Conforme os números atualizados neste sábado (30) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 173 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas e quase 23 mil novos casos da doença.

Confira os números atualizados da Covid-19 no Brasil:

  • 173 óbitos nas últimas 24 horas;
  • 22.889 casos confirmados nas últimas 24 horas;
  • 678.486 óbitos acumulados;
  • 33.813.587 casos confirmados no total;
  • Média móvel de 223 mortes e 33.151 casos nos últimos 7 dias.

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Covid-19 no Brasil

Após chegar ao Brasil em março de 2020, o vírus da Covid-19 se espalhou rapidamente. Pouco mais de dois anos e meio depois da chegada da pandemia no país, foi alcançada a assustadora marca de 675 mil mortes.

Com momentos de alta e de baixa nos novos casos e no número de mortes, o país só teve um cenário de melhora na pandemia após o avanço da vacinação. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 160 milhões de pessoas já estão com o esquema vacinal completo e 95 milhões já tomaram pelo menos a primeira dose de reforço.

Covid-19: situação no mundo

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o novo coronavírus já infectou mais de 560 milhões de pessoas em todo o mundo. O marco é alcançado mais de dois anos e meio após seu surgimento na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019. O número de mortos por Covid-19 no mundo já ultrapassou 6,3 milhões.

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A General Motors (GM) e a Ford já começam a preparar o terreno para a chegada dos seus primeiros veículos autônomos. Ainda que essa realidade esteja no horizonte para o consumidor final, a dupla de gigantes do mercado automotivo enviou uma solicitação à NHTSA, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA, para começar a produzir carros sem volante e pedais.

No documento, ambas revelam que confiam nos seus sistemas de direção autônoma. O plano é testá-los o quanto antes nas ruas antes das concorrentes.

A GM pediu a liberação para produzir 2,5 mil unidades do Origin, seu veículo autônomo sem nenhum controle manual. Já a Ford, não especificou no relatório qual modelo pretende utilizar no seu programa de testes. 

A montadora, no entanto, declarou que a autorização “é um passo importante para ajudar a criar um caminho regulatório que permita que tecnologias autônomas amadureçam, eliminando controles e telas que são úteis apenas para motoristas humanos”.

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Baidu lança carro autônomo com volante removível

A chinesa Baidu apresentou recentemente o Apollo RT6, o seu veículo totalmente autônomo e o primeiro construído do zero pela empresa. A novidade foi revelada na conferência de tecnologia ‘Baidu World 2022’ e um dos detalhes que chamou a atenção foi o seu volante removível.

Segundo a companhia, que firmou uma parceria com a Geely em 2021 para fabricar veículos elétricos, o carro chega ao mercado já em 2023 para se juntar à sua frota de táxis autônomos na China, a Apollo Go.

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O WhatsApp afirmou, em entrevista à BBC News, que não irá “baixar a segurança” do aplicativo de mensagens por exigência de nenhum país. De acordo com Will Cathcart, diretor do WhatsApp, enfraquecer a criptografia do app seria uma “tolice”. 

A declaração vem após a apresentação de um novo projeto no Reino Unido que visa identificar conteúdo de abuso sexual infantil. Segundo o estabelecido pelo programa, que é parte de uma Lei de Segurança Online, a possibilidade de analisar mensagens privadas seria exigida no processo. 

Gerar link no WhatsApp passo a passo
WhatsApp reage contra governo britânico e diz que não vai enfraquecer criptografia; entenda. Imagem: Alex Photo Stock / Shutterstock

Conforme divulgado pelo G1, a Sociedade Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) criticou o WhatsApp após sua negativa em aceitar o projeto. Para a instituição, o app é a “linha de frente” do abuso sexual infantil e empresas de tecnologia têm a obrigação de lidar com o problema. 

“Eles (empresas) não devem ignorar os claros riscos que a criptografia de ponta a ponta pode cegá-los a esse conteúdo (de abuso infantil) e prejudicar os esforços em identificar perpetradores”, afirmou um porta-voz do governo britânico. Tanto o projeto quanto a Lei tiveram suas análises, por ora, adiadas para os próximos meses. 

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A criptografia de ponta a ponta 

A criptografia de ponta a ponta (E2EE em inglês) oferece o nível mais alto de segurança às mensagens, isso porque ela protege os dados durante uma troca de mensagens, de forma que o conteúdo só pode ser acessado pelas duas pontas da comunicação: o remetente e o destinatário.

A tecnologia é considerada essencial para a privacidade da comunicação e é uma das mais seguras, tanto que, nem a empresa dona do aplicativo ou mesmo a polícia podem ter acesso às informações. 

De acordo com o governo britânico, seu projeto não fere as leis de privacidade, no entanto, especialistas debatem se isso é realmente viável. A única forma seria através do chamado “client-side scanning”, que escaneia todo formato de mensagem e compara com seu banco de dados de conteúdo considerado questionável. O processamento acontece antes de a mensagem chegar ao seu destinatário. 

WhatsApp Web na tela do computador e aplicativo no celular
WhatsApp reage contra governo britânico e diz que não vai enfraquecer criptografia; entenda. Créditos: Antonio Salaverry/Shutterstock

“O ‘client-side scanning’ não funciona na prática”, disse Cathcart, explicando que isso é exatamente destruir as bases do E2EE, já que as mensagens deixam de ser privadas. “O que está sendo proposto é que nós – seja diretamente ou indiretamente, via softwares – leiamos as mensagens de todos. Não acho que as pessoas queiram isso.” 

O diretor do WhatsApp ainda ressaltou que o aplicativo precisa manter os mesmos padrões de privacidade em todos os países, por isso, a decisão vale para qualquer país que tente interferir nas medidas de segurança do app. 

