao calor do sol para desencadear o processo de evaporação, que deixará o sal em estado sólido e a água em estado de vapor. A partir disso, este vapor será condensado, ou seja, será resfriado até retornar ao estado líquido.

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Já existem inúmeros dispositivos que realizam a dessalinização. Entretanto, o desafio é torná-los acessíveis do ponto de vista financeiro, eficientes e também duradouros. Neste último quesito, o sal se torna um grande impeditivo, pois esse soluto tende a se acumular no pavio, uma estrutura dos dispositivo responsável por “puxar” água salgada. Infelizmente, o pavio é muito difícil de limpar, fato que culmina na sua substituição de tempos em tempos.

Apesar desse ponto, a pesquisadora Evelyn Wang declarou ao MIT News que os números de desempenho desses dispositivos são muito atraentes, mas são “limitados por causa da longevidade. Com o tempo, as coisas vão faltar”.

Se o pavio era um problema, para a nova invenção dos pesquisadores do MIT não será mais. Os cientistas simplesmente aboliram o uso dessa estrutura em seu novo instrumento. O novo dispositivo usa a convecção gerada pela gravidade para mover a água.

Dois protótipos do dispositivo de dessalinização solar. Créditos: MIT

Como funciona o novo dispositivo

O sistema de convecção funciona quando o líquido não tem uma densidade uniforme, como água e óleo, por exemplo. Ele atua da seguinte maneira: quando misturados, o líquido menos denso fica na superfície do recipiente, enquanto o mais denso fica no fundo desse mesmo recipiente. Esse mesmo processo se aplica aos gases (o ar quente, menos denso, sobe e o ar frio, mais denso, desce).

Funcionamento do processo de convecção natural. Note que a água salgada, mais densa, é rapidamente puxada para baixo. Créditos: MIT

Além desse sistema, o novo dispositivo apresenta várias camadas. A primeira camada superior é tingida com tinta preta para atrair e reter o calor do sol para si e gerar o vapor de água para coleta. Na camada inferior do dispositivo, os cientistas acrescentaram água salgada. As camadas intermediárias são projetadas para manter o calor na primeira camada do recipiente e também para permitir a passagem de água salgada super densa para o fundo do recipiente, de acordo com o que preconiza a convecção natural.

Água potável e barata para quem precisa

Ainda não se sabe por quanto tempo esse instrumento é capaz de operar, por enquanto, ele funcionou por uma semana seguida sem sinais de acúmulo de sal. Segundo a equipe do MIT, a construção desse dispositivo custa em torno de US$ 4 (algo na faixa de R$ 25 em conversão direta) e pode abastecer uma família de até quatro pessoas com água potável. Se sua durabilidade for comprovada, será possível fornecer água doce para pessoas que precisam.

Via: Freethink

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Existem diversos aplicativos para controlar a menstruação e a gravidez, e a cada dia que passa eles ficam mais famosos entre as mulheres. Porém, de acordo com um documento, esses apps não possuem uma grande proteção de privacidade e dados de seus usuários.

Dados e informações vazadas em aplicativos de saúde no geral são sempre um grande problema, e essas falhas se encaixam em uma categoria bem preocupante já que agora o aborto é ilegal em diversos lugares dos Estados Unidos.

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Os aplicativos de controlar menstruação e gravidez armazenam informações que podem ser utilizadas para processar pessoas que realizam o aborto em locais que essa pratica é ilegal.

Porém, vale mencionar que essas informações até o momento não estão sendo muito utilizadas para vincular pessoas a abortos. Na maioria das vezes os dados utilizados ​​então vindo de textos, pesquisas do Google ou mensagens do Facebook.

Através de um comunicado, Caltrider, líder do guia Mozilla, informou: “As empresas que coletam informações pessoais e confidenciais de saúde precisam ser mais diligentes quando se trata da privacidade e segurança das informações pessoais que coletam, especialmente agora em nosso mundo pós-Roe vs Wade nos EUA”.