“Se tivéssemos que baixar a segurança para o mundo inteiro, para acomodar a exigência de um país, (…) seria uma tolice que aceitássemos isso. Tornaria nosso produto menos desejado para 98% dos usuários pela exigência de 2%”, acrescentou Cathcart à BBC News

WhatsApp
WhatsApp reage contra governo britânico e diz que não vai enfraquecer criptografia; entenda. Imagem: DenPhotos/shutterstock

Um acordo é necessário 

Ella Jakubowska, conselheira do grupo Direitos Digitais Europeus, afirmou que usar o “‘client-side scanning’ quase equivale a espionar o telefone de todas as pessoas”. Monica Horten, gerente de políticas da organização Open Rights Group, concordou, lembrando que a Apple tentou realizar o escaneamento em iPhones, mas recuou por perceber que a ferramenta poderia acabar sendo usada de outra forma – para vigiar e agir contra o cidadão, por exemplo. 

“Se a Apple não consegue acertar nisso, como os governos conseguirão? ‘Client-side scanning’ é uma forma de vigilância em massa. É uma interferência profunda na privacidade”, disse Horten também à BBC News

Para Andy Burrows, chefe de políticas de proteção online da NSPCC, “a realidade é que, atualmente, sob o manto da criptografia, eles (WhatsApp) identificam apenas uma fração dos níveis de abuso que as empresas-irmãs Facebook e Instagram conseguem detectar”, por isso, uma solução urgente é necessária. 

“Fica cada vez mais claro que não é preciso opor a proteção infantil à privacidade dos adultos. Queremos uma discussão sobre como fazer um acordo equilibrado.”

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A sétima geração do Mustang ganhou uma data de apresentação oficial esta semana. A Ford confirmou que a apresentação do esportivo será no dia 14 de setembro no Salão de Detroit, EUA. Como a fabricação começa apenas em 2023, o veículo chegará ao mercado já como modelo 2024.

A notícia foi anunciada pelo CEO da montadora, Jim Farley, por meio de uma postagem no Twitter. Além da data de estreia, o executivo revelou um spoiler ao usar a hashtag #SaveTheManuals, o que indica que teremos uma versão do Mustang mais tradicional com câmbio manual.

Um dos protótipos do novo Mustang também revelou que haverá uma versão com motor V8 a combustão embaixo do capô. O que ainda não foi confirmado é se será o mesmo motor de 5.0 litros da geração atual.

Alguns rumores ainda insistem sobre uma possível versão híbrida do modelo, o que traria pela primeira vez a tração integral ao Mustang com um motor elétrico nas rodas dianteiras.

No fim, todas essas questões que ainda permanecem serão respondidas pela própria Ford em setembro.

Via: Motor1

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Ford apresenta a F-150 mais potente da história

A F-150, considerada uma das picapes mais populares do mundo, já está em sua décima quarta geração nos EUA. Para celebrar o sucesso do modelo, a Ford também, lançou recentemente uma versão ainda mais agressiva: a ‘Raptor R‘.

O projeto é baseado na F-150 Raptor, que por si só já é um modelo aprimorado do veículo. A picape sofreu diversas alterações visuais e especialmente por baixo do capô. 

Como comparativo, a Raptor atual vem com um motor turbo V6 a gasolina de 3,5 litros, já a Raptor R é alimentada por um V8 supercharged de 5,2 litros, capaz de gerar nada menos que 700 cv e 868 Nm de torque.

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Dependendo do dispositivo, os chips mais potentes já não são exatamente “micro”. Com o passar dos anos, deixar os eletrônicos mais poderosos está se tornando um desafio para os engenheiros. Atualmente, uma das saídas para contornar o problema da barreira física dos microchips foi simplesmente torná-los maiores.

Quando o espaço é um problema, algumas empresas optam até por empilhar chips. Comparando com uma cidade, funciona assim: em vez de construir novos blocos de residências, o silício é “achatado” por andares. O que pode ser utilizado para integrar circuitos de memória, chips de gerenciamento de energia e até processamento gráfico uns sobre os outros.

Um exemplo prático é um novo chip de memória flash de nada menos que 232 camadas criado pela norte-americana Micron, o que mostra quanto os microchips já se expandiram para a terceira dimensão.

“O empilhamento de chips torna a comunicação entre eles mais rápida, da mesma forma que é mais rápido viajar de elevador entre os andares de um arranha-céu do que atravessar um prédio para chegar ao vizinho mais próximo”, disse Subramanian Iyer ao Wall Street Journal. Iyer é professor da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Algo que está impulsionando essa nova tendência de design é a pressão sem fim da indústria por chips cada vez mais rápidos. Atualmente, já existem grupos de semicondutores do tamanho de uma carta de baralho e até de um prato de jantar, que receberam o apelido de megachips. 

Esse tipo de solução já é vista em dispositivos relativamente comuns como os consoles. O Xbox e o PlayStation 5, por exemplo, utilizaram essa mesma abordagem nos seus projetos feitos pela AMD (Advanced Micro Devices).

M1 Ultra tem 114 bilhões de transistores e pode ser configurado com até 128 GB de memória unificada
Outro exemplo de megachip é o processador M1 Ultra da Apple, que possui 114 bilhões de transistores e pode ser configurado com até 128 GB de memória. Imagem: Apple/Divulgação

Apesar das vantagens, esses megachips também podem apresentar novos desafios. Um deles, segundo os engenheiros, é gerenciar o calor que eles criam, já que são circuitos muito poderosos e compactos. Embora possam ser mais eficientes em desempenho, o tamanho extra também significa que eles podem acabar usando muita energia. 