Aplicativos que controlam menstruação e gravidez têm péssima proteções de privacidade
Imagem: Nadia Snopek/Shutterstock

Essa pesquisa estudou 25 aplicativos e dispositivos mais populares que possuem esse serviço de controlar a menstruação e a gravidez. Assim sendo, a maior parte não informou se compartilharia informações com autoridades. 18 dos 25 receberam avisos da Mozilla sobre suas práticas de privacidade, incluindo o Clue Period & Cycle Tracker e Eve.

A Mozilla tem preocupações sobre as políticas de privacidade dos aplicativos e sobre como eles coletam, compartilham e protegem os dados do usuário. 

Por fim, em outro documento, a Mozilla lançou um relatório parecido sobre aplicativos de saúde mental em maio de 2022 e também descobriu que esses apps também deixam a desejar no quesito de proteção da privacidade do usuário. 

Como monitorar o ciclo menstrual pelo iPhone sem aplicativos terceiros

A princípio, em uma conta rápida, é possível dizer que pelo menos metade da população do planeta Terra menstrua, menstruou ou vai um dia menstruar. E, naturalmente, todas as pessoas que estão em idade fértil precisam saber quando começa e termina o ciclo menstrual. Para isso, é possível usar um aplicativo nativo do iPhone e até mesmo no Apple Watch, sem precisar de programas de terceiros.

Nos aparelhos com o iOS 13 e watchOS 6, ou posteriores, a contagem é feita pelo aplicativo Saúde, nos celulares, e Monitoramento nos relógios. Além disso, usuárias e usuários podem ainda ativar notificações para saber quando será o próximo período menstrual e até mesmo o fértil.

O aplicativo permite ainda que a pessoa adicione fatores que podem influenciar o ciclo menstrual. Dessa forma, basta acessar na aba ‘Explorar’ > ‘Acompanhamento de Ciclo’ há uma seção chamada ‘Registro de Ciclos’, onde é possível clicar configurar os fatores, como gestação, amamentação, uso de contraceptivos ou mesmo nenhuma destas alternativas.

Via: The Verge

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A primeira Kombi produzida no exterior pela Volkswagen foi a T1, um dos modelos mais icônicos de toda a indústria automotiva. A minivan entrou para a história com um dos carros retrô mais populares do mundo.

A montadora alemã inclusive se aproveitou disso para lançar uma versão repaginada e elétrica do modelo recentemente, o ID.Buzz. No entanto, os interessados em modelos clássicos da linha devem ficar de olho em uma unidade única que estará à venda.

Trata-se de uma Kombi T1 totalmente restaurada e convertida em veículo elétrico com o mesmo conjunto de baterias do esportivo Tesla Model S.

Kombi T1 totalmente restaurada foi convertida em veículo elétrico.
Kombi T1 restaurada e elétrica será vendida em leilão. Imagem: thecollectables.nl/Reprodução

Por ora, ainda não foi divulgado nenhum vídeo oficial com o carro funcionando ou imagens que mostram como as baterias foram integradas à carroceria.

O que se sabe é que a unidade elétrica da T1 será negociada por meio de um leilão ainda sem data definida e lance inicial, diz o Autoevolution.

Kombi T1 totalmente restaurada foi convertida em veículo elétrico.
Interior da Kombi T1. Imagem: thecollectables.nl/Reprodução

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Quem deseja uma van elétrica e mais moderna já pode investir na ID. Buzz. O aguardado modelo eletrificado e oficial da Kombi já está à venda na Europa pelo equivalente a R$ 355 mil.

Os primeiros modelos à venda vêm de fábrica com uma bateria de 77 kWh capaz de carregar em até 170 kW, o que é o suficiente para carregar de 5% a 80% em cerca de meia hora. O alcance estimado por carga é de 418 km, informa a VW.

Via: Autoevolution

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Cerca de 828 milhões de pessoas passam fome em todo o mundo. É o que mostra o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2022” publicado em junho pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Depois de permanecer 7 anos quase inalterado, o número de pessoas afetadas pela fome cresceu quase 150 milhões desde o início da pandemia – sendo 103 milhões entre 2019 e 2020 e outros 46 milhões em 2021.

Com o avanço da vacinação e a retomada pós crise global, havia a expectativa de que a segurança alimentar global passaria a melhorar. Não foi o que aconteceu, já que a fome mundial cresceu ainda mais em 2021 e, como aponta o relatório da FAO, este fenômeno é reflexo das profundas desigualdades e da ausência de políticas de cooperação dentro e entre os países durante a recuperação econômica no período pós-pandemia.