O chip gráfico ‘Ponte Vecchio’ da Intel, por exemplo, é eficiente por cálculo, mas consome 600 watts, quase o mesmo que um secador de cabelo. Caso esteja se perguntando por que os megachips ainda não decolaram, essa é uma das respostas.

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Importância do chiplet

Chip de processamento da Intel (processador Intel Core) na mão de um engenheiro
Imagem: Tester128/Shutterstock

Outro elemento essencial para criar megachips é o “chiplet”. Esse novo tipo de chip elimina circuitos de estilo antigo para se comunicar diretamente com outros chiplets por meio de conexões mais curtas.

Um exemplo são os recém-anunciados processadores gráficos da Intel. Cada um é composto por 63 chiplets com uma área total de 3.100 milímetros quadrados e 100 bilhões de transistores. 

O uso de chiplets empilhados, inclusive, é visto como o futuro dos processadores da Intel. A maioria das CPUs para servidores, desktops e laptops anunciadas recentemente são construídas com essa mesma tecnologia. O que “oferece uma abordagem totalmente nova para a fabricação de chips, que é mais rápida e econômica do que os métodos tradicionais”, diz Das Sharma, um dos membros sênior da empresa.

A rival AMD também não está de fora da era atual da tecnologia de chiplet e já oferece processadores com um punhado deles.

Novo padrão no mercado

Em março de 2022, um consórcio chamado Universal Chiplet Interconnect Express, ou UCIe, anunciou que Intel e AMD – concorrentes de longa data – concordaram em fazer parte do seu mais recente padrão, que visa possibilitar que qualquer chiplet possa se conectar com outros fabricados por outras empresas.

O grupo também inclui outras gigantes do ramo como a Arm, Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) e a sul-coreana Samsung.

Os grandes impulsionadores por essa tecnologia são empresas como Amazon, Google, Microsoft e Tesla, que também desejam criar os seus próprios chips internamente.

No fim, apesar dos desafios, é notável que a novidade está ganhando força. O entusiasmo pelo futuro dos megachips sugere que um dia eles podem evoluir ainda mais para circuitos flexíveis, dando origem a tipos inteiramente novos de dispositivos.

Via: The Wall Street Journal

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Hoje em dia muito se ouve falar do avanço da tecnologia na saúde, mas o que de fato tem sido feito? Para que ela serve e, o principal, para onde estamos indo com essa transformação digital? São essas as perguntas que o MV Experience Forum 2022 (MEF), maior evento de tecnologia do setor de saúde, se propôs a responder. O evento, que está em sua 9° edição, aconteceu nesta semana em São Paulo e o Olhar Digital cobriu com exclusividade. 

Abordando o tema descrito no título deste texto, quatro importantes figuras debateram, em uma mesa redonda, para onde estamos caminhando quando o assunto é saúde e tecnologia. Dentre as perguntas mais comuns, emergiu a que mais chama atenção dos profissionais de saúde: “A tecnologia irá substituir os médicos? 

5G na saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Créditos: metamorworks/Shutterstock

Segundo o médico, professor e CEO da SDConecta, Lorenzo Tomé, não, porém depende. De acordo com o especialista, a tecnologia retira atritos e melhora processos, e isso é muito importante para o setor da saúde, mas tudo depende de como o profissional decide lidar com o que é novidade.  

“Vou ser substituído pela tecnologia? Se você é atrito para o trabalho é melhor que seja substituído mesmo, é duro, mas é verdade. Mas se não sou atrito e caminho junto, há complemento”, afirmou, acrescentando que “a grande transformação, na verdade, não está na tecnologia, mas na mentalidade”.  

“Enquanto eu como profissional preocupado não enxergar a tecnologia como redução de atrito e melhoria de processos, eu serei atrito.” 

Assim como diversas pessoas já possuem uma percepção diferente do que é digital, médicos já estão saindo da faculdade com um conceito diferente do verdadeiro propósito da era tech. Wagner Sanchez, mestre em tecnologia e Pró-Reitor do Centro Universitário FIAP, destacou que as tecnologias estão se fundindo e criando novas oportunidades, o que é imprescindível para uma sociedade mais inclusiva, principalmente a partir de sua visão de professor. 

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“Nossos alunos têm oportunidades incríveis. Tudo isso, como o novo metaverso, vai destravando outras tecnologias e, consequentemente, uma sociedade mais inclusiva com qualidade de vida. A gente nem lembra mais o que é passar torpedo, não sentimos falta das antigas tecnologias, todas as nossas ações de agora destravam oportunidades para novas gerações. Ela é aliada, nos deixa mais eficientes. Me conecto melhor com meus alunos e é assim em todas as carreiras, incluindo medicina”, explicou Sanchez. 

Ao complementar a ideia do Dr. Tomé, ele ainda adiciona: “Não trabalhe como robô, senão você será substituído por um deles”. 

Tecnologia é cultura 

Sim! Para quem nunca relacionou uma ponta a outra, tecnologia também tem a ver com cultura. Em constante movimento, uma modifica a outra, tendo a capacidade de alterar todas as atividades de uma população, mudando conceitos e estabelecendo novas práticas e técnicas. 

“A transformação digital não se baseia só em tecnologia, mas em cultura. As consultas on-line, por exemplo, é uma mudança cultural. De tudo que a gente passou com a pandemia isso é um resultado positivo”, disse o Gerente de Vendas de Saúde e Ciências da Vida do Google Cloud Brasil, Maurício C. Hauptmann. “A tecnologia é um viabilizador para dar mais saúde de qualidade. Ela tem uma capacidade importante de acesso com custos mais baixos e com segurança, respeitando as LGPD.” 

ciberataques saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: nelzajamal/Shutterstock

E por falar em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Hauptmann, especialista em armazenamento em nuvem, discorreu sobre o que é hoje um dos maiores assuntos em tecnologia, a segurança dos dados. 

“Gerir o fluxo de dados na saúde sem comprometer os dados é um tema bastante crítico. Acho que as tecnologias trazem conforto, e a segurança é um pilar, uma obrigação. Todo mundo que entra no mundo digital precisa ter consciência disso. Levamos isso muito a sério, a falta de segurança tem consequências e custos”, lembrou o manager, destacando que um dos pilares principais é “o consentimento do paciente”, algo que é recomendado ao mercado da saúde como um todo. 

Para o Dr. Guilherme Pereda, convidado para falar de uma perspectiva de tecnologia e cura, a LGPD é um exemplo do que a transformação digital pode corrigir. 

“A tecnologia também trouxe boas práticas para dados na saúde, como o caso da LGPD. Ela trouxe cura no sistema de saúde, nas redes, na regulação, para os profissionais, nas clínicas, hospitais, operadoras, pacientes, e até mais segurança nos materiais, medicamentos e diagnósticos. Em cada um destes tópicos a tecnologia pode proporcionar cura”, afirmou Pereda, que é gerente médico da Healthcare Alliance e Fundador e Diretor da MedXP. 

Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: metamorworks/iStock

Inovação na saúde: o que esperar? 

Além de uma mudança de mindset – tema também abordado no evento por Solange Mata Machado, da Imaginar Solutions – há muito mais por vir no campo da tecnologia, segundo Sanchez, porque a inovação parte das histórias de vida, e histórias e necessidade de melhorias não faltam. Além disso, ela está cada vez mais acessível, mesmo que não dê para mensurar essa “evolução exponencial, que ainda tem um futuro incerto”. 

“Ela [a tecnologia] está a cada dia mais acessível, exemplo disso é o avanço de aparelhos que fazem a leitura dos nossos biosinais. Ou os que captam as pulsações, temperatura, batimento, pressão arterial e etc. A tecnologia na saúde hoje pode proporcionar um filme, e não mais só uma foto. Eu posso entregar um filme da saúde da minha vida.” 

O uso da tecnologia facilita o trabalho e acesso. Para os profissionais citados, que são mergulhados tanto na área de TI quanto em saúde, debates como esse – e estudos, claro – ajudam a desmistificar ideias, como a de que o médico será substituído, quando na verdade a intenção é dar “superpoderes” a ele. 

“Humanização e telemedicina não têm comparação, é comparar banana com melancia”, disse o Dr. Tomé. “Telemedicina mesmo, é acesso, é ir além de fronteiras e atender lugares mais inacessíveis, como o Amazonas.” 

cobertura plano de saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: shutterstock/Monster Ztudio

Saúde digital é realmente para todos? 

É impossível falar de tantos avanços e não observar que esse conhecimento e esforços ainda não alcançam a grande parte de quem realmente precisa. Uma pesquisa da Global Health Service Monitor 2021, realizada pela Ipsos, mostrou que de 10 brasileiros, 9 não têm condições de pagar por convênios de saúde. Preço, dificuldade no agendamento de consultas e distância do domicílio foram os principais pontos citados. 

Em um outro levantamento, de 2020, a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE apontou que 150 milhões de brasileiros dependem do SUS, o número equivale a mais de 70% da população tendo apenas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para suporte – o que explica a sobrecarga do sistema de saúde brasileiro. O mesmo estudo também aponta que, entre alguns que conseguem custear o mínimo para ir ao médico e outros que dependem do SUS, cerca de 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a nenhum serviço de saúde. 

“A gente precisa urgentemente ver o tanto de dinheiro que estamos deixando para saúde, porque os resultados de investimento em saúde são a longo prazo. Há uma despriorização de pautas de saúde porque isso não traz votos a longo prazo. Meu pedido nesse âmbito é orçamento”, explanou Tomé ao ser questionado sobre o que é preciso para que a saúde digital chegue ao povo. 

Inteligência artificial e saúde
Tecnologia e saúde: para onde estamos indo? Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

“Educação e tecnologia é o meu ponto. Acho que esse é o caminho, é formação, educação e ciência. O que eu pediria é; destravem as coisas para que a gente possa crescer, pautado em ciência, claro. A gente tem tanta tecnologia e caminhos, e ainda tem tantas travas e corporativismo, e isso, obviamente, atrasa o país. Então meu pedido é educação e tecnologia, inclusive nas escolas públicas. Não é tecnologia por tecnologia, ela não substitui o professor, mas oferece ferramentas para que ele tenha conexão com alunos. Invistam na educação”, opinou Sanchez. 

Para Hauptmann, informação pode “empoderar pessoas”. Ter informação faz a diferença, principalmente em processos de saúde. “Ter acesso completo às informações, assim é possível compartilhar com qualquer médico, o que barateia e facilita o processo. A tecnologia associada a uma regulação bem feita vai trazer uma diferença bem grande no quesito gestão.” 

Mediando a mesa estava a Deputada Adriana Ventura (Novo). E não por uma coincidência, já que a parlamentar é a autora do Projeto de Lei n° 1998/2020 que autoriza e define a prática da Telemedicina de forma permanente no Brasil – antes era aprovada em caráter emergencial. O PL, que tramita desde 2020 (quando começou a pandemia da Covid-19), é o primeiro do Partido Novo aprovado no Plenário da Câmara a obter sanção presidencial. A proposta está agora no Senado. 

Quem é a MV? 