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As previsões para os próximos anos não são nada otimistas: 670 milhões de pessoas ainda deverão sofrer com a fome até 2030 – o equivalente a 8% da população mundial. O valor se aproxima do observado em 2015, ano do lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecido como Agenda 2030.

No Brasil a situação também é grave. De acordo com dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil – II VIGISAN, em 2020, 19,1 milhões de brasileiros conviviam com a fome. Em 2022, esse número saltou para 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer; apenas 4 entre 10 famílias brasileiras conseguem ter hoje acesso pleno à alimentação.

Infelizmente, esses dados representam um retrocesso histórico para o nosso país. Entre 2004 e 2013, o Brasil se posicionava como referência internacional no combate à fome. As políticas públicas de erradicação da pobreza e da miséria implementadas neste período, reduziram a insegurança alimentar extrema: de 9,5%, no ano de 2004, para 4,2% em 2013.

Segundo dados da FAO, em 2014, o índice brasileiro de pessoas em situação de insegurança alimentar extrema havia chegado a 1,7%, sendo o equivalente a 3,4 milhões de pessoas. Nesse cenário, nosso país atingia as metas do milênio e se colocava como uma das nações globais que haviam superado o problema da fome. A realidade que enfrentamos hoje é bem diferente, com cerca de 15,5% da população passando fome, o país regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990, em que 14,8% dos brasileiros não tinham o que comer.

As mulheres são as mais impactadas pela fome

Como se os números já não fossem catastróficos por si só, a fome atinge as mulheres de forma ainda mais desigual e intensa. As diferenças são expressivas na comparação entre os lares chefiados por homens e os lares chefiados por mulheres no Brasil entre 2020 e 2022, segundo a pesquisa II VIGISAN.

Nas casas em que a mulher é a pessoa de referência, a fome passou de 11,2% para 19,3%. Já nos lares que possuem homens como responsáveis, a fome passou de 7,0% para 11,9%. Segundo a pesquisa, isso ocorre, entre outros fatores, pela desigualdade salarial entre os gêneros.

E esse não é um retrato apenas do Brasil. De acordo com o estudo da FAO, a disparidade de gênero na insegurança alimentar mundial – que já havia crescido em 2020 em função da pandemia de covid-19 – aumentou ainda mais em 2021, com 31,9% das mulheres no mundo vivendo em insegurança alimentar moderada ou grave, em comparação com 27,6% dos homens.

A anemia é um dos nefastos resultados gerados pela fome e atinge principalmente mulheres que se encontram em insegurança alimentar. A pesquisa da FAO aponta, que a prevalência da anemia entre mulheres de 15 a 49 anos foi estimada em 29,9% em 2019. O número absoluto de mulheres com anemia aumentou de 493 milhões em 2000 para 570,8 milhões em 2019, o que tem implicações na morbidade e mortalidade feminina e pode levar a resultados adversos na gravidez e no recém-nascido.

Cada um dos números absolutos mencionados nos parágrafos deste texto representa a vida de uma pessoa. É absolutamente revoltante constatar que os avanços nos percentuais de segurança alimentar, ainda que possam parecer pequenos, representam milhões de pessoas convivendo cotidianamente com um sofrimento incalculável.

A desigualdade de gênero também se manifesta na segurança alimentar, gerando diversas consequências para o desenvolvimento econômico e psicossocial na vida destas mulheres que se encontram em extrema vulnerabilidade.

Como sociedade, precisamos priorizar a pauta da erradicação da fome como um desafio urgente e coletivo. Estamos próximos de um período eleitoral, uma verdadeira janela de oportunidade para refletir sobre a sociedade que desejamos e merecemos ser no futuro imediato. Não tenho dúvidas de que o Brasil pode novamente ser uma referência internacional no combate à fome e na erradicação da pobreza.

*Letícia Piccolotto é Presidente Executiva da Fundação BRAVA e fundadora do BrazilLAB – primeiro hub de inovação GovTech que conecta startups com o poder público

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