A MV é uma healthtech brasileira que oferece, há 35 anos, tecnologias que facilitam a rotina de todo o ecossistema da saúde. Responsável pelo evento, a companhia de TI lançou recentemente a Prescrição Digital.  

Criado pela vertical Global Health/Clinic em parceria com a Farmácia Digital, o app acompanha toda a jornada do paciente, desde o atendimento médico até a compra do medicamento, agregando no mesmo pacote: o prontuário do paciente, prescrição médica, a busca pelo remédio, o pagamento e o delivery da medicação. O diferencial é que o usuário e o médico, podem ter acesso a todas as informações do atendimento na palma da mão. 

A previsão é que até fevereiro de 2023, todo o Brasil já esteja sendo contemplado com o produto. 

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O icônico ator Arnold Schwarzenegger está completando 75 anos neste sábado, 30 de julho, e por isso montamos uma lista de 7 filmes para celebrar a data.

Schwarzenegger teve uma carreira cheia de mudanças, indo de modelo a Mister Universo, a fisiculturista, a ator de sucesso, chegando até a se tornar o governador da Califórnia. O ator austríaco que tem diversos grandes sucessos no currículo, e é considerado um dos grandes nomes da ação no cinema.

Então, separamos uma lista de 7 filmes para conhecer a carreira de Arnold Schwarzenegger, e celebrar os 75 anos do ator!

Hércules em Nova York

A carreira de Arnold Schwarzenegger certamente se transformou quando ele conseguiu seu primeiro papel no cinema, o de Hércules, em “Hércules em Nova York”. Não teria como citar a carreira brilhante do ator sem colocar seu primeiro filme na lista.

  • Ano de lançamento: 1970
  • Direção: Arthur Allan Seidelman
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Arnold Stang, Taina Elg
  • Sinopse: Hércules, o filho de Zeus, é enviado do Monte Olimpo para a Manhattan moderna, onde começa a lutar luta livre profissional antes de se envolver com mafiosos.
  • Onde assistir: Aluguel

Conan, o Bárbaro

Indo de Hércules para Conan, este é um dos filmes mais marcantes da carreira de Schwarzenegger. Inclusive, Arnold Schwarzenegger e Sandahl Bergman fizeram todas as próprias cenas de ação no filme, pela incapacidade de encontrar dublês com corpos compatíveis aos deles.

  • Ano de lançamento: 1982
  • Direção: John Milius
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Max von Sydow
  • Sinopse: Para vingar a morte de seus pais, Conan (Arnold Schwarzenegger) enfrenta um perigoso feiticeiro em busca da liga de aço, que fará com que sua espada se torne invencível. Quando criança, Conan viu seus pais serem mortos na sua frente e seu povo massacrado. Criado em um campo de escravos, ele desenvolve uma enorme força física e se torna um gladiador. Mas Conan nunca esqueceu seu triste passado e está determinado a vingar o assassinato de sua família.
  • Onde assistir: Star+

O Exterminador do Futuro

“I’ll be back!” Uma das frases mais icônicas do cinema, e marca registrada de Arnold Schwarzenegger, são de “O Exterminador do Futuro”. Não existe lista de filmes para exemplificar a carreira do ator sem este filme, um marco na história do cinema e início de uma franquia de sucesso.

  • Ano de lançamento: 1984
  • Direção: James Cameron
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Jorgeh Ramos, Michael Biehn
  • Sinopse: Disfarçado de humano, o assassino conhecido como o Exterminador (Arnold Schwarzenegger) viaja de 2029 a 1984 para matar Sarah Connor (Linda Hamilton). Enviado para proteger Sarah está Kyle Reese (Michael Biehn), que divulga a chegada do Skynet, um sistema de inteligência artificial que detonará um holocausto nuclear. Sarah é o alvo porque a Skynet sabe que seu futuro filho comandará a luta contra eles. Com o implacável Exterminador os perseguindo, Sarah e Kyle tentam sobreviver.
  • Onde assistir: Amazon Prime Video

O Predador

Falando em franquias, “O Predador” é outro grande filme de Schwarzenegger que marcou a história dos filmes de monstro. “O Predador” iniciou uma franquia e é um daqueles filmes que você simplesmente precisa assistir.

  • Ano de lançamento: 1987
  • Direção: John McTiernan
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Elpidia Carrillo
  • Sinopse: Dutch é contratado pelo governo dos Estados Unidos para resgatar políticos presos na Guatemala. Mas quando ele e sua equipe chegam na América Central, logo percebem que há algo errado. Depois de descobrir vários cadáveres, a equipe descobre que está sendo caçada por uma criatura brutal com força sobre-humana e uma capacidade surpreendente de se camuflar.
  • Onde assistir: Star+

Irmãos Gêmeos

Schwarzenegger também se aventurou nas comédias, e em “Irmãos Gêmeos” ele dividiu cena com o brilhante Danny DeVito, vivendo irmãos gêmeos bem diferentes.

  • Ano de lançamento: 1988
  • Direção: Ivan Reitman
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Danny DeVito, Kelly Preston
  • Sinopse: Resultados de uma experiência genética, os gêmeos fraternos Julius e Vincent são separados ao nascer. Mary Ann, a mãe, acha que eles estão mortos. Agora, Vincent é um vendedor de rua sem escrúpulos em Los Angeles. Julius, criado por um cientista, cresce humilde, inteligente e forte, mas muito ingênuo sobre o mundo. Quando Julius fica sabendo sobre sua mãe e irmão, ele vai para Los Angeles para encontrar sua família.
  • Onde assistir: Star+

O Vingador do Futuro

Na onda dos filmes futuristas, “O Vingador do Futuro” é, além de um grande filme da carreira do ator, um marco técnico na história do cinema, sendo um dos últimos filmes a utilizar miniaturas em vez de CGI nos efeitos especiais, e foi também o primeiro grande filme de Hollywood a fazer uso de CGI, em uma cena específica.

  • Ano de lançamento: 1990
  • Direção: Paul Verhoeven
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Rachel Ticotin, Sharon Stone
  • Sinopse: No ano de 2084, o operário Doug Quaid recorre a um implante de memória para poder simular uma viagem a Marte. Mas algo sai errado e ele começa a se lembrar de quem realmente era e de fatos que, até então, desconhecia. Agora, Quaid quer vingança contra aqueles que o enganaram.
  • Onde assistir: Amazon Prime Video

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Sabotagem

Para fechar a lista, vamos com “Sabotagem”, um longa mais recente do ator, em que ele interpreta o líder de um esquadrão de elite da DEA, que acaba entrando numa missão perigosa.

  • Ano de lançamento: 2014
  • Direção: David Ayer
  • Elenco: Arnold Schwarzenegger, Sam Worthington, Olivia Williams
  • Sinopse: Uma equipe de elite da Agência Antidrogas dos Estados Unidos invade um cartel de narcóticos e rouba dez milhões de dólares. Quando eles voltam para buscar o dinheiro, que foi escondido em um encanamento, ele não está lá mais. O comandante descobre o roubo e suspende todo o grupo por vários meses. Durante este período, eles são misteriosamente eliminados.
  • Onde assistir: Netflix

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Os consumidores australianos da Samsung estão enfrentando problemas com os recursos de seus smartphones Galaxy e, por isso, acusando a empresa de enganação. A empresa sul-coreana, inclusive, vai ter que pagar uma multa de US$ 9,8 milhões (cerca de R$ 50.840.440,00).

O juiz do Tribunal Federal Australiano, Brendan Murphy, ordenou que a Samsung pagasse o valor da multa em até 30 dias. Além disso, a empresa sul-coreana vai ter que pagar US$ 140 mil (cerca de R$ 726.292,00) pelo custo que a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores teve desde o início das investigações há quatro anos.

Imagem: Divulgação – Samsung

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Motivos da multa da Samsung

A empresa foi multada por enganar seus clientes em relação às alegações de resistência à água para seus aparelhos Galaxy. Entretanto, essas falsas alegações foram feitas em sete modelos Galaxy que estavam no ar em nove anúncios entre os anos de 2016 e 2018.

Por fim, os modelos desses anúncios são do Galaxy S7, Galaxy S7 Edge, Galaxy A5 (2017), Galaxy A7 (2017) , Galaxy S8, Galaxy S8 Plus e Galaxy Note 8. Contudo, a fabricante do smartphone não contestou em nenhum momento essas cobranças e concordou em pagar o valor da multa.

Via: GIZMOCHINA

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No mês de setembro deste ano vai acontecer a IFA. Na ocasião, diversas empresas líderes de tecnologia, telecomunicação, eletrodoméstico e outras vertentes participam do evento com o intuito de conhecer e ver algumas soluções flexíveis e altamente personalizadas de negócios

Entretanto, esse ano, de forma oficial, a feira vai contar com a presença da empresa chinesa Honor e ela já apresentou os detalhes. A apresentação vai acontecer em Berlim, porém terá uma transmissão mundial ao vivo, às 17h horário de Berlin, ou 22h horário de Brasília.

Leia mais:

Presença da Honor na IFA

Honor está anunciando uma linha completa de novos dispositivos em 2 de setembro na IFA
Convite da Honor confirmando presença na IFA.
Imagem: Divulgação/ Honor

Como você pode ver anteriormente, a imagem do convite apresenta diversos dispositivos diferentes. Desta vez, é possível identificar telefones, laptop, tablet, par de fones de ouvido TWS e até uma casa. Por fim, a empresa chinesa diz que devemos esperar que uma linha inteira de produtos empolgantes seja apresentada no evento, então não perca a apresentação para descobrir o que está por vir.

Via: GSMARENA

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As chamadas modificações corporais chamam atenção não apenas pelas mudanças extremas do corpo, mas pela quantidade de pessoas que optam pela alteração do visual. Figuras como o famoso Diabão, que possui mais de 60 modificações, estão se tornando cada vez mais comuns e com grande visibilidade devido as redes sociais. Mas afinal, o que são essas modificações corporais? Elas fazem mal à saúde

Modificação corporal é qualquer alteração feita propositalmente no corpo, sendo irreversível ou não, por uma razão sem necessidade médica. As que mais vemos por aí são as relacionadas ao rosto, como cortes em orelhas, para parecerem mais pontudas, cortes em línguas (ou língua bifurcada), que lembram as de uma cobra, variedades de piercings e alargadores, coloração dos olhos a partir de tatuagens e a implantação de objetos debaixo da pele, como chifres ou materiais que ofereçam a aparência de relevo. 

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Quanto à saúde, de acordo com a maioria dos especialistas, sim, os riscos existem. Em entrevista para o Olhar Digital, a farmacêutica pós-graduada em biotecnologia em Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Silmeri Bolognani, disse que cortes na língua, por exemplo, podem levar a uma infecção durante a cicatrização, já que a boca possui diversas bactérias. 

“Na cavidade bucal existem várias enzimas digestivas e bactérias. Logo, quando fazemos cortes na língua há risco de infecção durante a cicatrização. Essas infecções podem afetar tudo, desde a mandíbula até toda a boca. A divisão da língua atrapalha a deglutição, a mastigação e a fala. Além de causar mau hálito e se tornar depósito de alimentos”, explicou a especialista, que também ressaltou as complicações em procedimentos na orelha. 

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“A cartilagem da orelha é uma região de baixa vascularização sanguínea, o que dificulta a chegada de células de defesa potencializando o risco de infecção. Para deixarmos as orelhas pontudas é necessário se submeter a uma cirurgia e, como qualquer cirurgia, possui risco à saúde. Podendo ocasionar hematoma, edema, despigmentação e perda ou redução da sensibilidade local.” 

Corroborando com Bolognani, o cirurgião plástico e oncológico Wandemberg Barbosa, que atua em hospitais da capital paulista como Albert Einstein e Nove de Julho, acrescentou que as cirurgias deste tipo vão contra a fisiologia do corpo e, geralmente, são realizadas a partir de desejos adolescentes, o que aumentam as chances de arrependimentos.  

“Sou contra esse tipo de cirurgia porque você para uma coisa ‘antifisiológica’ que normalmente é um apelo de uma fase da vida (adolescência). Depois, com o indivíduo adulto, ocorre um arrependimento e o paciente corre para uma reversão da cirurgia”, disse o médico ao Olhar Digital

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Implante de objetos no corpo 

Já é sabido que a implementação de qualquer objeto no corpo pode ser rejeitada – é o que acontece, por exemplo, em alguns casos de implantação de silicone ou de qualquer outro material (até nos casos de necessidade médica). Ainda de acordo com Bolognani, no caso da introdução de objetos debaixo da pele há ainda a possibilidade de “alergias, redução da vascularização da região, queloides, assimetria e hipersensibilidade no local.” 

Barbosa também adicionou que o mesmo ocorre com alargamentos de lóbulos de orelhas ou lábios – com os conhecidos alargadores. Os riscos de rejeição também são válidos para o uso de piercings mais comuns. 

Modificação corporal faz mal à saúde? Médicos e body piercers comentam. Imagem: Vershinin89/shutterstock

Tatuagem nos olhos

Outra prática entre as mais procuradas é a tatuagem nos olhos (eyeball). O procedimento pinta o globo ocular dando a pessoa um olho colorido ou, o mais comum, todo preto. Apesar de alguns considerarem o resultado esteticamente bonito e interessante, de acordo com o oftalmologista Dr. Marcelo Brito, a ação é de altíssimo risco por uma série de motivos. 

“Nossos olhos, naturalmente, são lar de milhões de bactérias, que convivem em harmonia, até que o equilíbrio natural seja quebrado. A injeção de agulhas pode carregar microrganismos das camadas superficiais para as camadas profundas, levando a processos infecciosos que podem ser fatais à visão, como uma endoftalmite ou uma atrofia total do globo. Sem contar que a própria tinta e agulhas podem não estar estéreis e serem a própria fonte de contaminação”, alertou o médico também em entrevista ao Olhar Digital

Além disso, o especialista lembrou do risco de perfurações, já que um simples deslize do tatuador, ou um pequeno movimento dos olhos ou da cabeça do cliente, pode levar a uma perfuração dos tecidos. 

Modificação corporal faz mal à saúde? Médicos e body piercers comentam. Imagem: shutterstock/rafa jodar

“Geralmente, a tatuagem que se vê na mídia consiste em injetar tinta no espaço subconjuntival. Acontece que esse espaço é praticamente “virtual”, pois há um contato muito grande entre a conjuntiva (a camada mucosa superficial dos olhos) e a esclera (a parte branca dos olhos)”, especificou o Dr. Brito, ressaltando que os erros que resultarem em perfuração podem ter ainda outras consequências, como o descolamento da retina. 

“No momento, não há métodos seguros que possam ser recomendados pela oftalmologia para se tatuar os olhos”, finalizou o médico. 

Então não posso por piercings ou realizar modificações corporais? 

Vale ressaltar que o intuito aqui é esclarecer os riscos, e não convencer pessoas a não colocarem piercings ou modificarem os corpos da forma que acharem melhor ou, o principal, se sentirem bem. Existem muitas pessoas adeptas das modificações e profissionais capacitados que levam as mudanças bem a sério e com cuidado, como é o caso da body piercer Acacia Britto Winter.

Segundo a profissional, que possui a língua bifurcada, diversos piercings, alargadores e incontáveis tatuagens, existe um protocolo para atuar com os procedimentos. Além disso, os cuidados após os processos são tão importantes quanto a colocação do piercing em si, algo que fica a cargo e responsabilidade do cliente.

“A gente lida como se fosse uma bancada cirúrgica, com material esterelizado, e a maioria descartáveis. Existe todo um protocolo que vem desde abrir o material na frente do cliente para que ele tenha segurança de que está sendo usado (pela primeira vez) por ele e assim também será descartado. Todo material deve ser esterelizado e o mínimo deve ser reutilizado”, disse a body piercer, dando o exemplo das pinças, as únicas ferramentas que ela reutiliza – e após higienização e esterilização.

Imagem: Body Piercer Acacia Britto/Reprodução arquivo pessoal

Acacia também deu dicas de como encontrar um profissional de confiança para realizar os procedimentos. O primeiro ponto, segundo ela, é a pesquisa de campo, ou seja, falar com quem já tem as modificações.

“Conversem! Mas não com o amigo que viu na internet, conversem com quem tem as modificações, profissionais que já fizeram e que trabalham com isso. Um profissional que não te dá atenção sobre (dúvidas de) procedimentos de modificação corporal, eu já não qualifico ele como um bom profissional, porque ele vai se envolver com você apenas em um momento de intimidade, mas é preciso suporte desde muito antes da perfuração porque ele vai fazer parte de um dos momentos mais importantes da sua vida.”

O body piercer Wildson Santos, mais conhecido como Dark Vírus, também reforçou a importância de um ambiente limpo para os procedimentos e fez um adendo aos profissionais que querem trabalhar na área. Dark possui ao menos 20 modificações, entre elas a língua bifurcada (também chamada de tongue split) e pintada, além de tatuagem nos olhos e implantes na testa e braços. Ele trabalha com modificações extremas há pelo menos 20 anos e realiza, por exemplo, o corte da língua e a escarificação (cicatrizes através de cortes).

Imagem: Body Piercer Dark Vírus/Arquivo Pessoal

“O preceito número um é estudar todos os dias. [segundo] Respeitar o corpo alheio, porque ele não é nosso, é apenas emprestado. E [terceiro] fazer com o coração, ser um body piercer de verdade”, afirmou o profissional. Ele acrescentou ainda que “por um lado, alguns médicos têm razão” ao fazer críticas sobre os procedimentos, já que muitos realizam com pessoas que não entendem de anatomia ou do protocolo necessário.

“Você precisa saber e não decorar. Tem pessoas que apenas decoram e por isso os médicos ficam em cima. É uma intervenção agressiva, então se for fazer qualquer tipo de intervenção é preciso procurar um modificador corporal.”

Para trabalhar com as modificações corporais Dark fez curso de Modificação Corporal com Emilio Gonzalez, famoso body modifier venezuelano. Ele ressaltou que, devido suas tantas alterações no corpo está sempre consultando o médico para um check-up de rotina. Até hoje, segundo ele, nunca houve problemas nem com as tatuagens, cortes ou piercings que possui e nem com as que realizou em seus clientes.

Imagem: Body Piercer Dark Vírus/Arquivo Pessoal

Casos recentes

Recentemente, duas jovens morreram devido complicações após a implantação de piercings. Izabela Eduarda de Sousa, de Minas Gerais, fez sozinha uma perfuração com uma agulha comum na sobrancelha. A adolescente de 15 anos ficou internada por oito dias, teve quatro paradas cardíacas e morreu em consequência de uma infecção generalizada, conforme divulgou O Globo

Segundo informações do UOL, a segunda paciente, de 20 anos, veio a óbito após colocar um piercing na boca e desenvolver uma infecção no cérebro. Andressa Souza, de Mato Grosso do Sul, ficou 24 dias na UTI e, caso sobrevivesse, corria o risco de permanecer em estado vegetativo. 

A respeito do último caso, a cirurgiã dentista e especialista em saúde bucal Dra. Bruna Conde explicou que lábios, bochechas e língua também fazem parte da saúde bucal, e piercings nessas regiões podem gerar casos como esse com frequência. 

“Nossa boca contém milhões de bactérias, devido a isso muitas vezes inflamações, inchaços e infecções ocorrem com frequência em piercings na boca. A região pode sofrer bastante inchaço no processo de cicatrização, é de extrema importância se certificar se a joia é de qualidade e as maneiras corretas de higienização.” alertou a dentista. 

Modificação corporal faz mal à saúde? Médicos e body piercers comentam. Imagem: shutterstock/Ollyy

De acordo com o Dr. Barbosa, piercings menores e mais discretos podem ser mais toleráveis conforme o material empregado, como ouro e prata. Em todo o caso, a orientação é “procurar profissionais competentes e autorizados para que não se coloque a vida de pacientes em perigo”. 

O mesmo vale para as modificações corporais. A farmacêutica Bolognani destacou que é importante ter certeza dos procedimentos, a fim de evitar a necessidade de novas cirurgias. 

“Para fazer uma transformação corporal é necessário ter total segurança do que se pretende fazer, pois alguns procedimentos podem ser irreversíveis e/ou deixar sequelas. Procure sempre um especialista na área que seja bem capacitado, de preferência que você conheça algum resultado. Preciso lembrar que para qualquer processo de transformação primeiro ficamos feios para depois ficarmos do jeito que desejamos”, concluiu. 

Modificações corporais e preconceito

Apesar das divergências entre a opinião médica e profissionais de body piercing – ou ainda médicos que realizem as modificações corporais – para Acacia, que também é bióloga por formação, há espaço para todos, e o respeito às diferenças precisa partir da sociedade como um todo, o que inclui os médicos.

“O preconceito me atravessa de diversas formas, a modificação corporal é só uma delas. Eu já perdi emprego como bióloga, já gritaram comigo na rua dizendo que eu era muito feia e horrorosa. Já olharam para mim com cara de nojo, são coisas comuns”, contou.

Sobre o tema, que é tão delicado, Wildson (Dark Vírus) diz que “olhares e palavras são apenas olhares e palavras. Você só vai se machucar a partir do momento que deixar que aquilo te machuque ou, claro, descer ao nível da outra pessoa. Palavras ficam ao vento, ela só vai ecoar e bater no seu coração se você der espaço para escutar. Essas pessoas não têm amor no coração, por isso são preconceituosas”.

Imagem: Body Piercer Acacia Britto/Reprodução arquivo pessoal

Em um recado para a comunidade médica Acacia diz: “eles deveriam olhar com um pouco mais de respeito para as modificações corporais que fogem do padrão. Eles executam modificações corporais diariamente implantando silicone, fazendo narizes modelados e trabalhando com bichectomia. A única diferença é que algumas são para padrões de beleza e outras não”.

“Respeito demais a profissão médica e gostaria que eles vissem a nossa, de modificador corporal, com respeito também, só isso”, finalizou.

Créditos foto destaque: Reprodução/Instagram Diabão

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